02/06/2026 - 25ª - Comissão de Educação e Cultura

Horário

Texto com revisão

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O SR. PRESIDENTE (Astronauta Marcos Pontes. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - SP. Fala da Presidência.) - Boa tarde, boa tarde a todos.
Havendo número regimental, declaro aberta a 25ª Reunião da Comissão de Educação e Cultura da 4ª Sessão Legislativa Ordinária da 57ª Legislatura, que se realiza nesta data de 2 de junho de 2026.
Objetivos desta reunião: esta reunião destina-se à realização de audiência pública com o objetivo de instruir o PL 5.383, de 2025, que institui o Dia Nacional do Gestor de Frotas, em atenção ao Requerimento 28 desta Comissão, de minha autoria e subscrito pelo Senador Flávio Arns.
Convido para tomar lugar à mesa os seguintes convidados: Sr. Gleyson Oliveira Viri, Gestor de Frotas do Comitê de Gestores de Frotas de São Paulo, por favor; Sr. Samuel da Silva Antunes, Advogado da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres, por favor. Obrigado por ter vindo.
Participarão de forma remota ainda o Sr. Paulo Miguel Junior, Vice-Presidente do Conselho Gestor da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis; o Sr. Carlos Tudisco, Diretor do Instituto Pensando Alternativas Responsáveis, Administrando Frotas com Resultado (Instituto Parar); e também o Sr. André Bueno, Deputado Estadual do Estado de São Paulo.
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Informo também que foi convidado o Conselho Superior de Administração do Sindicato das Empresas de Transporte de São Paulo, que não pôde comparecer a esta audiência.
Antes de passar a palavra aos nossos convidados, comunico que esta reunião será interativa, transmitida ao vivo e aberta à participação dos interessados por meio do Portal e-Cidadania na internet, no endereço senado.leg.br/ecidadania, tudo junto, então, novamente, senado.leg.br/ecidadania; ou pelo telefone 0800 0612211, 0800 0612211.
O relatório completo com todas as manifestações estará disponível no Portal do Senado, assim como as apresentações que forem utilizadas pelos expositores.
Antes de a gente combinar o jogo aqui, eu gostaria, inicialmente, de agradecer a presença de todos que estão aqui presencialmente, agradecer aos nossos expositores também. Obrigado por terem vindo. Quero agradecer a todos, aos expositores que estão na forma remota também. Eu vejo lá o Paulo Miguel, o Carlos Tudisco. Eu acho que o André Bueno ainda vai entrar depois, então vou deixá-lo para o final.
Eu queria agradecer também a todas as pessoas que estão nos acompanhando de forma remota pela TV do Senado, pelas redes sociais.
Já aproveito para anunciar que nós já temos perguntas aqui do e-Cidadania, assim como comentários. Eu incentivo as pessoas que estão nos acompanhando a mandarem também suas perguntas e comentários pelo e-Cidadania, pelos endereços que eu já passei.
Eu vou pedir para nossa Mesa para passar uma cópia dessas perguntas para os nossos convidados aqui e também transmitir lá para aqueles que estão no remoto, para que eles já, nas suas intervenções, possam falar um pouco, já comentar sobre essas perguntas da população que nos acompanha.
Eu vou ler aqui, inicialmente, nós temos a pergunta da Natália, de Santa Catarina: "O projeto atende aos critérios de relevância exigidos pela legislação para a criação de datas comemorativas oficiais?". Sim. Inclusive, isso aqui já faz parte.
Loize, do Mato Grosso: "Qual a relevância social da profissão de gestor de frotas para justificar uma data nacional?". Ótimo para acompanhar, que vai ser falado aqui durante a reunião.
Renata, do Distrito Federal: "A data nacional pode incentivar campanhas de segurança do trânsito e educação viária. É considerado um dia de pedágio livre no dia?". Olha, seria bom nesta data, mas eu acho que não faz parte do cardápio.
Em termos de comentários, tem um comentário do Victor, de Goiás: "Tema relevante, é importante a valorização de todas as áreas, mas urge focar em temas prioritários para o cenário político atual."
Ainda perguntas pelo e-Cidadania, da Cínthia, do Paraná: "A valorização das profissões é muito importante, porém, este projeto contribui em qual aspecto efetivo [R$] na vida do trabalhador?".
A Raíssa, do Mato Grosso: "De que forma a criação do Dia Nacional impulsiona políticas públicas reais de segurança viária e sustentabilidade logística?". Ótimo.
Lidas as perguntas, eu vou deixar aí também para os nossos apresentadores, para responder partes delas.
E, para combinar aqui como é que vai funcionar, funciona da seguinte forma: eu vou passar a palavra naquela sequência que eu li, por dez minutos para cada apresentador. Quem está aqui vai ter o relógio ali na frente, que vai contar os dez minutos em contagem regressiva; e também quando estiver a um minuto, deve tocar essa campainha; não sou eu que toco, é automático.
(Soa a campainha.)
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O SR. PRESIDENTE (Astronauta Marcos Pontes. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - SP) - Então, para saber que falta um minuto.
