23/02/2026 - 31ª - Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS - 2025

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O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG. Fala da Presidência.) - Boa tarde, senhoras e senhores; boa tarde a todos.
Havendo número regimental... (Pausa.)
Silêncio, por favor! Silêncio! Peço aos Srs. Parlamentares e assessores que se acomodem, por gentileza.
Havendo número regimental, declaro aberta a 31ª Reunião da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS, de 2025, que se realiza nesta data, 23 de fevereiro de 2026.
Obrigado por deixar uma água para nós aqui.
Antes de iniciarmos os nossos trabalhos... (Pausa.)
Está ligado? Alô. (Pausa.)
Antes de iniciarmos os nossos trabalhos, submeto à deliberação do Plenário a dispensa da leitura e a aprovação da Ata da 30ª Reunião, realizada em 5 de fevereiro de 2026.
Os Parlamentares que a aprovam permaneçam como se encontram. (Pausa.)
A ata está aprovada e será publicada no Diário do Congresso Nacional.
Quero comunicar aos Srs. Parlamentares membros desta Comissão algumas decisões com relação aos andamentos.
Primeiramente, hoje estava prevista a vinda do Sr. Daniel Vorcaro, em acordo realizado com a Comissão e a defesa. Mas, diante da decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal, de que ele não era obrigado a comparecer, houve mudança nos planos, e a defesa alegou que ele não gostaria de vir em avião comercial, muito menos no avião da Polícia Federal, e não compareceria por direito de decisão.
Então, nós estamos já recorrendo dessa decisão, pedindo ao Ministro André Mendonça e ao Supremo que modifiquem o posicionamento, que ele seja obrigado a comparecer como foi convocado, na condição de testemunha, não na condição de investigado, como muitos advogados têm colocado.
Eu tenho deixado claro, os senhores sabem bem: o nosso relatório não está pronto. Portanto, nós não temos ainda, formalmente, ninguém que seja tratado como investigado. Todos são testemunhas, até que nós tenhamos a responsabilidade de cada um determinada.
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Isso tem gerado uma discussão jurídica muito grande com relação à presença. Alguns juízes, alguns Ministros entendem de uma maneira, outros entendem de outra, e nós ficamos aqui à mercê dessas decisões.
Eu tenho falado que não cabe somente ficarmos aqui criticando o Supremo. Nós, como Parlamento, é quem temos que dar as respostas e fazer as mudanças nas leis que forem necessárias, para que não se tenha esse limbo jurídico, e as Comissões possam trabalhar com efetividade, porque, quando vem uma decisão como essa de uma pessoa não ser obrigada a comparecer como testemunha, o que é o nosso caso, isso prejudica, atrasa e gera uma insatisfação muito grande em todo o país e até uma surpresa. Se os senhores observarem bem, quanto mais importante está sendo a pessoa, mais, infelizmente, há aqui uma espécie de blindagem de requerimentos não aprovados, de decisões, de habeas corpus, em que a pessoa não tem que vir ou tem que ficar em silêncio. Então, nós vamos tentar, pela via correta, que é a mudança na decisão do Supremo e a vinda do Sr. Vorcaro, em outro momento, a esta Comissão.
O SR. ROGERIO MARINHO (Bloco/PL - RN) - Sr. Presidente!
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não, Excelência.
O SR. ROGERIO MARINHO (Bloco/PL - RN. Pela ordem.) - Até em auxílio a V. Exa., nós queremos assinar a moção que V. Exa. se propõe a fazer, mas era importante também que nós aqui estabelecêssemos entre nós o rito da possibilidade da prorrogação da própria Comissão.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Sim.
O SR. ROGERIO MARINHO (Bloco/PL - RN) - Então, acho que V. Exa. talvez pudesse fazer um pedido conjunto aqui de todos nós, dirigido ao Presidente do Congresso Nacional, e aguardássemos aí 10 ou 12 dias. Caso ele não se manifestasse, acho que seria de bom-tom que V. Exa., com o apoio também desta Comissão, peticionasse junto também ao Ministro André, porque claramente os trabalhos estão inconclusos. Nós apenas nos debruçamos sobre os descontos associativos - e já tivemos bons resultados - e agora é que vamos iniciar a questão dos consignados. Então, tem um longo caminho pela frente. Então peço a V. Exa. que considere também essa possibilidade.
E, por fim, uma pergunta. Me parece que, quinta ou sexta-feira da semana passada, houve a determinação do Ministro André de que houvesse o compartilhamento das informações relativas aos consignados dos sigilos que foram quebrados do Sr. Daniel Vorcaro. Isso me parece estar sob a guarda do próprio Presidente do Congresso Nacional. V. Exa. já recepcionou esses documentos?
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Excelência, os documentos já saíram da Advocacia do Senado e entregues à Polícia Federal. Agora nós estamos aguardando, por determinação, por força da mesma decisão, que esses documentos sejam encaminhados para a CPMI com a maior brevidade possível, uma vez que lá não estipula prazo, mas a Polícia Federal geralmente tem nos atendido com muita rapidez. Esses documentos ainda não chegaram à CPMI e, assim que chegarem, estarão colocados, pela quantidade de documentos e, inclusive informações particulares, esses documentos serão colocados na sala-cofre, onde os Parlamentares terão acesso diretamente, inclusive pelo sistema, para que possam fazer o acompanhamento de tudo que é necessário.
Nessa questão da prorrogação, senhores, nós ainda não recebemos nenhuma resposta por parte do Presidente do Congresso Nacional em relação aos requerimentos que estão já prontos. Eu estou disposto, como Presidente desta Comissão, a ingressar com uma ação no Supremo Tribunal Federal para que a CPMI seja prorrogada no prazo que está estipulado por parte dos Parlamentares. (Palmas.)
Isso será colocado. Primeiro, por sugestão do Líder Marinho, fazermos uma comunicação oficial ao Presidente da Casa; não havendo também uma resposta oficial, eu vou convidar cada um dos Parlamentares que quiserem a assinar esse pedido de prorrogação, porque aí o Brasil vai ficar sabendo com clareza quem é que quer a prorrogação e a investigação, ou não, porque isso nós vamos colocar às claras aqui: quem é que está querendo que essa CPMI pare no meio do que está ou quem quer realmente dar respostas ao nosso país.
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O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS) - Presidente...
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não.
O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS. Pela ordem.) - Como autor de um dos requerimentos, se me permite um esclarecimento, aliás, uma informação importante.
Parabéns à vossa determinação de, se necessário for - espero que não seja -, ingressar judicialmente.
Eu queria informar aqui a todos presentes, até por questão de transparência, que no dia da sessão do Congresso Nacional última, realizada no ano passado, quando conseguimos todas as assinaturas, 171 de Deputados Federais - aliás, passamos, se não me engano, foram 175 - e 29 Senadores, ou seja, mais do que o mínimo, incluindo de V. Exas. sentados aqui à mesa e da maioria dos membros desta Comissão, nós fomos informados pela Mesa, pelos funcionários, servidores da Mesa, inclusive com o Secretário presente, de que a prorrogação seria automática e não careceria de nenhum tipo de ação do Presidente do Congresso Nacional.
Ocorre, Sr. Presidente, que, até o presente momento, nós não sabemos onde e em que ambiente deste universo está o documento, porque protocolamos ele no sistema, mas até hoje não foi dado "recebido" pela Mesa.
Então, nós pedimos a prorrogação por até 120 dias, o que significa que pode ser menos, mas por até 120 dias, e há precedentes, inclusive, aqui me traz a assessoria aqui, do Requerimento nº 5, de 2014, de uma prorrogação de uma CPMI feita apenas pela leitura numa sessão do Senado, sem necessidade de que seja lida na sessão do Congresso.
Portanto, aqui fica, então, um apelo a V. Exa., que é Senador...
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Sim.
O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS) - ... que na próxima sessão do Senado em que Davi Alcolumbre estiver lá, ou outro Senador que assim queira fazê-lo, que peça que seja lido esse nosso requerimento. E, se não estiver devidamente recebido pela Mesa, pergunte por que até o momento não houve esse "recebido". Seria esse o nosso pedido...
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não, Excelência.
O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS) - Sr. Senador Carlos Viana. E agradecendo pela oportunidade. Essa CPMI precisa ser, de fato, prorrogada.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não.
O SR. DUARTE JR. (Bloco/PSB - MA) - Presidente...
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não.
O SR. DUARTE JR. (Bloco/PSB - MA. Pela ordem.) - Só para um registro e, mais uma vez, parabenizar V. Exa. pela condução dos trabalhos.
Eu vejo fundamental esse comunicado à Presidência para que a gente possa prorrogar, porque nós temos vários motivos aqui para a prorrogação, e eu quero elencar três que eu julgo fundamentais. Primeiro caso, o caso do Banco Master, que foi um caso que estourou no decorrer da CPMI. Segunda justificativa, a mudança de relatoria no Supremo Tribunal Federal. Antes havia um Relator que tem uma relação com o investigado; com a mudança do Relator, saindo do Ministro Toffoli para o Ministro André, a entrega, a devolução dos documentos para a Polícia Federal, a devolução dos documentos para esta CPMI justifica a prorrogação para que a gente possa analisar esses documentos. Terceiro ponto que aqui eu também trago, que eu julgo muito importante, o Edson Araújo, que ameaçou essa CPMI, que tentou prejudicar e obstruir os trabalhos de investigação desta Casa. Na semana passada, o Ministro André Mendonça proferiu uma decisão para que ele possa utilizar uma tornozeleira eletrônica e o bloqueio dos seus bens. Eu recebi uma imagem, e a gente está apurando detalhes dessa imagem, de vídeo, em que um pescador foi ameaçado, coagido por um assessor de um Parlamentar no interior do Estado do Maranhão, para que ele pudesse dividir o seu seguro-defeso. A partir do momento em que esse pescador não quis dividir, ratear o seguro-defeso, Deputado Kim, ele foi atropelado pelo assessor de um Parlamentar estadual no âmbito do Estado do Maranhão, ou seja, quanto mais essa CPMI fuça, quanto mais essa CPMI aprofunda, mais a gente identifica coisas erradas que precisam ser apuradas e punidas com todo o rigor da lei.
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Por isso, Sr. Presidente, nós pleiteamos essa prorrogação e conte também com a nossa assinatura.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não.
Com a palavra o Deputado Alencar Santana.
A SRA. CORONEL FERNANDA (PL - MT. Fora do microfone.) - Presidente...
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não, Coronel.
(Intervenção fora do microfone.)
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Coronel Fernanda com a palavra.
A SRA. CORONEL FERNANDA (PL - MT. Pela ordem.) - Presidente, aproveitando o momento, tenho duas ressalvas a fazer. A primeira é que já chegou ao nosso conhecimento que o Presidente desta Casa, do Senado e do Congresso, o Senador Davi Alcolumbre, já teria se colocado na situação de que ele não vai prorrogar a CPMI do INSS. Isso já está sendo feito, e a gente precisa saber se essa conversa de bastidores é real ou não, até porque o Brasil está confiando muito no nosso trabalho. Nós não podemos deixar acontecer o que está acontecendo aqui nessa CPMI, que começou corretamente, mas, infelizmente, o Governo colocou seus "cupixas" aqui dentro e esses "cupixas" têm acabado com o trabalho sério desta Comissão.
Segundo fator, ainda temos muitos aposentados e pensionistas que não receberam ainda a restituição. E os que receberam, Deputado Alfredo, receberam pela metade, tiveram lá R$1,5 mil descontados, estão recebendo R$450, R$500.
E até hoje eu não recebi aquele documento que foi feito, o requerimento que foi aprovado nesta Comissão...
(Soa a campainha.)
A SRA. CORONEL FERNANDA (PL - MT) - ... com a relação de todos os aposentados que foram vítimas e daqueles também que já foram pagos. Nós não sabemos. Está na mão só do INSS, está na mão de quem roubou os aposentados; não está na mão desta Comissão essa informação. Como é que nós vamos averiguar se a justiça está sendo feita ou não, Presidente?
E a terceira questão é em relação ao Vorcaro, Presidente, nós podemos ir a São Paulo. Se Maomé não vem à montanha, a montanha vai a Maomé. Nós não podemos permitir que esse homem não fale com esta Comissão.
Nós estamos vendo aí que há mais crimes além desse de roubar os aposentados e pensionistas. Nós temos aqui um Jeffrey que, lá nos Estados Unidos, abusou de crianças e adolescentes para conseguir o poder no meio político. E nós estamos vendo aqui também um igualzinho promovendo a prostituição, promovendo festas e orgias em troca de favores políticos. Não podemos permitir que isso aconteça. Se a Comissão não tem como trazer o Jeffrey brasileiro, que é o Vorcaro, nós vamos até ele e vamos saber a verdade.
Obrigada, Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não, Excelência.
Deputado Beto... Deputado Sidney Leite.
O SR. SIDNEY LEITE (Bloco/PSD - AM. Pela ordem.) - Sr. Presidente, eu queria aqui fazer um apelo diante do que os colegas colocaram da prorrogação e do fato que surge no decorrer dessa CPMI, que é o Banco Master. Eu e outros colegas apresentamos vários requerimentos sobre essa questão dos empréstimos consignados, que têm ligação direta, haja vista que isso era feito também de forma automática, sem o conhecimento, sem o tomador saber, sem ele solicitar esse empréstimo consignado. Tem uma cidadã no Rio Grande do Sul, Sr. Presidente...
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não.
O SR. SIDNEY LEITE (Bloco/PSD - AM) - ... que fez três empréstimos consignados. Fez uma operação de consignado e duas renegociações. O banco fez 40 sem a sua devida priorização, inclusive com portabilidade, gerando um prejuízo, Deputado Zé Trovão, de R$160 mil para essa aposentada. E a gente tem informação - certo? -, inclusive de diálogos que eu tive com bancos, no sentido de que agentes de banco simulam empréstimos...
(Soa a campainha.)
O SR. SIDNEY LEITE (Bloco/PSD - AM) - ... e aí fazem a autorização do consignado via INSS, e esse recurso é repassado para uma empresa, esse desconto.
Então essa é uma situação muito grave. E eu queria aqui fazer esse apelo para que nós aprofundássemos nisso. E o que a gente lê na imprensa em relação ao Banco Master é que esses empréstimos consignados que o Banco Master operou foram feitos em forma de simulação. E esse empréstimo não aconteceu de fato, e - o que é pior - esse cidadão, essa cidadã não teve acesso a esse recurso.
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Eu faço esse apelo a V. Exa.
Obrigado e parabenizo pela condução dos trabalhos.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Obrigado.
Deputado Alencar Santana.
Em seguida, Coronel Chrisóstomo, Kim Kataguiri, Mauricio Marcon, Evair de Melo e Zé Trovão.
O SR. ALENCAR SANTANA (Bloco/PT - SP. Pela ordem.) - Foi lamentável a decisão do Ministro André Mendonça de impedir ou facilitar que o Sr. Vorcaro não viesse a esta Comissão. Ele tem muita coisa a nos informar. Afinal de contas, Presidente, o ex-Presidente do Banco Central Campos Neto, em 2019, no primeiro ano do Governo Bolsonaro, autorizou que o Sr. Vorcaro assumisse a Presidência do Master. E olha só a coincidência: no ano seguinte, em 2020, o Banco Master, com a Presidência do Sr. Rolim no INSS, é autorizado a fazer desconto consignado no INSS. Um ano depois da sua criação o Vorcaro assume a Presidência. Todos nós sabemos o que aconteceu depois, com os relatos que vieram à tona agora: doou 2 milhões ao Tarcísio, 3 milhões ao Bolsonaro - o maior doador individual. E por que tanto interesse?
(Soa a campainha.)
O SR. ALENCAR SANTANA (Bloco/PT - SP) - Por que tanta benevolência com o Bolsonaro e com o Tarcísio durante a campanha?
Se nós prorrogarmos o trabalho da CPMI, nós teremos que continuar tentando ouvir o Vorcaro, mas nós teremos que ouvir o Tarcísio. Será que - apresentei o requerimento do Governador Tarcísio - esse dinheiro que veio do roubo do Master perante o INSS não foi o dinheiro doado para a campanha do Tarcísio? Olha só a competência do Governador Ibaneis, enrolado com o Master, falindo o Banco BRB! Tem que vir aqui também - afinal de contas, também teve desconto consignado - prestar depoimento a esta CPMI. Olha o roubo que teve no Rio de Janeiro, na Rio Previdência, do Governador, do PL, Cláudio Castro! Essa turma tem que vir aqui, os trabalhos sendo prorrogados, para que a gente investigue a fundo a roubalheira do Master, que atingiu também aposentados e pensionistas do país.
O SR. ZÉ TROVÃO (PL - SC) - E o filho do Lula também.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Obrigado, Excelência.
Senhores, por favor.
Coronel Chrisóstomo, com a palavra.
O SR. CORONEL CHRISÓSTOMO (PL - RO. Pela ordem.) - Obrigado, Presidente.
Eu, como autor do pedido de prorrogação por dois meses, sugiro ao senhor que colha as assinaturas dos nobres Parlamentares o mais rápido possível, devido a vários Parlamentares estarem já trabalhando na sua pré-campanha. Alguns, com certeza, não estarão presentes em outros dias, Presidente, e isso vai acabar prejudicando o senhor colher o máximo de assinaturas possível. É uma sugestão que faço a V. Exa.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Muito obrigado, Coronel.
Com a palavra, Kim Kataguiri, Deputado.
O SR. KIM KATAGUIRI (Bloco/UNIÃO - SP. Pela ordem.) - Presidente, o primeiro ponto: não existe um limbo jurídico em relação a não comparecimento de investigados na CPMI; pelo contrário, a posição da maior parte dos Ministros, inclusive, que nós tivemos nesta CPMI foi a de que você tem o direito de ficar em silêncio, tem o direito de não gerar provas contra si mesmo, como determina a legislação, mas você tem o direito de comparecer. Então, acho que desmoraliza muito o trabalho do Congresso Nacional e o trabalho desta CPMI você ter decisões de Ministros do Supremo que estabelecem que nem sequer comparecer eles precisam, porque senão a gente não consegue mais ouvir ninguém. Então, não precisa mais ter sessão de CPMI, a gente faz todo o trabalho a portas fechadas, pede documentos, analisa os documentos e não questiona mais ninguém. Então, a gente estaria esvaziando absolutamente o poder da CPMI.
Outro ponto: em relação à prorrogação, eu quero concordar plenamente com V. Exa. É importante que a gente faça um documento oficial...
(Soa a campainha.)
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O SR. KIM KATAGUIRI (Bloco/UNIÃO - SP) - ... com a assinatura de cada um dos Parlamentares desta CPMI que querem que ela continue, mesmo porque, como bem colocado pelo Senador Marinho, nós avançamos muito sobre os descontos associativos. Falta agora a parte dos créditos consignados, e eu adicionaria ainda avançar sobre o núcleo político, sobre o filho do Lula, sobre o Senador Weverton Rocha, sobre os elos políticos e as indicações que nós tivemos já investigadas no âmbito desta CPMI e que precisam chegar nos principais patrocinadores. Então, Presidente, eu acho importante expor para a população brasileira o nome de cada um dos Parlamentares, no sentido do que V. Exa. colocou, que querem que a investigação continue, que querem esclarecer os fatos, e aqueles que querem que a investigação acabe. Por quê? Eu adiciono dois pontos: primeiro, a população saber quem tem envolvimento, não tem envolvimento ou quem quer defender quem tem envolvimento ou quem não quer defender; e o último posicionamento, mostrar para o Presidente do Senado a quantidade de Parlamentares, porque eu tenho certeza de que a maioria vai assinar, que deseja que isso seja levado em frente e da ilegalidade da decisão dele, caso seja negativa.
Obrigado.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não.
Deputado Mauricio Marcon.
O SR. MAURICIO MARCON (PL - RS. Pela ordem.) - Presidente, eu tenho uma questão de ordem, art. 4º, inciso IV, se me permite fazer a leitura....
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Claro.
O SR. MAURICIO MARCON (PL - RS) - ... "fraudar, por qualquer meio ou forma, o regular andamento dos trabalhos legislativos para alterar o resultado de deliberação".
Então, Presidente, acho que são cinco minutos a questão de ordem, se o senhor me conceder, acho que é importante que o país saiba que um membro dessa CPI atuou para fraudar - fraudar - um depoimento nesta Casa. O Líder do Governo na CPI, Presidente, segundo notícias do Estadão, participou de uma reunião em uma mansão de quase 500 metros no Lago Sul para descredibilizar Eli Cohen, que veio até esta Casa e foi o principal denunciante do esquema de fraude do INSS. Ele foi gravado por um policial aposentado. Este policial acusou que Eli Cohen estaria recebendo 5 milhões de nós, da Oposição, para prestar um depoimento contra o Governo. Este policial, depois, foi ao cartório dizer que tudo foi mentira e que, inclusive, participou da reunião com este Líder do Governo nesta mansão e que a promessa a este policial era receber R$30 mil mensais por dois anos pela falcatrua. Este Parlamentar, Líder do Governo, que está nesta Casa neste momento, inclusive, apresentou, Presidente, requerimento baseado nesta falsidade produzida sabe-se lá com que dinheiro, provavelmente roubado, como é costumeiro, para que Eli Cohen voltasse a esta CPMI para desmenti-lo publicamente. Lembrando, colega Marcel, Eli Cohen foi quem fez as denúncias. O Governo queria, de uma forma descarada, colega Chrisóstomo, descredibilizar a testemunha que veio aqui e mostrou para todo o país a falcatrua promovida pelo Governo Lula.
Então, em resumo, Presidente...
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não, Excelência.
O SR. MAURICIO MARCON (PL - RS) - ... este cidadão não pode mais participar desta CPMI. Ele participou de um esquema, de uma reunião fraudulenta para coibir uma testemunha, gravá-la e mentir sobre ela. Essa é a postura do Governo que tentou a todo custo enterrar esta CPMI. E é bom que se deixe claro, Líder Marinho, que se fala em prorrogação por parte dos governistas desta CPMI. Quantos assinaram até agora a prorrogação desta CPMI? Nenhum governista, nem Senador, nem Deputado. Eles querem, brasileiro, que isso seja esquecido, porque o próprio filho do Presidente da República recebia dinheiro roubado.
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Então, é uma exigência da Oposição, Presidente, que quem ajudou a fraudar um depoimento, provavelmente com dinheiro roubado do povo brasileiro, seja afastado desta CPMI.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não, Excelência. Obrigado.
Primeiramente, Excelência, essa não é uma questão de ordem. Está muito claro aqui que é uma matéria de mérito, com críticas à atividade parlamentar de membro desta Comissão. O artigo que V. Exa. cita, inclusive, é do Código de Ética, e todas essas questões têm que ser levadas também a uma Comissão de Ética. De toda maneira, V. Exa. teve a palavra. Vou colocar aqui com clareza os detalhes.
O SR. PAULO PIMENTA (Bloco/PT - RS) - Sr. Presidente...
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não, Líder.
O SR. PAULO PIMENTA (Bloco/PT - RS) - Quero contradizer.
(Intervenções fora do microfone.)
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Só um instantinho, por favor.
Eu vou dar ao Líder Pimenta, uma vez que se trata de um comentário em relação a uma atividade supostamente ilícita... Eu vou dar essa... Agora, essa é uma questão que tem que ser levada à Comissão de Ética da Casa.
Pois não, Excelência.
O SR. PAULO PIMENTA (Bloco/PT - RS) - Presidente, em primeiro lugar...
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Dois minutos, por favor, Excelência.
O SR. PAULO PIMENTA (Bloco/PT - RS) - Não; cinco minutos.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Dois minutos, Excelência.
O SR. PAULO PIMENTA (Bloco/PT - RS) - Não; cinco minutos.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Dois minutos. (Fora do microfone.)
Pois não, Excelência.
O SR. PAULO PIMENTA (Bloco/PT - RS) - Presidente...
O SR. ROGERIO MARINHO (Bloco/PL - RN. Pela ordem.) - Mas, Sr. Presidente, não foi questão de ordem.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Não foi questão de ordem.
O SR. ROGERIO MARINHO (Bloco/PL - RN) - Então, não tem essa contradita.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Dois minutos.
O SR. ROGERIO MARINHO (Bloco/PL - RN) - V. Exa. vai dar os dois minutos?
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Vou dar.
Pois não, Excelência.
(Intervenção fora do microfone.)
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Senhores...
O SR. PAULO PIMENTA (Bloco/PT - RS) - Em primeiro lugar...
O SR. ROGERIO MARINHO (Bloco/PL - RN) - E nem citou o nome dele. Ele está vestindo a carapuça?
(Intervenções fora do microfone.)
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Não... O Líder do Governo foi citado.
O SR. ROGERIO MARINHO (Bloco/PL - RN) - Foi citado? Eu não escutei.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Não pelo nome, mas pela posição. Foi citado: Líder do Governo.
O SR. PAULO PIMENTA (Bloco/PT - RS) - Presidente...
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Se V. Exa. fosse citado como Líder da Oposição num levantamento, num questionamento como esse, eu lhe daria a palavra também.
O SR. PAULO PIMENTA (Bloco/PT - RS) - Presidente...
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não.
O SR. JOSÉ MEDEIROS (PL - MT. Pela ordem.) - E isso é um precedente que vai se estender para todos?
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Não há precedente nesse caso...
O SR. JOSÉ MEDEIROS (PL - MT) - Sem falar o nome, Presidente?
O SR. MAURICIO MARCON (PL - RS. Pela ordem.) - Presidente, eu acho que o senhor é feliz em dar a resposta para ele, porque, inclusive, ele admitiu que participou dessa reunião publicamente. Então, vamos ver o que foi discutido nessa reunião. Vamos ouvir o Paulo.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Senhores, com muita tranquilidade, primeiramente, eu prezo e espero que todos nós prezemos sempre pelo respeito uns aos outros, porque aqui somos todos iguais. Não há diferença.
Segundo ponto: houve uma citação ao Líder do Governo numa acusação séria, que não é uma questão de mérito, uma questão de ordem. Se fosse uma questão de ordem, eu a responderia da maneira... Respeito perfeitamente o vosso comentário, a palavra, mas vou ceder, pela gravidade da citação, assim como cederia ao Líder Marinho se houvesse da parte do Governo a mesma questão.
O SR. PAULO PIMENTA (Bloco/PT - RS) - Presidente...
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não, Líder Pimenta.
O SR. PAULO PIMENTA (Bloco/PT - RS. Pela ordem.) - Presidente, na realidade, trata-se de uma grande bobagem, Presidente. Eu, assim como o senhor, assim como o Relator, assim como o Líder da Oposição, todos nós aqui já fomos procurados por muitas pessoas tentando trazer informações sobre o que nós estamos investigando. Assim como o senhor e o Relator já ouviram pessoas, assim como o Líder da Oposição já ouviu, eu também já ouvi. Eu já ouvi pessoas que tinham denúncias para fazer a respeito do senhor, a respeito do Relator, a respeito do Deputado que me antecedeu, mas, para todas as pessoas, Presidente, eu tenho um critério: "Tem provas? Tem depoimento formalizado a alguma autoridade, seja ela da polícia ou do Ministério Público? Não? Então, não me interessa". Para mim, Sr. Presidente, o que interessa são provas, documentos, depoimentos.
De fato, fui procurado por essa pessoa, como fui procurado por várias outras pessoas, e para todas elas eu mantive a mesma conduta.
(Soa a campainha.)
O SR. PAULO PIMENTA (Bloco/PT - RS) - Se tem documento ou prova, eu posso, inclusive, dar um encaminhamento e trazer para esta Comissão. Na medida em que nenhuma dessas pessoas que me procurou, com denúncias contra vários Parlamentares que, inclusive, estão aqui, inclusive esse que me antecedeu... Como eu não tive comprovação de que aquilo que as pessoas me diziam era verdade, não me apresentaram documento, não prestaram depoimento na Polícia Federal seja onde for, para mim, o assunto está encerrado. E é por isso que eu não trouxe o assunto para a CPI, Presidente.
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O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não, Excelência.
O SR. PAULO PIMENTA (Bloco/PT - RS) - As informações sobre o Eli Cohen eu já tinha muito antes, são públicas, das relações que ele tem com pessoas que envolvem esta Comissão. Portanto, é um factoide sem nenhuma seriedade, Sr. Presidente.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Sr. Presidente...
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não, Relator.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL. Como Relator.) - Fui citado. Eu gostaria, em relação ao meu caso, que o Sr. Paulo Pimenta tornasse público qual foi a pessoa e qual foi o motivo em relação a mim.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não, Excelência.
O SR. PAULO PIMENTA (Bloco/PT - RS) - Depois, eu passo para o senhor.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Não, mas pode falar publicamente.
(Intervenções fora do microfone.)
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Senhores, por favor.
Senhores, nós aqui trabalhamos com fatos, por gentileza.
Deputado Evair de Melo, primeiramente. Depois, o Zé Trovão.
O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS) - Mas, Presidente...
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Deputado Evair de Melo.
Só um instantinho, Deputado Van Hattem. Vamos dar sequência.
O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS. Pela ordem.) - É que o mesmo critério que foi dado para o Deputado que antecedeu falar, eu acho que, quando ele chega e bota suspeição sobre o Relator, o Relator também tem que ter dois minutos, a menos que ele não queira, para falar.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Excelência, eu também fui citado e não me sinto suspeito de nada, com toda sinceridade.
O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS) - Aí vai do Relator querer falar ou não...
(Intervenções fora do microfone.)
O SR. ROGERIO MARINHO (Bloco/PL - RN) - V. Exa. foi citado elogiosamente.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Não, não fui citado... Fui citado como pessoas que querem fazer...
O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS) - Só se o Relator não quiser falar, mas eu entendi aqui que o Líder do Governo acusou o Relator de algo sem querer dizer o quê.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Não, não...
O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS) - Foi o que eu entendi.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - V. Exa. entendeu dessa forma, Relator?
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Entendi, Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Então, V. Exa. tem dois minutos para se manifestar.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL. Como Relator.) - Eu gostaria só, Presidente, que o Sr. Paulo Pimenta tornasse público o que foi dito a ele, porque eu sou um homem público e não pode pairar nenhuma dúvida, assim como ele disse que de muitos Parlamentares aqui ele recebeu denúncia. Eu acho que a gente está num momento importantíssimo de passar este Brasil a limpo.
O SR. PAULO PIMENTA (Bloco/PT - RS) - Presidente, fui citado.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Não, não. Não, Excelência, por gentileza. Não, por favor, Deputado Pimenta. Vamos dar sequência às palavras. Eu abri a palavra a V. Exa., para falar...
O SR. PAULO PIMENTA (Bloco/PT - RS) - Só um pouquinho.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não, Excelência.
O SR. PAULO PIMENTA (Bloco/PT - RS. Pela ordem.) - Eu não sou leviano e irresponsável de receber qualquer informação sobre qualquer Parlamentar sem prova e tornar isso público, mas, em respeito ao ilustre Relator, de quem eu não tenho nenhuma dúvida - por isso, eu não trouxe para cá e nem fiz questão de tentar tirar proveito de informação sem prova -, eu vou informar a ele. Se ele quiser, depois ele torna público. Assim como vou informar ao Deputado também o que eu recebi sobre ele. Se eles quiserem, eles tornam público. Eu não torno público acusação contra ninguém sem prova, Presidente. Não sou leviano nem irresponsável.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não, Excelência.
Dando sequência, Deputado Evair de Melo...
A SRA. CORONEL FERNANDA (PL - MT. Pela ordem.) - Presidente, tem um requerimento meu sobre esse fato para ser aprovado aqui nesta Comissão, convocando esse policial para que ele também explique o que ele falou para o Líder do Governo. Aí a gente fica às claras. Peço para colocá-lo em votação.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não.
