16/09/2015 - 2ª - Conselho do Prêmio Jornalista Roberto Marinho de Mérito Jornalístico

Horário Texto com revisão

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O SR. PRESIDENTE (Cristovam Buarque. Bloco Apoio Governo/PDT - DF) – Havendo número regimental, declaro aberta a 2ª Reunião de 2015 do Conselho do Prêmio Jornalista Roberto Marinho de Mérito Jornalístico, instituído pela Resolução do Senado nº 8, de 2009, e alterado pela Resolução do Senado Federal nº 8, de 2015.
A presente reunião tem por finalidade apreciar os rumos do processo de escolha.
Srs. Senadores – não há ainda Senadora –, eu quero fazer uma consulta.
Ontem, terminou o prazo de inscrição, e nós temos 26 nomes de jornalistas.
O SR. LASIER MARTINS (Bloco Apoio Governo/PDT - RS) – Temos 28, dois entraram agora.
O SR. PRESIDENTE (Cristovam Buarque. Bloco Apoio Governo/PDT - DF) – Não, com os dois de agora.
O SR. LASIER MARTINS (Bloco Apoio Governo/PDT - RS) – Ah, é?
O SR. PRESIDENTE (Cristovam Buarque. Bloco Apoio Governo/PDT - DF) – Temos 26.
Eu quero fazer uma consulta, Senador.
Uma ideia seria simplesmente cada um pegar uma folha e votar em três. A ideia que eu quero sugerir é de escolhermos três, e não um só.
O SR. LASIER MARTINS (Bloco Apoio Governo/PDT - RS) – Mas aí, Senador Cristovam, cada um vai escolher os três que já indicou.
O SR. PRESIDENTE (Cristovam Buarque. Bloco Apoio Governo/PDT - DF) – Isso.
Mas essa é uma ideia.
Deixem-me dar mais outras ideias.
(Intervenção fora do microfone.)
O SR. PRESIDENTE (Cristovam Buarque. Bloco Apoio Governo/PDT - DF) – Não.Deixe-me tirar os três.
Uma ideia é cada uma votar, aí se pode votar em três, pode votar cada um em um.
Há uma outra ideia que queria discutir com V. Exªs, que, como disse a nossa ótima secretária, complica tudo, mas pode ser boa.
Uma ideia que eu estava imaginando era nós divulgarmos os nomes dos 26 e marcarmos para fazer a seleção dos três na próxima semana. Cria-se um zum-zum-zum entre os jornalistas, entre os Senadores, entre todo mundo. Isso é bom, ou é ruim?
Cada um de nós vai receber dezenas de telefonemas.
O SR. TASSO JEREISSATI (Bloco Oposição/PSDB - CE) – Posso dar uma sugestão?
O SR. PRESIDENTE (Cristovam Buarque. Bloco Apoio Governo/PDT - DF) – Eu estou aqui para ouvir.
O SR. TASSO JEREISSATI (Bloco Oposição/PSDB - CE) – Eu concordo com sugestão de V. Exª, mas eu queria colocar aqui um critério.
Eu estava conversando ali com meu ilustre colega Amorim, de Sergipe, que nós devemos aqui ter um critério importante, porque pode nos deixar, inclusive, em situação constrangedora, o que já aconteceu, por exemplo, ou sói acontecer, em outras discussões que nós temos aqui sobre prêmios.
Se nós começarmos, por exemplo, eu a indicar um jornalista do Ceará, que é brilhante, mas ainda não tem o renome nacional, etc., o Senador Lasier, um do Rio Grande do Sul, que pode ser até um colega, nós vamos partir para um critério que vai desvalorizar o prêmio enormemente, apesar de não desmerecer a indicação de cada um, ou nós vamos ter como critério escolher quem é, na nossa opinião, o maior jornalista brasileiro...
O SR. PRESIDENTE (Cristovam Buarque. Bloco Apoio Governo/PDT - DF) – Essa é a ideia.