Para quem está no remoto, o Paulo Miguel e o Carlos Tudisco ali, vocês não têm obviamente o relógio que a gente vê aqui, mas eu peço que fiquem ligados aí no relógio próprio, para que dê os dez minutos e mantenham o tempo, para a gente respeitar o tempo de todo mundo aqui. Eventualmente, de vez em quando tem um sinal que fala para lá - 60 segundos! -. É esse sinal de 60 segundos. Então vocês vão ouvir esse sinal pelo menos, está bom?
Então, para começar a exposição, eu vou passar inicialmente a palavra, por dez minutos, ao Sr. Gleyson Oliveira Viri, Gestor de Frotas do Comitê de Gestores de Frotas de São Paulo, por dez minutos. Está contigo.
O SR. GLEYSON OLIVEIRA VIRI (Para expor.) - Bom, boa tarde a todos.
Eu quero iniciar aqui a minha fala de agradecimento ao nosso amigo, Senador Astronauta, que de pronto atendeu com esse excelente projeto, PL 5383, de 2025, que é um marco para a história de nós gestores de frotas.
Queremos também cumprimentar toda a equipe do nosso Exmo. Senador: o Rafael, o José, toda equipe aqui, todo apoio.
Queremos também, nesta tarde, dar uma boa tarde a todos os Senadores que compõem essa mesa; aos nossos amigos que estão conosco, que fazem parte dessa mesa para debater desse assunto.
Sr. Astronauta, eu vou começar aqui fazendo uma brincadeira com o senhor. Antigamente, nós falávamos que vamos decolar igual foguete, porque foguete não dá ré, e a escassez fez com que nós estivéssemos repensando e entendemos que é necessário o foguete dar ré por causa da economia. E o que nós estamos fazendo nesta tarde é repensar alguns pontos críticos que entendemos, e vamos apontar.
Vou mandar um abraço ao Paulo Miguel Junior, da Abla; ao Samuel, nosso amigo que está conosco; ao Carlos Tudisco e ao nosso Deputado André Bueno, o qual está aqui.
Eu represento um comitê de gestores de frotas, gestores que começaram de uma maneira autônoma, não têm nenhuma associação credenciada, mas que têm buscado a melhoria da frota.
Vou começar aqui uma apresentação. É só começar aqui. Deu um delay... Eu vou pedir para colocar no primeiro eslaide aqui... Foi.
Hoje nós estimamos que nós somos mais de 345 mil gestores de frotas no Brasil. É uma apresentação do nosso comitê, fizemos. E aí nós temos o tema da nossa apresentação: Quem move o Brasil também precisa ser visto. O Brasil é uma das maiores frotas comerciais do mundo, e esse profissional de frota é responsável pela operação, pelos custos, cumprimento de metas, legislação e toda a parte de segurança viária, e apesar de toda essa responsabilidade que nós temos, ainda não temos o CBO, que é a sigla para Classificação Brasileira de Ocupações.
Nós fizemos um levantamento, dentro de um simpósio do Comitê Gestor de Frotas, que hoje nós temos mais de 280 mil empresas de transporte de carga. Para cada empresa dessa se faz necessário ter um gestor de frota mais uma equipe. Esses dados são atualizados da ANTT. Hoje nós estamos com o Paulo, da Abla. Nós temos mais de 37 mil locadoras. Para cada locadora eu preciso, no mínimo, de um gestor de frota.
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Nós temos 516 cooperativas de transportes de carga registradas no ITT. Para cada uma dessas cooperativas, eu preciso de um gestor. Nós temos mais de 9,8 mil empresas de ônibus, as quais precisam de ter um gestor de frota. Nós temos mais de 17 mil empresas de grande e médio porte, que também precisam de gestor de frota. Então, somos mais de 345 mil trabalhadores, e essa é uma das principais justificativas desse cenário dos gestores de frota.
Eu queria trazer aqui também algumas coisas que travam a nossa categoria.
Primeiro, precisamos profissionalizar essa categoria. Dentro dessa profissionalização, nós vamos ressaltar que o gestor de frota tem uma ação fundamental no que tange aos acidentes no Brasil, porque não adianta uma empresa ter telemetria, rastreamento, videotelemetria, se não há gestão. A gestão hoje do transporte passa pelo gestor de frota.
Nós temos também a necessidade do reconhecimento financeiro desse gestor de frota.
Eu vou passar um eslaide aqui.
Hoje fazemos um cálculo bem simples, de conta de padaria, como nós brincamos: se nós pegarmos 50 conjuntos de cavalo mecânico com 50 bitrens, hoje, só de ativos, nós temos R$60 milhões. Esses 50 conjuntos - nós estamos falando de uma transportadora pequena - gastam por ano, só de combustível, R$15 milhões.
Nós pegamos um case de dentro do próprio comitê de uma pessoa que cuida de uma frota lá. Estão com 380 carros. Se fizermos uma média de R$120 mil por veículo, só de ativo, essa pessoa cuida de mais de R$45 milhões. E, se nós formos colocar o custo só de combustível, são R$5,8 milhões.
Então, nós colocamos aqui algumas atividades que esse gestor de frota executa no dia a dia. Nós elencamos aqui mais de 31 atividades. Hoje, o gestor de frota é um profissional estratégico no dia a dia das empresas. O gestor de frota, hoje, faz parte de toda a questão do orçamento. Na maioria das empresas, ele cuida do maior ativo e também cuida da maior despesa mensal.
