3ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA
56ª LEGISLATURA
Em 19 de novembro de 2021
(sexta-feira)
Às 15 horas
155ª SESSÃO
(Sessão Especial)

Oradores
Horário

Texto com revisão

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O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar PODEMOS/PSDB/PSL/PSDB - DF. Fala da Presidência.) - Declaro aberta a sessão.
Sob a proteção de Deus, iniciamos nossos trabalhos.
A presente sessão especial remota foi convocada nos termos do Ato da Comissão Diretora nº 7, de 2020, que institui o Sistema de Deliberação Remota do Senado Federal, e em atendimento ao Requerimento nº 2.209, de 2021, de minha autoria e outros Senadores, aprovado pelo Plenário do Senado Federal.
A sessão é destinada a comemorar os 50 anos do colégio Ciman.
A Presidência informa que esta sessão terá a participação dos seguintes convidados: Sr. Atef Aissami, Diretor-Geral do colégio Ciman; Sra. Lucy Pane Aissami, membro da mantenedora; Sra. Soraya Aissami de Castilho, Diretora Financeira; Sra. Sumaya Aissami, membro da mantenedora; Sr. Samyr Aissami, membro da mantenedora; Sr. Renato Taveira de Carvalho, Diretor de Informática; Sr. Leonardo Eustáquio, Diretor do Ciman - Unidade Cruzeiro; Sr. Mark Anderson Dias Melo, Diretor do Ciman - Unidade Octogonal; Sr. Álvaro Moreira Domingues Júnior, membro do Conselho Consultivo do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal (Sinepe); Sra. Célia Niel Curto, Coordenadora de Comunicação; e Sr. Valdir Machado, Professor.
Convido a todos para, em posição de respeito, acompanharmos o Hino Nacional.
(Procede-se à execução do Hino Nacional.)
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O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar PODEMOS/PSDB/PSL/PSDB - DF) - Assistiremos agora a um vídeo institucional.
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(Procede-se à exibição de vídeo.)
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O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar PODEMOS/PSDB/PSL/PSDB - DF) - Quero cumprimentar o meu amigo Atef Aissami, que é Diretor-Geral do Colégio Ciman e uma referência em educação, e também a sua esposa, Lucy Pane Aissami, suas filhas Soraya, Sumaya, e seu filho Samyr. Cumprimentar o Renato, Diretor de Informática; o Leonardo Eustáquio, Diretor da unidade do Cruzeiro; o Mark Anderson, que é o Diretor da unidade da Octogonal; o Álvaro Moreira Domingues Júnior, ex-Presidente, amigo, também diretor de escola e membro, hoje, do conselho consultivo do Sinepe aqui do Distrito Federal; quero cumprimentar a Célia Aniel, Coordenadora de Comunicação; o Professor Valdir Machado, representando os professores; cumprimento todos os nossos ouvintes da Rádio Câmara, também os telespectadores da TV Senado e todos os meus colegas educadores deste País.
Nós estamos aqui hoje para celebrar a educação de qualidade. Celebramos hoje os 50 anos do Ciman, uma escola modelo. O Ciman oferece não só uma educação de qualidade, mas, sobretudo, traz para os seus alunos e colaboradores o amor pelo conhecimento, pela arte de educar e ser educado, com base nos mais importantes valores humanos. O Ciman, em suas duas unidades, tem um projeto pedagógico consistente, laboratórios com equipamentos de última geração, salas de aula multimídia, oferece conforto, segurança e bem-estar aos seus alunos, que o nosso sonho para todas as escolas deste País.
Hoje, aqui nesta sessão especial, nós vamos contar a bela história de uma escola que começou há meio século e daquele que colocou a educação como a sua mais importante tarefa aqui na Terra e em nossa capital. Nós vamos falar também de quem passou pelo Ciman e ainda tem o privilégio de lá estar. O Ciman ensina Português, Matemática, Ciência, inovação, Artes, esportes, mas o Ciman ensina, acima de tudo, cidadania, solidariedade, ética, amor e compaixão. É uma escola que apaixona quem passa por ela. Por isso, nesse dia especial em que celebramos o seu cinquentenário, vou falar daquele que, dia e noite, garante a excelência dessa escola. Estou falando de Atef Aissami, esse engenheiro que pensou, idealizou e construiu o Ciman. Para se ver o tanto que o Atef é bom, com ele nada se perde, tudo se transforma, evolui e é transmitido pelas gerações.
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Nesta sessão de hoje, vou contar uma pequena história que ouvi de uma professora do Ciman.
O Atef já tinha o Ciman, que começou na Asa Norte, em 1971, com cursos de madureza que atendiam jovens e adultos, similar ao EJA (Educação de Jovens e Adultos) de hoje, bem como preparava alunos para concursos públicos. Depois, abriu sua primeira escola no Cruzeiro, em 1974. Mas ele queria mais, queria construir uma escola modelo. Depois de muita peleja, escolheu a Octogonal para construir a sonhada escola. Aí já estávamos nos anos 90.
Com tudo pronto, documentos em mão, certidões, uma pasta enorme cheia de papéis e um talão de cheques já todo assinado, para ir pagando os serviços para a construção da escola, Atef perdeu a pasta no Setor Comercial Sul.
