Pronunciamento de Jorge Seif em 11/11/2025
Discurso durante a 166ª Sessão Deliberativa Ordinária, no Senado Federal
Críticas ao Governo Federal pela condução da conferência das Nações Unidas sobre mudança do clima (COP 30), em Belém-PA. Defesa do agronegócio como setor que mais preserva o meio ambiente e gera empregos, contrapondo-se às políticas ambientais europeias, e críticas às declarações do Presidente da França, Sr. Emmanuel Macron. Contestação ao Plano Clima do Governo Federal por supostamente penalizar o produtor rural.
- Autor
- Jorge Seif (PL - Partido Liberal/SC)
- Nome completo: Jorge Seif Júnior
- Casa
- Senado Federal
- Tipo
- Discurso
- Resumo por assunto
-
Agropecuária e Abastecimento { Agricultura , Pecuária , Aquicultura , Pesca },
Governo Federal,
Meio Ambiente,
Mudanças Climáticas,
Relações Internacionais:
- Críticas ao Governo Federal pela condução da conferência das Nações Unidas sobre mudança do clima (COP 30), em Belém-PA. Defesa do agronegócio como setor que mais preserva o meio ambiente e gera empregos, contrapondo-se às políticas ambientais europeias, e críticas às declarações do Presidente da França, Sr. Emmanuel Macron. Contestação ao Plano Clima do Governo Federal por supostamente penalizar o produtor rural.
- Publicação
- Publicação no DSF de 12/11/2025 - Página 80
- Assuntos
- Economia e Desenvolvimento > Agropecuária e Abastecimento { Agricultura , Pecuária , Aquicultura , Pesca }
- Outros > Atuação do Estado > Governo Federal
- Meio Ambiente
- Meio Ambiente > Mudanças Climáticas
- Soberania, Defesa Nacional e Ordem Pública > Relações Internacionais
- Indexação
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- CRITICA, GOVERNO FEDERAL, ORGANIZAÇÃO NÃO-GOVERNAMENTAL (ONG), MEIO AMBIENTE, CONFERENCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MUDANÇA DO CLIMA (COP), NATUREZA IDEOLOGICA, REPUDIO, PRESIDENTE, PAIS ESTRANGEIRO, FRANÇA, SOJA, DESMATAMENTO, AMAZONIA, ARGUMENTO, PRESERVAÇÃO, TERRITORIO, COMENTARIO, DECLARAÇÃO, ARTISTA, MUDANÇA CLIMATICA, REJEIÇÃO, PLANO, PRESIDENTE DA REPUBLICA, LUIZ INACIO LULA DA SILVA, REDUÇÃO, EMISSÃO, AGRONEGOCIO, COMPARAÇÃO, CHINA, AMEAÇA, SOBERANIA NACIONAL.
O SR. JORGE SEIF (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - SC. Para discursar.) – Sr. Presidente, primeiramente, quero agradecer ao senhor por ter nos concedido a palavra.
Sr. Presidente, Sras. e Srs. Senadores, eu venho hoje a esta tribuna, fazendo coro ao Senador Plínio Valério, para denunciar uma das maiores farsas do nosso tempo, a hipocrisia ambiental que se instalou na conferência climática internacional e que agora chega à COP 30, em Belém do Pará.
Enquanto, Sr. Presidente, o mundo celebra discursos vazios, o Brasil se ajoelha mais uma vez diante da agenda ideológica imposta por potências estrangeiras e sustentada internamente por Lula, Janja e Marina Silva, a musa das ONGs. Esses mesmos que transformam o agro brasileiro, o setor que mais gera emprego, renda e alimento para o mundo, no vilão preferido das ONGs e dos governos europeus.