Aí, nós observamos aqui a discrepância pela ausência do CBO. Nós temos analistas de frota... Isto aqui foi uma pesquisa que nós fizemos no anuário: não há um padrão de salário dentro desses gestores de frota. Então, esse projeto visa à valorização do gestor de frota e, dentro disso, precisamos que haja um CBO para que haja essa classificação. Hoje, não existe nenhum gestor de frota no Brasil. Todos nós estamos ligados a alguma área. Como é esse gestor de frota? Por incrível que pareça, boa parte deles são analistas que cuidam de milhões de reais de ativos, que cuidam de milhões de reais mensal.
E uma coisa legal que nós vimos na nossa pesquisa do nosso Anuário do Comitê de Gestores de Frotas de São Paulo é que boa parte desses gestores de frota tem MBA. Então, tem uma questão de preparação, mas nós precisamos de valorização desse gestor de frota.
Uma outra coisa que estávamos aqui até conversando com o nosso amigo Samuel: o Brasil está em um colapso de falta de motoristas. Eu estava dando uma palestra na UnB e estava brincando dizendo que o Pedro e o Bino se aposentaram, que são os motoristas antigos. O Pedro Júnior virou gestor de frota. O Enzo nem quer andar de carro, ele anda de app.
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E quem administra toda essa crise? É o gestor de frota. É o gestor de frota que é responsável por organizar a programação do motorista. É o gestor de frota que é responsável por organizar toda a questão dos veículos, a disponibilidade. Então, o gestor de frota, hoje, tem esse papel fundamental. Então, a importância desse projeto diante desses dados apresentados aqui, a princípio, seja a questão do CBO... E eu queria só destacar aqui, dentro da minha fala, que quem move os ativos milionários merece ser visto como uma categoria. Esta é a nossa fala. Somos mais de 345 mil gestores.
Eu vou dar um exemplo: hoje, na Somerlog - eu quero mandar um abraço para toda a minha equipe, mandar um abraço para o Sr. Juliano e todo o pessoal nosso do comitê -, a minha equipe é: eu, como gestor de frota, mais 22 pessoas. Eu tenho analistas, eu tenho master driver, eu tenho mecânico, eu tenho oficina, tudo sob a minha gestão.
E aí cinco proposições do nosso Comitê de Gestores de Frotas do Estado de São Paulo - e eu mando um abraço para o Fernando e para todo mundo que está nos assistindo -: criar a sigla brasileira de ocupação; reconhecer institucionalmente, até mesmo com a criação de um sindicato para os gestores de frota; estabelecer pisos e faixas salariais aos gestores de frota; um programa de qualificação de frota, não para a frota leve, nós estamos precisando com urgência de uma...
(Soa a campainha.)
O SR. GLEYSON OLIVEIRA VIRI - ... qualificação para a gestão de frota pesada; e aí também propomos aqui nesta mesa, juntamente com a ANTT, a criação de um observatório no setor de frotas. Hoje nós temos muitas informações vagas, desconexas e precisamos ajuntar.
Então, hoje nós do Comitê de Gestores de Frotas, Sr. Senador, entendemos esses pontos e a necessidade da profissionalização do gestor de frota.
Agradeço ao Sr. Deputado Estadual André Bueno, o qual, nesta semana, aprovou, lá na Alesp, em São Paulo, o dia do trabalhador de frota, dia 19 de agosto.
Então, dentro do tempo, não explorando e não passando do tempo, Sr. Senador, essas são algumas das reivindicações, essa é a fala desse comitê, o qual eu tenho orgulho e prazer de representar no Senado.
O SR. PRESIDENTE (Astronauta Marcos Pontes. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - SP) - Muito obrigado, Sr. Gleyson Oliveira Viri, Gestor de Frotas do Comitê de Gestores de Frotas de São Paulo.
Na sequência, passo a palavra ao Sr. Samuel da Silva Antunes, Advogado da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres, para dez minutos de exposição.
Obrigado.
O SR. SAMUEL DA SILVA ANTUNES (Para expor.) - Boa tarde, Sr. Senador, Relator deste Projeto de Lei 5.383. Cumprimento também todos aqui presentes, o amigo Gleyson...
Inicialmente, eu gostaria de apenas pontuar a minha participação aqui em nome da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres, na pessoa do Sr. Pestana, o Presidente, que não pôde estar presente, mas eu vim em representação.
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Inicio parabenizando a iniciativa do Sr. Senador Marcos Pontes na criação desse projeto de lei, que não se trata apenas de um dia de homenagem, mas, como já foi muito bem exposto pelo amigo Gleyson, de um dia de valorização de uma profissão importante, da qual nós nos alinhamos totalmente a todas as questões e aos pleitos expostos pelo orador que me antecedeu. Sabemos que a categoria de transportes terrestres no Brasil tem milhões de trabalhadores, nestes inseridos os gestores, motoristas e movimentadores, temos toda uma questão de logística, além dos motoristas e cobradores; então, são milhões de trabalhadores. E todos eles dependendo, de alguma forma, dos gestores de frota, como foi exposto pelo orador que me antecedeu.
