Discurso durante a 39ª Sessão Deliberativa Ordinária, no Senado Federal

Satisfação com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que apontam para a redução da desigualdade social e da pobreza extrema no Brasil em 2024. Elogios às políticas públicas do Governo Lula voltadas à distribuição de renda com equilíbrio fiscal.

Autor
Jorge Kajuru (PSB - Partido Socialista Brasileiro/GO)
Nome completo: Jorge Kajuru Reis da Costa Nasser
Casa
Senado Federal
Tipo
Discurso
Resumo por assunto
Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Finanças Públicas, Governo Federal:
  • Satisfação com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que apontam para a redução da desigualdade social e da pobreza extrema no Brasil em 2024. Elogios às políticas públicas do Governo Lula voltadas à distribuição de renda com equilíbrio fiscal.
Aparteantes
Esperidião Amin.
Publicação
Publicação no DSF de 14/05/2025 - Página 44
Assuntos
Política Social > Proteção Social > Desenvolvimento Social e Combate à Fome
Economia e Desenvolvimento > Finanças Públicas
Outros > Atuação do Estado > Governo Federal
Indexação
  • COMEMORAÇÃO, REDUÇÃO, DESIGUALDADE SOCIAL, CONCENTRAÇÃO DE RENDA, BRASIL, DADOS, INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATISTICA (IBGE).
  • ELOGIO, GOVERNO FEDERAL, PRESIDENTE DA REPUBLICA, LUIZ INACIO LULA DA SILVA, MINISTRO DE ESTADO, MINISTERIO DA FAZENDA (MF), FERNANDO HADDAD, COMBATE, POBREZA.

    O SR. JORGE KAJURU (Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PSB - GO. Para discursar.) – Amigo Chico Rodrigues, voz vitoriosa da nossa amada Roraima, Plínio ao seu lado, do mesmo modo, com o mesmo adjetivo, com o Amazonas, Humberto Costa, também, indiscutivelmente, de Pernambuco, e primeiro para agradecer ao meu irmão, essa reserva moral e cultural, que é o Esperidião Amin, o maior Governador da história de Santa Catarina.

    Eu vou fazer uma pegadinha para ele hoje: prepare-se, Plínio. Você foi jornalista, mas quem é jornalista é para o resto da vida.

    Eu o considero, Esperidião Amin, entre os poucos deste Congresso Nacional, um homem público disruptivo.

    Quem sabe o que significa essa palavra?

    O Sr. Esperidião Amin (Bloco Parlamentar Aliança/PP - SC) – V. Exa. me permite um aparte?

    O SR. JORGE KAJURU (Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PSB - GO) – Sim.

    Disruptivo.

    O Sr. Esperidião Amin (Bloco Parlamentar Aliança/PP - SC. Para apartear.) – Essa expressão rica é uma derivação de um pensamento do pai do capitalismo moderno, do Schumpeter.

    Schumpeter disse que o que faz caminhar a humanidade, e, consequentemente, a economia e o capitalismo, é a criação destrutiva ou a destruição criativa....

    O SR. JORGE KAJURU (Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PSB - GO) – Exatamente.

    O Sr. Esperidião Amin (Bloco Parlamentar Aliança/PP - SC) – ... que cria novos paradigmas.

    O SR. JORGE KAJURU (Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PSB - GO) – Quebrador de paradigmas, que significa disruptivo.

    O Sr. Esperidião Amin (Bloco Parlamentar Aliança/PP - SC) – Disruptivo é exatamente essa mudança, quase caótica, mas que chega a um endereço, de um paradigma para outro.

    Pudera eu ser um disruptivo.

    O SR. JORGE KAJURU (Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PSB - GO) – Quase!

    Ele é acima da média, não é?

    Bem, brasileiras e brasileiros, minhas únicas V. Exas., o meu assunto hoje é a redução da desigualdade registrada no Brasil no ano passado.

    Segundo divulgação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a pobreza extrema e a desigualdade de renda caíram, em 2024, aos menores níveis da série histórica iniciada em 2012.

    A desigualdade de renda é avaliada com base no Índice de Gini, que mede a concentração na renda familiar per capita. Sua escala varia de zero, igualdade máxima, a um, desigualdade máxima. Igualdade e desigualdade. Quanto menor o resultado, mais baixa é a disparidade entre os extremos da população. Quanto maior o número, mais alta é a concentração dos ganhos.

