3ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA
56ª LEGISLATURA
Em 19 de abril de 2021
(segunda-feira)
Às 10 horas
30 ª SESSÃO
(SESSÃO ESPECIAL)

Oradores
Horário Texto com revisão

O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar PODEMOS/PSDB/PSL/PSDB - DF. Fala da Presidência.) – Declaro aberta a sessão.
Sob a proteção de Deus, iniciamos nossos trabalhos.
A presente Sessão Especial Remota foi convocada nos termos do Ato da Comissão Diretora nº 7, de 2020, que institui o Sistema de Deliberação Remota do Senado Federal, e em atendimento ao Requerimento nº 2.585, de 2020, do Senador Izalci Lucas e outros Senadores, aprovado pelo Plenário do Senado Federal.
A Sessão é destinada a comemorar os 61 anos de Brasília.
A Presidência informa que esta Sessão terá a participação dos seguintes convidados: Exmo. Sr. Paco Britto, Vice-Governador do Distrito Federal; Sr. Germano Delmasso Martins, Deputado Distrital e Vice-Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal; Sra. Márcia Abrahão, Reitora da Universidade de Brasília (UnB); Dom Paulo Cezar Costa, Arcebispo de Brasília; Sr. Roosevelt Beltrão, Presidente do Clube dos Pioneiros de Brasília; Sr. Elias Castilho, 1º Secretário do Conselho de Pastores do Distrito Federal (Copev-DF); Sr. André Kubitschek, Conselheiro do Memorial JK; e Sr. Jamal Bittar, Presidente da Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra-DF).
Convido a todos para, em posição de respeito, acompanhar o Hino Nacional.
(Procede-se à execução do Hino Nacional.)
O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar PODEMOS/PSDB/PSL/PSDB - DF) – Assistiremos agora a um vídeo institucional.
(Procede-se à exibição de vídeo.)
O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar PODEMOS/PSDB/PSL/PSDB - DF) – Quero cumprimentar o Exmo. Sr. Paco Britto, Vice-Governador do Distrito Federal. Quero cumprimentar também o Sr. Rodrigo Germano Delmasso Martins, nosso Deputado Distrital e Vice-Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal; a Sra. Márcia Abrahão, Reitora da Universidade de Brasília; D. Paulo Cezar Costa, Arcebispo de Brasília; o Sr. Roosevelt Beltrão, Presidente do Clube dos Pioneiros de Brasília; o Sr. Elias Castilho, 1º Secretário do Conselho de Pastores do Distrito Federal; o Sr. André Kubitschek, Conselheiro do Memorial JK; e o Sr. Jamal Bittar, Presidente da Federação das Indústrias do Distrito Federal. Cumprimento também todos os nossos internautas, telespectadores da TV Senado e ouvintes também da Rádio Senado.
Senhoras e senhores, nesse vídeo a que assistimos, pudemos ver a luta, o trabalho e a vontade do povo por um único País de norte a sul, de leste a oeste, um País de homens e mulheres que acreditaram e lutaram. Por isso, hoje neste dia especial em que comemoramos a nossa Capital, a capital da esperança, vamos nos unir, como fizemos no passado, para trazer ao nosso povo e à nossa gente de todos os cantos deste País a esperança por dias melhores. Vamos vencer esse momento difícil, porque somos brasileiros; vamos vencer, porque somos um povo que luta e que nunca vai desistir da nossa terra; "abençoado por Deus e bonito por natureza", como disse o nosso poeta e compositor Jorge Ben Jor.
Esta sessão, em que hora homenageamos a nossa Capital, não significa apenas um aniversário de 61 anos; significa um momento e um tempo em que o Brasil resolveu mudar e integrar esse novo vasto continente. O Brasil não é um só país; ele é, em seu imenso Território, um continente com culturas, agriculturas e climas diversos. Além disso, aqui temos, em nossa terra, todas a etnias. Aqui queremos continuar vivendo em paz e igual. Aqui não temos raça; aqui temos gente. E assim queremos continuar, porque somos um povo da paz e de paz. Somos um povo que ensina e aprende. Somos um povo que gosta de viver com alegria e amor.
Neste dia de hoje, vamos dizer a importância de nossa Capital no centro do País, pois foi com a construção de Brasília que o Brasil se integrou, se comunicou e se tornou um grande País. Antes de Brasília, não havia estradas suficientemente boas para as ligações entre os Estados do Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Aquelas que havia não faziam a ligação para levarmos as nossas riquezas agrícolas e minerais para serem comercializadas e exportadas. Éramos ricos, mas vivíamos isolados; no final, éramos pobres. Foi com a nossa Capital que tudo começou a mudar. As estradas e as ligações chegaram. A comunicação via rádio também se intensificou. Aí a gente sabia do Ceará, de Pernambuco, de Minas, do Amazonas e do Rio Grande do Sul, só para citar alguns exemplos. As músicas e as notícias, o rádio, depois a TV chegaram. Foi com Brasília que essa comunicação se estendeu a todo o País. E a comunicação ajudou o País também a se ligar e se conhecer.
Acho que, na história do Brasil afora, do descobrimento à República, a construção de Brasília foi o ápice deste País. Por isso, nesta sessão de hoje, quero homenagear a todos que aqui vieram com os imensos sacrifícios e, principalmente, com a coragem de acreditar e lutar por um País melhor, mais igual e de todos os brasileiros.
Quero contar uma parte dessa minha história, que é do meu pai, que veio sozinho e só depois trouxe a família. Na época, eu era estudante no seminário de Itaúna, Minas Gerais, e sabia de seu sofrimento de estar longe da sua esposa, D. Maria, minha mãe, e de seus filhos, sem falar de nossos avós, tias e primos. Meu pai mandava cartas e eu em alguns momentos o respondi para lhe dar força naquilo que acreditara ser o nosso futuro e o futuro da nossa família.
Por isso, para este momento, meu filho Renato resgatou algumas dessas cartas referentes à força e ao estímulo que tentei dar a meu pai, embora tivesse apenas 12 anos. Fiz-lhe uma proposta, dizendo-lhe:
Papai, aqui vai tudo bem. Recebi os cartões postais que me mandou e gostei muito. Papai, pense primeiro antes de falar alguma coisa. [É sobre Araújos, minha cidade, e Brasília.] Acho que se mudarmos para Brasília é melhor. Eu e o Tarcísio [meu irmão] podemos trabalhar em uma venda ou em uma loja e podemos ajudar o senhor em algumas coisas.