E aí até entro respondendo aqui a uma das perguntas dos cidadãos aqui, que perguntaram sobre a importância na vida do trabalhador desse projeto: sim, a importância em valorizar uma profissão e valorizar em específico esta profissão de gestor de frota é que não estamos falando apenas de um dia de homenagem, mas de valorizar uma profissão que impacta diretamente a segurança das estradas, a segurança viária, a segurança desses milhões de trabalhadores que estão diariamente arriscando suas vidas nas estradas e, consequentemente, dos usuários das rodovias também.
O Brasil é um país cuja economia depende completamente do modal rodoviário para o transporte de cargas. As estatísticas mostram que 65% do total de cargas são feitas no modal rodoviário; em determinados setores, mais de 85% do transporte são feitos no modal rodoviário. E essa parte do transporte que representa 85% é o que mais impacta a população, porque são insumos de indústria, alimentos, medicamentos, tudo isso feito pelo modal rodoviário. E o gestor de frota não se limita, como já foi muito bem exposto pelo amigo Gleyson, a administrar veículos, a administrar a frota, mas ele também faz a previsão de manutenção desses veículos, a manutenção preventiva, o que dá mais segurança para as rodovias e para os motoristas; garante a qualidade melhor dos veículos, o que também impacta diretamente a qualidade de vida e trabalho desses profissionais, que estão arriscando sua vida diariamente nas estradas.
Diante disso é que colocamos aqui a resposta para a Cinthia, do Paraná: a valorização dessa profissão vai além de um dia de homenagem, mas traz no modelo institucional, numa casa legislativa, a importância dessa profissão; e chama atenção, como foi falado antes, para qualificação, para profissionalização - foi trazida aqui a questão da CBO -, todos esses pleitos aqui aos quais nós nos alinhamos completamente. E aí essa é a importância na vida do trabalhador, e não só na vida do trabalhador deste setor, mas na vida também da população em geral, que está utilizando as rodovias e que está dependendo completamente do transporte de cargas que é feito por esses trabalhadores.
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Sabemos que hoje as frotas possuem também mais tecnologia, dependência de eletrônica, são frotas mais modernas, e isso exige mais manutenção, exige uma gestão melhor diariamente, e tudo isso impacta não só a vida do trabalhador, mas também a logística desse modal rodoviário e também o cumprimento de jornadas. E nós, como representação de trabalhadores do setor, também nos atentamos para o cumprimento dessas jornadas, o que tem sido um debate que temos feito em várias instâncias, da importância dessas jornadas para a saúde do trabalhador e para a segurança das estradas também.
Então, nós nos alinhamos ao que foi dito pelo Gleyson, nos alinhamos à intenção desse projeto de lei e manifestamos, como confederação, a concordância e a importância da criação desse dia nacional. Quem sabe conseguimos também aí um dia de pedágio livre para todos? Essa proposta é interessante, né? (Risos.)
Então, caminhamos lado a lado com os gestores de frota, caminhamos lado a lado por mais segurança nas estradas, caminhamos lado a lado por mais condições de trabalho e qualidade de vida para esses trabalhadores, tanto os gestores como também todos aqueles que dependem deles, que são os motoristas e a própria população no total.
Muito obrigado.
O SR. PRESIDENTE (Astronauta Marcos Pontes. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - SP) - Muito obrigado, Sr. Samuel da Silva Antunes, Advogado da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres.
Realmente, só para enfatizar, eu não gosto de falar muito aqui para não atrapalhar os nossos oradores, mas você trazer, primeiro, um dia dá uma certa consciência da importância daquele profissional. E a importância desse profissional fica clara aqui, pois acho que já está se decantando, vamos dizer assim, essa informação em três partes principais: na segurança das pessoas, segurança no sentido do controle de manutenção de veículos, no sentido de melhor formação do pessoal que executa esse tipo de trabalho, afinal de contas está carregando vidas ali dentro - muitas vezes não é só carga, é vida ali dentro -; também a eficiência, porque, quando você tem um sistema de transporte mais eficiente, uma quantidade enorme de trabalhadores, de pessoas, é transportada diariamente nas grandes cidades, e todas elas precisam chegar no horário, precisam sair no horário, e a gente vê o caos que fica em São Paulo, por exemplo, quando tem um problema em um dos modais de transporte público, como isso complica a vida de todo mundo; e sem dúvida também é uma área que gera muito emprego, então é importante que nós tenhamos o reconhecimento dessa geração de empregos também. Isso, de certa forma, responde a várias das perguntas que foram feitas.
Eu passo agora a palavra ao Sr. Paulo Miguel Junior, Vice-Presidente do Conselho Gestor da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis, que está conosco remotamente.
Paulo, só controle o tempo lá para os dez minutos.
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O SR. PAULO MIGUEL JUNIOR (Para expor. Por videoconferência.) - Com certeza, Senador.
Eu gostaria de começar agradecendo ao Senador pela audiência, pelo convite para estar aqui nesta audiência hoje falando um pouco sobre o gestor de frota, o reconhecimento dessa atividade.