Deputado Evair de Melo.
O SR. EVAIR VIEIRA DE MELO (Bloco/PP - ES. Pela ordem.) - Sr. Presidente...
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Sim, senhor.
O SR. EVAIR VIEIRA DE MELO (Bloco/PP - ES) - O nome de Daniel Vorcaro aparece envolto a uma blindagem que causa muita preocupação. Há uma estrutura de proteção que, no mínimo, dificulta o acesso às informações que deveriam estar à disposição desta Comissão. Quando há obstáculos demais, Sr. Presidente, Sr. Relator, a sociedade tem o direito de desconfiar.
E a prova disso foi essa viagem inventada pelo Presidente da República para passear com a Janja - inclusive, ela ficou muito bem fantasiada lá, tentando se vestir como os trajes típicos, mas ela poderia ter desfilado no Carnaval com aquela roupa, porque não combinou com ela -, e o Presidente da República ter levado o Diretor da Polícia Federal, o Sr. Andrei Rodrigues, junto. O Sr. Andrei, neste momento, tem mais de 52 sigilos telefônicos quebrados em sua posse...
(Soa a campainha.)
O SR. EVAIR VIEIRA DE MELO (Bloco/PP - ES) - ... que podem escancarar a podridão desta República, de todos os lados.
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O Senhor Presidente da República, mais uma vez, na sua inteligência maldosa e maliciosa, leva o Diretor da Polícia Federal, naturalmente, para fazer reuniões às escondidas, para tratar de temas às escondidas, para que possa proteger a carniça que se tornou este Governo. A estratégia... Eu já estou há 12 anos aqui na Casa, conheço muito bem a estratégia do PT, que, quando cai, cai atirando. Fazem acusações levianas o tempo todo. Conheço eles do Plenário, enfrentei eles na CPMI da Dilma ou na Comissão do inquérito da Dilma e em tantas outras investigações. É a estratégia deles. E o Lula, habilmente, tirou o homem neste momento. A Polícia Federal, os bons agentes, os bons delegados cumpriram o seu papel. E o Lula levou o Andrei junto para jogar a sujeira, a carniça e a podridão para debaixo do tapete.
É lamentável que o Brasil esteja entregue em tão péssimas mãos.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não, Excelência.
Deputado Zé Trovão.
O SR. ZÉ TROVÃO (PL - SC. Pela ordem.) - Sr. Presidente, eu quero aqui iniciar minha fala perguntando: cadê o Wolney? Primeira fala: cadê o Wolney? Prometeu, cantou de galo, disse que não tem nada para esconder e não apareceu.
E não adiantam as maracutaias que são feitas aqui, porque o que não for decifrado e desvendado nesta Comissão será pelo Ministro André Mendonça, porque, agora, sim, ele tem o controle sob as mãos dele - tanto sobre o caso Master quanto sobre o caso INSS. São duas frentes muito importantes que escancaram, de fato e de verdade, que o Governo que está em atividade neste país, assim como outrora, protege os corruptos e os bandidos, porque eles fazem parte disso.
(Soa a campainha.)
O SR. ZÉ TROVÃO (PL - SC) - Agora, Sr. Presidente, eu queria fazer um pedido, em especial, ao Governo Federal. Já que o Governo Federal dispôs de aeronave para buscar dama do tráfico, buscar/levar Janja para Carnaval, poderia fornecer a aeronave dele para buscar, então, Daniel Vorcaro. Ele não quer vir no avião da Polícia Federal - constrangimento. Então, venha no avião presidencial, como Lula gostou, mandou lá buscar a primeira-dama, como Lula manda sempre os ministros dele até para leilões de gado com aviões oficiais, que ele o faça com Daniel Vorcaro e traga ele aqui, porque era muito importante hoje nós estarmos ouvindo aqui o homem que é responsável pelo maior escândalo da história brasileira. O caso Banco Master deixa o INSS no chinelo. O caso Banco Master pode deixar a Lava Jato no chinelo.
E eu digo isso, Sr. Presidente...
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não, Excelência.
O SR. ZÉ TROVÃO (PL - SC) - ... porque não está envolvida gente pequena, tem gente muito grande, inclusive com indícios de Ministros da Suprema Corte envolvidos diretamente.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não.
Senador Izalci Lucas.
O SR. IZALCI LUCAS (Bloco/PL - DF. Pela ordem.) - Presidente, primeiro, quero reforçar essa questão da prorrogação.
Acho que essa mudança de relatoria lá no Supremo Tribunal Federal foi excelente...
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Ótimo.
O SR. IZALCI LUCAS (Bloco/PL - DF) - ... mas precisamos ter acesso em função do prazo que nós temos, porque está encerrando. Vamos ter que ir para a Justiça para prorrogar a CPMI. Então, a gente precisa realmente conversar com o Ministro André Mendonça para a gente poder agilizar os nossos trabalhos, porque, sem acesso a esse sigilo, fica difícil de você dar continuidade a isso.
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É lamentável a ausência hoje aqui... O que vai ser colocado aqui pela Ingrid vai ser exatamente igual às outras, porque o modus operandi é o mesmo: pega dinheiro dos associados, cria um monte de empresas. No caso dela, inclusive, teve uma que criou num dia; no dia seguinte, já teve 50 milhões na conta de faturamento - é uma coisa absurda.
Mas acho que essa medida que foi proposta pelo Líder Marinho... É interessante a gente assinar esse pedido...
(Soa a campainha.)
O SR. IZALCI LUCAS (Bloco/PL - DF) - ... e pedir uma audiência também com o Ministro André Mendonça.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não, Excelência.
Deputado Luiz Lima.
O SR. LUIZ LIMA (NOVO - RJ. Pela ordem.) - Presidente, é de se lamentar a ausência do Sr. Vorcaro aqui. Eu conversava com o senhor antes: quando a Justiça cala o Congresso Nacional, ele diminui muito a oportunidade de a gente conhecer a verdade.
E eu vou novamente recorrer a uma reportagem aqui do Valor Econômico de 20 de novembro, de 2025, da jornalista Adriana Mattos, e a gente entende o porquê da ausência do Vorcaro. Eu vou ler as pessoas que, segundo a jornalista, estão ligadas ao Daniel Vorcaro: Rui Costa, Ministro da Casa Civil; Jerônimo Rodrigues, Governador da Bahia; Jaques Wagner, Senador; escritório de advocacia da mulher do Ministro Alexandre de Moraes; Henrique Meirelles, ex-Presidente do Banco Central; Ricardo Lewandowski; Guido Mantega; Lula; Flávia Morais; Ciro Nogueira; Hugo Motta; Fábio Faria; Celina Leão; Ibaneis, Governador do Distrito Federal; Paulo Henrique Costa, Presidente do BRB; Rodrigo Maia, ex-Presidente da Câmara dos Deputados; Gilmar Mendes, Ministro do STF; Fernando Haddad...
(Soa a campainha.)
O SR. LUIZ LIMA (NOVO - RJ) - ... Arthur Lira; André Esteves; Eduardo Cunha.
Olhem, enquanto pessoas forem maiores do que instituições no Brasil, a gente não vai encontrar a verdade. Nós temos 526 anos de história em que este mesmo filme se repete: onde tem poder e dinheiro envolvidos, a gente não chega à punição devida e ao descobrimento da verdade. Então, esta CPMI nada mais é... Muito esforço de muitos Deputados bacanas que estão aqui, Deputado Alfredo Gaspar, um brilhante Relator, Presidente Carlos Viana, mas como é duro lutar contra a impunidade no país.
Obrigado, Presidente Carlos Viana.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Obrigado.
Pois não, Líder Marinho.
O SR. ROGERIO MARINHO (Bloco/PL - RN. Pela ordem.) - Só para dar um fecho aqui a essa situação que foi realmente muito constrangedora - claro que à vontade para quem quiser falar depois.
Eu quero só lembrar que, depois que nós ouvimos aqui a denúncia do Deputado Macron e a réplica que nós ouvimos...
O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS. Fora do microfone.) - Marcon.
O SR. ROGERIO MARINHO (Bloco/PL - RN) - Marcon.
Na última reunião, o Deputado "fake news", aquele que teve que se retratar, porque mente muito - foi obrigado pela Justiça a se retratar -, disse o seguinte:
Nós tivemos agora a surpresa de saber que ele solicitou 5 milhões [o advogado Eli Cohen] para ir contra o Governo na CPI do INSS.
Eu estou aqui com esse documento - documento registrado por um ex-policial, Rogério Gomes, em que ele diz coisas absurdas. Por exemplo, que Eli pediu R$5 milhões para Duda Lima, para que atuasse a favor do PL e direcionasse as investigações para o sindicato de Lula, como diz Eli [...].
[...]
Estou apresentando requerimento, para que ele venha aqui, [...] ele denuncia dois Senadores, um eu não posso falar [sou eu, Sr. Senador] e o outro é o Flávio Bolsonaro, que teria mandado emissário para oferecer os 5 milhões.
Sr. Presidente, essas mentiras que o PT tem assacado nesta Comissão de forma reiterada têm que acabar, porque essa cortina de fumaça não faz bem a esta Comissão.
Eu quero anunciar aqui aos senhores que eu vou entrar com uma representação junto ao Supremo Tribunal Federal para que ele apure - que o Sr. Ministro André possa apurar essa situação -, porque é grave.
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Como muito bem disse o Relator, nós somos figuras públicas; nós não podemos ter a nossa honra colocada aqui...
(Soa a campainha.)
O SR. ROGERIO MARINHO (Bloco/PL - RN) - ... como se fosse um pano a ser enxovalhado, de acordo com a conveniência ou a circunstância, para se defender o indefensável.
Então, quem conversou com quem, quem recebeu de quem... O cidadão que fez uma confissão juramentada e assinou em cartório... Eu acho que esse cara tem que ir lá se explicar ao STF, e cada um fale o que deve falar. Agora, não dá mais para a gente estar aqui querendo encontrar os ladrões do INSS, e o Governo estar com discurso aqui de que é a favor, e o tempo todo jogando contra, e querendo impedir que esta Comissão avance.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Muito obrigado, Excelência.
O SR. JOSÉ MEDEIROS (PL - MT) - Quando não está mentindo, está roubando.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Terminada... (Pausa.)
O Líder Paulo Pimenta está inscrito. É verdade. Desculpe-me.
O SR. PAULO PIMENTA (Bloco/PT - RS. Pela ordem.) - Presidente, eu quero lamentar que o Sr. Vorcaro não veio aqui hoje. Quero lamentar que o Ministro André Mendonça, indicado pelo Bolsonaro para o Supremo Tribunal Federal, tenha concedido essa autorização que fez com que ele não viesse.
Eu tinha várias perguntas para fazer aqui para o Dr. Vorcaro.
Primeiro, esse banco dele não existia, era um banco desconhecido. Quem ajudou ele a conseguir com o Campos Neto, indicado pelo Bolsonaro para o Banco Central, para que pudesse operar no sistema financeiro da maneira como operou?
Por que razão, Sr. Presidente, Vorcaro, através do seu cunhado Zettel, deu as duas maiores contribuições na campanha eleitoral do Brasil para Bolsonaro e Tarcísio de Freitas?
Por que razão o esquema criminoso de Vorcaro...
(Soa a campainha.)
O SR. PAULO PIMENTA (Bloco/PT - RS) - ... pagou para Bolsonaro e Tarcísio de Freitas?
Por que razão dois Ministros do Governo Bolsonaro, João Roma e Ronaldo Vieira Bento, são Diretores do Banco Master?
Por que razão um dos diretores é casado com Flávia, ex-Secretária-Geral do Governo Bolsonaro?
Que relações são essas que permitem que este banco tenha captado títulos podres, tenha dado um golpe bilionário e o Banco Central não tenha feito nada?
Por que Ibaneis pegou bilhões de reais dos servidores públicos do DF?
Por que Cláudio Castro pegou bilhões de reais dos servidores públicos do Rio de Janeiro e entregou para esse esquema criminoso, que foi o maior contribuidor, contribuição da campanha de Bolsonaro e Tarcísio de Freitas?
Estão aqui as digitais que provam: Bolsonaro é filho do esquema criminoso do Bolsonaro e esta investigação vai ficar clara.
O SR. JOSÉ MEDEIROS (PL - MT) - Lava sua boca, seu mentiroso.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Senhores...
O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS) - Presidente... Presidente, pela ordem aqui.
A SRA. CORONEL FERNANDA (PL - MT) - Presidente... Pela ordem, Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Não...
Por gentileza, Deputado, numa próxima oportunidade, eu vou pedir a V. Exa. para se retirar do plenário.
O SR. JOSÉ MEDEIROS (PL - MT) - E eu não vou sair.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Não, V. Exa. terá que sair, porque, caso contrário... Caso contrário...
O SR. JOSÉ MEDEIROS (PL - MT) - O senhor vai ter que fazer com que nem o Dino, me tirar com a polícia daqui.
Eu não vou diminuir meu mandato porque o senhor quer ficar aí bandeando para o lado da esquerda.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - A sessão está suspensa por cinco minutos.
(Suspensa às 17 horas e 15 minutos, a reunião é reaberta às 17 horas e 19 minutos.)
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O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Muito bem... Está...
O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS) - Eu não havia usado pela ordem ainda, Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Só um instante. Só um instante.
(Tumulto no recinto.)
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Senhores, senhores, vamos...
Está reaberta a sessão.
Eu só vou, mais uma vez, colocar com muita clareza o seguinte: eu tenho um respeito enorme por todos e tenho buscado respeitar todo tipo qualquer de opinião. Agora, não vou aceitar, com toda certeza, ser desrespeitado por quem quer que seja.
A opinião pessoal de cada um é problemas. Agora, aqui, dentro da Comissão, nós temos que nos tratar sempre observando o respeito e a ética deste Parlamento.
Pedi ao Líder Marinho que conversasse, porque não quero tomar... Mas, se for necessário, eu vou pedir para retirar da sala. Eu lamento, mas eu vou ser obrigado a fazer isso.
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O SR. JOSÉ MEDEIROS (PL - MT) - Presidente, o Líder pediu, eu quietei, mas, se o senhor quer fazer isso, pode mandar o segurança.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Ex-Senador Medeiros, eu vou pedir mais uma vez a V. Exa. que fale e se manifeste com toda liberdade, mas que respeite com as palavras os seus colegas, inclusive este Presidente que está aqui. Eu nunca desrespeitei V. Exa. em palavras...
O SR. JOSÉ MEDEIROS (PL - MT. Fora do microfone.) - Ah, desrespeitou...
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - ... nunca desrespeitei em palavra alguma V. Exa.
O SR. JOSÉ MEDEIROS (PL - MT. Fora do microfone.) - Eu me senti desrespeitado...
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - E me sinto desrespeitado aqui, neste momento.
Vamos dar sequência.
Eu vou devolver o tempo ao Líder Pimenta, que estava falando e foi interrompido, e, na sequência, nós vamos dar a oitiva desta Casa que está prevista aqui.
O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS) - Sr. Presidente...
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - E eu peço, por gentileza, que a gente se contenha, porque uma coisa é a manifestação, outra é a ofensa.
Pois não, Excelência.
O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS) - Eu havia pedido pela ordem e não tinha falado ainda, acho que o senhor não viu. Só, se eu puder falar logo em seguida, eu agradeço.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Será dada a palavra.
O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS) - Obrigado.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não.
O SR. PAULO PIMENTA (Bloco/PT - RS. Pela ordem.) - Pode restituir o meu tempo, por favor.
Sr. Presidente, a minha manifestação foi uma manifestação com um único objetivo: entender; entender por que o Ministro André Mendonça, que foi indicado para o Supremo Tribunal Federal pelo Bolsonaro, não permitiu que o Vorcaro viesse aqui hoje. Isso tem alguma coisa a ver com o fato de que o esquema criminoso do Vorcaro foi quem mais contribuiu para a campanha do Bolsonaro e do Tarcísio?
Que relação existe entre o fato de que dois ministros do Bolsonaro hoje são diretores do Banco Master e que a ex-Ministra da Secretaria-Geral do Governo Bolsonaro é casada com um dos principais diretores do Banco Master?
Sr. Presidente, que relação existe...
(Soa a campainha.)
O SR. PAULO PIMENTA (Bloco/PT - RS) - ... de cumplicidade entre o esquema criminoso que foi criado dentro do Governo Bolsonaro, que tinha, como Presidente do Banco Central, Campos Neto, que se omitiu, Sr. Presidente, e permitiu que este banco desse um golpe bilionário no país, oferecendo remuneração de capitais muito acima do que o mercado pagava... E, mesmo assim, mesmo havendo toda essa suspeição, o Governador do DF, Ibaneis, pegou bilhões de reais dos servidores públicos; o Governador do Rio de Janeiro pegou bilhões de reais dos servidores públicos e colocou nesse esquema criminoso. Para enriquecer quem, Sr. Presidente?
Quem enriqueceu, Sr. Presidente, com esse esquema criminoso montado... "Bolsomaster"! "Bolsomaster" é o nome desse esquema criminoso criado no Brasil dentro do Governo Bolsonaro.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não, Excelência.
Com a palavra o Deputado Marcel van Hattem.
O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS) - Sr. Presidente, impossível não começar a fala reagindo imediatamente à fala anterior, porque aqui deveria estar, de fato, Daniel Vorcaro - e muito bem V. Exa. fez em antecipar a oitiva pela urgência para que ele estivesse conosco hoje aqui -, que não veio. No fim, fugiu da raia, porque é um absurdo, mas a gente está ficando acostumado já, lamentavelmente, com isso, que os depoentes façam um acordo, conversem com V. Exa. por meio de seus advogados e depois não apareçam.
Por que será que não apareceu? Será que não é por motivo justamente de que toda essa narrativa do Governo cairia por terra com o Sr. Daniel Vorcaro sentado ali? Porque, veja bem... Lewandowski, Ministro do Lula até poucos dias atrás: R$250 mil de contrato com o Master por mês; Mantega, R$1 milhão de contrato com o Master por mês.
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A esposa do Moraes, R$129 milhões de contrato.
(Soa a campainha.)
O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS) - O Lula recebeu o Vorcaro três vezes, fora da agenda, no Planalto, Sr. Presidente. E, com o Galípolo, sem que ele tivesse avisado, o então superior Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.
E aí, para concluir, Sr. Presidente, foi trazida aqui uma questão de ordem pelo Deputado Marcon sobre o encontro numa mansão. E sabe quem esteve presente e é dono da mansão? O pessoal do Grupo Fictor.
O SR. ROGERIO MARINHO (Bloco/PL - RN. Fora do microfone.) - Meu Deus, não é possível.
O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS) - Que era o comprador do Master! E aí o povo do PT vem aqui dizer que não tem nada a ver com o Master, quando eles tentaram fraudar, sim, esta CPI com esse tipo de gravação apócrifa, ilegal, e que depois foi desmentida pelos próprios autores.
Por isso, Sr. Presidente, quem tem medo do Master realmente é o PT, o Lula. E é este Governo que está afundado até a lama nesse escândalo.
E aliás, Sr. Presidente, é até muito estranho, para encerrar aqui, pelo que sai nas notícias, que talvez amanhã Renan Calheiros viria recebê-lo. Por que Renan Calheiros teria crédito com o Vorcaro, e esta CPMI do INSS não? Acho que essa pergunta, mais do que retórica, ela é esclarecedora.
Muito obrigado, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não, Excelência.
O que posso dizer, em relação a ele vir aqui ou qualquer... Não estou colocando, é que aqui ele não teria benefício nem privilégio nenhum. Aqui ele teria que responder como uma pessoa comum.
Eu não concordo em ter que mandar um avião da Polícia Federal buscar um banqueiro para vir depor com custo, com dinheiro pago pelo contribuinte brasileiro. Não concordo com isso. Eu penso que isso é um privilégio absurdo. Se ele estivesse preso, era uma outra coisa, mas vamos aguardar. A gente vai... Com paciência, com tranquilidade, a gente caminha e avança.
Oitiva da Sra. Ingrid Piquinskeni Morais Santos. Requerimentos 415, do Senador Eduardo Girão, e 1.496, do Deputado Duarte Jr.
A Sra. Ingrid Piquinskeni Morais Santos já está conosco à mesa.
Primeiro quero dar uma boa-tarde a ela, e boa-tarde ao advogado, Dr. Fernando.
Muito obrigado pela presença, Dr. Fernando. O senhor é bem-vindo.
A CPMI foi notificada da decisão do Ministro Cristiano Zanin no Habeas Corpus 268552, na qual decidiu:
Considerando que a convocação da paciente refere-se a depoimento na condição de testemunha, devendo ela manifestar-se sobre os fatos e acontecimentos relacionados ao objeto da CPMI de que tenha conhecimento, assegurada, no entanto, a garantia da não autoincriminação, concedo parcialmente a ordem de habeas corpus requerida, tão somente para ressaltar a necessidade de obediência às garantias constitucionais.
Em razão disso, a paciente, caso efetivamente tenha que prestar esclarecimentos na condição de testemunha, tem o dever legal de manifestar-se sobre fatos e acontecimentos relacionados ao objeto da investigação, ficando-lhe assegurado, por outro lado, o direito ao silêncio e a garantia de não autoincriminação, se instada a responder perguntas cujas respostas possam resultar em seu prejuízo ou sua incriminação, e assistência de advogados, durante a sua oitiva, podendo comunicar-se com eles, observados os termos regimentais e a condução dos trabalhos pelo Presidente da CPMI.
Feitos os devidos esclarecimentos, passamos ao termo de compromisso.
V. Sa. promete, quanto aos fatos de que tenha conhecimento, na qualidade de testemunha, sob palavra de honra, nos termos do art. 203 do Código de Processo Penal, dizer a verdade do que souber e do que lhe for perguntado?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS (Para depor.) - Sim.
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O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - A partir deste momento, V. Sa. está sujeita ao compromisso de dizer a verdade quanto aos fatos de que tenha conhecimento ou tenha protagonizado, na qualidade de testemunha, nos termos do art. 203 do Código de Processo Penal.
Vou pedir ao advogado, o Dr. Fernando, como faço com todos os demais, que, na eventualidade de algum momento em que V. Exa. entenda... V. Sa. entenda que há alguma pergunta indevida ou de autoincriminação, que oriente a pessoa - o senhor tem total liberdade - e, no caso de Parlamentares, alguma manifestação indevida, que o senhor fale com esta Presidência. O senhor viu que aqui a gente tem que ter muita habilidade nas questões. Então vou pedir essa gentileza ao senhor de evitar as discussões diretamente com os Parlamentares, por favor.
O SR. FERNANDO DESCIO TELLES - Bom, eu cumprimento todos os Parlamentares, Senadores...
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não.
O SR. FERNANDO DESCIO TELLES - ... aqui presentes, Deputados, na pessoa do Presidente.
E aqui a Sra. Ingrid está para colaborar no que for possível, no que ela tiver conhecimento...
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não.
O SR. FERNANDO DESCIO TELLES - ... tá? -, muito embora o marido dela, o Sr. Cícero, já tenha participado aqui, e acredito eu que já tenha esclarecido muita coisa.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não, Doutor.
Sra. Ingrid, o seu esposo esteve aqui, prestou uma série de informações que posteriormente não se confirmaram. Pelo próprio depoimento à Polícia Federal, ele fez uma série de declarações sobre pessoas a quem ele pagava, empresas que recebiam dinheiro, e aqui ele negou ao Relator em determinados... vários momentos que isso tivesse acontecido. Então vou pedir à senhora, como testemunha, que, aqui perguntada, traga as mesmas informações que o esposo da senhora trouxe junto à Polícia Federal, que já...
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS (Para depor.) - Eu não vou conseguir trazer as mesmas informações, porque eu não entendo nada do caso, do que ele fez, do que ele deixou de fazer...
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Sim.
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Por mais que eu estava presente, as mesmas informações eu não consigo...
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não, mas eu peço à senhora, por gentileza, assim, a maior proximidade possível dos fatos, porque, depois que ele esteve nesta CPMI, os fatos que foram revelados posteriormente foram muito diferentes. Então vou pedir à senhora que, por gentileza, busque, nisso, nos ajudar, o.k.?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Está bom.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - A senhora tem 15 minutos para se manifestar, se desejar.
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS (Para depor.) - Gostaria só de dar boa tarde para todo mundo, me apresentar.
Me chamo Ingrid, eu sou esposa do Cícero, como todos devem saber, e eu estou aqui para prestar esclarecimento que for possível para todos vocês.
É só isso.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Na sequência, com a palavra o Relator.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL. Como Relator.) - Sr. Presidente, em nome de V. Exa., eu quero saudar todos os Parlamentares.
Passei 24 anos da minha vida perseguindo bandido. Quando pensei que vinha para a política para esquecer esse passado, eu nunca estive tão próximo da bandidagem: a bandidagem que ataca, a bandidagem que mente, a bandidagem que fabrica. Mas é esta bandidagem que eu sempre quis enfrentar: a bandidagem do topo da pirâmide. A mentira jamais vai vencer o sol da verdade. Por isso que nós estamos aqui.
Sr. Presidente, eu acho um absurdo hoje não termos sentado nessa cadeira o Sr. Daniel Vorcaro.
Mas, antes, quero saudar a todos, em nome de V. Exa., saudar advogado, depoente, enfim, o povo brasileiro.
Olha, o Brasil está vivendo uma época que dá vontade de vomitar de manhã, à tarde, à noite. Nós estamos vivendo uma época do bacanal da corrupção. Eita momento difícil pelo qual o Brasil está passando!
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Eu gostaria que abrisse essa apresentação.
Presidente, a gente não pode ter feriado mais não, a gente não pode mais ter intervalo, porque o que está acontecendo no país... Cada dia é um dia pior do que o anterior. Vorcaro: eu nunca ouvi falar nesse cidadão, eu não sabia que esse cidadão tinha metade da República no bolso, seja lá porque eu não tinha dinheiro para aplicar ou por não frequentar as altas rodas de Brasília. Eu já não aguento mais todo mundo falando desse rapaz. Mas o que eu acho um absurdo, uma petulância é a justificativa para não vir depor. "Só vem de jatinho." Mas se essa moda pega, ninguém vai ouvir mais ninguém Brasil afora, não. "É, vou depor, agora só vou de jatinho." Isso é uma esculhambação, eu não aceito isso.
Agora, deixe eu dizer uma esculhambação maior do que essa? Maior do que essa. Esse elemento, que era para estar sentado aí, conseguiu o que nenhum Parlamentar até hoje conseguiu: se reunir no Planalto com Lula quatro vezes fora da agenda.
(Intervenções fora do microfone.)
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Mas olha que prestígio! Vá lá qualquer um Parlamentar aqui...
O SR. SÓSTENES CAVALCANTE (PL - RJ. Fora do microfone.) - Pedir agenda.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Não, chegar para ser recebido sem agenda.
O SR. ROGERIO MARINHO (Bloco/PL - RN. Fora do microfone.) - Sem pagar 1 milhão ao Mantega?
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Vá, vá lá agora! Olha, tem ministro que foi recebido menos do que Vorcaro. Que coisa linda, Brasil, que coisa linda.
Mas olha só, não quero dizer com isso que Vorcaro só tem envolvimento com o Governo atual. Eu não posso ser leviano a esse ponto. Aqui nós temos que abrir um leque para todos. Mas o que está descoberto e estava no escurinho do cinema é que o Presidente da República, que não abre o Palácio do Planalto para todo brasileiro, abriu no escurinho do cinema quatro vezes para esse elemento chamado Vorcaro.
Passa aí.
Olha só! E a esculhambação não passa só por isso não. Quando a gente for analisar os consignados, sabe onde nasceu a zona? Nasceu na Bahia.
(Intervenções fora do microfone.)
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - É! E olha onde estavam os elementos que possibilitaram isso. Eita, esse aqui é conhecido; esse também. Dois Senadores do PT. O Credcesta ainda precisa ser...
O SR. ROGERIO MARINHO (Bloco/PL - RN. Fora do microfone.) - Não é Senador, não. O outro não é Senador, não.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - É não?
O SR. ROGERIO MARINHO (Bloco/PL - RN. Fora do microfone.) - Não, graças a Deus.
O SR. SÓSTENES CAVALCANTE (PL - RJ. Fora do microfone.) - É só Chefe da Casa Civil.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Então é Chefe da Casa Civil do Governo Lula.
Mas o que é que eu quero dizer com isso? Estão olhando para o Banco Master sem antes ver o nascedouro dos consignados no Credcesta. Mas nós vamos ter a oportunidade de falar isso.
Passa aí.
Olha só, olha que manchete vergonhosa: "Dono do Master paga de humilde [Paga de humilde como, se o cara quer vir para o depoimento num jatinho?], mas tinha meio Brasil no bolso". Que esculhambação é essa? Meio Brasil no bolso. Que zona é essa? Que bacanal é esse em que se transformou o Brasil?
R
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Passa.
Aí, mulher de Moraes. Quem é Moraes? O Ministro mais poderoso da história do Supremo Tribunal Federal desde a sua criação. Ei, Moraes salvou a democracia. Ei, por que salvou a democracia, segundo eles, pode tudo, é? Pode qualquer coisa e está certo? Eu não vejo ninguém falando, nem com coragem e altivez, de base de Governo, de um contrato imoral como esse de R$129 milhões, sem ter assinado um processo. Ei, isso é pagamento de proteção, e ninguém tem coragem...
O SR. ALENCAR SANTANA (Bloco/PT - SP) - Presidente... Presidente, pela ordem. Presidente... Presidente, pela ordem.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Sr. Presidente, eu peço que não me atrapalhem.
O SR. ALENCAR SANTANA (Bloco/PT - SP) - Presidente, mas é para fazer pergunta à depoente.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Eu não vejo, Sr. Presidente...
O SR. ALENCAR SANTANA (Bloco/PT - SP) - Não estou entendendo; só para entender.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Excelência, o Relator tem toda a liberdade de fala.
(Tumulto no recinto.)
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Senhores, por favor. Não, Excelência...
O SR. ROGERIO MARINHO (Bloco/PL - RN) - Não pode ouvir a verdade.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - O Relator tem liberdade de fala.
(Tumulto no recinto.)
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Sr. Presidente...
O SR. ALENCAR SANTANA (Bloco/PT - SP) - Nós não estamos aqui para ouvir o protetor da Conafer. Estamos para ouvir o Relator fazer perguntas.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - O Relator tem liberdade de fala.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Sr. Presidente...
O SR. ALENCAR SANTANA (Bloco/PT - SP) - São coisas diferentes, Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Continue, Relator.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Sr. Presidente, como a verdade incomoda!
O SR. ALENCAR SANTANA (Bloco/PT - SP) - Não dá para ele fazer discursos de...
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Por favor, Excelência - por favor. Por gentileza.
O SR. JOSÉ MEDEIROS (PL - MT) - Diferença de tratamento.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Cento e vinte e nove milhões.
Ei, esse que quis que eu calasse a boca, ele disse que Vorcaro podia ter pago o Governador de São Paulo com dinheiro do INSS. Ei, quem garante que esse dinheiro aqui também não é do INSS?
Passa.
Olha como este Brasil está. Dias Toffoli - rapaz, não bastasse o Deputado que se retirou ter que deixar a CPI em 2025 porque se reuniu com Marcos Valério do mensalão -, olha só: teve que deixar a relatoria do Banco Master. E por que está aqui? Por que está aqui? Sabe por quê? Porque nós perdemos mais de um mês dos dados. Perdemos tempo, porque o Sr. Ministro não permitiu que nós, instância legítima e constitucional, tivéssemos acesso a esses dados, como hoje ainda não temos. E o Brasil está calado. Quem nomeou esse aqui?
