Notas Taquigráficas
| Horário | Texto com revisão |
|---|---|
| R | A SRA. PRESIDENTE (Kátia Abreu. Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - TO. Fala da Presidência.) - Declaro aberta a 17ª Reunião da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da 3ª Sessão Legislativa Ordinária da 56ª Legislatura. A presente audiência pública tem como objetivo debater o tema: "A Internacionalização da Economia Criativa, da Gastronomia e do Turismo como Indutores do Desenvolvimento Regional", este mês, com o foco na Região Nordeste. |
| R | Informo a todos que, no início dos nossos trabalhos na CRE, nós aprovamos um grande plano de trabalho com oito pilares, e um deles foi justamente aproximar as questões internacionais do interior do Brasil. Nós temos a cultura no Brasil de achar que comércio exterior é coisa para poucos, é coisa para grandes, e, na verdade, o comércio exterior não tem nenhum mistério. Com este mundo hoje comercializando de tudo, em todos os lugares ao mesmo tempo, nós temos que entender que, além de o interior do Brasil ter as suas grandes desigualdades, com muitas regiões com pobreza, as regiões ricas do Brasil também têm os seus focos sub-regionais de dificuldades econômicas, como o Vale do Jequitinhonha, como o norte de Minas Gerais, eu cito também o norte do Espírito Santo, a própria São Paulo tem o Vale do Ribeira, que também são regiões assim; a Grande São Paulo, tão rica, tem também os seus pontos. Eles estiveram aqui, na Região Sudeste, e apresentaram um trabalho maravilhoso, salvando a região com a economia criativa. Eu fiquei muito feliz. Um preparo! E o Sebrae, como sempre, em primeiro lugar, motivando estas regiões. Por isso, nós estamos aqui neste mês tratando do Nordeste. Fizemos em agosto a Amazônia, a Região Norte; no mesmo molde, no mesmo modelo, fizemos em setembro o Sudeste - Minas Gerais, Rio, São Paulo e Espírito Santo -; agora, o Nordeste; e as últimas regiões, no começo de dezembro, nós faremos juntas - elas preferiram assim -, Sul e Centro-Oeste, que representam seis Estados do Brasil, nós vamos fazer essa mistura. O que nós pretendemos daqui adiante? Porque às vezes há um evento e depois vira apenas um balão. Não. O nosso objetivo, combinado com Itamaraty, com o Chanceler, com o Senado Federal, com as embaixadas do Brasil no mundo, o que nós queremos é começar a levar as regiões para as embaixadas do Brasil no mundo, com a nossa cultura, com a nossa gastronomia, com o nosso artesanato, com a economia criativa, e levaremos também os vídeos, mostrando, falando sobre o turismo nessas regiões. Então, nós pretendemos fazer eventos pequenos. Não são eventos para multidão, mas eventos muito focados nos operadores de turismo, nas agências principais da Europa e também na imprensa especializada. São formadores de opinião que elaboram os roteiros de turismo internacional para eles lá, e nós queremos o foco deles aqui no Brasil. Nós temos o mesmo número de turistas estrangeiros desde 2014, não alteramos um turista sequer: 6 milhões de turistas. O Uruguai está um pouco à nossa frente em recebimento de turistas internacionais, e isso para nós é inadmissível, esse desperdício de maravilhas que nós temos. Deus nos deu tudo isso pronto, então nós temos agora que ter a competência de levar isso mais adiante. Então, esse é o nosso foco, com essa série de demonstrações daqui para o mundo depois. Já começaremos dia 12, em Portugal, um seminário que eu estou coordenando em parceria com o Ministro Gilmar Mendes, que é o Presidente do IDP. Nós faremos, então, um debate profundo sobre as questões ambientais, a agricultura sustentável do Brasil e o comércio exterior. |
| R | Nesse evento, eu estou usando, já para levar o primeiro grupo, o tema Amazônia. Então, toda a elaboração da refeição do evento, à noite, no final do evento, vai ser a gastronomia da Amazônia. Se não fosse a CNC e o Senac, que é um Sistema S, nós não teríamos condições de fazê-lo. Estamos levando, graças ao Sebrae, o Sebrae dos Estados, os grupos de folclore, o Boi Garantido e o Caprichoso, estamos levando o carimbó, estamos levando a suça, que é do Tocantins, dos quilombolas, então, nós vamos dar lá um show, um espetáculo. E, assim, nós continuaremos a levar esse grupo para chegar mais adiante. O nosso sonho é que as rotas do Brasil entrem na agenda total e completa dos operadores de turismo e das agências da Europa. Então, faço essas explicações para aqueles que nos acompanham também poderem entender o porquê desses eventos que nós estamos fazendo aqui na CRE. Compõe comigo a Mesa o Sr. Joaquim Cartaxo Filho, Superintendente do Sebrae Ceará. Convido-o para, por favor, tomar assento à Mesa. Sr. João Wamberto de Araújo Barreto, o chef Cumpade João, da Paraíba. Por favor, tome o seu assento. E ele vem muito bem-vestido hoje, um espetáculo, vamos bater palmas para ele, gente. Olha que beleza! (Palmas.) Quero cumprimentar o Sr. Antonio Carvalho, Secretário do Gabinete de Governança da Prefeitura de Maceió e Vice-Presidente de Relações Institucionais do Fórum Inova Cidades, que é um dos nossos palestrantes, e, também, o Sr. Josevaldo César dos Santos, o chef César Santos, de Pernambuco. Muito obrigada por vocês terem vindo de tão longe para prestigiar e honrar o Senado Federal, que também é a Casa de vocês. A reunião será interativa, transmitida ao vivo e aberta à participação dos interessados por meio do Portal e-Cidadania na internet, em senado.leg.br/e-cidadania ou pelo telefone da Ouvidoria, 0800-0612211. Eu gostaria de pedir à assessoria o nome de todos os representantes do Sebrae dos Estados para que nós possamos falar de viva voz para que fique registrado nos Anais do Senado Federal, essa prestigiosa presença aqui conosco. O nome de todos, por favor. Gostaria também de saudar uma figura ilustre, muito importante para nós, o Embaixador Alexey - perdoe-me, Embaixador, se eu não conseguir, mas eu vou tentar - Kazimirovitch, da Rússia A Rússia é um país importantíssimo para o Brasil. Nós fazemos um comércio intenso na área do agro, tanto na área dos alimentos como também dos fertilizantes. É um país extraordinário, um país que está se alavancando rapidamente na área de tecnologia, enfrentou dificuldades terríveis com países do Ocidente, mas ele não se amofinou. A Rússia viu a dificuldade para o lado de cá, virou para o lado da Ásia, marcou rumo e hoje é um país que cresce a cada dia - eu tenho estudado muito sobre a Rússia - e tem um embaixador extraordinário, que fala, inclusive, português, que está aqui conosco. |
| R | Então, nós precisamos, cada vez mais, intensificar o nosso comércio com esse país e queremos os turistas russos aqui. Em vez de irem para outros lugares, que tenham oportunidade de conhecer esta maravilha que é o Brasil. Avise a eles que o Brasil não é insegurança, violência ou só o Carnaval. Nós temos coisas maravilhosas; perigoso é perder muitos russos, que vão querer se mudar para este País. Muito obrigado, Embaixador. Vamos dar início, concedendo a palavra ao Sr. Joaquim Cartaxo Filho, Superintendente do Sebrae Ceará. Joaquim Cartaxo Filho é graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Ceará e Mestre em Planejamento Urbano e Regional da USP. Foi Presidente do IAB Ceará, nos biênios de 1996-1997, 1998-1999, Secretário das Cidades do Governo do Estado do Ceará de 2007 a 2010. Foi Cid Gomes? Grande Governador Cid Gomes, nosso colega Senador, que brilha aqui, no Senado Federal, com a sua competência! É Diretor-Superintendente do Sebrae Ceará e Coordenador do Projeto Regional Nordeste da Cadeia de Valor da Economia Criativa do Sebrae. V. Sa. dispõe de 15 a 20 minutos para sua exposição. Obrigada. O SR. JOAQUIM CARTAXO FILHO (Para expor.) - Bom dia a todas e todos. Em nome do Sebrae, minha saudação à Senadora Kátia Abreu, Presidente desta Comissão de Relações Internacionais e Defesa Nacional, na pessoa de quem eu queria cumprimentar a todas e todos. Todos os meus colegas do Sebrae, queria cumprimentar na pessoa do João Hélio, que é o nosso Vice-Presidente da Abase, que é a Associação Brasileira dos Sebraes Estaduais. Eu vou aqui fazer uma breve exposição sobre economia criativa no Nordeste. A economia criativa do Nordeste é fruto de um projeto regional que reúne os nove Estados do Nordeste, que, de forma articulada e integrada, elaboraram o projeto; a sua primeira versão está se encerrando agora, e nós estamos aprovando uma segunda versão, que trata do mesmo tema, que é o tema da economia criativa, que é o tema aqui desta nossa audiência pública. A economia criativa faz parte, nessas duas décadas do século XXI, das novas economias. O mundo vive uma discussão das novas economias, e uma delas é a economia circular, que tem uma relação muito estreita com a economia criativa e também é uma economia que abre uma agenda de discussão com base na Agenda 2030 dos nossos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que propõe uma ação estratégica de descarbonização dos processos produtivos no mundo. E a economia circular busca ocupar esse espaço, contribuindo para isso. |
| R | Na economia circular, aquilo que é lixo para você necessariamente não é lixo para o outro. Então, nós temos aí dois exemplos em que uma poltrona foi reformada e foi agregada uma nova função além de servir para sentar. É a nossa poltrona-biblioteca, vamos chamar assim. E as garrafas PET sendo utilizadas como mobiliário. Então, há todo um trabalho do Sebrae na área do design sustentável que dá conta desses objetos. O pneu: tenho dois exemplos de economia circular em que o pneu está sendo usado para criar um ambiente de arquitetura de interiores e o pneu sendo usado para o espaço urbano. Essa cerca de pneu, ou esse muro de pneu, eu não sei como chama isso, essa divisória aí montada por pneu é lá na praia de Requenguela. Eu bati essa foto recentemente, na Praia de Requenguela, lá no Ceará, em Icapuí. O muro aí ainda não... Ou a parede, a cerca não está terminada porque cada pneu desse vai virar uma jardineira, é o projeto final. Então, aí o pneu não vira, como tradicionalmente, um objeto de lixo. Então, a economia circular trabalha essas questões, e isso tem tudo a ver com a economia criativa. E há a economia solidária, que também está no campo das novas economias. Do chão maciço... Isso aí foi fruto da pandemia e também é um trabalho do Sebrae. Um grupo de produtoras lá no Maciço de Baturité, onde nós temos a rota verde do café... No Ceará produz café, um café de sombra de alta qualidade. Com a pandemia... Aliás, essas mulheres pertencem à rede de produtos orgânicos, e o local de comercialização desses produtos eram as feiras livres, meu caro Moisés. Mas com a pandemia, com os protocolos, as feiras livres foram desmobilizadas, porque feira livre significa aglomeração. Então, numa discussão com o Sebrae, foi criado esse site e hoje essas mulheres comercializam seus produtos. Foi desenvolvida a marca do site, a marca dos produtos, as embalagens, e hoje elas sobrevivem comercializando através do site, no campo do e-commerce. Então, nós temos aí um exemplo de economia solidária ligada com a tecnologia digital que faz parte do dia a dia de todos nós. E há a economia compartilhada, há a economia da cultura, que é irmã siamesa da economia criativa. Para lembrar, nesse tema da economia criativa, o termo "economia criativa" surgiu do Professor John Howkins, em 2001, quando ele define economia criativa como a criação, a produção, a distribuição de produtos e serviços que utilizam conhecimento, criatividade e capital intelectual como principais insumos produtivos. Em 2010, houve uma conferência das Nações Unidas sobre comércio e desenvolvimento que classificou as indústrias criativas. |
| R | Portanto, minha cara Senadora, a economia criativa já surge dentro do contexto de que trata a Comissão que V. Exa. preside, que é a de relações internacionais, porque já é uma conferência das Nações Unidas que trata dessa classificação. E elas foram classificadas desta forma: há a tradição, em que há os sítios culturais e a expressão cultural; o artesanato, em que tivemos a mostra do Nordeste ali - está lá num dos corredores Senado que eu não sei informar, o labirinto onde é que ele está -; as artes visuais; as artes performáticas; o circo - no Sebrae do Ceará, nós estamos fazendo um trabalho agora do circo como um negócio criativo, estamos desenvolvendo lá, com a associação dos circos, essa atividade -; as publicações e a mídia impressa; o audiovisual; o design - de interiores, gráfico, de moda, joia, brinquedos -; os serviços criativos; e as novas mídias. Então, no caso aí da Unctad, essa é a classificação da economia criativa. E há um potencial. Os estudos apontam que o principal potencial da economia criativa é ser a principal economia do século XXI pela capacidade humana de criar, que é o seu insumo principal, mas, apesar do potencial, para nós aqui ainda faltam dados para a gente mensurar o real tamanho dessa economia, o perfil dos negócios criativos. Uma das principais fontes de dados da economia criativa no Brasil é a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), que vem fazendo um trabalho de atualização desses dados e de sistematização. Isso aí é o trabalho da Firjan. Esses 2,61% são a participação na economia, no PIB brasileiro. E, olhe, a última edição desse trabalho da Firjan é de 2017. Então, a economia criativa foi responsável pela geração de R$171 bilhões. Aí reza a lenda que, comparando os valores... Esse valor de mercado em 2017 correspondia à Samsung. Em 2017 a soma das maiores instituições financeiras globais - American Express, J.P. Morgan, Goldman Sachs - gerou 837 mil empregos formais. É responsável por 2,61% do PIB e 1,8% dos empregos formais. Agora, temos desafios a vencer. Quais são os desafios da economia criativa? A informalidade é uma delas, tanto na criação, como na divulgação, quanto na distribuição e na comercialização. A precificação. Em 2016, na Semana do MEI, nós fizemos um seminário só com a categoria dos MEIs criativos. Então, houve o depoimento de um escultor que disse: "Olha, eu fiz uma escultura e a vendi por R$300. Quando recebi o dinheiro, eu me arrependi porque acho que ela valia mais". Então, esse é um grande desafio. Como é que se precificam os negócios criativos, os produtos criativos, meu caro João Hélio? Precificar o material, o ferro, a pintura, é fácil. Agora como é que se precifica o inatingível, a criatividade? Então, essa é uma discussão que estamos travando, para criar uma metodologia que seja capaz de contribuir com os empreendedores criativos nesse desafio da precificação. |