O gestor de frota passa a ser uma atividade transversal dentro da empresa. Ele, ao mesmo tempo em que está próximo dos motoristas, está próximo da parte operacional, que controla as escalas, da manutenção, do RH. Ele é um apaziguador de todas as situações de conflito dentro das empresas. Essa é a importância que a gente vê hoje no gestor de frota, e é algo que tem que ser celebrado, porque é um profissional que vem agregar, dentro da estrutura das empresas, uma coordenação de todas as áreas, sem aquela prevenção que hoje tem: o operacional é mais importante que a manutenção, a manutenção é mais importante que o RH, todos esses conflitos são geridos diretamente pelo gestor de frota. Ele sabe onde vai alocar o melhor motorista, onde ele vai alocar a melhor frota. Ele controla isso de uma forma mais próxima ao motorista. Por isso é que a gente vê como algo que tem que ser celebrado.
Hoje, como o próprio Gleyson disse, a maior parte desses gestores já tem uma formação. O que a gente precisa efetivamente é aprofundar os ensinamentos em gestão de frota, porque ainda não temos um curso específico para isso, e é algo que a gente tem que pensar para os gestores, junto com a criação da atividade específica, porque hoje o gestor de frota está ligado à operação, está ligado à manutenção, a uma área administrativa, mas não efetivamente com uma atividade definida. E isso, até na possibilidade de alteração de cargo entre empresas, complica um pouco para uma continuidade das atividades. Então, a gente entende que a criação inicial desse dia, dando uma valorização a mais a esses profissionais, criando uma perspectiva futura de uma CBO que possa especificar a atividade e agregar tudo isso ao meio de transporte hoje, é muito importante.
Temos, no Brasil, a maior parte do transporte feito por meios rodoviários - o Dr. Samuel já explorou bastante o assunto - e precisamos de segurança e qualidade de vida para esses profissionais, motoristas que estão na pista o tempo todo e o gestor de frota, que vem a auxiliar a empresa nessa situação também.
Eu acredito que era isso, Senador. Não quero me estender, mas o conceito é justamente celebrar o dia de quem, dentro da empresa, busca harmonizar todos os setores em prol um resultado melhor.
O SR. PRESIDENTE (Astronauta Marcos Pontes. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - SP) - Muito obrigado, Sr. Paulo Miguel Junior, Vice-Presidente do Conselho Gestor da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis.
Eu passo agora a palavra ao Sr. Carlos Tudisco, Diretor do Instituto Pensando Alternativas Responsáveis Administrando Frotas com Resultado (Instituto Parar).
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Aliás, cumprimento o pessoal do Instituto Parar, que eu já conheço de alguns eventos que participamos juntos. Obrigado pela parceria, pela possibilidade... pelas ideias. Inclusive, isso aí também partiu lá do Instituto Parar.
Então, passo a palavra ao Sr. Carlos, por dez minutos. Eu peço para controlar o tempo por lá.
O SR. CARLOS TUDISCO (Para expor. Por videoconferência.) - Senador Marcos Pontes, demais participantes, antes de tudo quero agradecer e dizer que é uma honra poder participar dessa audiência pública para falar desse tema tão importante, e o Senador... Devo dizer, antes de tudo também, que o Senador já participa conosco no Instituto Parar há mais de dez anos. A primeira participação do Senador foi em 2016: a gente levou conteúdo relevante para o gestor de frotas e o Senador compartilhou com a gestão de frotas as boas práticas da aviação, do espaço, inclusive da experiência espacial que ele tem, porque isso traz conhecimento para o gestor de frotas de coisas que ele pode agregar na segurança do dia a dia dele.
Inclusive, o Senador, de uma forma que nos deixou honrados, no último evento nosso do Parar Summit - foi um evento em São Paulo agora, em 2025, que é o maior evento para gestores de frotas da América Latina -, assumiu esse compromisso público ali, na frente de mais de mil gestores de frotas, de valorização do profissional gestor de frotas.
O Instituto Parar também promove dois MBAs para gestão de frota leve e gestão de frota pesada, que já formaram mais de 2,5 mil alunos desde 2012, quando começou a nossa atuação. Então quero agradecer ao Senador, até entrando já nessa resposta do porquê da importância da criação deste dia, e vale fazer uma reflexão.
Hoje no Brasil ainda morrem aproximadamente 30 mil pessoas por ano - 200 mil ficam inválidas - no trânsito. É praticamente uma guerra. Se a gente for fazer uma conta aritmética de uma estatística terrível, há uma hora que nós estamos aproximadamente aqui e, provavelmente, pelo menos estatisticamente, três pessoas vão perder a vida lá fora no trânsito. É nesse ambiente que atua o nosso gestor de frota. E hoje a gente pode dizer que o gestor de frota é quase marginalizado - a profissão da gestão de frota dentro da empresa -, porque, como foi dito aqui pelos colegas, não existe sequer uma CBO que qualifique o gestor de frota. E quando a gente não tem essa tangibilidade, a gente não consegue nem tangibilizar a profissão, é difícil convencer até a diretoria, a alta liderança das empresas, da necessidade de capacitação, da necessidade de profissionalismo que essa categoria merece.
No Instituto Parar, com toda essa experiência que nós temos de mais de 2,5 mil gestores formados, a gente sabe que um gestor de frota que atua efetivamente salva vidas. Isso é um fato. A gente consegue ver isso porque nós lidamos com grandes empresas, pequenas empresas, médias empresas, e a gente sabe...
