Agraciados em 2015

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Aracy Lêdo
Aracy Lêdo

Natural de Bagé-RS, formada em Ciências Sociais - Sociologia pela Universidade da Região da Campanha – Bagé-RS e pós-graduada em Alfabetização no Ensino Fundamental pela Pontifícia Universidade Católica – PUC-RS (1998). Atualmente, é Presidente da Federação Nacional das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais – FENAPAES (triênio 2015-2017). Foi Secretária Municipal de Acessibilidade e Inclusão Social de Porto Alegre (2012). No Rio Grande do Sul, foi Presidente da Federação das APAES e Diretora Presidente da Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para Pessoas Portadoras de Deficiência e Altas Habilidades – FADERS, onde também foi Diretora Administrativa entre os anos de 2004 a 2008. Foi coordenadora do Projeto Piá 2000 e do Projeto Ler, ambos no Rio Grande do Sul.


Loni Manica
Loni Manica

Natural de Santo Ângelo-RS, formou-se em Pedagogia pela Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões. É Doutora em Educação - Pedagogia Social pela Universidade Católica de Brasília (2013), Mestre em Educação pela UFSM-RS (1999), especialista pela Escola Superior de Guerra – ADESG (1998) e especialista em Educação Especial, Igualdade de Gênero pela OIT (2010), Supervisão e Orientação Educacional. Atualmente é cedida pela Universidade de Brasília - UnB ao Senado Federal, onde é assessora na área de inclusão e diversidade. Foi Coordenadora Nacional do Curso Virtual Vision para docentes, Coordenadora Nacional do Curso de Braile a distância, Coordenadora Nacional do curso de Libras a distância, expositora em Havana - Cuba e Coordenadora Nacional do Green Project Awards na área da inclusão. Realiza palestras no Brasil e exterior. É autora de diversos artigos e dos livros "Educação profissional para as Pessoas com deficiência: Um novo jeito de ser docente" e "A Inclusão das Pessoas com deficiência: Limites e Possibilidades".


Luiza Câmera
Luiza Câmera

Natural de Itabuna-BA, é Presidente da Associação Baiana de Deficientes Físicos – ABADEF - BA. Foi Presidente do Conselho de Defesa dos Direitos da Mulher (2001-2003). Participou da criação da Fundação da Associação de Deficientes Físicos em Brasília e trabalhou no Hospital Sarah Kubitschek de 1976 a 1980. Perdeu o movimento das pernas em 1980, quando foi acometida pelo Mal de Still - doença que consiste em um raro distúrbio inflamatório sistêmico. Fundou o primeiro Bloco de Carnaval chamado "Me Deixe à Vontade", com a intenção de derrubar falsos mitos e preconceitos, composto por pessoas com deficiência, familiares e amigos da causa. Recebeu a Medalha do Mérito do Ministério Público da Bahia e diversas outras medalhas e premiações. Representou o Brasil em Washington - USA e Oaxaca - México na Comissão de Mulheres com Deficiência. Escreveu 2 livros "Não se cria filhos com as pernas - 1982" e "Mulher da Vida - 1995".


mara Gabrilli
mara Gabrilli

Natural de São Paulo-SP, é publicitária, psicóloga e Deputada Federal. Na Câmara dos Deputados, em seu segundo mandato, é a Terceira Secretária da Mesa Diretora (2015-2016), participou da Comissão do Plano Nacional de Educação e foi relatora do projeto de lei que criou a Lei Brasileira da Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Em 2008 foi reeleita vereadora, a mulher mais votada do Brasil naquelas eleições. Foi titular da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência da cidade de São Paulo (2005-2007). Fundou o Instituto Mara Gabrilli, que desenvolve programas de defesa de direitos das pessoas com deficiência. É colunista dos jornais Diário de São Paulo, Jornal da Ame e Inclusão Brasil, entre outros veículos. Em reconhecimento a sua atuação, foi avaliada como a terceira melhor Deputada Federal em 2011 pelo Núcleo de Estudos do Congresso Nacional, sendo a primeira colocada entre as mulheres e entre os parlamentares de São Paulo. Recebeu o Prêmio Cidadão São Paulo (2014 - Catraca Livre) e figurou na relação dos Cem Brasileiros Mais Influentes em 2008.