| R | (Intervenção fora do microfone.) O SR. JOAQUIM CARTAXO FILHO - Não. Tudo que eu estou falando aqui é uma ação nordestina. A SRA. PRESIDENTE (Kátia Abreu. Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - TO) - Hã-hã. O SR. JOAQUIM CARTAXO FILHO - Há ausência de canais de distribuição fora dos canais tradicionais. Como é que se faz essa distribuição dos produtos e serviços criativos? Há dificuldade de acesso a espaços, à exibição e à promoção. Uma atividade como a que foi promovida aqui pela Senadora Kátia Abreu, para trazer o artesanato nordestino e para fazer uma exposição e uma discussão aqui no Senado Federal, é uma ação importantíssima nesse tema dessa dificuldade de você ter espaço para exibição e promoção desses produtos, em especial no caso do artesanato. A atuação do Sebrae do Nordeste para enfrentar esses desafios se dá em três grandes blocos, que a gente chama de desenvolvimento: o desenvolvimento setorial, o desenvolvimento territorial e o desenvolvimento transversal. Essas tipologias de atividades é que fazem parte do nosso trabalho cotidiano de atuação do Sebrae, que eu vou mostrar depois com mais detalhe. Para enfrentar os desafios, para organizar esses três blocos de desenvolvimento, que estão separados por um problema metodológico, em 2009, na Abase, que é a Associação Brasileira dos Sebraes Estaduais, nós elaboramos e apresentamos para o Sebrae Nacional um projeto de desenvolvimento regional centrado na economia criativa, que recebeu a denominação de Cadeia de Valor da Economia Criativa do Nordeste. O objetivo principal desse projeto é promover o fortalecimento dos negócios criativos, visando a valorizar a cultura e a gerar emprego e renda. Aí passo a listar as atuações concretas realizadas por cada uma das unidades do Sebrae do Nordeste. No campo dos eventos, foi realizado um evento de âmbito regional, o I Festival Nordestino de Economia Criativa, que foi todo digital. Reuniu mais de cinco mil pessoas esse festival, que foi transmitido a partir do Cariri, especificamente na cidade de Crato. Esse é um evento regional, mas já temos eventos internacionais. A Feira Internacional de Negócios Criativos e Colaborativos foi realizada sob a coordenação do Sebrae da Paraíba - a anterior foi do Sebrae do Ceará. Houve uma primeira edição em 2019, presencial; em 2020, a primeira edição digital; e, em 2021, essa edição digital reuniu, Senadora Kátia Abreu, 46 países - esse evento da Feira Internacional de Negócios Criativos e Colaborativos. |
| R | E aí é o Sebrae Alagoas, lá em Maceió. Aí é uma ação da arte mural, da arte urbana, e isso aí é a sede do Sebrae de Alagoas. Então, é a sede do Sebrae de Alagoas, a sua estrutura física servindo como suporte para manifestações da economia criativa... Acho que é Levy da Paz o autor dessa obra, na sede do Sebrae de Alagoas. E aí nós temos o Armazém da Criatividade. Isso é lá em Caruaru, em Pernambuco. Esse equipamento é um equipamento de apoio à moda popular, que é produzida naquela região. Esse equipamento fica dentro de um galpão. Em torno dele tem aqueles boxes, que nós conhecemos, da moda popular. Então, com esse armazém há todo um apoio na área do design, na área do marketing, de reuniões... Enfim, tudo que é necessário para contribuir com o desenvolvimento daqueles produtos. E aí é Salvador. Isso aí é o Colabore. Isso aí está sob a gestão do Sebrae da Bahia. Esses contêineres aí - cadê o Jorge? Estava por aí. Está ali o Jorge Cury -, esses contêineres, como diz lá no Ceará - não é, Jorge? -, iam ser "rebolados no mato", e eles foram todos reaproveitados. O piso é todo de madeira, reaproveitamento de material de obra da construção civil, têm teto-jardim... É uma obra da economia circular, que abriga hoje... Esse complexo chama-se Colabore e abriga hoje todos os negócios criativos que se desenvolvem na cidade de Salvador, e já está próximo aí... O Sebrae da Bahia, junto com a Prefeitura de Salvador, vai inaugurar um grande polo de economia criativa lá nas docas. É isso, não é, Jorge? E aí entra uma outra fase, um outro produto nosso, que são os nossos editais de economia criativa, para que os nossos empreendedores criativos possam participar e colocar os seus produtos em pé. Em pé. No edital lá do Ceará, por exemplo, um jovem arquiteto entrou no edital para produzir uma cadeira, essa cadeira ele inscreveu recentemente num concurso de mobiliário do Museu da Casa Brasileira e tirou o segundo lugar. E tirou o segundo lugar. Então, isso aí é o Piauí discutindo o seu edital de economia criativa... |
| R | Está aí o Maranhão - cadê o Albertinho? O Maranhão também lançou o seu edital de economia criativa junto com a universidade. E, aí, Sergipe, também com uma chamada pública para os negócios criativos e inovadores. E, aí, o Rio Grande do Norte, do nosso querido João Hélio. Essa é uma publicação que registra todo o trabalho desenvolvido pelo Sebrae do Rio Grande do Norte na área dos negócios criativos. E está ali a Vila Criativa. Então, vejam bem, aí nós temos os eventos de economia criativa, nós temos equipamentos de economia criativa e nós temos os editais que financiam ideias criativas para que possam ser prototipadas. E aconteceu o que aconteceu com esse produto do Museu da Casa Brasileira, que foi recentemente premiado. Ainda no campo internacional, nós realizamos, em 2019, a Conferência Internacional de Economia Criativa, já dentro do projeto de Fortaleza, que estava se candidatando a cidade criativa da rede da Unesco, como Cidade Criativa do Design, e recebeu esse título. Agora, para o edital deste ano, Recife e Campina Grande estão se credenciando. Do ponto de vista do Sebrae do Nordeste, a ideia é que todas as capitais do Nordeste possam ter esse selo da Unesco. Nós estamos fazendo o mapeamento da economia criativa para contribuir com a sistematização dos dados. Vocês encontram informações de dados da economia criativa a partir do Sebrae no DataSebrae. Aí é a produção do conhecimento, que a gente vem sistematizando: Territórios Criativos; há um livro ali da minha autoria que tem umas heresias sobre economia criativa, o Ah! Que Pontos Fragmentários; o relatório das oficinas de economia criativa do Sebrae da Bahia; o Guia do Empreendedor Criativo e o Plano da Secretaria da Economia Criativa, que a Professora Cláudia Leitão, que é especialista nesse tema no Brasil - na época, era Secretária de Economia Criativa -, coordenou, que é um plano referência ainda hoje para todos nós, para o Ceará. O parceiro, no andar da carruagem do nosso projeto: o Conselho Britânico, que participou, entrou no projeto e hoje é um parceiro importante no nosso projeto de economia criativa. Está aí o turismo de base comunitária. Queria só deixar registrado aqui que a alma do turismo é a economia criativa. Turismo é infraestrutura, promoção, e tal, mas a alma do turismo é a economia criativa. O geoturismo é um tema novo - o meu tempo aqui acabou, não vou mais me alongar nisso aqui. Isso aí são as rotas turística do Estado do Ceará, que vêm conectadas com turismo e economia criativa. Isso é um trabalho do Sebrae com a Federação da Indústria lá no Ceará, nós criamos essas rotas turísticas. |
| R | E eu queria concluir aqui dizendo que, lá naquele meu livrinho, tem uma sextilha que eu escrevi sobre a economia criativa. Criatividade é desregrar tanto a mente como a mão. Ora chega semente, Ora parece chão Em qualquer lugar, É metáfora da razão. Agradecido. Saravá! (Palmas.) A SRA. PRESIDENTE (Kátia Abreu. Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - TO) - Muito obrigada, Sr. Cartaxo, pela apresentação maravilhosa. Parabéns pelo trabalho, parabéns ao Ceará! A SRA. SORAYA THRONICKE (Bloco Parlamentar PODEMOS/PSDB/PSL/PSL - MS. Pela ordem.) - Senadora Kátia, eu gostaria só de fazer uma pergunta para ele e já pedir perdão pela minha ignorância. Queria parabenizar, mas... A SRA. PRESIDENTE (Kátia Abreu. Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - TO) - Senadora Soraya Thronicke, do Estado de Mato Grosso do Sul. A SRA. SORAYA THRONICKE (Bloco Parlamentar PODEMOS/PSDB/PSL/PSL - MS) - Obrigada, Senadora. Não quero me delongar não. O senhor falou no conceito de economia criativa e de economia circular. Eu desconheço esse conceito de economia circular e eu queria saber a diferença ou se são sinônimos. Só isso apenas. O SR. JOAQUIM CARTAXO FILHO - Não, não; são a mesma coisa. A economia circular é circular; ela trabalha centralmente com sustentabilidade. A SRA. SORAYA THRONICKE (Bloco Parlamentar PODEMOS/PSDB/PSL/PSL - MS) - Sim. E a criativa? O SR. JOAQUIM CARTAXO FILHO - E a criativa trabalha com os produtos culturais, a arte e a cultura, ou seja, como é que um produto cultural se transforma num negócio criativo. A SRA. SORAYA THRONICKE (Bloco Parlamentar PODEMOS/PSDB/PSL/PSL - MS) - Ah, o.k! Ficou esclarecido. Obrigada. A SRA. PRESIDENTE (Kátia Abreu. Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - TO) - Obrigada, Senadora Soraya. Não é o Estado dela hoje, mas ela tem participado de todas as nossas reuniões. Quero registrar a presença também da nossa querida amiga Senadora Daniella, do Estado da Paraíba, uma grande apoiadora, assim como Soraya, da economia criativa. Graças a Deus, as 12 Senadoras que compõem o Senado Federal são muito sensíveis à área da economia criativa, principalmente porque nós temos um número: a grande maioria das atividades é feita por mulheres. Gostaria de registrar que vocês estão recebendo aí nas mesas o nosso lanche da manhã da CRE. Toda quinta-feira, na CRE, independentemente de ser o assunto economia criativa ou qualquer outro assunto, até grave ou mais sério, mais difícil, nós temos o nosso lanche. Isso tudo para prestigiar o alimento, a gastronomia brasileira. A comida une, a comida aquece os corações, e a gente fica muito mais feliz quando está comendo. E nós temos que levar essa ideia aqui de que a comida brasileira aquece muito mais e une muito mais. Nós somos criados nas grandes cozinhas das nossas casas. Desde os mais pobres aos mais ricos, a cozinha sempre foi um lugar especial para nós. Nós estamos recebendo do Chef Josevaldo César Santos, de Pernambuco... Cadê ele? Fique de pé, por favor. (Palmas.) Queijo coalho com ervas pernambucanas e bolo Souza Leão com calda de café. Parabéns e muitíssimo obrigada! Eu estou aqui provando e muito encantada. (Pausa.) Eu gostaria de pedir agora ao Sr. Cartaxo que trocasse de lugar, por favor, para que possa se sentar aqui à mesa e fazer a sua fala, o Sr. César Santos, chef de Pernambuco. |
| R | O senhor terá a palavra por 20 minutos. Quando a campainha soar, é porque faltam dois minutos para encerrar o tempo. Como nós temos hoje uma intensa atividade, eu peço o cuidado com o tempo de fala para que a gente não se atrase, porque está sendo preparado o nosso almoço. Da grande gastronomia nordestina, isso aqui é só uma pequena amostra. Não se iludam que isso aqui é a mostra gastronômica, não. Isso é apenas um lanche para esperar o grande momento. Por favor. Que maravilha! As fotos, todo mundo aí fazendo, por favor. Muito obrigada, viu? Muito obrigada e parabéns. Fique à vontade. Você tem a palavra por 20 minutos. Então, nos dois últimos minutos a campainha soa e a gente pede que encerre, porque as Senadoras e os Senadores podem querer fazer alguma pergunta posteriormente. Com a palavra. O SR. CÉSAR SANTOS - Bom dia! Bom dia a todos! A SRA. PRESIDENTE (Kátia Abreu. Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - TO) - Ah, um minutinho, espere aí. Josevaldo César dos Santos ocupa hoje lugar de destaque no cenário da gastronomia nacional e internacional. César iniciou sua carreira ao lado da mãe, D. Edelvita. Na adolescência, passou a morar com sua irmã Edineide e o cunhado Alcino, no bairro da Ribeira, em Olinda. Foi na cidade Patrimônio da Humanidade que o chef, aos 21 anos, começou a colocar em prática todos os ensinamentos adquiridos nos vários cursos feitos no Senac - Sistema S, que alguns ainda insistem em querer criticar - e que somados à sua bagagem autodidata, ao seu talento pessoal, à sua vocação, se revelou para o mundo como um nome forte da gastronomia pernambucana, assinando receitas consagradas, técnicas apuradas e universais. Esses dois livros aqui quem vai consumir é meu marido Moisés, que é um chef informal, grande chef informal. Além de marido maravilhoso, ainda cozinha. O restaurante Oficina do Sabor veio em 1992, mas como consequência de um trabalho desenvolvido com a ajuda das irmãs, que iniciaram um pequeno negócio de comida congelada, que, em seguida, se transformou em um serviço mais elaborado desenvolvendo eventos e banquetes no Estado. Atento às oportunidades, apostou em concentrar os seus esforços em um restaurante. Desde então, há 29 anos o seu tempero tem endereço fixo no bairro do Amparo, em Olinda. V. Sa. tem a palavra por 20 minutos. Parabéns pela sua história! O SR. CÉSAR SANTOS (Para expor.) - Boa tarde! Boa tarde a todos! É para mim uma honra, é um prazer estar aqui, Sra. Senadora Kátia Abreu, porque chegar neste momento aqui é bem complicado, é bem difícil, mas é um olhar especial para a gastronomia do nosso Estado, do nosso País, do nosso Brasil. O que vocês estão degustando aqui é o bolo Souza Leão, um dos doces mais antigos do Brasil. É bolo revolucionário. A Sra. Rita de Cássia, que tinha um engenho na Várzea, se recusou a receber produtos que viessem da Corte, como farinha de trigo e manteiga francesas. Ela adaptou a farinha de trigo pela massa da mandioca e a manteiga pela manteiga pelo engenho. Então, isso aí vem dos produtores familiares. A massa de mandioca e a manteiga de garrafa têm lá toda essa produção. E o Bolo de Rolo, que é o bolo que todo mundo conhece, eu acho que todos os brasileiros conhecem. Todos os dois são bem imaterial cultural do patrimônio. Então, eles são reconhecidos no Estado de Pernambuco como Patrimônio Imaterial Cultural. O queijo de coalho não veio porque eu queria ter servido pra vocês quentinho. Quem tiver a oportunidade de ir lá ao restaurante escola Senac, onde eu fui aluno há 34 anos... Eu tenho orgulho de falar que a minha formação profissional veio toda do Senac. Hoje eu estou aqui, é um restaurante consagrado, renomado dentro do Estado de Pernambuco, e quem for a Pernambuco não pode deixar de conhecer o Oficina do Sabor. É uma parada obrigatória. |