O SR. TASSO JEREISSATI (Bloco Oposição/PSDB - CE) – ... ou o melhor, ou o que tem uma história que merece de nós levar esse prêmio, porque, senão, é difícil. Se cada um votar numa...
O SR. PRESIDENTE (Cristovam Buarque. Bloco Apoio Governo/PDT - DF) – Tem razão.
O SR. TASSO JEREISSATI (Bloco Oposição/PSDB - CE) – ... pessoa do seu Estado, eu vou ter que votar no do meu Estado também, o Lasier no Estado dele, e assim por diante.
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Era essa a sugestão que eu queria fazer, e eu não estou aqui, Amorim, criticando ninguém; estou querendo adotar um critério, para que nós sigamos, para não causar nenhum tipo de constrangimento.
O SR. PRESIDENTE (Cristovam Buarque. Bloco Apoio Governo/PDT - DF) – Tem que ser um nome que, no final, todo mundo diga: "Caramba, era esse o nome que eu queria mesmo."
O SR. LASIER MARTINS (Bloco Apoio Governo/PDT - RS) – A primeira proposta do Senador Tasso é inteligente e é o melhor critério: escolher alguém de renome nacional, para valorizar, distinguir o prêmio, porque, senão, se indicarmos uma pessoa que só é conhecida no seu Estado, todo mundo vai ficar se perguntando: "Mas quem é?"
O SR. PRESIDENTE (Cristovam Buarque. Bloco Apoio Governo/PDT - DF) – E degrada o tamanho do prêmio.
(Intervenção fora do microfone.)
O SR. LASIER MARTINS (Bloco Apoio Governo/PDT - RS) – Senador Cristovam, veja bem...
O SR. PRESIDENTE (Cristovam Buarque. Bloco Apoio Governo/PDT - DF) – Não. O prêmio não diz se pode ser um, dois, três. Nós estávamos pensando em três.
Eu estou submetendo isso, mas o estatuto não diz quantos.
Se botar muitos, entram todos.
O SR. OMAR AZIZ (Bloco Maioria/PSD - AM) – Veja bem, o que há de muitos pessoas aqui são...
O SR. PRESIDENTE (Cristovam Buarque. Bloco Apoio Governo/PDT - DF) – Senador Aziz.
Vamos ouvir o Senador Aziz.
Senador, vamos ouvir o Senador Aziz.
O SR. OMAR AZIZ (Bloco Maioria/PSD - AM) – Há muitos jornalistas aqui que são donos de colunas.
Eu entendo que o prêmio jornalista deve se referir a uma reportagem realmente em que você mostra uma realidade, mostra algo diferente. Nada contra a quem escreve numa coluna – pelo contrário, eu respeito muito a opinião de todos eles; quem sou eu aqui para estar discutindo?
A pessoa que eu apresentei fez uma reportagem de duas semanas dentro da Amazônia, mostrando uma realidade da BR-319. Eu estou falando de um prêmio jornalístico, eu não estou falando de um prêmio para um jornalista. Ou é prêmio jornalístico, ou é prêmio para um jornalista. Quem sou eu para dizer que o Gerson Camarotti não merece receber, a Dora Kramer... Todos merecem, mas eu estou baseado em reportagem, eu estou baseado em algo que ela produziu, em cuja edição ela ajudou e cujo texto ela fez, mostrando uma realidade do nosso País, por isso que é um prêmio brasileiro.
Então, é isto, Senador Cristovam: ou nós vamos dar – e aí nós estamos discutindo quem é o melhor articulista, quem é o melhor colunista do Brasil, V. Exª está me entendendo? –, ou nós vamos falar de um prêmio de uma reportagem jornalística feita ou por uma mulher, ou por um homem, sobre a situação brasileira. É isso que eu estou dizendo.
Então, não dá para comparar uma pessoa que faz uma matéria dentro do Senado com uma que se embrenha na Amazônia, para fazer uma matéria. Há diferença, sim. Para mim, há.
