Pela ordem durante a 115ª Sessão Deliberativa Ordinária, no Senado Federal

Pesar pelo falecimento de Carlos Fanklin Paixão de Araújo, ex-Deputado Estadual e ex-marido da ex-Presidente da República, Dilma Rousseff.

Autor
Paulo Paim (PT - Partido dos Trabalhadores/RS)
Nome completo: Paulo Renato Paim
Casa
Senado Federal
Tipo
Pela ordem
Resumo por assunto
HOMENAGEM:
  • Pesar pelo falecimento de Carlos Fanklin Paixão de Araújo, ex-Deputado Estadual e ex-marido da ex-Presidente da República, Dilma Rousseff.
Publicação
Publicação no DSF de 16/08/2017 - Página 12
Assunto
Outros > HOMENAGEM
Indexação
  • HOMENAGEM POSTUMA, MORTE, ENCAMINHAMENTO, VOTO DE PESAR, APRESENTAÇÃO, PESAMES, FAMILIA, ELOGIO, VIDA PUBLICA, PERSONAGEM ILUSTRE, FUNDAÇÃO, PARTIDO DEMOCRATICO TRABALHISTA (PDT).

    O SR. PAULO PAIM (Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PT - RS. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, eu queria pedir a palavra pela ordem a V. Exª para apresentar um voto de pesar.

    Sr. Presidente, nos termos do art. 218, inciso VII, do Regimento do Senado, requeiro voto de pesar pelo falecimento do Deputado e advogado trabalhista Carlos Araújo, que ocorreu no sábado, dia 12 de agosto.

    O advogado, ex-Deputado Estadual e ex-marido da ex-Presidenta Dilma Rousseff, Carlos Franklin Paixão de Araújo, morreu aos 79 anos no complexo da Santa Casa em Porto Alegre. Ele estava internado desde o dia 25 de julho com um quadro de cirrose medicamentosa.

    Quadro histórico do PDT, ajudou a fundar o Partido junto com o ex-Governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro Leonel Brizola. Depois de caçados, ambos foram presos em 1970 e torturados durante seu período na prisão. Voltaram para Porto Alegre em 1974, quando Araújo passou a administrar o escritório de advocacia de seu pai, falecido no mesmo ano.

    Em 2014, chegou a ser um dos mais antigos advogados trabalhistas em atividade no País, sempre na defesa dos direitos dos trabalhadores pelos quais dedicou a sua vida.

    Paula, única filha do casal, nasceu em 1976 e lhe deu dois netos, Guilherme, que tem pouco mais de um ano, e Gabriel, que completa sete anos agora, em 9 de setembro. Carlos Araújo deixa mais dois filhos, Leandro e Rodrigo.

    Em 2004 se desfiliou da legenda do PDT e se afastou da vida partidária, voltando a se filiar em março de 2013 também ao PDT. Na ocasião, falou em trabalhar pelo resgate do trabalhismo da sigla, considerado por ele e por Leonel Brizola o caminho brasileiro para o socialismo.

    Foi eleito, pelo PDT, por três mandatos, Sr. Presidente, de Deputado entre as décadas de 1980 e 1990. Após se afastar, aproximou-se de novo em 2012, mas ficou apenas como conselheiro do PDT.

    Termino, Sr. Presidente. Araújo foi um grande ativista político, lutou contra a ditadura militar, deu sua vida pela democracia e, mais recentemente, contra as forças políticas que levaram ao afastamento da Presidenta Dilma Rousseff da Presidência da República, ela que foi esposa dele.

    Quando soube do falecimento de Carlos Araújo, confesso, Sr. Presidente, porque ele esteve comigo quando iniciei minha vida política, inclusive como sindicalista, apoiando para que eu me elegesse Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas. Ele foi um extraordinário amigo, um companheiro de longas jornadas.

    Solicitamos, enfim, Sr. Presidente, que o voto, que ora encaminho à Mesa, extensivo a seus familiares, seja enviado para o endereço abaixo, para a Srª Dilma Vana Rousseff, extensivo à sua filha e também filhos e netos

    Endereço: Dilma Rousseff, Fundação Perseu Abramo, Rua Francisco Cruz, 234.

    Sr. Presidente, concluo. Agradeço muito a V. Exª e a tolerância da Senadora Ana Amélia, que também conhecia o ex-Deputado e ex-advogado Carlos Araújo.

    Era isso.

    Obrigado, Sr. Presidente.


Este texto não substitui o publicado no DSF de 16/08/2017 - Página 12