| R | Falando da economia criativa neste momento em que a gente está aqui discutindo esse assunto tão importante, eu venho desenvolvendo um trabalho, através do meu Instituto César Santos, que é o Sabores da Mata Norte. Em três meses, conseguimos mais de 200 estabelecimentos. Esse trabalho é feito desde os cozinheiros até os agricultores familiares. Eu fico bem emocionado falando nesse assunto, porque esse é um projeto do instituto junto com o Sebrae. Na maioria das minhas ações na parte de gastronomia eu tenho um apoio muito forte do Sebrae. Nem todos os Estados têm um olhar pela gastronomia como o Sebrae de Pernambuco tem. Eu fico honrado e quero agradecer - eu estou um pouquinho nervoso - ao Eduardo, que me trouxe esse convite para eu vir aqui me apresentar. Eu quero falar dessa preocupação, dessa responsabilidade. Cozinheiro não é só cozinhar, botar comida da mesa. O cozinheiro se preocupa com quem produziu o seu queijo, quem está produzindo o alimento para poder colocar na mesa. A cadeia produtiva desses produtores familiares é muito importante para o desenvolvimento econômico do nosso País, do nosso Estado. E o que o projeto Sabor da Mata Norte traz é interação da pessoa que tem lá seu negócio junto com o agricultor, para trazer o melhor para dentro da sua cidade, da sua comunidade, e que a economia fique na sua cidade, que o dinheiro fique na sua cidade. Eu fui para Aliança, uma cidade, um Município de Pernambuco, e lá tem mulheres da roça. As mulheres plantam, plantavam, plantavam e não sabiam o que fazer com seus alimentos. Só iam vender. Chegou o momento em que o nosso projeto chegou, e a gente mudou totalmente a cabeça dessas mulheres. Elas começaram a produzir doces, bolos, tortas, bolachas, biscoitos. Está aí um sucesso! Estão bem felizes porque elas estão recebendo vários convites de várias regiões. (Pausa.) É bem emocionante isso, me desculpem, porque... (Palmas.) Botar autoestima nessas mulheres, mulheres da roça, botar autoestima nessas mulheres, dizer para elas que elas são importantes para a economia do nosso País, para a economia do local é um trabalho que eu venho fazendo de pedacinho. É pequenininho, mas é de grande coração. E hoje elas estão muito felizes. A gente teve agora o Sabor do Campo, dentro da Agrinordeste, e a gente levou mais de dez produtores dessa região de Pernambuco para dentro e eles conseguiram fechar grandes negócios, não só para dentro do Estado de Pernambuco como para fora do estado de Pernambuco. A gente teve a oportunidade de levar o chef Troisgros para dentro desse evento Sabor do Campo. O Claude Troisgros ficou superemocionado com a qualidade e queria alguns produtos para levar para o Rio de Janeiro, para o seu restaurante. Então, isso é muito gratificante, isso é muito bonito. Uma outra coisa que eu descobri que é muito saboroso de escutar é que quem toma conta do dinheiro são elas, são as mulheres. Os homens vão também para a roça, plantam, e elas dão o dinheirinho da cachaça deles. Elas é que administram o dinheiro para poderem desenvolver os alimentos e dar o melhor para os seus filhos. (Risos.) Então, meu trabalho é esse. Não é só cozinhar, mas saber de onde vem o alimento. Para o meu queijo coalho, minha massa da mandioca, meu feijão verde, meu coentro, minha cebolinha, eu não tenho atravessador; eu compro diretamente, eu pago honestamente. Se ele me fala hoje que o preço é R$5 e amanhã é R$10, eu sei a dificuldade que ele passou para poder chegar a R$10, então eu pago o justo. |
| R | Um depoimento que eu achei muito bonito das mulheres da roça foi o de uma senhora que chegou para mim e disse: "Olha, eu estou amando você estar aqui. Nossa, que coisa mais maravilhosa! Mas eu quero falar para você que eu estava lá na minha roça plantando macaxeira, e passa um senhor num carro, muito elegante, buzina. Eu vou lá: 'Pois não'. 'É para vender?'. Eu disse: 'Está para vender. Toda a minha macaxeira está para vender'. Ele perguntou: 'Quanto é que é?'. Eu lhe disse: 'Me dê seu preço'. Ele disse: 'Oitenta centavos'. Eu disse: 'Não; eu não vou vender ao senhor por 80 centavos porque eu não estou passando fome, não. No dia em que eu passar fome, eu não vou nem na sua porta'". Então, isso é muito bonito. É muito gratificante ela saber o trabalho importante que ela tem da mandioca dela. Porque a gente não compra um quilo de mandioca no supermercado por 80 centavos; a gente compra um quilo de mandioca, um quilo de macaxeira por R$3 a R$4. Eu pago R$4 - e pago feliz - a eles, certo? Eu pago um quilo de feijão a R$12, mas pago diretamente a eles, porque o dinheiro vai para eles. Eles fazem as coisas acontecerem. (Palmas.) Além de ser chef, eu me preocupo também com esses produtores, porque eles é que botam o alimento na nossa mesa. São pequenos. Existem as indústrias grandes, que produzem grandes alimentos, mas os pequenos mantêm a economia local criativa. Gastronomia é cultura, sim. Gastronomia tem que fazer parte deste Senado como cultura e ter um olhar especial. É aqui o meu pedido a vocês, como chef de cozinha, como cozinheiro. Na verdade, eu estudei para ser cozinheiro. Minha escola foi Senac - dois anos e meio dentro do Senac. Senadora, eu fico muito feliz, muito grato ao Cumpade João, da Paraíba - fizemos já grandes trabalhos também. Os chefs de cozinha, os cozinheiros são unidos. Nós somos unidos e temos um dever a cumprir: é botar comida boa na mesa para todos vocês. Obrigado. (Palmas.) A SRA. PRESIDENTE (Kátia Abreu. Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - TO) - Parabéns, César! Parabéns! Pode continuar por algum tempo. Seu tempo ainda não tinha vencido totalmente. Então, eu vou lhe fazer uma pergunta - não é uma pergunta, é caso você consiga explicar, e não se avexe se não puder. Você comprou a mandioca por R$4 o quilo, você comprou a cebolinha, comprou isso, comprou aquilo, ótimo, por um preço justo. Você faz aquele prato maravilhoso. Você sabe quanto custaram os produtos. Qual é o preço que você coloca na elaboração da sua criatividade? Há uma metodologia? Não precisa falar o valor, mas há uma metodologia para você pensar assim: o trabalho que esse prato deu... Você imagina o que na hora de colocar o preço no cardápio? O SR. CÉSAR SANTOS - A gente vai para a questão do custo primeiro. (Fora do microfone.) Depois, a gente tem uma ficha técnica, em que a gente divide e bota água, energia... A SRA. PRESIDENTE (Kátia Abreu. Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - TO. Fora do microfone.) - Sim, os custos fixos. O SR. CÉSAR SANTOS - Os custos fixos. Agora, a criatividade não tem preço. Ela não tem preço. A criatividade não tem preço, porque é uma experiência gastronômica. Quem vai ao Oficina do Sabor vai ter uma experiência, não vai simplesmente se alimentar, comer aquela comida; vai ter uma experiência gastronômica. Durante a epidemia, Senadora, foi bem complicado, mas meus clientes diziam assim: "Eu vou comprar para ajudar você, mas a minha vontade é de ir para o Oficina do Sabor, porque é uma experiência única". Então, é muito prazeroso escutar isso do nosso cliente. |
| R | E, quando eu abri o restaurante, no primeiro dia, depois de quase quatro meses fechado, meu restaurante lotou. Eu fiquei tão feliz, tão emocionado, porque as pessoas que foram lá falaram: "Estamos aqui para apoiá-lo, para ajudá-lo, porque a gente sabe da dificuldade por que passou o setor da gastronomia". Então, assim, o preço, como a senhora me perguntou, não tem. É o amor, é o carinho, porque é o trabalho. Para mim, ser cozinheiro é prazeroso. É um prazer, é uma realização. A SRA. PRESIDENTE (Kátia Abreu. Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - TO) - Muito bem. Muito obrigada. Eu acho que se deve levar em conta também a renda das pessoas, a renda média, porque não tem preço, mas está no mercado para ganhar dinheiro também, lógico. Isso é justo e normal. Então, eu acho que é um conjunto de coisas que não é em primeiro lugar a criatividade, porque, senão, o preço do prato seria impossível de comprar. Então, muito obrigada por sua resposta e por você estar aqui. E não se incomode com a emoção. A Região Sudeste, quando veio foi emocionante. A Kátia Barbosa, do Mestre do Sabor, quase não conseguia falar de tanto que ela se emocionou aqui verdadeiramente pela sua história, a simplicidade e a pobreza dos seus pais no Rio de Janeiro. Foi um exemplo de vida. Ela deixou o discurso dela de lado e falou com o coração, igual você fez agora. E foi um chororô danado aqui com toda essa emoção. E também, na reunião da Amazônia, da Região Norte, nós convidamos Alex Atala. A fala dele, quando fala de comida e de gastronomia, é uma emoção, parece que ele está recitando uma poesia, parece que ele está dramatizando, assim, num palco. Uma coisa emocionante, uma coisa muito bonita e que não tem como, ele disse, conhecer a Amazônia sem conhecer os sabores da Amazônia. A Amazônia não pode ser uma fotografia congelada de árvores; a Amazônia, quando você se alimenta do seu produto, da sua da sua gastronomia, entra dentro do coração. Então, todas as nossas reuniões têm sido uma maravilha, eu tenho aprendido demais. E eu lhe agradeço por mais esse aprendizado. Eu quero registrar a presença do Senador Styvenson, do Rio Grande do Norte, um grande Senador do Nordeste, que nos brinda aqui com a sua presença; do Senador Mecias de Jesus, do Estado de Roraima, que também está aqui presente prestigiando, da região da Amazônia; Nelsinho Trad, que também é um assíduo frequentador da nossa Comissão. O Nelsinho Trad foi Prefeito de Campo Grande e é do Mato Grosso do Sul, foi Presidente aqui antes de mim, é um Senador muito prestigiado por todos. Eu gostaria de pedir ao César agora para trocar de lugar - por favor, César - com o Sr. Antonio Carvalho, Secretário do Gabinete de Governança da Prefeitura de Maceió e Vice-Presidente de Relações Institucionais do Fórum Inova Cidades. Eu quero registrar as presenças dos representantes das federações e do Sistema S. Cumprimento, primeiro, o Cláudio George Mendonça, que é o Presidente da Abase - eu já estou tão familiarizada com a Abase -, da Abase nacional, todos os diretores de todos os Estados têm essa associação. E depois há a Abase regional. Se não fosse essa Abase teríamos muita dificuldade de fazer esses eventos aqui. Então, nós agradecemos imensamente a todos os diretores dos Sebraes de todos os Estados do Brasil, na pessoa do Cláudio, por tudo que têm feito por nós. Se não fossem o Sebrae e Senac, estaríamos impossibilitados de estar aqui. |
| R | Cumprimento José Roberval Cabral da Silva, Diretor de Administração e Finanças do Sebrae de Alagoas; Jorge Khoury, Superintendente do Sebrae da Bahia - Jorge Khoury teve vários mandatos de Deputado Federal, foi meu colega quando eu fui Deputada, pessoa muito experiente e maravilhosa; Joaquim Cartaxo Filho, superintendente no Ceará, que palestrou aqui conosco; Carlos Andrade, Presidente da Fecomercio, Federação do Comércio da Bahia, muito obrigada pela presença, porque todo o Sistema S é ligado a uma federação nos Estados e à confederação nacional, tanto a CNA, CNC, CNI, CNT, do transporte, e são instituições que nos ajudam muito; Rachel Miranda Jordão, Diretora de Administração e Finanças do Maranhão; Albertino Leal Filho, superintendente no Maranhão, nosso vizinho em Tocantins; Adriana Tavares Real Kuppra, Vice-Presidente da Abase, ela é de Pernambuco; João Hélio Costa da Cunha Cavalcanti, Diretor Técnico do Sebrae-RN. Cumprimento também Jordão Costa, superintendente do artesanato piauiense, do Governo do Estado do Piauí, muito obrigada pela presença; e também cumprimento e agradeço a Eladio Asensi Prado, que é Secretário Especial da Direção Geral do Senac; Antonio Henrique Borges, Assessor de Relações Institucionais do Senac; e Marina Vianna, Diretora Regional do Senac-BA. Muitíssimo obrigada por prestigiarem o nosso evento, a Bahia está aqui em peso. E o nome do meu marido, superintendente em Tocantins, não puseram aqui: Moisés Gomes, foi o primeiro ajudante para organizar o nosso primeiro evento, e eu quero agradecer ao Moisés Gomes pelo apoio. Antonio Carvalho e Silva Neto é bacharel em Ciências Políticas, em Ciências Sociais, com especialização em Inteligência de Futuro pela UnB - Inteligência de Futuro, que maravilha! -, estudou em Harvard e na Sorbonne temas ligados à inovação, lideranças e políticas públicas. Parabéns! É servidor da Câmara dos Deputados e atualmente está cedido à Prefeitura de Maceió, onde exerce também a função de Presidente do Conselho Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação e de Vice-Presidente de Relações Institucionais e Federativas do Fórum Inova Cidades. Foi chefe da Assessoria de Projetos e Gestão da Diretoria Geral da Câmara dos Deputados, Diretor Executivo da Rede Legislativa de Governança e Gestão (Regov) e coordenou o Compromisso 7 - Transparência do Processo Legislativo - do 4º Plano de Ação Nacional em Governo Aberto do Brasil. V. Sa. terá 20 minutos, e 2 minutos antes a campainha deverá tocar. Muito obrigada. O SR. ANTONIO CARVALHO NETO (Para expor.) - Obrigado, Presidente Kátia Abreu. Eu queria iniciar a minha fala parabenizando a senhora por esses ciclos que estão ocorrendo aqui na Comissão de Relações Exteriores. O tema em discussão tem uma relevância muito grande, principalmente neste período de retomada pós-covid. Quando a gente fala de economia criativa, a gente fala de um grande potencial de criação de valor, de ajudar e auxiliar os que mais precisam. Então, agradeço. É uma honra para mim estar ao lado da senhora, que fez um excelente trabalho também quando esteve à frente do Ministério da Agricultura e tem tocado a CRE com maestria. |