O SR. PRESIDENTE (Cristovam Buarque. Bloco Apoio Governo/PDT - DF) – Há diferença, embora aqui, na resolução, diga: "o prêmio será conferido [...] a profissional de jornalismo que tenha contribuído para o engrandecimento do jornalismo brasileiro". Pode ser até um dono de jornal, que nunca fez reportagem, por aqui, mas tem razão.
Eu acho que esse critério, Senador Aziz, é muito bom. Alguém que, de fato, fez uma peça.
O SR. OMAR AZIZ (Bloco Maioria/PSD - AM) – Que se apresentassem aqui as peças. Por que essa pessoa está sendo indicada?
O SR. PRESIDENTE (Cristovam Buarque. Bloco Apoio Governo/PDT - DF) – E reportagem.
O SR. OMAR AZIZ (Bloco Maioria/PSD - AM) – Nós apresentaríamos e, aí, decidiríamos. O jornalista tal está sendo indicado, porque tem três páginas num jornal de domingo, porque passou um mês pesquisando, fez essa matéria jornalística, e nós tiramos. É um prêmio jornalístico.
Agora, premiar jornalista por si só, eu acho que todos têm que ser premiados. Não dá para eu dizer que o Elio Gaspari é melhor do que a Eliane Cantanhêde, ou a Eliane Cantanhêde é melhor do que o Elio Gaspari – não dá para eu dizer –, ou a Dora Kramer, que tem coluna. São todos parecidos. Eu não tenho como julgá-los aqui e ter de dizer: "esse tem mais ou menos credibilidade". Todos eles dão furo na imprensa, todos eles noticiam alguma coisa.
Quando pediram que eu indicasse, Senador Cristovam, pediram-me que indicasse uma pessoa que houvesse feito uma matéria jornalística para que ela pudesse ser avaliada por nós. É isso.
Então, independentemente de onde ela tenha sido feita – pode ter sido no Acre ou no Rio Grande do Sul. Se é uma matéria de importância para o Brasil, e nós, Senadores, entendermos que essa pessoa merece ser reconhecida pelo esforço que ela fez para fazer essa matéria, nós iremos premiá-la; caso contrário, não.
É o meu ponto de vista. Por isso, nós temos que ver um critério, porque, senão, nós vamos estar aqui... Olhe só quantas pessoas conhecidas há neste País, as que eu conheço. Os senhores que estão aqui conhecem até mais do que eu: Denise Rothenburg, do Correio Braziliense, é uma grande companheira, que nos acompanha diariamente aqui; Dora Kramer; Eliane Cantanhêde; Elio Gaspari; Fernando Rodrigues; Ivanildo Sampaio, Gerson Camarotti... São todos pessoas conhecidas, são jornalistas respeitados no Brasil. Não dá para dizer que o Gerson Camarotti é melhor ou pior do que A ou B; cada um tem a sua função. Correto?
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É isto que eu estou querendo ver: um critério para analisarmos como vamos premiar. Ou é o jornalista ou é a produção de algo importante para a sociedade. Só isso.
O SR. LASIER MARTINS (Bloco Apoio Governo/PDT - RS) – Senador Cristovam.
O SR. PRESIDENTE (Cristovam Buarque. Bloco Apoio Governo/PDT - DF) – Nós estamos numa discussão aberta.
Senador Lasier tinha pedido bem antes. Depois, o Senador...
O SR. LASIER MARTINS (Bloco Apoio Governo/PDT - RS) – Acho que essa é uma definição importante que o Senador Aziz levanta, porque a profissão de jornalista tem muitas subdivisões. Há o cronista de jornal, há o comentarista, o repórter, há o repórter ou comentarista de rádio, de televisão, ou de jornal, Então, acho que precisamos decidir se escolhermos de forma abrangente – tanto faz, vale o nome e a categoria – ou se vamos classificar... Acho que devemos escolher pela qualidade do profissional, independentemente da função.