Eu vou dar um exemplo simples aqui, para que as pessoas que não têm tanta vivência com esse universo possam tangibilizar um pouco mais disso. Digamos que um gestor de frota que conheça de indicadores, de telemetria, por exemplo - área que o Senador Marcos Pontes é mestre também, além de tudo que ele já fez na vida nessa área -, consiga trabalhar aqueles indicadores com profissionalismo, com eficiência. Se esse gestor de frota controlar só a velocidade da frota, ele conseguir atuar efetivamente controlando a velocidade, ele vai conseguir uma economia de combustível de aproximadamente 20%, o que representa inclusive menos emissões de CO2. Ele vai diminuir multas de trânsito para a empresa, ele vai diminuir o consumo de pneus, ele vai diminuir a manutenção desse veículo. Esse veículo provavelmente vai estar em um estado melhor no momento da desmobilização e principalmente, sem nenhuma dúvida, ele agrega muita segurança para esse gestor, para esse condutor de veículo, e não só para o condutor, mas para as pessoas que estão interagindo na sociedade com esse condutor.
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Por exemplo, se a gente for fazer uma análise bem comedida, nós sabemos que hoje a gente tem aproximadamente 10 milhões de veículos corporativos leves, mas eu não tenho estatística dos pesados no Brasil. Os colegas aqui já disseram quantos gestores existentes em estatísticas nós temos, mas, quando a gente reconhece essa profissão, quando a gente dá para essa profissão um nome, um reconhecimento, nós a valorizamos, Senador, e temos a certeza de que nós estamos fomentando, a partir disso também, o profissionalismo, a eficiência.
Que esse gestor de frota busque, se reconhecendo neste dia, por exemplo, que nós estamos aqui trazendo para debate, busque profissionalismo, busque isso que vai agregar eficiência para a empresa, eficiência para a profissão, eficiência para os números que já foram colocados aqui, e principalmente para ajudar a sociedade a conviver com esses motoristas no trânsito, onde a gestão da frota os ajuda a terem, irem e voltarem para suas casas no final de um dia em segurança.
Então, a gente entende que esse é um primeiro passo, temos outros passos para o futuro, mas o primeiro passo é importantíssimo. E quero mais uma vez parabenizar o Senador. Também não quero me delongar muito aqui, eu acho que a gente já colocou o núcleo de toda a questão aqui, mas parabenizo o Senador por essa iniciativa, por esse compromisso que ele assumiu, e inclusive quero convidá-lo e todos os demais participantes aqui para o nosso próximo evento, que será em outubro, em São Paulo, que como eu disse, é o maior evento de gestão de frotas na América Latina.
E agradeço o tempo e fico à disposição para qualquer outro esclarecimento.
Muito obrigado.
O SR. PRESIDENTE (Astronauta Marcos Pontes. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - SP) - Muito obrigado, Carlos. O Sr. Carlos Tudisco, Diretor do Instituto Pensando Alternativas Responsáveis, Administrando Frotas com Resultado.
Eu lembro que a gente conversou bastante no último evento a respeito de segurança nas estradas, da necessidade que nós temos de melhorar a segurança nas nossas estradas, e isso aqui faz parte desse sistema. Então tudo isso não se resolve de uma tacada só, você precisa ter vários pontos de trabalho operando de forma sincronizada e ajustada. Então, está aqui uma dessas partes.
Eu acho que nós não temos ainda o André Bueno, então nós vamos seguir agora com a segunda parte. Eu vou ler novamente as perguntas que nos chegaram aqui através do e-Cidadania e depois eu vou retornar a palavra aos nossos participantes para cinco minutos de considerações finais; e, se quiserem responder a algumas das perguntas, fiquem à vontade também, esse é o momento certo. Então, novamente às perguntas.
Natália, de Santa Catarina: "O projeto atende aos critérios de relevância exigidos pela legislação para a criação de datas comemorativas oficiais?". Essa aqui fica comigo, porque eu sou daqui. Então, Natália, sim, esse projeto atende a todos os critérios de relevância pela legislação.
Loize, do Mato Grosso: "Qual a relevância social da profissão de gestor de frotas para justificar uma data nacional?".
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Renata, do Distrito Federal: "A data nacional pode incentivar campanhas de segurança do trânsito e educação viária. [Será] considerado um dia de pedágio livre [essa data]?".
Acho que a primeira é sim, e a segunda é não, por enquanto. Eu gostaria muito de redução de preço de pedágio, sem dúvida nenhuma.
Outras perguntas.
Da Cínthia, do Paraná: "A valorização das profissões é muito importante, porém este projeto contribui em qual aspecto efetivo na vida do trabalhador?".
Acho que isso já foi explicado aqui pelo Samuel. Também a gente falou bastante sobre a questão da segurança, porque é importante o trabalhador sair de casa e a ela retornar com vida e com saúde.
Então, o transporte faz parte disso. Temos muitos acidentes acontecendo. Tem que se reduzir isso. A valorização faz parte disso, assim como a eficiência de se sair e chegar no horário adequado.
A Raíssa, do Mato Grosso: "De que forma a criação do dia nacional impulsiona políticas públicas reais de segurança viária e sustentabilidade logística?".
Como eu falei aqui, ela trabalha em paralelo, trabalha como um sistema. Precisa de várias engrenagens funcionando juntas para isso.
