Discurso durante a 172ª Sessão Deliberativa Ordinária, no Senado Federal

Homenagem ao fundador do Banco do Estado de Sergipe (Banese), Sr. Adalberto Moura, e aos demais membros desta instituição, que completa 64 anos de sua criação

Autor
Laércio Oliveira (PP - Progressistas/SE)
Nome completo: Laércio José de Oliveira
Casa
Senado Federal
Tipo
Discurso
Resumo por assunto
Homenagem:
  • Homenagem ao fundador do Banco do Estado de Sergipe (Banese), Sr. Adalberto Moura, e aos demais membros desta instituição, que completa 64 anos de sua criação
Publicação
Publicação no DSF de 19/11/2025 - Página 30
Assunto
Honorífico > Homenagem
Indexação
  • HOMENAGEM, FUNDADOR, BANCO DO ESTADO DE SERGIPE S/A (BANESE), ANIVERSARIO DE FUNDAÇÃO.

    O SR. LAÉRCIO OLIVEIRA (Bloco Parlamentar Aliança/PP - SE. Para discursar.) – Obrigado, Presidente Eduardo Girão.

    Sras. Senadoras, Srs. Senadores, este momento aqui agora, na tribuna, na honrada tribuna do Senado Federal, é um momento muito especial, um momento que tem um cunho de homenagem, mas me emociona muito porque a figura que será apresentada aqui ao Brasil inteiro, através do Senado Federal, é uma pessoa que marcou a minha história, que marcou a minha vida e que, até hoje, é um exemplo para mim.

    Sergipe é um dos cinco estados brasileiros que tem um banco estadual, e, no dia 13 de novembro, esse banco completou 64 anos. E eu fui buscar, juntamente com a minha assessoria, um texto para homenagear todos os baneseanos, como eles são conhecidos, e eu tive o desejo de fazer este registro aqui, Presidente Eduardo, mas fundamentado em uma experiência vivida por um homem que fundou o Banco do Estado de Sergipe.

    Deus permitiu que esse homem tivesse exercido o seu papel como servidor público com uma grandeza de espírito extraordinária. Esse homem era o meu sogro, Adalberto Moura. E eu queria deixar este registro aqui no Senado Federal.

    Esse banco comemora 64 anos de história, construída com solidez, compromisso com a nossa gente e desenvolvimento para todos os sergipanos. Para homenagear essa instituição, como eu falei, eu gostaria de falar desta pessoa muito especial: o nome dele é Adalberto Moura, falecido em 2020, o fundador do Banese e um servidor público de grande nobreza.

    Ainda jovem, Adalberto Moura cursou contabilidade e, em pouco tempo, passou no concurso do Banco do Brasil com a melhor classificação do estado, o que lhe garantiu a única vaga aberta para Sergipe. A sua vocação para os números e cálculos o levou a novos desafios. Depois de quase 18 anos no Banco do Brasil, Adalberto Moura foi convidado a assumir a diretoria do banco que estava nascendo naquele momento, o Banco do Estado de Sergipe.

    Mas o que eu queria tornar público e conhecido de todas e de todos é que uma de suas exigências para assumir o posto, como ele mesmo contava, é uma aula de dignidade, de caráter e de grandeza que é servir ao público, privilegiando a sociedade sergipana através do seu caráter, da sua ética e da sua retidão.

    Ele foi convidado pelo Governador da época, Governador Seixas Dória, que o chamou um dia no palácio e disse: "Adalberto Moura, eu queria convidá-lo a conduzir a abertura do Banco do Estado de Sergipe". Ele ouviu atentamente, agradeceu o gesto do Governador de Sergipe à época e disse: "Eu até aceito, Sr. Governador, assumir, mas eu não admitirei nenhuma ingerência política dentro do banco, a não ser fazer a boa política do desenvolvimento". E foi essa frase, para surpresa de Adalberto Moura, que fez com que Seixas Dória, governador à época, o requisitasse e entregasse a ele a missão de implantar e instalar o Banco do Estado de Sergipe. Algumas pessoas questionaram o governador sobre tal exigência. E qual foi a resposta de Seixas Dória para todos os questionamentos que recebeu? Seixas Dória disse: "É por isso que quero Adalberto Moura presidindo o banco do estado". Outra exigência que Adalberto Moura fez: concurso público para contratar, uma prática que ele adotou para o Banese e que segue até hoje.

    E, assim, de uma sala na galeria do antigo Hotel Palace, com apenas seis funcionários, o Banese virou uma potência regional, presente nos 75 municípios sergipanos, com 63 agências e quase 5 mil funcionários. Em seis décadas, se mantém uma referência em saúde financeira, com crescimento no lucro líquido de 6% no segundo semestre deste ano, e modelo de desenvolvimento do povo sergipano, das pequenas e médias empresas, realizando sonhos e apoiando o cidadão empreendedor nordestino e, por que não, de Sergipe.

    E, neste momento, Sr. Presidente, eu queria congratular e parabenizar os conselheiros do banco do estado, a diretoria executiva, o Presidente do Banco, Marco Antônio Queiroz, e a grande família banesiana. E quero reconhecer, com muita honra, o legado desse homem maravilhoso, desse homem especial, que, carinhosamente, eu chamava de chefe maior: o meu sogro.

    Obrigado, Sr. Presidente.


Este texto não substitui o publicado no DSF de 19/11/2025 - Página 30