| R | Senadora, quando falamos de economia criativa, falamos de todas as expressões culturais, gastronomia, turismo e o desenvolvimento de políticas públicas, a gente não pode esquecer da participação social e do engajamento do cidadão nesse processo de construção dessas políticas. Hoje, a gente tem uma grande discussão com relação a como o Governo e como nós nos relacionamos com os cidadãos para a produção dessas políticas, porque há uma frase de Catherine Bessi de que eu gosto muito - ela é uma pioneira no ativismo de junção de tecnologia, governo e civismo -, que fala que os cidadãos usam ferramentas do século XXI para falar, os governos usam ferramentas do século XX para ouvir e processos do século XIX para responder. Então, é com isso... A SRA. PRESIDENTE (Kátia Abreu. Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - TO. Fora do microfone.) - Repete. O SR. ANTONIO CARVALHO NETO - Cidadãos usam ferramentas do século XXI para falar, o Governo usa ferramentas do século XX para ouvir e processos do século XIX para responder. E essa é uma realidade. Quando a gente pensa na forma como nós nos relacionamos com esses cidadãos, como eles acessam os serviços. Quem de nós, aqui, nunca teve que preencher um formulário de papel para acessar algum serviço? Agora, imaginemos, neste nosso País enorme, um país de dimensões continentais e com uma variedade, uma diversidade cultural, uma diversidade socioeconômica enorme, como alguns cidadãos vão ter muito mais dificuldade que outros, por isso que a importância principalmente desse tema. A gente fala, o chefe César Santos aqui estava falando da questão de agregar valor ao seu produto, mas a criatividade não tem um valor possível de ser precisado, ela não tem, ela não consegue, nós não conseguimos ser precisos ao aferir valor. E isso é interessante por quê? Porque, quando falamos de economia criativa, quando falamos de cultura, turismo, falamos muito de riqueza, defendemos muito a riqueza, mas eu vou concordar com a Presidente Kátia Abreu com relação a nós não conseguirmos impulsionar ainda da forma como devíamos a nossa cultura tão rica. E, Senadora, o que a Comissão está fazendo aqui, de levar para fora a nossa gastronomia, o nosso turismo, para ser conhecido, levar o Brasil para ser conhecido, isso é muito importante, porque a gente não compra o que a gente não vê; a gente não busca explorar aquilo que a gente não consegue enxergar. Essa sacada da Comissão foi muito, muito boa. E eu gostaria de retomar a questão da Carta Brasileira para Cidades Inteligentes, que foi aprovada há alguns anos. Ela traz a questão da transformação digital e, quando a gente fala de transformação digital, a primeira coisa que vem à nossa cabeça é a tecnologia, que está ligada, bastante, à questão da economia criativa. Um dos eixos da economia criativa, que o Dr. Cartaxo trouxe aqui, é justamente a questão da tecnologia da informação. Mas a transformação digital não é só isso: ela está relacionada à cultura, ela está relacionada a gente. Quando a gente fala da economia criativa, a gente tem que pensar que o centro desse eixo são as pessoas. A produção da cultura, a produção da gastronomia é feita a partir das pessoas. E como incentivar? E como trazer para essas pessoas, em um país tão diferente, para aquela artesã lá no interior, como fazer com que o negócio dela seja impulsionado? |
| R | E nós temos... E aí pensando essa questão da transformação digital, surgem as plataformas de crowdsourcing, que são aquelas plataformas em que as pessoas colocam alguma intenção, algum objetivo que querem alcançar e com isso fazem uma arrecadação com pessoas que compartilham da causa, que acreditam naquele produto. Normalmente, o retorno é por meio de um produto, daquele objeto, então, a pessoa que doa vai receber um produto de artesanato que vai ser produzido a partir desse crowdsourcing. E é uma forma de a gente financiar essas iniciativas, de trazer esse recurso. É aí que a gente pensa de novo na questão da desigualdade: nem todos conseguem acessar essa plataforma, Presidente, nem todos conseguem ter acesso à internet. Aí eu queria trazer para a nossa reflexão um programa que nós estamos tocando em Maceió, chamado Favela 3D, um programa multissetorial feito em parceria entre Governo, sociedade civil com o terceiro setor, com uma ONG chamada Gerando Falcões, e a iniciativa privada. A ideia é dar autonomia social e financeira a uma região de extrema pobreza em Maceió. Esse programa envolve um trabalho de base tradicional, Presidente, relacionado à habitação: construção de casas, regularização do uso de áreas, investimento em infraestrutura; mas também ele traz, associada a todas essas ações, a criação de ferramentas sociais transformadoras, pensando justamente na economia local, na economia criativa daquele lugar e na economia circular também, que o Dr. Cartaxo trouxe. Essa região, Senadora, produz uma espécie de mexilhão chamado sururu, tradicional ali da região - muito bom, por sinal, recomendo a todos provarem. E as marisqueiras e os pescadores... As marisqueiras em especial ganhavam em média R$150 por mês para despinicar e cozer o sururu. Foi feita uma parceria com uma ONG ligada à sustentabilidade. E um problema que nós tínhamos eram os dejetos: a casca do sururu, quando não é feito o sururu no capote, em que é ele cozido já na casca e servido, a casca do sururu, quando despinicado, gerava em torno, Senadora, de cinco toneladas/dia de resíduo, sem destinação. Essa parceria com essa ONG, o que fez? Permitiu que se estabelecesse um processo de trituração dessa casca, de uso dessa casca para outros fins. Essas marisqueiras levariam os resíduos desse processo de despinicar, de tirar da casca o sururu, levariam esse resíduo para um entreposto que essa organização do terceiro setor conduziria e receberiam um dinheiro em troca. Com isso, nós conseguimos dobrar a renda dessas marisqueiras, que passaram a ganhar mais R$150. Só que esse dinheiro é pago em moeda social. Foi criada uma moeda social no local, para a comunidade, e elas podem usar essa moeda social, esse valor de R$150, em comércios locais, para justamente estimular a economia local e a criatividade também no local. |
| R | Com essa moeda social, também está sendo criado um banco social para que possa haver microcrédito - microcrédito - para essa comunidade, para estimular pequenos negócios, para estimular a criação de novas potencialidades e transformar essas potencialidades em negócio, o que vai gerar renda para a comunidade, dinheiro para circular na comunidade. Obviamente o Sebrae é um grande parceiro nosso lá também, tem feito um trabalho muito interessante - queria cumprimentar o colega do Sebrae Alagoas, que está aqui também -, e nós temos feito uma parceria com isso. Por que eu estou citando todos esses exemplos? Para dizer da importância dessa interação do Governo com o terceiro setor, a iniciativa privada e o Sistema S. Se o Governo se furtar de conversar com as instituições dos demais setores, a gente não vai conseguir impulsionar esse comércio, a gente não vai conseguir impulsionar essa potencialidade econômica que a economia criativa traz para a gente. E o interessante é que o Favela 3D tem um foco - e eu acho que foi o chef César Santos que falou da questão da mulher - também na mulher, o empoderamento da mulher e a mulher empreendedora. Quando falamos de economia criativa, o papel da mulher nesse processo é fundamental. E, quando a gente fala também de vulnerabilidade econômica, normalmente as mulheres são as mais afetadas com a vulnerabilidade econômica. Então, por isso, a importância de se trabalhar nessa linha e nesse processo. Obviamente o programa Favela 3D, que eu comentei com vocês, passa por outras áreas: saúde, educação, a questão da primeira infância, que precisa ser muito valorizada, nós precisamos também fazer com que nossas crianças tenham a sua criatividade estimulada, para que essas potencialidades não se percam com uma educação mais engessada, a gente precisa impulsionar isso. E tem uma importância grande também nesse processo a alfabetização digital, Senadora. É como a senhora comentou em sua fala inicial: nós temos meios e ferramentas muito fortes para levar a nossa cultura local, os nossos produtos locais para fora, mas as pessoas precisam aprender a usar essas ferramentas, precisam ter acesso a essas ferramentas para que a gente possa impulsionar. Nós temos um potencial de geração muito grande - e Maceió também tem investido muito, na gestão do Prefeito JHC - em questões ligadas ao turismo tecnológico, Senadora, que nós vemos como um grande potencial também para o nosso País. Nós temos paisagens muito bonitas, um litoral de tirar o ar de muita gente e, ao mesmo tempo, a gente poderia e pode combinar isso com conferências que existem mundo afora, como South Summit, que aconteceu agora na Espanha, a Expo de Barcelona, Portugal, enfim, Silicon Valley tem também. Essas conferências atraem uma massa de recurso em dinheiro para o turismo, acabam atraindo essas pessoas para o turismo e impulsionam também o desenvolvimento tecnológico do lugar. |
| R | A gente tem, em Maceió, desde 2018, 2019, o Marketing Show, que foi criado por uma startup alagoana, a Trakto, que, agora, inclusive, estava na Expo Dubai. Eles foram expor a startup na Expo Dubai. A ideia é que esse... Ele já é um potencial evento aqui dentro, para nós, de turismo tecnológico. Então, essa é uma área que precisa também ser explorada, é uma área que tem um potencial muito grande. Eu vou encerrar minha fala por aqui, para também não passar muito do tempo. Há outros colegas para falar, como o nosso chef Cumpade João. Mas eu queria colocar, para fechar esta minha fala... Apesar de eu ter focado muito a tecnologia e a participação do cidadão, eu queria colocar a importância também da pesquisa e do desenvolvimento, Senadora, para esse processo. A gente precisa que o setor público crie unidades especializadas para aumentar essa competitividade e a inovação na produção, como, por exemplo, a Embrapa Alimentos Funcionais, Aromas e Sabores, que a senhora criou na época e colocou para frente. São unidades de que a gente precisa para impulsionar esse processo de inovação e de economia criativa, sempre caminhando e movimentando a famosa tríplice hélice, Governo, terceiro setor e iniciativa privada, porque o interesse é comum. O Governo quer desenvolver o País, o Município, o Estado, assim como a iniciativa privada e o terceiro setor. E as lacunas de capacidade que existem... O Governo não é um super-herói no sentido de conseguir resolver todos os problemas. Essas lacunas são supridas com esses parceiros, com essas iniciativas. Então, eu fico por aqui. Agradeço, uma vez mais, pela oportunidade. Parabenizo meus colegas por suas falas. Tenho certeza de que essa iniciativa, Senadora Kátia Abreu, vai ser muito importante para a gente, cada vez mais, impulsionar o nosso turismo, colocar a nossa economia criativa para cima no nosso País, que é um país muito diverso e muito rico, que tem uma riqueza cultural e gastronômica invejável. Eu diria que há países do nosso tamanho que, às vezes, não têm essa riqueza toda. A gente tem vários... Enfim, dependendo da região, muda o sotaque, muda tudo. E é essa riqueza que a gente tem que usar para impulsionar. Obrigado. Bom dia a todos! Obrigado pela oportunidade. (Palmas.) A SRA. PRESIDENTE (Kátia Abreu. Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - TO) - Muito bem! Parabéns, Antonio Carvalho, pelo trabalho que você vem desenvolvendo. Alagoas, realmente, é um Estado extraordinário, que orgulha todo o Brasil! Nós temos que gostar de todos os Estados, de todas as regiões. A gente tem que ser patriota e nacionalista, sem exageros, sem arroubos. Temos que gostar do País inteiro, apesar de cada um de nós ter o próprio Estado em que vive, mora e cria a família. O meu é o Estado de Tocantins. Eu ainda registro a presença de Walter Aguiar, Superintendente do Sebrae da Paraíba - muito obrigada, Walter -, e de Brenno Luiz Ribeiro Barreto, Diretor Técnico do Sebrae de Sergipe. Eu vou ler alguns comentários apenas do e-Cidadania, como o de Rafael dos Santos, do Rio Grande do Sul: "Com tantas influências culturais em um único país, a culinária brasileira, certamente, é algo especial. É uma indústria bastante promissora". |