Como o Senador Aziz menciona o repórter do Amazonas, eu me lembro de um repórter que eu não mencionei na minha lista tríplice, mas é um repórter que tem sido muito positivo pela abordagem que faz aos temas brasileiros, que é o Caco Barcellos. Eu não o citei, mas é um brilhante repórter, e um repórter construtivo, assim como temos os cronistas que criaram uma linguagem nova. O Senador Tasso mencionou mencionou o Elio Gaspari, que é um inovador em crônica jornalística, e assim por diante.
Então, acho que deveríamos, Senador Cristovam, em primeiro lugar, definir: vamos escolher independentemente da categoria ou função ou temos de especificar se é repórter, colunista, comentarista? Acho que essa é uma primeira definição que devemos tomar.
O SR. PRESIDENTE (Cristovam Buarque. Bloco Apoio Governo/PDT - DF) – Senador Blairo.
O SR. BLAIRO MAGGI (Bloco União e Força/PR - MT) – Presidente, eu penso que, se for para fazermos por matéria jornalística, temos de fazer um outro formato. Temos de receber com antecedência essas peças, analisar, votar nelas, buscar embasamento para cada um fundamentar aquilo que vai decidir no voto, por que ele vai decidir por aquele projeto ou aquela matéria.
Entendo que, da forma como está aqui – e só agora eu tive acesso a essa lista –, tenho tendência de votar – e acho que deveria ser assim – naquilo que conhecemos, naquilo que a gente percebe em como cada um trabalha. Há jornalistas que eu conheço aqui, que cobrem o Senado e outras áreas, cujos trabalhos vão muito além daquilo que eles escrevem ou daquilo que aparece na televisão. A gente vê a maneira como a pessoa circula e como ela faz com que as coisas aconteçam ao redor dela pelo conhecimento e fontes que ela têm.
Então, neste momento, eu pretendo votar assim: naqueles que eu conheço ou naqueles que foram referendados por algum companheiro que os conhecem profundamente.
Lamento, mas conheci essa lista só agora também. Então, ou a gente faz essa opção de votarmos dessa maneira ou vamos ter de adiar isso, olhar com mais calma, dentro de um outro critério.
Na minha avaliação, se é para matar hoje, vamos votar conforme a consciência de cada um. Os jornalistas, quando escolhem o melhor Senador, ou os melhores, ficam olhando o que a gente faz pelos corredores, quem participa aqui, quem participa ali, o discurso que faz. É de uma maneira geral; não é só por um fato apenas ou por um discurso que você vai ser escolhido aqui por um grupo de jornalistas em qualquer cenário que eles possam fazer.
O SR. MARCELO CRIVELLA (Bloco União e Força/PRB - RJ) – Presidente, a gente começa a elaborar o pensamento, começa a criar critérios, e eu gostaria de acrescentar aqui alguma coisa.
Eu acho que é importante a gente ter um prêmio para aquele jornalista que todos sabemos ser consagrado. É aquele que todos lemos. Agora, isso de maneira nenhuma interfere naquele outro não tão conhecido que tem uma produção enorme, cuidando, por exemplo, do cotidiano das pessoas na sua cidade, e que é leitura obrigatória do cidadão comum, que vai com o jornalzinho debaixo do braço, no trem, com uma carga imensa de cidadania. Esse repórter, quando receber o prêmio, não vai ser mais um prêmio.
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Aquele grande repórter que nós vamos premiar terá mais um prêmio – mais um prêmio na sua galeria de prêmios –, de tal maneira que há critérios e critérios. Por isso é que eu acho que nós não devíamos dar um prêmio só. Nós poderíamos dar três, ou quatro, ou cinco.
Eu fiz uma consulta ao Ministério das Comunicações para que eles me informassem quantas televisões e rádios existem no Brasil. Sabe o quanto veio de volta? 130 mil. 130 mil! É claro que há alguns em que os nomes são repetidos porque eles fizeram por proprietários, mas é gente para chuchu trabalhando neste País. Se nós adotarmos critérios, eu gostaria também de contemplar aquele jornalista não tão famoso, mas que trabalha todos os dias no jornal e que tem uma coluna muito lida por pessoas simples do povo. E eu tenho certeza de que um prêmio para ele seria de grande valia.
