Notas Taquigráficas
3ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA
57ª LEGISLATURA
Em 19 de dezembro de 2025
(sexta-feira)
Às 15 horas
199ª SESSÃO
(Sessão Especial)
| Horário | Texto com revisão |
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| R | O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF. Fala da Presidência.) - Declaro aberta a sessão. Sob a proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos A presente sessão especial foi convocada em atendimento ao Requerimento 816, de 2025, de autoria desta Presidência e de outros Senadores, aprovado pelo Plenário do Senado Federal. A sessão é destinada a homenagear os profissionais terceirizados do Senado Federal. |
| R | Convido para compor a mesa desta sessão especial os seguintes convidados: Sr. Eduardo Bruno do Lago de Sá, Chefe da Assessoria Técnico-Legislativa da Secretaria-Geral da Mesa, representando o Secretário-Geral, o Sr. Danilo Augusto Barboza de Aguiar, que está lá na sessão do Congresso. (Palmas.) Está acontecendo neste momento a reunião do Congresso e o Danilo teve que ir lá auxiliar o Presidente. Convido também o Sr. Wanderley Rabelo da Silva, Diretor-Executivo de Governança Contratual e Licitatória, representando aqui a Diretora-Geral do Senado Federal, a Sra. Ilana Trombka. (Palmas.) Convido também a Sra. Juliana Borges dos Santos, Diretora da Secretaria de Relações Públicas, representando a Diretora da Secretaria de Comunicação Social, a Sra. Luciana Rodrigues Pereira. (Palmas.) Convido também o Sr. Alessandro Morales Martins, Diretor da Secretaria de Polícia (Spol). (Palmas.) Convido também o Sr. Gleison Carneiro Gomes, Diretor da Secretaria de Tecnologia da Informação (Prodasen). (Palmas.) Convido também o Sr. Rafael André Vaz Chervenski, Diretor da Secretaria de Editoração e Publicações (Segraf). (Palmas.) Convido a todos para, em posição de respeito, acompanharmos o Hino Nacional. (Procede-se à execução do Hino Nacional.) |
| R | O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Solicito à Secretaria-Geral da Mesa a exibição de um vídeo institucional preparado pela TV Senado. (Procede-se à exibição de vídeo.) (Palmas.) |
| R | O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF. Para discursar - Presidente.) - Eu quero aqui cumprimentar o Eduardo Bruno, nosso representante aqui do Secretário-Geral, que é o Assessor Chefe da Assessoria Técnico-Legislativa; cumprimentar o Wanderley Rabelo da Silva também, representando aqui a Diretora-Geral; a Juliana Borges dos Santos, da comunicação social do Senado; o Alessandro Morales, que é o nosso Diretor da Secretaria de Polícia do Senado Federal; o Gleison Carneiro Gomes, Diretor da Secretaria de Tecnologia da Informação, Prodasen; e o Rafael André, Diretor da Secretaria de Editoração e Publicações do Senado Federal. Quero cumprimentar a cada um aqui dos homenageados, todos terceirizados; cumprimentar os convidados. Esta é a última sessão solene do ano aqui nesta Casa, e talvez seja a mais importante de todas. E o motivo para esta sessão acontecer hoje é muito simples, é porque, óbvio, deixamos o melhor para o final. Hoje, este Plenário, que é espaço das votações, dos debates e das decisões que o Brasil acompanha pela televisão, se transformou no palco para homenagear todos que tornam este espaço possível. Neste dia, este lugar aqui não é dos Senadores, mas, sim, das pessoas que realmente fazem esta Casa funcionar, de gente que normalmente trabalha longe dos holofotes, mas que traz todo o brilho para este Senado. Esta sessão solene é para quem chega cedo, para quem sai tarde, para quem conhece cada corredor, cada porta, cada detalhe desta Casa, do Senado Federal; muita gente que passa por aqui todos os dias. Esta sessão, mais do que especial, é para vocês, colaboradores terceirizados. Vocês são os primeiros a chegar