Discurso durante a 228ª Sessão Especial, no Senado Federal

Sessão Especial destinada a homenagear o Hospital de Amor.

Autor
Eduardo Gomes (MDB - Movimento Democrático Brasileiro/TO)
Nome completo: Carlos Eduardo Torres Gomes
Casa
Senado Federal
Tipo
Discurso
Resumo por assunto
HOMENAGEM:
  • Sessão Especial destinada a homenagear o Hospital de Amor.
Publicação
Publicação no DSF de 26/11/2019 - Página 8
Assunto
Outros > HOMENAGEM
Indexação
  • SESSÃO ESPECIAL, HOMENAGEM, HOSPITAL, ORIGEM, BARRETOS (SP), TRATAMENTO, CANCER, SAUDE.

    O SR. EDUARDO GOMES (Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/MDB - TO. Para discursar.) – Bom dia a todos e a todas, Senadores e Senadoras que já chegaram a esta sessão, aos que estão chegando ao gabinete e virão aqui fazer uma saudação ao Hospital de Amor, capitaneadas essas homenagens hoje pelo Dr. Henrique Prata, um brasileiro raro, conhecido pelo seu trabalho devotado ao Hospital de Barretos e que agora, diante de tantos anos de dedicação, de atendimento de maneira aberta, de maneira humana a milhões de brasileiros, tem a responsabilidade de consolidação da rede do Hospital de Amor.

    Então, Henrique, estamos aqui hoje presididos neste momento pelo Senador Confúcio Moura, que foi Governador de Rondônia por dois mandatos, Deputado Federal de quem tive a honra de ser colega no Congresso Nacional. E hoje divido a honra aqui com os meus colegas de ter este médico dedicado e esse grande político brasileiro que é o Senador Confúcio.

    Eu fiz questão, junto com a nossa assessoria, de marcar este momento, Dr. Henrique, como especial para o brasileiro que tem esperança numa política pública de saúde para o combate ao câncer, o seu tratamento, de marcar esse ponto aqui com alguns colaboradores de V. Sa., com aqueles que desenharam junto com o senhor esse novo modelo de gestão que leva a vários cantos do País o tratamento de câncer, com uma nova dinâmica, sempre respeitando a situação daquele mais humilde, daquele que não tem condições de manter um plano de saúde, daquele que, pela sorte, pela vida, é levado como única referência e a única esperança ter, através do Hospital de Amor, o seu tratamento.

    Anos atrás, isso ocorria com o auxílio das rodovias brasileiras na esperança que os ônibus e os aviões carregavam de gente de todo o País, principalmente do nosso Estado do Tocantins, que recorriam a Barretos para o seu tratamento. Aos poucos, a população brasileira foi reconhecendo o trabalho devotado de sua assessoria e, como um bom gestor que é, os seus colaboradores foram abrindo serviços e alguns lugares estratégicos desse País.

    Recentemente, na minha querida cidade de Araguaína, abrindo um novo serviço para reabilitação motora e uma série de outras especialidades, o Hospital de Amor, junto com o Prefeito Ronaldo Dimas, com o auxílio importante da Senadora Kátia Abreu, que colocou recursos para construção de unidade de saúde, esteve lá, inaugurando esse serviço, um serviço que eu sei que complementará muito e com muita eficácia o serviço que será prestado agora de maneira mais direta no Hospital de Amor de Palmas.

    A primeira meia hora, Senador Confúcio, desta sessão foi dedicada, através da TV Senado, à exibição dos vídeos institucionais do Hospital de amor, que foram transmitidos para todo o Brasil e para o sistema de comunicação do Senado. Agora, eu queria deixar registrado, no momento em que agradeço muito ao Dr. Henrique, pela agenda que tem, por estar presente hoje aqui, nos Anais desta Casa, na imprensa brasileira, para todos os 81 senadores, porque dificilmente nós teremos uma sessão solene com tantas pessoas, de verdade, entregues à causa, devotadas à causa, tão conectadas. Essa é uma característica do Hospital de Amor.