Pensem no desespero, uma vez que, naquela época, não havia quase nada digital. Cópias de documentos, especialmente os oficiais, demoravam muito e, principalmente, a segunda via de qualquer um deles que se encontrava na pasta. Além disso, ainda tinha um talão de cheques já assinado integralmente.
Podia pedir segunda via de tudo, sim, mas a burocracia era terrível e demorava. Podia pedir o cancelamento do talão, também podia, mas tinha também burocracia, o tempo urgia e os cheques poderiam ser descontados.
Mas tudo que o Atef não esperava era que um guardador de carros do Setor Comercial Sul, chamado Josemir, havia encontrado a pasta no estacionamento onde trabalhava dia e noite, e o procurava para entregá-la. Finalmente, Josemir achou o Atef, o dono da pasta, e a entregou com tudo dentro, inclusive os cheques assinados.
Atef lhe perguntou quanto lhe devia por aquele ato, e Josemir disse: “Apenas preciso de um emprego para educar meus filhos”. Na mesma hora, Atef o contratou para trabalhar na escola e ofereceu-lhe bolsas de estudo para seus filhos. Esse funcionário do Ciman está lá até hoje.
A história do Ciman tem seu idealizador, mas tem, acima de tudo, Josemir e todos aqueles que acreditaram no projeto que completa hoje 50 anos.
Mas vou falar também de um projeto que, até hoje, me dá alegrias, que é o “cheque educação”, que criamos na década de 90, antes mesmo de entrar na vida pública.
Foi com a ajuda preciosa do Atef, do Ciman e de outras escolas no DF que mudamos a vida de mais de 100 mil alunos, que hoje são médicos, advogados, engenheiros e profissionais das mais diversas áreas.
O apoio das escolas e, principalmente do Ciman, fez desse projeto uma ideia vitoriosa e que foi a inspiração e o alicerce do Prouni, que já beneficiou quase três milhões de alunos.
O Ciman como escola e o Atef como mestre serão sempre inspiração para uma educação de qualidade para todos.
A minha esposa, Ivone, aqui presente, foi aluna e fez seu estágio de professora no Ciman. É por isso que ela é tão especial para mim, meus filhos, netos e todos aqueles que primam pela sua amizade e sua sempre disposição em ajudar a todos que a procuram.
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Mas hoje é dia de agradecer ao mestre Atef e a todos os professores e funcionários do Ciman.
Para finalizar, eu quero homenageá-los com a frase do professor, educador e escritor Rubem Alves, que disse: "Ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma, continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra. O professor, assim, não morre jamais".
Senhoras e senhores, em nome dos educadores do Ciman, da sua imortalidade, estendemos a nossa homenagem também aos professores e educadores de todas as escolas do Distrito Federal e do Brasil, que fazem a excelência do ensino e preparam as gerações para o futuro. São nossos imortais!
Parabéns, Ciman, aos seus professores, funcionários e colaboradores; parabéns, Atef, e parabéns a todos os professores do Distrito Federal e do Brasil.
Eu convido, agora, o nosso orador especial, o nosso convidado, o Diretor-Geral do Ciman, Professor Atef Aissami, para fazer o seu pronunciamento.
O SR. ATEF AISSAMI (Para discursar.) - Boa tarde a todos.
Para nós, é uma honra muito grande estarmos aqui, nesta sessão solene do Senado Federal, cujo objetivo é homenagear a nossa escola, os 50 anos do Ciman. Então, em nome desta escola, eu agradeço aos Senadores que aprovaram essa proposta, aos Senadores que estão presentes, participando desta sessão e, em especial, ao Senador Izalci, autor da proposta, amigo e companheiro de muitas lutas em prol da educação de qualidade - educação de qualidade para o Distrito Federal, educação de qualidade para o Brasil.
Essas lutas nós travamos, como categoria, através do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do DF (Sinepe/DF) e da Federação Nacional das Escolas Particulares, em nível de Brasil.
Agradeço também à equipe do Senador Izalci, tão carinhosa conosco, nesse momento, tão atenciosa com todos os membros que aqui estão compondo esta sessão, participando desta sessão.
Como o Izalci já disse há pouco, o Ciman teve o seu início nos primórdios da década de 70. Nós iniciamos como curso preparatório e, como todos nós sabemos, em um curso preparatório, nós temos pouco tempo para dar muito conteúdo. Então, o objetivo nosso, naquele momento, era aprovar alunos no supletivo 1º grau, no supletivo 2º grau - nomenclatura da época -, no pré-vestibular e nos concursos.
E assim a década de 70 foi passando e o nosso comprometimento com a educação foi também aumentando. Então, no final da década de 70, optamos em também montar o Colégio Ciman.
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Dessa forma, no dia 9 de março de 1981, nós inauguramos o Colégio Ciman no Cruzeiro Novo. Com a inauguração do Colégio Ciman, a proposta pedagógica, logicamente, foi alterada. Nós tínhamos que considerar que, agora, os alunos ficariam conosco por anos e anos.
