Discurso durante a 168ª Sessão Especial, no Senado Federal

Sessão Especial destinada a comemorar os 50 anos do Jornal Nacional.

Autor
Esperidião Amin (PP - Progressistas/SC)
Nome completo: Esperidião Amin Helou Filho
Casa
Senado Federal
Tipo
Discurso
Resumo por assunto
HOMENAGEM:
  • Sessão Especial destinada a comemorar os 50 anos do Jornal Nacional.
Publicação
Publicação no DSF de 14/09/2019 - Página 54
Assunto
Outros > HOMENAGEM
Indexação
  • SESSÃO ESPECIAL, DESTINAÇÃO, COMEMORAÇÃO, ANIVERSARIO, JORNAL, TELEVISÃO, REALIZAÇÃO, REDE GLOBO.

    O SR. ESPERIDIÃO AMIN (Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - SC. Para discursar.) – Sr. Presidente, Senador Davi Alcolumbre, prezado Senador Jorge Kajuru Nasser, que é o primeiro subscritor deste requerimento, quero saudar o Sr. João Roberto Marinho, a nossa querida Zileide Silva e o Paulo Tonet, meu velho amigo, agradecendo publicamente pelo suporte que deu à apresentação de um dos instrumentos da Locopeia, em Nova York, no dia 1º de setembro próximo passado.

    Quero aproveitar, das palavras do Senador Randolfe, a minha saudação a toda a constelação. Eu não vou ler de novo a escalação do time, mas quero subscrever o aplauso, não à escalação, mas à constelação que aqui foi nomeada, representando todos aqueles que dão alma, sentimento e movimento à Rede Globo. Por quê? Porque são essas pessoas, esses profissionais, cada qual na sua função, que conseguem dar ao Jornal Nacional o privilégio de poder comemorar 50 anos. E 50 anos atualizados; atualizados na sua forma, na sua tecnologia. O que me faz lembrar um livro dos meus cursos de Administração, sobre empresas e empreendimentos feitos para durar. O que chega aos 50 anos, neste mundo cheio de transformações? Não é pouca coisa. E quando esse mundo de convivência é a mídia, com um processo extraordinário de criação destrutiva e de destruição criativa de meios e formas de se processar e de acontecer, é porque muito talento, muita criatividade e muita obstinação contribuíram para esse sucesso que nós estamos aqui a celebrar.

    E é lógico que se tratando de mídia, tratando-se de meio de comunicação, por envolver o meio social nosso e do mundo, eu quero destacar dois aspectos. Primeiro, quero dizer que ao unir o Brasil, como bem salientou o Senador Eduardo Braga, o Jornal Nacional fez, em termos de mídia, aquilo que nós devemos, de maneira mais cara, a Portugal: a unidade da língua. É um milagre que nós falemos a mesma língua nos vários quadrantes do Brasil. E esse milagre está sendo perenizado com a tecnologia moderna, pela mídia em geral. E o Jornal Nacional é, sem dúvida alguma, uma peça lapidar e fundamental dessa preservação e de tudo que isso representa em termos de fazer convergir o interesse da Nação brasileira neste mundo diversificado em que nós vivemos.

    Portanto, é em nome dessa conquista do Jornal Nacional que eu gostaria de enaltecer, aí como catarinense, como fez há poucos dias a Deputada Angela Amin, quando se pronunciou, a lição de solidariedade que o Jornal Nacional traz a todos nós.

    Isso é muito importante para unir o ser humano ou os seres humanos, aqueles que constituímos o nosso País, e nos lembrar que nós somos mais do que a nossa vila, do que a nossa rua ou do que nós mesmos isoladamente. Nós valemos pelo que pudemos somar, acrescentar e promover de forma sinérgica.

    E o segundo aspecto que eu quero enaltecer decorre da minha origem pessoal. Eu sou filho de migrantes por parte de pai e por parte de mãe – sou primeira geração –, de latitudes diferentes e de culturas diferentes.

    O Jornal Nacional representa um amálgama para essa diversidade que é a própria riqueza do Brasil, que começa pela tolerância, pela capacidade de coexistirmos, pessoas de origens e matizes diferentes, de crenças diferentes.

    O Jornal Nacional consegue nos ajudar a compreender que a diversidade não é uma contrariedade e, sim, a possibilidade de convergirmos, enriquecendo-nos a cada um.

    Por tudo isso, quero enaltecer, de parte do patrono, desse empreendimento que é o Jornal Nacional, aquele que é o nosso sonho de liberdade, de capacidade de contribuir, trazendo coisas novas, fazendo oposição de ideias, porque é isso que faz a humanidade crescer. Se não houvesse ideia diferente, se não houvesse pensamento firme diferente daquele que nos porta ou que nós portamos, o mundo seria muito pobre.

    Então, eu quero me congratular com a iniciativa do Senador Kajuru e fazer deste aplauso singelo, que nós aqui reproduzimos, um voto de vida longa, de constante inovação, de fazer dessas incertezas que o mundo nos oferece um estímulo para que nós também saibamos ter a capacidade de sempre inovar, de não temer o novo, nem mesmo o princípio do outro.

    E que o Brasil possa sempre viver essa emoção do novo, da sua constante criação e atualização, animado pela liberdade das pessoas, pela liberdade da imprensa, pela liberdade de expressão, criando sempre a nossa capacidade de coexistir e construir, então, a democracia, que alguns temem, que uns tantos criticam, mas que é, como diziam os mais sábios do que nós, não o melhor de todos os sistemas ou regimes políticos, talvez seja até o pior, depois de todos os outros.

    Portanto, cabe a nós tornar esse instrumento de trabalho, de convivência, de governo e de crescimento algo que realmente seja amado, além de sonhado por todos nós.

    Muito obrigado. (Palmas.)


Este texto não substitui o publicado no DSF de 14/09/2019 - Página 54