Pela Liderança durante a 164ª Sessão Não Deliberativa, no Senado Federal

Análise das medidas econômicas do Governo da Presidente Dilma Rousseff.

Autor
Cristovam Buarque (PDT - Partido Democrático Trabalhista/DF)
Nome completo: Cristovam Ricardo Cavalcanti Buarque
Casa
Senado Federal
Tipo
Pela Liderança
Resumo por assunto
POLITICA ECONOMICO FINANCEIRA, GOVERNO FEDERAL, ATUAÇÃO, POLITICA INDUSTRIAL.:
  • Análise das medidas econômicas do Governo da Presidente Dilma Rousseff.
Aparteantes
Rodrigo Rollemberg.
Publicação
Publicação no DSF de 06/09/2012 - Página 46607
Assunto
Outros > POLITICA ECONOMICO FINANCEIRA, GOVERNO FEDERAL, ATUAÇÃO, POLITICA INDUSTRIAL.
Indexação
  • COMENTARIO, CRITICA, DECISÃO, GOVERNO FEDERAL, PROVIDENCIA, ECONOMIA, REFERENCIA, INDUSTRIA AUTOMOBILISTICA, FATO, REDUÇÃO, IMPOSTOS, VALOR, AUTOMOVEL, PREVISÃO, ORADOR, AUMENTO, QUANTIDADE, VEICULO AUTOMOTOR, CIDADANIA, SUGESTÃO, MELHORIA, TRANSPORTE COLETIVO.

            O SR. CRISTOVAM BUARQUE (Bloco/PDT - DF. Pela Liderança. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Srs. Senadores, Srªs Senadoras, eu tenho ultimamente falado aqui sobre equívocos, Senador Tomás, do Governo Federal, da Presidenta Dilma, quando a gente olha o sonho que a gente tem de um Brasil futuro.

            Quando a gente analisa as medidas econômicas do Governo Dilma nos últimas semanas, e até meses, não dá para reconhecer que são corretas do ponto de vista imediato, mas absolutamente insuficientes, e as vezes incorretas, do ponto de vista de um sonho diferente de país.

            Ela vai bem como gerente, mas vai mal como estadista. Eu fico triste por dizer isso. Mas a diferença do gerente para o estadista é que o gerente tem que resolver e se concentra na solução dos problemas de hoje; o estadista resolve os problemas de hoje, construindo o amanhã.

            Analisemos a política econômica do Presidente Obama, que, inclusive por causa disso, perde muitos votos. O Presidente Obama, na hora de fazer o seu programa de recuperação da crise que ele herdou do governo anterior, não teve dúvida de que precisava gastar US$800 bilhões no setor produtivo.

            Mas onde ele colocou esse dinheiro? Não colocou nas indústrias tradicionais, Senador Paim. Ele começou a investir no desenvolvimento de fontes alternativas de energia. Ele começou a colocar no setor social, pagando melhores salários aos professores que, com isso, dinamizavam a economia pela renda. Ele teve a solução de gerente, com a visão de estadista.

            Hoje, nós não vemos isso no Governo da Presidenta Dilma. Ela dá uma solução de gerente, reduzindo os impostos que pesam sobre os automóveis para vender mais carros. Ela não tem a sensibilidade de reorientar a indústria automobilística para outros produtos, uma vez que essa não é mais compatível com o médio e longo prazo da economia.

            E eu tenho chamado isso, Senador Paim, de qual é o sabor que queremos para o bolo que a economia brasileira produz? Qual é o retrato que nós queremos para o País? Qual é o retrato que nós queremos para o País? Não apenas qual é o tamanho do produto que nós queremos cada vez maior para o País. Por exemplo, Senador Paim, nós queremos mais riqueza - ponto - ou queremos menos pobreza? É diferente.

            Os economistas venderam por muitos anos a ideia de que se investindo na cúpula, essa renda se distribuiria. Foi falso, demonstrou falsidade isso. Essa ideia não acontece na dimensão suficiente.