A política pública em si não resolve os problemas. É preciso que os diversos setores trabalhem nessa política pública para que ela realmente seja eficiente.
Comentário do Víctor, de Goiás: "Tema relevante, é importante a valorização de todas as áreas, mas urge focar em temas prioritários para o cenário político atual".
O Brasil é um país gigante, com problemas e soluções por todo o lado e é importante também que não se fique focado em alguma coisa, monotemático e se perca a noção. É igual a pilotar um avião em situação de emergência. Se você ficar olhando só para o painel de emergência ali ou para as luzes de alerta ou de alarme, você vai cair com o avião. Então, é importante você continuar voando com o avião e, para isso, você precisa olhar para todos os sistemas e utilizar os comandos de forma adequada.
Então, eu retorno a palavra agora a cada um dos nossos apresentadores, por cinco minutos, para suas considerações finais e respostas a algumas perguntas que acharem adequadas.
Com a palavra o Sr. Gleyson Oliveira Viri, Gestor de Frotas do Comitê de Gestores de Frotas de São Paulo.
O SR. GLEYSON OLIVEIRA VIRI (Para expor.) - Sr. Senador, queremos agradecer o espaço que nos foi dado.
A audiência foi marcada na semana passada. Então, nós estamos com mais de 150 gestores online participando conosco. Tive a ousadia de entrar no e-Cidadania e ler alguns comentários de alguns gestores de frotas.
O Felipe: "Cada vez mais o gestor de frotas se torna estratégico para as companhias, pois além de gestão de veículos e custo, é um gestor de vidas".
Eu vou pegar aqui alguns comentários de vários lugares do Brasil para mostrar essa relevância.
O Gleison: "Não se trata somente de um dia, mas [...] de uma jornada de total importância à mobilidade do Brasil [...]".
Vamos pegar aqui Letícia, do Paraná: "Um passo importante para valorizar os profissionais que contribuem diariamente para a segurança, a mobilidade e a eficiência no Brasil".
Vou pegar mais um comentário aqui no e-Cidadania, de outro estado, de um pessoal que está tendo uma boa repercussão da nossa audiência pública, Sr. Senador.
Vou pegar aqui de um outro estado.
Pedro, professor, FGV, mestre: "Esse profissional tem um posicionamento chave na realidade brasileira de transporte [...]".
Eu quero fazer essas considerações finais, agradecendo ao senhor.
Quero fazer um convite ao senhor, Senador, de estar conosco no podcast Frota Descomplicada. Nesse podcast, vamos marcar um dia - o senhor fique à vontade. Nós vamos debater sobre esse assunto.
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Quero mandar um abraço para todos os gestores de frotas do Brasil, para todos os membros do comitê.
Quero dizer... Paulo, da Abla.
Quero dizer a todos que estão presentes que nós estamos dispostos a somar forças para um propósito, para a profissionalização do gestor de frota, que tem sido valorizado.
Mas eu gostaria, Sr. Senador, de ressaltar dois pontos que estão sendo muito debatidos e estão sobre os ombros - e são um peso - do gestor de frota.
ESG. Hoje, essa ESG passa por nós. De todas as empresas, principalmente dos gestores de frotas multinacionais, estão sendo cobradas frotas sustentáveis. Então, hoje os gestores de frotas estão tendo uma grande dificuldade, estão ali fazendo vários fóruns.
Além da ESG, o gestor de frota está tendo uma grande responsabilidade na questão dessa mudança de cultura do trânsito, essa função estratégica. Capitais hoje não têm mais... É o que o senhor falou: lá em São Paulo, tem todo dia trânsito. E todos nós... Quando compramos um produto, ele precisa chegar em nossa casa. E esse é o desafio normal, todos os dias.
Uma outra coisa que está chegando a todo gestor de frotas: CPK, custo do quilômetro rodado. Budget, mão de obra. Tudo isso faz parte do nosso dia a dia.
O gestor de frota começa a trabalhar em setembro, fazendo o seu planejamento estratégico e aí nós tivemos agora uma crise de combustível mundial. Quantos fóruns nós não fizemos no comitê para poder dar auxílio aos gestores de frota?
Então, nós queremos agradecer, parabenizar por essa iniciativa e dizer que estamos à disposição.
Convidamos o senhor para estar conosco no podcast. E convido todo mundo que puder... No dia 7 de novembro, nós iremos lançar um livro chamado Marco dos Gestores de Frota. Vamos trazer histórias de gestores de frotas do Brasil. Vai estar lá o Urubatan, dono da Braspress. Vai estar o Paulo Miguel Junior. Vai estar o Sr. Giuliano Dias.
No dia 7 de novembro, nós vamos ter o lançamento do nosso livro Legado do Transporte Brasileiro, na Ambipar.
Então, eu agradeço a oportunidade.
Um abraço a todos.
E parabéns pela iniciativa, Sr. Senador!
O SR. PRESIDENTE (Astronauta Marcos Pontes. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - SP) - Muito obrigado, Sr. Gleyson Oliveira Viri, Gestor de Frotas do Comitê de Gestores de Frotas de São Paulo.
Na sequência, passo a palavra para os seus comentários finais, por cinco minutos, ao Sr. Samuel da Silva Antunes, Advogado da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres.