| R | Ruan Pinheiro, do Rio de Janeiro: "A culinária brasileira se destaca em todo o mundo!". Weverton Dias, de São Paulo: "Isso será muito bom para descobrirmos alternativas para melhorar a malha no turismo regional, alavancando emprego e diversidade". Carlos Augusto, de Santa Catarina: "O Brasil está repleto de belezas tropicais, cabe às políticas públicas dar estrutura para a expansão do desenvolvimento regional". O pessoal sabe, estão vendo? Geová Chagas, de Minas Gerais: "A gastronomia brasileira tem muito a ser explorado, parabéns [ao Senado Federal] pela iniciativa". Jorge Alexander, do Rio de Janeiro: "Isso será muito bom para descobrirmos as alternativas para melhorar a malha do turismo". Geová Chagas Costa: "Quando o assunto é comida, o Brasil dá uma lição ao mundo". Concordo com você, Geová Chagas. Você está coberto de razão. Eu passo a palavra agora ao nosso último orador aqui. A SRA. DANIELLA RIBEIRO (Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - PB) - Pela ordem, Senadora Kátia. A SRA. PRESIDENTE (Kátia Abreu. Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - TO) - Ceará já falou, Pernambuco falou, Alagoas falou, e agora, com a palavra, a Paraíba. Mas a Senadora Daniella Ribeiro quer fazer uso da palavra. Senadora Daniella, da Paraíba. A SRA. DANIELLA RIBEIRO (Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - PB. Pela ordem.) - Senadora Kátia, primeiro eu gostaria de cumprimentá-la pela iniciativa. Eu tive a oportunidade de estar aqui também e de acompanhar essa ação desde o Sudeste e venho acompanhando aquilo que se tornou uma marca muito forte da sua presidência aqui na Comissão de Relações Exteriores. Cumprimento também, obviamente, o Senador Nelsinho Trad, que também fez um excelente trabalho, mas não posso deixar de reconhecer isso que tem sido uma prática sua e que tem revelado o Brasil para o mundo e tem feito um diferencial. E aqui, como paraibana, quero dizer do nosso orgulho e da nossa alegria de poder revelar os talentos da nossa Paraíba, do nosso Nordeste, para o Brasil e para o mundo. Então, antes de tudo, reconhecer esse trabalho e parabenizar mais uma vez. Aproveitando, aqui também elogiar o Degustando o Brasil, que, semana passada, estava lá na nossa Campina Grande, na nossa Paraíba também aconteceu, e também elogiar o Degustando o Brasil, do qual o Cumpade João também participou. E queria só corroborar essa fala do Sr. Antonio Carvalho Neto acerca das mídias digitais e, neste momento, dizer que, esta semana, teremos duas cidades candidatas brasileiras ao título de Cidade Criativa da Unesco na categoria Música, Recife, e Campina Grande, candidata brasileira ao título da Cidade Criativa da Unesco na categoria de mídia. Elas são as candidatas ao selo Unesco de Cidade Criativa, Campina Grande nessa área, em artes midiáticas, e serão cidades selecionadas na Comissão das Nações Unidas do Itamaraty. Amanhã provavelmente serão anunciadas oficialmente na sede da Unesco em Paris. Então, quero aqui dizer da importância e corroborando o quanto o nosso Nordeste - dá licença à palavra -, é arrochado! (Risos.) Então, Kátia, era para dizer isso e também da importância da integração dos roteiros nos Estados, a integração de roteiros, a exemplo da CVC nacional, que lançou o roteiro Paraíba Serra e Mar, integrando as belezas do nosso litoral paraibano com as riquezas culturais, gastronômicas e belezas naturais do interior. Queria deixar isso aqui como também uma dica de trabalho. Aliás, a própria Senadora Kátia tem sido uma defensora desse tema para debates futuros - futuros próximos, e não longínquos. |
| R | Obrigada, Senadora. Pode continuar com a sua ação. Parabenizo todos os chefs que falaram anteriormente e as pessoas que vieram com a sua contribuição. Uma delícia o bolo Souza Leão, que já conheço bem, conheço bastante, e o bolo de rolo. Obrigada. A SRA. PRESIDENTE (Kátia Abreu. Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - TO) - Obrigada, Senadora Daniella, por suas palavras, por estar aqui conosco. Registro também a presença da Senadora Eliane Nogueira, do Estado do Piauí. Nós estamos com uma representação aqui bastante importante. Eu vou colocar, antes de passar a palavra para o nosso último orador, um requerimento para a aprovação desta Comissão. 2ª PARTE EXTRAPAUTA ITEM 1 REQUERIMENTO DA COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DEFESA NACIONAL N° 21, DE 2021 Requer, nos termos do art. 103, II e VIII, do Regimento Interno do Senado Federal (RISF), a realização, nos dias 11 e 12 de novembro de 2021, do seminário "Agronegócio Sustentável no Brasil", em Lisboa, Portugal, para a apresentação de dados e esclarecimentos sobre o agronegócio nacional e sua vertente da sustentabilidade. Autoria: Senadora Kátia Abreu (PP/TO) É justamente o seminário onde também vamos apresentar a gastronomia e a economia criativa da Amazônia. Todos os assessores do Senado me disseram que não era necessário aprovar esse requerimento, mas, em consideração aos meus colegas e à importância desta Comissão, eu fiz questão absoluta de informar sobre o evento e pedir a aprovação de todos. Em discussão. (Pausa.) Não havendo quem queira discutir, em votação. (Pausa.) Aprovado. Muito obrigada. (Palmas.) Registro que esse evento em Portugal não é direcionado apenas aos portugueses. Nós estamos convidando importantes autoridades do Parlamento europeu, de outros países da Europa, como Alemanha e França, para irem ouvir sobre a realidade da agropecuária brasileira e a nossa grande sustentabilidade. Natural de Rainha da Borborema, Cumpade João carrega no peito a missão de manter acesa a chama da cultura nordestina no forró e na cozinha. O seu templo sagrado é a Fazenda Olho D'água, no distrito de Galante, Campina Grande. Vocês não têm noção de quantos representantes de Campina Grande há aqui. Os três Senadores da Paraíba são de Campina Grande. O que vocês acham, gente? Pelo amor de Deus! Lugar onde comanda o Restaurante Casa de Cumpade, famoso por oferecer a autêntica comida paraibana - daqui a pouco nós vamos ver qual é essa comida -, é ainda anfitrião de dois prestigiados eventos na região: o Arraiá de Cumpade, que contribui, há mais de dez anos, para a preservação e a valorização das tradições juninas, e o festival gastronômico Degustando o Brasil, que acontece em João Pessoa e Campina Grande, claro - senão dá até briga, guerra, se não fizer nas duas -, ambos realizados em parceria com a agência Mais Brasil Turismo. É de lá, da Paraíba? (Pausa.) Em 2018, foi eleito Embaixador da Cozinha Brasileira pelo Prêmio Dólmã. Com mais de 30 anos de trajetória, o chef e cantor já participou de programas de televisão nacionais e eventos em todas as regiões do País. Agradeço a sua presença. Agradeço o trabalho, o esforço e o empenho que a Senadora Daniella fez para que o Cumpade João estivesse aqui hoje também. Muito obrigada. Você tem 20 minutos para usar da palavra. Dois minutos antes, a campainha vai tocar. |
| R | O SR. JOÃO WAMBERTO DE ARAÚJO BARRETO (Para expor.) - Bom dia a todos. Eu gostaria, primeiramente, depois de tudo isso que nós passamos, de todas as aprovações, de agradecer primeiramente a Deus por estarmos presentes; em segundo, à Senadora Kátia Abreu, pela maravilhosa atitude de estar valorizando os pequenos da cadeia produtiva, que fazem com que aconteça o turismo no nosso País e, em terceiro, a você, Daniella, essa mulher bravia, que nos orgulha tanto pelo que tem feito pelo nosso Estado. Mas, pelo tempo ser tão curto, eu venho de um Estado que eu acho que vocês já ouviram falar mais ou menos assim: Quando a lama virou pedra E Mandacaru secou Quando a ribaçã de sede Bateu asa e voou Foi aí que eu vim me embora Carregando a minha dor Hoje eu mando um abraço para ti pequenina Paraíba masculina Muié macho, sim sinhô Paraíba masculina Muié macho, sim sinhô Mas eu não vou cantar até o fim. Eu toquei nesse assunto pelo simples fato de serem mulheres que estão tocando... a quantidade de mulheres, no Senado, que está tocando essa atitude da valorização da economia criativa... A mulher paraibana ela é muito mais macho do que vocês imaginam... (Risos.) No passado, quando a questão de emprego e renda era muito precária, um dos Estados mais recriminados e discriminados, porque, quando vocês queriam xingar qualquer pessoa, chamavam logo de quê? Paraíba. Mas eu me orgulho, porque eu sou paraibano e, mais ainda, campinense. Eu sou da terra da Rainha da Borborema, eu sou da terra do maior e do melhor São João do mundo! Eu sou da terra de Daniella Ribeiro! (Palmas.) As mulheres, quando deixavam seus maridos partir para o Sul para construir as grandes metrópoles, elas ficavam na Paraíba, dentro do nosso Sertão, a carregar latas d'águas, por quilômetros, na cabeça; fechos de lenha; a cuidar da miunça, que eram as galinhas e as cabras que restavam; a tomar conta dos filhos e, de uma fidelidade tamanha, esperavam por um ano quando o marido voltava nas festas, trazendo um pouco de dinheiro para poder comprar roupas para que passassem as festas de final de ano ou as festas juninas. Então, uma mulher dessa tem que ser muito mais macho do que certos machos! Então, eu peço a vocês uma salva de palmas para a mulher paraibana. (Palmas.) Eu sou João Wamberto de Araújo Barreto, campinense da gema, nascido na beira do Açude Velho, onde foi construída a história da nossa terra, a Vila Nova da Rainha, onde os tropeiros da Borborema vinham com o estamento de suas mulas, trazendo nos fardos de pele algodão e ali se ancoravam para dar água às tropas de burro. Foi ali que eu me criei, brincando; foi ali onde eu tive a oportunidade de, no passado, até ter conhecido Daniella, desde pequeno, e não só ela como toda a família, como era uma cidade em que a gente tinha ainda o prazer de conhecer essas famílias. E daí, pela paixão tão grande que eu tinha pela nossa cultura... Um dos atos mais fervorosos de amor ao próximo é a gente cozinhar. Se vocês repararem bem, a gente vai para cozinha para justamente fazer um caldo da misericórdia: quando uma pessoa da gente está bem enferma, quando justamente está no hospital e que chega para casa, qual é a fé que você tem? É quando ela começa a comer. Quando você quer agradar seus convidados, você vai para cozinha para fazer o melhor de oferecer. É tanto que na casa dos compadres, no passado... Compadre, para vocês terem uma ideia... Por que esse nome "Cumpade"? Quando eu botei, botei o nome no restaurante que eu fiz na fazenda. Então, eu tinha a ideia de que na casa do compadre, a gente pudesse se reunir, porque ele não era sangue, mas a gente convidava para aproximar. Então se chamava toda a vizinhança, a família porque a gente pegava o melhor cordeiro, o melhor capão, a melhor galinha, o que a gente tivesse de melhor. Uniam-se as mulheres na cozinha para proporcionar um dia inesquecível, em que as crianças brincavam nos terreiros, faziam academia muitas vezes de balinheira, muitas vezes correndo atrás dos bichos. Entendeu? Então, é uma história comprida que se a gente for contar, 20 minutos não dão. |
| R | Mas os rapazes com os senhores ficavam justamente lá nos alpendres das fazendas a tomar um tragozinho de cachaça, que era bem tradicional, regado justamente com um caldinho de uma buchada de carne, alguma coisa, com um pirão, que tivesse sido feito no fogo. E lá dentro as mulheres a conversar com as moçoilas, aprendendo justamente o quê? A cozinhar, o maior ato de amor que você pode ter por alguém. Daí surgiu o restaurante Casa de Cumpade, restaurante esse que eu já digo que a gente já é uma economia criativa, porque nos arredores a gente não só pega justamente para transformar agricultores em pessoas colaboradoras, garçons, pessoas para lavarem panelas, mulheres para cozinhar com a gente, pessoas para estarem puxando uma charrete, um pônei, fazendo a vivência fora justamente para que tudo aconteça. A fazenda é autoprodutora de tudo aquilo que ela consome. Todas as proteínas que são usadas nas nossas panelas são de produção própria e para isso, quer queira ou quer não, nós temos que ter gente para tomar conta desses animais. Lá a gente produz galinha, a gente produz o porco, o cabrito, o carneiro e o boi. Porque para fazer uma boa buchada de bode, bem nordestina, a gente tem que justamente saber da origem. Então, na Casa de Cumpade a gente acompanha - eu, Cumpade João - da hora que nasce à finalização de um prato. Eu me orgulho em fazer a cozinha nordestina, mas tenho conhecimento de fazer até justamente usando do mundo com suas técnicas, principalmente as francesas, onde a gente pode fazer um carré, um stinco, mas o que eu gosto de fazer é a autêntica cozinha que traz justamente a origem e a cultura do nosso povo, regada a um bom forró, porque é ali onde a gente rela bucho com bucho para dar polimento na fivela. (Risos.) E Campina Grande sabe acolher como ninguém, porque comida boa a gente tem. Através do Degustando o Brasil, ao longo desses últimos anos - na semana passada, terminamos a sétima edição -, unimos toda a cadeia produtiva e agora, mais do que nunca, dentro de um grande shopping que nós temos na nossa cidade, botamos os pequenos produtores para justamente fechar a cadeia, do produtor à finalização dos restaurantes e justamente à mesa de cada dona de casa. A gente conseguiu fazer isso e hoje a gente pode mostrar todos os insumos do mundo ou do nosso Brasil usando a técnica que você quiser. Mas o importante é a união de todos os povos, seja lá da classe social que for. E é isso que acontece em Campina Grande, no maior São João do mundo. Se vocês prestarem atenção, para aquelas quadrilhas belíssimas estarem em cima de um palco, são meses de antecedência em que as mulheres bordadeiras, costureiras, os dançarinos, os coreógrafos, os músicos... Se vocês virem a cadeia que envolve para acontecer aquela grandiosa festa, não está no gibi. Não é algo que a gente comece e crie do estalar, não, porque está na alma e no sangue dos campinenses, pode ter certeza disso. E, como campinense, eu me orgulho de dizer a vocês: vocês têm que conhecer a nossa terra, fica na Rainha da Borborema. Tem sido feito um trabalho ferrenho para não haver apenas o São João uma vez só no ano, mas que a gente possa mostrar toda essa cultura gastronômica, desde as excelentes cachaças aos doces paraibanos, aos nossos queijos... Por sinal, a Fazenda Carnaúba, oriunda da família de Ariano Suassuna e Manuelito Vilar, hoje produz o melhor queijo de cabra do País. E, num dos últimos torneios que houve, dois anos atrás, na França, nós tivemos, através do gado Sindi, que é criado lá por eles, lá na Serra do Taperoá, o melhor queijo do Brasil - do Brasil não, do mundo - ganhando medalha de bronze, que é justamente... Agora me falhou o nome, mas depois eu posso falar para vocês. Na Prazeres da Mesa, por três anos consecutivos, Dom Ariano ganha medalha de ouro. Ou seja, a Paraíba é enxerida que é danada. Do litoral ao sertão da Paraíba, tem gente com coragem para acolher vocês, e eu convido todos os que estão aqui presentes para que no próximo ano, com fé em Deus e em Nossa Senhora - sem esquecer jamais - a gente possa estar lá na Paraíba tomando uma excelente cachaça, comendo buchada de bode. Ou quem quiser um prato mais afrancesado, a gente lá está para tudo, porque desde a hora de ralar o milho para fazer uma boa pamonha, uma boa canjica... E outra coisa: bater na zabumba e no triângulo para a gente relar bucho com bucho dando polimento na fivela, nós estamos esperando vocês. |