Nossa proposta pedagógica, até hoje, tem dois pilares importantes, como já foi dito no vídeo, que são o pilar do conhecimento e o pilar da formação, que a gente chama de competência técnica e competência comportamental, para que, quando a gente passasse isso para os alunos, eles, internalizando os valores em que acreditamos, éticos e morais, se transformassem em cidadãos de bem, cidadãos competentes, profissionais competentes. E assim a década de 80 foi caminhando: nós com o Colégio Ciman e com os cursos preparatórios.
Tivemos o prazer de atender às comunidades de Sobradinho, Asa Norte, Asa Sul, Núcleo Bandeirante e Cruzeiro. Então, naquele momento, nós escolhemos o Cruzeiro para montar o colégio. Por quê? Porque, no Cruzeiro, não existia nenhuma escola que atendesse à comunidade com essas modalidades de ensino.
Década de 80 sendo concluída, na década de 90, iniciando a década de 90, nós encerramos as atividades de todos os cursinhos nas cidades em que funcionávamos, como já relatei há pouco, e focamos no Colégio Ciman unidade Cruzeiro. Sem modéstia alguma, pela qualidade dos serviços prestados, a demanda foi muito grande, e nosso espaço começou a ficar pequeno para atender a tantos que nos procuravam. Dessa forma, no final da década de 90, nós adquirimos, através de uma licitação pública da Terracap, o terreno do Ciman da Octogonal, um terreno de 20 mil metros quadrados, muito generoso, onde um projeto arquitetônico poderia ser feito para atender a todos. E, assim, no dia 7 de fevereiro do ano 2000, nós inauguramos o Colégio Ciman da Octogonal.
Os anos se passaram. Estamos em 2021. São 50 anos. Então, é um privilégio muito grande, é um orgulho muito grande para nós completar 50 anos, porque nós sabemos que, lamentavelmente, no nosso País, mais de 50% das empresas não conseguem chegar ao quinto ano de existência. Chegar aos 50 anos não é uma coisa simples e não ocorre com a esmagadora maioria das empresas. Então, é só gratidão! Quero agradecer a Deus, como sempre, por nos dar sempre saúde, determinação, resiliência, para que essa caminhada acontecesse - saúde, logicamente.
Não podemos nunca nos esquecer dos colaboradores que por aqui passaram e dos colaboradores que aqui estão. É lógico que ninguém faz nada sozinho. Sem eles, isso não seria possível.
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Então, a gratidão é eterna, porque a nossa equipe é uma equipe comprometida com a nossa proposta pedagógica. É uma equipe que dedica. É uma equipe que se diferencia. É um trabalho em mão dupla, em vias duplas. Isso se constata com a fidelização que nós temos não só das famílias dos alunos como dos colaboradores. A nossa rotatividade é uma das menores do Distrito Federal.
Agradeço, de forma especial, à minha família, que sempre esteve presente, pais, irmãos; depois de casado com a minha esposa, Lucy, os filhos, Soraya, Sumaya e Samyr, sempre presentes, sempre apoiando. A Lucy participou, por muitos anos, aqui, dentro da escola, de uma forma que nos ajudou muito e continua ajudando. Mesmo não estando dentro da escola, continua participando. A Soraya continua trabalhando conosco. E Samyr e Sumaya - os três cresceram aqui dentro -, sempre presentes e também apoiando.
É realmente um privilégio nós estarmos completando estes 50 anos.
Encerro, como sempre, invocando o nosso Todo Poderoso, nosso Chefão lá de cima - como eu sempre o chamo -, para que ele continue nos dando saúde, para que ele continue nos dando sabedoria, para que ele nos abençoe e para que a gente consiga atender, da melhor forma possível, toda a nossa comunidade escolar.
Aproveito para agradecer, de coração, aos alunos e às famílias que nos escolheram e nos escolhem como parceiros nesta nobre missão de educar.
Então, é só gratidão.
Que a gente continue este trabalho! Que a nossa equipe continue da forma que está!
Senador Izalci, tenha certeza de que uma meta nossa aqui é sempre a seguinte: 2021 foi melhor do que 2020; 2022 terá que ser melhor que 2021 e assim por diante. Então, que a gente consiga atingir esse objetivo.
Que os nossos alunos consigam, por Brasília, pelo Brasil e pelo mundo, continuar espalhando semente do bem, para que a gente tenha sempre uma sociedade mais justa e mais igualitária.
Mais uma vez, muito obrigado.
Que Deus continue nos abençoando.
Mais uma vez, Izalci, obrigado pelo carinho e pela dedicação.
O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar PODEMOS/PSDB/PSL/PSDB - DF) - Nós é que agradecemos.
Assistiremos, agora, a uma contação de história, em comemoração aos 50 anos do Colégio Ciman.
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(Procede-se à exibição de vídeo.)
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O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar PODEMOS/PSDB/PSL/PSDB - DF) - Muito bem, Nyedja Gennari.
Concedo a palavra agora ao Sr. Renato Taveiro de Carvalho, que é o Diretor de Informática do Ciman.
O SR. RENATO TAVEIRO DE CARVALHO (Para discursar.) - Boa tarde a todos! Boa tarde, Senador!