Em sua resposta, ele pede para que eu converse com a minha mãe a respeito da proposta que fiz, de morarmos todos em Brasília. Fala da transferência do seminário e me diz que falará com o reitor e que o seminário fica localizado em um lugar muito afastado e que não tem casas nos arredores. E diz ainda:
Combina com a sua mamãe. Eu estou disposto a morar até em um barraco de dois cômodos. Só depende da coragem de sua mãe, mas agora temos que resolver de um jeito ou de outro, eu não suporto mais essa ausência.
Se você vier, tem que fazer um terno de casimira azul escuro para a festa de gala. Depois te escreverei contando da possibilidade da bolsa de estudos. Vou ver isso com interesse, porque acho que a gente vem mesmo para aqui. Sei que vamos passar muito aperto, mas vocês, estudando muito, mais tarde podemos ter uma boa vida.
Depois dessas cartas e de muitas outras, ainda levamos mais dois anos para nos mudarmos de vez para cá. Meu pai conseguiu comprar uma casa da SHIS no Guará e, finalmente, viemos todos, em uma viagem que durou quase três dias na carroceria de um caminhão. Era assim que as famílias chegavam em Brasília.
Senhoras e senhores, com minha história e de minha família, homenageio a todos que estão aqui e que, certamente, têm esse amor e esse carinho pela nossa Capital. São essas pessoas, de todas as áreas e de todos os conhecimentos, que podem, se quiserem, fazer o bem para Brasília, suas regiões administrativas e sua gente.
Nessa mesa temos lideranças e governantes, nessa mesa temos aqueles que podem nos ajudar a trazer de volta a nossa Capital como referência em educação, saúde, segurança e desenvolvimento econômico para todo o nosso País.
Em homenagem a todos aqueles que acreditaram e vieram construir a nossa Capital, digo-lhes da importância do momento e, sobretudo, do espaço que temos para fazer acontecer. Somos famílias que vieram com esperança para a capital da esperança, somos famílias que aqui lutaram e continuam lutando por um futuro com oportunidades para todos.
Para finalizar esta minha fala, eu vou ler um trecho de Santo Agostinho, que diz: "A esperança tem duas filhas lindas: a indignação e a coragem. A indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las".
Obrigado.
Assistiremos agora a um vídeo em comemoração aos 61 anos de Brasília.
(Procede-se à exibição de vídeo.)
O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar PODEMOS/PSDB/PSL/PSDB - DF) – Agora, para fazer uso da palavra, o Exmo. Sr. Paco Britto, Vice-Governador do Distrito Federal.
O SR. PACO BRITTO (Para discursar.) – Bom dia a todos. Bom dia, Senador Izalci – quero parabenizá-lo por esta iniciativa. Bom dia, Arcebispo Dom Paulo Cezar Costa; Reitora Márcia Abrahão; Vice-Presidente da Câmara Legislativa, Rodrigo Delmasso; Presidente da Fibra, Jamal Bittar; Presidente do Clube dos Pioneiros, nosso amigo Roosevelt Dias Beltrão. Quero saudar Elias Castilho, 1º Secretário do Conselho de Pastores do Distrito Federal, e, representando a Sra. Anna Kubitschek, Presidente do Memorial JK, o Sr. André Kubitschek. Quero saudar os internautas, a Rádio e a TV Senado, que nos acompanham nesta sessão pelos 61 anos da nossa querida Brasília, Capital do Distrito Federal.
Brasília é única, pois é aqui a união de todos os Estados. Temos o toque de cada região do nosso Brasil desde sua criação, quando os candangos fizeram acontecer o sonho de JK. Nossa cultura é rica e miscigenada. Temos que agradecer, sim, a JK a determinação, a coragem de ter mudado a Capital para o Planalto Central. Mas nós hoje não temos o que comemorar e sim de respeitar a dor de todas as famílias de Brasília, do Distrito Federal, do Brasil e do mundo que perderam os seus entes queridos.
Sou um brasiliense de coração e me sinto muito honrado de fazer parte dessa história junto a todos os que estão aí presentes, principalmente o nosso Governador Ibaneis. Sou um dos apaixonados por esta cidade, monumento espetacular de cidade e céu, para que todos tenham acesso à saúde, educação e segurança.
Lutamos para que os empresários tenham segurança em investir e queiram que nossa cidade, nossa casa, Brasília – lutando para isso – continue sendo sempre, como disse o nosso Senador Izalci, a Capital da esperança.
Apesar de todos os desafios enfrentados no último ano, pude perceber, principalmente através do Comitê Todos contra a Covid, que, acima de tudo, o brasiliense não abandonou a solidariedade e o humanismo. Citando algumas ações dessa solidariedade e desse humanismo, foram construídos dois hospitais acoplados: um agora, recentemente – estamos terminando a construção –, em Samambaia. Todos, Senador Izalci, com doações privadas. E foram distribuídos através desse comitê mais de 3 milhões de máscaras, 2 milhões de álcool em gel. Isso é o amor ao próximo que esta população do Distrito Federal tem.
Por determinação do Governador Ibaneis Rocha, estamos buscando garantir a imunização para toda a população do Distrito Federal, pois este é um Governo comprometido com a Capital e seus moradores, e, principalmente, estamos comprometidos, sim, em salvar vidas através da imunização e não podemos esquecer nunca e jamais a economia do Distrito Federal, pois seria uma falência se nós não tivéssemos o cuidado para todos esses lados.
Quero lembrar ainda que, sempre que possível, usem máscaras, álcool em gel e façam distanciamento social.
E parabenizo a população do Distrito Federal por mais este ano de vida. Sabemos que todos nós temos o prazer, o bem-querer e o gostar de morar na Capital do País, esta Capital que tem pessoas boas, pessoas excelentes, pessoas que realmente têm raízes no Distrito Federal e, por isso, se dedicam – como o André, como a Dra. Márcia, como o Senador Izalci – a cuidar da população em detrimento dos seus afazeres, como o próprio Governador Ibaneis e a minha pessoa, que largam seus familiares, largam os seus negócios e se doam à população.
Muito obrigado, André; muito obrigado, Elias; muito obrigado, Delmasso; muito obrigado a todos vocês.