| R | Sabe por quê? Aqui o Sol nasce primeiro E tão desinibido E a Lua exibe um estrelato Com tanta beleza Que até o algodão se empolga E já vem colorido Exibições inexplicáveis Da mãe natureza Aqui até os dinossauros Fizeram morada E a gente pode ao som De Jackson pandeirear Ouvir a voz que na bandeira Ficou estampada Dar frutos Que o tempo e a história Não vão apagar Eu sou da Paraíba é meu esse lugar A cara desse povo tem a minha cara Encanto de beleza que me faz sonhar Lugar tão lindo assim para mim é joia rara Que bom estar no ponto mais oriental Astrologicamente ser um Ariano Rimar como um Augusto tão angelical Eu sou muito feliz, eu sou paraibano! (Palmas.) Gente, espero vocês, se Deus quiser, no próximo ano, na terra que faz... Me desculpe Caruaru, porque, Pernambuco, eu tiro o chapéu para o seu frevo, o seu carnaval. E hoje a gente teve aqui - eu gostaria de relembrar - um dos maiores chefs que eu já conheci em toda minha vida, não só pelo trabalho, mas pelo amor ao que ele faz, que é o César Santos. É um baluarte, é um chef realmente que merece. Eu tiro o chapéu para César. Mas me desculpe, César Santos, mas São João como Campina Grande ninguém faz não. Desculpe, Caruaru. (Palmas.) A SRA. PRESIDENTE (Kátia Abreu. Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - TO) - Esse é o Brasil, né, gente? Eu vou arrepiando toda, vou ficando emocionada, porque nós temos muita vida, nós temos muita história, nós temos muita coisa. País maravilhoso! O SR. JOÃO WAMBERTO DE ARAÚJO BARRETO - Eu gostaria de convidá-la também para que a gente tenha um Arraiá de Cumpade lá na Casa de Cumpade. Todo mês de junho, todos os sábados e domingos. Senadora Daniella, eu invoco a senhora para levar - não só ela, todos os Senadores e aqueles que quiserem conhecer o melhor arraiá do Brasil, porque em Campina Grande, pode ter certeza, a gente sabe fazer São João. A SRA. PRESIDENTE (Kátia Abreu. Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - TO) - Nós vamos! A Senadora Daniella já está organizando a comitiva para nós passarmos um final de semana lá para os Senadores conhecerem de perto o maior São João do Brasil. Quantos dias de folia, gente? Quantos dias de dança, forró? Quanto tempo? O SR. JOÃO WAMBERTO DE ARAÚJO BARRETO - É apenas um mês. A SRA. PRESIDENTE (Kátia Abreu. Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - TO) - É só um mês. O SR. JOÃO WAMBERTO DE ARAÚJO BARRETO - É só um mês de dia e à noite, gente. A SRA. PRESIDENTE (Kátia Abreu. Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - TO) - Diz que tem campeonato de quem consegue ficar seguidamente dançando noite e dia, dia e noite, até cair... O SR. JOÃO WAMBERTO DE ARAÚJO BARRETO - Professora, a senhora já ouviu falar... A SRA. PRESIDENTE (Kátia Abreu. Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - TO) - Lustrando a fivela, dia e noite, bucho com bucho. O SR. JOÃO WAMBERTO DE ARAÚJO BARRETO - Bucho com bucho para dar um polimento na fivela. Já ouviram falar no caldo de mocotó? Na cabeça de galo? A SRA. PRESIDENTE (Kátia Abreu. Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - TO) - Já, claro. O SR. JOÃO WAMBERTO DE ARAÚJO BARRETO - E a senhora acha que nós, chefs de cozinha, estamos fazendo o quê para que vocês aguentem o São João o mês todinho? A SRA. PRESIDENTE (Kátia Abreu. Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - TO) - Muito bem! O SR. JOÃO WAMBERTO DE ARAÚJO BARRETO - Nós aguentamos, por que vocês não aguentam? Vamos embora para a Paraíba, minha gente! |
| R | A SRA. PRESIDENTE (Kátia Abreu. Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - TO) - É, muito bem! O SR. JOÃO WAMBERTO DE ARAÚJO BARRETO - Nós aguentemos; por que vocês não aguentam? Vamos embora para a Paraíba, minha gente? A SRA. PRESIDENTE (Kátia Abreu. Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - TO) - Nós vamos. Vamos assistir ao vídeo de um minuto ali, por favor. (Procede-se à exibição de vídeo.) A SRA. PRESIDENTE (Kátia Abreu. Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - TO) - Muito bem, parabéns! Eu me comprometi ontem com o Prefeito Bruno, de Campina Grande, que é um jovem muito empreendedor, cujo Vice é filho da Senadora Daniella. Então, é a dupla Bruno e Lucas. Pense num par de rapazes! Não tinha como não ganharem a eleição, não, gente! Uma beleza os meninos! E nós vamos levar a Paraíba como nosso primeiro evento numa embaixada no exterior. E o forró? Eu estou doida para esse povo lá ver esse forró da Paraíba, gente! Os europeus não vão acreditar. Imagine os russos, hein, Embaixador? O senhor está convidado. Eu vou! Bom, algum colega Senador ainda deseja se manifestar? (Pausa.) O.k. Então, convido... Há um requerimento da Senadora Soraya, que é extrapauta, mas muito importante. 2ª PARTE EXTRAPAUTA ITEM 2 REQUERIMENTO DA COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DEFESA NACIONAL N° 22, DE 2021 Requer, nos termos do art. 73 do Regimento Interno do Senado Federal, a criação de Subcomissão Temporária, composta de 3 (três) membros titulares e igual número de suplentes, para, no prazo de 60 (sessenta) dias, acompanhar e sugerir ações para o acolhimento e ajuda humanitária as pessoas oriundas do Afeganistão e seus familiares. Autoria: Senadora Soraya Thronicke (PSL/MS) Em discussão. (Pausa.) Não havendo discussão, em votação. (Pausa.) Aprovado. Senadora Soraya Thronicke, autora do requerimento, com a palavra. A SRA. SORAYA THRONICKE (Bloco Parlamentar PODEMOS/PSDB/PSL/PSL - MS. Pela ordem.) - Eu gostaria de agradecer e, antes de mais nada, de parabenizá-la por este evento, por esta rodada tão significativa de audiências públicas e por mostrar a grandeza do nosso País. Eu quero também dizer que me emocionei aqui hoje - a gente não espera se emocionar. Vai polir a fivela e arrepiar, viu? Pule a fivela, arrepia a mulherada, deixa todo mundo doido aqui! Parabéns pelo seu vozeirão! Fiquei doida para ir conhecer a Paraíba. O SR. JOÃO WAMBERTO DE ARAÚJO BARRETO (Fora do microfone.) - "Simbora" pra lá! A SRA. SORAYA THRONICKE (Bloco Parlamentar PODEMOS/PSDB/PSL/PSL - MS) - Ah, "simbora"! Sra. Presidente, com a saída das tropas americanas do Afeganistão, milhares de pessoas tentam fugir do Talibã pelas fronteiras terrestres do país. A situação instalada se transforma em uma crise de refugiados sem precedentes, após o estreitamento das saídas por fronteiras terrestres e aéreas. A ONU reforçou que os países devem acolher os imigrantes, mas muitas passagens estão fechadas, e a quantidade de refugiados tende a aumentar. Países de todas as localidades do globo se esforçam para minimizar o caos e a angústia de tantas famílias, profissionais e pessoas de muitas outras nacionalidades que lá ficaram. Com essa Subcomissão buscaremos o acompanhamento das ações realizadas pelo Governo brasileiro e sociedade civil, promovendo ações de incentivo para que seja garantida a efetividade dos termos da Portaria Ministerial nº 24/2021, bem como o espírito do instituto jurídico do visto humanitário. Nesse sentido, a Subcomissão acompanhará o atendimento do nacional afegão ainda em seu país ou em seu entorno, que se encontre em situação de vulnerabilidade e manifeste a intenção de submeter à autoridade brasileira o pedido de visto humanitário facilitando os meios de acesso às autoridades competentes para concedê-lo, assim como comprometimento da sociedade civil em medidas que possibilitem a preservação de direitos básicos de subsistência aos beneficiários do visto humanitário, permitindo-lhes a vida digna. |
| R | Mormente em relação a juízas afegãs, que o Brasil já recebeu mais de 20, o Afeganistão não aceita as juízas afegãs, principalmente porque muitas delas julgaram membros do Talibã. Algumas já foram decapitadas - não queria trazer isso, mas é verdade -, filhos de juízas também. Temos ministros que estão numa situação extremamente complicada. E nós temos o Poder Judiciário envolvido nessa ação justamente para que possa promover uma alternativa de subsistência. Então, elas não irão pesar nos bolsos dos brasileiros, é um número limitado. Em relação às juízas afegãs, é um número limitado de pessoas. Muitos países já as acolheram, mas nós estamos com certa dificuldade. Já conversei com o Embaixador Olyntho, do Paquistão, e também com o Embaixador paquistanês aqui no Brasil para se conceder um visto temporário, o visto de passagem apenas, porque muitas dessas pessoas saem apenas com a roupa do corpo. Eles não têm sequer como demonstrar cartão de vacina, às vezes estão sem passaportes. É uma situação extremamente complicada, difícil. E nós, como temos essa condição, podemos acolhê-los. O Poder Judiciário já está trabalhando com essas juízas afegãs que já chegaram, no intuito de ensinar a língua portuguesa para que elas possam colaborar com pareceres. Muitas delas já falam inglês, têm uma cultura, estudaram fora também do Afeganistão. Então, têm condições de colaborar e não pesar para os nossos cofres. Então, justamente para isso, eu gostaria de convidar Senadores e Senadoras para participarem, como titulares e suplentes, principalmente as mulheres que aqui estão, porque é uma causa muito nobre em que nós iremos trabalhar e finalizar o quanto antes. Muito obrigada. A SRA. PRESIDENTE (Kátia Abreu. Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - TO) - Muito bem, Senadora. Eu acho muito louvável a sua atitude, o seu trabalho, e eu já me candidato para fazer parte dessa Subcomissão. Passo à sua responsabilidade a escolha dos membros, e nós vamos referendar o que você escolher. Eu gostaria muito de participar e ajudá-la nessa empreitada. A SRA. SORAYA THRONICKE (Bloco Parlamentar PODEMOS/PSDB/PSL/PSL - MS) - É imprescindível a sua presença. Obrigada, Senadora. A SRA. PRESIDENTE (Kátia Abreu. Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - TO) - Conte comigo. Bom, eu gostaria de fazer aqui... Ao final sempre nós fazemos tipo um checklist, para não sairmos daqui sem as nossas tarefas a cumprir publicamente. Eu tenho algumas sugestões, mas se algum dos colegas Senadores ou palestrantes quiser levantar mais um ponto de sugestão para contemplar nesse relatório terá um minuto para essa sugestão. Primeiro, eu gostaria de sugerir as feiras gastronômicas que o Sebrae está fazendo no Tocantins. Com certeza, às vezes, todos estão fazendo, mas lá é sucesso total. Viraram uma loucura as feirinhas de quinta, sexta, sábado e domingo como uma opção de negócios. Então, é uma coisa barata, aonde os chefs vão todos nas suas barracas para fazer a sua apresentação. Isso tem dado muito resultado, e eu aplaudo o Sebrae Tocantins. Eu não perco uma. |
| R | Lá tem uma comida que chama chambari. O chambari é o ossobuco, é a canela do boi. O chambari é isso. Só que lá, em uma das feiras na cidade de Paraíso, foi feita só de chambari: pastel de chambari, cozido de chambari, chambari frito, chambari na panqueca. Gente, mas ficou uma loucura, não entrava mais nada. Outra cidade já está fazendo com pequi. Então, vão vindo as suas especialidades, e as pessoas vão criando e alternando para sair da rotina só do chambari de caldo, que é o que a gente tem costume de comer lá. É uma sugestão do Tocantins. Agora para o geral, eu gostaria muito de sugerir ao Sebrae, em primeiro lugar, que nós pudéssemos nos reunir, os SEBRAEs do Brasil, cada um faria a sua parte como um pedido aqui da nossa Comissão, e que a gente pudesse oficializar os pratos típicos de cada Estado. Muitas vezes a gente vai a um restaurante, por exemplo, em Salvador, na Bahia, que eu frequento muito, e pergunta: "Qual é o prato típico que você tem?" Normalmente, moqueca de peixe, moqueca de lagosta, moqueca de camarão. E eu, porque o meu marido é baiano e a família dele toda, nós adoramos outros pratos que não achamos no cardápio da Bahia, como arroz de hauçá. É uma coisa fantástica que eu nunca vi em restaurante nenhum. É apenas um alerta que eu estou dando. Temos variedade e, às vezes, nós estamos ficando muito restritos a um, dois pratos. Qual é a outra comida, Moisés, além do arroz de hauçá, a segunda que eu adoro? Fritada de aratu. Aratu é caranguejinho mole, não tem nada igual, gente! Quando faz lá em casa todo mundo quer ir, porque, de fato, é espetacular. Mas tem uma outra comida que ele faz que eu esqueci. Não é possível, Moisés! Então, eu acho que... (Intervenção fora do microfone.) A SRA. PRESIDENTE (Kátia Abreu. Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - TO) - Acontece. E chega um turista... Eu, por exemplo, quando viajo, gente, pelo amor de Deus, eu não vou ao Japão comer comida italiana. Não há hipótese de eu fazer isso, então, eu vou ao restaurante típico, porque comer a comida local é uma experiência turística que você carrega embora. Não há hipótese de eu não comer a comida local, mesmo que seja uma loucura. Houve uma comida em Portugal, onde um dia eu fui, que chamava tripas à moda da casa. Falei: "O que será isso, meu Deus do céu?" Pedimos tripas, uma delícia, uma coisa maravilhosa e que, na verdade, é uma buchada com feijão branco. Então, eu gostaria de pedir ao Sebrae, junto com o Senac de cada Estado, que a gente pudesse referendar. Não é para excluir pratos, mas que a gente pudesse estabelecer uma rotina para as nossas viagens internacionais. Nós temos que bater os mesmos pratos em todos os eventos para isso ficar fixado para os nossos convidados nessas mostras. A mesma coisa, eu queria que vocês pudessem trabalhar a oficialização dos roteiros turísticos para a gente levar para fora em qualquer oportunidade. Reunião não sei de que, que não tem nada a ver, carro ou agricultura, vamos levar os vídeos dos roteiros e, no começo dos eventos, a gente passa. Então, a gente precisa ter isso oficializado porque todos os Senadores, todos os Deputados... A gente viaja muito, a gente anda muito e a gente faz muita reunião. Custa chegar a uma reunião no Rio Grande do Sul e passar um vídeo da Paraíba antes da reunião? Qual o problema? Do Ceará? Então, isso vai criando essa cultura, misturando o roteiro turístico, a gastronomia dos pratos oficializados e o artesanato. |