e, muitas vezes, os últimos a sair. São vocês que ligam as luzes, preparam os espaços, organizam os ambientes e garantem que tudo esteja pronto para que a democracia aconteça. Para todo o trabalho que os brasileiros assistem aqui na frente, existe nos bastidores o esforço de milhares de terceirizados, que torna tudo isso possível. Vocês podem não perceber, mas são vocês, terceirizados, que fazem este Senado caminhar e, por consequência, são vocês que fazem este país seguir em frente. E aqui eu faço questão de dizer: não existe trabalho pequeno quando este trabalho sustenta algo muito grande. O Senado Federal pode ser um símbolo da República, pode ser uma obra-prima da arquitetura brasileira, pode ser palco das decisões mais importantes do país, mas nada disso existiria sem as mãos, os olhos atentos e o cuidado diário de cada um de vocês. Se o ar-condicionado funciona, alguém cuidou; se a transmissão acontece, alguém operou; se o jardim está bonito, alguém regou; e se este Plenário está limpo, alguém limpou. E, se a porta abre, a luz acende, o café chega quente, o computador liga, existe alguém que fez isso acontecer. Vocês não são apenas o serviço, vocês são pessoas, e talvez as pessoas mais fundamentais para que façamos democracia acontecer, justamente pela importância do trabalho que vocês exercem. |
| R | São quase 3,2 mil profissionais, em mais de 200 funções diferentes, sustentando o funcionamento desta Casa todos os dias. Aqui estão copeiras, copeiros, motoristas, vigilantes, bombeiras e bombeiros civis, jardineiros e técnicos de informática, eletricistas, profissionais de rádio e TV, profissionais da gráfica, da manutenção, da recepção, ascensoristas, da limpeza, da segurança, do atendimento, da tecnologia. Gente que faz de tudo e - o melhor - faz bem feito. O restante do país lá fora não sabe, mas o Senado não é apenas um prédio bonito a que eles assistem pela televisão; são 29 prédios, 18 jardins, 12 estacionamentos, inúmeras salas, corredores, áreas técnicas, milhares de pessoas circulam por aqui todos os dias. E tudo isso só funciona porque vocês, terceirizados, estão aqui. Na prática, vocês são os guardiões silenciosos da democracia, os anjos da guarda desta Casa, mas que, em vez de asas, se vestem de uniforme, crachá e de muito compromisso. E o anjo da guarda, quando é bom, a gente só percebe quando não está presente, quando o computador não liga, quando a sala não abre, quando o sistema cai, quando o Plenário não está pronto. Por isso, hoje, nós fizemos o caminho inverso, hoje somos nós que paramos para dizer: nós vemos vocês, nós reconhecemos vocês e, acima de tudo, nós agradecemos a vocês. Quero me abrir com vocês e dizer algo muito especial e muito pessoal: vocês sabem que essa relação aqui não é apenas institucional, é humana. Tenho orgulho do carinho, do respeito e da confiança que existem entre nós. Tenho orgulho de saber que vocês me veem como alguém que escuta, que respeita e que luta por vocês dentro desta Casa. E saibam que essa relação entre nós sempre será firme e forte. Vocês têm em mim não apenas um Senador, mas um aliado, alguém de portas abertas, (Manifestação de emoção.) (Palmas.) ouvido atento e de compromisso, compromisso firme com todos os colaboradores desta Casa, porque trabalhar aqui não é apenas exercer uma função, é participar todos os dias do funcionamento da democracia brasileira, direta ou indiretamente. Cada um de vocês ajuda a escrever a história do nosso país. Por isso, esta sessão não é favor, é justiça, é reconhecimento, é gratidão. Que esta homenagem sirva também de lembrete para todos nós: um "bom dia", um "por favor" e um "muito obrigado" valem muito, não custam nada e dizem tudo. Parabéns a cada trabalhadora e cada trabalhador terceirizado do Senado Federal. Vocês são essenciais, vocês são respeitados e são vocês que fazem esta Casa funcionar de verdade. Parabéns a todos os terceirizados e o meu muito obrigado. (Palmas.) |