O SR. PRESIDENTE (Cristovam Buarque. Bloco Apoio Governo/PDT - DF) – Senador Tasso.
O SR. TASSO JEREISSATI (Bloco Oposição/PSDB - CE) – Senador, cada um tema uma opinião aqui, e acho importante a gente definir critérios. Vou dar um exemplo futebolístico aqui para podermos entender essa questão de critério. O Senador Crivella aqui falou no jornalista consagrado, ou seja, nós vamos eleger um jornalista consagrado e que tenha, dentro da definição do prêmio, contribuído – e que tenha uma história, fora uma reportagem – decisivamente para a mudança, para a qualidade do jornalismo do Brasil. E, no caso futebolístico, é o seguinte: nós vamos escolher o melhor jogador de futebol. Vamos ver o melhor jogador de futebol do Brasil ou do último ano? Quer dizer, é o Pelé que nós vamos escolher, o Neymar, ou o do Fortaleza, que joga...
O SR. PRESIDENTE (Cristovam Buarque. Bloco Apoio Governo/PDT - DF) – Do Náutico.
O SR. TASSO JEREISSATI (Bloco Oposição/PSDB - CE) – Do Náutico, porque o Náutico é o meu time. Ou o que jogou nesta semana? Ou eu falo do melhor evento jornalístico deste ano? Estou disposto e aberto a todas, mas é preciso definir. Eu acho que o espírito do prêmio, pelo que V. Exª leu, é o daquele jornalista que tem uma história, que tenha contribuído decisivamente para o desenvolvimento do jornalismo do Brasil e que seja quase que uma unanimidade aqui e uma unanimidade na imprensa também, porque aqui há vários jornalistas ótimos, brilhantes, que estão brilhando agora, mas, na minha opinião, poucos ainda chegaram lá a esse ponto.
Se o critério é dos que estão em atuação aqui no Senado, vamos por esse critério. Ou, se o critério é a gente descobrir regionalmente – eu, lá no Ceará; o Senador Rocha, no Maranhão; Senador Lasier, no Rio Grande do Sul – um jornalista que esteja fazendo um trabalho muito interessante hoje, vamos por esse critério também. Acho que V. Exª deve discutir aqui e definir um ou dois critérios.
O SR. PRESIDENTE (Cristovam Buarque. Bloco Apoio Governo/PDT - DF) – É isso que vamos fazer. É a isso que temos de chegar.
Eu mesmo não tenho uma posição de qual seria o melhor, mas, por aqui, e faz sentido, é alguém que tenha dado uma contribuição ao jornalismo brasileiro. De repente, pode ser um jornalista – como o Senador Aziz falou – local que tenha feito uma matéria tal que revolucionou alguma coisa, mas aí o Senador Blairo tem razão. Era preciso que a gente lesse, que a gente recebesse. Ia levar tempo, porque, como um da gente vota num jornalista que a gente não conhece, que é local? Fica difícil. Mas este é um debate rico. Estou achando positivo.
O SR. OMAR AZIZ (Bloco Maioria/PSD - AM) – Só uma coisa: eu não posso concordar com...
O SR. BLAIRO MAGGI (Bloco União e Força/PR - MT) – Presidente, vamos ao voto e pronto. Para o ano que vem a gente arruma isso.
O SR. PRESIDENTE (Cristovam Buarque. Bloco Apoio Governo/PDT - DF) – Não, vamos aprofundar mais.
Senador Aziz.
Depois, o Senador Rocha.