            Outro exemplo, Senador Paim, eu vejo todo mundo comemorando - e aqui acabou de sair o Senador Suplicy, que falou sobre a importância dos programas de transferência de renda -, mas, como gerente, a saída é aumentar o número de famílias com Bolsa Família; mas, como estadista, é diminuir a necessidade de famílias receberem Bolsa Família. É uma diferença radical.

            O gerente, preocupado com a pobreza de hoje, aumenta o Bolsa Família - tudo bem, e tem que fazer isso -, mas o estadista, preocupado com o futuro, toma as medidas para que daqui a 20 anos a gente tenha o Bolsa Família como uma coisa da história. O Bolsa Escola também. São opções diferentes entre gerente e entre estadista.

            Nós optamos, nesses últimos poucos anos - eu digo nós, o Brasil, através do Presidente Lula -, por termos Copa e Olimpíadas. Mas qual é o retrato que a gente quer do Brasil? Um país que faz as Olimpíadas ou um país que tem medalhas? É completamente diferente o que se tem que fazer para ter medalhas do que se tem que fazer para ter os estádios e as outras instalações das Olimpíadas. Como gerente, basta cuidar da Copa; como estadista, precisa-se cuidar da taça, precisa-se cuidar das medalhas de ouro, precisa-se cuidar de uma juventude com alto desempenho atlético.

            Nós queremos mais viadutos - como todos os governantes comemoram -, ou nós queremos mais jardins, mais água encanada, mais esgoto, saneamento? O que nós queremos? Qual é o retrato que a gente quer? Como é que a gente quer que um satélite veja o Brasil, uma quantidade de viadutos ou um País com jardins, onde todos tenham água, onde todos tenham saneamento?

            Nós queremos - e essa aqui, Senador Paim, é importante para mostrar a diferença entre o gerente e o estadista -, nós queremos mais cadeias para colocar os bandidos ou nós queremos um país onde não haja mais crime, onde tenhamos paz? É diferente a visão do estadista e do gerente. O gerente tem que dar solução para os bandidos de hoje, então se constroem mais cadeias; o estadista constrói uma sociedade com paz, uma sociedade em que possamos até um dia derrubar as cadeias. Gerente constrói cadeia; estadista faz um país que permite derrubar as cadeias porque o crime acabou.

            Nós queremos mais consumo ou queremos menos endividamento? O gerente aumenta o endividamento para aumentar o consumo para o PIB parecer maior, mas o estadista deve construir um país, cujo retrato é o de uma sociedade sem endividamento, em que as famílias possam dormir tranquilas, como não dormem hoje 60% das famílias brasileiras com medo da conta do banco.

            Nós estamos bem de gerência, mas estamos péssimos de estadismo. O gerente tem que recuperar a perda de competitividade do Brasil. O que faz ele? O gerente reduz impostos, pressiona a Previdência, reduz os gastos sociais que pesam sobre o salário, para reduzir o chamado custo Brasil. O que faz um estadista? Ele cria um sistema do conhecimento e da inovação, para que a competitividade volte pela inventividade, pela capacidade de inovação.

            É completamente diferente a solução gerencial de reduzir o custo Brasil pela diminuição dos custos e a solução estadista para aumentar a quantidade de bens novos, com alto conhecimento, com alta taxa de tecnologia, que faça com o Brasil inteiro fique dependente de nós, em vez de nós dependentes deles.

            O que a gente quer? Um Estado maior ou um Estado mais eficiente? É completamente diferente uma alternativa e outra.

            Eu não falo daqueles que defendem o fim do Estado, porque aí é um estadismo inconsequente e sem compaixão pela parte pobre da população. Nós precisamos de um Estado atuante, presente. Mas a gente tem que comemorar cada vez mais o Estado maior ou cada vez mais o Estado eficiente?

            Senador Paim, surpreende-me cada vez que vejo governantes que querem dizer que são bons em educação, dizendo que gastam mais em educação. Eu não quero saber se eles gastam mais, Senador, eu quero saber se eles têm mais meninos terminando o ensino médio com qualidade.