| R | Tenho aqui uma notícia boa para vocês. O Presidente Davi Alcolumbre acaba de assinar um ato. Ato do Presidente nº 28, de 2025 Aplica o disposto nos arts. 26 e 27 do APS nº 2, de 2017, no que couber, aos colaboradores terceirizados do Senado Federal. o Presidente do Senado [...], no uso das atribuições regimentais e regulamentares, resolve: Art. 1º Aplica-se, no que couber, os art. 26 e 27 do Ato do 1º Secretário nº 2, de 2017, aos colaboradores terceirizados em atividade no Senado Federal. [...] Este Ato entra em vigor na data de sua publicação. [..] Senador Davi Alcolumbre, Presidente do Senado [...]. O que significa isso? Que o tratamento de vocês com relação ao recesso, tanto agora no final de ano quanto em julho, será exatamente igual a todos os servidores - seja comissionado, seja efetivo, o tratamento tem que ser igual. Então, vocês terão exatamente o mesmo tratamento; ou seja, de 23 de dezembro até 31 de janeiro, todos terão direito a cinco dias como os demais servidores. Não tem por que discriminar isso. Então, é uma grande vitória. Parabéns! Muito bom. (Palmas.) Eu fiquei muito emocionado, porque meu pai foi chefe da limpeza lá no Buriti, viu, Damares? E um dia nós vamos estar lá. Bem, eu concedo a palavra agora à Senadora Damares Alves. (Palmas.) A SRA. DAMARES ALVES (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - DF. Para discursar.) - Presidente, boa tarde. Boa tarde à Mesa. Eu não vou dizer os nomes não para ganhar tempo, tá? Nossos queridos colegas terceirizados, a primeira coisa que vocês têm que ter certeza ao saírem daqui é de que são muito privilegiados por morarem no Distrito Federal, que tem as duas Senadoras mais lindas do Brasil. Saiam daqui muito felizes com essa certeza hoje. Mas eu estou muito contente com esta sessão merecida, oportuna. E o Izalci foi muito gentil e muito modesto nas palavras de dizer que essas coisas aqui acontecem por causa de vocês. Não! São vocês que mandam no Brasil - eu vou ser mais clara. Tem alguns Senadores aqui que pensam que são eles que estão tomando decisões. Se vocês desligarem as luzes, quem toma as decisões? Não estou dando ideia, por favor. Mas quem manda no Brasil são os terceirizados do Senado, eu tenho certeza disso. Vocês são espetaculares! Eu não vou falar o nome de todos, apesar de saber o nome de muitos de vocês, mas eu queria falar da Aline e da Eliandra, as duas que cuidam de mim todos os dias no gabinete; lá na Comissão, a Lidiane, a Vitória e a Ana Paula. Meu time é o mais bonito do Senado - está com a Senadora mais linda -, mas eu tenho um agradecimento especial. Tudo que eu falo aqui, em qualquer sessão de homenagem a vocês, é muito pouco, mas este ano foi muito especial para mim. Eu fui servidora na Casa há muitos anos e tenho amigos muito antigos - muito antigos. E há alguns até que falo que são amigos de infância. Obrigada por tudo o que vocês fazem, mas, neste ano, vocês foram espetaculares na minha vida. |
| R | Quando eu recebi um diagnóstico de câncer, que se tornou público, foi nos braços de vocês que eu encontrei conforto e carinho. Eu fui abraçada por todos, mas literalmente abraçada. Eu não tenho família em Brasília, não tenho ninguém. Não tenho marido - eu estou procurando, mas não acho. (Risos.) Eu só tenho uma filha adotiva. E a maioria de vocês que conhecem a minha história lembram até o dia em que eu a adotei. Eu estava dentro da Câmara no dia em que eu a adotei, corri para o Senado, foi aqui dentro desta Casa que eu adotei a minha filha. E, quando eu recebi o diagnóstico, eu tive que vir trabalhar, e ficou público. Foram vocês que me abraçaram antes dos Senadores; foram vocês que oraram por mim antes dos colegas Senadores, antes da minha família lá em São Paulo