Bora, passa.
Agora, deixe-me dizer uma coisa. Eu fui um dos que votei a favor para Lulinha estar aqui, mas tem muito menino de recado, e eu estou de saco cheio. Não permitiram. Sabe o que a Polícia Federal fez? Quebrou o sigilo bancário, fiscal e telemático de Lulinha, filho do Presidente da República. Está no Diário do Poder de hoje.
Ei, onde já se viu medida cautelar deferida sem haver indícios? Olha, uma parte da CPMI blindou Lulinha; a Polícia Federal já está no encalço aqui, com várias quebras.
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Qual é o pedido que eu faço? E olha só: de envolvimento na questão do Careca. O que é que eu peço, Sr. Presidente? Eu peço que V. Exa., na qualidade de Presidente, peça o compartilhamento desses dados, porque é um direito legítimo nosso.
Passa. (Pausa.)
E eu não falei Poder360, não? Desculpe-me: foi Poder360.
Mas por que eu faço esse desabafo? Estou cheio de discurso que fazem e na prática é totalmente diferente. Eu repudio, respeitando, mas repudio a decisão do Ministro André Mendonça de não permitir a vinda do Sr. Vorcaro na hora que facultou. Ao mesmo tempo, eu tenho que reconhecer que o Ministro André Mendonça corrigiu um gravíssimo erro de provas escondidas, possibilitando à CPMI ter os dados do Vorcaro.
Mas o que é que nós precisamos fazer aqui? - um adendo. Eu vi um discurso bonito ali do Deputado que saiu: "André Mendonça não permitiu Vorcaro sentar...". E se eu disser que figuras que reclamam de André Mendonça e tinham direito blindaram o C6, blindaram o PicPay, blindaram o Santander, blindaram a Crefisa, blindaram Gustavo Gaspar, blindaram Frei Chico, Lulinha, Paulo Boudens, Edson Claro? Ei, minha gente, respeite o entendimento do povo! Ninguém blindou mais aqui nesta CPMI do que a base do Governo. Eu acho que não deveria se ter bandido de estimação, mas não é o que acontece aqui.
Então, o Ministro André Mendonça deu uma no cravo, outra na ferradura: possibilitou que nós tivéssemos acesso aos dados do Vorcaro, que é muito importante, mas também facultou a Vorcaro não comparecer, facultou. E a base do Governo aqui, que dispensou completamente? - não deu nem faculdade. Olha, quatro instituições financeiras que praticaram os mesmos fatos dos outros bancos que estão lá na Senacon, baseada em dados, foram blindadas aqui pela base do Governo. Ou seja, minha gente, olhe para o próprio umbigo antes de estar apontando para o próximo. Vocês foram os primeiros que blindaram o sistema financeiro aqui.
Mas, enfim, eu tinha que falar isso porque estou cansado da mentira e da hipocrisia. O sistema financeiro está blindado, e a gente só tem mais um mês. Ainda falta muita gente para vir. Mas, para desgosto daqueles que podem estar no bolso do sistema financeiro, eu reapresentei, pedindo para PicPay, Santander, C6 e Crefisa depoimento aqui. E aí vamos ter que botar a digital de novo. Vamos saber quem é empregado do sistema financeiro e quem é menino de recado.
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Outra coisa que eu não posso deixar de registrar. Eu tenho respeito pelo Deputado que se ausentou, mas eu não concordo que o Fictor, que está na base do problema do Master, esteja atuando diretamente para orientar a testemunha com presença de Deputado. O Deputado não aprendeu com o passado, quando teve que sair de uma CPI porque pegou uma carona com o principal investigado chamado Marco Valério. Eu não concordo. Eu acho o seguinte: se tem Senador envolvido, prenda o Senador. Se tem Deputado, prenda o Deputado. Se tiver Presidente da República, seja lá o escambau que for, banqueiro... Agora, se reunir através da Fictor, que está entranhada nos problemas do Master, eu acho isso não apenas uma ilegalidade, mas passível de uma investigação.
Mas aí, passada essa fase inicial, vamos aqui ao porquê de essa senhora estar sentada aqui.
Sra. Ingrid, boa tarde.
A senhora pode me dizer onde está o seu esposo, Cícero Marcelino?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS (Para depor.) - Está preso.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Em qual unidade prisional?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Caiuá.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Isso fica perto da residência de vocês?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Não.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Há quanto tempo seu esposo está preso?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Três meses.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - A senhora sabe dizer qual o motivo da prisão?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Ele está preso preventivamente.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Mas sabe dizer qual o motivo da prisão dele?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Não.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Quem é Cícero Marcelino? Cícero Marcelino é o principal operador financeiro da Conafer - que aquele bandido Carlos Lopes até hoje está foragido. Mas, Carlos Lopes tinha um operador financeiro: era o esposo dela. Esse operador financeiro veio aqui depor livre. Quem foi que pediu a prisão de Cícero Marcelino? Aqui, a CPMI; ou seja, quando essa CPMI começou, Senador Bittar, não tinha um único envolvido com o escândalo do INSS preso. Não tinha um único.
Agora, deixe-me contar uma brincadeira para vocês.
Depois eu volto para isso.
Passa. Passa. Passa. Passa. Passa. Pode passar mais. Pode passar mais. Não, volta um. Volta outro. Eu quero o Stefanutto.
Quem disse que essa CPMI aqui vai a reboque da Polícia Federal? A Polícia Federal disse que o Stefanutto estava ganhando uma mesada de R$250 mil por mês. Em dois anos, R$6 milhões. O trabalho da CPMI aumentou isso aí sabe para quanto? Para R$50 milhões. O grupo criminoso liderado por Stefanutto, nessa teia de esquema, o Presidente do INSS na gestão Lula conseguiu desviar R$50 milhões. Descoberta da CPMI. Aquele cidadão que sentou aí e teve Deputado dizendo que ele estava de parabéns por falar a verdade, aquele maloqueiro que se levantou com dedo em riste para mim, aquele criminoso: R$50 milhões. Está aqui ó, tem de tudo: tem advocacia, tem pizzaria, tem o que vocês quiserem. No final, R$50 milhões para o Presidente do INSS, por dois anos da gestão do atual Governo, tá? Isso aqui é para mostrar que a CPMI está de olho, investigando e ultrapassando, e muito, aqueles que apostaram que não ia dar em nada.
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Agora, volta lá para o início.
Então, Sra. Ingrid, a senhora poderia citar aqui, para os Deputados e Senadores, de quais empresas dos últimos cinco anos a senhora fez parte como sócia ou administradora?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Bom, antes de citar empresas e etc., eu vou contar um pouquinho da minha história.
Desde 2014 eu sou casada com o Cícero e em 2015 eu engravidei. A partir dessa data da minha gestação, o Cícero e eu, em comum acordo, combinamos que eu não iria trabalhar e iria cuidar exclusivamente dos meus filhos, dedicar à educação das crianças e dar o tempo de qualidade para eles. Então, a partir desse momento, eu não trabalhei mais. Eu tentei trabalhar quando o Bernardo, meu filho maior, tinha um aninho de idade, porém ele não se adaptou na creche, ele teve greve de fome, chorou bastante, então a partir dessa data, eu não trabalhei mais nada.
Depois disso, com o decorrer dos tempos, eu decidi, eu e o Cícero decidimos que eu não iria trabalhar, que era melhor eu ficar em casa, cuidar dos meus filhos e da minha família. Então, em relação a empresas, transferências, eu não vou conseguir responder nada para vocês, porque quem geria tudo isso, como ele falou também aqui para todos vocês, era o meu esposo, Cícero Marcelino. Inclusive, até traiu minha confiança quando a Polícia Federal bateu na minha porta, acordando meus filhos e constrangendo minha família.
Então, para mim, tudo isso aqui é uma surpresa. Inclusive, para mim, estar aqui também está sendo muito difícil, porque eu nunca imaginei passar por uma situação dessa.
Então, em relação ao nome de empresa, quanto recebeu, quanto deixou de receber, etc., era tudo o Cícero que fazia essa parte de gestão operacional.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Sra. Ingrid, voltando à pergunta... Eu, sinceramente, não sei se a senhora está falando a verdade ou não. Não posso, não tenho como aquilatar isso agora.
Voltando à pergunta: a senhora sabe dizer de quais empresas a senhora é sócia-administradora?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Sei, as que estão no...
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Pronto, já melhorou.
IBC Prudente Administrativo, a senhora faz parte dela?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Acredito que sim.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Ela movimentou... ela movimentou R$63 milhões, quase R$64 milhões. Através dela, também foi paga propina a vários agentes públicos. A senhora tinha acesso a essa conta?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Não.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - A senhora, em alguma vez, assinou algum documento relacionado à transferência de valores?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Não.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Não?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Transferência de valores, não.
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O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Não?
A senhora foi quem abriu a conta dela em banco?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Meu esposo levava bastantes papéis para eu assinar e, como eu confiava nele, eu assinava e ficava em casa.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Bacana.
Agropecuária PKST, a senhora é sócia dessa agropecuária ou foi sócia?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Acredito que sim.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - A senhora sabe qual era o objetivo dessa agropecuária?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Não.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - A senhora já esteve alguma vez na sede da IBC Prudente?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Não.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - A senhora já esteve alguma vez na sede da Agropecuária PKST?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Não.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Olha, eu já vi fantasma movimentar dinheiro, mas ela nunca teve... A primeira foi 63 milhões que recebeu dos velhinhos e aposentados de INSS, a segunda recebeu 60 milhões. Olhem, aposentados e pensionistas, essa moça aqui recebeu 120 milhões, através das empresas dela, de aposentados e pensionistas - dinheiro roubado, dinheiro roubado. E está dizendo a nós aqui que foi o esposo dela quem pegou a documentação e fazia a movimentação, que ela inclusive está surpresa e que ele quebrou a confiança dela.
A senhora se separou dele?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - No momento não, porque eu acho que não deve se separar num momento desse, né?
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Sim, senhora. Tá, tá.
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - E posteriormente ainda não sei o que eu vou fazer.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Tá.
Nobre Serviços de Eventos Ltda., a senhora conhece a Nobre?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Não, conheço só de nome.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Já esteve lá alguma vez?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Não.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Sabe o serviço que ela presta?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Não.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Recebeu R$18 milhões. Aqui a gente já vai para R$140 milhões.
A senhora conhece a Agropecuária Pikinskeni?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Meu marido que conhece todas, eu não conheço nada.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - A senhora não conhece, não? Agora esse sobrenome aqui e daqui também, PKST... Esse Pikinskeni é do seu marido ou da senhora?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - É o meu.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Onze milhões de reais. Pergunto à senhora... Aqui a gente fecha 150. Eu pergunto à senhora: sabe o que a agropecuária fazia com esse dinheiro de aposentado e pensionista?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Não, quem geria era o meu esposo.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Coopetec (Cooperativa de Trabalho dos Profissionais Atuantes em Consultoria, Instrutoria e Educação), nome bonito. A senhora é Presidente desde 2018, recebeu quase R$2 milhões. Conhece a Coopetec?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Quem geria todas era o meu esposo.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Tá.
Olha só, a senhora... No meu tempo de menino, tinha O Homem de Seis Milhões de Dólares. Pô, eu gostava de assistir àquilo. Eu achava que era um dinheiro que eu nunca na vida ia saber. Olha que bacana, a senhora é uma mulher de R$156 milhões - R$156 milhões roubados de aposentado e pensionista.
Aí eu vou voltar: a senhora conheceu o Marcelino onde?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Conheci ele na igreja.
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O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - A senhora sabe dizer em que ele trabalhava quando a senhora o conheceu?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Ele trabalhava vendendo maquininha de cartões.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - A senhora se recorda de quanto ele recebia na época que a senhora o conheceu?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Não recordo.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - A senhora morava onde logo no início dessa relação com ele?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Eu morava em Presidente Prudente.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Não, desculpa, eu me expressei mal. O Marcelino morava onde?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Em Presidente Prudente.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Presidente Prudente.
A senhora se recorda do imóvel em que ele morava?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Não, eu acho que ele morava com a mãe dele, se não me engano.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Morava com a mãe dele.
A senhora passou a viver com o Sr. Marcelino a partir de qual ano?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - De 2014.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Vocês, quando passaram a conviver, eu falo de forma marital, foi a partir de 2014?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Sim.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Vocês moravam onde?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Eu morava em Santos, e ele morava em Prudente.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - E por que cada um morava num canto diferente?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Porque Deus quis assim.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Eu... Em tudo, Deus... Em tudo, Deus está na frente mesmo, mas qual era o motivo pelo qual um morava em um canto e outro em outro? Vocês trabalhavam? O que é?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Como a gente se conheceu?
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Não, não, não. Como é que vocês... A partir do casamento ou do momento em que passaram a viver juntos, onde vocês moravam?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - A gente morava em Presidente Prudente.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Pronto. Onde?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Bairro, você fala?
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Eu falo casa...
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Casa?
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Sim.
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Não lembro, faz muito tempo.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Poxa, a senhora não lembra a casa em que morava?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Eu já me mudei muitas vezes.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Pelo amor de Deus! Olha...
Era casa própria ou alugada?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Alugada.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Alugada.
A senhora morou em casa alugada até que ano?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Não me recordo...
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Então, vou fazer uma pergunta inversa: qual foi a primeira casa própria que vocês tiveram e o ano?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Eu não vou me lembrar com exatidão.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Mas lembre com alguns intervalos de meses... Não tem problema, não. Qual foi o ano?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Eu acredito que 2020.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Pronto. Então, a gente tem uma data. Em 2020, possivelmente, vocês adquiriram a primeira casa própria.
A senhora participou da compra dessa casa ou foi tudo responsabilidade do Sr. Cícero?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Foi tudo responsabilidade dele.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - A senhora permaneceu nessa casa com ele até que ano?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Ah, não vou saber te falar.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Não sabe falar se foi um ano, dois anos? Depois dessa casa, vocês foram para onde?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Não, porque a gente mudava muito, né?
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Depois dessa casa, vocês foram para outra casa própria?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Eu acredito que eu fui para Santos morar de aluguel para ficar próximo a minha família.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Certo.
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Depois, eu voltei para Prudente...
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Quando a senhora voltou para Prudente, passou a morar onde?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Na casa.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Na mesma casa?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Na mesma casa.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Até hoje a senhora permanece na mesma casa?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Não.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Quando foi a mudança dessa casa para o imóvel atual?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Em 2022.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Pronto.
Essa casa em que a senhora mora hoje é melhor do que a casa que vocês moravam até 2022?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Sim.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Quem comprou?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Não compramos.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - É alugada também?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - É alugada.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - É alugada até hoje, é?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - É.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - É alugada.
A sua vida teve uma mudança de condição durante esse percurso aí de casamento?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Sim.
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O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Quando foi que vocês puderam olhar um para o outro e dizer "olhe, nós estamos vencendo"?
O SR. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - A partir de 2020, 21.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - A senhora saberia explicar por que essa mudança de chave nessa época?
O SR. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Eu acreditei que meu marido fosse um empresário.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - A senhora conhece o Sr. Carlos Lopes, da Conafer?
O SR. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Eu já o vi umas duas ou três vezes.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Ele já frequentou a sua casa?
O SR. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Não.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - A senhora já frequentou a casa dele?
O SR. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Não.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - A senhora sabe dizer se seu esposo tinha negócios com ele?
O SR. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Acredito que sim.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - A senhora sabe dizer quais tipos de negócios?
O SR. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Não.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Eu vou, daqui a pouco, fazer umas perguntas à senhora, mas queria que a senhora gravasse o valor que chegou às suas empresas: R$156 milhões.
Passe aí, por favor. (Pausa.) Passe aí. (Pausa.) Eu queria aqueles gráficos.
A senhora conhece um local associativo chamado AAB?
O SR. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Não.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Já esteve lá?
O SR. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Não. Não conheço nem estive.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Sabe quem é o Presidente?
O SR. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Não.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - A senhora já esteve no Instituto Terra e Trabalho?
O SR. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Não.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - A senhora sabe dizer por que recebeu dinheiro da AAB e do Instituto Terra e Trabalho através das suas empresas?
O SR. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Eu não vou saber dizer, porque era o Cícero que geria tudo. Eu não cuidava nem das contas, nem de valores, de transferências, nada.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Passe aí, por favor.
A senhora conhece a Conafer?
O SR. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Por falar, sim.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Por falar? Já esteve lá alguma vez?
O SR. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Não.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Sra. Ingrid, a senhora, por meio das suas empresas aqui, recebeu aqui mais de R$150 milhões. A senhora é administradora. A senhora já viu alguma prestação de serviço ou fornecimento de material por essas empresas?
O SR. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Eu não tinha conhecimento de valores, do que entrava, do que saía...
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - A pergunta é: a senhora, como proprietária dessas empresas, já viu alguma prestação de serviço por meio delas ou fornecimento de material?
O SR. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Eu vou exercer meu direito de ficar em silêncio.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Está bom.
Olhem, este Brasil é um espetáculo. A burocracia foi feita para roubar com legalidade. Eles criaram uma teia, esta teia de empresas aqui: IBC, Agropecuária PKST, Agropecuária Pikiskeni, Cooptec, Nobre Serviço de Eventos, Santos Consultoria, tudo terminando nela como sócia-administradora... Mais de R$150 milhões!
Senta aqui - é bom demais -, não precisa falar, não precisa esclarecer nada: "Foi o meu marido", "quebrou a confiança". É dinheiro roubado de aposentado e pensionista, mas isso é besteira.
Agora, imaginem: rouba do INSS a Conafer mais de R$850 milhões, R$850 milhões!
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Carlos Lopes tinha Senador e Deputado no bolso - no bolso, no bolso -, o que no relatório estará presente. No bolso, R$850 milhões! Carlos Lopes, através desse esquema criminoso aqui, dela e do esposo, tinha Deputado e Senador no bolso, ganhando propina, ganhando propina.
Passe aí, por favor.
O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS) - Só uma atualização, Presidente.
O Sr. Carlos Roberto segue foragido?
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG. Fora do microfone.) - Segue.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Segue.
(Intervenção fora do microfone.)
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Mas olhem, só tem uma vantagem nisso: é que agora, quando for preso, não vai ter mais nenhum pressuposto para liberação, porque está fugindo da aplicação da lei penal. Ele... Quando for preso também, eu quero ver como vai ser esse habeas corpus. Eu estou doido pra ver a mudança da jurisprudência.
Aqui é a mesma coisa envolvendo ela e o esposo. Sabem para quem? Para André Fidelis, para Thaisa Hoffmann, para Virgílio. Olhem que interessante! A moça não sabe de nada e pode não saber mesmo, mas o dinheiro da empresa dela, das empresas, que saiu desses R$850 milhões e se transformou em 154, pagou propina a uma parte dos funcionários do INSS. Deixe-me dizer: não era funcionário que ganhava um salário mínimo, não; era funcionário de topo de carreira - Stefanutto, Virgílio, André Fidelis, esposa de um, filho de outra... Então, vejam aonde nós chegamos, mas sabem o que é mais interessante nisso? Cada esquema desse aqui foi descoberto aqui, na CPMI, que o Governo tanto trabalhou para não ser instalada e que tantos têm trabalhado para não ser prorrogada.
Passe aqui, por favor.
Aqui, a gente chega a esse esquema; nesse esquema, a gente chega a vários outros. Como eu disse que eu não tenho bandido de estimação, aqui também chega ao ex-Ministro José Carlos Oliveira, o Sr. Ahmed Oliveira Andrade. Aqui tem muitos, muitos que ainda irão aparecer no relatório.
Passe.
Agora, quem está pagando propina é ela, mesmo sem saber, segundo ela.
De novo.
Este aqui eu não quero nem que passe, nem era para estar aqui. Bora, bora, tire, tire, tire, tire, tire aqui.
Tirou aquilo lá? Tinha outro ou não? Veja mais um antes. (Pausa.)
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Aí aqui... Olhem, eu não vim para cá para perseguir quem quer que seja. Eu estava longe de querer fazer papel aqui de acusador, mas tive a honra de ser escolhido pelo Presidente através de vocês. Olhem. Aqui tem um colega nosso, o Deputado Federal Euclydes Pettersen, de Minas Gerais, e aqui tem toda uma linha de pagamento de propina, e essa linha passa pela Sra. Ingrid, ou seja, a gente não tem como lavar a roupa suja sem olhar também dentro da nossa Casa. Pode não dar em absolutamente nada, mas o meu papel eu vou fazer. Isso aqui é um esquema tão complexo de lavagem de dinheiro e pagamento de propina que eu não gostaria de me imiscuir tanto neste momento, porque vai estar no relatório, mas por que eu fiz questão de apresentar? Porque todas essas empresas dela - e o esposo também - estão exatamente na teia de pagamento de propina a André Fidelis, a Stefanutto, a Virgílio, à esposa de Virgílio, ao Deputado Federal... Então, está aqui. Não diziam que isto aqui ia dar em pizza? Não diziam que isto aqui não ia para canto nenhum? Então, aqui está sendo apontada a teia participativa dela e do esposo, e o dinheiro, por vários modos, chegando até o Deputado Federal. "Ah, Alfredo, tem como provar?" Infelizmente, sim. Está aqui e está devidamente registrado.
Pode tirar isso aí.
Pergunta que eu faço à senhora: a senhora conhece algum Deputado Federal?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Não.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - A senhora já esteve com o Deputado Euclydes alguma vez?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Não.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Sabe o relacionamento do seu esposo com o Deputado Euclydes?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Não.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - A senhora já ouviu falar no Senador Weverton Rocha?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Não.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Já esteve com ele alguma vez?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Não.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Seu esposo já disse alguma vez à senhora se pagava propina a político?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Não, nunca, até porque eu não aceitaria.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - A senhora não aceitaria, né?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Não.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Está certo. Então, agora eu vou fazer outras perguntas à senhora, mas parece que o padrão de resposta vai ser o mesmo, mas eu vou perguntar para não ficar devendo.
Desses mais de R$150 milhões, quantos foram movimentados pela senhora?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Não sei dizer. Quem geria era o meu esposo.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - A senhora nunca movimentou recursos, então?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Não. Só quando ele pedia para fazer algum tipo de pagamento, mas era bem, bem... Quando ele não conseguia fazer mesmo.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - E a senhora recorda algum pagamento que fez?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Não.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Não? A senhora é tão nova... Memória fraca.
A senhora sabe dizer a quem é dado o apelido Herói...?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Não.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - ... no pagamento de propina?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Não.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Não? Foi a senhora quem colocou esse apelido?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Não.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - A senhora nunca estranhou o aumento patrimonial do seu esposo, não?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Não, eu achei que ele fosse um empresário bem-sucedido.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Pronto. Então, vamos parar aí. Agora ela vai poder esclarecer.
Seu esposo: um empresário bem-sucedido de que ramo? Que a senhora achou? De que ramo a senhora achou?
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A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - É... Consultoria, administrativo... Ele sempre foi vendedor.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Pronto! Então, a senhora achou que seu esposo era um empresário bem-sucedido em consultoria.
Seu esposo é formado em quê?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Não tem formação.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - E ele ia prestar consultoria em quê?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Da vida, né?
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Da vida? (Risos.)
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - É, porque eu tenho...
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Senhores, por favor.
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Eu tenho formação em administração.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Vou pedir a gentileza...
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - A senhora...
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - E não exerço.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - ... de respeitarmos a resposta da depoente, por gentileza.
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - E não exerço. Se você me perguntar qualquer coisa, eu não vou saber exercer, porque eu só tenho formação acadêmica, mas quem tem experiência de vida, eu acredito...
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Doutora, eu sei que a senhora é formada em administração e respeito isso, mas nós estamos falando do seu esposo, e a senhora disse que ele era quem movimentava tudo.
Essas empresas movimentaram a crédito e a débito mais de R$315 milhões. Aí, a senhora casou com um homem que acertou com a senhora - e é um direito de vocês, após terem se conhecido na igreja - que a senhora não ia precisar trabalhar. Não foi isso? Pronto. De repente, o seu esposo dá uma chave na vida e começa a ganhar dinheiro. Aqui é uma pergunta muito simples, a gente quer aprender também. A senhora pensava que ele trabalhava com consultoria. Aí, eu perguntei: "Formado?". "Não." "Consultoria em quê?" "Consultoria da vida." Me dá um exemplo?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Eu vou ficar em silêncio.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - A senhora conhece a Fortuna Loterias?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Vou ficar em silêncio.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - A senhora pode me dizer qual a sua relação com a Santos Consultoria?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Eu vou exercer o meu direito de ficar em silêncio.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - A senhora pode me dizer qual a sua relação com a To Hire Cars?
A SRA. INGRID PIKINSKENI MORAIS SANTOS - Eu vou exercer o meu direito de ficar em silêncio. (Pausa.)
(Intervenção fora do microfone.)
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Eu vou suspender a sessão por 15 minutos.
(Soa a campainha.)
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(Suspensa às 18 horas e 14 minutos, a reunião é reaberta às 19 horas.)
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Está reaberta a sessão.
Srs. Deputados e Deputadas, Srs. Senadores e Senadoras, enquanto aguardamos o laudo oficial com relação ao estado de saúde da depoente, vamos dar sequência às palavras.
Aqueles que quiserem se manifestar... Nós vamos... Mas vamos terminar com o Relator.
Pergunto se o senhor ainda tem...
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL. Fora do microfone.) - Tenho, Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Perfeitamente, Excelência.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL. Como Relator.) - Presidente, eu me compadeço do estado da depoente, mas queria deixar registrado aqui que, em nenhum momento, extrapolei qualquer condução no depoimento dela, pelo meu respeito, mas também não tenho como pintar de rosa o que está bem escrito em letras que envergonham o Brasil.
Presidente, para finalizar, só gostaria de relembrar que a depoente recebeu, além das contas da empresa, mais de R$13 milhões, infelizmente dinheiro dos aposentados e pensionistas do Brasil. Lágrimas, a gente nunca pode duvidar da sinceridade, mas o crime praticado também foi muito grave, e o nosso objetivo maior é que todos, independentemente de quem seja, têm que responder por esse desvio bilionário que matou, fez sofrer, penalizou milhões de aposentados e pensionistas.
Obrigado, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Vamos seguir a ordem de inscritos aqui?
Deputado Duarte Jr.
O SR. PAULO PIMENTA (Bloco/PT - RS. Pela ordem.) - Pode ler a ordem para nós, Presidente?
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Posso.
Eu entendo que, se todos concordarem, vamos manter os dez minutos que estavam previstos anteriormente para que cada um se manifeste.
A SRA. ADRIANA VENTURA (NOVO - SP. Fora do microfone.) - É muito, Presidente.
A SRA. CORONEL FERNANDA (PL - MT. Fora do microfone.) - Não, deixa dez mesmo.
(Intervenções fora do microfone.)
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Não, eu vou... Dez minutos, para que cada um possa...
Bem, eu vou ler aqui a ordem: Deputado Duarte Jr.; Senador Marcio Bittar; Izalci Lucas, que pediu para passar para a parte final e teve que se ausentar; Coronel Fernanda; Paulo Pimenta; Luiz Lima; Marcel van Hattem; Alencar Santana; Rogerio Marinho; Coronel Chrisóstomo; Zé Trovão; Damares; Sidney Leite; Adriana Ventura; Kim Kataguiri; Evair Melo; Sóstenes Cavalcante; Mauricio Marcon; e Deputado José Medeiros. O.k.?
Vamos inscrever o Deputado Ribeiro.
Pois não, Deputado Duarte Jr.
O SR. DUARTE JR. (Bloco/PSB - MA. Pela ordem.) - Sr. Presidente, antes de mais nada, eu queria só saber se V. Exa. pode confirmar quem serão os depoentes desta quinta-feira.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Posso.
Estão previstos o Sr. Paulo Otávio Montalvão Camisotti, que já está convocado e devidamente orientado, e também o Sr. Edson Cunha de Araújo, Deputado Estadual do Maranhão.
O SR. DUARTE JR. (Bloco/PSB - MA) - Perfeito.
Sr. Presidente, eu quero, aqui, lembrar a todos que aqui estão que, no final do ano passado, o Deputado Estadual maranhense no exercício do mandato, o Deputado Edson Araújo, ameaçou os trabalhos desta CPMI. Não foi só ameaça a um Parlamentar, não foi só ameaça a mim e à minha família, mas foi a tentativa de obstruir os trabalhos desta Comissão Parlamentar Mista de Inquérito.
Eu quero parabenizar, mais uma vez, V. Exa., Sr. Presidente, e todos esses membros...
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Obrigado.
O SR. DUARTE JR. (Bloco/PSB - MA) - ... porque nós temos a oportunidade de ouvir um Parlamentar que exerce o seu mandato, mas nós temos provas incontroversas de que, infelizmente, utiliza o seu mandato para se servir, se beneficiar e também beneficiar os seus.
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Nós tivemos acesso à quebra dos sigilos. Por isso que esta CPMI agiu corretamente ao quebrar os sigilos no ano passado e, tão somente após o recebimento da documentação, fazer a oitiva do Deputado Estadual Edson Araújo. E nós nos surpreendemos porque, no ano passado, no ano de 2025, em apenas seis meses do ano de 2025, o Deputado Estadual recebeu, em sua conta pessoa física, o incrível valor de R$18,5 milhões. E, para quem acha que isso é tudo, não é: no ano de 2024, somente no mês de junho de 2024, em sua conta pessoa física, o Deputado Estadual Edson Araújo recebeu R$54,9 milhões.
Se V. Exas. se espantam com esse valor, eu peço a V. Exas. que busquem a quebra do sigilo, a que esta Comissão tem acesso, está nos arquivos que V. Exas. receberam toda essa documentação.
Quando a gente observa que o Deputado Estadual Edson Araújo recebeu todos esses valores, a gente percebe que não é só ele. Quando aqui nós recebemos a Ingrid - e, infelizmente, não foi possível concluir a oitiva dela -, existem outros questionamentos, porque a gente percebe que foram R$300 milhões. São milhões e milhões de reais! Mas como é que se chega a esse patamar? É porque não é um dinheiro de uma atividade empresarial justa, lícita, correta; porque, se fosse, demoraria para se ter tal riqueza.
São 12 empresas no nome da Ingrid, do seu marido, algumas no nome do seu irmão, em que não tem uma pessoa com carteira assinada. Nunca assinaram uma carteira! São 12 empresas que não tem como comprovar, porque nunca prestaram um efetivo serviço a ninguém, mas serviram tão somente para poder justificar que, após o dinheiro ser roubado da conta dos aposentados, dos pensionistas, das pessoas com deficiência que recebem BPC, dos pescadores que recebem seguro-defeso... A retirada desse dinheiro após descontos associativos ilegais, imorais e indevidos, esse dinheiro tinha que ir para algum lugar, e o caminho eram empresas de fachada como essas - exemplo: a própria Conafer.
E eu disse aqui... Eu lembro que, logo após, eu conversei com o Senador Presidente Carlos Viana. Foi a primeira vez que teve aqui quase um estranhamento da nossa relação, mas, de lá para cá, houve uma evolução tremenda. Nós conversamos, mas ali eu demonstrei minha total indignação, porque eu sabia que nós estávamos diante de um bandido, de um marginal, de um ladrão de pessoas vulneráveis. Não à toa que hoje o Presidente da Conafer está - até hoje - foragido.
Onde esse sujeito está? Onde ele se escondeu? Quem está protegendo ele? Quem está acobertando ele? Veio aqui com as mãos pintadas, veio aqui com as mãos preparadas para uma guerra, para um combate; não para poder tentar se justificar, tentar se explicar ou confessar o crime grave que cometeu.