Minha história se confunde um pouquinho com a história do Ciman: o Ciman fazendo 50 anos; e eu completei este ano 35. Então, lá em 1986, quando eu ingressei no Ciman, eu chegava numa escola que tinha uma proposta arrojada para a época: montaram-se aulas de informática para a comunidade, que era uma comunidade bem carente à época, e a informática não era essa coisa acessível de hoje - era muito difícil, complicado, caro. Então, a escola montou uma sala de aula para essa comunidade com computadores Edisa, da época, de 8 bits, os monitores todos de fósforo verde. Hoje eu encontro alguns alunos daquela época ainda que se destacam na área de informática, inclusive, por conta desse curso que iniciaram através do Ciman. E agradecem demais da conta essa oportunidade que a escola ofereceu, ofertou para a comunidade.
Em seguida, num breve histórico, começamos a fazer a automação e a informatização de processos, adquirindo um computador 286, na época, que também era muito caro, mas era suficiente para automatizar e informatizar a escola com folha de pagamento e sistema acadêmico. Começamos, ali em 1986, e continuamos sempre sendo precursores nessa parte de tecnologia. O Professor Atef investiu também numa das primeiras criações de laboratório de informática numa escola. E o Cruzeiro, então, foi pioneiro. Tínhamos um laboratório que era - e é até hoje - nossa menina dos olhos, porque foi dali que partiu tudo.
Dali, fomos andando, desenvolvendo e, em 2000, com a criação do Ciman, da Octogonal, partimos para três laboratórios de informática, aqui na Octogonal, um para cada modalidade de ensino, para dar mais conforto e qualidade para a comunidade - a educação infantil com o seu laboratório todo dimensionado para as crianças, ensino fundamental e médio. Então, três laboratórios.
Também houve a criação de salas multimídia, que até hoje são utilizadas pela comunidade internamente também, a comunidade escolar e os clientes internos e externos, para reuniões e eventos. E também começamos a partir para ampliações desse parque tecnológico que é atualizado a cada período. Nós temos uma periodicidade de atualização. E, com isso, passamos para a nossa internet de fibra ótica, que hoje é a última palavra que temos de alta performance, principalmente nesse cenário atual das aulas online. Ela é imprescindível.
Em 2016, a escola fez uma coisa muito pioneira aqui em Brasília, que foi a aquisição de painéis solares devido a essa questão ecológica que nós temos, inclusive, para utilização interna, e o excedente para utilização da Neoenergia - a antiga CEB. E também temos a parte de gerador hoje em dia. Então, a gente está bem abastecido, bem tranquilo nessa parte.
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Temos também, hoje em dia aqui, rede wi-fi para pais, alunos e professores - essa é mais uma comodidade que temos para a comunidade estar aqui com segurança.
As salas de aula hoje estão todas com projetores de alta resolução. Justamente por conta desse período de pandemia no sistema híbrido, em que a gente ainda está funcionando, a gente fez essa opção também de salas com projetores de alta resolução e adquiriu também a plataforma Google for Education, justamente para as aulas online. Nessa aquisição, também da plataforma, adquirimos Chromebooks, que são os computadores da Google para essas aulas online. E colocamos também, nessas salas, computadores fixos para os professores ministrarem suas aulas, ou seja, sempre mais qualidade, segurança e conforto para a comunidade escolar toda.
Paralelo a isso, nós temos, desde 2007, o sistema acadêmico que foi evoluindo. Fizemos uma parceria com a Phidelis, desde 2007, que é o nosso sistema hoje que gerencia toda a escola na parte acadêmica, financeira e administrativa.
Então, a escola está sempre se atualizando, o Professor Atef está sempre na vanguarda e é incansável quanto a isso, sempre procurando a melhor opção para a comunidade. Isso está se refletindo no nosso dia a dia.
Eu só tenho a agradecer por fazer dessa história. Dos 50 anos, eu tenho 35 de participação, agradeço muito e tenho muito respeito, lealdade e gratidão ao Professor Atef, ao Ciman, aos filhos, à família dele, porque realmente é uma pessoa incrível, é uma excelente escola para se trabalhar, uma empresa que eu não tenho como comparar com nenhuma outra do mercado. Então, eu só tenho a agradecer a todos. Têm o meu respeito.
Agradeço a todos. Muito obrigado por isso.
O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar PODEMOS/PSDB/PSL/PSDB - DF) - Obrigado, Renato.
Passo a palavra agora ao Professor Leonardo Eustáquio, que é diretor do Ciman da unidade do Cruzeiro.
O SR. LEONARDO EUSTÁQUIO (Para discursar.) - Olá, quero, em primeiro lugar, agradecer ao Senador pela oportunidade de falar sobre o Ciman, que para mim é muito valioso.
Eu fui aluno do Colégio Ciman e aprendi muito aqui dentro. Hoje, muito do meu conhecimento acadêmico eu devo ao ensino fundamental, que foi o período em que eu pude estudar aqui como estudante.
O Professor Atef sempre diz que o conhecimento, o conteúdo acadêmico é básico de todas as escolas, mas o Ciman vai muito além. Então, eu quero muito agradecer, para além do ensino acadêmico, os valores que são passados aqui dentro da nossa escola. Aqui dentro, eu aprendi muito sobre solidariedade, respeito, amor, amizade, doação, e isso são pontos muito fortes entre nós.