Parabéns, Brasília! Parabéns à população do Distrito Federal! Meu muito obrigado.
Ano que vem, com certeza, estaremos juntos da melhor maneira que nós sabemos: nos abraçando, nos tocando, como o brasileiro e o Brasil sabem se comportar. Meu muito obrigado a todos.
O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar PODEMOS/PSDB/PSL/PSDB - DF) – Concedo a palavra agora ao Deputado Rodrigo Germano Delmasso Martins, que é Vice-Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, representando aqui o Presidente.
O SR. RODRIGO GERMANO DELMASSO MARTINS (Para discursar.) – Sr. Presidente desta sessão solene, Senador Izalci Lucas, quero aqui também cumprimentar a Senadora Leila Barros, que eu acabei de ver entrar também; cumprimento o D. Paulo Cezar, que também está aqui presente; o André Kubitschek; o nosso Vice-Governador Paco Britto; a Senadora Rose de Freitas, que acabou de entrar; o nosso Presidente da FIBRA, amigo Jamal Bittar; meu grande amigo Elias Castilho, 1º Secretário do Copev; e, para finalizar, os meus cumprimentos à Reitora da Universidade de Brasília, Dra. Márcia Abrahão.
Primeiro, Senador, a Câmara Legislativa agradece a V. Exa. pela deferência, por tê-la convidado para participar desta sessão solene de 61 anos de Brasília.
E lembro que a Câmara Legislativa do Distrito Federal, neste ano, completa 25 anos da sua existência. Quando esta Casa, em que nós estamos aqui participando, determinou a autonomia político-administrativa da Capital da República, dando oportunidade, Senadora Leila Barros, ao cidadão brasiliense de escolher os seus representantes para a Câmara Legislativa do Distrito Federal, para o Congresso Nacional, por meio da Câmara dos Deputados e também do Senado Federal, bem como eleger o seu Governador e Vice-Governador.
A Câmara Legislativa, nesses 25 anos de existência, Senador Izalci, tem trabalhado diuturnamente para expressar aqui os anseios da nossa população.
No ano passado, em que nós fomos acometidos por essa terrível pandemia do coronavírus, a Câmara Legislativa não evitou esforços para aprovar leis que pudessem dar condições ao Poder Executivo de, principalmente, agir no combate à pandemia, garantindo ali a aprovação de recursos da própria fonte do Tesouro do Distrito Federal, bem como de leis, como, por exemplo, a lei que obriga a utilização de máscaras em todo o território do Distrito Federal, aplicando também uma multa para aqueles que não as utilizam.
Houve outra coisa também: a Câmara Legislativa do Distrito Federal foi uma das primeiras assembleias legislativas do País que aprovou uma lei que considerou as atividades religiosas como atividades essenciais durante a pandemia, garantindo, com isso, que todos os templos religiosos, independentemente de credo, independentemente de expressão religiosa, estivessem abertos para o recebimento da população que estava sofrendo e que sofre até hoje com as consequências do isolamento social. Nós temos visto isso praticamente todos os dias aqui na nossa cidade.
A Câmara Legislativa, Senador Izalci, Senadora Leila Barros, Senadora Rose de Freitas, tem feito um trabalho diuturnamente nesta gestão. Nós temos economizado recursos públicos. No último ano, devolvemos aos cofres do Governo do Distrito Federal mais de R$100 milhões, economias que foram feitas com menos gasto com verba indenizatória e com outras ações em que a Câmara Legislativa economizou, devolvendo, com isso, aos cofres do Governo do Distrito Federal, essa quantia.
Estamos ali para representar o povo de Brasília como Vereadores e Deputados Estaduais. A Câmara Legislativa de modelo híbrido, que foi idealizada à época, tem essa prerrogativa. Nós, Deputados Distritais, somos Vereadores porque vemos a necessidade do povo na ponta e, além disso, buscamos soluções, mas também agimos como Deputados Estaduais quando lutamos para defender os interesses do Distrito Federal principalmente junto ao Congresso Nacional, na suas duas Casas, na Câmara dos Deputados, bem como no Senado Federal.
Brasília, para finalizar, não é minha cidade natal. Sou de Maringá, no Paraná, mas foi aqui que escolhi para colocar minha família, para que eu pudesse crescer com meus filhos.
Para finalizar, quero agradecer a Deus esta oportunidade e pedir que o nosso Deus possa dar sabedoria a todos os gestores e a todos nós que temos a responsabilidade de tirar o sofrimento do povo da nossa Capital.
Muito obrigado.
Que Deus abençoe a todos!
O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar PODEMOS/PSDB/PSL/PSDB - DF) – Concedo a palavra agora à nossa querida coautora do requerimento para a realização desta sessão solene, nossa querida Senadora Leila Barros.
A SRA. LEILA BARROS (Bloco Parlamentar Senado Independente/PSB - DF. Para discursar.) – Bom dia, Senador Izalci, requerente desta sessão.
Cumprimento também a Senadora Rose, todos os Senadores que, porventura, estão aqui presentes e as autoridades que compõem esta sessão.
Cumprimento também meus conterrâneos e conterrâneas brasilienses, assim como todos os brasileiros que celebram conosco mais um aniversário da nossa amada Capital do País, Capital da República.
Infelizmente, pelo segundo ano consecutivo, nós não poderemos oferecer a Brasília a festa que a cidade merece. Vamos ter que limitar as comemorações ao recomendado pelas autoridades sanitárias. O Brasil inteiro está de luto. Todos nós, absolutamente, praticamente todos nós perdemos ou um amigo, ou um conhecido, ou um parente para a Covid-19. Até ontem, o número de mortes passava de 370 mil, e somente em Brasília quase 7 mil óbitos. Assim, inicio minhas palavras com a necessária solidariedade e votos de lamento e pesar aos familiares e amigos de todos os que se foram. Certamente, não era diante desse cenário de tragédia que eu gostaria de celebrar junto com todos vocês os 61 anos da cidade em que eu nasci. Mas, vamos ser prudentes e, em vez de aproveitar o 21 de abril para visitar os locais preferidos da cidade em festa, devemos continuar respeitando nossa própria saúde e a integridade física do próximo, mantendo o isolamento social. As novas variantes da Covid são mais agressivas e mais transmissíveis que o vírus inicial. Mas, com a aceleração da imunização e a colaboração de todos, vamos conseguir virar esta página e resgatar a normalidade em nossas vidas.