Eu quero aqui, mais uma vez, lembrar a V. Exas.: quando, às vezes, eu me indigno com algum comportamento de piadinha, de sorrisinho ou de briga boba, como se aqui a gente estivesse discutindo qual é melhor, se é o Flamengo, se é o Vasco, se é o Moto ou o Sampaio, é porque a gente não está falando de um crime qualquer. A gente está falando de um escândalo brutal de corrupção, um esquema brutal de corrupção, porque são poderosos, são políticos, são membros da mais alta corte do Poder Judiciário, são membros do Poder Executivo, são aqueles que estavam como procuradores federais do INSS, são pessoas que recebiam altos salários, cheios de penduricalho - mas não era o suficiente, porque são gulosos, são gananciosos, são bandidos na sua essência, que roubaram pessoas que vivem em estado de extrema vulnerabilidade.
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Eu estou falando de poderosos que se uniram, se reuniram e, sem pensar duas vezes, criaram um esquema para roubar os velhinhos, para roubar os idosos que ficam lá no litoral ocidental do Maranhão, lá em Cururupu, lá em Mirinzal, lá em Central, lá em Cedral, lá em Pinheiro, lá em São Luís, na Cidade Operária, na Cidade Olímpica, no Coroadinho, na Liberdade. São os poderosos do colarinho branco, que vencem eleições prometendo cuidar das pessoas, servir às pessoas, resolver o problema das pessoas, acabar com a fila da saúde, acabar com o esgoto a céu aberto, mas, quando aqui chegam, eles não pensam duas vezes, só pensam em aumentar os seus privilégios ou pensam em brigar entre si, "porque, ah, a direita...", "porque, ah, a esquerda...". Meus amigos, data maxima venia, tem gente boa e gente ruim em tudo que é lugar. Tem bandido na direita, assim como tem bandido na esquerda. Tem ministro que decide de forma correta, mas tem ministro que decide de forma equivocada.
Perfeição - e aqui, como católico cristão, eu digo a V. Exas. -, tão somente no reino dos céus. Nós somos falíveis, e é por isso que nesses dias, nessas semanas que restam, eu conclamo para que a gente possa fazer uma autocrítica, uma reflexão, porque, se a gente não se unir entre nós, entre pares, e focar em encontrar esses corruptos, esses bandidos, e colocá-los atrás das grades, infelizmente, a gente não vai conseguir avançar ainda mais do que a gente já está avançando. É claro, existem dezenas - mais de duas dezenas - de pessoas que estão presas por força muito especialmente desta CPMI, da Polícia Federal, mas muitos ainda precisam ser identificados e punidos.
E é por isso que aqui, Sr. Presidente, eu fiz uma denúncia de um fato que ocorreu em 2023, no Estado do Maranhão. O Maranhão é um estado que não tem a sua maior bacia hidrográfica do país, mas tem o maior número de pescadores. Nos anos de 2023 e 2024, o Maranhão foi o único estado que aumentou o número de beneficiários do seguro-defeso, aumentou mais de 130 mil beneficiários do seguro-defeso. Aí alguém se pergunta: teve alguma campanha? Foi um maremoto que aumentou o mar, a quantidade, o litoral maranhense? Não, não foi. É bandidagem, é corrupção, é sacanagem. Infelizmente esses ainda não foram alcançados.
Em 2023 - eu tenho um vídeo, postei hoje nas minhas redes sociais -, um pescador, ao negar para um assessor de um Parlamentar maranhense dividir, rachar, fazer a rachadinha do seguro-defeso, ele foi atropelado. Ele foi atropelado e está filmado. Isso aconteceu em 2023. E aí vocês se perguntam: e o que que aconteceu com esse Parlamentar? O que aconteceu com esse assessor de Parlamentar? Porque as imagens demonstram qual é o veículo. As imagens, se tiver uma perícia, a gente consegue identificar qual é a placa. A gente sabe o local. Existem outras câmeras que podem pegar o trajeto daquele local onde esse pescador foi atropelado, ameaçado, qual o trajeto que o veículo fez e identificar, de fato, quem ali estava dirigindo. As pessoas sabem quem estava, mas, para poder punir, foi como o nosso Relator Alfredo Gaspar destacou, a gente precisa seguir regras. O povo do Maranhão sabe quem é o assessor e quem é o Parlamentar que ameaçou o pescador para tentar roubar metade do seguro-defeso desse pescador, mas, para que a gente possa aqui punir com toda a firmeza, a gente precisa seguir o passo a passo processual, senão o que vai acontecer é chamá-lo aqui, recebê-lo aqui e ele falar: "Vou permanecer calado", porque ele não vai constituir prova contra si.
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Por isso, eu quero dizer do meu orgulho, Presidente, de fazer parte desta CPMI. Eu acredito muito que pode ser que a gente não consiga resolver todos os problemas, mas esta CPMI, de agosto até este mês de março - e, se Deus quiser, conseguindo prorrogar por mais 60 dias -, mostrou ao povo brasileiro ao que veio.
Teve a coragem de abrir essa caixa-preta e lutar por aqueles que são vistos durante o período eleitoral, mas, durante o mandato, quase nunca são lembrados.
(Soa a campainha.)
O SR. DUARTE JR. (Bloco/PSB - MA) - Mas, por esta Comissão, pelo nosso trabalho, estão sendo lembrados, estão sendo preservados e estão sendo cuidados.
Por isso é que aqui eu destaco que, no Estado do Maranhão, nós já conseguimos a devolução de mais de R$150 milhões aos aposentados. Isso beneficiou diretamente mais de 198 mil pessoas. Eu tenho certeza de que, quanto mais a investigação avançar, mais a gente vai conseguir proteger aqueles que mais precisam.
Esse é o nosso encaminhamento.
Meu muito obrigado.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - O Senador Marcio Bittar com a palavra.
O SR. MARCIO BITTAR (Bloco/PL - AC. Pela ordem.) - Presidente, primeiro eu quero cumprimentar o senhor...
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Muito obrigado, Excelência.
O SR. MARCIO BITTAR (Bloco/PL - AC) - ... o Senador Viana, nosso colega. Tenho orgulho de vê-lo como nosso Presidente. E ao Deputado Alfredo, parabéns. V. Exas. estão cumprindo um papel fantástico para o Brasil.
Mas tenho a impressão, com todo o respeito - inclusive à fala do nosso colega Duarte -, de que não se percebeu ainda - um monte de gente - diante do que nós estamos.
Quando eu ouço colegas nossos, muito bem-intencionados, dizendo o seguinte: "Mas tem gente que não presta na direita e na esquerda", não sabem quem estão enfrentando! Porque isso não é coincidência, meu Relator Alfredo, isso é método. Isso é DNA do PT e da esquerda.
Você tem gente que não presta em tudo quanto é lugar? Tem. Mas existe um grupo que, em nome de uma ideologia, em nome de uma utopia, está disposto a tudo. Quando V. Exa. veio aqui, nobre Relator, a esquerda vira aqui... Enquanto os conservadores, no final de semana, vão à missa, vão ao culto, vão cuidar da família, eles passam o final de semana reunidos, sabendo que não vão conseguir colocar na conta do Presidente Bolsonaro essa roubalheira. Mas vêm aqui com o objetivo seguinte: "Se nós embaralharmos 10% da opinião pública, já ganhamos!".
Então, quando eu vejo colegas nossos, bem-intencionados, dizendo o seguinte: "Não, mas tudo bem, tem gente que não presta de um lado e do outro", amigo, quem ainda pensa assim não sabe o que está enfrentando! Nós estamos enfrentando uma ideologia maligna, doentia! Como escreveu Olavo de Carvalho: "Toda teoria revolucionária é uma doença mental".
Portanto, volto a dizer: esse é meu papel nessa CPMI, Sr. Presidente, tentar dizer a brasileiras e brasileiros que nos prestigiam com sua audiência isso que eu estou falando aqui. Esse DNA está no mensalão ou é outro DNA? É o mesmo. Ganharam uma eleição, fizeram assim: "Nós não temos a maioria no Congresso, o que é que faz?"; "Compra!" - esse é o DNA.
Depois, Lava Jato: o mesmo DNA. Depois, fraude no INSS. Quem não se lembra dos fundos de pensão? Servidores públicos - aqueles que eles dizem defender - estão pagando até 2034 pelo que fizeram com os fundos de pensão. É o mesmo DNA.
Com os Correios, que agora voltaram a dar prejuízo de novo, é a mesma coisa - o mesmo DNA.
Portanto, meu papel aqui é tentar alertar brasileiros e brasileiras de bem de que nós não estamos diante de um Governo em que um elemento ou outro tem associação com o crime organizado. Não! O crime organizado é a esquerda.
Quanto tempo mais nós vamos demorar para entender - alguns dos nossos - que é método, é DNA? A esquerda, para chegar ao poder, faz qualquer coisa e, para se manter, a mesma coisa.
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Por que esta CPMI tem sim que investigar o Banco Master? Porque, como disse o nosso Relator, onde nasceu o monstro? Na Bahia do PT, que está com 20 anos que governa; aliás, um dos estados mais perigosos do Brasil - até Caraíva agora tem crime organizado. Como disse aqui o nosso... É, até Caraíva tem crime organizado, Caraíva é na Bahia, sul da Bahia, local belíssimo, praias maravilhosas. A origem onde foi? A origem ideológica, porque, na causa deles, tudo vale. Em nome do projeto, quando o José Dirceu foi preso, levantou a mão para cima, tratados como heróis quando são pegos. Como é que começou? Na Bahia. Governo de quem? Rui Costa, que é agora quem? Ministro da Casa Civil. Uma estatal vendida por valor irrisório, transformada em fintech e por decreto recebe monopólio de 15 anos sobre consignados, objeto desta CPMI, de centenas de milhares de servidores.
Então, Sr. Presidente, nós estamos diante de mais do mesmo, não é nada diferente. E isso virou um Banco Master, que teve, quando se incorporou no esquema da Bahia, 15 anos para explorar consignado de servidores do Executivo, do Legislativo e do Judiciário, e foi aumentando - e foi aumentando - seus tentáculos. Começou a pegar previdências de vários municípios do Brasil e foi criando uma - no popular, como chamam aqueles esquemas que se dissolvem, enganando as pessoas - uma pirâmide financeira. E aí, graças a Deus, nós aprovamos, no mandato passado, a independência do Banco Central, porque qual era a solução desse grupo? Era fazer com que o BRB de Brasília pagasse o prejuízo. E aí o Banco Central, independente, que tem que continuar sendo independente, barrou. E aí isso acabou explodindo. Mas hoje o que nós sabemos? Que eles posso falar compraram, posso falar assediaram, mas o fato é que, percebendo o tamanho do esquema, nós estamos vendo um grupo que assediou, que se associou com altas figuras da República Federativa brasileira, do Executivo. Lula está longe disso, não viu, não sabe? Como não? Guido Mantega levou o Vorcaro para uma reunião que teve que ser sigilosa, fora da agenda oficial. O grupo que está cercando a própria Casa Civil é onde está a origem desse novo escândalo de corrupção, mas que tem o mesmo DNA. Aí a gente vê pessoas do Supremo Tribunal Federal.
Como disse V. Exa., nobre Relator, como é que nós vamos ficar calados com um dos Ministros que condenou um inocente à cadeia, que mantém presas pessoas que não tentaram dar golpe de Estado no Brasil, que tem uma esposa com um contrato de quase R$130 milhões? Vou aqui parafrasear a sua palavra, isso é o quê? Compra de segurança, a mesma coisa que faz a milícia? O outro viaja no avião de advogado do cara do banco e, chegando aqui, arroga para si a relatoria? Foi preciso tudo isso ir à tona, e esta CPI contribuiu, para que a própria Polícia Federal chegasse ao óbvio entendimento de que aquele Ministro não podia, estava sob alta suspeição, envolvido em casa até de jogo, e aí saiu, até que o Supremo Tribunal Federal teve que finalmente tomar a decisão de substituí-lo. Outro ex-Ministro do Supremo Tribunal Federal que presidiu aquela Corte, Ministro Lewandowski, mal sai da Presidência, vai ser Ministro da Segurança do Brasil, com contrato de prestação de serviços desse banco. E, aqui no Congresso Nacional, a mesma coisa, nós temos Senadores criando Comissão para tentar, com isso, blindar, justificar a não criação da CPMI do Banco Master, e talvez recebam, daqui a pouco, o Vorcaro aqui dentro. Qual é essa ação? É blindagem!
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Portanto, Sr. Presidente e Sr. Relator, eu agradeço aqui ao Senador Girão, que teve o desprendimento de revezar comigo a titularidade - que é dele, não é minha, mas estamos aqui fazendo esse revezamento. E, desde o começo, eu disse e repito, Sr. Presidente - repito -, o orgulho que tenho de vê-lo como colega. Às vezes o pessoal diz assim: "Não, está todo mundo, o Senado...". Não, não é assim! O senhor é nosso colega, olha o papel que está cumprindo - inclusive com problemas de saúde que, graças a Deus, atravessou bem -, então é um orgulho tê-lo aqui, o senhor nos representa.
Mas o meu papel aqui vai ser sempre esse. E, quando eu ouço colegas - repito, muito bem-intencionados - dizerem: "Não, mas tem gente ruim aqui e acolá", é porque não sabem ou não entenderam ainda o que é que nós estamos enfrentando. Nós enfrentamos um Governo pelo quinto mandato. Quinto mandato! Lá se vão quase 20 anos, e o método é o mesmo, o DNA é o mesmo. O que diferencia não é que, do lado de lá, em qualquer governo, tem alguém que não presta; o que diferencia é que não tem um método, uma ideologia que une todos eles.
Por isso, meu querido Alfredo, nosso Deputado e Relator, é que você fica vendo pessoas virem aqui defender um Governo indefensável, mas vestem a fantasia da hipocrisia maior da política brasileira e mundial e vêm para cá para tentar... vamos dizer assim, saber que não vai convencer, mas pelo menos misturar um pouco um pedaço da opinião pública. Mas não vão conseguir.
Então, eu termino por onde comecei. E comentava aqui com alguns colegas: a nossa depoente de hoje alega aquilo que já foi dito aqui.
(Soa a campainha.)
O SR. MARCIO BITTAR (Bloco/PL - AC) - Mas que fique, pelo menos, isso como uma lição: mulheres, homens, se preocupem com o que assinam. Muitas pessoas veem o patrimônio crescer, veem a sua qualidade de vida melhorar e, muitas vezes, preferem fingir que não estão vendo. Mas, se você é proponente ou não, se ela é protagonista ou não, está no nome dela. Mais de R$150 milhões! E, quem sabe, ela vai ter que responder por isso - como no dia de hoje - nas barras da Justiça. Então, que pelo menos sirva de lição para que a pessoa preste atenção no que está fazendo e onde associa o seu nome.
Muito obrigado, Sr. Presidente.
Muito obrigado, Sr. Relator.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Obrigado, Excelência.
O Senador Izalci cedeu a vez à Deputada Adriana Ventura.
A SRA. ADRIANA VENTURA (NOVO - SP. Pela ordem.) - Obrigada, Presidente.
Na verdade, eu estou bem desapontada até, por várias razões, mas eu vou começar falando da depoente.
A depoente já é laranja do laranja da laranja, então é muita metade de laranja aqui. Mas a gente não pode esquecer que ela movimentou, nos últimos quatro anos, na conta corrente física dela - pessoa física, conta corrente física -, mais de R$26 milhões. Então, "não sabia, não sei, não pago meu marido, só quando ele pede"... Eu acho que a gente, quando é conivente, é cúmplice, certo? Ela... Muito movimento com tanta simplicidade, pagando aluguel... No mínimo, ela é administradora, ela é formada.
Então, eu acho que a gente também tem que colocar luz nisso. Ela não é uma vítima do marido, ela sabia. Sabia e movimentou na conta física dela R$26,5 milhões. Eu nunca movimentei esse dinheiro na minha conta. Aliás, muito longe disso, e, se eu movimentasse, eu saberia. Então, sabe, a ignorância - ou fingir ter ignorância - não a protege, na minha visão.
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Mas o que a gente viu aqui é que tudo isso é para chegar ao grande Stefanutto: o italiano que recebia sua mesada de R$250 mil por mês, que a gente sabe que foi blindado e defendido com unhas e dentes aqui pelo PT. Vamos lembrar isto: ele era o cara do PT, superativista do PT, do PDT e sei lá mais de onde, e era ex-Presidente do INSS do Governo Lula, e ficou dois anos ali, participou da transição. Era o italiano, o grande italiano. A gente via que, no mensalão e no petrolão do PT, tinha um monte de apelido e a gente continua com os apelidos: o italiano.
Então, a gente viu que 2023 e 2024 foi o auge da roubalheira, e o ex-Presidente Stefanutto, por meio das empresas de Cícero, Ingrid e vários outros, recebia propina de R$250 mil. E a tristeza é que agora ele está preso... A base do Governo abandonou o cara. Então, defendeu, defendeu, agora abandonou. Fingem que não é com eles o ex-Presidente do INSS, dois anos. Atrapalhou.
Agora, assim, a responsabilidade política existe, existe porque colocou ali, é ex-Presidente do INSS, e essa responsabilidade é do Governo Lula, é da base do Governo que o defendeu aqui, e recebia propina. Eu não sei o que eles estão pensando, mas eu imagino que a base do Governo aqui, representada pelo Líder Paulo Pimenta, provavelmente vai defender a prorrogação da CPMI, que é o que todos nós queremos, até para esclarecer todos esses mal-entendidos.
Mas, Presidente, agora eu vou falar uma coisa muito particular aqui, não só da nossa depoente... O meu desapontamento, porque eu quero saber quando é que a gente vai ouvir o Presidente do INSS, à época, hoje Ministro, o Deputado, ex-Deputado, Wolney Queiroz? Ele ficou de vir, não veio desde a vez passada. Quando é que a gente vai ouvir o Aristides Veras, da Contag? Porque ele está convocado ou, se não está convocado, foi acordado que ele viria. Então, eu estou citando duas pessoas que são muito mais importantes do que a laranja da laranja da laranja da laranja, porque a gente está ouvindo aqui tanto peixe pequeno, a gente precisa ouvir peixe grande.
Quando é que a gente vai ouvir o Lulinha, com a sua mesadinha de R$300 mil? Quando é que a gente vai ouvir o Augusto Lima? Quando é que a gente vai ouvir os Presidentes do PicPay, da Crefisa, todos que foram blindados aqui pela base do Governo?
Então, eu, pessoalmente, Presidente, tenho 23 requerimentos que sequer foram pautados. Eu fico, assim, muito angustiada porque a gente tem que avançar. A fiscalização do nosso país está sendo atacada. Eu, pessoalmente, participo da Comissão de Fiscalização e Controle, da CFFC, e faz dois anos que a Comissão não anda; é presidida pelo PT, pela base do Governo, e não anda. Não mandam nada, não pautam nada, não fiscalizam nada. Não tem PFC, não tem requerimento de auditoria, e isso é uma vergonha. Agora, este ano eu estou lá de novo e quero ver. Está sendo presidida pelo Deputado Lindenmeyer, do Rio Grande do Sul, e espero que ande porque, nos últimos anos, não andou absolutamente nada.
O Governo Lula blinda tudo, não só nesta CPMI, mas também na Câmara dos Deputados, todos os tipos de investigação, de fiscalização, não pode, mas a minha frustração, Presidente, é que a gente precisa pegar peixe grande e, vendo o relógio correr... A gente tem, tecnicamente, até dia 31 de março, ou até 31 de julho porque a prorrogação é automática. Quero falar aqui dos requerimentos de prorrogação da CPMI, de V. Exa. e também do Deputado Marcel van Hattem, que coletou todas as assinaturas. E essa prorrogação é automática, e a CPMI precisa que ela seja prorrogada.
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Eu quero até... Eu fico um pouco angustiada, porque desde o primeiro dia, da primeira sessão de fevereiro, eu perguntei para V. Exa.: "Ah, vou conversar com o Presidente e tal...". A gente sabe que o Senador Davi Alcolumbre é muito ocupado, muito, assim, demandado, e a gente sabe que não tem sessão no Senado uma semana, daí é virtual. Então eu fico muito preocupada com uma Páscoa que está chegando e eu fico pensando, Presidente, se a gente não poderia reduzir um pouco e fazer uma visita para o Senador Davi Alcolumbre, é uma sugestão para V. Exa., dos membros desta CPMI.
Aqui todo mundo adoraria que esta CPMI fosse prorrogada. Eu tenho aqui um ofício - inclusive eu convido V. Exa. - em que eu cito, aqui, a prorrogação que o senhor fez, e o Deputado Marcel van Hattem, que já está assinada por muitos membros da CPMI.
Eu acho que a gente tem que fazer uma visita formal ao Senador Davi Alcolumbre, porque essa prorrogação é automática. Ele tem que ler. Então eu acho que a gente não tem que esperar 15 dias, eu acho que a gente já foi cortês o suficiente, mas eu acho que isso é urgente, porque o Brasil está demandando respostas. Nós temos que entrar na parte dos consignados, que a gente ainda... Falta muita coisa para apurar, tem muita blindagem, tem muita coisa acontecendo.
E eu queria pedir, e realmente é um pedido, que a gente marque uma visita com o Senador Davi Alcolumbre esta semana, talvez amanhã, talvez depois, os membros da CPMI, com V. Exa., como Presidente, e com todos que assinaram o seu ofício, e quem não estiver presente, porque eu acho que isso é urgente. Ele tem que ler, em uma sessão do Senado, a prorrogação, que é automática. Então é um pedido que eu faço a V. Exa.
E parabenizo-o pelo trabalho que tem sido feito por esta Comissão, parabenizo muito o nosso Relator, o Deputado Alfredo Gaspar, que tem sido o soldado do Brasil aqui.
E outra coisa, Presidente, que eu vou falar também, de uma maneira muito clara: eu acho que a gente tem que convocar, chamar os Parlamentares que foram citados e que estão no olho do furacão. A gente não tem que blindar coleguinha. Se o Senador Weverton tem que sentar aqui - tem que sentar aqui da mesma maneira como o Deputado Duarte chamou o Deputado Estadual ali, que o ameaçou e tudo -, a gente tem que chamar o Senador Weverton, tem que chamar o Deputado Euclydes Pettersen, que está também sendo citado, aparece ali... Tem que chamar, é obrigação desta CPMI fazer isso.
É obrigação desta CPMI pressionar o Presidente do Senado e do Congresso Nacional, Senador Davi Alcolumbre, para retirar sigilo de Careca, que colocou aqui. São coisas que envergonham o Parlamento, envergonham esta Comissão. E eu acho que a gente tem que cumprir o nosso papel.
Então é o apelo que eu faço a V. Exa., porque eu conheço o trabalho de V. Exa. e vou devolver a palavra a V. Exa., porque eu gostaria muito que a gente fosse conversar com o Senador Davi Alcolumbre amanhã. Que a gente fizesse uma caminhada lá, para fazer essa solicitação para ele. É o pedido que eu faço a V. Exa.
E eu devolvo a palavra para V. Exa. nos meus dois minutos finais.
Obrigada.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Muito obrigado, Excelência. Pode ter certeza de que, se for para fazer, estaremos todos juntos lá, porque eu também...
A SRA. ADRIANA VENTURA (NOVO - SP. Fora do microfone.) - Você vai assinar o meu ofício?
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Assino, perfeitamente.
Com a palavra a Coronel Fernanda.
A SRA. CORONEL FERNANDA (PL - MT. Pela ordem.) - Presidente, mais uma vez, boa tarde.
Vou aproveitar um pouco a fala da minha colega e dizer o seguinte: somos quatro mulheres da direita que sempre estão aqui nesta Comissão, cobrando ações.
E vou fazer uma referência à Sra. Ingrid: ela foi muito mais corajosa do que o Vorcaro. Mesmo com a fragilidade, chorando, não sabendo, não conhecendo, mas ela teve mais culhão do que o Vorcaro. E ela teve mais culhão que muito Deputado e Senador da esquerda que está aqui nesta Comissão! Porque a gente vê uma armação, uma estratégia desse Governo para proteger seu filho Lulinha, proteger seu irmão Frei Chico, que estão diretamente envolvidos nas instituições que roubaram os aposentados.
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E aqui eu quero fazer uma ressalva: não temos, até hoje, Marcel, notícia das instituições, se elas pagaram ou não o que foi roubado dos aposentados e pensionistas. Nós só estamos vendo aí o INSS pagar, mal e porcamente, o dinheiro que foi roubado dos aposentados, porque aposentado que teve 2 mil roubados está recebendo R$500, R$1,5 mil, R$300. É um absurdo isso, Presidente! Até hoje não foi encaminhada para nós, a nenhum Deputado aqui, a solicitação do meu requerimento, em que foi solicitado que o INSS encaminhasse para cá a relação, por estado, com o nome e identificação dos aposentados que foram vítimas e as informações sobre se essas pessoas receberam seu dinheiro de volta. Nós não temos... Nós estamos às cegas. Estamos apenas com a fala dos representantes do Governo que fazem parte desta Comissão dizendo que os aposentados estão recebendo. Isso não é verdade! Nós estamos com inúmeros aposentados que, até agora, não receberam um centavo. E, pior: não têm condições sequer de pedir o requerimento, de solicitar o requerimento de ressarcimento.
Peço aqui também, Presidente: já tem um requerimento...
Presidente!
Tem um requerimento meu pedindo para que o senhor solicite ao INSS a prorrogação definitiva da solicitação de ressarcimento, porque tem aposentados que não sabem mexer com o celular; tem aposentados que moram em lugares que não têm internet; tem aposentados que, em sua cidade, não tem um posto do INSS, não tem posto dos Correios; e o INSS não está fazendo nada para ir lá na porta desse aposentado orientá-lo. Quem está fazendo essas orientações são voluntários. O Governo, que era para fazer isso, não está fazendo. E nós estamos calados em relação a isso, Presidente. Enquanto nós batemos aqui, para prender A e B, a imprensa noticia isso, todo mundo aqui fala grosso... mas, na hora de falar que o aposentado precisa receber, nós nos calamos. Faz falta para o remédio, faz falta para comprar a carne, faz falta para comprar o arroz.
E lembro que o dinheiro que foi roubado do aposentado de forma direta, indiretamente foi roubado de todo cidadão, porque o aposentado e pensionista, Adriana, gasta aquele dinheiro é na cidade, ele gasta é no estado. Então, no Brasil, as cidades todas foram roubadas. E nós estamos calados nisso, porque a gente só olha o aposentado. O município deixou de arrecadar recursos porque o aposentado não gastou na sua cidade. Enquanto isso, os grandões estão gastando dinheiro fora do nosso país, em viagens, em iates, em jatos, e ninguém fala nada.
Então, Presidente, eu peço que o nosso requerimento seja colocado em pauta. Vamos ter um olhar de preocupação, não só de prender esses marginais, mas também de cuidar dessas pessoas que são esquecidas pelo Governo e são esquecidas por nós. Os aposentados precisam ser respeitados. Já são humilhados para conseguir uma aposentadoria para a qual eles contribuem por anos e anos, décadas e décadas. Quando precisam requerer sua aposentadoria, o INSS espera ali dois anos, Trovão, para analisar se ele tem direito ou não à concessão da aposentadoria. Dois anos esperando - fora do prazo! Quando ele precisa de uma licença de saúde, a fila de espera do INSS, hoje, é de um ano, dois anos, aí, depois que a pessoa morreu, às vezes, que é liberada. Tem casos de pessoas com câncer que morrem na fila aguardando a perícia para receber o auxílio-doença, mas esses marginais que estão aí e que estão sendo blindados pelo Governo têm prazo à vontade, inclusive o Vorcaro, que até agora não veio aqui. Então, eu quero aqui agradecer à D. Ingrid, que, apesar de estar envolvida nesse rolo, foi muito mais corajosa do que esses (Trecho editado nos termos do art. 48, inciso XXXI, e art.19, inciso I, do Regimento Interno.) e covardes que não estiveram aqui e muito mais corajosa do que os (Trecho editado nos termos do art. 48, inciso XXXI, e art.19, inciso I, do Regimento Interno.) e covardes que estão ainda nesta CPMI e que estão protegendo Lulinha, que estão protegendo o Frei Chico, que estão protegendo o Vorcaro. Por quê? Por que estão protegendo? Qual é o medo? Quero ver se alguém aqui tem coragem de dizer por que estão com medo. Fazer reuniãozinha separada em mansões... Será que nessas mansões não tinha menores se prostituindo? Quantos milhões foram negociados nessas mansões? A prostituição, agora, virou arma de negócio de politiqueiro? Nós precisamos entender que as pessoas precisam ser respeitadas.
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Aqui eu quero fazer um alerta às mulheres: mulheres, temos que nos unir para salvar as nossas gerações.
E você que é servidor do sistema previdenciário, ou melhor, que depende do sistema previdenciário para se aposentar, acorde: não é o aposentado que está sendo prejudicado, também você não vai se aposentar. Você é obrigado a contribuir, mas você não vai se aposentar, porque a previdência está quebrada. São mais de 100 bilhões de roubo, e vai sair do seu bolso para pagar esse roubo. Você não vai se aposentar. Se você também não erguer a voz para se juntar a nós - este ano de 2026 é um ano importante para isso -, se não se unir a nós para tirar esse Governo que está aí roubando você, seu avô, sua mãe, sua irmã, você não vai se aposentar, porque a previdência está arrebentada. Não tem dinheiro para pagar a aposentadoria de amanhã e não tem dinheiro para ressarcir quem foi roubado hoje. Nós temos que ter esse entendimento.
Presidente, temos requerimento que está sendo colocado para solicitar a condução coercitiva do Vorcaro para vir aqui a esta sessão. Estamos solicitando a prisão dele também. Porque se a Ingrid está aqui, o Vorcaro tinha que estar aqui. Se o marido da Ingrid - que é um peixinho, não é nem uma laranja; é aquele limãozinho taiti bem sem-vergonha - está preso, por que o Vorcaro não está preso? Por que o Lulinha não está preso? Por que o Frei Chico não está preso? Porque tem costa larga? Porque está protegido pelo Governo? Pelo PT? Pela esquerda? É porque o limão é menorzinho, a laranja é mais grandinha... Então, se um limãozinho pequenininho está aqui, por que o grande não está aqui também?
Então, Presidente, peço que o senhor nos ajude nesse sentido de cuidar dos nossos aposentados e de trazer aqui para esta Casa esses marginais que têm aí um Governo nas costas, protegendo-os dia e noite, para que não venham aqui explicar para o povo como é que roubaram, por que roubaram e quem facilitou o roubo.
Obrigada, Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Obrigado, Excelência.
Eu vou pedir apenas, por questão de decoro e dentro do Regimento, que seja retirada das notas taquigráficas a expressão "canalhas", por se tratar de termo ofensivo aos Parlamentares. Por favor!
Deputado Paulo Pimenta, com a palavra.
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O SR. PAULO PIMENTA (Bloco/PT - RS. Pela ordem.) - Sr. Presidente, Srs. Deputados, Sras. Deputadas, quero aproveitar, Sr. Presidente, para demonstrar aqui, hoje, não com narrativas, mas com documentos, com provas, como surgiu o esquema "bolsomáster" e quem são os principais envolvidos nesse esquema criminoso que surgiu no Brasil dentro do Governo Bolsonaro e que roubou bilhões de reais de brasileiros, de brasileiras, de empresários, de pequenos empresários, de fundos de pensão e assim por diante.