Eu posso dizer que aprendi muito aqui dentro do Ciman, especialmente pelo exemplo, e isto é um grande diferencial: quando você pode olhar para as pessoas e seguir aquilo que elas fazem, sabendo que está fazendo bem feito, que está fazendo o melhor possível.
Aqui dentro do Ciman, ao longo da minha trajetória, eu tive a oportunidade de construir amizades, de construir relações verdadeiras, não só com os meus professores, com os meus ex-alunos, com os colegas de trabalho, mas com a comunidade escolar. Aqui dentro eu tive a oportunidade de compreender e praticar a empatia e a solidariedade. E me orgulho muito do Ciman, de que eu faço parte, que eu ajudo a construir e dentro do que também sou construído. Foi graças a valores assim que eu tive a oportunidade de ser quem eu sou. Eu pude atingir conhecimento para ser professor, para trabalhar em escolas e universidades, mas o que eu mais agradeço aqui dentro é a oportunidade que eu tive de me tornar um ser humano que acredita na sociedade, que acredita nas pessoas, que acredita na possibilidade de construir um mundo melhor a cada dia. E é assim que nós vamos levando a nossa escola. O conhecimento é básico, é primordial, nunca se deixa de lado, mas os bons valores humanos são transmitidos a cada dia não só por fala, mas por exemplos, por gestos, por ações, pelo trabalho incansável que nós temos aqui dentro.
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Enfim, estou aqui para agradecer por tudo que eu pude aprender como aluno, como professor e por tudo que hoje eu posso aprender como diretor de escola. Agradeço não só ao Professor Atef, mas a todos os colegas e colaboradores aqui de dentro e agradeço muito aos ex-alunos e alunos que a cada dia puderam me ensinar um pouco mais.
Obrigado a todos.
O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar PODEMOS/PSDB/PSL/PSDB - DF) - Passo a palavra, imediatamente, ao Professor e Diretor Mark Anderson Dias Mello, que é diretor também da unidade Octogonal.
O SR. MARK ANDERSON DIAS MELLO (Para discursar.) - Boa tarde a todos.
É com alegria que hoje nós estamos participando desta homenagem realizada pelo Senado Federal, por meio do Senador Izalci, nossa gratidão.
Eu estava aqui pensando, diante de tantas falas, no que falar, porque a nossa fala, à medida que vão sendo apresentadas outras falas, vai mudando. Nós vamos ressignificando.
Eu queria começar falando sobre o que hoje é o Ciman. O Ciman realmente hoje é uma referência. Nós conseguimos atingir a nossa meta de visão, de ser uma referência em nível nacional de educação. É uma referência porque hoje nós conseguimos entregar, realmente, no mercado, cidadãos diferentes, por serem competentes do ponto de vista do conhecimento, mas por serem pessoas que participam de forma construtiva de uma sociedade e que podem fazer a diferença pelo seu jeito de ser, pela sua forma de agir, pelas competências que adquiriram e que fazem com que elas possam ser cada vez mais pessoas melhores.
Mas, para chegar a isso, a história é longa. Então, eu vou me permitir - como eu tenho 41 anos de Ciman e 38 anos junto ao Professor Atef e à Professora Lucy, participando dessa caminhada de trabalho...
Quando eu entrei no Cruzeiro, lá em 1981, eu era ainda aluno do Ciman - eu acho que o Ciman tem essa capacidade não só de fazer com que o aluno do Ciman se apaixone pelo Ciman, mas que ele se sinta pertencente ao Ciman para o resto da vida, eu penso assim -, eu me recordo de uma música que já foi largamente falada aí pela Nyedja, largamente trabalhada aqui na escola, em vários momentos, que começa com uma frase muito interessante e que eu acho que, por isso, marcou tanto a nossa história. Ela diz assim, o Erasmo Carlos nos diz que: "Ontem, um menino que brincava me falou que hoje é semente do amanhã."
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Desde 1980, essa frase é muito forte na nossa história, e eu fiquei pensando porquê, e eu comecei a perceber que é tão claro, porque você ser um educador, você ser uma pessoa voltada à educação é muito mais do que ser um professor, do que ser um funcionário, é você ser, realmente, um semeador, é ser aquela pessoa que, seja qual for o terreno, sempre lança boas sementes.
E perceba que é interessante que isso é uma coisa que a gente sempre viu na imagem maior daquele que gerencia essa escola, mais do que um semeador, um semeador inspirador, aquela pessoa que fala assim: "Olha, vale a pena ser desse jeito. Vale a pena fazer isso." E, ao longo do caminho, eu acho que não há ato mais nobre do que você semear coisas lindas, porque, imagine, você olha uma criança chegando no maternalzinho, dois aninhos de idade... Ontem, eu estava falando, por exemplo, com os meninos do 3º ano, que estão indo embora, e eles chegaram aqui no maternalzinho, chorando, com medo; e chorando, de felicidade, indo embora, sabendo que estão prontos.