O produtor rural brasileiro, Sr. Presidente, preserva o meio ambiente com dinheiro do próprio bolso. Enquanto na França e outros países europeus, o governo paga subsídios ao agricultor para deixar 4% da terra intocada, aqui, no Brasil, o produtor é obrigado, por lei, a preservar 20%, 35% e até 80% da sua propriedade, dependendo do bioma. A média nacional é que 49% das áreas rurais são de vegetação nativa, preservada sem que o produtor receba um único centavo de preservação e de compensação – e ainda paga imposto sobre toda a área, inclusive a parte que não pode explorar, ou seja, a preservação ambiental no Brasil é privada, obrigatória e não remunerada. E em lugar de reconhecimento do governo, o produtor recebe perseguição, culpa e desprezo.
Na Europa, o Presidente Emmanuel Macron posa de guardião da floresta, ataca o agronegócio brasileiro e chega ao cúmulo de dizer que comprar soja do Brasil é financiar o desmatamento da Amazônia. Mas o Sr. Presidente Emmanuel Macron é um mentiroso e isso é uma fake news, porque a soja ocupa apenas 0,7% da Amazônia Legal, segundo os dados oficiais. Enquanto o Brasil preserva dois terços de seu território, a França mantém apenas 20% de cobertura de sua floresta original.
O Sr. Emmanuel Macron é um hipócrita e mesmo assim quer nos dar lição de ecologia e tirar foto abraçadinho com Luiz Inácio Lula da Silva! Macron financia seus agricultores com recursos públicos, enquanto Lula penaliza os nossos com impostos, burocracia, humilhação internacional e perseguição. É a velha história, o mundo rico poluiu por séculos, cresceu com carvão e petróleo, e agora quer impor ao Brasil um freio de mão econômico em nome da salvação do planeta.
Para completar, o show da desinformação ganhou palco na própria floresta: a cantora Anitta, que deve ser especialista em alguma matéria de ecologia, transformada em porta-voz ecológica da COP 30, declarou que os gases da vaca são um dos maiores inimigos do planeta; mas a ciência, e não Martin, mostra outra coisa. O metano emitido pelo gado se decompõe em cerca de dez anos, retornando ao ciclo natural do carbono. Nosso rebanho é parte do equilíbrio, não da destruição. E, segundo a Fundação Getulio Vargas – esses, sim, especialistas! –, 70% das fazendas brasileiras já operam com baixa emissão de carbono e 30% capturam mais carbono que emitem.
Mesmo diante desses dados, Sr. Presidente, o Governo Lula apresenta à ONU o chamado Plano Clima, que quer reduzir em 50% as emissões do agro até 2035, enquanto outros setores, inclusive os industriais, podem aumentar as suas emissões. Enquanto a China, responsável por um terço da população mundial, promete reduzir apenas 10% das suas emissões, o Brasil quer cortar 67% de suas emissões, sacrificando o produtor, o alimento e o emprego rural, e mais o motor financeiro desta nação, que é o agronegócio.
Isso não é política ambiental, Sr. Presidente. É autossabotagem nacional, é subserviência travestida de virtude, é o Brasil pedindo desculpa por ser o país mais verde do planeta.
Concluo. O que está em jogo na COP 30 não é clima, é poder. Querem controlar nossa terra, nossa produção e, principalmente, nossa soberania. E o Governo petista, em vez de defender o Brasil, prefere tirar selfies com o Macron e posar de bonzinho para a ONU, subserviente, capacho de ONGs e de países que só destroem, à custa de países que preservam como o Brasil.
Sr. Presidente, eu me recuso a aceitar que um país que preserva 66% de seu território, que alimenta mais de 1 bilhão de pessoas no mundo e que possui o Código Florestal mais rigoroso do planeta seja tratado como vilão. Vilão é quem destruiu florestas, vive de hipocrisia e agora quer ditar regras aqui no Brasil.
Defender o agro, Sr. Presidente, é defender a independência nacional, é defender quem trabalha, quem produz, quem alimenta, quem sustenta este país. E nesta tribuna, com todo orgulho, eu digo: o agro é o verdadeiro guardião do meio ambiente brasileiro.
Muito obrigado, Sr. Presidente.