É muito importante, Sr. Presidente, que a gente consiga compreender quem é o Vorcaro, o seu cunhado Fabiano Zettel, que é aquele camarada envolvido lá no esquema do INSS, aquele que pagou aquela festa junto com os "golden boys". A festa dele foi paga pelos "golden boys". Então, tem uma relação intrincada aqui dentro do Governo Bolsonaro entre o esquema do Vorcaro, o Zettel, o INSS, os "golden boys". É tudo uma mesma panela, Sr. Presidente, a panela criminosa do "bolsomáster".
E é muito importante também que a gente destaque que esse esquema criminoso escolheu dois candidatos para investir na última eleição. A maior contribuição da campanha de Jair Bolsonaro, R$3 milhões, e a maior contribuição da campanha de Tarcísio, R$2 milhões, foi feita pelo Zettel, foi com o dinheiro desse esquema criminoso que eles montaram no Brasil.
Tudo isso começa, Sr. Presidente, com um tal de Banco Máxima, que era um pequeno banco lá de Minas Gerais, que foi inabilitado pelo Banco Central e começou a tentar, desde 2017, operar novamente no Sistema Financeiro. Até que, em 2017, esse Banco Máxima é comprado por um cidadão chamado Daniel Vorcaro, que até então ninguém conhecia, e ele conseguiu, no Banco Central - 2017 -, essa autorização para começar a operar no mercado financeiro. Surge aqui o Banco Master.
Em 2018, após análise do Banco Central, o Banco Master é autorizado, e, em 2019, já no Governo Bolsonaro, o Banco Central autoriza o ingresso do Banco Máxima no Sistema Financeiro Nacional. Campos Neto, Sr. Presidente, Presidente do Banco Central, Governo Bolsonaro.
Aqui é um ponto chave para a gente entender.
Em 2019, o Banco Master entra no Sistema Financeiro, um banco com nomes envolvidos em esquemas, já em golpes, em fraudes. Já eram investigados, inclusive, por golpes que eles haviam cometido lá em Minas Gerais. Mesmo assim - mesmo assim -, recebem autorização do Governo Bolsonaro e do Banco Central, Campos Neto, para operar.
E aí inicia a reestruturação, muda a estratégia de negócios, e, em 2020, Governo Bolsonaro, o Banco Máxima - ainda se chamava Banco Máxima - consegue um ACT para fazer desconto de aposentados e aposentadas. Está aqui a prova, Diário Oficial da União, 2020. Está aqui a prova de que foi o Governo Bolsonaro que concedeu o ACT para que eles pudessem começar a descontar aposentados e aposentadas.
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Em 2021 ainda, Sr. Presidente - 2021 -, no Governo Bolsonaro, Presidente do INSS José Carlos Oliveira, o Banco Máxima vira Banco Master e renova o seu ACT com o INSS. Está aqui o Diário Oficial. José Carlos Oliveira, homem de confiança do Governo Bolsonaro, do Onyx Lorenzoni, do Paulo Guedes e do Bolsonaro, concede a eles, então, um ACT já como Banco Master.
Em 2022, ainda Governo Bolsonaro, época da eleição, aprovam a ampliação da margem do consignado; aprovam - o senhor lembra - o desconto do auxílio emergencial, inclusive do BPC. Quem é que assina essa medida provisória? Jair Bolsonaro, Paulo Guedes, João Roma e Onyx Lorenzoni. E essa MP, Sr. Presidente, criou um tal de cartão consignado de benefícios, que está aqui, Sr. Presidente. No dia 13/07/2022, pouco antes da eleição, o Yamada é quem assina. Foram eles que criaram, Sr. Presidente, o cartão consignado de benefícios. Está aqui o documento, está aqui a prova. Vamos lembrar que nós estamos em julho do ano da eleição e, logo em seguida, eles derramam parte do dinheiro que já estavam roubando na conta da campanha do Bolsonaro e na conta da campanha do Tarcísio.
Quando é feita a conversão da medida provisória, eles ampliam ainda mais o desconto para 45%. Quem assina? Jair Bolsonaro, Paulo Guedes, Ronaldo Bento - olha que curioso, Presidente, o Ronaldo Bento, que hoje é um dos diretores -, o João Roma, que a gente já citou, Ministro, e José Carlos Oliveira, que havia assumido no lugar de Onyx Lorenzoni. Parte deles receberam dinheiro do roubo do INSS para as campanhas, como é o caso do Onyx; e a outra parte do esquema criminoso recebeu o dinheiro do esquema do Banco Master.
Hoje, onde é que eles estão? Ronaldo Bento, lá no Banco Master, no Banco Pleno, associado ao Master; o João Roma, lá perto deles. E é curioso porque a imprensa conta que foi o João Roma o cupido, Sr. Presidente, o cupido da Flávia, que era a Secretária-Geral do Governo, com o Augusto, que era o braço direito. Então, o pessoal está falando aí das tais festas e coisa e tal - eu também tenho muita curiosidade de saber quem é que frequentava essas festas -, mas o cupido que aproximou a Secretária-Geral do Governo, a Flávia do Augusto foi o João Roma.
Muito bem, Sr. Presidente. Campos Neto continuava no Banco Central e já começava a haver um conjunto de dúvidas. O Banco Master começa a adquirir outros bancos, pagava valores no mercado muito acima do que outros bancos na remuneração de CDBs, e começa uma agressiva captação de títulos podres, e aí, Sr. Presidente, de dinheiros de fundos de pensões e de dinheiro de estados e de municípios. E aqui aparece o Governo do Estado do Rio de Janeiro: pegou dinheiro do fundo de pensão. O Governador pegou dinheiro do fundo de pensão, Presidente. O Ibaneis pegou dinheiro do fundo de pensão dos servidores e jogou para onde? Jogou aqui para dentro.
Neste momento, o Banco Master já era o Banco Master. O Vorcaro já andava por aí, circulando nas altas rodas, com os seus aviões, realizando as suas festas não sei onde, e as altas cúpulas aí envolvidas. Quem eram seus diretores? Os ministros do Bolsonaro. Que campanhas ele pagou? A campanha do Bolsonaro, a campanha do Tarcísio.
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E aí, a campanha do Tarcísio foi paga por eles. O Tarcísio resolve privatizar a Empresa Metropolitana de Águas e Energia elétrica. E adivinha quem ganha, Sr. Presidente? O esquema criminoso que havia sido o maior patrocinador da sua campanha. Logo em seguida, o Tarcísio resolve privatizar a Sabesp. E adivinha quem ganha de novo, Sr. Presidente? Quem é que compra a Equatorial? O mesmo grupo! O grupo do Vorcaro, através desse cidadão chamado Carlos Piani...
(Soa a campainha.)
O SR. PAULO PIMENTA (Bloco/PT - RS) - ..., que é uma espécie de laranja.
Peço meus cinco minutos da Liderança, Presidente.
O Carlos Piani, Sr. Presidente, que era o braço direito do Vorcaro, o laranja, assume a presidência desse fundo com o dinheiro do Banco Master, com esse dinheiro de títulos podres captados do mercado, compra a Sabesp e compra a empresa de águas e energia da região metropolitana.
Então, veja bem, Sr. Presidente: os dois grandes negócios feitos pelo Governo de São Paulo, pelo Governo Tarcísio, foram adquiridos por quem? Pelo grupo, pelo Vorcaro, pelo Piani. Eles entregaram as duas principais empresas do patrimônio público de São Paulo para o esquema criminoso que eles ajudaram a montar, porque esse esquema criminoso, Sr. Presidente - e as provas estão aqui, os documentos estão aqui, as portarias que foram modificadas -, da mesma maneira como eles fizeram com o INSS, não teria existido o esquema criminoso do "bolsomáster" se eles não tivessem mudado as regras, inclusive de fiscalização, se o Banco Central, comandado pelo Sr. Campos Neto, indicado pelo Bolsonaro, não tivesse sido cúmplice do esquema criminoso. Então, as digitais são muitas, as provas são muitas.
E aí, Sr. Presidente, o que acontece? Quando começa 2025, vence o ACT - aquele que eles tinham concedido em 2020 - e aí o INSS não renova o ACT com o Banco Master, considera que existe um conjunto de irregularidades e não autoriza a renovação do ACT. O Governo Lula não renova o ACT, Sr. Presidente!
E o que acontece? Começam a surgir no mercado as informações do golpe, da fraude. E aí, em março de 2025, o BRB anuncia a intenção de comprar 58% do Banco Master. O banco quebrado, falido, cheio de irregularidade, e o BRB anuncia que quer comprar. Comprar para quê, Sr. Presidente? Para tampar o furo do esquema que estava transbordando de corrupção. E aí, Sr. Presidente, o Banco Central, sob o comando do Galípolo, já no Governo do Presidente Lula, veta a operação devido às irregularidades.
Então, vejam bem: quem concedeu o ACT? Governo Bolsonaro. Quem não renovou o ACT? Governo Lula. Quem permitiu que eles pudessem operar no mercado? Governo Bolsonaro. Quem encaminhou para a liquidação? Quem impediu que a compra fosse feita pelo BRB para dar sequência ao esquema criminoso que vinha sendo alimentado? Está aqui, Sr. Presidente; está aqui o documento, a prova! Eu não gosto de fazer discurso sem prova, porque aí vira narrativa, e eu não faço narrativa: eu mostro cronologia, eu mostro prova, eu mostro documento, e está aqui para quem quiser questionar. Questionem, então! Está aqui o documento de renovação do acordo de cooperação técnica do empréstimo consignado. Está aqui! Está aqui: 08/10!
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Então, Sr. Presidente, as provas são incontestáveis. Onde é que tem aqui alguma digital, onde é que tem algum documento, onde é que tem alguma medida, onde é que tem qualquer coisa que envolva o nosso Governo ou alguém do nosso Governo no esquema do Banco Master? Onde tem, Sr. Presidente?! Me mostrem uma portaria; me mostrem uma norma do Banco Central; me mostrem qualquer documento, seja um ACT no INSS, seja onde for! Não existe absolutamente nada! A única coisa que o Governo Lula fez foi impedir a renovação do ACT e impedir a compra bilionária que o BRB queria fazer, com o dinheiro público, para salvar um barco que já estava afundando.
Então, Sr. Presidente... Ah, mas e na Bahia? Ah, na Bahia tem o João Roma, que era Ministro do Bolsonaro; tem o Ronaldo Bento, que era Ministro do Bolsonaro; e tem o Augusto Lima, que é casado com a secretária-geral do Governo Bolsonaro, cujo cupido...
(Soa a campainha.)
O SR. PAULO PIMENTA (Bloco/PT - RS) - ... foi o João Roma.
Então, eu quero deixar para vocês aqui as provas, e quero que as pessoas que estão nos acompanhando possam ter acesso a essa documentação, que está aqui na ata da CPMI e que os Parlamentares estão sendo convidados a desmentir - qualquer um desses documentos. Digam que esses documentos não são verdadeiros, que as portarias, que as publicações no Diário Oficial... Porque eu demonstrei aqui, de forma didática, para que qualquer brasileiro e brasileira entenda, que este esquema chama-se "bolsomáster". É o maior esquema de golpe no mercado financeiro que o Brasil conheceu. O "bolsomáster" é maior que qualquer outro golpe: ele foi gestado, criado, protegido dentro do Governo Bolsonaro e não existiria se o Governo Bolsonaro não tivesse permitido, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não, Excelência.
Antes de passar a palavra ao Deputado Luiz Lima, o Relator a pediu, solicitou...
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL. Como Relator.) - Presidente, já não é nem o primeiro, nem o segundo Parlamentar que fala sobre o Banco Master e as suas consequências. Eu acho que aqui seria de comum acordo, se V. Exa. permitisse, fazer um extrapauta, para nós quebrarmos os sigilos relacionados ao Master, proposto pelo Deputado Marcel, e também sobre...
A SRA. ADRIANA VENTURA (NOVO - SP. Fora do microfone.) - Superapoiado!
O SR. CORONEL CHRISÓSTOMO (PL - RO. Fora do microfone.) - Agora!
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - ... e também sobre três aeronaves do pedido da Anac, que até agora não foi permitido.
Eu só queria propor a V. Exa. - tenho certeza de que ninguém vai ser contra, porque está todo mundo criticando o Banco Master.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Com a palavra o Deputado Luiz Lima.
O SR. LUIZ LIMA (NOVO - RJ. Pela ordem.) - Obrigado, Presidente Carlos Viana.
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Presidente Carlos Viana, eu desconfio de que quem escreveu esse discurso do Deputado que me antecedeu, do PT, seja o mesmo que fez o enredo e a evolução da Acadêmicos de Niterói, porque a Acadêmicos de Niterói não foi rebaixado à toa, não. Quem estava na Marquês de Sapucaí... Quando você homenageia alguém, você dá ênfase ao homenageado, né? É exatamente essa mesma linha de raciocínio.
A sorte do Governo do PT é que quem julga o PT é o STF, não é a Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, senão esse Governo já estava rebaixado há muito tempo.
O SR. JOSÉ MEDEIROS (PL - MT. Fora do microfone.) - Jesus!
O SR. LUIZ LIMA (NOVO - RJ) - Olha aqui, ele fala em "bolsomáster", mas eu vou fazer uma pergunta: tem algum consultor do Banco Master, ministro ou ex-ministro do Bolsonaro? Ricardo Lewandowski, Ministro da Justiça do Lula...
O SR. CORONEL CHRISÓSTOMO (PL - RO. Fora do microfone.) - PT.
O SR. LUIZ LIMA (NOVO - RJ) - ... consultor do Banco Master. Henrique Meirelles...
O SR. CORONEL CHRISÓSTOMO (PL - RO. Fora do microfone.) - PT!
O SR. LUIZ LIMA (NOVO - RJ) - ... ex-Presidente do Banco Central do Governo de quem? Do Lula, consultor do Banco Master. Guido Mantega...
O SR. CORONEL CHRISÓSTOMO (PL - RO. Fora do microfone.) - PT!
O SR. LUIZ LIMA (NOVO - RJ) - ... ex-Ministro da Fazenda de quem, Coronel Chrisóstomo? Do Lula, consultor do Banco Master.
Agora, todos esses apontamentos que o Deputado que me antecedeu fez - e ele julga errados, que foi um crime, que foram erros crassos - sabe quem defende? A esposa do Ministro Alexandre de Moraes...
O SR. JOSÉ MEDEIROS (PL - MT. Fora do microfone.) - Jesus!
O SR. LUIZ LIMA (NOVO - RJ) - ... a isso ele não faz menção. Ele não faz menção a que todo esse início de relação aí de previdência, de descontos... Tem também aqui o Governo da Bahia apontado pela jornalista Adriana Mattos, do Valor Econômico. Vocês vão querer calar também a jornalista Adriana Mattos?
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Silêncio, por favor!
O SR. LUIZ LIMA (NOVO - RJ) - Jaques Wagner, Senador; Jerônimo Rodrigues, Governador; Rui Costa, Ministro da Casa Civil. Agora, vem falar em cupido, em caso de amor, de paixão?
Olha, está a cara da Acadêmicos de Niterói, que ainda recebeu 1 milhão do Governo Lula, através da Embratur, repassado para a Liesa, para financiar uma propaganda eleitoral antecipada, agredindo até evangélicos.
Então, cada vez que eu fico aqui, eu me surpreendo. Tem uma escola de artes lá em Laranjeiras, no Rio de Janeiro, que é a CAL, que é brilhante, que forma muitos artistas. Olha, eu tenho minhas dúvidas se, para ser Deputado Federal pelo PT, tem que fazer a CAL, em Laranjeiras, no Rio de Janeiro, porque eles chegam a ser brilhantes. A pessoa que não entende nada, que caiu de paraquedas aqui nesta Comissão, se ficar os 15 minutos que eu fiquei ouvindo, ela corre o risco de acreditar. E o mal do brasileiro é esse, que ele está caindo na propaganda do PT. Está caindo menos, graças a Deus, mas voltando aqui.
Hoje, a gente recebeu a Ingrid, esposa do Cícero Marcelino, que foi o 16º depoente, que foi vendedor de terno aí do Carlos Roberto, Presidente da Conafer; Conafer fundada em 2011, com a presença do Lupi, do PDT. E o Lupi indica Wolney Queiroz, que hoje é Presidente, que é Ministro da Previdência - que infelizmente ainda não nos deu a honra da sua presença aqui. E a gente tem que ter a presença do Ministro Wolney Queiroz aqui, é fundamental.
A gente tem 3 milhões, como citou aqui a Deputada Adriana Ventura, na fila interminável do INSS, que só cresce. A preocupação é real do Tribunal de Contas da União de que, em novembro de 2026, a Previdência vai quebrar - está quebrada. Então, o brasileiro, hoje, que contribui para o INSS, corre o sério risco de, nos próximos anos, não se aposentar.
Presidente Carlos Viana, a gente viu hoje a Ingrid aqui, a esposa do Marcelino, que movimentaram quase, juntos, aqui R$400 milhões. Todos nós sabemos - aqui não tem bobo -, eles cometeram um erro, é claro; movimentaram muito dinheiro, são coniventes, foram cúmplices de um crime contra os aposentados, mas todos nós sabemos que esse volume de recursos não está com eles e certamente quem poderia dar essa resposta é o Sr. Carlos Roberto, foragido da Justiça, Presidente da Conafer, e eu vou lembrar muito bem: a gente... nasce a Conafer em 2011 com o PDT; atualmente o Ministro da Previdência é do PDT, pernambucano, que não tem tempo para vir aqui, mas tem tempo para ir no casamento do João Campos, tem tempo para curtir o Carnaval e não tem tempo para dar explicações sérias.
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Mas eu gostaria de fazer um alerta aqui. Eu estou sentado na primeira fila, prestei atenção em todos os questionamentos feitos pelo Deputado Alfredo Gaspar, Relator, à Ingrid. É claro que notamos nervosismo nela - obviamente, quando a gente faz algo de muito errado na vida é natural a gente ficar nervoso, e ela ficou muito nervosa -, mas eu quero fazer um alerta aqui. Eu talvez não poderia ocupar o cargo que Alfredo Gaspar ocupa, porque em muitos momentos eu sou um coração mole do caramba, assim, e, quando eu vejo que a gente pode estar errando, me liga um sinal de alerta muito grande. Eu gostaria de lembrar que, segundo a coluna do Guilherme Amado e da Tatiana Farah, em 19 de novembro de 2025:
Mulher alvo da operação que mira fraudes no INSS é encontrada morta em Minas.
Polícia suspeita que Íris Ferreira Rodrigues, ligada ao presidente da Conafer, Carlos Roberto Lopes, suicidou-se.
Íris [...], de 25 anos, foi encontrada morta em sua casa, em Águas Formosas, no interior de Minas Gerais, na última sexta-feira, [dia] 14 [de novembro]. Pelas condições da morte, a polícia mineira tem tratado o caso como suicídio. Um dia antes, Íris havia sido um dos alvos dos mandados de busca e apreensão da nova fase da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal [...].
Quer dizer, um dia antes da sua morte, ela recebeu a visita da Polícia Federal. É uma coincidência, uma estranha coincidência, e eu fico imaginando aqui o que a Ingrid pode estar passando. Não quero defendê-la, não. Ela cometeu certamente aí... Ela foi cúmplice do seu marido, que cometeu um crime gravíssimo, mas ao invés de a Polícia Federal estar dedicando muitos esforços - e o Supremo Tribunal Federal - a prender pessoas praticamente inocentes, que fizeram muito pouco, que às vezes depredaram patrimônio público, a vida de uma outra moça, de uma segunda moça pode estar correndo risco. Quando a gente tem um foragido da lei, acusado de desviar milhões de aposentados e que tem ligação com políticos pesados aqui do Congresso Nacional, que tem ligação com o mundo executivo, que tem muito dinheiro em jogo, eu fico imaginando, na hipótese de essa senhora aqui ter saído chorando desse jeito... porque é muito fácil ela receber uma ameaça por telefone.
Então, que essa Comissão também vá a fundo, que a Justiça brasileira vá atrás desse criminoso que sentou aqui e foi um dos depoentes em quem eu senti a energia mais negativa de todos. Ele afrontava a gente a todo momento, ele olhava nos nossos olhos com uma vontade, com uma raiva de... Eu percebia que ele não queria fazer coisa boa comigo. Então, eu fico imaginando o que um senhor desse pode fazer com um aposentado no campo, analfabeto... Lesou 695 mil, Zé Trovão, de aposentados; foram descontados sem autorização 695 mil, é mais ou menos a população inteira de Joinville, de Joinville.
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O Cícero, ele tinha aqui cadeiras plásticas, ele falou aqui com a gente: "Eu tenho cem mesas e 400 cadeiras". Essa empresa de eventos dele recebeu 27 milhões, Zé.
Agora, aqui, a Adriana escreveu para mim "Pergunta se vamos votar o extrapauta que o Gaspar propôs". (Risos.)
Então, está perguntado.
Obrigado, Carlos Viana.
(Intervenções fora do microfone.)
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Deputado Marcel van Hattem, vai começar pela pergunta também, Excelência? (Risos.) Afinal de contas, os requerimentos são, praticamente, todos de V. Exa.
O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS. Pela ordem.) - Eu prefiro começar pela resposta de V. Exa.: vamos votar o extrapauta, Presidente?
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Vamos fazer uma reunião com os Líderes e vamos colocar em questão.
O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS) - Seria importante votar hoje porque, pelo visto, está todo mundo de acordo. Vamos votar hoje.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Claro. Quero a palavra dos Líderes. É o acordo que eu fiz desde o início: de que toda votação seria feita sempre em consenso. O que não fosse iria para votação. Nesse caso do extrapauta, é interessante que a gente tenha os dois Líderes.
O SR. ROGERIO MARINHO (Bloco/PL - RN. Pela Liderança.) - Eu concordo, Sr. Presidente. Por mim, está tudo bem.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Está bom.
Deputado Marcel van Hattem.
O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS) - Então, falta só a Liderança do Governo se pronunciar. Mas espero que, pelo discurso feito até aqui, não haja nem dúvidas de que vão ser a favor da quebra dos sigilos de todos os envolvidos nessa maracutaia do Master. Esperamos o retorno. Eu deixo a palavra, inclusive, para o Líder do Governo responder. (Pausa.)
O SR. PAULO PIMENTA (Bloco/PT - RS. Pela ordem.) - Presidente, o senhor vai fazer uma reunião, né?
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Vamos fazer uma reunião com os Líderes.
O SR. PAULO PIMENTA (Bloco/PT - RS) - Eu vou participar da reunião...
O SR. ROGERIO MARINHO (Bloco/PL - RN) - Presidente, então, não precisa reunir, não. O senhor pergunta. É uma pergunta objetiva. Eu concordo.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - É preciso apresentar os requerimentos ali.
O SR. ROGERIO MARINHO (Bloco/PL - RN) - Os requerimentos já foram apresentados.
O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS) - Eu apresentei já. Estão aí já desde a semana passada.
O SR. ROGERIO MARINHO (Bloco/PL - RN) - Todos aqueles relativos ao Banco Master.
A SRA. ADRIANA VENTURA (NOVO - SP. Fora do microfone.) - Eu acho que é importante.
O SR. ROGERIO MARINHO (Bloco/PL - RN) - Não é Banco Master? É Banco Master.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - V. Exa. já tem os requerimentos?
O SR. ZÉ TROVÃO (PL - SC) - Para a gente saber se o PT está envolvido ou não está envolvido...
O SR. PAULO PIMENTA (Bloco/PT - RS) - V. Exa. vai fazer uma reunião, na reunião a gente conversa.
O SR. ZÉ TROVÃO (PL - SC) - ... ou se é o Bolsonaro.
A SRA. ADRIANA VENTURA (NOVO - SP. Fora do microfone.) - Vamos ler agora, extrapauta.
O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS) - Precisa fazer reunião depois de todo esse discurso, falando de "bolsomáster"?
O SR. ROGERIO MARINHO (Bloco/PL - RN) - Não tem problema, Presidente. Nós somos favoráveis.
O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS) - Precisa de reunião?
O SR. ROGERIO MARINHO (Bloco/PL - RN) - O Líder do Governo está dizendo que o Presidente Bolsonaro tem alguma coisa a ver, o pessoal... Vamos abrir. Abra o sigilo. Nós somos favoráveis, sem problema.
O SR. ALENCAR SANTANA (Bloco/PT - SP) - Vamos dar sequência, Presidente, para a gente garantir as falas.
O SR. EVAIR VIEIRA DE MELO (Bloco/PP - ES) - O Tarcísio mandou mensagem: autoriza também. O Tarcísio quer que abra.
(Intervenções fora do microfone.)
O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS) - Vota, Presidente. Vamos votar o sigilo do Banco Master. Por que o PT está protegendo o Vorcaro, gente?
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - V. Exa. já tem os requerimentos, Excelência?
(Intervenção fora do microfone.)
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Passe os requerimentos lá para ele, por favor.
O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS) - Foram apresentados. Aliás, só não foram votados na vez passada, porque a informação que veio é a de que já não teve acordo naquela oportunidade. Agora que estão falando tanto, por que não votam?
O SR. PAULO PIMENTA (Bloco/PT - RS) - Presidente, a gente vai analisar os requerimentos, vai sugerir... (Risos.) , vai sugerir...
O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS) - Ah, não é possível!
O SR. PAULO PIMENTA (Bloco/PT - RS) - Vamos sugerir a inclusão de mais três requerimentos...
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não.
O SR. PAULO PIMENTA (Bloco/PT - RS) - E aí a gente pode analisar.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Analisem por gentileza e...
O SR. EVAIR VIEIRA DE MELO (Bloco/PP - ES) - O Sr. Rolando Lero voltou para a CPMI.
O SR. PAULO PIMENTA (Bloco/PT - RS) - Faz a reunião e depois a gente conversa.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Vamos deixar um ponto bem claro aqui.
O SR. EVAIR VIEIRA DE MELO (Bloco/PP - ES) - Fala do Rolando Lero.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Foi acertado, desde o início da CPMI, que as votações deliberativas seriam feitas sempre às quintas-feiras e que os extrapautas seriam acertados entre os Líderes. Isso foi acertado, combinado, e o combinado não é caro.
Se o Líder Pimenta concordar com os requerimentos que estão ali, faremos a votação extrapauta.
O SR. PAULO PIMENTA (Bloco/PT - RS. Fora do microfone.) - Agora?
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Faremos a votação. O Presidente está aqui para cumprir a determinação. Mas eu vou seguir o acordo das lideranças, o.k.?
Deputado Marcel van Hattem.
O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS. Pela ordem.) - E já começo por aqui, Presidente, porque veja bem, o que nós estamos pedindo? Que seja quebrado o sigilo bancário da empresa Banco Master. Aí eu pergunto: o Líder do Governo não quer quebrar o sigilo do Banco Master?
Que seja quebrado o sigilo bancário do Sr. Augusto Ferreira Lima, que ele citou umas quatro, cinco vezes aqui como corrupto.
A SRA. DAMARES ALVES (Bloco/REPUBLICANOS - DF) - Já foi quebrado esse.
O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS) - Aí não quer que seja quebrado o sigilo bancário?
A convocação do Sr. Augusto Ferreira Lima, que foi CEO do Banco Master: o Governo, o PT, não quer que seja convocado o Sr. Augusto Ferreira Lima?
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Que sejam encaminhados a esta Comissão Parlamentar de Inquérito os relatórios de inteligência financeira do Coaf relativos ao Banco Master. O PT não quer que seja quebrado o sigilo bancário do Banco Master e também esses RIFs? Eles vão querer condicionar aqui... Estou ouvindo papo de bastidor. Isso é um absurdo, Presidente! Querem condicionar à política algo que eles mesmos disseram aqui, Relator: que era flagrantemente caso de corrupção - e nós concordamos. Mas, meu Deus do céu, estão querendo condicionar a quebra do sigilo do Banco Master a requerimentos políticos, Senador Rogerio Marinho. É para ver como o PT age, o PT não quer combater a corrupção, vive dela, vive dela, vive da mentira. Querem proteger o Banco Master.
Olha só, aqui estamos na CPMI do INSS. Não teve assinatura de Deputado Federal petista na sua propositura. Um Senador, um único Senador votou para a CPMI do INSS, que é filiado ao PT, Senador lá do Espírito Santo. Aí pedimos a prorrogação: 175 Deputados Federais assinaram, 29 Senadores assinaram. Sabe quantos do PT, Senador Carlos Viana? Zero! Os Deputados, aliás, do PT que estão aqui têm a oportunidade, até o fim desta reunião, de assinar o requerimento de prorrogação proposto pela Deputada Adriana Ventura, que já tem a minha assinatura, já levou a assinatura do Senador Carlos Viana, a do Deputado Alfredo Gaspar.
Está lá a Deputada Adriana...
Perdão?
(Intervenção fora do microfone.)
O SR. ROGERIO MARINHO (Bloco/PL - RN. Fora do microfone.) - A minha.
O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS) - A do Senador Rogerio Marinho.
Está lá a Deputada Adriana Ventura pedindo para os Deputados do PT assinarem, e não vão assinar para prorrogar a CPMI!
Eles não vão assinar? (Pausa.) Não vão assinar.
Ó! Presidente, ao vivo e a cores: o PT não quer prorrogar a CPMI do INSS, sabe por quê, ó... Aqui ó, aqui ó, aqui ó por quê, aqui ó por quê...
O SR. JOSÉ MEDEIROS (PL - MT. Fora do microfone.) - Meu Deus... Jesus...
O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS) - Aqui ó por quê: chegou no chefe da facção criminosa, no chefe da máfia.
O SR. JOSÉ MEDEIROS (PL - MT. Fora do microfone.) - É o Lulinha?
O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS) - Aqui ó...
Chefe e chefinho, não é? Tem o chefão, o chefe e o chefinho. Tem de tudo. E tem operador financeiro: Vorcaro. O banco da máfia. Augusto Lima.
Olha só, Sr. Presidente, nós vimos aqui hoje a Sra. Ingrid Pikinskeni Morais Santos. Aí o Relator...
Ô Presidente, não dá para fazer assim, não. A gente vai falando e aí o pessoal atrás começa com a baixaria de xingar. Os mesmos que disseram que nós fazíamos isso. Aí nós aqui falando, e vem o pessoal do PT tentando aqui fazer desta Comissão o circo que eles fazem na Presidência da República. Mais seriedade! Mais seriedade!
Aí vem aqui ó: Ingrid Pikinskeni Morais Santos. Por acaso - será? -, é Morais também. Que coincidência! Que coincidência! O marido botava ela como chefe das empresas, administradora, mas ela fazia gestão. Segundo os documentos, assinava cheque. Milhões de reais passaram pelas empresas dela e do marido, mas ela aqui não sabe de nada. Tem outra Sra. Moraes numa situação bem parecida: parece que o marido fez um contrato com um Banco Master e ela recebeu R$129 milhões, Deputado Luiz Lima. Não é muito parecido, isso? Não é só um sobrenome que é coincidente não, não é um sobrenome só que é coincidente, não.
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Então, o mesmo modus operandi nós vemos, desde os lambaris, como a gente chama lá no Rio Grande do Sul os peixes pequenos que estão aqui no aquário da CPMI - porque esses vêm aqui. Aí eu concordo com a Deputada Coronel Fernanda.
A Ingrid chorou aqui, se desestabilizou emocionalmente, mas veio. Agora, o Daniel Vorcaro precisava vir só se fosse de jatinho... Eu quero até respeitosamente discordar de V. Exa., Senador. Eu acho que se precisar mandar, por mais caro que seja, um jato da Polícia Federal, que mande, busque, traga ele aqui, o Daniel Vorcaro.
Olha só, o Governo do PT mandou buscar uma corrupta no Peru - no Peru! -, e não para dar explicação. Não, o Governo do PT mandou um jato da FAB...
