Marquês de Paranaguá (Fora de Exercício)

Marquês de Paranaguá

Dados Pessoais

Nome civil:
Francisco Vilela Barbosa
Data de Nascimento:
20/11/1769
Data de Falecimento:
11/09/1846
Naturalidade:
Rio de Janeiro (RJ)

Histórico Acadêmico


Curso Grau Estabelecimento Local
Humanidades Superior Escolas Privadas Rio de Janeiro
Matemáticas Superior Universidade de Coimbra Coimbra

Profissões

  • Militar  
  • Professor(a)  

Mandatos

Mandato Início Fim
Deputado às Cortes Portuguesas - RJ 1821 1822
Senador - RJ 1826 1829
Senador - RJ 1830 1833
Senador - RJ 1834 1837
Senador - RJ 1838 1841
Senador - RJ 1843 1844
Senador - RJ 1845 1846

Homenagens

- Recebeu o título de Visconde de Paranaguá, em 1825, e o título de Marquês, em 1826.
- Recebeu as Honras de Dignitário e Grã-Cruz da Ordem Imperial do Cruzeiro (1826).
- Recebeu vários prêmios da Academia Real de Ciências de Lisboa por seu trabalho na área das Matemáticas.

Trabalhos publicados

- Breve tratado de geometria esférica. Lisboa: Academia Real de Marinha, 1817.
- Discurso histórico, recitado na sessão pública da Academia Real de Ciências, de 24 de junho de 1821. In: MEMÓRIAS da Academia Real das Ciências de Lisboa. Lisboa: [s.n.], [18--?]. t.8, p. 1-23.
- Discursos recitados no Paço de Queluz, perante El-Rei Senhor Dom João VI e sereníssimo Senhor Infante Dom Miguel por ocasião de seu feliz regresso ao Reino de Portugal. In: MEMÓRIAS da Academia Real das Ciências de Lisboa. Lisboa: [s.n.], [18--?], t. 8, p. 35.
- Elementos de geometria. Lisboa: Offic. da Academia R. das Sciencias, 1816. 247 p.
- Elenco dos trabalhos e indagações que fazem o objeto da estatística de uma província do Império do Brasil. [S.l.: s.n.], 1826. (Apresentado na sessão de 24 de maio de 1826, do Senado do Império).
- Memória sobre a correção das derrotas da estima. [S.l.]: Academia Real de Marinha, 1815. (Premiado pelo governo português).
- Poesias. Coimbra: [s.n.], 1794.
- A Primavera: cantata. In: MEMÓRIAS da Academia Real das Ciências de Lisboa. Lisboa: [s.n], 1799. t. 6, p. 20-32.
- Projeto de Constituição para o Império do Brasil, organizado no Conselho de Estado sobre as bases apresentadas por Sua Majestade Imperial o Senhor D. Pedro I Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil. Rio de Janeiro: [s.n.], 1823.
- Ode ao Exmo. Sr. Visconde de Caiuí, improvisado no Senado, por ocasião de aí fazer um enérgico discurso aquele Visconde. Revista Trimensal do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, t. 1, p. 246, [18--?].
- Regras e reflexões sobre o modo de corrigir as derrotas de estima. [S.l.: s.n.], 1803.
- A saudade pela sentidíssima morte do Sr. D. Pedro I, ex-Imperador do Brasil, gloza oferecida aos corações sensíveis por Z. O. A. Rio de Janeiro: Typ. do Diário de NL. Viana, 1831. (Assinada com o pseudônimo de Z. O. A.).
- Uma velha enamorada. In: SILVA, J. M. Pereira da. Parnaso Brasileiro. [S.l.: s.n.], [18--?]. t.2, p. 44-63.

Outras Informações

- Foi Visconde com grandeza (1825).
- Estudou em Portugal onde foi Oficial da Marinha, professor da Academia Real da Marinha.
- Foi Vice-Secretário da Academia Real das Ciências de Lisboa (1821).
- No Brasil, foi eleito Deputado às Cortes de Lisboa, 1821, representando a província do Rio de Janeiro.
- Assinou a Constituição e ficou para a Assembléia Legislativa Ordinária.
- Voltou ao Brasil quando, em Portugal, teve notícia da Independência.
- Aqui chegou em 1823.
- Foi nomeado Ministro do Império num momento em que as relações de D. Pedro I com a Constituinte chegaram ao ponto máximo de atrito.
- A dissolução veio em seguida.
- Foi acirrado Adversário Político dos Andradas.
- Foi um dos membros da Comissão que elaborou a Constituição de 1824.
- Conselheiro de Estado nomeado por D. Pedro I, fazendo parte do primeiro grupo de conselheiros.
- Foi um dos três negociadores do tratado com Portugal, em 1825, do reconhecimento da nossa independência.
- Sua fidelidade política a D. Pedro I, quando do 7 de abril de 1831, a abdicação, fez com que fosse perseguido, refugiando-se num navio francês.
- Era impopular e teve sua casa depredada.
- Sua atividade política durante a regência foi bastante discreta, indo contudo às Sessões do Senado.
- Votou a favor da vitaliciedade do mandato dos senadores (1832).
- Votou contra a destituição de José Bonifácio de Tutor de D. Pedro II.
- Como Presidente do Senado, apoiou, junto com os Liberais, o Movimento para a Maioridade de D. Pedro II.
- Manteve as suas posições conservadoras tradicionais, apoiando a criação novamente do conselho de Estado.
- Apoiou a reforma do Código do Processo Criminal, 1841, bem como a dissolução da Câmara dos Deputados, em 1842, e a repressão à Revolução Liberal de 1842.
- Foi também poeta, tendo deixado inúmeros trabalhos de poesia.

Fonte: Secretaria-Geral da Mesa, Coordenação de Arquivo e Coordenação de Biblioteca.