            Um gestor é aquele que reduz os gastos para fazer o melhor possível. O estadista é aquele que busca o melhor olhando o futuro.

            No Brasil, a gente perdeu essa perspectiva. Um prefeito diz que merece prêmios de educação porque gasta mais. Ele tem que gastar é melhor, e não mais.

            Nós queremos cada brasileiro com carro ou queremos mais brasileiros com livros? Nós queremos, aliás, um País em que o satélite o mostre coalhado de automóveis ou nós queremos um País onde as pessoas riem porque conseguem ir depressa de um lugar para outro?

            É completamente diferente a solução gerencial de fazer o possível para vender mais carros hoje e a solução de estadista de fazer com que, no futuro, as pessoas consigam se mover mais rapidamente e, mais que isso, consigam viver bem sem precisar de grandes locomoções dentro da cidade, por uma reorganização do espaço urbano, especialmente do setor produtivo ao mesmo tempo com o setor habitacional, em que as pessoas não precisem andar tanto.

            Hoje, com as novas tecnologias, é perfeitamente possível uma parte dos nossos trabalhadores produzirem em casa, mesmo com relação aos produtos mais tradicionais, como móveis. Não precisa mais o trabalhador ir para a fábrica de móveis, Senador Paim; ele pode fazer uma parte dos móveis em uma oficina perto da casa dele e mandar por caminhão para uma indústria onde esses móveis vão ser feitos, aliás, como a indústria automobilística faz: ela monta o produto aqui no País com base em insumos recebidos do mundo inteiro.

            Por que a gente não pode fazer isso de uma maneira muito maior? Posso fazer uma lista grande, mas vou colocar pelo menos mais um: nós queremos um país mais rico ou um país com melhor bem-estar? São duas coisas diferentes. Um país mais rico é aquele em que as pessoas têm mais dinheiro na conta bancária. Um país com maior bem-estar é aquele em que as pessoas sabem que, se ficarem doentes, não vão ficar pobres para pagar a conta; que, se ficarem sem dinheiro, o menino não vai ficar sem uma boa escola; que, no final do mês, ele pode caminhar tranquilo nas ruas. Nós queremos um país em que as pessoas tenham mais dinheiro ou mais tempo para andar de casa para um passeio, à noite, sem medo de serem assaltadas? Nós queremos um país com mais riqueza ou com menos mortos por violência? Nós queremos ter dinheiro para fazer casas com mais muralhas ou ter até menos dinheiro e uma casa não grande, mas saber que ninguém vai entrar nela, surpreender sua família com um revólver e levar o que você tem?

            A Presidenta Dilma está acertando como gerente, mas está errando como estadista, e ela não foi eleita para ser gerente, porque, aí, a gente não elegeria, faríamos concurso público! Ela foi eleita para ser uma estadista num momento fundamental da nossa história, em que se precisa dar uma virada, como deu Getúlio Vargas, como deu Juscelino! É isso que a gente espera dela, uma estadista que traga um novo projeto de país, um retrato novo, que acabem as vergonhas brasileiras do analfabetismo, de crianças fora da escola, nas ruas, pedindo dinheiro, das notas do Ideb, das greves de universidades por 110 dias, ontem, de greves de trabalhadores da educação de base por meses seguidos.

            Este é um País em que, cada vez em que aumenta a sua riqueza, não diminuem suas vergonhas. Nós precisamos de um estadista que acabe com as nossas vergonhas. Para isso, a Presidenta Dilma deveria trazer um discurso completamente diferente dos seus pacotes econômicos que lança a cada semana - e agora está lançando um de aumentar os impostos de importação sobre bens de capital; ainda não foi tomada a decisão, mas, se for, aí é um erro ainda mais grave, não só de estadista, como de gerente, porque são esses bens que vão gerar a possibilidade de a gente crescer. Tem que aumentar impostos é sobre bens de consumo, que estão tirando o emprego das nossas indústrias, e não só dos bens de capital, que viriam para cá e permitiriam que os trabalhadores produzissem os bens de consumo aqui dentro.

