Pronunciamento de Wellington Fagundes em 26/11/2025
Discurso durante a 25ª Sessão Solene, no Congresso Nacional
Sessão Solene destinada a celebrar os 80 anos da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Exaltação do impacto socioeconômico da CNC, ressaltando a representatividade de 7 milhões de empresas e a responsabilidade por quase um terço dos empregos formais no Brasil. Defesa da integridade do Sistema S frente a ameaças orçamentárias.
- Autor
- Wellington Fagundes (PL - Partido Liberal/MT)
- Nome completo: Wellington Antonio Fagundes
- Casa
- Congresso Nacional
- Tipo
- Discurso
- Resumo por assunto
-
Comércio,
Homenagem,
Serviços,
Turismo:
- Sessão Solene destinada a celebrar os 80 anos da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Exaltação do impacto socioeconômico da CNC, ressaltando a representatividade de 7 milhões de empresas e a responsabilidade por quase um terço dos empregos formais no Brasil. Defesa da integridade do Sistema S frente a ameaças orçamentárias.
- Publicação
- Publicação no DCN de 27/11/2025 - Página 29
- Assuntos
- Economia e Desenvolvimento > Indústria, Comércio e Serviços > Comércio
- Honorífico > Homenagem
- Economia e Desenvolvimento > Indústria, Comércio e Serviços > Serviços
- Economia e Desenvolvimento > Indústria, Comércio e Serviços > Turismo
- Matérias referenciadas
- Indexação
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- SESSÃO SOLENE, ANIVERSARIO DE FUNDAÇÃO, CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO COMERCIO, BENS, SERVIÇOS E TURISMO (CNC), DESTAQUE, RELEVANCIA, REPRESENTAÇÃO, ENTIDADE, EMPRESA, EMPREGO, SETOR PRODUTIVO, DEFESA, SISTEMA S, GARANTIA, RECURSOS ORÇAMENTARIOS.
O SR. WELLINGTON FAGUNDES (PL - MT. Para discursar. Sem revisão do orador.) - Presidente, Senador Izalci Lucas, até pela minha origem, porque eu comecei a trabalhar aos 6 anos de idade, como comerciante no boteco do meu pai, e aprendi, principalmente porque meu pai dizia, que trabalho não mata ninguém, quero relembrar que normalmente toda cidade começa com um pequeno comércio, e o comerciante é o principal responsável por promover o desenvolvimento regional. Por isso, eu não poderia deixar de estar aqui para falar.
Quero cumprimentar todas as Sras. e os Srs. Parlamentares, o Presidente José Roberto Tadros, o dirigente do Sistema CNC-Sesc-Senac, e os presidentes de federações.
Quero parabenizar os autores desta homenagem: o Senador Efraim Filho, o Senador Izalci Lucas e o Deputado Cleber Verde. A iniciativa é simbólica e necessária, porque homenagear a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo é homenagear trabalho, dignidade e geração de oportunidades.
Faço também um cumprimento especial às lideranças do meu Estado: ao nosso Presidente, José Wenceslau de Souza Júnior, aqui conosco; ao Presidente do Sistema Fiemt — Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso, Silvio Cezar Rangel e a todos os que fazem do Sistema S uma força real de desenvolvimento no nosso Estado e, é claro, no Brasil inteiro.
Celebramos hoje os 80 anos da CNC, que é mais que uma entidade, é uma história de serviços ao Brasil. Desde 1945, a CNC organiza, defende e fortalece o setor que movimenta a economia. Com o Sesc — Serviço Social do Comércio e o Senac — Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial, construiu um dos maiores sistemas sociais do mundo e levou educação, qualificação e dignidade a milhões de trabalhadores. São cerca de 7 milhões de empresas representadas e quase um terço dos empregos formais do Brasil. É o Brasil que trabalha, que gera renda, que sustenta a arrecadação e move as cidades.
Como Senador de Mato Grosso, quero afirmar que, se o agronegócio é a força que impulsiona, o comércio e os serviços são o coração que mantém tudo isso vivo. A riqueza só muda realidades quando chega às ruas, às lojas, aos hotéis e aos pequenos negócios do interior.
A CNC enfrentou crises, sim, mas também transformações e desafios e nunca se afastou de quem produz. Ao completar 80 anos, não olha apenas para o passado, mas também aponta para o futuro, um futuro de inovação, tecnologia e qualificação profissional.
Registro agora uma homenagem ao Presidente José Roberto Tadros, uma liderança que une firmeza, diálogo e visão estratégica. (Palmas.)
Sob sua gestão, o sistema avançou em educação profissional, digitalização e apoio ao turismo.
A CNC não cuida apenas de números, cuida também de pessoas. Em Mato Grosso, Presidente Tadros, a parceria com a Fecomércio — Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo e com o Presidente José Wenceslau mostra que o Sistema S transforma recursos em oportunidades, especialmente para a juventude brasileira, sedenta de oportunidades.
Trazer a agenda da CNC para o Senado Federal é sinal de respeito institucional e de compromisso com quem gera emprego. Simplificação tributária, segurança jurídica, desburocratização e também a defesa do Sistema S não são privilégios, são fundamentos de um país que quer crescer acima de tudo.
Cito com orgulho a proposta que relatei e que reenquadrou representantes comerciais no Simples Nacional — menos impostos, mais competitividade e também mais empregos.
O recado dos 80 anos da CNC é claro: o Brasil não cresce sem quem produz, não avança sem quem vende, não se desenvolve sem quem presta serviços.
Mais uma vez, Presidente José Roberto Tadros, lideranças do Sistema Comércio, empresárias e empresários, recebam o reconhecimento de Mato Grosso. Nesta Casa, vocês têm voz e têm compromisso. Que os próximos 80 anos da CNC sejam marcados por coragem, inovação e responsabilidade social! Que continuem fazendo o que sempre fizeram: colocar o Brasil para funcionar.
Concluo, Presidente, dizendo que espero que mais uma vez não vença a proposta que está na Comissão Mista de Orçamento, na qual eu represento o Bloco Parlamentar Vanguarda, bloco formado pelo PL e pelo NOVO, do qual estou Líder, a proposta de retirar recursos do Sistema S. (Palmas.)
Praticamente todos os Governos que passaram quiseram desarrumar aquilo que está funcionando no País. O Sistema S talvez seja um dos mais perfeitos do mundo, eu diria. Então, vamos estar vigilantes aqui, com o Senador Izalci Lucas, com o Senador Jorge Seif, com o Senador Zequinha Marinho, com todos os Senadores, porque nós não podemos aceitar que um sistema que presta serviços tão perfeitos seja desmobilizado ou diminuído.
Mais uma vez eu quero agradecer pelo investimento ao Sesc Nacional, principalmente por cuidar do nosso Pantanal. O Pantanal não tinha lei. Felizmente, a proposta que apresentei sobre o Estatuto do Pantanal, com o apoio de todos os amigos, foi aprovada no Senado da República, na Câmara dos Deputados e foi sancionada pelo Presidente da República. Portanto, o nosso Pantanal, que estava abandonado à própria sorte, agora tem lei, e o Sesc Pantanal é um dos melhores instrumentos que temos para promover o desenvolvimento socioeconômico e ambiental do nosso Pantanal.
Muito obrigado. (Palmas.)