Não tem legado maior para um educador ou para uma instituição do que saber que, ao longo da história, participou da construção daquele serzinho que chegou aqui pequeno e, hoje, sai pronto para esse mercado de trabalho, para essa sociedade que está aí. Então, ser um semeador em educação é muito mais do que qualquer coisa, e a escola Ciman é uma escola em que todos que aqui trabalham são educadores, porque o princípio inicial de tudo é que nós possamos fazer uma entrega para o nosso aluno que ele possa perceber que vale a pena, porque nós o estamos inspirando em ser melhor, em ser ético, em ser um cidadão de bem.
Para se chegar a essa história, foram muitas lutas, e, hoje, a gente pode falar, sem modéstia nenhuma, que a nossa escola é uma escola referência, onde competência técnica, competência comportamental, socioemocional, tudo isso está sendo muito bem cuidado, por meio de um projeto pedagógico consistente, por uma estrutura diferenciada, e por profissionais dentre os melhores do mercado.
Então, para finalizar, eu queria dizer que a gente chega aos 50 anos com a certeza de que a gente caminhou muito bem e temos certeza de que caminharemos ainda muito bem por muitos e muitos anos, juntos, buscando sempre melhorar, a cada dia, a nossa entrega para a comunidade.
E eu gostaria de finalizar parabenizando... A gratidão ao Ciman, à minha história com o Ciman, com o Atef, em especial - não preciso nem falar aqui. O Ciman é parte da minha vida.
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Eu queria aproveitar esse momento para parabenizar o Professor Atef e a sua família, porque ele sozinho, realmente - ele já falou isto aqui -, sem a família, não teria essa perseverança toda até hoje. A família é sustentáculo.
Então, quero parabenizar a família pela coragem, pelo arrojo, pela visão empreendedora, por não ter medo de arriscar, por ter coragem de ir e continuar nessa missão de educar, por querer deixar esse legado institucional para a história da nossa cidade, enfim.
Eu queria parabenizar também a nossa equipe, uma equipe muito comprometida com o nosso projeto pedagógico, com a nossa história, com o nosso trabalho, que procura realizar sempre uma entrega de excelência, e queria parabenizar as famílias que aqui estão, porque uma escola sem aluno não é escola, e aquele que aqui está confia no nosso trabalho.
Vejam bem: muitos meninos, a grande maioria, ficam 16 anos conosco. É uma fidelização incrível. E isto só se dá porque o pai e o aluno acreditam na nossa escola, porque o aluno está feliz aqui, na nossa escola.
Fica aí o nosso agradecimento às famílias, que também quero parabenizar, porque são elas que movem o nosso dia a dia. Quando uma escola entra de férias, fica muito triste.
Então, fica aí nossa gratidão. Que Deus continue nos abençoando! Que Deus continue nos iluminando, nos guiando, para que nós possamos sempre fazer uma entrega diferenciada do trabalho que nos propusemos a fazer!
Que Deus nos abençoe!
O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar PODEMOS/PSDB/PSL/PSDB - DF) - Obrigado, Mark.
Passo a palavra agora ao Professor Álvaro Moreira Domingues Júnior, membro do Conselho Consultivo do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal (Sinepe).
O SR. ÁLVARO MOREIRA DOMINGUES JÚNIOR (Para discursar.) - Boa tarde a todos!
Eu gostaria, inicialmente, de cumprimentar o Senador Izalci por essa iniciativa. Cumprimento em nome do Sinepe, que é o Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal e em nome da Federação, também citada aqui pelo Professor Atef.
O Senador Izalci muito bem fez ao ter a iniciativa de promover esta sessão comemorativa dos 50 anos do Ciman.
Muitos já falaram aqui, quase que, como o Professor Mark disse, dispensando complementar mais as falas. Porém, quero só ressaltar dois aspectos ditos pelo Professor Atef.
A longevidade da instituição. Nós sabemos que chegar a 50 anos depende de muita fé, de muita esperança, de muita serenidade, de muita sabedoria, de muita resiliência, o que, hoje, na formação de alunos, nós chamamos de soft skills. Passou a ter um nome aquilo que o Ciman já faz há 50 anos. Hoje, já tem uma nomenclatura, inclusive até regulamentada por lei. Esse é um aspecto muito significativo, os 50 anos.
O outro é a relevância de se empreender na área da educação. Como muito bem disse também o Senador Izalci, que cita o cheque-educação, nós sabemos que isso está diretamente ligado àqueles que empreendem na área da educação. O Professor Atef poderia empreender em qualquer área, porque, certamente, teria sucesso, por todas as características e competências que ele possui, mas, tendo empreendido na área educacional, ele deixa um legado para Brasília, deixa um legado para, como aí foi dito, mais de três mil famílias hoje. Imaginem se nós contássemos todas que já passaram pela história do Ciman!
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Assim, desejamos, em nome do Sinepe, vida longa ao Ciman, muita prosperidade, cumprimentando também a família do Professor Atef, a Lucy, os filhos, a Soraya, a Sumaya e o Samyr, que participaram desse processo, e a família Ciman, todos que aqui dão seu depoimento de muita amizade, muita lealdade e muita gratidão.
Então, vida longa ao Ciman. Que o Ciman continue dando um testemunho para a sociedade.
Parabéns ao Professor Atef, parabéns a todo o Ciman pelo meio século de existência.
O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar PODEMOS/PSDB/PSL/PSDB - DF) - Obrigado, Álvaro.