            A Presidenta Dilma pode estar acertando como “gerentona”, mas eu não votei nela, para ser gerente: eu votei nela para ser estadista, e, nisso, nesses dois anos, ela está frustrando a população brasileira.

            Sr. Presidente, antes de concluir, eu gostaria de dar um aparte ao Senador Rodrigo Rollemberg, que pediu a palavra.

            O Sr. Rodrigo Rollemberg (Bloco/PSB - DF) - Senador Cristovam Buarque, V. Exª traz aqui uma preocupação em relação à qualidade do desenvolvimento brasileiro e a mudança dos paradigmas do desenvolvimento. É claro que esse é um esforço extraordinário, que não é um esforço, que não pode ser um esforço, apenas, de uma Presidenta, mas é o esforço de toda uma Nação. E o Senado tem um papel importante nessa reflexão sobre novos paradigmas para o desenvolvimento. Nós tivemos - e V. Exª presidiu - as duas Subcomissões que buscaram acompanhar a realização da Rio+20, Subcomissão essa que se transformou numa subcomissão que vai acompanhar os desdobramentos da Rio+20. E, nesse sentido, nós tivemos uma audiência pública - já me referi a ela neste plenário, e quero agora com mais profundidade - e tivemos a presença do Prof. Ladislau Dowbor, que trouxe uma reflexão importante sobre o PIB, sobre o modelo do PIB como medição do desenvolvimento, absolutamente inapropriado até para medir o desenvolvimento econômico. Eu citei aqui, eu registrei aqui alguns exemplos de algumas questões que foram levantadas naquele debate, para acrescentar outra questão. Por exemplo, se hoje nós tivermos determinados produtores que desmatem apenas para fazer carvão, por exemplo, desmatem o bioma Cerrado ou a Amazônia, e mesmo que aquela área fique degradada, fique destruída, ele terá contribuído para melhorar o PIB, para aumentar - para melhorar, não, para aumentar - o Produto Interno Bruto, porque ali houve uma movimentação econômica, sem resultado qualitativo nenhum para um conjunto da sociedade. Quando uma pessoa, em uma cidade grande como São Paulo, perde duas ou três horas do seu dia no transporte, nos engarrafamentos, ela está gastando combustível, mas está também movimentando a economia, e isso vai também ampliar o Produto Interno Bruto. A utilização de agrotóxico na agricultura brasileira, ainda que de forma exagerada e desnecessária, também está contribuindo para aumentar o Produto Interno Bruto, embora esteja intoxicando as pessoas que consomem aqueles alimentos. A doença, a busca do atendimento médico, seja pelo Sistema Único de Saúde, seja pelos hospitais privados, também acaba contribuindo para o aumento do PIB, quando a promoção da saúde implica menos o aumento do PIB do que o tratamento da doença. Vejam quais contradições precisamos enfrentar para construir efetivamente novos parâmetros para medir o desenvolvimento! De forma que precisamos medir também a qualidade do desenvolvimento e a quem serve o desenvolvimento. Ou seja, estamos fazendo com que os benefícios do desenvolvimento sejam distribuídos pelo conjunto da sociedade? Essa é uma questão. E digo isso para incluir um novo componente nesse debate. Toda vez que nós falamos em transporte, em mobilidade urbana, é um tema da maior importância, porque grande parte da população precisa disso diariamente, principalmente para nós, que representamos o Distrito Federal e vivemos em uma capital que talvez tenha o pior transporte público do País. O transporte é caro, e as pessoas perdem nele grande parte do seu tempo, do seu dia, tempo esse que poderia ser dedicado ao estudo, ao trabalho, ao lazer, à companhia da família. As pessoas perdem esse tempo em um transporte de péssima qualidade, muitas vezes com ônibus quebrados. E, toda vez em que buscamos uma solução, tendemos a pensar apenas em construir alternativas mais modernas de mobilidade urbana - que são importantes, não quero descartá-las, mas, em uma cidade administrativa como é Brasília, no Distrito Federal, temos de pensar que o teletrabalho, a utilização da tecnologia pode e deve permitir que muitas pessoas trabalhem em casa, sem precisar fazer grandes deslocamentos para o seu local de trabalho, emitindo menos gases de efeito estufa, descongestionando o trânsito, podendo trabalhar na companhia dos seus filhos, convivendo com a família. Portanto, esse debate precisa ser feito também. Nós não devemos nos limitar apenas às alternativas que estão postas, mas criar novos paradigmas para o desenvolvimento. E eu creio que Brasília, por ser a Capital do País, por ter nascido sob o signo da singularidade e da vanguarda quando foi concebida, deveria inaugurar uma experiência desse tipo, regulamentando o teletrabalho nesta cidade. Quantas pessoas no Distrito Federal, especialmente no serviço público, gastam grande parte do seu dia ou das suas horas de trabalho, durante toda a semana, em frente a um computador? Muitas dessas pessoas poderiam trabalhar na sua casa, tendo o acompanhamento da sua produtividade, das consequências desse trabalho de forma muito transparente. Enfim, nós precisamos fazer um exercício de construção de novos paradigmas para o desenvolvimento. E, nesse sentido, eu quero cumprimentar, mais uma vez, a inquietação de V. Exª e a preocupação que traz aqui para a reflexão sobre a qualidade do nosso desenvolvimento.