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Senhores, eu vou pedir silêncio mais uma vez, por favor.
O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS) - Se puder me...
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não, Excelência.
O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS) - ... garantir o tempo, Presidente. Por duas vezes já, eu não consigo falar. Agradeço se puder me acrescentar um minuto.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não, Excelência.
O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS) - Pro Peru, para buscar uma corrupta, para protegê-la aqui. Custos sob sigilo. Sob sigilo! O brasileiro não pode saber quanto custou trazer essa corrupta do Peru.
Agora, se estamos na circunstância e na situação de só poder ouvir o Sr. Daniel Vorcaro se mandarmos um jato da Polícia Federal buscá-lo, vai ser mais barato para o Brasil que ele venha aqui no jato da Polícia Federal, explicar as suas relações com o PT, com o Lula, que recebeu - o pai dessa figura aqui - três vezes ele, no Palácio do Planalto, fora da agenda, na companhia do Galípolo, na época que era Diretor do Banco Central, sem que ele tivesse informado o Roberto Campos, Presidente à época. Vai ser mais barato trazê-lo aqui, com o jato da Polícia Federal, do que deixá-lo lá em São Paulo sem que seja ouvido por essa CPMI, que busca fazer, sob sua presidência e relatoria do Deputado Alfredo Gaspar, um trabalho sério.
Então, Sr. Presidente, aqui cai a hipocrisia do PT por terra. Parece que estão no sambódromo, dançando para lá e para cá, Deputado Luiz Lima, para escapar aqui da pressão que o Relator fez muito bem feita. Vocês estão falando tanto aqui de Daniel Vorcaro, estão falando tanto de Banco Master, estão vindo até com uma narrativa envolvendo o ex-Presidente Bolsonaro - que, é o que se sabe, não recebeu fora da agenda esse banqueiro no Palácio do Planalto como o Lula recebeu -, mas, na hora de aprovar os requerimentos de quebra de sigilo, de envio de informações do Coaf - não só dele, do Banco Master, como também do Augusto Lima -, aí dizem: "Não, veja bem, vamos conversar."
"Vamos tomar um cafezinho, Senador Marinho? Vamos lá na salinha, com o Presidente Viana, dar uma... uma tapeada? Vamos lá na salinha, lá no fundo discutir"...
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Não me mete nesse rolo, não. (Risos.)
O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS) - ... "o que nós vamos fazer", porque, afinal de contas, no escurinho lá de trás, o povo não vai saber por que eles não querem votar esses requerimentos e por que eles querem condicionar a requerimentos de viés pura e eminentemente políticos.
Olha só, esse aqui não é o Sambódromo da Sapucaí, que aliás merece muito respeito, inclusive pela decisão da Liga das Escolas de Samba, e bem observou o meu colega Zé Medeiros aqui... O Deputado Luiz Lima demonstrou que é mais sério do que o STF, pela decisão que teve em relação à escola rebaixada pela malfadada homenagem a Luiz Inácio Lula da Silva, pago com o nosso dinheiro. Pago com o nosso dinheiro.
A gente acha, de certa forma, graça e comemora, porque realmente foi merecido o rebaixamento, mas não podemos esquecer que é dinheiro que faltou, inclusive, para pagar os aposentados que foram roubados por esse cidadão aqui e que não estão recebendo todo o dinheiro de volta que lhes foi roubado.
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O acordo que o Governo fez, junto com o STF, junto com a OAB, junto com a AGU, junto com todos os que não foram roubados - aliás, alguns que ajudaram a roubar -, o acordo que o Governo fez não foi benéfico para o aposentado. Está recebendo de volta o dinheiro...
(Soa a campainha.)
O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS) - ... com a condição de não processar o INSS, de não pedir o dinheiro em dobro como merecia, não pedir o dinheiro com o percentual que merecia por mora e por todo o problema moral envolvido.
Ou seja, o Governo rouba, faz um acordo horrível para os aposentados e depois ainda quer que a gente aplauda. Ainda manda mensagenzinha no celular, faz propaganda dizendo que devolveu o roubo dos aposentados. Com o dinheiro de quem? Nosso. Dinheiro que está faltando, aliás, para atender os aposentados que estão esperando na fila agora, mais de 3 milhões. Nunca a fila esteve tão alta para receber o seu benefício e a sua aposentadoria. Aposentados... Aliás, não apenas: aposentados, viúvas, pensionistas, pessoas com deficiência. O PT é tão torpe que conseguiu roubar até dos mais desvalidos e necessitados.
É uma vergonha, Presidente, mas pelo menos serviu para alguma coisa esta reunião de hoje, que, infelizmente, teve de ser encerrada na sua parte do depoimento precocemente: foi para demonstrar a hipocrisia dos petistas, que vivem de narrativas, mas, na hora de investigar e quebrar os sigilos: "Não, precisamos fazer uma reuniãozinha, Presidente, antes, vamos lá na salinha do fundo, porque aqui, na frente das câmeras, a gente não vai topar votar os requerimentos do Marcel Van Hattem para quebrar o sigilo do Banco Master...
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não, Excelência.
O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS) - ... e de todos os que roubaram os aposentados".
Obrigado, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Muito obrigado.
Senador Rogerio Marinho, com a palavra.
O SR. EVAIR VIEIRA DE MELO (Bloco/PP - ES. Fora do microfone.) - Reunião secreta eles sabem fazer, Marcel.
O SR. ROGERIO MARINHO (Bloco/PL - RN. Pela ordem.) - Bom, Sr. Presidente, Srs. Parlamentares, não adianta nem falar da nossa depoente, porque nós já entendemos aqui que, infelizmente, a exemplo de tantos outros que aqui vieram, ela é uma laranja desse esquema. Um esquema hediondo, um esquema nauseabundo, um esquema que nos deixa extremamente constrangidos e que foi montado dentro do Ministério da Previdência, do INSS, e está sendo desbaratado graças ao trabalho desta Comissão e do Judiciário - do Supremo Tribunal Federal, através da condução do Ministro André Mendonça -, da Polícia Federal, que tem entrado de forma correta nesse caso, sem seletividade...
E vejam, o Diretor de Benefícios, o Procurador do INSS e o Presidente do INSS, todos nomeados pelo Presidente Lula, estão presos e deverão, em breve - é o que nós esperamos -, elucidar essa trama que certamente beneficia os mesmos de sempre, porque isso está no DNA desse partido, um partido que existe para se perpetuar no poder à custa do povo brasileiro - está no DNA desse partido.
E agora nós estamos com outro escândalo que está imbricando, que está convergindo para esse escândalo, que é a questão do Banco Master. Do Banco Master, Sr. Presidente, escutei aqui discursos e narrativas bem construídas, como sempre o são, e infelizmente não têm veracidade, não têm ressonância, não conseguem se conectar com a realidade objetiva. O Banco Master é uma instituição antiga, acho que da década de 90, mas veja, Sr. Presidente, há um ovo da serpente - que é uma expressão que foi utilizada aqui tantas vezes -, foi gestado um ovo da serpente no sistema do Banco Master. E onde é que ele foi gestado, Sr. Presidente? Já foi repetido aqui: na Bahia, a Bahia de todos os santos, a bela Bahia, que, infelizmente, há alguns anos, há algumas dezenas de anos, vem sendo comandada - e mal comandada - pelo Partido dos Trabalhadores, o que tem deixado aquele estado, por exemplo, como campeão nacional de violência, de crime organizado e de descaso com a população baiana.
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Veja, Sr. Presidente, o que acontece lá é digno de uma série de Netflix. Como um estado se organiza para roubar o funcionário público da Bahia? Uma estatal baiana... Olha, eles gostam tanto de estatais, mas eles privatizaram a estatal, Sr. Presidente. Olha que coisa engraçada: o PT privatizando. Aí, quando o PT faz alguma coisa fora do que eles defendem, a gente tem que olhar com lupa, porque é estranho, é diferente.
A Ebal é arrematada por R$15 milhões em leilão - o Credcesta Bahia. Isso aconteceu, Sr. Presidente, em abril de 2018. Aqui, olha: R$15 milhões.
E o que acontece, ato contínuo? Uma empresa que servia para entregar alimentos para funcionários públicos da Bahia. O que acontece, Sr. Presidente, é o Decreto 18.353, de 27 de abril. Sr. Presidente, 15 dias depois, Sr. Presidente, esse decreto do Sr. Rui Costa, Governador, então, da Bahia e, hoje, Chefe da Casa Civil, o Ministro mais importante do Governo de Lula, determina que esse programa Credcesta passe a ter uma linha de crédito aprovada de 30% do consignado dos funcionários públicos da Bahia.
E, nesse meio tempo, essa empresa arrematada por R$15 milhões, que era para vender alimentos, passa a ser um toque de Midas, passa a ser uma operação extremamente rentável; e esse cidadão que comprou, o Sr. Augusto Lima, revende 50% dessa operação por 30 milhões e fica com 50% do negócio. Já ganhou 100% do que investiu, remanescendo 50%, e tendo acrescido no seu negócio um valor agregado extraordinário.
Mas não para por aí, Sr. Presidente. Olha como o PT da Bahia é cruel com os funcionários públicos, quando se trata de assaltar o servidor público. A taxa de juros Selic é a maior do mundo hoje, graças ao Governo do PT, de 15%; mas ela começa a aumentar no nosso governo. Em janeiro de 2022, graças à pandemia, à catástrofe econômica que ocorreu em função de um problema que aconteceu no mundo inteiro, essa taxa de juros estava, Marcel, a 10,75% ao ano. Se você dividir por 12 meses, Adriana, dá quanto? Dá 0,9, menos de 1% ao mês.
Os funcionários públicos tinham, naquela oportunidade, Sr. Presidente, uma taxa de juros, num consignado, sabe de quanto, eminente Relator? De 6% ao mês, quase sete vezes maior do que a taxa Selic. Você imagine que, a 15% hoje, deviam estar pagando aí, sei lá, 7, 8%, 10% ao mês - taxa de agiota! E os funcionários públicos da Bahia quiseram sair.
O que é que faz o eminente Governador da Bahia? O Governo do PT proibiu que os servidores escapem dos juros extorsivos do Banco Master - proibiu. Disse: "Não, os senhores têm que ser roubados, aqui, pelo Banco Master; os senhores têm que ser roubados, têm que ser espoliados, têm que ser extorquidos, têm que ser despidos dos seus proventos, porque nós temos um projeto" - o projeto de perpetuação de poder de um partido que acha que roubar, corromper, malversar recursos públicos, dilapidar o patrimônio dos brasileiros é justo, é razoável, desde que seja a favor do PT!
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Pois muito bem. Está aqui, ó; aconteceu na Bahia.
E nós fomos desafiados aqui a mostrar documentos que, de alguma forma, fizessem alguma conexão com o Banco Master. Este banco aqui, do Sr. Augusto Lima, representa, ou representava, até meados de 24, 50% do funding, do total do Banco Master.
Muito bem, Sr. Presidente, vamos adiante.
O Sr. Diretor-Geral da Polícia Federal, o mesmo que fez aquele relatório e entregou ao Ministro Fachin, reclamando que o Toffoli tinha negócio e tal, foi o que participou do jantar em Londres, daquele convescote de autoridades patrocinado pelo Sr. Vorcaro - estava lá o Diretor-Geral da Polícia Federal. Qual a isenção desse senhor para fazer essas investigações? Se o Ministro Toffoli não tem isenção, quem participa desses convescotes também deveria se julgar impedido.
E esse cidadão é Diretor da Polícia Federal, mas o tempo todo fica se reportando ao Presidente da República a respeito de operações em andamento, despachando com o Presidente, inclusive fora de agenda, em desacordo com os preceitos de como deve funcionar a Polícia Federal, que tem que ter, sobretudo, liberdade na sua ação e identidade própria.
Hoje, nós temos uma Polícia Federal, infelizmente, que está aparelhada. Não sou eu que estou dizendo, não; são as reportagens que saem a todo momento da forma como esse cidadão tem se comportado. Agora, quando o Presidente Bolsonaro quis nomear o Diretor da Polícia Federal, o STF proibiu, porque ele tinha uma relação de amizade com o Presidente; esse participa de todo tipo de agenda fora do roteiro e é considerado idôneo - esse pode!
Mas vamos mais adiante, Sr. Presidente.
E nós encontramos duas figuras exponenciais do Governo do Presidente Lula que recebem sinecuras extremamente vantajosas desse banco, a título não sei de quê: um é o Sr. Guido Mantega, que quebrou o Brasil - certamente, deve ter sido o responsável por ter quebrado o Banco Mastro também -, que recebe R$1 milhão por mês, com um pedido gracioso do Líder do Governo: "Amigo, emprega aí esse cidadão por R$1 milhão...
(Soa a campainha.)
O SR. ROGERIO MARINHO (Bloco/PL - RN) - ... porque ele tem um bom currículo. Ele quebrou o Brasil, ele vai resolver a situação do Banco Master". Esse cidadão é o mesmo que estava numa agenda, fora do contexto da normalidade, com o Presidente da República; com o Chefe da Casa Civil, que era o mesmo Governador que havia colocado, para dentro do seu Governo, o tal do Credcesta; com o Sr. Presidente, hoje, do Banco Central, que, na época, não se reportou - o Sr. Galípolo não se reportou, o Presidente do Banco Central. E não foi uma reunião só, não, Adriana; foram quatro, fora de agenda.
O que é que foi tratado, Sr. Presidente? O que é que foi dito ali? Que tipo de articulação estava acontecendo nas catacumbas do Palácio do Planalto? Porque isso é uma situação que merecia, pelo menos, que houvesse transparência. Mas esse é um Governo que tem no seu DNA esse tipo de atuação, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pergunto a V. Exa. se quer fazer uso do tempo de Liderança.
O SR. ROGERIO MARINHO (Bloco/PL - RN) - Não, porque eu vou falar depois do Alencar.
Então, só para concluir: quero dizer a V. Exa...
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não.
O SR. ROGERIO MARINHO (Bloco/PL - RN) - ... que é realmente espantoso como esse PT se renova na forma como vem aqui com narrativas que não têm sustentação.
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O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não, Excelência.
O SR. ROGERIO MARINHO (Bloco/PL - RN) - Eu vou aguardar aqui mais um pouquinho, porque eu tenho mais cinco minutos para falar.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Sim, senhor.
Com a palavra o Deputado Alencar Santana.
O SR. ALENCAR SANTANA (Bloco/PT - SP. Pela ordem.) - Obrigado pela deferência, Senador Rogerio Marinho.
Eu queria começar falando sobre duas perguntas que foram feitas ainda pela depoente de hoje. Ela tentou demonstrar que não tinha conhecimento das coisas, que era o marido dela, isso e aquilo, mas ela soube destacar, quando perguntada pelo Relator, quando eles compraram a primeira casa. Ela falou que foi em 2020.
Depois, foi perguntado ainda, numa insistência, onde comprou a nova casa, que supostamente, segundo palavras, seria uma casa grande, uma espécie de uma mansão. E aí, ainda assim, aditivou: "Quando a senhora e o seu marido melhoraram de vida, ascenderam na vida?". Ela disse, textualmente: "Não, eu tenho isso aqui como 2022, o ano quando a gente comprou a nova casa, a segunda casa". Só para lembrar, foi quando a Conafer cresce, no Governo Bolsonaro - 2020 e 2022, Presidência do senhor presidiário Jair Messias Bolsonaro. É muito clara a resposta dela.
Agora, eu queria perguntar para ela... Porque o marido dela está preso, um operador, mas o Presidente da Conafer, que tem até chofer nesta Comissão, não está preso. E mais, ao foragido Presidente da Conafer, foi feito aqui por um Deputado... Foram dadas dicas para que ele fugisse da Polícia Federal, e até agora ele está foragido. Eu queria perguntar isso para ela, porque ela poderia colaborar mais, porque dicas foram dadas ao vivo, em público, nesta Comissão, para que o Presidente da Conafer fugisse, e até agora está desaparecido, lamentavelmente. Infelizmente, não tive essa oportunidade, porque ela passou mal, entendo, teve que ir embora, mas quem sabe não tenhamos outra oportunidade de assim fazer.
Eu queria só também dizer aos senhores e senhoras que o PT apresentou a convocação do Sr. Gustavo Lima, sócio do Vorcaro...
(Intervenções fora do microfone.)
O SR. ALENCAR SANTANA (Bloco/PT - SP) - Augusto, Augusto Lima - ô, Gustavo -, o Sr. Augusto Lima, sócio do Vorcaro, esposo da Ministra do Bolsonaro. E também pedimos a convocação da Ministra do Bolsonaro.
Aliás, queria saber quais Deputados e Senadores desta Casa estiveram no casamento da Ministra do Bolsonaro com o sócio do Vorcaro. Era uma boa pergunta, Deputado Zé Trovão. V. Exa. esteve lá? Já disse aqui para mim que não.
Mas está lá. E dizem que o padrinho, pelo menos informal, o cupido foi o ex-Ministro do Bolsonaro, o Sr. João Roma, que foi o cupido, ex-Ministro da Cidadania, e aquele que indicou o sucessor dele, o Sr. Ronaldo Bento, de que também pedimos a convocação, ex-Ministro do Bolsonaro, Ronaldo Bento, que saiu do ministério e é Diretor do Banco Master...
É muita intimidade, é muito conluio, é muita pessoalidade nessa relação, é muita pessoalidade. Por isso que nós temos que apurar e investigar para valer. A Deputada Adriana veio aqui: "Não, assina aqui o nosso requerimento". Eu não vou assinar o de V. Exa. (Risos.)
Nós vamos apresentar o nosso, fique tranquila, na hora oportuna. Nós não vamos nos pautar por vocês. Nós vamos pautar por aquilo que nós decidirmos, pode ter certeza absoluta. E nós queremos esclarecer muita coisa. Olha só, senhoras e senhores...
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Então, só para dizer, apresentamos requerimento, Deputado Rogério Correia, de convocação do João Roma, ex-Ministro Bolsonaro; do Ronaldo Bento, ex-Ministro Bolsonaro, atual Diretor do Banco Master; do Sr. Augusto Lima, ex-sócio do Vorcaro e esposo da Ministra do Bolsonaro, de que também nós pedimos a convocação.
Pode ficar tranquilo que vai ter convocação para muita gente, para a gente trabalhar aqui ao longo do tempo.
Mas eu queria mostrar um vídeo aqui, por favor...
Lembro que o Sr. Ronaldo Bento foi quem autorizou o Banco Master a operar o Auxílio Crédito Brasil em ano de eleição e ali fraudou bilhões - bilhões - com o aval também do ex-Ministro João Roma.
E o Ronaldo Bento - lembrando - operou o crédito consignado em 2022 e depois foi trabalhar como diretor no banco, e está lá até hoje - agora não, que o banco está sendo liquidado. Ele tem muito a dizer, não tenho dúvida disso.
(Procede-se à exibição de vídeo.) (Pausa.)
O SR. ALENCAR SANTANA (Bloco/PT - SP) - Por favor.
Só peço que o tempo... Está correndo o tempo e o vídeo não está passando.
(Procede-se à exibição de vídeo.)
O SR. ALENCAR SANTANA (Bloco/PT - SP) - Pode aumentar, por favor?
(Procede-se à exibição de vídeo.)
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O SR. ALENCAR SANTANA (Bloco/PT - SP) - Eu não tenho dúvida de que todo o esquema do "bolsomáster" e do "tarcísiomáster" ainda virá à tona com muito maior clareza. Não é à toa que o dono do... que o Master doou 2 milhões à campanha do Governador Tarcísio e 3 milhões à campanha do Presidente Bolsonaro, o maior doador individual. Não deu à toa, dinheiro do...
(Soa a campainha.)
O SR. ALENCAR SANTANA (Bloco/PT - SP) - ... consignado que ele roubou dos aposentados com a autorização que ele teve em 2020 no Governo Bolsonaro. Foi autorizado, em 2020, um ano depois de o Vorcaro assumir a Presidência do Banco Master, foi autorizado a fazer os descontos e ali fraudou mais de 250 mil contratos. Doou esse dinheiro para a campanha do Tarcísio, e não é à toa todo o esquema, que tem a participação também do Banco Master na privatização da Sabesp, que está lesando o povo de São Paulo com conta mais alta e falta de água em diversas cidades, em diversos bairros também da grande São Paulo.
Então, senhoras e senhores, por isso que eu também apresentei a convocação do Governador Tarcísio, para que ele venha aqui falar da sua relação com o Banco Master e de toda a trama que ele soube, de quando começou a operar o Banco Master o consignado no INSS. Afinal de contas, ele era um dos ministros dessa turma toda, íntima do dono, do Daniel Vorcaro.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pergunto ao Líder Marinho...
O SR. ROGERIO MARINHO (Bloco/PL - RN. Fora do microfone.) - Opa!
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Não está, não é?
O SR. ROGERIO MARINHO (Bloco/PL - RN. Fora do microfone.) - Eu estou aqui...
O SR. ZÉ TROVÃO (PL - SC) - Eu fui citado, Presidente. Eu fui citado, Presidente.
A SRA. ADRIANA VENTURA (NOVO - SP. Fora do microfone.) - Eu também fui.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - V. Exa. quer fazer uso do artigo?
O SR. ZÉ TROVÃO (PL - SC) - Quero, sim, senhor, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Perfeitamente, Excelência.
O SR. ZÉ TROVÃO (PL - SC) - Não é questão de forma ofensiva...
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Eu lamento, Excelência, mas o nome foi citado e o Parlamentar faz questão do uso.
Pois não, Deputado Zé Trovão.
O SR. ZÉ TROVÃO (PL - SC. Para explicação pessoal.) - Sr. Presidente, eu quero... O nobre Deputado que antecedeu a fala aqui fez uma citação, inclusive ele disse: "Perguntei para o Zé Trovão se ele foi ao casamento". E a primeira resposta que eu quero dar a ele é a seguinte: eu não me misturo com gente da laia do PT. E pode ser do PT, se tiver gente do PL, de que partido for, bandido tem que estar na cadeia e acabou.
Agora nós temos que deixar ressaltada uma coisa aqui: a narrativa utilizada pelos Deputados da esquerda aqui vem numa conjuntura muito fraca, porque, primeiro, eles bradam, bradam sobrenomes ligados ao Presidente Bolsonaro, Adriana, mas eles não tiveram coragem de colocar em votação essa pauta aqui agora. A narrativa criada por esses Deputados é sempre a mesma.
Teve até um aqui, que não se encontra hoje na Comissão - e é por isso que eu não vou citar o nome dele, porque é feio citar o nome de quem não pode se defender -, que fez uma montagem com o Presidente Bolsonaro, com Campos Neto e com o Vorcaro. E teve que se retratar publicamente, pedir desculpas. E aí, eles pedem desculpas pelo erro. Não, não é erro. Fake news, mentira, é o que o PT sabe fazer de primeira linha. A esquerda trabalha somente em cima de narrativas falsas, e hoje essa senhora que esteve aqui provou, mais uma vez, que esse esquema vai muito além do que a gente imaginava.
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Mas sobre isso eu vou falar depois, porque eu estou dizendo do que fui citado. Não participei, não participo de eventos - bom, nem no meu estado eu tenho tanto tempo para participar dos eventos importantes políticos, imagina em eventos de casamento de quem eu sequer tenho afeição. Mas as narrativas todas caem por terra, e elas caem na medida em que o que eles falam eles falam e depois jogam uma pá de cal - e para quem não sabe para que serve uma pá de cal, é para dissolver o problema. A gente faz isso na roça, joga uma cal para matar a praga.
Agora, é muito feio para esse time da retaguarda aqui, que a vida inteira fala que o Bolsonaro abriu as portas e escancarou... Engraçado que o Bolsonaro abriu as portas para o Ministro Dias Toffoli ter contratos milionários... Então, o Bolsonaro abriu as portas para que os Ministros do Governo Lula tivessem acesso a essa corrupção?! Olha, ou o Bolsonaro é um imbecil...
O SR. WELLINGTON FAGUNDES (Bloco/PL - MT. Fora do microfone.) - Que nunca foi.
O SR. ZÉ TROVÃO (PL - SC) - ... que nunca foi, ou ele é o bonzinho, a Chapeuzinho Vermelho, porque ele vai abrir as portas para a esquerda roubar.
Senhores, façam um favor à nação brasileira e, quando vocês quiserem acusar alguém, parem de fazer isso midiaticamente. Vamos quebrar o sigilo de todo mundo. É um por um, né, Relator?
O SR. JOSÉ MEDEIROS (PL - MT. Fora do microfone.) - Quem for podre, que se quebre.
O SR. ZÉ TROVÃO (PL - SC) - Vamos quebrar o sigilo de todo mundo, mas vamos fazer isso aqui, nesta sessão - nesta sessão! Não vem com papo de reunião depois, não!
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL. Fora do microfone.) - É verdade.
O SR. ZÉ TROVÃO (PL - SC) - Porque já tentaram trazer até o Zema aqui...
(Soa a campainha.)
O SR. ZÉ TROVÃO (PL - SC) - ... com invenções de fábulas. E agora querem trazer o Tarcísio... Faz o seguinte: vamos quebrar o sigilo de todo mundo. Onde é que está a ligação desse com aquele dentro do caso que está sendo instaurado? Agora, não vem com papo de doação de campanha. Se quebrar o sigilo do Banco Master, de quem está envolvido, se tiver doação de roubo do INSS, vai aparecer. Mas eu quero saber de onde foi o R$1 milhão pago ao Guido Mantega, eu quero saber dos 250 mil pagos ao Ministro Lewandowski e quero saber dos 120 milhões pagos à esposa de Alexandre de Moraes. Quebre o sigilo e apresente, aí fica mais fácil; a gente para com narrativa e mostra a realidade.
A SRA. ADRIANA VENTURA (NOVO - SP) - Presidente, art. 14. Vou usar só um minutinho.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não, Deputada.
A SRA. ADRIANA VENTURA (NOVO - SP. Para explicação pessoal.) - Eu só quero deixar registrado aqui, e de uma maneira muito clara, o que todos já viram: o PT blindou o Banco Master. Blindou porque tem medo; blindou porque o Presidente Lula teve um monte de reunião fora da agenda; blindou porque o Guido Mantega e o Lewandowski são consultores do Master com contratos milionários - e todos viram. E é claro para todo mundo também que o Vorcaro e o Banco Master são crias do PT, da Bahia - da Bahia -, com Rui Costa, com Jaques Wagner. E tudo começou no Credcesta.
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(Soa a campainha.)
A SRA. ADRIANA VENTURA (NOVO - SP) - Então, não querem dar acordo nos requerimentos. Eu quero fazer uma proposta aqui: assinem o requerimento aqui, que já está assinado por muitos Deputados e Senadores, de prorrogação da CPMI, e vamos parar de enrolação, de que "vamos fazer o nosso próprio". Eu assino o seu. Assine o meu, que eu assino o seu: não tem problema nenhum. E, mesmo se você assinar o meu, eu assino o seu, porque se é para prorrogar a CPMI... É claro, se for para prorrogar a CPMI, mas não tenha dúvida, faço isso - e quero pedir também para o Líder do Governo aqui fazer -, porque a gente precisa votar esse requerimento hoje. O Brasil tem pressa.
Então, vamos assinar aqui para a gente fazer a prorrogação, que deveria ser automática, desta CPMI.
Muito obrigada, Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não, Excelência.
Líder Marinho, posso dar sequência ou V. Exa. fala?
O SR. ROGERIO MARINHO (Bloco/PL - RN) - Pois não. Eu posso falar...
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pelo tempo de Liderança, Líder Rogerio Marinho.
O SR. ROGERIO MARINHO (Bloco/PL - RN. Pela Liderança.) - Nós temos um vídeo de três minutos. Em seguida, eu complemento com dois minutos. Por favor.
Eu quero só alertar que é inteligência artificial, antes que haja qualquer contestação.
(Procede-se à exibição de vídeo.)
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O SR. ROGERIO MARINHO (Bloco/PL - RN) - Sr. Presidente, isso é inteligência artificial, as imagens são ilustrativas, e eu assino; isso é uma linha do tempo. E é importante que a população tome conhecimento do tamanho da trama que está sob os nossos olhos, agora. E isso não é um acaso, Sr. Presidente. Isso é método, é um método repetido até a exaustão, durante 14 anos, que resultou, em 2014 e 2015, na maior crise econômica, na maior catástrofe econômica e moral que o país viveu desde 1948, quando começaram as medições econômicas a respeito do desempenho da nossa economia. Milhões de empregos suprimidos, centenas de milhares de empresas fechadas, e aqueles que o PT dizia proteger...
(Soa a campainha.)
O SR. ROGERIO MARINHO (Bloco/PL - RN) - ... foram os principais prejudicados, porque o PT se utiliza do método Robin Hood às avessas: dá com a mão e tira com as duas.
Pretende novamente se perpetuar no poder, com os mesmos métodos, com os mesmos personagens. Nós já sabemos o resultado. Tivemos aqui, no primeiro semestre, Sr. Presidente, no segundo semestre do ano passado, revelações estarrecedoras a respeito de como o PT se comporta contra aqueles que são os mais frágeis, que são os aposentados brasileiros. E agora nós estamos vendo como se comporta o sistema financeiro brasileiro.
Sr. Presidente, doa a quem doer. Quem tiver problema, quem tiver o que pagar que pague. Aliás, eu acho que a primeira demonstração é essa. Nós já dissemos aqui, de uma forma peremptória: somos favoráveis, sim, a quebrar o sigilo das operações do banco que está sendo acusado inclusive de ter conivência com o nosso Governo. Então, nós não temos nenhum problema, votaremos favoravelmente. Esperamos que o Líder do Governo tenha a mesma disposição para corroborar o que afirma, já que ele afirma que há problemas ligados a pessoas do nosso Governo.
Então, peço a V. Exa. e aos nossos pares que nos ouvem agora que saiamos do discurso e vamos para a prática. Saiamos da teoria e vamos agora...
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não.
O SR. ROGERIO MARINHO (Bloco/PL - RN) - ... para a efetividade. E vamos quebrar aqui o sigilo, para que nós possamos verificar, na prática, quem de fato se locupletou com mais esse escândalo no Governo do PT.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Deputado Coronel Chrisóstomo.
O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS) - Presidente...
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não, Excelência.
O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS. Pela ordem.) - ... só por questão de clareza, só para que a Mesa anote os requerimentos que eu teria solicitado, que eu passei para o Relator, não sei se o Relator passou os números, mas eu gostaria de deixar registrado.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Sim.
O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS) - São os Requerimentos 2.954, 2.958, 2.956, 2.955, 57, 53 e 49.
Obrigado.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não, Excelência.
O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS) - E eu gostaria de saber se a reunião vai acontecer, então, entre os Líderes hoje ainda, é isso que foi...
(Intervenções fora do microfone.)
O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS) - Não, mas o Presidente disse que tem que ter reunião.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Não, não, Excelência! Eu vou repetir, mais uma vez, o que eu disse. Eu sou uma pessoa que cumpro palavras. Quando nós começamos a CPMI, ficou acertado que nós teríamos deliberativas todas as quintas-feiras. E isso está sendo mantido desde o começo, e eu vou manter. Todos os extrapautas têm que passar pela autorização dos Líderes de cada lado.
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Se houver a anuência do Líder do Governo, coloco em votação qualquer que seja o requerimento que esteja aqui; se não houver, eu vou cumprir o compromisso que eu fiz desde o início como Presidente desta Comissão.
Deputado Coronel Chrisóstomo, por favor.
O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS) - Obrigado, Presidente.
Só para ficar registrado: até este momento só há da Oposição o acordo, mas não da Liderança do Governo. Só para que fique bem claro...
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não.