O SR. OMAR AZIZ (Bloco Maioria/PSD - AM) – Eu acho que a gente fala em jornalismo nacional... Os jornais são dos Estados brasileiros. O Estadão é de São Paulo; a Folha de São Paulo... O Globo é do Rio. Não é nacional. Nacional é porque nós lemos, e quem quiser procurar ler ou assistir a alguma coisa de outros Estados também pode. E eu discordo desses critérios de avaliar nos corredores, que vai para a Comissão, essas coisas que são feitas aí. Acho que não dá aqui para a gente...
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De 26 nomes, eu conheço aqui uns 10 ou 12, e não posso julgar nenhum, dizendo que um é melhor ou pior do que outro, Senador. Não tenho, só se me derem os critérios para eu julgar. Sinceramente, não posso. Se alguém achar que pode julgar aqui o trabalho jornalístico e de furos de reportagem ou de notícias que são dadas pelos jornalistas que a gente acompanha diariamente aqui, é muito difícil eu fazer esse julgamento. Eu não tenho como fazer esse julgamento.
Por isso, acho que deveríamos suspender essa reunião; depois, fazer uma reunião, ou no seu gabinete, ou no gabinete de outro Senador, definir critérios para que a gente não cometa injustiça. Senão, temos aqui 26 nomes, sobrarão 3, e 23 Senadores que indicaram aqui ficarão decepcionados porque cada um está puxando para a sua sardinha.
O SR. LASIER MARTINS (Bloco Apoio Governo/PDT - RS) – Senador Cristovam, eu quero concordar com o Senador Aziz: temos uma enorme responsabilidade. A escolha que nós fizermos vai repercutir, e nós não queremos ser criticados. Nós queremos fazer justiça. E, relendo aqui o parágrafo, é bom a gente pensar bem no que diz:
Institui o prêmio Jornalista Roberto Marinho de Mérito Jornalístico
Art. 1º É instituído o prêmio Jornalista Roberto Marinho de Mérito Jornalístico.
§1º O prêmio será conferido anualmente a profissional de jornalismo que tenha contribuído para o engrandecimento do jornalismo brasileiro.
Eu tinha pensado num cronista, mas é um cronista extremamente cáustico, inclusive contra os políticos. Esse eu já descartei. Qual é o engrandecimento que ele está trazendo? Então, lendo o regulamento, eu acho que devemos fazer a mesma coisa.
Eu também concordo com o Senador Aziz. Pelo compromisso que nós temos, que adiemos a decisão e venhamos a fazer um regulamento, uma reunião para decidir os critérios e possamos, a partir dali, então, trazer, os nomes. E acho que um só é muito pouco, porque temos muita gente boa. Então, poderíamos indicar três. (Pausa.)
O SR. ROBERTO ROCHA (Bloco Socialismo e Democracia/PSB - MA) – Eu, na verdade, também tenho aqui minhas inquietações.
Eu acho que todos estamos corretos. Eu só quero acentuar que, com relação ao desempenho do jornalista, até pelo que diz o regimento mesmo, o regulamento, tem que se o conjunto da obra. Não pode ser porque ele é bom blogueiro, no lugar tal, na área tal. É o conjunto da obra que vai definir o mérito que o Senado vai dar a ele para receber esse prêmio. É o Senado da República que está concedendo isso e fazendo esse reconhecimento.
De tal modo que eu vejo aqui nomes que preenchem, para mim, esse requisito. Eu tenho assim um pouco de dificuldade, como qualquer um aqui, de definir um, dois ou três. Eu fiz uma leitura rápida e vi que há nomes muito bons, todos bons, mas eu, por exemplo, poderia destacar o nome do jornalista Alberto Dines, do Observatório da Imprensa, que preenche perfeitamente o requisito do conjunto da obra. Desse modo, acho que é prudente a sugestão de suspender para que o exame da questão seja feito com mais critério e cautela.
O SR. EDUARDO AMORIM (Bloco União e Força/PSC - SE) – Sr. Presidente, acho que não devemos ficar frustrados, decepcionados se a escolha não for agora.
Eu acho que realmente postergar significa refletir e pensar melhor, porque o senhor conseguiu desencavar esse prêmio que já está aí há muitos anos, mas que não era distribuído, e agora que estamos nos reunindo estabelecendo critérios.