    Vi e fui testemunha, e estou sendo no dia a dia, a partir da minha mãe, a Dona Gilda, que é uma colaboradora permanente com um grupo da Liga de Combate ao Câncer, em Palmas, por meio da qual homenageio a todas e a todos de maneira indiscriminada, porque uma causa que abraça a condição humana e da qual a política fica totalmente fora é essa causa que o senhor coordena.

    Então, tenho certeza de que esses milhões – milhares no Tocantins, centenas de milhares – de colaboradores do Hospital de Amor estão hoje ligados nesta sessão, porque, de qualquer maneira – eu tenho certeza que é assim que V. Sa. se sente também –, esta sessão é dedicada a eles: a cada brasileiro, a cada brasileira que se movimenta, o que é uma coisa rara hoje, mesmo aqueles que não têm na família ainda alguém acometido pelo câncer, mas são pessoas que dedicam horas da sua vida do seu trabalho para as campanhas de mobilização... E aqui faço uma homenagem em referência estratégica não pela coincidência, mas pela pessoa que é, ao meu amigo leiloeiro Eduardo Gomes, meu xará, que há anos vem se dedicando à realização do Leilão Solidário em várias cidades do Tocantins, em vários lugares deste País, para ajudar agora o Hospital de Amor. 

    Então, eu queria deixar registrado para todos vocês que esta sessão tem uma visão documental. O Senado da República e o Congresso Nacional precisavam deste momento para que outras sessões de homenagem venham e, a cada sessão, uma prestação de contas desses brasileiros que movimentam a esperança de milhares de famílias, primeiramente com o Hospital de Barretos e agora com o Hospital de Amor, que tem as suas unidades principalmente...

    Eu queria agradecer, mais uma vez, ao Dr. Henrique Prata, porque, com a excelência de serviço que ele tem, com o trabalho que desenvolveu com a sua equipe e com as necessidades que o País tem, qualquer um que faça uma conta rápida sabe que o Hospital de Amor poderia prestar serviços nos grandes centros, nas grandes áreas metropolitanas, pois, até para o recebimento do serviço, o número seria maior, as condições seriam maiores, as condições de contratação de profissionais seriam melhores. Essa é uma realidade do nosso País, infelizmente, senão nós não precisaríamos de programas de incentivo do Ministério da Saúde para levar os médicos aos rincões mais distantes deste País. E essa é mais uma referência, essa é mais uma homenagem que eu presto ao Dr. Henrique e a sua equipe pelo fato de terem escolhido lugares distantes do País, lugares menos favorecidos, lugares que contam com uma dificuldade maior de acesso. Portanto, o Hospital de Amor – esse é um gesto de amor – leva serviço aonde as grandes redes hospitalares não levam nenhum tipo de serviço pela questão econômica.

    Então, esta sessão ficará marcada na história por ser um passo inicial de prestação de contas, de reconhecimento, mas, principalmente... Eu tenho certeza absoluta de que o Presidente Jair Bolsonaro, de que o Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, de que toda sua equipe sabem o que é contar com a rede voluntária gigante de amor, que é interpretada por todos esses brasileiros, na sua grande maioria, anônimos, que juntam o seu nome, o seu trabalho, a sua dedicação, o seu bom-dia, a sua boa-tarde... São pessoas que visitam o Estado e que nunca saíram de casa para pedir um voto para fazer qualquer tipo de campanha.

    Eu tenho visto no Tocantins, onde a gente tem uma obra importantíssima sendo erguida em Palmas, pessoas que são vistas com muita raridade em eventos públicos, até por timidez ou por decisão de vida ou pela forma como tocam as suas vidas, liderando uma corrente solidária para arrecadar recursos e construir um serviço, que... Eu repito: esse serviço que o Hospital de Amor espalha pelo País não é um serviço feito para aqueles que já estão em São Paulo, que já estão em Barretos há muitos anos, que já têm a sua excelência de serviço e já têm o seu trabalho. São serviços colocados para aqueles que, quando precisam mobilizar uma família em dificuldade, quando precisam mudar sua residência, transformar a realidade de uma família inteira, têm um conforto de ter um brasileiro que representa milhares de brasileiros que estão pensando numa vida melhor, num momento tão difícil por que as famílias passam.