O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS) - ... porque, se não tiver o que fazer mais aqui nesse sentido, sinceramente, a gente sabe que vai acabar sendo votado apenas na quinta-feira. E confiamos em V. Exa. para que ponha isso em pauta na quinta-feira.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Sim.
O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS) - Muito obrigado, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não, Excelência.
O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS) - E o Governo blinda o Master mais uma vez.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Deputado Coronel Chrisóstomo.
Atenção, Rondônia!
O SR. SÓSTENES CAVALCANTE (PL - RJ. Fora do microfone.) - Atenção, Brasil!
O SR. CORONEL CHRISÓSTOMO (PL - RO. Pela ordem.) - Olá, Rondônia! Olá, Brasil!
Senhores, meus cumprimentos.
Por favor, passe o vídeo. (Pausa.) Volte, aumente esse som.
(Procede-se à exibição de vídeo.)
O SR. CORONEL CHRISÓSTOMO (PL - RO) - Atenção!
(Procede-se à exibição de vídeo.)
O SR. CORONEL CHRISÓSTOMO (PL - RO) - Presidente, está dito aqui, pelo líder da esquerda, do PT, que quem estiver envolvido tem que vir aqui falar, esclarecer na CPMI. Então, ninguém pode votar contrário aqui - pelo menos está dito pelo Sr. Lula. Se alguém votar ao contrário, tem que mostrar para o Brasil a vergonha que eles estão fazendo até mesmo para dentro do grupo deles. Está claro aqui.
Presidente, vimos uma senhora, hoje, aqui, escrachadamente sendo uma laranja para os ladrões dos nossos velhinhos aposentados e deficientes. E, eu, Deputado Federal de Rondônia, os senhores sabem: fui o primeiro a colher assinaturas para que houvesse essa investigação. Em 23 de abril de 2025 eu comecei a fazer esse trabalho, Zé Trovão: o primeiro Deputado a abrir para buscarmos as verdades do roubo. E, pela nossa felicidade, além de eu ter criado a CPI, vieram duas abençoadas, duas mulheres abençoadas para direcionar para a CPMI. Elas... Eu acho que essas duas mulheres sentiram que, se não fosse esse trabalho direcionado para a CPMI, hoje nós não saberíamos quem são os verdadeiros ladrões dos nossos aposentados e pensionistas. Quem eram essas duas abençoadas? Quem foram? Ela, Senadora Damares, e a Capitã Fernanda. Portanto, nós três estamos unidos...
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O SR. EVAIR VIEIRA DE MELO (Bloco/PP - ES. Fora do microfone.) - Rebaixou a Coronel.
O SR. CORONEL CHRISÓSTOMO (PL - RO) - Coronel Fernanda.
O SR. EVAIR VIEIRA DE MELO (Bloco/PP - ES. Fora do microfone.) - Corrigido.
O SR. CORONEL CHRISÓSTOMO (PL - RO) - Coronel Fernanda!
Então, senhores, a verdade está dita: nós somos, sim, os pioneiros para fazer justiça aos nossos aposentados e pensionistas.
Senhores, a decisão do STF prejudica o andamento do nosso trabalho. Impedir pessoas ou facilitar a pessoas não estarem presentes não nos ajuda, Presidente. Por isso, minha solicitação é para que esta Presidência vá ao STF mostrar que nós precisamos da ajuda dele para que possamos descobrir, saber de todos os ladrões e prender essa turma toda.
Os conservadores da direita que lutam pela liberdade em Rondônia estão atrás dos nossos velhinhos, em Rondônia, porque querem saber quem está sendo pago pela metade daquilo que merece receber. E muitos velhinhos estão recebendo uma parte do dinheiro, Presidente. Nós temos que falar isso, Sr. Presidente, nós temos que cobrar isso da Justiça. Muitos estão recebendo pouco e não o que deveriam receber. Lá em Rondônia, está acontecendo isso. E os conservadores da direita que lutam pela liberdade, lá em Ji-Paraná, Porto Velho, Ariquemes, Cacoal e Vilhena, estão lutando por isso. São os grandes guerreiros da direita os conservadores de Rondônia.
Alguém disse que falar dos velhinhos, e aposentados, e pensionistas, e deficientes, senhores, faz com que o povo de Rondônia fique revoltado com muitos que não defendem os nossos velhinhos no Brasil. E Rondônia está unida em defesa desta CPMI. Eles me pedem até que os senhores vão a Rondônia, mas eu sei que não há tempo suficiente para isso.
Senhores, agora vem a real: sobre o que essa turma da esquerda fala, eu vou falar a verdade para vocês. Mensalão, a Justiça disse: "O PT roubou". Petrolão, a Justiça disse: "O PT roubou". CPI do BNDES - eu estava lá, eu era titular -, foi dito pelo Palocci: "O Lula roubou o Brasil"; O Palocci falou, eu estava lá, senhores, e aqui eles ficam falando besteira. A verdade é esta: eles roubaram o BNDES a fundo. O Palocci disse: "O que vocês dizem que o Lula roubou é muito mais do que isso, Relator". E a Justiça já confirmou isso.
Senhores, chegou a hora de o STF liberar o Presidente Bolsonaro da prisão e ele poder ir para casa, porque tudo o que está acontecendo aqui... Já está comprovado isso, gente. Muita gente que se veste aí de o paladino da verdade, na verdade, não é nada disso. Está na hora de o Presidente Bolsonaro ir para casa com sua esposa, a Primeira-Dama, e seus filhos.
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Nós precisamos falar isso, senhores. Não podemos nos esquecer daquele homem que está doente na cadeia. Nós temos que falar e defendê-lo. Está na hora de o Presidente sair daquela prisão. Sabem por quê? Porque ele não deve nada. Inclusive, o MPF está divulgando que em alguns processos o Presidente não deve nada, exemplo: no da covid. Há pouco tempo, o Ministério Público Federal disse: "O Presidente Bolsonaro não deve nada". Então, senhores, está na hora de o Presidente Bolsonaro sair daquela prisão. Tudo o que está acontecendo... Não há mais a necessidade de o Presidente estar preso. O Brasil já sabe que o nosso Presidente não é culpado.
Chega! O Brasil quer verdades. E nós estamos apresentando verdades aqui. Cada um desses Parlamentares da direita, conservadores, está mostrando para o Brasil que quem afundou o pé no INSS, roubando os pobres, os velhinhos, os doentes, os deficientes foi a turma do PT. Está dito! Aliás, quem está preso? A turma do PT. Os diversos presos são todos do PT, Zé Trovão. A realidade é essa.
Nós estamos só ratificando aqui o que o Brasil já sabe. Quem afundou o pé, roubando o INSS, roubando, através do INSS, os velhinhos, e velhinhas, e deficientes físicos, nós já sabemos, Presidente, foi a turma do PT. É a turma da esquerda. Chega! O Brasil não aguenta mais.
É por isso que está vindo isso aí. É por isso que a gente defende. É por isso que o Presidente já nos indicou, para ter uma pessoa verdadeira no futuro... Ele já é pré-candidato a Presidente. Ele - ele -, o 01 do Bolsonaro, é Flávio Bolsonaro, é o pré-candidato a Presidente da República.
Que Deus nos abençoe! Fiquem com Deus!
Até numa próxima oportunidade.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Obrigado.
Deputado Zé Trovão.
O SR. ZÉ TROVÃO (PL - SC. Pela ordem.) - Sr. Presidente, o que aconteceu hoje nessa CPMI é o retrato claro da gravidade do que nós estamos investigando. A depoente, a Sra. Ingrid, diante de tantas provas apresentadas, ficou emocionalmente abalada e deixou essa sessão por não conseguir responder às perguntas, porque ela não consegue explicar como uma mulher que ganha R$2,9 mil declarados movimentou R$156 milhões. Presta atenção, Sr. Presidente: uma mulher que ganha R$2,9 mil movimentou R$156 milhões!
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Bateu o desespero. Marido preso, ela mãe; e ela sabe o que ela fez. Essa história de que "o sítio não é meu, o triplex não é meu" e, daqui a uns dias, "o filho também não é meu", não cola com ela, só cola com Lula. "O sítio não é meu, o triplex não é meu." Daqui a pouco ele vai falar: "O Lulinha não é meu filho, foi adotado, isso aí era filho do Bolsonaro, foi ele que fez".
Agora, essa CPMI, ela está entrando num caminho que assusta, Deputado Paulo Pimenta, assusta muito. E sabe por que ela assusta, Líder Sóstenes? Ela assusta porque não é compatível o que aconteceu com o Brasil com o Brasil de que os brasileiros precisam, porque o brasileiro não precisa de um país devastado por corruptos e ladrões.
E me desculpem, senhores, os verdadeiros bandidos não estão nas favelas do Rio de Janeiro, de São Paulo e de todo o Brasil. Os verdadeiros ladrões do Brasil estão em Brasília, ou eleitos ou representantes de algumas associações. E não sou eu que estou falando, são as provas.
Sr. Presidente, mas o que mais me deixa estarrecido com a D. Ingrid hoje é que, por mais que ela tenha roubado, ajudado a roubar R$156 milhões, isso dá o equivalente a 3% do rombo real do INSS, que passa dos R$6 bilhões. E aí, nós vamos ter que falar, sabe de quem? Do irmão do Lula.
Só a associação do irmão do Lula foi responsável por desviar R$1,2 bilhão. E olha, a gente está falando de um crime, senhores, que será considerado como petrolão, como Lava Jato... Não é 2.0, não, Sr. Presidente, é 6.8 - 6.8, todo mundo sabe, é só carro V8 que tem essa nomenclatura. E eu vou dizer o porquê: porque este roubo está apresentado, e ele teve uma crescente exatamente no Governo de quem?
(Intervenção fora do microfone.)
O SR. ZÉ TROVÃO (PL - SC) - De Luiz Inácio Lula da Silva.
Interessante. Eu vejo, todos os dias, aqui, que eles tentam, de toda maneira, colocar Bolsonaro e os ministros do Bolsonaro como bandidos. Eu faço aqui, nesta CPMI, agora: vamos quebrar o sigilo de todo mundo de uma vez só. Mas vamos também, na quebra dos sigilos, fazer as devidas convocações neste período que nos resta, que não é um período longo, é exíguo. Mas parem de trazer a esta CPMI a narrativa.
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Este crime tem núcleo financeiro, núcleo empresarial, núcleo operacional, mas o mais importante deste crime, Sóstenes, é que ele tem o núcleo político! E também o núcleo jurídico! Este crime aconteceu sob as barbas de Brasília e teve assinaturas de ministros que ocupam o alto escalão das cortes. E quem está dizendo isso, antes que vocês queiram mandar me prender novamente, não sou eu: é a Polícia Federal, que escancara definitivamente a ligação do Ministro Dias Toffoli no caso. E aí nós vamos falar do caso do Dias Toffoli, que é igual ao caso da Ingrid: ele usou os laranjas da família.
A Ingrid foi laranja do mão preta - eu chamo de mão preta aquela aberração que veio aqui, porque aquilo é uma aberração humana, um homem sem respeito, sem moral, e que, se houver justiça e uma boa investigação... Tem uma moça de Minas Gerais que morreu um dia depois que a polícia bateu na sua casa. Isso foi suicídio ou assassinato? Quando fala em assassinato, tem um ex-Prefeito de Santo André que se revira no caixão. Quando fala em assassinato, tem um ex-Ministro da Suprema Corte que pode estar se revirando no caixão. Porque ninguém sabe se é homicídio, se é suicídio, se é assassinato....
(Intervenção fora do microfone.)
O SR. ZÉ TROVÃO (PL - SC) - ... porque tudo fica escondido. O que este país está vendo é que os inocentes são condenados por golpe de Estado. (Pausa.) E tem muita gente que tem até as suas investigações arquivadas dentro da Suprema Corte.
Olha, senhores, a justiça precisa ser feita, Presidente.
Eu já disse aqui e vou repetir para encerrar a minha fala: o Deputado Federal Marcos Antonio Pereira Gomes, conhecido como Zé Trovão, do Estado de Santa Catarina, não tem político de estimação. Se tiver gente do Governo Bolsonaro envolvida, tem que ir para a cadeia. Mas, até agora, só mostraram narrativas do nosso lado. Porque toda vez que a gente apresenta uma prova de que há indícios de corrupção de Lulinha, que recebe mesada de R$300 mil do Careca do INSS, e de tantos outros, qual é a desculpa deles?
Na próxima reunião, a gente vai se reunir e a gente decide juntos quem nós vamos convocar. Não, não precisa ser agora. Não, o amanhã só é feito porque alguém precisa da bênção de outro...
(Soa a campainha.)
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O SR. ZÉ TROVÃO (PL - SC) - ... porque o agora tem que ser feito da maneira correta.
Eu convido o Líder do Governo a fazer o que o Líder da Oposição teve capacidade moral de fazer: vamos votar esse extrapauta já, porque a quebra de sigilo não fica para amanhã! E aí, senhores que passaram a noite acusando o Bolsonaro de estar envolvido neste crime - e seus Ministros -, se houver a quebra de sigilo, ficará provado; e aí vocês vão poder dizer: "Não falamos? Não avisamos? Não dissemos?". Mas, por favor, não fiquem na narrativa. Joguem o jogo da maneira séria, Deputados, e façam o papel de vocês não só através das folhas lidas, escritas e do linguajar: façam através da ação.
É hora de votar a quebra de sigilo do Banco Master. Vamos colocar na cadeia todos os bandidos.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Obrigado, Excelência.
Com a palavra...
O SR. PAULO PIMENTA (Bloco/PT - RS) - Cinco minutos, Presidente...
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não, Excelência.
O SR. PAULO PIMENTA (Bloco/PT - RS. Fora do microfone.) - Eu fui citado...
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Art. 14; cinco minutos.
O SR. PAULO PIMENTA (Bloco/PT - RS. Para explicação pessoal.) - Presidente, eu me coloco na posição de um cidadão brasileiro, de uma cidadã brasileira que está nos assistindo aqui. Horas e horas de CPI, Sr. Presidente, e aí as pessoas assistem a falas como essa, do Deputado "Zé Chuvisco", agora, que me antecedeu, ou do outro colega Deputado, lá de Rondônia, que são umas falas, Presidente, que não têm nexo, sabe? Assim: uma fala tem início, meio e fim; a deles tem só meio! Ninguém entende o que eles falam. Agora ele chegou a trazer até Ulysses Guimarães! Mas o que é que Ulysses Guimarães, o que é que a morte do Ulysses Guimarães tem a ver, Sr. Presidente, com a CPI?
Só tem uma explicação; só pode ter uma explicação: a de que é uma tentativa de confundir a cabeça das pessoas que nos assistem, para não entenderem o que é que nós estamos investigando aqui - e que já está mais do que esclarecido. O povo brasileiro já entendeu: em 2021, o Bolsonaro, o Paulo Guedes, o Onyx Lorenzoni mudaram uma norma interna do INSS, com o objetivo de permitir que um conjunto de entidades-fantasmas, que não trabalhavam com aposentados e aposentadas, fossem credenciadas para fazer desconto de aposentados e aposentadas. Bolsonaro: pá! - carimbo do Bolsonaro.
Logo em seguida, essas entidades-fantasmas tiveram acesso ao banco de dados do INSS, e, de uma hora para a outra, milhões de aposentados e aposentadas em todo o Brasil começaram a ser descontados por entidades de que eles nunca tinham ouvido falar! Milhões de aposentados e aposentadas, em todo o Brasil.
Isso foi crescendo, foi crescendo... Parte desse esquema criminoso - que a gente apelidou aqui de "golden boys", que são jovens que nunca tinham trabalhado, que ficaram milionários do dia para a noite -, inclusive, foi lá na campanha do Onyx, botou dinheiro na campanha do Onyx, dinheiro que tinha sido roubado do INSS. E foi aumentando esse esquema, tinha funcionários corruptos do INSS, tinha operadores. Nós estamos investigando para chegar nos cabeças desse esquema, porque não é possível que eles tenham roubado tudo isso.
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E, hoje, a gente está descobrindo que, além do esquema do INSS, também nesta mesma época, lá em 2021, eles concederam autorização para o chamado Banco Master, também de acesso aos consignados. Foi o Bolsonaro, o Paulo Guedes, o João Roma, o Onyx que criaram o "bolsomáster".
Então, o povo brasileiro já sabe: tanto o esquema do roubo do INSS quanto o esquema do "bolsomáster" não existiriam se o Governo Bolsonaro não tivesse permitido que estas quadrilhas tivessem entrado para a máquina do Estado e roubassem aposentados e aposentadas.
Essa gente é corajosa, Presidente. Eles roubaram aposentado, eles roubaram pensionista, eles roubaram crianças, eles roubaram o pessoal do BPC. Eles roubavam qualquer pessoa, Presidente, eles não tinham limite para a roubalheira. Essa gente roubou muito, muito, muito.
(Soa a campainha.)
O SR. PAULO PIMENTA (Bloco/PT - RS) - Esse é um esquema de sofisticada ação criminosa deste esquema comandado por Bolsonaro, que está lá na Papudinha, está lá na cadeia.
E aí, Presidente, o que aconteceu? Foi o Governo Lula que acabou com o esquema da corrupção do roubo do INSS e devolveu o dinheiro para os aposentados e aposentadas. E foi o Governo Lula que acabou com a farra do Banco Master, não renovando o ACT, decretando a liquidação e fazendo aquilo que o Campos Neto, que era o homem de confiança do Bolsonaro no Banco Central, não teve coragem de fazer.
Então, não adianta falar que Ulysses Guimarães... Não adianta, porque a verdade está aqui. Não sou eu que digo, são documentos, são provas. Então, peço até desculpa para o povo brasileiro, por ter que ouvir essa quantidade de bobagem, mas a verdade eu demonstrei aqui mais uma vez com provas, Sr. Presidente.
O SR. ZÉ TROVÃO (PL - SC) - Sr. Presidente...
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não, Excelência.
O SR. ZÉ TROVÃO (PL - SC. Para explicação pessoal.) - A palavra utilizada pelo Deputado Paulo Pimenta, de maneira pejorativa, mais uma vez nesta sessão...
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Hum-hum.
O SR. ZÉ TROVÃO (PL - SC) - ... me chamando de "Zé Chuvisco", não me fere, Paulo Pimenta, porque, para você, o único nome que ficou da lista da Odebrecht foi Montanha - e eu não tenho meu nome nesse tipo de lista.
Então, assim, o respeito que eu tenho, você não tem. Você, além de ser um cara que cria narrativas, você utiliza de apelidos que não estão em listas de empreiteira recebendo propina para desmoralizar pessoas. Eu nunca lhe chamei de Montanha, em nenhum momento, mas é o nome que foi lhe dado na lista de propina da Odebrecht.
(Soa a campainha.)
O SR. ZÉ TROVÃO (PL - SC) - Que fique claro isso hoje, que as suas ofensas, para mim, são nadas. Você que deveria rever, além do partido que você faz parte, as suas posições, porque eu aqui não estou defendendo bandido. Já falei diversas vezes: quebre o sigilo de todos. E você continua na mesma narrativa, porque sempre que cutuca onde fere, vocês pulam igual a potro selvagem. Aqui não, viu?
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Bem...
(Intervenções fora do microfone.)
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Gente, eu lamento a gente continuar, mas os nomes foram citados, e eu sou obrigado a seguir o regulamento.
O SR. SÓSTENES CAVALCANTE (PL - RJ) - Sr. Presidente, não são dois art. 14, não?
O SR. PAULO PIMENTA (Bloco/PT - RS) - Sr. Presidente...
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Não, Excelência...
O SR. SÓSTENES CAVALCANTE (PL - RJ) - Não?
O SR. PRESIDENTE (Carlos Portinho. Bloco/PL - RJ) - O nosso acordo aqui...
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O SR. PAULO PIMENTA (Bloco/PT - RS) - Sr. Presidente...
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - ... é que, citou nominalmente o Deputado, ele tem o direito.
O SR. EVAIR VIEIRA DE MELO (Bloco/PP - ES. Fora do microfone.) - Ele respondeu.
O SR. PAULO PIMENTA (Bloco/PT - RS. Para explicação pessoal.) - Sr. Presidente, ele não tinha direito à resposta.
Vamos lá.
Sr. Presidente, de forma criativa e inteligente, aqui, muitas vezes, a gente usa nomes. O Deputado lá, Líder do Governo, me chama aqui às vezes de "Malagueta"; o outro a gente chama de não sei... Então, eu até não sabia que chamar o colega de "Zé Chuvisco" pudesse deixar ele tão incomodado.
O SR. EVAIR VIEIRA DE MELO (Bloco/PP - ES. Fora do microfone.) - Mas citou.
O SR. PAULO PIMENTA (Bloco/PT - RS) - Não, não citei o nome dele, não citei o nome de ninguém. Não estou citando o nome de ninguém.
O SR. EVAIR VIEIRA DE MELO (Bloco/PP - ES. Fora do microfone.) - Não, citou já.
(Intervenções fora do microfone.)
O SR. PAULO PIMENTA (Bloco/PT - RS) - Estou dizendo... não, "Zé Chuvisco" não é nome; "Zé Chuvisco" não é nome.
Mas, Sr. Presidente, V. Exa. me garante aqui.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não.
O SR. PAULO PIMENTA (Bloco/PT - RS) - Eu vou explicar para o Zé - eu vou chamar só de Zé...
O SR. EVAIR VIEIRA DE MELO (Bloco/PP - ES. Fora do microfone.) - Que é "Chuvisco".
O SR. PAULO PIMENTA (Bloco/PT - RS) - Eu vou explicar para o Zé...
O SR. EVAIR VIEIRA DE MELO (Bloco/PP - ES. Fora do microfone.) - Que é "Chuvisco".
O SR. PAULO PIMENTA (Bloco/PT - RS) - ... que ele tem que se informar melhor para não divulgar fake news, para não dizer bobagem. O Deputado Paulo Pimenta nunca esteve envolvido em qualquer tipo de investigação sobre propinas da Odebrecht, isso é uma mentira. Não existe nenhuma investigação. Ele pode procurar no STF documentos, vasculhar onde ele quiser. Ele nunca vai achar, porque o Deputado Paulo Pimenta jamais foi investigado por ter recebido propinas da Odebrecht.
Pelo contrário, o Deputado Paulo Pimenta, na época, ficou conhecido por ter tido a coragem de enfrentar aquela manipulação grotesca, comandada pelo então Juiz Sergio Moro, pelo Dallagnol. E, se tivesse alguma coisa que eles pudessem ter contra mim, Sr. Presidente, com certeza, teriam usado. O senhor sabe por que nunca usaram, Presidente? Porque não existe.
Então, atingir Parlamentares com mentiras, com tentativas de criar um discurso em torno da nossa história, da nossa trajetória não funciona. Então, eu nunca fui investigado por propinas da Odebrecht, nunca na minha vida! Aliás, eu não respondo a nenhum processo, eu não tenho nenhum inquérito a respeito de nada. Se alguém quiser investigar, que investigue. Eu já sofri muitas vezes por conta de fake news que foram alimentadas e distribuídas a meu respeito.
Então, eu não tenho nenhum objetivo de ficar aqui polemizando com o colega Deputado. Se ele acha que o nome que eu utilizei para fazer referência a ele, para que ele não tivesse direito ao art. 14, não foi o mais adequado, eu não vou mais nem usar esse nome, eu vou falar só Zé, sem fazer referência a qualquer tipo de colocação que, de uma forma ou de outra, possa deixar ele inconformado, incomodado ou chateado. Então, não vou mais...
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não, Excelência.
O SR. PAULO PIMENTA (Bloco/PT - RS) - ... usar esse nome de "Zé Chuvisco"; só Zé, daqui para a frente.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Senadora Damares Alves, por favor.
A SRA. DAMARES ALVES (Bloco/REPUBLICANOS - DF. Pela ordem.) - Presidente, essa "máster esquerda" também tem uma "máster imaginação" que eu vou te contar.
Pimenta, eu fui contadora de história infantil...
(Intervenção fora do microfone.)
A SRA. DAMARES ALVES (Bloco/REPUBLICANOS - DF) - Não, Pimenta, aqui com carinho, nenhuma crítica a você não.
E fazia tempo que eu não via alguém contar uma historinha tão linda como a que você contou mais cedo, quando falou da linha de tempo que você acha que foi feita - nada de cinco minutos, não; eu estou te elogiando. Você contou uma historinha bonitinha.
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O SR. PAULO PIMENTA (Bloco/PT - RS) - Não vou, não vou pedir.
A SRA. DAMARES ALVES (Bloco/REPUBLICANOS - DF) - Você contou uma historinha bonitinha. (Risos.)
O SR. PAULO PIMENTA (Bloco/PT - RS) - Só se a senhora falar mal de mim. Daí eu peço.
A SRA. DAMARES ALVES (Bloco/REPUBLICANOS - DF) - Não vou falar mal de ti, não.
Mas, antes de eu dar prosseguimento à minha fala, eu quero trazer uma informação ao Presidente e ao Relator. Na hora em que a depoente passou mal, eu não estava aqui. Eu tive que fazer um despacho fora.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não, Excelência.
A SRA. DAMARES ALVES (Bloco/REPUBLICANOS - DF) - Mas, quando eu cheguei e eu soube que ela estava mal, Senador, como Presidente da Comissão de Direitos Humanos e com uma Parlamentar mulher - porque as outras estavam muito ocupadas ali, a Adriana e a Coronel -, eu fui ao serviço médico especialmente para saber se ela precisava de alguma coisa que fosse mais feminina, mais de mulher, eu queria entender. Ela estava sendo atendida. Tinha uma profissional feminina da área da saúde acompanhando-a. Eu fiquei mais tranquila. Mas a cena que eu vi foi muito triste, Senador: ela estava olhando a foto dos filhos quando eu cheguei e estava chorando. Essa cena me comoveu muito, porque muitas pessoas colocaram suas famílias em risco. E a gente viu isso ao longo desta CPMI, nos últimos meses. A minha preocupação era que ela estivesse muito chateada com a forma como foi tratada aqui, mas eu acho que ela percebeu que não houve nenhuma agressão a ela, que foi realmente um confronto com a verdade. Foi o que eu senti ali, no serviço médico. Mas estava sendo muito bem atendida. Eu acho que ela foi embora, o advogado a orientando. Mas os bandidos colocaram a família em risco, colocaram esposas... Eu não sei até onde, a gente não sabe até onde há o envolvimento dela, a culpa dela, a conivência. Mas eu estava conversando com o Deputado Ribeiro Neto, que tem uma filhinha da mesma idade. Ele olhava para ela e dizia assim: "É uma mãe que não tem ideia do que fez com a família". Foi muito ruim.
Mas eu quero ir para a minha fala, Presidente. Está todo mundo aqui nessa disputa ideológica, é o jogo político, mas eu queria lembrar ao Relator e ao Senador que nós quebramos o sigilo do Vorcaro. Talvez os meus colegas Parlamentares, membros desta Comissão, não tenham entendido o tamanho do sigilo que nós quebramos. Nós quebramos o sigilo bancário, telemático e fiscal. Quando, Presidente, os documentos começaram a chegar, ficaram entre 9 e 12 de dezembro aqui, nós lemos. A gente não pode dizer o que a gente leu, porque veio aquele sigilo absurdo do Ministro Toffoli, mas a gente viu muita coisa e agora a gente está aguardando a volta deles para a sala forte, ou para o sistema Jubarte, ou para a gente do próprio gabinete ler. Mas ali, Senadores, Deputados, nós vamos ter muitas respostas para o que nós estamos querendo.
Nesse final de semana, eu fiquei em uma expectativa muito grande de que fosse nesse final de semana que a gente fosse ter acesso aos documentos. Eu até tuitei, Sóstenes, que eu viria para o gabinete de pantufa, pijama, iria dormir o final de semana aqui, se necessário fosse, para ler tudo. Mas ainda não chegaram os documentos até nós, mas eu creio que ali nós vamos ter muitas respostas.
Talvez tenha até sido importante e providencial que o Vorcaro não tenha vindo hoje para a gente ler tudo, Presidente, para, na hora de a gente arguir, a gente ter algumas perguntas bem certeiras. Quando a gente fala de sigilo telemático, eu estou falando de e-mail. É nos e-mails que tem anexos de documentos. Nós vamos ter acesso a documentos. A minha expectativa está nos e-mails, Sóstenes, a que nós vamos ter acesso a partir de agora.
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É claro que a gente vai ter acesso aos telefones, e tem muita gente querendo ver as imagens do telefone. Eu juro para o senhor que eu não quero ver as imagens, especialmente as imagens de que a imprensa já está falando.
O SR. JOSÉ MEDEIROS (PL - MT. Fora do microfone.) - De Trancoso?
A SRA. DAMARES ALVES (Bloco/REPUBLICANOS - DF) - Não quero ver essa imagem de Trancoso. Se alguém vir, se algum assessor vir e quiser me contar alguma coisa interessante... Mas eu não quero saber o que aconteceu naquela festa, porque o menos mau que eles poderiam fazer com o Brasil era uma suruba. É o menos mau. Suruba não é crime. Se só foram adultos que estiveram naquela festa, Evair, eles vão ter problema cada um com as suas esposas ou os seus maridos, mas orgia, pelo que eu sei, não é crime no Brasil. É pecado, vai para o inferno. Ah, vão para o inferno de fila, porque é pecado. Se tiver algum casado ali, eles adulteraram e na minha Bíblia diz que eles vão para o inferno. Ou não vão, Sóstenes? Vão, não vão? Vão para o inferno.
O SR. EVAIR VIEIRA DE MELO (Bloco/PP - ES. Fora do microfone.) - De jatinho.
A SRA. DAMARES ALVES (Bloco/REPUBLICANOS - DF) - De jatinho. (Risos.)
De cabeça para baixo.
Mas aí, Presidente, eu espero que não sejam só imagens entre adultos. Eu espero que seja imagem só entre adultos. Eu espero que essa orgia não tenha outras imagens que levem a outros crimes. Isso é a minha preocupação. Então, quem tiver acesso às imagens, eu só quero saber se houve outros crimes ali.
E a Coronel Fernanda hoje disse uma coisa que me deixou aqui inquieta.
Mas, na quebra desses sigilos, que o Brasil fique tranquilo, porque, se, nessa briga política aqui, não quebrar sigilo do Master, não quebrar sigilo de Lulinha, não quebrar sigilo de Frei Chico, não convocar, o que nós vamos receber já vai ser o suficiente para a gente entender o que aconteceu. Vai ser o suficiente.
E aí essa "máster imaginação" de cupido... Eu fiquei aqui pensando: a Ministra solteira do Governo era eu, e ninguém foi cupido para me casar com ninguém. Aí, a outra que era casada tinha cupido. Essa "máster imaginação" não sei aonde vai. Realmente, a esquerda está precisando de documentos e alimentos para vir a esta CPMI e não vir mais com contos de fada.
Presidente, vamos, vamos...
(Intervenção fora do microfone.)
A SRA. DAMARES ALVES (Bloco/REPUBLICANOS - DF) - Eu estou acabando.
Vamos, a partir da manhã, conversar sério com a Polícia Federal, com Davi Alcolumbre, com todo mundo. Nós precisamos fazer um mutirão e nos debruçar em cima do que já temos.
E eu quero só dizer uma coisa para o Presidente e o Relator: que eu me surpreendi. Eu fui assessora jurídica de várias CPMIs e CPIs, ao longo dos 24 anos, como assessora jurídica no Congresso Nacional. Quando a gente pedia, no passado, a quebra de sigilo telefônico de uma pessoa - o Secretário vai saber do que eu estou falando -, eu apenas dava o nome e o CPF, e as agências de telefone quebravam todos os sigilos de telefones que estavam naquele CPF. Desta vez, eu tive que fornecer os números de telefone do Vorcaro - não foi quebrado pelo CPF - e eu só encontrei três telefones do Vorcaro. Só três. Mas nós quebramos o sigilo desses três telefones. Nós quebramos do e-mail e quebramos também o sigilo fiscal.