Concedo agora a palavra ao Sr. Valdir Machado, professor do Ciman.
O SR. VALDIR MACHADO (Para discursar.) - Boa tarde a todos os presentes e aos que não estão. É com muita honra e responsabilidade que estou aqui representando os meus colegas professores, os colaboradores e funcionários de toda a escola. Se não fosse essa equipe, como já foi dito várias vezes, a instituição não teria como funcionar. Então, repetindo, em nome dos meus colegas professores, educadores, funcionários e colaboradores, é com muita honra e responsabilidade que eu estou aqui hoje os representando.
Eu tenho uma longa história junto ao Ciman. Eu ingressei no Ciman no ano de 1984, se não me engana a memória. Eu esqueci de olhar na minha carteira de trabalho, mas foi por volta de 1984. Muito bem. Eu acompanhei a longa trajetória do Ciman, trajetória evolutiva. Eu gosto muito falar de trajetória evolutiva. Então, a trajetória evolutiva do Ciman foi brilhante. Eu acompanhei toda essa trajetória, cheguei ao Ciman depois do barracão, consegui encontrar alguns saudosos colegas que passaram pelo Ciman e eles foram da época do barracão. Quando eu cheguei, não era mais o barracão, era a unidade do Cruzeiro Novo. Então, foi uma trajetória muito bonita, muito linda.
Eu trabalhei no Ciman, até o ano 2000, como professor em sala de aula; do ano 2000 em diante, eu passei a ser professor exclusivamente de laboratório. Para mim, foi uma coisa excelente, foi um presente que eles me deram. Eu fiquei eternamente agradecido porque eles falavam assim: "Machado - o pessoal na área de educação me conhece como Professor Machado -, a partir de agora você vai trabalhar só com laboratório". Para mim foi um grande presente. Eu gosto muito de trabalhar na área científica, é um mundo maravilhoso, eu tenho muitas recompensas tanto como profissional de sala de aula como também no laboratório. Eu tenho recebido agradecimentos de vários pais e isso me gratifica muito, eu fico eternamente agradecido por esse reconhecimento.
A nossa unidade do Cruzeiro não tinha ainda laboratório. Pouco a pouco, com a colaboração de outros colegas da equipe, pouco a pouco, a gente foi criando um laboratório na unidade do Cruzeiro. Depois, o que foi que aconteceu? Quando o Atef resolveu, deu um grande passo na educação, na história do Ciman, ele abriu a Unidade Octogonal. E eu acompanhei também o planejamento dos laboratórios lá da Octogonal. Lá na Octogonal, nós temos laboratório de Ciências, de Biologia, Química e Física, com uma equipe fabulosa na área científica. Então, nessa parte, o Ciman pode se glorificar, porque realmente nós temos uma equipe excelente. Como educador, eu posso avaliar isso.
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Muito bem. Então, depois que eu comecei a trabalhar no laboratório, vi como comecei a aprender muita coisa que eu não sabia. Eu aprendi muita coisa. Inclusive, uma das coisas que me orgulha muito é que eu consegui montar um Museu de Ciências, certo? Esse Museu de Ciências, eu consegui montar o museu na Unidade Cruzeiro e na Unidade Octogonal. Então, no caso, o laboratório, para mim, é uma área fabulosa, com que eu gosto muito de trabalhar.
Eu gostaria de terminar aqui, e não poderia deixar de dar meus parabéns ao Professor Atef, a toda a equipe que tornou possível esse grande avanço da instituição Ciman, como uma instituição respeitada no mundo da educação.
Parabéns pelo meio século do Ciman. Como ele disse, é difícil alcançar 50 anos de atividade, e nós - podemos dizer "nós", não é? - conseguimos.
E queria também agradecer ao Senador Izalci por ter dado essa oportunidade para todos nós.
Obrigado a todos vocês e até breve.
O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar PODEMOS/PSDB/PSL/PSDB - DF) - Obrigado, Professor Machado.
E concedo agora a palavra à Sra. Lucy Pane Aissami, esposa, professora, educadora e também membro da mantenedora do Colégio Ciman.
A SRA. LUCY PANE AISSAMI (Para discursar.) - Boa tarde! Estão me ouvindo?
O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar PODEMOS/PSDB/PSL/PSDB - DF) - Sim.
A SRA. LUCY PANE AISSAMI - O.k.
É uma honra participar desse momento. Estou muito emocionada com esta homenagem que, por meio de V. Exa., está sendo prestada.
Eu participo do Ciman desde (Falha no áudio.) ... estudando para ser o diretor do Ciman. Ele já era engenheiro, mas precisava da formação na área de administração escolar para poder assumir a escola. E nós estudamos juntos. Eu dei aula ainda no curso de Magistério, no início do Ciman já. Tinha passado da fase de cursos para escola, escola de primeiro e segundo graus, que, na época, era o ensino médio.
Eu saí da faculdade, já passei a ser coordenadora pedagógica. Foi uma carreira, assim, muito bacana, porque eu e o Ciman crescemos juntos, e eu participei desse crescimento ao lado dele.