Acho que Omar tem razão, faremos outras reuniões para estabelecer critérios, porque é extremamente salutar e equilibrado num momento como esse, para que a coisa não comece errada, não comece equivocada e sem critérios, que injustiças também não sejam feitas e que também, a partir de então, todo o País comece a conhecer que o Senado está dando e todos os anos dará um prêmio como esse realmente àqueles profissionais que vierem a merecer.
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Eu acho que o equilíbrio manda neste momento adiarmos essa votação e construirmos critérios para seguir daqui para frente.
O SR. PRESIDENTE (Cristovam Buarque. Bloco Apoio Governo/PDT - DF) – Alguém é contrário à ideia de adiar? Alguém quer decidir hoje? Eu acho muito prudente e correta essa ideia de que não seja hoje. Eu, pessoalmente, mas...
O SR. MARCELO CRIVELLA (Bloco União e Força/PRB - RJ) – Eu concordo com V. Exª. Agora, seria bom se V. Exª depois nos submetesse os critérios e dissesse: "Olha, vamos eleger um que seria um jornalista nacional que preenche essa aspiração do Senador Tasso, que é aquele monstro sagrado".
O SR. PRESIDENTE (Cristovam Buarque. Bloco Apoio Governo/PDT - DF) – Então, vamos decidir agora.
O SR. MARCELO CRIVELLA (Bloco União e Força/PRB - RJ) – Depois, seria um cronista; depois, seria um colunista...
O SR. PRESIDENTE (Cristovam Buarque. Bloco Apoio Governo/PDT - DF) – Não, não o nome, mas o critério.
O SR. MARCELO CRIVELLA (Bloco União e Força/PRB - RJ) – V. Exª vai mandar para a gente, então?
O SR. PRESIDENTE (Cristovam Buarque. Bloco Apoio Governo/PDT - DF) – Não, eu não quero ficar com a responsabilidade de eu decidir como vai ser isso. Nós decidimos aqui.
O SR. EDUARDO AMORIM (Bloco União e Força/PSC - SE) – Presidente.
O SR. MARCELO CRIVELLA (Bloco União e Força/PRB - RJ) – Então, vamos fazer, vamos criar os critérios.
O SR. EDUARDO AMORIM (Bloco União e Força/PSC - SE) – Crivella, Sr. Presidente, eu acho que é sensato – me perdoe – não fazermos isso agora.
O SR. PRESIDENTE (Cristovam Buarque. Bloco Apoio Governo/PDT - DF) – Não, não o nome. A gente está discutindo...
O SR. EDUARDO AMORIM (Bloco União e Força/PSC - SE) – Não, eu acho que mesmo os critérios, Sr. Presidente.
Eu acho que a gente pode seguir a ideia de Omar, marcar outra reunião ou aqui mesmo, mas a gente já vem preparado.
(Intervenção fora do microfone.)
O SR. EDUARDO AMORIM (Bloco União e Força/PSC - SE) – A gente já vem preparado, tendo uma pré-pauta ou algo assim, para que a gente também não cometa nenhuma injustiça e a coisa não comece equivocada. É o que eu penso, respeito quem pensa diferente, mas acho que não devemos decidir agora e não devemos desenhar agora. Também não devemos postergar tanto. Poderemos marcar uma reunião para a próxima semana.
O SR. PRESIDENTE (Cristovam Buarque. Bloco Apoio Governo/PDT - DF) – Estamos de acordo assim ou não?
O SR. MARCELO CRIVELLA (Bloco União e Força/PRB - RJ) – Semana que vem trazemos as sugestões.
O SR. PRESIDENTE (Cristovam Buarque. Bloco Apoio Governo/PDT - DF) – Então, deixem eu fazer uma coisa: nem eu vou definir, nem também vou ignorar o que a gente fez aqui hoje.