Então, independente de esta CPMI aprovar ou não esses requerimentos que eu quero que sejam aprovados, nós já temos, Presidente, elementos para dar uma resposta ao Brasil. Isso não vai passar em branco.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Sim.
A SRA. DAMARES ALVES (Bloco/REPUBLICANOS - DF) - Isso aqui não vai virar pizza, porque nós já temos elementos.
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E lembrando que, além desta CPMI, nós temos a CPI do Crime Organizado, que também está se debruçando sobre o Banco Master, e eu conheço o Relator e o Presidente daquela CPI. São dois Senadores Delegados e o Vice-Presidente é um General muito bravo, que é o General Mourão. Aquela CPI não está brincando, então não vai se limitar a esta CPMI. Que o Brasil saiba, o Parlamento está cumprindo o seu papel, por meio desta...
(Soa a campainha.)
A SRA. DAMARES ALVES (Bloco/REPUBLICANOS - DF) - ... CPMI, por meio da CPI e agora, também, por meio de um grupo de trabalho na CAE.
Então, que o Brasil fique tranquilo. Eu só vou pedir ao Presidente e ao Relator para que eu possa juntar um grupo de assessores. Eu quero, neste momento, sair da minha função de Senadora; eu quero vestir a minha capa novamente de assessora, trazer uma pantufa, um pijama, com os assessores que estão disponíveis. Vocês podem indicar um de cada gabinete e a gente rodará noite e dia lendo todos os documentos do Vorcaro - só não quero ver as imagens de Trancoso -, todos os documentos, para a gente entregar para o Sr. Presidente e Relator o que a gente vai encontrar já no que nós já temos.
Parabéns ao Relator e ao Presidente. Sem ninguém perceber, quebramos o sigilo do Vorcaro nesta Comissão.
Parabéns, Presidente e Relator.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Muito obrigado, Excelência.
Deputado Evair de Melo.
O SR. EVAIR VIEIRA DE MELO (Bloco/PP - ES. Pela ordem.) - Sr. Presidente, o Deputado da família das solanáceas, o Capsicum, assim como todos os membros da família, está nos fazendo chorar. Que fique esse registro.
O Governo Lula já registrou 1,4 bilhão em cartão corporativo desde 2023. A saber, Sr. Presidente: as filas dos nossos hospitais filantrópicos; as filas da nossas APAEs e Pestalozzis; famílias deste Brasil inteiro, fazendo campanhas, rifas para comprar medicamentos especializados para os seus filhos... E o Sr. Lula e a D. Janja já gastaram 1,4 bilhão de seu cartão corporativo. Vai vendo, Brasil. Que fique registrado.
Aos Prefeitos, que estão à míngua nas prefeituras, não podendo dar o mínimo atendimento ao seu povo... Muitos deles até acompanharam o "Barrabás" nessa recondução ao Palácio do Planalto, vendo que 1,4 bilhão está sendo torrado com os luxos, com os prazeres e com outras coisas mais possíveis desse "Barrabás", que não deveria ter sido levado ao poder. Vai vendo, Brasil.
O dono da Conafer, o Sr. Lopes, está foragido desde novembro. E eu pergunto: cadê a Polícia Federal? Será que esse fugitivo da mão pintada é mais ágil que a nossa Polícia Federal? Ou ele está sendo protegido? As investigações não estão no caminho que devem ser. Vai vendo, Brasil.
O sócio oculto do Careca do INSS está nos Estados Unidos e ainda não foi preso. Eu pergunto: Cadê a Polícia Federal? Não conseguem achar o sócio do Careca em solo americano? Vai vendo, Brasil.
E aí o chefe da Polícia Federal vai querer reunião com o Mendonça. Sabe quando? Quando ele voltar da viagem com o Lula. Eu pergunto: O que ele foi fazer lá? Ele vai ser convocado na Comissão de Segurança Pública para fazer um relatório da sua viagem. E, claro, ele não vai contar as reuniões secretas que ele vai fazer com o "Barrabás" dentro do "Aerolula", as conversas de pé de ouvido, porque claramente ele foi retirado daqui para que pudesse abastecer aquele que já recebeu, inclusive, o Sr. Vorcaro em reuniões secretas dentro do Palácio do Planalto. Portanto, é importante que ele realmente retorne ao Brasil, procure o Mendonça e fale a verdade. Vai vendo, Brasil.
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Sabe por quê, Senadora Damares, Líder Sóstenes? "[?] [Polícia Federal] não mostra ao Supremo conteúdo de 52 celulares do caso Master". O que o Sr. Andrei, a pedido do Sr. Lula, está escondendo? Afinal de contas, a Polícia Federal não deveria ser polícia do Lula, deveria ser uma polícia do Estado brasileiro. E por que cargas d'água a Polícia Federal, então, está escondendo, nobre Relator Alfredo Gaspar, o conteúdo desses telefones do caso do Master - e o Master é só mais um escândalo -, portanto, depois de três meses de investigação? Claro que o Lula está pedindo ao Andrei para sumir com essas imagens, possivelmente a mesma orientação que deu para o Flávio Dino, naquele fatídico 8 de janeiro - que por um, acho que só pode ser, raio; trovão não foi -, das imagens que sumiram do Ministério da Justiça, Sóstenes. Porque é inadmissível que, no Ministério da Justiça, as imagens sumiram.
Quando o Partido dos Trabalhadores bloqueia a investigação, isso deixa de ser discurso, isso vira proteção. Quem diz defender os aposentados, mas dificulta a apuração sobre o INSS, escolhe lado. E não é o lado do povo, é o lado do bandido, é o lado do crime. Impedir convocações do Lulinha não é prudência, é blindagem. Olha o que o Rei Charles III fez na sua manifestação, após ser comunicado que o seu irmão tinha sido preso pela polícia inglesa. O que ele diz? "A lei deve seguir seu curso". Ora, como seria bom se o Brasil tivesse a grandeza de ter um Presidente da República que tivesse este discernimento, de que a lei deve ser para todos e deve seguir o seu curso normal, a polícia seguir o curso normal! Mas aqui, não, o Presidente da República usa o cargo que tem para proteger bandido, para proteger ladrão, talvez proteger eles mesmos.
Barrar a convocação do irmão do Lula de prestar esquecimento não protege nunca a democracia, enfraquece a confiança pública. Isso é confissão de culpa. Podemos não ter as provas, mas temos a certeza. Se não há culpa, por que tanto medo a base do Governo apresenta aqui nesta CPMI? Eles não assinaram as investigações do Banco Master. É um recado claro: transparência não interessa ao Governo. E eles sabem que o sistema de que eles fazem parte já virou carniça, já apodreceu, Sr. Presidente e nobre Relator. E você consegue esconder um ovo podre, um bife podre, mas esconder um elefante podre, um boi podre, um caminhão de ovo podre você não consegue - a carniça fede demais. E esse é o cheiro que está exalando neste momento sobre o nosso país, essa carniça, essa podridão que virou este Governo. Os ex-integrantes do Governo Dilma - já foi dito aqui - filiados históricos do Partido dos Trabalhadores, todos eles em cargo de confiança e estratégico do Banco Master; e não é recebendo salário de R$1 mil, não; são milhões de reais. Ora, o que eles estavam fazendo lá? Só falta eles dizerem que foi o Bolsonaro que indicou, porque, pelas afirmações levianas que fizeram aqui, tentando incriminar Tarcísio, Bolsonaro e Paulo Guedes, daqui a pouco eles vão falar que os membros do PT que trabalham no Banco Master - não sei se trabalham, mas recebem do Banco Master - foram indicados do Bolsonaro; só falta isso. Esse amor enrustido deles por Bolsonaro, José Medeiros, realmente nos impressiona.
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Quando eles recusam essa transparência dos dados do Vorcaro, é claro que eles fazem opção pela opacidade. Eles querem, na verdade, se proteger; e quem foge da investigação perde o direito de falar de ética.
A maior defesa dos aposentados teria sido a esquerda, o PT, o PSB, o PDT assinar a CPMI, porque essa narrativa construída da esquerda... Eles são adestrados em campos de concentração, para se tornar... Você não chega a Líder do PT, você não chega a Líder da esquerda se você não tiver nota máxima em aprovação nos seus campos de adestramento, nos seus vieses ideológicos.
Portanto, transparência não é favor; transparência deveria ser obrigação. Quem bloqueia - a gente sabe -, assume. E eu já disse aqui, nosso Relator Alfredo Gaspar...
(Soa a campainha.)
O SR. EVAIR VIEIRA DE MELO (Bloco/PP - ES) - ... nós podemos não ter os documentos em mão, mas nós já temos a certeza, porque eles já acusaram o golpe. Quando a política vira escudo, a verdade vira vitrine.
Eu disse semana passada e vou repetir: esse Governo está no fim; "Barrabás" não retornará ao poder. E eu tenho certeza de que esse, sim, por corrupção, por roubo, vai terminar a sua vida na cadeia e no ostracismo e na vergonha da República. Geraldo Alckmin tinha razão: eles queriam e eles voltaram para a cena do crime.
E repito, para finalizar: a esquerda, o PT é carniça que, pelo volume, jamais ficará escondida. Vai vendo, Brasil.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Obrigado, Excelência.
Deputado Sóstenes Cavalcante.
O SR. SÓSTENES CAVALCANTE (PL - RJ) - Eu sou o último inscrito, Sr. Presidente?
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Não, Excelência; é o senhor, logo em seguida o José Medeiros e o Ribeiro Neto, que são não-membros da CPMI e terão três minutos cada um.
O SR. SÓSTENES CAVALCANTE (PL - RJ. Pela ordem.) - Está o.k. Eu sou o último dos membros, então.
Ilustre Presidente, Relator, colegas Parlamentares, depois dizem no Brasil que o país começa depois dessa festa, desse feriado que acabou, em que vimos uma escola de samba, no meu estado, homenageando o "descondenado", o Presidente da República, e ofendendo a família tradicional brasileira, a enlatando.
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E nós que somos evangélicos, ilustre Presidente, nos sentimos altamente ofendidos por aquilo, porque, se há alguma coisa que nos orgulha, é assumir que somos conservadores das coisas boas no Brasil. Nós conservamos, sim, a família; nós conservamos a vida desde a concepção; nós conservamos a luta contra as drogas, que é um flagelo, um flagelo às famílias brasileiras. Nós somos conservadores, sim, e temos orgulho disso!
Agora, daí a que queiram fazer chacota na principal festa cultural do Brasil e uma escola homenageando o "descondenado", o atual Presidente da República, isso demonstra o desprezo que a esquerda tem aos conservadores brasileiros. Se eles quiseram ofender, deram um tiro no pé, porque, na verdade, nós temos é muito orgulho de sermos conservadores e nunca vamos esconder isso. Conservar o que é bom para a sociedade será sempre a nossa marca. Nós não queremos mesmo as famílias destruídas pelas drogas, nós não queremos as famílias destruídas por tanta mazela social que o nosso Brasil vive e também não queremos ver as nossas famílias e os nossos aposentados continuarem sendo roubados, como foram.
E eu, desde o início desta CPMI, Presidente, tenho falado aqui: não importa onde começou ou onde terminou, o que nos importa é passar a limpo. Roubo de aposentado? Não é a primeira CPMI que existe no Congresso Nacional, isso já existe desde os anos 2000. A roubalheira, cada vez mais, só se profissionaliza, entra governo e sai governo.
Agora, pelos gráficos apresentados - e aqui quero fazer uma referência ao ilustre Relator, Deputado Alfredo Gaspar -, fica claro que, depois da volta do "descondenado", o atual Presidente da República, à cadeira, a roubalheira aumentou dez vezes mais em todas as instituições. E eu não estou aqui para buscar o culpado de quem deu a autorização ou de quem roubou. Todos que roubaram devem ser punidos, ao rigor da legislação.
Agora, o passado já ficou para trás. Eu, honestamente, espero que o passado, ilustre Relator e Presidente... que todos - todos -, sem exceção, sejam punidos - punidos - e presos para pagar.
Eu vi uma fala aqui anterior do atual Presidente da República, no painel, em que, sinceramente, é difícil acreditar, porque ele falou ali que tinha que investigar, que tinha que apurar. Ora, esta CPMI, Presidente, quantos Deputados e Senadores do PT assinaram para ela existir? Só um, o Contarato, o Senador; o resto, ninguém assinou. Desta CPMI, era para que V. Exa. e o atual Relator, que está fazendo um trabalho sério de investigação, não fossem os Presidentes. Já tinham até dado entrevista - outro Relator, outro Presidente -, como já estava sacramentada, numa articulação da oposição, que quer, sim, defender os aposentados do Brasil. Estão os senhores aí, agora, fazendo esse belo trabalho, que o Brasil aplaude de pé - o trabalho de V. Exas. e de todos os membros.
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Agora, eu pergunto a V. Exa., e aí eu não sei quem pode me corroborar, eu tenho algumas informações... Como eu não sou membro efetivo, todos os dias... Nós temos aqui que foi falado que, neste momento, a gente ia começar a ir para cima dos bancos, que também têm participação na roubalheira. Aí, parece que se aprovou do BMG, é isso? O BMG foi aprovado para que o Presidente viesse.... Parece que foi aprovado o Daycoval, do Banco Pan e AgiBank. Também foram aprovados esses?
Aí eu pergunto, eu não sei se eu posso fazer uma pergunta ao Relator, Presidente, é minha última fala.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pode, pois não.
O SR. SÓSTENES CAVALCANTE (PL - RJ) - Os demais bancos, Relator, C6... Quantos mais V. Exa. já detectou e nos falou ali? Eles foram convocados, os outros bancos? Foram autorizados?
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL. Como Relator.) - Foi trazido para cá o requerimento. O Presidente o botou em votação, e, por maioria, foram vedadas essas convocações. Ou seja, nós estamos com o mesmo nível de suspeita, uns bancos foram aprovados, e outros a base do Governo vetou.
O SR. SÓSTENES CAVALCANTE (PL - RJ) - V. Exa. pode me dizer quais os bancos que foram vetados?
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Posso.
O SR. SÓSTENES CAVALCANTE (PL - RJ) - Por favor...
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - PicPay...
O SR. SÓSTENES CAVALCANTE (PL - RJ) - PicPay.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - ... que tem aquela questão de que foi feito um produto num Governo Lula diretamente para o PicPay, envolveu por volta de 150 a 200 milhões; C6...
O SR. SÓSTENES CAVALCANTE (PL - RJ) - Sim.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - ... Crefisa - Crefisa - e Santander.
O SR. SÓSTENES CAVALCANTE (PL - RJ) - Esses três foram blindados...
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Quatro.
O SR. SÓSTENES CAVALCANTE (PL - RJ) - Quatro, estes quatro bancos, PicPay, C6, Crefisa...
E qual o outro?
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Santander.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Santander.
O SR. SÓSTENES CAVALCANTE (PL - RJ) - ... e Santander foram blindados pela base do Governo Lula.
É isso que V. Exa. está afirmando?
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - Foram, mas...
Não só estou afirmando como os votos...
O SR. SÓSTENES CAVALCANTE (PL - RJ) - Os votos estão claros.
O SR. ALFREDO GASPAR (Bloco/UNIÃO - AL) - ... estão claros.
Eu quero só dizer que eu reapresentei esses pedidos e estou pedindo ao Presidente para que venham para a sessão deliberativa.
O SR. SÓSTENES CAVALCANTE (PL - RJ) - Ou seja, mais uma vez parabéns ao Relator, que está dando uma chance àqueles que ocupam os microfones aqui falando que querem investigar, que querem defender os aposentados, mas ficam blindando. Porque, para mim, Presidente... E aí V. Exa. tem mais um acerto: não dá para a gente trazer aqui alguns bancos em detrimento de outros...
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Exato.
O SR. SÓSTENES CAVALCANTE (PL - RJ) - ... até porque vão acusar a CPMI de privilegiar alguns e outros não.
Então, ou nós vamos trazer todo mundo, ou fica uma sugestão a V. Exa.: traga o Presidente da Federação dos Bancos, que aí a gente possa tratar como federação, porque senão vão dizer que a gente quer aqui fazer proselitismo para banco A, B ou C. Quem se envolveu com roubo de aposentado, todo mundo tinha que estar sentado aí para dar explicações. A gente não pode blindar aqui ninguém.
E eu fico admirado com essa esquerda - que tanto fala que quer, sim, defender os aposentados - blindar o Lulinha depois de estar acusado, e agora a própria Polícia Federal está falando que ele tem, sim, participação, já quebraram o sigilo bancário dele, já estão indo para cima do Lulinha, e nós não podermos convocá-lo aqui, porque essa mesma base do Governo Lula blindou o filho do Lula para não vir aqui e ficam falando: "Não, se até meu filho estiver envolvido vai ter que dar explicação". Se tiver que dar explicação, manda os Deputados e os Senadores do PT e da esquerda e da base do Governo votarem aqui a favor. São hipócritas, mentem para o povo brasileiro, mas nós, da oposição, não vamos deixar mentir. Nós, da oposição, não vamos ser seletivos aqui com os bancos.
E aqui quero terminar minha fala, Presidente, de verdade, dizendo aos aposentados e aposentadas do Brasil: o passado já roubaram. A esquerda que está governando o país está querendo enganar que está devolvendo esse dinheiro: não tem juros, não tem correção monetária; estão devolvendo para fazer uma enganação a alguns. E o pior: eu estou aqui desde o início dessa CPMI falando, existe outro grave problema para os aposentados - são os consignados. Eu tenho informação, Relator, de que tem consignados que têm juros de 18% a 23% ao mês.
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(Soa a campainha.)
O SR. SÓSTENES CAVALCANTE (PL - RJ) - Ora, nem agiota opera com uma taxa de juros tão desumana como essa.
E eu estou pedindo: Governo, emite uma medida provisória suspendendo! Mas o Governo que aí está, a esquerda, ele quer endividar o povo brasileiro - já está 80% da população brasileira endividada -, dando crédito, dando consignado para aposentado. Não importa o valor: se for 20%, 18%, 23% ao mês, ele quer endividar o povo, para dar uma sensação falsa ao povo brasileiro de que o país está bem economicamente. O país vai mal, é roubalheira para tudo que é lado, e eu espero que esta CPI cumpra o seu papel, como vem cumprindo até aqui.
Quero parabenizar mais uma vez o Relator e o Presidente e os membros, que, de maneira séria, não blindam ninguém nesta Casa.
Nós precisamos, na quinta-feira, Presidente, botar requerimentos aqui para votar, para mais uma vez expor essa base do desgoverno - que é um governo de farsa, um governo de hipócritas que, quando tem que votar para investigar, fica só acobertando os ladrões dos aposentados do Brasil.
Muito obrigado.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Com a palavra o Deputado José Medeiros.
O SR. JOSÉ MEDEIROS (PL - MT. Pela ordem.) - Aqui nessa mesma sala nós ouvimos a mesma saraivada de mentiras. É incrível como eles mantêm o mesmo método. Ali estava sentado o Relator do impeachment de Dilma. Os fatos estavam claros e eles vinham aqui e distorciam tudo. Tinha agências contratadas para fazer filmes, e se portavam como verdadeiros atores, nessa sala aqui. Quase 15 anos depois, o mesmo modus operandi.
Hoje eu vi, aqui, simplesmente o sujeito chegar aqui e fazer uma narrativa linda, maravilhosa, e daí a pouco caiu por terra, como se fosse um castelo de cartas. Por quê? Ele se soltou, disse que era o "bolsomáster", que era do Bolsonaro, que era tudo. Aí, no primeiro desafio: "Então vamos assinar; assine aqui os requerimentos para a gente investigar tudo". Correram, correram! Então, caiu por terra tudo o que esses caras disseram aqui. Não à toa, Mão Santa dizia: "O PT, quando não está mentindo, está roubando; quando não está roubando, está mentindo". E é assim a tônica.
Outra coisa que chama a atenção: essa lista da Odebrecht, com mais de 200 nomes, eles não assumem. Os delatores confirmaram os nomes - confirmaram perante o juízo -, mas eles usam isso seletivamente. Recentemente Gilvan - o Deputado Gilvan - tomou três meses de suspensão. Por quê? Porque falou... Gilvan. Tinha um apelido lá, "Amante", e ele disse que não sabia quem era. Pronto, automaticamente foram lá, e Gleisi assumiu que o apelido era dela, e pau no Gilvan.
Na hora de responder o crime: "Não, não sou eu".
(Soa a campainha.)
O SR. JOSÉ MEDEIROS (PL - MT) - Na hora de usar contra os adversários: "São eles". Então, essa é a retórica.
Começaram essa CPI aqui falando que era do Bolsonaro. Explodiu: estão aí todos os gastos, para todo mundo ver; o escândalo era deles. E agora nós temos aqui essa situação em que o escândalo começa lá na Bahia. O Banco Master, chegaram, Relator, a mais de 70% que poderiam descontar na folha, logo após privatizar, e eles vêm dizer que é de Bolsonaro. Mas o que nos pasma, para encerrar, é dizer assim, quantas reuniões Bolsonaro teve com o Daniel Vorcaro? Nenhuma. Quantas Lula teve? Quatro. Quantas reuniões Alexandre de Moraes teve com o Daniel Vorcaro? A imprensa mostrou aí quantas. Quanto Michele Bolsonaro recebeu de contrato do Banco Master? Zero. Quanto Viviane Barci...? Qual era o valor que a imprensa anunciou? Cento e vinte e nove milhões. Então, só para deixar que Bolsonaro não tem nada a ver com isso aqui e que as narrativas cada dia são piores e é uma montanha de mentira que todo dia a gente tem que ouvir aqui.
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Muito obrigado.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Obrigado.
Com a palavra o Deputado Ribeiro Neto.
O SR. RIBEIRO NETO (Bloco/PRD - MA. Pela ordem.) - Sr. Presidente, fiz questão de ficar aqui, até o final desta audiência da CPMI. Estive numa reunião, hoje, com V. Exa. pedindo para me fazer presente, para que eu pudesse entender e contribuir com esta CPMI, que tem feito um grande trabalho. V. Exa., junto com o Relator Alfredo Gaspar, tem feito um grande trabalho. Eu quero ressaltar e parabenizar o trabalho que vocês têm feito.
E quero dizer que estou aqui para somar, eu venho para cá para me colocar à disposição desta Comissão, tendo um compromisso primário com a legalidade, com os princípios constitucionais e também com a verdade. O que o povo brasileiro precisa não é dessa briga política. Amanhã ou depois, se Lula ou Bolsonaro estiverem envolvidos nessas mazelas, nesses desvios, como é que vai ficar a cara de muitos colegas Parlamentares que vieram aqui e defenderam como se fosse uma torcida mesmo de uma final de Copa do Mundo? Sabe? Então, eu respeito a opinião, respeito a ideologia de cada um dos colegas que me antecederam, mas eu tenho uma visão um tanto mais - como é que eu posso dizer? -, um tanto mais pragmática, um tanto mais me atendo aos fatos. Então, até o desfecho dessas investigações, até o desfecho do que realmente está sendo apurado, eu prefiro me manter sem me colocar ao lado de político A ou de político B. Eu não tenho político de estimação. O que me trouxe para a política foi a vontade de servir, foi a vontade de fazer pelas pessoas.
(Soa a campainha.)
O SR. RIBEIRO NETO (Bloco/PRD - MA) - Enquanto Vereador de São Luís, eu bati recordes. Tem muita gente que diz que pato novo não mergulha fundo, mas eu cheguei como Vereador da capital do Estado do Maranhão, aprovei 113 leis em um único mandato. E não é lei de dia disso e de dia daquilo; aprovei o fundo de combate ao câncer, o Bolsa Atleta São Luís e muitos outros dispositivos. Claro que aqui a pauta é outra, mas só estou me colocando à disposição e mostrando quem é o Ribeiro Neto, não só para São Luís, para o Maranhão, mas para todo o Brasil.
Eu estou aqui para somar com V. Exa. Eu tenho visto a probidade do seu trabalho, a vontade que o senhor tem de fazer a coisa acontecer e de a verdade aparecer, e que todos os responsáveis que vieram a participar, da maneira ínfima que seja, desse desvio de dinheiro dos aposentados e pensionistas, que venham a ser responsabilizados e venham a ser presos. A gente tem que mostrar nesta CPMI, Presidente, que o Brasil não é o país da impunidade, que o Brasil é o país da verdade, que aqui tem cidadãos homens e mulheres que prezam pela verdade e que querem que o Brasil seja um país cada vez mais próspero e um lugar em que a gente possa bater no peito dizer: "A gente é brasileiro, a gente mora neste país e a gente entende que lá no Congresso tem pessoas - tem homens e mulheres - que estão lá, lutando por nós".
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O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Pois não, Excelência.
O SR. RIBEIRO NETO (Bloco/PRD - MA) - Então, Presidente, parabéns mais uma vez.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG) - Obrigado.
O SR. RIBEIRO NETO (Bloco/PRD - MA) - E mais uma vez, como eu lhe disse pela manhã, eu me coloco à disposição desse grande trabalho que V. Exa., assim como o Deputado Alfredo Gaspar, tem feito nesta CPMI. Não é para mim, não é para o senhor, não é para esta Câmara, é para todo o país. Parabéns.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Viana. Bloco/PODEMOS - MG. Fala da Presidência.) - Muito obrigado, Deputado Ribeiro Neto, o mais novo representante do Estado do Maranhão.
Quero que a Secretaria faça constar, na ata e nas anotações, o laudo médico emitido pelo Dr. Rodrigo Felipe Marques com relação ao estado de saúde da nossa depoente de hoje, Sra. Ingrid Pikinskeni Morais Santos. Consta do laudo que ela apresentou uma emergência médica, necessitando de atendimento imediato. A paciente foi atendida e não apresenta condições de prosseguir com o depoimento. As causas, naturalmente, são mantidas em sigilo - por uma questão até de legislação -, mas fica colocado.
Encerrada a lista de oradores, vamos para o encerramento da nossa sessão, e eu quero aqui fazer um apelo a todos os Srs. Parlamentares: quem pagou a vida inteira não pode ser descartado na velhice. Senhoras e senhores, eu peço a cada um, todos nós, que paremos por um instante e pensemos fora da política. Vamos lembrar como esta CPMI começou. Não teve início por vaidade, não começou por disputa ideológica, não foi para ser palco político. Começou porque brasileiros estavam sendo lesados, começou porque havia indícios graves desse crime, começou porque havia dor de verdade na vida das pessoas que trabalharam uma vida inteira pelo país. Pensem em um trabalhador que acordou às cinco da manhã por 30, 40 anos; pegou ônibus lotado; trabalhou doente; foi para a roça com enxada, com trator; pagou INSS todo mês, acreditando que estava construindo uma proteção para a velhice. Essa gente trabalhadora nunca pediu privilégio, só pediu segurança. Agora, imaginem esse mesmo trabalhador, já idoso, olhando o extrato e vendo descontos que ele nunca autorizou, sem aviso, sem explicação, sem defesa. Isso não é número, gente; isso é dor, isso é crime!
Quando falamos em bilhões, parece distante, mas esses bilhões significam cirurgias que poderiam ter sido feitas, hospitais que poderiam ter sido equipados, benefícios que deveriam ter sido pagos integralmente. Esse dinheiro saiu do bolso de quem ganha um salário mínimo, de quem tem uma aposentadoria que a cada ano fica menor, porque a correção não é correta, não é justa e, muitas vezes, não é honesta.
De um lado, aposentados que mal conseguem pagar um advogado; de outro, escritórios milionários buscando brechas da lei - e têm sido bem-sucedidos. Essa balança precisa voltar ao equilíbrio, e é por isso que esta CPMI existe. Não para servir de arena, não para medir força entre Governo e Oposição, mas para dar uma resposta a quem confiou no Estado e se sentiu traído.
O país está assistindo, o país está nos vendo, senhores! Quase 1 milhão de brasileiros acompanham cada sessão. Eles não querem espetáculo, eles não querem justiça sendo feita de forma incorreta. Por isso, eu faço um apelo firme aos Parlamentares desta CPMI: vamos parar de nos digladiar. Cada minuto de briga política aqui dentro é um minuto a menos dedicado às vítimas lá fora. Se nós desviarmos o foco agora, estaremos traindo o motivo que nos trouxe até aqui. Eu peço que cada Parlamentar faça uma pergunta simples a si mesmo: estou aqui para defender posição política ou estou aqui para defender o aposentado que confiou no sistema, o país que infelizmente foi traído por esses grupos?
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Olha, o que o povo brasileiro espera de nós não são gritos, espera grandeza, espera que as nossas causas sejam causas de um país que quer crescer, que quer passar a limpo toda essa impunidade, um país que quer ver corruptos na cadeia, um país que quer investigação séria. Vamos assumir publicamente, neste momento, que o único compromisso desta Comissão é com a verdade, é com as vítimas. Se o foco sair delas, dessas vítimas, esta CPMI perde a razão de existir.
Há bilhões de reais desviados envolvidos, senhores e senhoras. Há influências que precisam ser esclarecidas, há tentativas de atrasar, de empurrar, de dificultar, mas não podemos permitir blindagens. Quem pagou a vida inteira não pode ser tratado como descartável na velhice. Nós temos que lutar contra todo esse bloqueio que hoje tenta impedir que esta CPMI avance, mas eu digo com muita clareza a cada um que nos assiste: nós não vamos recuar um passo. A CPMI pode, às vezes, não avançar na rapidez que a gente quer, mas a CPMI tem um objetivo muito claro, que é investigar, dar respostas, e é isso o que eu e o Relator temos feito aqui, juntamente com os Srs. Deputados e Senadores.
O Estado não pode ser forte para cobrar e fraco para proteger. Se houve erro, precisa ser esclarecido. Se houve crime, precisa ser responsabilizado. Não importa o sobrenome, o parentesco, não importa a influência, não importa o poder econômico: é de gente que vem aqui como laranja, esposas que se dizem traídas, quando assinaram documentos que não sabiam do que se tratava, a banqueiros que pagam bancas milionárias para a covardia de não aparecer nesta CPMI.
Daqui a alguns anos, ninguém vai lembrar quem venceu uma discussão nesta sala, mas o Brasil vai lembrar se esta CPMI teve coragem ou se teve medo. Esta não é uma luta de partidos, não é uma luta de Governo, é uma luta da República. Eu peço maturidade, peço responsabilidade a cada um de nós. Peço compromisso 100% com as viúvas, com os órfãos e com os aposentados - o objetivo da nossa permanência aqui, até esta hora. Estas pessoas trabalharam a vida inteira, gente, sustentaram este país, pagaram impostos; não merecem ser roubadas e não merecem ver o Parlamento dividido enquanto aguardam justiça. Enquanto eu estiver na Presidência desta Comissão, o foco será um só: defender quem sustentou o Brasil com o próprio suor, com uma vida inteira e que espera muito do nosso trabalho.
Obrigado a todos.
Não havendo mais nada a ser tratado, agradeço a presença, convidando-os para a próxima reunião a ser realizada no dia 26 de fevereiro, às 9h da manhã, para as oitivas previstas de Paulo Otávio Montalvão Camisotti e Edson Cunha de Araújo, Deputado Estadual pelo Maranhão.
Declaro encerrada a presente reunião.
(Iniciada às 16 horas e 33 minutos, a reunião é encerrada às 22 horas e 07 minutos.)