Dados Pessoais
- Nome civil:
- Quintino Antonio Ferreira de Souza
- Data de Nascimento:
- 04/12/1836
- Data de Falecimento:
- 11/06/1912
- Naturalidade:
- Rio de Janeiro (RJ)
Histórico Acadêmico
Curso | Grau | Estabelecimento | Local |
---|---|---|---|
Secundário | Secundário | Rio de Janeiro | |
Direito (incompleto) | Superior | Faculdade de Direito | São Paulo |
Profissões
- Jornalista
Mandatos
Mandato | Início | Fim |
---|---|---|
Senador - RJ | 1890 | 1891 |
Senador - RJ | 1891 | 1891 |
Senador - RJ | 1892 | 1893 |
Senador - RJ | 1894 | 1896 |
Senador - RJ | 1897 | 1899 |
Senador - RJ | 1900 | 1900 |
Presidente de Estado - RJ | 1900 | 1903 |
Trabalhos publicados
- O Trovador. Imitação Levada A Cena A 21/01/1850 No Teatro de São Januário. [S.l.:s.n.]
- Onfália. drama Original Em Sete Quadros, Representado No Teatro de Variedades (1860). [S.l.:s.n.]
- Norma. Tradução Para A Imperial Academia da Ópera Nacional. [S.l.:s.n.]
- diamantes da Coroa. Tradução.[S.l.:s.n.]
- O dominó Azul. Tradução. [S.l.:s.n.]
- Quem Porfia, Sempre Alcança. Tradução. [S.l.:s.n.]
- O Sargento Frederico. Tradução. [S.l.:s.n.]
- Minhas duas Mulheres. Tradução. [S.l.:s.n.]
- Vale de Andorra. Tradução. [S.l.:s.n.]
- Boas-Noites, Senhor d. Simão. Tradução. [S.l.:s.n.]
- Grumete. Tradução. [S.l.:s.n.]
- Estebanilho. Tradução. [S.l.:s.n.]
- Marina. Tradução. [S.l.:s.n.]
- A dama do Véu. Tradução. [S.l.:s.n.]
- O Bandoleiro. Óperas Cômicas Em Três Atos. [S.l.:s.n.]
- Um Padre Louco. drama Em Cinco Atos. [S.l.:s.n.]
- Pedro Favilha. drama. [S.l.:s.n.]
- Cláudio Manuel. drama Histórico Em Fatos. [S.l.:s.n.]
- de La Viola. drama Histórico Em Cinco Atos. [S.l.:s.n.]
- Uma Partilha de Honra. Imitação Em Três Atos. [S.l.:s.n.]
- Gonzaga. Poema de Seis Cantos. [S.l.:s.n.]
- O Estudante de Salamanca. Tradução de Espronceda. [S.l.:s.n.]
- Estudos Críticos E Literários. Rio de Janeiro, 1858. [S.l.:s.n.]
- Sofismas Constitucionais Ou O Sistema Representativo Entre Nós. Rio de Janeiro, 1860. [S.l.:s.n.]
- Estados Críticos E Literários. Rio de Janeiro, 1858-59. Ii V. [S.l.:s.n.]
- A Opinião E A Coroa, Por Filemon (Pseudônimo). Porto Alegre, 1861.
- A Comédia Constitucional. Rio de Janeiro, 1861.
- Os Nossos Homens. Rio de Janeiro, 1864.
- Impugnação Ao Protesto do Sr. Visconde de Jequitinhonha. Rio de Janeiro, 1865.
- Os Mineiros da desgraça. drama Em Quatro Atos. Rio de Janeiro, 1862.
- A Família. drama Em Cinco Atos. Rio de Janeiro, 1866.
- Circular Aos Representantes da Ordem Universal do Brasil, Ao Vale dos Beneditinos, Acreditados Junto Às Altas Potências Maçônicas. Rio de Janeiro, 1863.
- A Crise da Lavoura. Rio de Janeiro, 1868.
- Guerra do Paraguai. Nova Fase: Carta A Um Amigo Por ... Rio de Janeiro, 1868.
- A Batalha de Campo Grande, Quadro Histórico. Rio de Janeiro, 1871.
- As Constituições E Os Povos do Rio da Prata: Conferências Públicas.
- Primeira Parte, Rio de Janeiro, 1870.
- União Federal Republicana: Apresentação do Candidato Escolhido Pelos
- Republicanos em Assembléia Geral do Partido a 15 de dezembro de 1881. Discurso Proferido por Quintino Bocaiúva. Rio de Janeiro, 1881.
Outras Informações
- Veio para São Paulo em 1850, onde começou a exercer as funções de tipógrafo e revisor e daí para o jornalismo.
- Iniciou a Faculdade de Direito de São Paulo, porém não a pôde terminar por falta de recursos.
- Em 1851 adota o nome Bocaiúva, um nome de raiz nacional.
- Volta ao Rio de Janeiro e trabalha em jornais como o Correio Mercantil (1854) e o Diário do Rio de Janeiro (1860-1864).
- Sempre defendeu com ardor as idéias republicanas, principalmente pelos seus artigos nos órgãos de imprensa onde trabalhou. Foi um dos redatores do "Manifesto Republicano" em 3 de dezembro de 1870.
- No Congresso Republicano de maio de 1889 em São Paulo, Bocaiúva foi encarregado da propaganda do movimento, realizando uma campanha de doutrinação pela imprensa. Seu desejo mais ardente era a mudança do regime monárquico pelo republicano.
- Sua atuação foi decisiva na conspiração que depôs o Imperador e proclamou a República, trabalhando para a aproximação de civis e militares descontentes com o regime, atuando junto ao Marechal Deodoro e Benjamin Constant.
- Em 25 de janeiro de 1890 assina o Tratado de Montevidéu que se referia à questão das fronteiras entre Brasil e Argentina, dividindo-se então o território de Palmas entre os dois. O Congresso Nacional em 1891 rejeitou o tratado e a questão só se encerrou em 1895 por meio do arbitramento do presidente dos EUA.
- Deixou o ministério em 1891 e tornou-se senador pelo Rio de Janeiro à constituinte. Permaneceu no cargo até a votação da Constituição em 24 de fevereiro, renunciando ao mandato para retornar ao jornalismo, dirigindo o jornal O País.
Fonte: Secretaria-Geral da Mesa, Coordenação de Arquivo e Coordenação de Biblioteca.