| R | Então, essa curadoria que o Sebrae faz do artesanato vai ser muito importante, porque o que nós vamos fazer? Nós vamos levar um caixote, vamos dizer assim, um contêiner de artesanato, não para vender. Vocês não têm noção do que eu tentei fazer em Portugal agora, para levar artesanato. Custava o mesmo tanto do evento inteiro. Eu não dei conta de levar. Não é o artesanato, não; é a embalagem, vem do interior, chega ao porto e vai... Mas, meu Deus, que complicação! Nós temos que trabalhar isso. Já estamos tomando essa iniciativa. Não estou conseguindo levar. A gente quer levar o artesanato e deixar numa embaixada central na Europa para nós usarmos esses, para ficar mais barato, em todos os eventos. Não é para vender; nós vamos fazer um QR Code e uma forma de vender eletronicamente, e-commerce. Então, nós vamos levar o artesanato e nós vamos precisar também dessa seleção de vocês do que há de mais interessante para que nós possamos mostrar na Europa ou em outros Estados, ou aqui, na América do Sul, enfim. Então, artesanato, os roteiros, os pratos típicos e a cultura, o forró. Nós podemos chegar lá sem o forró, sem o carimbó, sem a dança dos bois Garantido e Caprichoso? Nós podemos chegar lá sem a suça nesse vídeo? Então, um vídeo que misture as rotas turísticas. Por que visitar Campina Grande? Então, há o forró, há a gastronomia da Paraíba como um todo e o artesanato. Então, eu peço que todos possam organizar isso. Por fim, ainda sugiro, com muita humildade, ao Sebrae, que nós pudéssemos fazer uma plataforma única para colocar tudo isso dentro. O que tem na Paraíba? O que tem no Tocantins? O que tem no Ceará? O que tem no Piauí? Para que isso possa ser acessado com facilidade, inclusive com tradução em inglês, e, devagar, vamos traduzindo para outros idiomas. Então, conheça o Brasil pelo Sebrae! Agora, o ministério tem? Ótimo! Outro governo tem? Excelente, mas eu acho que a gente deveria começar a institucionalizar isso. Talvez o Sistema S, talvez o Sebrae, com o Senac, com o Sesi. Enfim, eu acho que o Sistema S tem toda a condição e o apoio para essa plataforma única com caixinha para todos os Estados. Quando eu abrir o Tocantins, quando eu abrir o Piauí, o Rio Grande do Norte: "Eu não quero praia, não; vou ver o que tem no interior desses Estados de interessante". Então, dentro da janela "Estado", poder ter as rotas definidas do interior, além, claro, do litoral. Então, eu gostaria de sugerir isso e queria saber se alguém tem alguma sugestão que eu não falei e que pode se encaixar nessa nossa tentativa. Pois não, Cartaxo. O SR. JOAQUIM CARTAXO FILHO (Para expor.) - Senadora, é só para informar que a assessoria de V. Exa. poderia entrar em contato com o Sebrae Nacional. O DataSebrae já tem o início dessa sua proposta de ter os Estados. A SRA. PRESIDENTE (Kátia Abreu. Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - TO) - Tenho certeza. O SR. JOAQUIM CARTAXO FILHO - Então, lá já tem bastante material. A SRA. PRESIDENTE (Kátia Abreu. Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - TO) - Muita coisa pronta. O SR. JOAQUIM CARTAXO FILHO - Agora é juntar essa sua proposta com o Sebrae Nacional. Não estamos partindo do zero. A SRA. PRESIDENTE (Kátia Abreu. Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - TO) - O.k. Muito bom! E eu quero aqui registrar que esse descaso com o turismo nacional não é de um governo; é desde sempre a falta de visão estratégica do que o turismo pode representar. Nós tivemos isso com relação à agricultura, nós bombamos - vamos assim dizer, como os jovens -, fomos e explodimos, somos um grande exportador de alimentos, e aqui não temos a mesma visão. Na minha modesta opinião, Deus nos deu três grandes oportunidades: agricultura, minério e turismo. |
| R | Agricultura foi. O minério, especificamente o petróleo, também. Ferro, bastante, ainda com muita coisa a fazer. Mas o turismo foi crescendo sozinho, por osmose. Então, nós não temos, por exemplo, um ministério, e nunca tivemos, quero registrar isso, não é focado em governo nenhum, é só numa tese. Governo nenhum teve um Ministério do Turismo à altura do Ministério da Agricultura e com a valorização do Ministério da Agricultura. Isso precisa ser construído. Nós devemos ter um Plano Safra do turismo. Eu apresentei isso em 2019. Pela primeira vez fui para a Comissão de Orçamento, porque nunca gostei de lá, mas fui porque todo mundo achou que eu iria chegar lá e falar assim: "Eu quero o Ministério da Saúde, eu quero o Ministério da Educação, eu quero o da Infraestrutura", porque a briga é por esses três. Cheguei humildemente: "Eu quero o Turismo". Todo mundo olhou para mim: "O que você quer com esse lugar?". "Vou fazer um Plano Safra do turismo e apresentar." Chamei o Ministro, fizemos um barulho. O que é o Plano Safra do turismo? Por que a agricultura virou isso, Senadores Daniella e Styvenson? Porque são 30 anos de Plano Safra, no qual os produtores rurais sabem quanto vai ter de juro, de prazo, o valor do dinheiro, quanto cada um pode tomar, qual é o prazo de pagar, para investimento, para custeio, para isso, para aquilo. Eu, como Ministra, criei. Depois fomos criando. Cada Ministro inventa mais linhas. Eu que implementei a dos armazéns gerais, que melhorou muito a situação; fiz um item para o café, porque as máquinas do café estão todas obsoletas, com dificuldade de torrefação; deixei uma janela aberta para os cafeicultores que industrializam. Então, eu propus para o Presidente Tadros, da CNC... Eu estive lá num café da manhã com ele, que está nos apoiando em Portugal. E eu solicitei a ele... Porque o Senac... E o turismo está dentro do Senac. Eles me pediram meu Plano Safra, viu, pessoal! Gileno, tem que mandar o meu, de 2019 ainda, gente! Comparei emprego, investimento, quanto que dava. Mas isso deve ter regularidade, isso precisa haver todos os anos. Essa pandemia foi uma tragédia nas nossas vidas, mas é preciso tirar dela coisas aproveitáveis, para compensar o sofrimento que nós passamos. E eu acho que o turismo está sendo uma das compensações. O turismo explodiu! O turismo, o ecoturismo, o turismo do interior, o turismo de natureza, que vocês chamam de open o quê, Moisés? Turismo aberto? Open... (Pausa.) Outdoor. Turismo outdoor. Está na última moda, ninguém quer nada fechado. Então, acho que chegou a hora de nós tentarmos nos juntar, o Sistema S e as confederações ligadas, porque há a CNA, que tem o turismo rural também. Então, a gente precisa tentar construir e levar, em uma audiência, para o Presidente da República, pedindo a ele que institucionalize o Plano Safra do turismo. Eu acho que pode ser uma grande ideia. Eu não sou dona da razão nem dona de nada, mas eu fico comparando com a agricultura, com o que foi que aconteceu. Vou passar a palavra para o Senador Styvenson, do Rio Grande do Norte. Por favor. O SR. STYVENSON VALENTIM (Bloco Parlamentar PODEMOS/PSDB/PSL/PODEMOS - RN. Pela ordem.) - Obrigado, Senadora Kátia, Senadora Daniella, Senadora Eliane. Desculpa, eu ia dizer Hilde. Perdão. O Cumpade está vendo que não é só paraibana não, não é? Aí tem uma mulher de Tocantins que, em tudo que ela toca, ela dá um upgrade. (Risos.) É. A Comissão... (Intervenção fora do microfone.) |
| R | O SR. STYVENSON VALENTIM (Bloco Parlamentar PODEMOS/PSDB/PSL/PODEMOS - RN) - Aqui a Comissão de Relações Exteriores ficou com um papel de ministério, de secretaria, para divulgar o nosso turismo. Enquanto não há uma divulgação por parte desses entes, Kátia Abreu está fazendo isso com perfeição. Eu só me arrependo de uma coisa, Kátia Abreu, de ter chegado atrasado. Estava na Comissão de Educação, cheguei atrasado e perdi esse espetáculo que é o Nordeste. O Nordeste tem praias bonitas. Meu Estado tem 400km de praias, praias paradisíacas, tão lindas quanto as do Caribe. Há gente que vai para o México, tendo tudo aqui. Posso citar Zumbi, posso citar os Parrachos de Maracajaú, Pirangi; são praias lindas. E há o interior, com o turismo religioso. Nossa gastronomia também é perfeita tanto quanto a da Paraíba, nossa irmã e vizinha. Senadora Kátia Abreu, é impressionante como a senhora consegue, e é uma energia. Ela diz que se arrepia com tudo isso; arrepia é a gente. Ela consegue fazer tudo isso dentro de uma Comissão só. Uma mulher dessa Ministra, o País estava... (Intervenção fora do microfone.) O SR. STYVENSON VALENTIM (Bloco Parlamentar PODEMOS/PSDB/PSL/PODEMOS - RN) - Já foi, e agora está sendo Ministra das Relações Exteriores também. Já que havia um que era inapto, ela está ocupando tudo. São elogios verdadeiros. Eu não preciso estar aqui falando, porque a senhora já sabe, a senhora já tem história na política, não precisa de um jovem Senador falar isso para a senhora. Quero dizer, Senadora, que tudo que a senhora está pedindo o Sebrae Rio Grande disponibiliza no site. A gente vai fazer um resumo para poder apresentar. É uma pena ser tão caro levar os nossos produtos para outros países. É uma pena. É uma pena, porque é diferente você olhar por uma imagem de você tocar no produto, ver de perto aquele produto. É diferente você ver uma foto de uma praia de sentir o calor, areia, o vento nos cabelos. É diferente. Eu acho que a Paraíba junto com o Rio Grande do Norte têm um parque arqueológico perfeito para o turismo educacional, turismo histórico. (Intervenção fora do microfone.) O SR. STYVENSON VALENTIM (Bloco Parlamentar PODEMOS/PSDB/PSL/PODEMOS - RN) - Pedra da Boca, Passa e Fica... (Intervenções fora do microfone.) O SR. STYVENSON VALENTIM (Bloco Parlamentar PODEMOS/PSDB/PSL/PODEMOS - RN) - Não, eu fui dizer que era irmã de Passa e Fica, calma! (Risos.) É braba mesmo. Ela já achou que eu ia tomar a Pedra da Boca para a gente. (Risos.) Pensou que eu ia tomar a Pedra da Boca aqui. (Intervenção fora do microfone.) O SR. STYVENSON VALENTIM (Bloco Parlamentar PODEMOS/PSDB/PSL/PODEMOS - RN) - Fica, perfeito. Araruna é linda também. Eu conheço a Serra de Araruna, aquela parte ali do interior, a parte serrana, Serra de São Bento, Guarabira, Guaramiranga, que é lá no Ceará. Também vamos falar do Ceará - o Ceará não está aqui presente, mas vamos falar do Ceará também -, do Piauí, aqui nosso vizinho, dos cânions do Rio São Francisco. Eu fiz uma viagem um dia desses, Senadora Kátia Abreu, porque eu gosto de fazer isso e vou fazer de novo. Eu saí daqui de Brasília para Natal de carro. A gente anda pra caramba, mas conhecer o nosso País é bom. E, quando você tem tempo e vai parando, você vai conhecendo todos esses Estados: vai vendo soja na Bahia, vai vendo soja no Goiás, vai vendo Aracaju, Alagoas. Dá vontade de ficar muito tempo parando de lugar em lugar. Então, o bom do nosso turismo, Daniella, é a gastronomia? É. São as praias? São. Mas não há igual ao povo nordestino não. O que vocês viram hoje foi só uma amostra. (Intervenção fora do microfone.) O SR. STYVENSON VALENTIM (Bloco Parlamentar PODEMOS/PSDB/PSL/PODEMOS - RN) - É. Vai da mulher que defende a Pedra da Boca com unhas e dentes a um poeta, a um cantor que trabalha com cozinha. O senhor disse uma coisa que impressiona, uma coisa que me toca também. Eu não sou cozinheiro como o esposo da... Não tenho nem o dom de cozinhar. Eu assisto às lives, assisto aos vídeos que a senhora faz com ele. O Moisés é fera, fazendo aquele escalope gostoso. |