saber. E vocês tinham tanto respeito e tanta solidariedade comigo naquele momento de dor... Ainda estou no tratamento, mas eu creio que eu estou curada - eu já estou declarando a minha cura publicamente. Mas foi naquele momento que eu senti como nós somos uma família dentro desta Casa, como nós nos respeitamos, nos amamos e como nós somos importantes um para o outro. Obrigada pelo momento de solidariedade, carinho e acolhimento comigo. Fez toda a diferença. Teve dia em que eu era obrigada a ficar em casa, mas eu preferia vir para cá, entrar no elevador, ser abraçada pelos ascensoristas, pelas ascensoristas, andar no corredor e vocês pararem com a vassoura para me abraçar. Eu sei o quanto vocês oraram por mim, então hoje eu queria vir fazer o meu agradecimento pessoal. Eu poderia fazer um discurso lindo, extraordinário, porque todos os discursos lindos e extraordinários vocês merecem, mas hoje eu precisava fazer este registro do coração: amo vocês! Assim como Izalci se coloca à disposição, eu também estou à disposição. Nem sempre a gente consegue atender a todos os pedidos dos senhores que chegam, mas a gente se esforça. Nós respeitamos, nós amamos vocês. Obrigada por terem sido a minha família aos 62 anos de idade. Eu encontrei em vocês o que eu não encontraria em outro lugar. Obrigada! Mas, assim como fazem comigo, eu sei que vocês fazem com todos. Que Deus abençoe vocês! Que 2026 seja um ano de vitória para todos nós - todos nós! Que 2026 seja um ano de sucesso, de muita saúde para todos nós, para suas famílias, para os seus filhos. Se vocês encontrarem um velhinho rico, deem meu telefone. (Risos.) Que Deus os abençoe ricamente. É uma honra - é uma honra - estar no Senado de volta e ser colega de todos vocês novamente. Feliz Natal! Que Deus os abençoe! (Palmas.) E quem sabe, até o final desta sessão, o Davi Alcolumbre não mande uma outra nota com um décimo quarto, décimo quinto ou décimo sexto? - porque a gente merece. (Manifestação da plateia.) A SRA. DAMARES ALVES (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - DF) - Que Deus abençoe vocês! Obrigada, Presidente. Obrigada, Mesa. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Solicito à Secretaria-Geral da Mesa a exibição de um vídeo institucional com depoimentos de colaboradores desta Casa, preparado pela assessoria de comunicação do meu gabinete. |
| R | (Procede-se à exibição de vídeo.) (Palmas.) |
| R | O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Neste momento, eu concedo a palavra ao Sr. Eduardo Bruno do Lago de Sá, Chefe da Assessoria Técnico-Legislativa da Secretaria-Geral da Mesa, representando aqui o Secretário-Geral, o Sr. Danilo Augusto Barboza de Aguiar, que está agora na reunião do Congresso. O SR. EDUARDO BRUNO DO LAGO DE SÁ (Para discursar.) - Boa tarde a todos, a todas! Cumprimento o Presidente da Sessão, Senador Izalci, todos os colegas que compõem a mesa hoje. Cumprimento todos os funcionários terceirizados que hoje são homenageados aqui. Cumprimento também meus colegas do gabinete da SGM, do Plenário, o Zezinho. Eu tenho a honra de representar o nosso Secretário-Geral da Mesa, Danilo Aguiar, que está na sessão do Congresso e, infelizmente, não pôde estar presente aqui. Hoje esta Casa realiza uma homenagem que diz muito sobre quem nós somos e sobre como o Senado Federal cumpre a sua missão constitucional. Costumamos associar o trabalho legislativo às deliberações em Plenário, às reuniões de Comissões, aos debates que ganham visibilidade nacional, mas a verdade é que nada disso acontece sozinho. Antes que o microfone seja ligado, antes que a sessão seja aberta, antes mesmo que o primeiro Parlamentar chegue ao seu gabinete, há pessoas trabalhando para que tudo isso funcione. São os profissionais terceirizados que garantem que o Senado esteja limpo, organizado, seguro e