O SR. SAMUEL DA SILVA ANTUNES (Para expor.) - Muito obrigado, Senador.
Como nós enfatizamos na nossa fala inicial, e aí já até respondendo à pergunta da Cínthia, do Paraná, o projeto contribui diretamente na vida do trabalhador - não só à da Cínthia, mas também à da Loize, do Mato Grosso -, da relevância social da profissão do gestor de frotas para justificar a data nacional.
Então, a importância ficou clara a partir do momento da necessidade desse gestor para garantir a manutenção da frota, garantir a segurança desses motoristas e também de todo o sistema viário. Não só a dos motoristas, mas a de todos aqueles que o usam indiretamente. O cidadão em geral está sujeito a essa trafegabilidade nas rodovias e também, como o próprio Senador comentou, os passageiros do transporte rodoviário.
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Então, a importância social e a relevância social estão justamente nisso, porque, como foi dito, é o primeiro passo para que nós possamos dar evidência a essa importante profissão e, com isso, dar mais qualificação, dar mais condições de profissionalização a esses profissionais, garantindo, assim, como foi dito, a vida e a segurança dos profissionais que estão nas estradas e da sociedade em geral.
Então, eu foquei a minha fala mais nessa questão dos trabalhadores, porque a confederação, a CNTTT, tem essa representação dos trabalhadores desse setor, e, consequentemente, isso afeta diretamente a sociedade em geral. Então, acredito que essas perguntas foram as mais direcionadas ao setor que nós representamos.
Como foi dito aqui também, a importância hoje em dia, não só no setor dos trabalhadores, mas para a sociedade em geral, da questão da sustentabilidade. A partir do momento em que você tem uma frota melhor, com a manutenção melhor, como foi dito ali pelo senhor do Pará, você tem economia de combustível, você tem menos gás carbônico, você tem toda uma situação de sustentabilidade. E, ainda dizer: lógico que o trabalhador não se restringe à questão da administração de frotas, mas sabemos da importância do futuro que está chegando, que também se alinha a essa sustentabilidade. Quem sabe, em breve, outros tipos de transportes mais modernos também possam gerar mais sustentabilidade.
Então, encerro a minha fala aqui e renovo a nossa concordância com o que foi dito pelo Gleyson e ali pelo senhor do Pará: a importância desse projeto, desse primeiro passo, para que possamos dar a relevância necessária a esse profissional.
Agradeço o espaço e a iniciativa do Senador.
Muito obrigado.
O SR. PRESIDENTE (Astronauta Marcos Pontes. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - SP) - Muito obrigado, Sr. Samuel da Silva Antunes, advogado da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres.
Na sequência, eu passo a palavra ao Sr. Carlos Tudisco, Diretor do Instituto Pensando Alternativas Responsáveis Administrando Frotas com Resultados, Instituto Parar, para os seus cinco minutos de considerações finais.
O SR. CARLOS TUDISCO (Para expor. Por videoconferência.) - Senador, muito obrigado.
Acho que vale uma reflexão de que a gestão de frotas já tem evoluído bastante no Brasil. O Instituto Parar, como eu disse, atua desde 2012. Posso dizer que, nessa época, um bom gestor de frota era aquele que mantinha o veículo funcionando para quando a empresa precisava, e a gente sabe que vai muito, mas muito além disso a gestão da frota real. Como eu disse, dentro do Parar, este é um mantra: o gestor de frotas, antes de gerir um ativo, um bem, é um gestor de vidas. Agora, a gente já percebe hoje uma evolução bem grande nessa gestão da frota, dos gestores de frota como um todo, da categoria como um todo.
O fato de essa categoria não possuir sequer um nome instituído e, agora, com esse reconhecimento e com essa valorização, passar a existir formalmente, sendo ainda um primeiro passo, mas um primeiro passo muito importante, acho que é um capítulo necessário, importante, para o qual eu gostaria de reiterar publicamente, Senador, o agradecimento pelo que o senhor tem feito pela categoria e dizer que esperamos bons frutos deste momento de hoje aqui.
Obrigado.
O SR. PRESIDENTE (Astronauta Marcos Pontes. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - SP) - Muito obrigado ao Sr. Carlos Tudisco, Diretor do Instituto Pensando Alternativas Responsáveis, Administrando Frotas com Resultado, Instituto Parar.
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Os nossos outros apresentadores não estão online, então eu gostaria de agradecer, primeiro, a presença de todos aqui, agradecer pela participação. Vamos dar sequência ao projeto de lei. Agradeço a todos aqueles que nos acompanham e acompanharam, através das redes sociais, especificamente, aos que mandaram perguntas também: a Natália, de Santa Catarina; a Loize, do Mato Grosso; a Renata, do Distrito Federal; o Victor, de Goiás; a Cinthia, do Paraná; a Raíssa, do Mato Grosso; e outros. Agradeço à nossa mesa também pelo trabalho sempre eficiente, obrigado pelo trabalho.
Não havendo mais nada a tratar, eu declaro encerrada a presente reunião.
Boa tarde a todos e uma ótima semana.
(Iniciada às 14 horas e 26 minutos, a reunião é encerrada às 15 horas e 17 minutos.)