Sr. Presidente, Sras. Senadoras, Srs. Senadores e todos os que nos acompanham, sinto muito orgulho em dizer que não sou apenas representante de Brasília no Congresso Nacional, mas eu sou de Brasília. Nasci quando a cidade ainda era uma menininha e sonhava em se tornar a Brasília maravilhosa e pujante que é hoje. Sou da grande Taguatinga, onde comecei meus estudos em escola pública. Depois, estudei no Plano Piloto, quando ganhei uma bolsa de estudos por causa do esporte. Foram anos, foram praticamente mais de quatro anos entre idas e vindas entre o Plano e Taguatinga, onde eu morava com meus pais, numa dura rotina de estudos e de treinos. Enquanto Brasília se desenvolvia, eu alimentava o sonho de ser uma atleta, uma atleta olímpica.
Foram anos bastante puxados, mas, certamente, muito felizes. Lembro da saudade da ocasião em que vi o Lago Paranoá pela primeira vez. Naquele tempo, enquanto desbravava a cidade, cada vez mais me apaixonada. Hoje eu enxergo Brasília com um maravilhoso poema escrito a muitas mãos por gente como Juscelino Kubitschek, Oscar Niemeyer, Lúcio Costa, Darcy Ribeiro, Israel Pinheiro e tantos outros bravos candangos, operários e gente de todo o Brasil que veio para cá, interiorizando o desenvolvimento.
Foi nos bancos escolares do Maria Auxiliadora, que integra a Congregação Salesiana, que conheci e compreendi o sonho de JK. Ele acreditava que Brasília era a cidade da previsão de São João Bosco, narrada em livro. O santo italiano, fundador da congregação dos salesianos, sonhou que entre os paralelos 15º e 20º, à beira de um lago, surgiria a terra prometida, de onde jorraria leite e mel. Por incrível que possa parecer, senhoras e senhores, depois de 77 anos daquele sonho, exatamente dentro das coordenadas geográficas citadas por Dom Bosco e às margens do Lago Paranoá, Brasília foi inaugurada para ser a nova capital do Brasil. Nasceu para cumprir a profecia.
Hoje podemos dizer que aquela cidade, filha de mentes brilhantes e iluminadas, se tornou mãe generosa de milhões de brasileiras e brasileiros, gente de fibra e valor que veio buscar, na Capital do País, o seu futuro; gente que deu sequência ao ciclo da vida, gerando seus próprios filhos na linda Capital.
Imagino que o formato de avião do Plano Piloto pode ser também compreendido como uma cidade com os braços estendidos e bem abertos para acolher as pessoas de todos os recantos do mundo. Quem chega aqui desfruta da nossa hospitalidade e sente-se acolhido.
Sr. Presidente, Sras. Senadoras, Srs. Senadores e todos que nos acompanham, a inauguração de Brasília foi um dos principais momentos de afirmação da capacidade do povo brasileiro. Com o nosso próprio esforço, conseguimos erguer uma cidade moderna no meio do Cerrado e em menos de quatro anos. Os projetos futuristas e ousados, as plantas de prédios majestosos, com suas linhas sinuosas que pareciam contrariar as leis da física, transformaram-se em realidade. Tudo graças ao esforço e ao suor de milhares de trabalhadores, vindos de todas as Regiões do País. Rendo minhas homenagens a esses heróis e sua geração, que se tornaram carinhosamente reconhecidos como candangos.
Sr. Presidente, Sras. e Srs. Senadores e autoridades presentes, aquela Brasília que nasceu embalada por tantos sonhos agora chega aos 61 anos e ela continua linda e oferecendo a melhor qualidade de vida do País, porém, apresenta alguns desgastes e deficiências típicos da passagem do tempo e do descuido, falta de visão e desmando de alguns que poderiam ter feito mais pelo Distrito Federal. Mas podemos melhorar. Nós podemos sempre melhorar! Podemos aperfeiçoar os serviços que o Poder Público oferece à população, especialmente nas áreas da saúde, da segurança, educação e mobilidade urbana. Também é necessário corrigir problemas provocados pelo crescimento desordenado, sem planejamento, em algumas regiões administrativas. É inadmissível que parte da nossa gente sobreviva sem dispor do mínimo de infraestrutura básica.
A verdade é que temos condições plenas de nos reinventarmos. Depende apenas de nós. O principal é o capital humano, e isso com certeza nós temos. Unindo esforços, conseguiremos superar os desafios, dando o melhor presente para a nossa cidade.
Parabéns, Brasília, Capital de todos os brasileiros, terra que tanto amamos! E, por ela, sempre daremos o melhor de nós.
Obrigada, Sr. Presidente.
Bom dia a todos!
O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar PODEMOS/PSDB/PSL/PSDB - DF) – Bom dia!
Passo a palavra, imediatamente, à Sra. Márcia Abrahão, que é a nossa Reitora da Universidade de Brasília.
A SRA. MÁRCIA ABRAHÃO (Para discursar.) – Bom dia!
Bom dia, Senador Izalci. É uma honra estar aqui em nome da Universidade de Brasília. Agradeço muito o convite.
Cumprimento a Senadora Leila, demais Senadores e Senadoras aqui presentes e os Parlamentares também que nos assistem; o Vice-Governador, Paco Britto, parceiro da Universidade de Brasília – e mando um abraço para o Governador Ibaneis; cumprimento o Deputado Distrital Delmasso, Vice-Presidente da Câmara Distrital e também parceiro da Universidade de Brasília; o Arcebispo D. Paulo Cezar Costa; Sr. Jamal Bittar, Presidente da Federação das Indústrias do DF; Sr. Roosevelt Beltrão, Presidente do Clube dos Pioneiros de Brasília; Elias Castilho, André Kubitschek e todos que nos assistem e que também nos acompanham aqui pelas redes.
É uma honra para a Universidade de Brasília estar aqui. Eu inicio me solidarizando com todas as famílias que perderam entes queridos para a pandemia e que estão passando por este momento difícil. Saibam que a nossa esperança é a de que vai passar, e a Universidade de Brasília tem trabalhado arduamente para que este momento passe o mais rapidamente possível.