    Em 2024, o Índice de Gini no Brasil recuou a 0,506. Um dos fatores que explicam a queda da disparidade, em 2024, é o mercado de trabalho, com dinâmica que beneficiou as classes de menor rendimento. Em termos proporcionais, grupos com menor renda tiveram ganhos acima da média, o que impactou na redução da desigualdade.

    Mas, senhoras e senhores, meus únicos patrões, é preciso frisar que a desigualdade ainda é absurda. De acordo com os dados do IBGE, os 10% mais ricos ganham acima de 13 vezes a renda dos 40% mais pobres. Mesmo assim, merece ser destacado que, em 2024, a renda média domiciliar per capita foi de R$2.020 por mês, considerando-se todas as fontes, dado que representa recorde.

    Na comparação com o ano anterior, por exemplo, a alta foi de 4,7%. Há mais dinheiro, então, nos lares brasileiros, graças à queda do desemprego – em torno de 7% – e à alta histórica da renda média do trabalho.

    No segmento mais pobre, voz do trabalhador, Senador Paim, o registro é de aumento da participação dos programas sociais, como Bolsa Família e BPC, no rendimento domiciliar per capita.

    A redução da desigualdade é uma das principais bandeiras do Governo Lula 3, e o objetivo para o bem do país está sendo atingido, queiram ou não.

    Nos dois primeiros anos – vou dizer da atual, sem nenhuma dificuldade – da atual administração, cerca de 6 milhões de brasileiros saíram da pobreza extrema – isso não é mentira. Isso é verdade pura. Segundo as estatísticas oficiais, os miseráveis eram 8,3% da população em 2023 e passaram a ser 6,8% em 2024.

    Todavia, há pela frente um desafio gigante: o drama da desigualdade recorde e da miséria ainda envolve quase 15 – 15, 15 – milhões de brasileiros! O avanço no combate à desigualdade vai depender da capacidade do Governo de manter, com equilíbrio fiscal, a expansão da economia, com geração de emprego e renda.

    Neste sentido, merecem aplausos declarações feitas ontem pelo Ministro da Fazenda, o exímio Fernando Haddad, quando criticou os economistas que sacrificam a igualdade social – e a sacrificam mesmo esses economistas – em nome do crescimento e reafirmou seu compromisso com as metas do arcabouço fiscal, sem que isso impeça o crescimento da economia com distribuição de renda.

    Eu, Kajuru, com 50 anos de carreira nacional na televisão brasileira, Plínio, como jornalista, em uma entrevista à Veja, em 2004 ou 2003, disse que para tudo o que o economista normalmente fala eu faço o contrário! Eu não acredito, normalmente, na opinião da maioria deles.

    E, para concluir, cito textualmente aqui o Ministro da Fazenda. Abro aspas: "Nós estamos no melhor momento de distribuição de renda [da nossa história recente. Nós estamos] na melhor taxa de desemprego [da nossa história recente. Nós estamos] no maior incremento de renda da nossa história recente. E [eu] quero preservar isto".

    Perfeito, Ministro. Que Deus o abençoe.

    Evidentemente, tudo é plural, nada é singular.

    Deus e saúde, pátria amada. Especialmente, Deus e saúde ao nosso Senado Federal e ao maior patrimônio dele, que são os seus funcionários e funcionárias.

    E uma abençoada semana para todos nós.

    Infelizmente, eu, Kajuru, com o coração bom que tenho, não guardo mágoa. Eu agora não falo que eu tenho aqui 80 amigos, porque aí ficava a dúvida: quem é o inimigo do Kajuru? Eu não falarei mais que tenho só um inimigo; já não o tenho. Já fiz as pazes e jamais voltarei a criticá-lo.

    Eu não tenho ódio dentro do meu coração. Portanto, eu tenho aqui não 80 colegas... Não; não 79, como eu dizia. Eu tenho 80; portanto, são todos. E esse não é o Sergio Moro não! Senão, vão pensar: "Ah, o inimigo do Kajuru é o Moro!". Não é não; pelo contrário. Todo mundo sabe que eu falava do Wilder Morais, goiano.

    Sem briga, Wilder! Seja feliz.

    Muito obrigado.


Este texto não substitui o publicado no DSF de 14/05/2025 - Página 44