| R | Então, eu entendo, da mesma forma, que a culinária serve para isso, que o serviço serve para isso. E é o que a gente tenta fazer aqui na política, é o que a Kátia Abreu está tentando fazer, servindo os Estados do nosso País, levando o turismo para o conhecimento de outras pessoas que não têm esse acesso. Este momento aqui é ainda mais uma divulgação gratuita. Ouviu, Senadora Kátia Abreu? A SRA. PRESIDENTE (Kátia Abreu. Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - TO) - É verdade. O SR. STYVENSON VALENTIM (Bloco Parlamentar PODEMOS/PSDB/PSL/PODEMOS - RN) - Não há coisa igual! É caro divulgar turismo. A gente envia recursos para os nossos Estados, mas, talvez, isso não tenha a mesma eficácia e eficiência do que o que está sendo feito aqui. Então, obrigado por este momento. Eu estou esperando ansioso pelo almoço. A SRA. DANIELLA RIBEIRO (Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - PB) - Deixe-me até fazer... A SRA. PRESIDENTE (Kátia Abreu. Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - TO) - Eu é que lhe agradeço, Styvenson, as palavras, que são só de ânimo. Eu fico até com vontade de chorar. Muito obrigada mesmo. Você é um amigo muito querido, uma pessoa muito importante para nós, e o que você fala para mim tem muito peso, principalmente para o meu coração. Muito obrigada. Eu faço isso com alegria, porque eu amo este País, gente. Eu amo este País! Nós somos demais, somos espetaculares! E, às vezes, temos tanta dificuldade para avançar, não é? Eu fico com muita pena disso. A minha mãe também fez o que você fez, só que ela foi procurar a praia dela. Com o marido, pegou o carro e veio, subiu tudo. Não vou dizer qual praia ela escolheu, para não ser indelicada. Aí ela comprou um lotezinho. Ela comprou um lotezinho no meio do caminho. Eu só sei que ela foi da Bahia até o Rio Grande do Norte, gente. Ela escolheu a prainha dela. Ela comprou uma coisinha pequena. (Intervenção fora do microfone.) A SRA. PRESIDENTE (Kátia Abreu. Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - TO) - Disse: "Vou achar a minha praia". Ela é terrível, a Veroca! Minha mãe se chama Vera. A Veroca é terrível! E ela escolheu isso. Você disse do Sebrae do Rio Grande do Norte. Quando eu faço estas sugestões aqui, até parece que eu estou inventando a roda. Eu tenho certeza de que o Sebrae tem isto aqui tudo, bem como o Senac. Apenas peço para sistematizar, para a gente fazer as escolhas para qualquer eventualidade. Sabe prevenção? É prevenir. Ah, nós vamos para os Estados Unidos, gente! Abriu um seminário lá, e vai haver um movimento. E já vamos aproveitar e fazer, na Embaixada do Brasil, em Washington, o nosso evento, ou no Consulado, em Boston, ou em Nova York. Nós temos gente e casa em tudo quanto é lugar. São 180 postos no mundo. Nós somos um dos três que mais presença no mundo têm. Isso é muito importante para o Brasil. A TV Senado não começou no evento da Amazônia. A gente vai aprendendo. A TV Senado, desde o último evento no Sudeste, já começou a apresentar os nossos eventos. Este aqui também vai ser passado. A TV Senado tem uma audiência impressionante, inclusive no exterior. Então, é isso. A Senadora... O Senador... A Senadora pediu a palavra primeiro, para contraditar o Styvenson. Daniella... A SRA. DANIELLA RIBEIRO (Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - PB. Pela ordem.) - Eu brinquei. Eu queria aproveitar este momento importante... Na realidade - é só para se entender aqui -, a Pedra da Boca fica em Araruna, na divisa com o Rio Grande do Norte. (Intervenção fora do microfone.) A SRA. DANIELLA RIBEIRO (Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - PB) - E pacifica. O que acontece? A Serra da Boca... São... Ô gente, ajude-me aí! O SR. STYVENSON VALENTIM (Bloco Parlamentar PODEMOS/PSDB/PSL/PODEMOS - RN. Fora do microfone.) - É a Serra de São Bento! A SRA. DANIELLA RIBEIRO (Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - PB) - Serra de São Bento! Isso! É a Serra de São Bento e Araruna. Araruna fica na Paraíba, e a Serra de São Bento, no Rio Grande do Norte. Eu fui para lá nesse fim de semana. E, coincidentemente, foi pedida uma escada para a Serra da Boca. Que tal fazermos juntos a escada? O SR. STYVENSON VALENTIM (Bloco Parlamentar PODEMOS/PSDB/PSL/PODEMOS - RN) - Fechou! A SRA. DANIELLA RIBEIRO (Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - PB) - Fechou? Vamos anunciar aí para o pessoal. A SRA. PRESIDENTE (Kátia Abreu. Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - TO) - Estão vendo? Lá há forró? A SRA. DANIELLA RIBEIRO (Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - PB) - É justamente para ajudar o turismo lá. O SR. STYVENSON VALENTIM (Bloco Parlamentar PODEMOS/PSDB/PSL/PODEMOS - RN) - Pode abrir no meio. A SRA. DANIELLA RIBEIRO (Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - PB) - Pode abrir no meio. E a Boca da Pedra... A pedra fica na Paraíba. A Boca da Pedra fica no Rio Grande do Norte. (Risos.) Entendeu? Aí o Prefeito de Araruna, que fica na Paraíba, botou já uma placa lá: "A pedra está na Paraíba". E a boca fica no Rio Grande do Norte. (Risos.) Aí os norte-rio-grandenses ficam dizendo: "A boca fica aqui, no Rio Grande do Norte!". E aí aproveitam e ficam tirando foto. Ótimo! Maravilhoso! Somos irmãos, somos Estados irmãos. Vamos fazer essa escada juntos. O SR. STYVENSON VALENTIM (Bloco Parlamentar PODEMOS/PSDB/PSL/PODEMOS - RN. Fora do microfone.) - Vamos! A SRA. DANIELLA RIBEIRO (Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - PB) - Pronto! Vamos botar uma emenda para fazer essa escada. O SR. STYVENSON VALENTIM (Bloco Parlamentar PODEMOS/PSDB/PSL/PODEMOS - RN. Fora do microfone.) - E as pousadas ficam de frente para a boca. |
| R | A SRA. DANIELLA RIBEIRO (Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - PB) - Pois é. As pousadas do Rio Grande do Norte. Exatamente. (Risos.) Mas também há as pousadas da Paraíba. A SRA. PRESIDENTE (Kátia Abreu. Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - TO) - Eu vou olhar na internet. Eu vou olhar o vídeo. A SRA. DANIELLA RIBEIRO (Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - PB) - Há as pousadas da Paraíba. Entendeu? Então, é um roteiro integrado aí. A SRA. PRESIDENTE (Kátia Abreu. Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - TO) - É isso aí. A SRA. DANIELLA RIBEIRO (Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - PB) - Vamos fazer mesmo, viu? Fechado. A SRA. PRESIDENTE (Kátia Abreu. Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - TO) - Isso mesmo. Um roteiro integrado. Aliás, quem é craque em fazer isso é o Sebrae, que são as rotas integradas. Por exemplo: A Rota das Emoções - Lençóis Maranhenses, Delta do Parnaíba e Jericoacoara, no Ceará. Então, é uma rota maravilhosa. Nós estamos agora trabalhando a rota do Maranhão, no sul do Maranhão, que é a... Serra da Mesa, não. É outro nome. Sempre falo Serra da Mesa. (Intervenção fora do microfone.) A SRA. PRESIDENTE (Kátia Abreu. Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - TO) - Chapada das Mesas, que é a coisa mais linda do mundo... Há ali os cânions, no sul do Piauí, e o Jalapão. Vai ser uma nova rota que o Sebrae está construindo para nós. Vai ficar um espetáculo. A SRA. DANIELLA RIBEIRO (Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - PB) - Fechado. E testemunho... A SRA. PRESIDENTE (Kátia Abreu. Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - TO) - E o Styvenson falou do turismo religioso. Meu Estado então, gente, mas tem demais - eu tinha me esquecido de dizer -, Natividade, Paranã, Araguacema, as festas do Bonfim, de Nossa Senhora da Natividade... São festas riquíssimas! Os festejos, os patronos, que vão saindo e passando o mês todo, de fazenda em fazenda, visitando e comendo bolo e biscoito. Então, lá há demais. É verdade! A SRA. DANIELLA RIBEIRO (Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - PB) - Pronto. E só para fechar a brincadeira aqui, seus pais foram procurar a praia, a praia que ele citou, que é a praia de Tambaba, é praia de nudismo, entendeu? A SRA. PRESIDENTE (Kátia Abreu. Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - TO) - É mesmo? Vou passar longe! (Risos.) Não estou em condições. (Risos.) Não estou em condições. Com a palavra o nosso querido Senador Nelsinho Trad, que é do Mato Grosso do Sul. Então, o dono do Pantanal é quem, gente? Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que é o nosso querido Pantanal. O SR. NELSINHO TRAD (PSD - MS. Pela ordem.) - Bom, Senadora Kátia Abreu, apenas dois informes e um registro. Nós fazemos parte da Comissão de Refugiados, muito bem presidida pelo Senador Paulo Paim, e já foi aprovada, na última reunião, uma audiência pública com a presença da Chancelaria, que deverá enviar um representante ou o próprio Ministro, para debater esse assunto abordado pela Senadora Soraya. Então, seria uma oportunidade. Ela já está funcionando - a Comissão -, houve um debate muito rico... É uma Comissão mista, formada por Deputados e Senadores. E já está montada essa audiência pública, e eu, oportunamente, vou enviar o convite para V. Exa... A SRA. PRESIDENTE (Kátia Abreu. Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - TO) - Ótimo. O SR. NELSINHO TRAD (PSD - MS) - ... para que divulgue para os nossos pares. A SRA. PRESIDENTE (Kátia Abreu. Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - TO) - Economizamos tempo, não é? Juntamos as forças. O SR. NELSINHO TRAD (PSD - MS) - Exato. Quero cumprimentar aqui o Cumpade João. É um artista nato. Deu para ver... Não conheço o dom culinário, mas fala bem, declama bem, canta bem... É um nordestino que não nasce; estreia. (Risos.) Então... O SR. JOÃO WAMBERTO DE ARAÚJO BARRETO - Eu gostaria primeiramente de enfatizar que eu sou cria do Sebrae Paraíba, está certo? (Fora do microfone.) Eu sempre tive e até hoje tenho o apoio do Sebrae Paraíba. Por mais que eu tenha o dom da criatividade, que eu tenha estreado, como o senhor diz, mas eu tenho justamente esse braço forte para dizer "você está certo, o caminho é esse, vamos por aqui", e a gente profissionalizar tudo aquilo que eu faço. Mas uma coisa que o senhor não sabe: eu sou apaixonado pelo seu Estado. Tenho hoje família de coração lá dentro do seu Estado. Já pesquisei a gastronomia de seu Estado in loco e cozinho inclusive caribéu, se o senhor quiser... Se o senhor quiser que eu faça sopa paraguaia, um macarrão de comitiva... Está certo? Pode ter certeza. Eu conheço a fundo o Pantanal brasileiro. A SRA. PRESIDENTE (Kátia Abreu. Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - TO) - Muito bem. O SR. NELSINHO TRAD (PSD - MS) - Também me veio à memória o convite que a Senadora Daniella já nos fez, antes da pandemia, para conhecer as festas juninas da Paraíba. E mostrou um vídeo dela participando das danças, com aqueles vestidos bordados e rendados. |
| R | O SR. JOÃO WAMBERTO DE ARAÚJO BARRETO - As quadrilhas. O SR. NELSINHO TRAD (PSD - MS) - Isso. E realmente é algo que... Nós não podemos perder essa oportunidade. Nós temos aqui colegas muito queridos do Nordeste. E por último, até para contribuir com o Senador Styvenson, eu conheci mais a fundo o Ministro do Turismo, Ministro Gilson. Sanfoneiro, nordestino arretado, como se diz. E é uma pessoa fantástica, simples, humilde e que tem esse dom de querer levar também, como V. Exa. faz muito bem, as histórias do Brasil afora. Seria uma pessoa muito interessante para um dia a gente convidar para vir à nossa Comissão. Com certeza, vai agregar muito valor a todos nós aqui. E por último, que o Sebrae do Mato Grosso do Sul possa estar me ouvindo: carne com sabor igual à do Mato Grosso do Sul, não há. Com a textura do meu... (Intervenções fora do microfone.) O SR. NELSINHO TRAD (PSD - MS) - Carne com a textura que tem, com o sabor do meu Estado, não tem para ninguém. É por causa do pasto nativo, natural, que só o Pantanal tem. E o Mato Grosso que me perdoe, porque nós fomos divididos, não é? Na hora da divisão, foi combinado: vocês vão ser o Mato Grosso do Norte, e nós, o Mato Grosso do Sul. Igual há o Rio Grande do Norte e o Rio Grande do Sul. Mas o pessoal lá do Mato Grosso, sempre assim muito mais vivo, nós assinamos primeiro, aí ficou só nós com Mato Grosso do Sul, eles não botaram nada. A SRA. PRESIDENTE (Kátia Abreu. Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - TO) - Ah, foi? Eu não sabia disso. O SR. NELSINHO TRAD (PSD - MS) - Mas dizem que a história é essa, não é? Mas o Pantanal, de 100% do Pantanal, 65% está no território sul-mato-grossense. E a carne de lá, vocês vão ver na degustação, quando vierem à nossa região. É imperdível. É isso aí. A SRA. PRESIDENTE (Kátia Abreu. Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - TO) - Carne pantaneira. É isso aí. Senador Nelsinho Trad, me ajude a trazer o Ministro aqui. Eu já o convidei nos outros dois eventos. Ele não veio, mandou um representante. E nós queremos é o Ministro, certo? Então, neste eu nem convidei mais, porque também não manteve contato, não tivemos um estreitamento. Mas nunca é tarde. O Ministro é fundamental nisso tudo. Então nós queremos, sim, que você, com a sua proximidade, possa convencê-lo a vir na última versão, e ele vai se arrepender de não ter vindo nos demais. Ele vai gostar. Mas mandou dois representantes, que se saíram muito bem aqui, e eu agradeci da mesma forma. Mas eu queria que ele viesse. O SR. NELSINHO TRAD (PSD - MS) - Mais um registro: eu tive a oportunidade de ser recebido pelo Embaixador da Rússia no Brasil em Moscou, ocasião em que o Presidente pediu para a gente levar aquela carta para poder ter a liberdade daquele brasileiro que lá estava, e acabou acontecendo. Não desafia muito o pessoal de Moscou, porque pensa num povo alegre e festeiro. É o pessoal de Moscou, viu? A SRA. PRESIDENTE (Kátia Abreu. Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - TO) - E dançador. (Risos.) O SR. NELSINHO TRAD (PSD - MS) - E dançador. Muito feliz de ver o senhor aqui. Seja sempre bem-vindo. A SRA. PRESIDENTE (Kátia Abreu. Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - TO) - Muito obrigada. Eu gostaria de encerrar então, agradecendo mais uma vez a participação das Sras. Senadoras, minhas colegas, meus colegas Senadores, muitíssimo obrigada pela participação. Vocês deram um colorido muito especial aqui à reunião de hoje. Das autoridades aqui presentes, o nosso Embaixador da Rússia no Brasil, todos os convidados do Sebrae, do Senac, muito obrigada por tudo que vocês representam para nós, sempre representaram, especialmente nestes momentos mais difíceis da pandemia. Vocês são dez, tenho a maior admiração por vocês. É por isso aqui que, quando alguém vem com a proposta maluca de tirar um pedaço do dinheiro do Sebrae a reação é violenta, porque os Senadores conhecem o que o sistema faz nos seus Estados. Então, aqui ninguém trisca, eu vi primeiro. É mais ou menos isso. |
| R | Muitíssimo obrigada. Convido todos para irmos almoçar agora e provar se essa comida é boa mesmo. Agradecendo pela presença, declaro encerrada a presente reunião. (Iniciada às 10 horas e 22 minutos, a reunião é encerrada às 12 horas e 32 minutos.) |