Eu, Senador, tenho orgulho de ser filha daqui, de Brasília. Não nasci em Brasília; meu pai era militar e veio para Brasília em 1961, e nasci alguns anos depois no Rio, por acaso, mas minha família morava aqui. Passei grande parte da minha infância brincando no barro de Brasília – todos nós que passamos a infância aqui, na década de 60 ou 70, sabemos como era a cidade naquele início.
O Distrito Federal chega brilhantemente aos 61 anos, e a Universidade de Brasília chega aos 59 anos, uma irmã um pouco mais nova de Brasília, que cresceu junto com a cidade.
A UnB também é criação de Oscar Niemeyer e de Lúcio Costa, filha de Darcy Ribeiro de Anísio Teixeira. Não podemos nos esquecer também de Bernardo Sayão, considerado o bandeirante moderno – e eu tenho a honra de ter comigo, na minha equipe, um dos netos de Bernardo Sayão, que é assessor de comunicação, o Professor Sérgio Sá.
Nesses 59 anos, em 61 anos de Brasília, a UnB formou mais de 150 mil pessoas, entre graduados, mestres e doutores. Eu tenho orgulho de ser uma também egressa da Universidade de Brasília, que é uma das principais instituições do Brasil e da América Latina, com uma comunidade de praticamente 55 mil pessoas.
Ao longo dos anos, fomos para Ceilândia, Gama e Planaltina, mostrando que também a universidade entendeu a necessidade de ampliar a sua atuação. De acordo com rankings internacionais, como QS e Times Higher Education, ela é uma das principais universidades do Brasil e da América Latina, décima posição entre as universidades brasileiras e quinta entre as universidades federais.
Considerando a nossa concepção inicial de ser uma universidade protagonista do seu tempo, inclusiva e democrática, a Universidade de Brasília é pioneira nas cotas raciais e tem feito políticas para ampliar a inclusão social da nossa população.
Na pandemia, fomos todos surpreendidos, e a universidade teve que se reinventar, como todas as instituições. Tivemos que fazer treinamento para os nossos professores e dar condições para os nossos estudantes e participamos ativamente de projetos de pesquisa para superar este momento difícil. Tanto o nosso Hospital Universitário tem sido parceiro do Governo do Distrito Federal na linha de frente, como também temos participado de uma das pesquisas de vacina. A vacina em parceria com o Butantan tem também atuação dos nossos pesquisadores.
Neste momento, conseguimos, mesmo com essas dificuldades, formar graduados, mestres e doutores em 2020. É importante que as pessoas saibam: formamos mais de 3 mil pessoas ano passado, entre graduados, mestres e doutores.
Tudo isso tem sido possível também com a parceria com a bancada do Distrito Federal, tanto na Câmara como no Senado. E quero agradecer muito fortemente a parceria com a bancada do DF. Posso dizer que a 56ª Legislatura tem sido muito parceira da universidade. O Senador Izalci tem sido incansável na luta pela ciência, tecnologia e inovação, como, por exemplo, pelo que fez no FNDCT. Esperamos que ano que vem essa comemoração se dê em outro patamar, que a gente possa estar junto nos abraçando nos campus aqui do Distrito Federal, para que a nossa cidade continue crescendo, florescendo e sendo um exemplo para o País.
Eu desejo vida longa para o DF, agradeço mais uma vez a oportunidade, e, como disse o Vice-Governador, Paco Britto, se puder, fique em casa; e, se sair, use máscara. Siga a ciência.
Muito obrigada. Parabéns a Brasília. Um grande abraço.
O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar PODEMOS/PSDB/PSL/PSDB - DF) – Concedo a palavra agora a Dom Paulo Cézar Costa, nosso Arcebispo de Brasília. (Pausa.)
O som está desligado, Dom Paulo. Tem que liberar o som.
Obrigado.
Não, fechou novamente. Abriu e fechou.
O.k.
O SR. PAULO CÉZAR COSTA (Para discursar.) – Saúdo o Senador Izalci Lucas e, na pessoa dele, saúdo os demais Senadores e Senadoras presentes nesta sessão. Saúdo as demais autoridades presentes. Não nomino todos para não me alongar.
Brasília traz em si uma beleza singular, que é fruto das mãos de Oscar Niemeyer, de Lúcio Costa e de tantos outros e outras que pensaram esta cidade. Eu digo sempre que Brasília é uma cidade síntese, porque ela nasceu... É uma cidade jovem ainda, mas uma cidade que nasceu fruto de pessoas que vieram de todas as partes deste Brasil. É uma cidade que atraiu. E quem anda um pouco pela cidade, seja aqui pelo Plano Piloto, seja pelas cidades satélites, percebe essa beleza da composição da população de Brasília. Então, é uma cidade síntese. Ela nasceu fruto de pessoas que vieram, como o próprio Senador Izalci e tantos outros e outras que vieram de tantas partes deste País, para construir esta Capital da esperança, como disse muito bem o Senador Izalci.
Ela é também a cidade que irradia, porque daqui nascem as pequenas e grandes decisões para a vida deste País. Ela é a capital, e, como capital, é daqui que nascem as pequenas e grandes decisões que iluminam a vida de todo este País.
Na cruz da nossa Catedral, que é um dos monumentos mais visitados desta cidade, existe uma relíquia da cruz de Cristo que quer iluminar a vida não só desta cidade, mas a vida de todo o povo brasileiro, e quer ser uma presença de amor na vida de todo o povo brasileiro.
Brasília foi pensada como uma cidade que integra. Desde a origem de Brasília, a religião foi pensada como presente na vida desta cidade, seja por obra de Juscelino Kubitschek e da sua esposa, D. Sarah Kubitschek, seja por obra também mesmo de Oscar Niemeyer e também de D. José Newton, que foi o primeiro arcebispo desta cidade.
A cidade não foi pensada como uma cidade que alijasse a religião, alijasse os homens e mulheres de fé. Mas não: ela nasceu como uma cidade que integra. Desde a origem, desde a Catedral, desde todos os espaços que foram cedidos para a Igreja, ela foi pensada como uma cidade que integra: que integra o seu povo na sua beleza e que integra o seu povo como ele é. Aqui, por exemplo, existe uma grande presença nordestina e mineira, que são pessoas que trazem enraizadas no seu coração a experiência da fé, em que a experiência da fé é determinante.