Eu vou fazer uma pequena ata desta reunião com a opinião de cada um, dizendo quais são as alternativas que nós temos de critério, não de nomes.
O SR. MARCELO CRIVELLA (Bloco União e Força/PRB - RJ) – Muito bem.
O SR. PRESIDENTE (Cristovam Buarque. Bloco Apoio Governo/PDT - DF) – E mando não só para os que estamos aqui, mas para os outros membros também para que eles saibam.
O SR. MARCELO CRIVELLA (Bloco União e Força/PRB - RJ) – E deliberarmos na próxima?
O SR. PRESIDENTE (Cristovam Buarque. Bloco Apoio Governo/PDT - DF) – E fazemos uma reunião na terça-feira. Está bom?
O SR. MARCELO CRIVELLA (Bloco União e Força/PRB - RJ) – Para deliberar?
O SR. OMAR AZIZ (Bloco Maioria/PSD - AM) – É indispensável...
O SR. PRESIDENTE (Cristovam Buarque. Bloco Apoio Governo/PDT - DF) – Espera aí. Tem um ponto mais, Senador Aziz. Tem um ponto sobre o qual quero conversar. Essa lista aqui cada um já recebeu, mas a ideia não é divulgar essa lista. Não é isso?
(Tumulto no recinto.)
O SR. PRESIDENTE (Cristovam Buarque. Bloco Apoio Governo/PDT - DF) – Então, vamos recolher a lista. É isso ou não?
O SR. BLAIRO MAGGI (Bloco União e Força/PR - MT) – Eu quero ver ela não sair daqui.
O SR. EDUARDO AMORIM (Bloco União e Força/PSC - SE) – Não tem como, Presidente, isso já é público.
O SR. PRESIDENTE (Cristovam Buarque. Bloco Apoio Governo/PDT - DF) – O que é Blairo?
O SR. BLAIRO MAGGI (Bloco União e Força/PR - MT) – Eu gostaria, antes de finalizar, dizer o seguinte: é claro que vamos discutir os critérios, mas temos que fazer um critério de que vamos eleger então alguém que é de renome nacional para fazer esse reconhecimento, mas poderíamos ter também uma das três vagas para uma questão regional.
Daí, entre nós, Senadores, vamos olhar, discutir entre nós, de cada um dos Estados, a região e fazer uma seleção. Cada um conta um caso do cidadão e vamos apoiando. Esse ano é um Estado, no outro ano é outro. Vamos reconhecendo o jornalismo que não está aqui, no dia a dia, na televisão e no Congresso Nacional, que não deixa de ser jornalista e que traga um recurso à Nação.
O SR. PRESIDENTE (Cristovam Buarque. Bloco Apoio Governo/PDT - DF) – Eu vou colocar essa como uma das alternativas para, na terça-feira, discutirmos.
Não que foi decidido isso, mas é uma das alternativas. Agora essa lista vai ser...
Toma-se conhecimento...
(Intervenção fora do microfone.)
O SR. PRESIDENTE (Cristovam Buarque. Bloco Apoio Governo/PDT - DF) – Não, mas eu pergunto se a gente deixa que tome conhecimento ou não por aí?
Melhor não, não é isso?
(Intervenção fora do microfone.)
O SR. PRESIDENTE (Cristovam Buarque. Bloco Apoio Governo/PDT - DF) – Melhor não?
(Intervenção fora do microfone.)
O SR. PRESIDENTE (Cristovam Buarque. Bloco Apoio Governo/PDT - DF) – Eu não quero ficar com ela, não.
(Intervenção fora do microfone.)
O SR. PRESIDENTE (Cristovam Buarque. Bloco Apoio Governo/PDT - DF) – Então, terça-feira, no mesmo horário.
Quem é que tem o melhor gabinete aqui para fazer? Não precisa ser no meu.
O meu é acanhadinho, eu escolho um gabinete.
(Intervenção fora do microfone.)
(Iniciada às 15 horas e 41 minutos, a reunião é encerrada às 16 horas e 09 minutos.)