Rosinha da Adefal
Rosinha da Adefal

Natural de Maceió-AL. Formada em direito, atualmente é Secretária da Mulher e dos Direitos Humanos do Estado de Alagoas. Ficou conhecida como Rosinha da Adefal (Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas) a partir de 1988, quando iniciou os treinos como atleta da natação da Associação, instituição da qual foi Presidente durante três anos (2007 -2009). Também é Presidente do Conselho Estadual de Alagoas em Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Foi Conselheira titular do Conselho Nacional de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência - CONADE, além de presidir o Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Maceió. Em 2009, foi eleita Vereadora de Maceió. Durante o mandato, participou das comissões de DireitosHumanos, Direitos da Mulher e Ética Parlamentar. Em 2011, foi eleita Deputada Federal pelo Estado de Alagoas. À época, exerceu a função de Procuradora Especial da Mulher e teve participação efetiva em diversas comissões durante sua legislatura, dentre elas as de Seguridade Social e Família e de Direitos Humanos e Minorias. Além disso, atuou como presidente da Frente Parlamentar do Congresso Nacional em Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência. Em 2013 e 2014 recebeu o Prêmio Orgulho Autista e em 2014 recebeu o Prêmio Mulher Destaque Flor de Aço do Instituto Flores de Aço.


Solange Calmon
Solange Calmon

Natural do Rio de Janeiro-RJ, é formada em jornalismo pela Universidade Gama Filho. É servidora do Senado Federal desde 1982. Foi uma das primeiras repórteres a trabalhar na TV Senado, e era responsável por cobrir as reuniões da Comissão de Assuntos Sociais. Em 2004, idealizou e incluiu na grade de programação da TV Senado o "Programa Inclusão". A iniciativa teve o objetivo de tornar públicas as necessidades das pessoas com deficiência e ajudar na divulgação de iniciativas que resultassem no bem-estar comum. No mesmo ano, foi designada a integrar a Comissão Especial da Pessoa com Deficiência visando tornar o Senado Federal uma instituição acessível aos servidores e visitantes deficientes. Teve, ainda, a iniciativa de trazer para a Gráfica do Senado um grupo de deficientes visuais para trabalharem como revisores de Braile. Por ter ajudado a tornar o Senado Federal um modelo de acessibilidade para as demais instituições públicas do país, recebeu "Voto de Aplauso", concedido por oito senadores. Em 2012, recebeu também o Diploma de "Servidora do Ano". À frente do programa Inclusão como diretora, editora e apresentadora, recebeu 18 prêmios jornalísticos de caráter nacional e uma menção honrosa internacional.


Dorina Nowill in memoriam
Dorina Nowill

Nascida em São Paulo-SP, foi criadora da Fundação Dorina Nowill, uma instituição voltada para o auxílio dos deficientes visuais e reconhecida pela qualidade de seus livros acessíveis e serviços de reabilitação. Atualmente, a Fundação Dorina produz milhares de páginas em braile de livros didático-pedagógicos, paradidáticos, literários e obras específicas solicitadas por deficientes visuais. Dorina perdeu a visão aos 17 anos de idade. Entretanto, nunca deixou que a deficiência interrompesse sua carreiraprofissional. Em uma época em que livros em braile eram raros, ela continuou os estudos e formou-se como professora primária. Percebendo também, naquela época, a carência de livros para deficientes visuais no Brasil, criou, com a participação de outras normalistas, a então Fundação para o Livro do Cego no Brasil, que iniciou suas atividades em 11 de março de 1946. Em 1948, trouxe para o País um maquinário completo para impressão em braile, papel e outros materiais relacionados. Posteriormente, prosseguiu com sua carreira acadêmica na Universidade de Columbia, nos Estados Unidos. Lá, especializou-se em educação de cegos no Teacher´s College em Nova York. Foi Presidente do então "Conselho Mundial para o Bem-Estar dos Cegos", hoje "União Mundial dos Cegos". Dorina Nowill faleceu em 2010 aos 91 anos de idade.