Então, ela foi pensada como uma cidade que acolhe, mas que acolhe o ser humano na sua totalidade e na sua beleza. Por isso ela integrou a fé no seu desenvolvimento desde a origem. Se nós olharmos a igrejinha que D. Sara mandou construir ou a Catedral, se olharmos todos os espaços que foram reservados para a presença da Igreja e a presença da fé nesta cidade...
E ela nasceu, é claro, também na origem de abraçar essa visão, como a Senadora disse, de São João Bosco. São João Bosco teve a visão sobre esta região, que foi levada em conta, também, na concepção desta cidade.
Então, Brasília é esta cidade que acolhe, que integra o ser humano como ele é. Brasília é esta cidade que irradia. É a Capital da esperança, porque é daqui que são forjadas as pequenas, daqui é que são plasmadas as pequenas e grandes decisões que norteiam a vida do nosso País.
Eu cheguei a Brasília recentemente. Conhecia Brasília através de reuniões em que vinha quando trabalhava na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, como Coordenador de Pós-Graduação; vinha participar de reuniões no MEC, na Capes, e depois vinha participar das reuniões da CNBB. E há quatro meses me encontro como morador de Brasília e me sinto verdadeiramente um morador desta cidade e me surpreendo sempre quando encontro a cidade, quando encontro seja o centro da cidade, onde estão os Poderes decisórios, sejam também as cidades-satélites. É uma cidade acolhedora, uma cidade de esperança, uma cidade que projeta o Brasil para o futuro.
Então, parabenizo mais uma vez pela iniciativa o Senador Izalci e parabenizo a todos nós que estamos aqui, celebrando os 61 anos da nossa cidade. Que no próximo ano possamos estar celebrando presentemente, que possamos estar nos abraçando, que possamos estar nos confraternizando, porque vencemos este momento difícil da nossa história que estamos passando.
Mais uma vez também digo: preservemo-nos, usemos máscaras e nos cuidemos, para que no próximo ano possamos estar celebrando presentemente.
Parabéns para todos nós! Parabéns para Brasília!
O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar PODEMOS/PSDB/PSL/PSDB - DF) – Concedo a palavra ao Sr. Roosevelt Beltrão, que é Presidente do Clube dos Pioneiros.
Sr. Roosevelt, tem que ativar o som e a imagem. (Pausa.)
É só ativar a câmera aí no canto esquerdo. (Pausa.)
Só falta a câmera; o som já está aberto, Dr. Roosevelt. (Pausa.) Isso.
O.k.
Dr. Roosevelt.
O SR. ROOSEVELT BELTRÃO (Para discursar.) – Senador Izalci, o Clube dos Pioneiros sente-se envaidecido por este convite para participar desta sessão e quer apresentar a V. Exa. os nossos cumprimentos pelo seu desempenho, não só agora. Temos observado que o senhor tem feito muito por Brasília, não só hoje, mas em todas as suas decisões. Isso nos envaidece e nos alegra.
Eu sou ex-aluno de Dom Bosco, sou mineiro da velha, tradicional e piedosa São João del-Rei, berço de Tiradentes, Tancredo Neves e outras pessoas importantes.
O que eu queria dizer é que Brasília foi feita em mil dias. Isso se deve ao grande Presidente Juscelino Kubitschek, que soube e teve a sorte de ter ao seu lado pessoas como Lúcio Costa, Oscar Niemeyer, o grande Israel Pinheiro, severo, firme e competente, Bernardo Sayão e outros que ajudaram o nosso Presidente a construir esta cidade em tempo recorde. Hoje constrói-se um dos prédios aqui e gastam-se muito mais de mil dias. E Juscelino construiu Brasília com palácios e todas as obras firmes, dada a competência também de Joaquim Cardozo, o grande calculista de Brasília, que calculou a Catedral, a Câmara e o Senado, o Palácio da Alvorada e outros prédios importantes de Brasília.
Quero cumprimentar a todos através de V. Exa., nesta sessão importante, gostosa e que nos leva ao passado de glórias como foi a construção de Brasília.
Hoje, o Clube dos Pioneiros tem a honra de ser o detentor da cruz da primeira missa de Brasília, que se acha exposta na nossa Catedral. E o Clube dos Pioneiros, Sr. Senador, sente-se muito só. Não temos ajuda de ninguém – de ninguém. Eu gostaria que os nossos governantes soubessem que, se não existissem os pioneiros, não existiria Brasília para eles governarem.
Paco Britto, meu grande amigo – estou com uma reunião marcada com ele não sei mais quando, sine die. Tento marcar essa reunião e não consigo. Temos urgência em falar com as autoridades de Brasília antes que o Clube dos Pioneiros, detentor da história, guardião da história, guardião de tudo que é Brasília... Está necessitando ter uma conversa firme com o governante. Não é possível que o Clube dos Pioneiros acabe! Eu já estou cansado, estou quase jogando a toalha. Preciso de vocês, senhores governantes, para uma conversa franca, firme e necessária. Conto com vocês. Mas não é para amanhã não; é para hoje. Conto com vocês para uma conversa.
Muito obrigado, Senador. Parabéns! O senhor tem representado Brasília excelentemente, como já era esperado.
Um grande abraço a todos!
O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar PODEMOS/PSDB/PSL/PSDB - DF) – Concedo a apalavra ao Sr. Elias Castilho, nosso representante do Copev.
O SR. ELIAS CASTILHO (Para discursar.) – Nobre Senador Izalci Lucas, quero parabenizá-lo por esta brilhante sessão.
Na pessoa da Senadora Leila Barros, coautora, saúdo toda a Mesa do Senado; o nosso Arcebispo Dom Paulo Cezar, nossa Reitora Márcia Abrahão Moura; o Paco Britto, Vice-Governador, meu amigo também; o Rodrigo Delmasso, que representa a nossa CLDF; e o Dr. Jamil Bittar, da Federação de Brasília.
Do Clube dos Pioneiros veio uma palavra emocionante. Realmente nós precisamos socorrer esse Clube de Pioneiros.
Saúdo a pessoa do André Kubitschek, também representando o Memorial JK.
Quero dizer, em nome do nosso Copev, Conselho de Pastores de Brasília, que não tem muito tempo quanto o Clube dos Pioneiros, mas já completamos 50 anos de história nesta Brasília, a Brasília da Esperança, nossa Capital. Temos representação em todas as Regiões Administrativas, com mais de 3 mil pastores, apóstolos, bispos e líderes trabalhando na unidade, trabalhando na humanização da nossa Capital.