            O SR. CRISTOVAM BUARQUE (Bloco/PDT - DF) - Eu agradeço, Senador Rodrigo Rollemberg, pelo lado de colocar o desafio ambiental.

            O gerente é aquele que porta a motosserra. O estadista é aquele que carrega as crianças nos ombros. É completamente diferente!

            O gerente tem que derrubar o máximo de árvores, o mais rápido possível, para aumentar o Produto Interno Bruto. O estadista se preocupa em como deixar que a economia produza sem destruir um patrimônio que pertence às gerações futuras - e é aí que está a diferença.

            O gerente pensa em ganhar a próxima eleição. O estadista pensa em servir à próxima geração.

            O gerente que saber como aumentar o Produto Interno Bruto. O estadista que saber como melhorar a qualidade do Produto Interno Bruto.

            Há momentos em que esse problema de melhorar não se coloca, porque está indo tudo muito bem. Nós estamos em uma encruzilhada. As coisas não estão indo bem! A violência, a degradação ambiental, a falta de empregabilidade dos jovens, a perplexidade geral, o atraso do Brasil, mesmo produzindo mais, está mostrando que nós não estamos no bom caminho. Não é que nós estamos paralisados pelo pequeno PIB. Isso daí não é o mais grave! O mais grave é que, se o PIB crescer, nos leva a um caminho ruim; e, se ficar parado, sabemos que é uma tragédia.

            Nós precisamos de uma proposta que melhore o PIB. Mas eu creio, Senador, que, neste momento, está havendo um esgotamento da visão tradicional de busca de projeto nacional. O projeto nacional, que vem desde os anos 30, com algumas modificações, se esgotou. E, nas próximas eleições, nós vamos querer saber quem é estadista e quem é gerente; quem promete continuar o mesmo, eficientemente; e quem promete fazer o novo, competentemente.

            Eu espero que, nestas próximas eleições - porque num país não se vive pensando em uma eleição, tem que se pensar em dez eleições -, a geração inclusive que virá depois da atual aqui no Senado, a geração de crianças hoje jovens que nem ainda pensam em fazer política - e até por causa de uma das vergonhas nacionais querem fugir da política, por causa do vazio de ideias e da corrupção no comportamento -, que esses jovens, pelo menos eles, tragam aqui para esta Casa, levem para o Palácio do Planalto uma geração em que elejamos um estadista ou uma estadista, e não mais gerente, porque, para gerente, a gente faz concurso público, não faz eleição.

            Era isso, Sr. Presidente, que eu tinha para colocar.

            Obrigado.


Este texto não substitui o publicado no DSF de 06/09/2012 - Página 46607