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Ele e o Ciman, para mim, se fundem em uma pessoa só, porque ele sempre imprimiu todo esse conceito do Ciman que é mostrado, como uma escola família, uma escola ética, uma escola que se preocupa com a formação global do estudante, que se preocupa com o desenvolvimento cognitivo, por meio das competências. Eu fiz parte dessa história por 25 anos, tenho muito orgulho de ter feito parte dessa história e de, hoje, assistir a essa história do lado de fora, porque a gente vê, realmente, que o ensino é consistente, que as pessoas são felizes na escola e que, após uma batalha muito grande, de muito investimento de tempo, de trabalho, de recursos, de tudo, o Ciman se tornou essa escola de excelência que ela é. A gente sempre trabalhou pensando nisso, a gente sempre quis desenvolver isso. É uma emoção muito grande ter feito parte da história da escola. E continuo fazendo parte porque estou ao lado dele, acompanhando tudo o que acontece, hoje sendo uma espectadora dos frutos que a gente está colhendo na educação.
O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar PODEMOS/PSDB/PSL/PSDB - DF) - Obrigado, Lucy.
Quero falar da minha alegria de ter presidido esta sessão, uma justa homenagem aos 50 anos do Ciman. Eu entrei na vida pública pela educação e muito incentivado, apoiado, pelo meu querido amigo, irmão, Atef Aissami, que a gente conheceu... Trabalhamos juntos. Fui Vice-Presidente dele na época do Sinepe; depois, assumi a Presidência. Foi o Programa Cheque Educação que me fez entrar para a política, para transformar essas ideias em políticas públicas de Estado.
A gente, todo dia, praticamente toda hora, pensa em educação, 24 horas. Aqui, a gente tem que fugir um pouco do discurso. As pessoas valorizam a educação muito mais no discurso, mas quando se entra na área do recurso, da gestão, a gente não vê o mesmo entusiasmo. Então, a gente fala, todos os dias, reclamando, brigando por uma educação melhor, mais justa, de qualidade para todos. Eu não poderia deixar de mostrar que há esperança, que existem escolas de referência, até para a gente poder sonhar, um dia, para que todos nós, nossos filhos, nossos netos, possam ter também a oportunidade de estudar em uma escola de qualidade. Então, esta homenagem também desperta, em todos nós, a importância de mostrar à população que é possível, ainda, termos uma escola de qualidade, uma escola de referência, uma escola que forma o cidadão não só com conhecimento, mas para a vida, com tudo aquilo que foi falado aqui nesta sessão.
Eu quero parabenizar toda a equipe do Ciman, todos os seus servidores, funcionários. A gente conhece o carinho, porque educação não se faz apenas com diretores e professores, mas também com os porteiros, com os funcionários de serviços gerais, com todos eles. A gente percebe o carinho com que trabalham no colégio Ciman.
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Eu senti falta - estava pensando aqui -, talvez, do depoimento de um aluno, mas nada melhor do que o que foi dito aqui por dois diretores das escolas. Tanto o Diretor da Octogonal quanto o Diretor do Cruzeiro foram alunos do Ciman. Então, é a prova de que o Ciman realmente é uma referência e dá frutos bons; então, está semeando muito bem.
Então, eu quero aqui, Atef, parabenizar você, a sua família, a sua dedicação, parabenizar também a família toda e toda a equipe Ciman, que a gente sabe do carinho, da dedicação e do compromisso com a formação desse cidadão, como foi colocado por todos, um cidadão que realmente esteja preparado não só para o mercado, mas para ser realmente um cidadão de verdade.
Então, parabéns pelos 50 anos e que outros e outros 50 anos possam vir com muita capacidade e com muita referência, que é o que precisamos neste País, isto é, de coisas boas.
Esta homenagem de hoje mostra também a parte boa que nós temos e que é o sonho, acho, de muitos brasileiros de poderem estudar numa escola como o Ciman.
Então, Atef, eu quero, mostrando aqui o Ciman nesta sessão, dizer que a gente também tem esse intuito de homenagear todas as escolas que buscam diariamente a qualidade e o reconhecimento. E a nossa luta aqui é para que tenhamos também boas escolas públicas.
A gente sabe da diferença que faz um bom diretor, a equipe e a diferença que faz também a estrutura e o investimento, o que, lamentavelmente, na educação pública, a gente deixa muito a desejar.
Nós passamos agora, no período de pandemia, por muitas dificuldades para as escolas, de um modo geral, mas é uma mudança. Com a nova tecnologia, que veio para ficar, a gente pôde, nessa pandemia, perceber ainda mais as distâncias que existem entre as pessoas que têm oportunidade e as outras que não têm, e isso em muitos alunos. Aqui, na Capital da república. 30% dos alunos sequer tiveram acesso à escola nesses dois anos, ou seja, dois anos sem absolutamente nada, nem via internet e muito menos presencialmente. Então, é o nosso sonho. Sei que é o sonho também de todos vocês, educadores, para que mais alunos possam também sonhar com uma escola de qualidade.
Eu os parabenizo e agradeço pela oportunidade de presidir esta sessão.
Cumprida, então, a finalidade desta homenagem, desta sessão, eu declaro o seu encerramento.
Um abraço a todos! Agradeço muito, Atef, e parabenizo você e toda a sua equipe.
Muito obrigado.
(Levanta-se a sessão às 16 horas e 19 minutos.)