O Salmo 133 diz: "Quão bom e quão suave é que nós irmãos vivamos em união!". Então, que nós possamos nos unir cada vez mais em prol de Brasília, para que, verdadeiramente, ela venha a ser a capital da esperança.
Eu também não tenho o privilégio de ser filho de Brasília, mas, quando aqui cheguei, fui muito bem recebido. Construí família. Já tenho uma filha nascida e criada em família aqui em Brasília. Tenho certeza de que Brasília é a capital de todos os brasileiros.
Fico muito agradecido, Senador Izalci, por ter o privilégio de reconhecer o seu trabalho – brilhante trabalho – dentro da nossa Capital, desde o seu mandato como Deputado Distrital. Eu o acompanhei muito na Câmara Federal e agora no Senado da República.
Muito emocionado, ouvi também sua história, como o senhor chegou a Brasília, num pau de arara, como muitos chegaram. E hoje V. Exa. está nos representando no Senado da República, com o trabalho bem dinâmico, de credibilidade, e focando exatamente na educação, que é a base de tudo.
Portanto, em nome do nosso Conselho de Pastores, na pessoa do nosso Presidente, Pastor Josimar Francisco da Silva, quero agradecer este honroso convite e dizer que nós estamos, sim, prontos para construir, repensar esta Capital de todos os brasileiros, que é a nossa Brasília.
Finalizarei a minha fala com uma poesia da nossa Capital. Eu não sou poeta, nem escritor, mas tenho a autorização do Reverendo Enoque Santos, que é lá de Belém do Pará, de onde eu vim, e vou fazê-lo agora, ler esta poesia da nossa Capital. Tem como título "Brasília É Assim", ouvindo todos atentamente. E creio que verdadeiramente esta poesia vai falar e confirmar que a nossa Brasília é assim.
Parabéns, Brasília, raios de sol nascente,
novo amanhecer que me toca, motiva, emociona e seduz.
De longe me fascina e de perto me ensina
Brasília dos contrastes singulares,
mas gigante pela própria natureza,
de gente versátil, como dizia Castro Alves,
ao caminhoneiro, que passa pela estrada.
Brasília é assim,
outrora gestada, de sonhos,
a imaginação fértil de Juscelino Kubitschek.
Brasília é assim,
coexistente de três Poderes
num contraponto de afinidade,
de retas, curvas, tangentes e paradoxos,
mas é laurel das alvoradas,
bordada de luzes e cores
numa apoteótica coreografia que baila no ar.
Brasília das maestrias,
Brasília de Kubitschek, de Niemeyer, de Lúcio Costa e de todos nós.
Que, no contrapasso da história,
quebrou horizontes emoldurados pelo gênio humano.
Brasília, és o colossal da arquitetura,
de tantas vertentes, encantos, desencantos e inspirações,
sob os olhos de Deus.
Oh, Brasília é assim: se ameis, com tua grei,
és tu sempre capaz de tornar iguais os desiguais.
Parabéns, Brasília.
Parabéns, Senador Izalci Lucas! Parabéns por todo esse trabalho.
Viva a nossa Brasília e vamos todos juntos nos prevenir, porque nós sabemos que verdadeiramente essa pandemia tem afetado não só o Brasil, mas o mundo.
Mas nós cremos, irmanados no nosso Deus Todo-Poderoso, que Ele há de curar, Ele há de mudar a história da nossa Brasília.
São 61 de Brasília. Viva a nossa Brasília! Viva a Capital da Esperança!
Muito obrigado.
O SR. IZALCI LUCAS (Bloco Parlamentar PODEMOS/PSDB/PSL/PSDB - DF) – Concedo a palavra, agora, ao Sr. Jamal Bittar, Presidente da Federação das Indústrias aqui do Distrito Federal.
O SR. JAMAL BITTAR (Para discursar.) – Bom dia a todos! Bom dia, Senador Izalci! Agradeço-lhe bastante pela deferência que o senhor sempre tem conosco, sempre se lembrando do setor produtivo e da indústria do Distrito Federal, e pela honra em participarmos desta solenidade. Muito obrigado, Senador.
Cumprimento o Vice-Governador Paco Britto, querido amigo Paco, Vice-Governador do Distrito Federal.
Para não me alongar muito, acredito que não precise repetir toda a nominata.
Não posso deixar de cumprimentar um grande amigo e também outro grande defensor do setor produtivo e de boas ações sociais aqui do Distrito Federal, o nosso Vice-Presidente da Câmara Distrital, amigo e Deputado Rodrigo Delmasso, que saúdo sempre com muito entusiasmo, e ainda nossa Senadora Leila Barros. Todos os outros sintam-se cumprimentados. Acredito que o correr da hora me obriga a isso.
Eu quero dizer, Senador, que a indústria do Distrito Federal está presente desde o início de Brasília, antes até da inauguração. Para os que não se lembram, a indústria da construção civil é a primeira atividade pujante do Distrito Federal na construção de Brasília. Em meados da década de 50, ela começou esse projeto maravilhoso, que não se deve somente ao idealizador desta cidade, mas também ao povo que habitou esta cidade e que honrou esse projeto maravilhoso.
O nosso Sistema Federação das Indústrias do Distrito Federal, a Fibra, para os senhores que não conhecem, engloba o Sesi, o Senai e o Instituto Euvaldo Lodi. Esses sistemas, em âmbito de operação, antecedem a fundação da Fibra, já ocorrendo desde o final dos anos 50, 60, na forma do Senai, qualificando mão de obra.
Nossa federação foi fundada em 1972 e cumpre o papel, sim, a missão de contribuir com o desenvolvimento social do Distrito Federal. O Senador Izalci conhece muitas das nossas ações e sabe bastante bem como nós desenvolvemos todas as atividades para que nós somos chamados no Distrito Federal.