    Portanto, essa nossa homenagem é uma homenagem, Dr. Henrique, de trabalho. Eu sei que o senhor é um homem trabalhador, discreto e que tem uma missão na vida há 58 anos. Ressalto aqui também a nossa origem sergipana, sei que o senhor tem parentes em Sergipe, eu sou sergipano de nascença, e sei que essa devoção ao voluntariado já é uma coisa de família que o senhor tem, de seus antepassados, os seus entes queridos.

    Quando nós propusemos aqui essa homenagem, havia sempre a preocupação: "Ah, vamos levar os diretores e tudo", mas ele é tão focado no trabalho, que cada diretor, cada assessor, cada voluntário de destaque nos seus Estados, neste momento estão cumprindo agenda de responsabilidade do Hospital de Amor, e dando uma espiadela na televisão, porque sabem também que vão ver esta sessão não só na TV Senado, no Portal do Senado, mas também no programa de televisão que tem, já há algum tempo, o Dr. Henrique na Rede Vida, abordando as dificuldades da família brasileira e apresentando as suas soluções.

    Portanto, é uma manhã muito feliz para todos nós aqui, que conseguimos parar um momento na agenda dele e deixar esse registro que talvez chegue, Dr. Henrique, aonde o senhor não pode chegar, aonde o senhor não consegue ainda chegar pelo tempo que o senhor dispõe; mas esta sessão, os 30 minutos, que eu quero destacar e agradecer à TV Senado, os 30 minutos de programação que foram transmitidos na Rede Senado para todo o Brasil são de muita importância para a divulgação do trabalho importante que o Hospital de Amor faz no País.

    Portanto, fica aqui o meu agradecimento, a minha satisfação, a esperança que o Presidente Jair Bolsonaro, que a Primeira-Dama Michelle Bolsonaro, que vêm realizando um trabalho destacado a favor daqueles que mais necessitam, que eles possam também ampliar o seu campo de apoio ao trabalho que o Hospital de Amor realiza em todo o País. Portanto, fica aqui a minha gratidão.

    Vamos daqui a pouco também ter a palavra do Confúcio e a palavra do Dr. Henrique nesta sessão que é muito singela; mas podem ter certeza de que ela é um ponto de partida para que mais brasileiros conheçam esse trabalho, que participem dele e que o Brasil não só através dessa instituição... Há poucos dias tivemos aqui o reconhecimento e o prêmio destacado ao Frei Hans Stapel, da Fazenda da Esperança, que é um projeto de recuperação de dependentes químicos reconhecido no mundo inteiro e um dos maiores do País. O Presidente Bolsonaro, através do Ministro Osmar Terra, passou de 2,2 mil, 2,3 mil atendimentos em comunidades terapêuticas do País para quase 12 mil, em menos de um ano – cinco vezes mais.

    O Brasil precisa se abraçar nas redes de apoio, nas redes de consistência voluntária...

(Soa a campainha.)

    O SR. EDUARDO GOMES (Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/MDB - TO) – ... para que todos os brasileiros consigam – e já finalizando aqui –, quando do seu tempo e da sua consciência, dar um apoio àqueles que mais precisam.

    Nós temos uma luta árdua. Eu brinquei agora há pouco com o Governador do meu Estado, Governador Mauro Carlesse, e dizia, fazendo um pedido para o Hospital de Amor, que o Dr. Henrique tem por função agradecer pedindo, porque é sempre uma necessidade conseguir os recursos e as condições, não para atendê-lo, mas atender aos milhares de brasileiros que aguardam por tratamento, por atenção e por carinho.

    Muito obrigado a todos vocês. (Palmas.)


Este texto não substitui o publicado no DSF de 26/11/2019 - Página 8