Neste momento em que nós passamos, há um ano, por esta pandemia, posso relatar aos senhores que a federação, por meio do Sesi e Senai, deu uma contribuição bastante incisiva na recuperação de respiradores para o Governo do Distrito Federal; na produção de quase 3 milhões de máscaras, que foram distribuídas em parceria com o Governo do Distrito Federal e o Banco de Brasília para a população mais pobre; e agora estamos participando do processo de vacinação contra a Covid-19, que é uma contribuição que esse sistema, por meio do Sesi, dá ao Governo e à sociedade do Distrito Federal. Então, não paramos, em momento algum, com essa contribuição, não paramos de prestá-la, porque tenho certeza de que este é o nosso papel: como sistema indústria, contribuir com a sociedade do Distrito Federal. Continuamos as nossas atividades, sim, de formação profissional, de formação de educação tradicional. E nossa missão não se mitigou, ela apenas se limitou em alguns aspectos para atender a população do Distrito Federal.
Quero registrar aqui a nossa satisfação e as nossas parcerias com o Governo do Distrito Federal, que tem conduzido com bastante proatividade o combate a essa pandemia. Temos visto ações, e o Vice-Governador Paco sabe do modo que nós entendemos a boa atuação do Governo do Distrito Federal, infelizmente, diferentemente do que nós temos visto em âmbito federal; mas eu acredito que os Estados têm suprido – e Brasília não poderia ser diferente – essas inações de âmbito federal para que se compense bastante aqui com as ações em âmbito local.
Quero dizer, Senador, que o senhor sempre foi um grande entusiasta do desenvolvimento tecnológico do Distrito Federal. O viés... Brasília é uma cidade não inteligente, de pessoas inteligentes, com alto nível educacional. E nós vemos aqui, como sistema indústria, que a melhor contribuição a se dar para esta cidade é qualificá-la no âmbito do desenvolvimento da indústria de ponta – tecnologia e inovação. O senhor sabe o tanto que esse é um tema caro a esta instituição e ao senhor. E queremos dizer ao senhor: se há algo – e aqui eu tenho certeza de que temos representantes de todos os vieses – que pode gerar enriquecimento do Distrito Federal, de sua sociedade, tirando a dependência do investimento público, do funcionalismo público, que é bastante importante, mas que essa cidade não pode passar eternamente dependente dele, é o desenvolvimento industrial. E a vocação nesse sentido é o avanço da tecnologia, criatividade, daí é que nós apostamos sempre que Brasília tem essa inteligência e a sociedade de Brasília está preparada para isso, não só pelo alto nível de formação educacional, mas porque nós temos pessoas, Parlamentares e governantes aqui que têm esse entendimento e a estrutura da nossa indústria está pronta, sim, para a indústria 4.0, para estimularmos esse crescimento nesse sentido do Distrito Federal, valorizando geração de emprego e de renda.
Agradeço, Senador, novamente e cumprimento a todos.
Deus abençoe a todos e bom dia.
O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar PODEMOS/PSDB/PSL/PSDB - DF) – Passo a palavra agora ao Sr. André Kubitschek, Presidente do Memorial JK e também bisneto de Juscelino Kubitschek.
O SR. ANDRÉ KUBITSCHEK (Para discursar.) – Bom dia!
Gostaria de cumprimentar aqui o Exmo. Sr. Senador Izalci Lucas, Presidente e requerente desta sessão de comemoração. Cumprimento aqui o Exmo. Sr. Paco Britto, Vice-Governador do Distrito Federal; Exma. Senadora Leila Barros; Exma. Senadora Rose de Freitas; Exmo. Senador Carlos Fávaro. Cumprimento aqui também o Revmo. Sr. Dom Paulo Cezar Costa, Arcebispo Metropolitano de Brasília; Maga. Sra. Márcia Abrahão Moura, Reitora da Universidade de Brasília; Exmo. Sr. Deputado Distrital Rodrigo Delmasso, Vice-Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal; Presidente da Federação das Indústrias do Distrito Federal, Sr. Jamal Bittar; Presidente do Clube dos Pioneiros de Brasília, Sr. Roosevelt Beltrão. Cumprimento o 1º Secretário do Conselho de Pastores do Distrito Federal, Sr. Elias Castilho e também cumprimento todos os ouvintes e demais estimadas autoridades aqui presentes.
Esta sessão solene marca o 61º aniversário de Brasília. Nesta data é impossível não nos lembrarmos do homem que capitaneou a construção da nossa cidade, superando todos os desafios com o objetivo de levar melhores condições de vida e mais desenvolvimento ao povo brasileiro. Juscelino Kubitschek teve uma visão além de seu tempo e incentivou os brasileiros a fazerem o País crescer cinquenta anos em cinco – esse foi, inclusive, o slogan de sua campanha para a Presidência na época.
A construção de Brasília é a história da reconstrução do País e deve sempre ser lembrada em tempos difíceis como os que enfrentamos desde os primeiros meses de 2020. Antes da construção de Brasília, para se ter uma ideia, dois terços do Território nacional estavam virgens da presença humana. Brasília, de certa forma, é a posse efetiva deste País com dimensão continental.
Para mim não há dúvida da suma importância atribuída à construção da nossa Capital diante de um cenário nacional extremamente limitado naquela época. Nos anos 50, ao criar Brasília, JK movimentou a economia nacional, gerando empregos, renda, com impressionantes taxas de crescimento, com PIB médio em torno dos 8%. Criou também um eixo de desenvolvimento a partir de Brasília, abrindo estradas, iniciando a industrialização nacional, que foi extremamente importante, atraindo empresas, negócios e gerando mais oportunidades para todos os brasileiros.
Eu sempre gosto de dizer que Brasília é a manifestação inequívoca da capacidade realizadora dos brasileiros, que, em mil dias, ergueram a mais bela e moderna capital do mundo.
Que Deus abençoe Brasília e que Deus abençoe o Brasil!
Muito obrigado.
O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar PODEMOS/PSDB/PSL/PSDB - DF) – Passo a palavra agora ao nosso querido Senador Carlos Fávaro. (Pausa.)
Bem, antes do encerramento, assistiremos a um vídeo da canção Peixe Vivo, que será interpretada pelo cantor Rafael Silva, em homenagem ao ex-Presidente e fundador de Brasília, Juscelino Kubitschek.
(Procede-se à exibição de vídeo.)
O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar PODEMOS/PSDB/PSL/PSDB - DF) – Cumprida a finalidade desta sessão especial remota do Senado Federal, eu agradeço às personalidades que nos honraram com a sua participação e declaro, então, encerrada esta sessão em homenagem aos 61 anos de Brasília.
(Levanta-se a sessão às 11 horas e 30 minutos.)