acolhedor; que o ambiente de trabalho esteja preparado para a longa jornada de análise, debate e decisão. São eles que permitem que Parlamentares e servidores possam se dedicar integralmente à atividade legislativa. O trabalho dos colaboradores da limpeza, muitas vezes silencioso, é essencial para a dignidade do espaço público e da própria imagem institucional da Casa. O trabalho das copeiras e dos garçons, ao cuidar dos detalhes do cotidiano, da água gelada ao cafezinho, ajuda a sustentar o ritmo intenso de quem atua aqui, diariamente. Os operadores de mídia, sonoplastas, técnicos de sistemas audiovisuais e demais profissionais de mídia asseguram que a democracia seja ouvida, que cada fala, cada debate, cada decisão cheguem, com clareza, às Comissões, ao Plenário e à sociedade brasileira. Os profissionais terceirizados que atuam como auxiliares administrativos apoiam rotinas, organizam fluxos e viabilizam processos que, sem o suporte, não avançariam. O trabalho dos garçons do Senac, que servem Parlamentares, servidores e visitantes, contribui para o funcionamento diário da Casa, em Plenário, no restaurante dos Senadores e demais ambientes de trabalho. Cada uma dessas funções, embora muitas vezes exercida fora dos holofotes, é indispensável. O trabalho terceirizado não é acessório, ele é estrutural, ele ajuda a sustentar, de forma concreta, o funcionamento do Poder Legislativo. Hoje, ao homenagearmos os profissionais terceirizados do Senado Federal, reconhecemos mais do que serviços prestados, reconhecemos pessoas, reconhecemos trajetórias, reconhecemos que o trabalho benfeito, ainda que silencioso, é o que permite que esta Casa cumpra o seu papel democrático. |
| R | Em nome da Secretaria-Geral da Mesa, deixo o nosso agradecimento, o nosso respeito e o nosso compromisso permanente com a valorização desses profissionais. Aproveito para desejar a todos um Feliz Natal e um Ano-Novo repleto de bênçãos, paz e felicidades. Muito obrigado. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Concedo a palavra ao Sr. Wanderley Rabelo da Silva, Diretor-Executivo de Governança Contratual e Licitatória, representando aqui a Diretora-Geral do Senado, a Sra. Ilana. O SR. WANDERLEY RABELO DA SILVA (Para discursar.) - Boa tarde a todos. Quero cumprimentar o Senador Izalci e, na presença de todos e na pessoa do Senador Izalci, cumprimentar o Presidente da Casa, o Senador Davi Alcolumbre, a Senadora Damares, que esteve conosco até agora há pouco - não vejo a Senadora, que saiu, então -, e os demais Senadores e Senadoras, os colegas da mesa, os servidores, os colaboradores e os demais convidados. Quero dizer que é uma grande honra participar desta sessão especial em homenagem aos trabalhadores terceirizados do Senado Federal e reforçar que o Senado Federal é conhecido naturalmente por sua produção legislativa, que é a sua atividade-fim, exercida pelos Senadores e Senadoras da República, mas é importante lembrar que essa atividade depende de uma sólida estrutura de apoio, formada por servidores efetivos, comissionados, terceirizados, estagiários e menores aprendizes. Cada um desses grupos cumpre um papel essencial, e, entre eles, os trabalhadores terceirizados têm uma contribuição especial, visível e cotidiana. São eles que garantem o funcionamento pleno de muitas das atividades da Casa. O trabalho que realizam, que vocês realizam, é discreto, muitas vezes silencioso, mas absolutamente indispensável. É esse trabalho que assegura que a atividade legislativa ocorra em um ambiente adequado, organizado e eficiente. E é por isso que esta homenagem é mais do que justa. É o reconhecimento público de que o Senado Federal depende e muito da dedicação, do compromisso e da qualidade dos serviços prestados por essa força de trabalho. Cada um dos senhores e senhoras que atuam no Senado Federal representa o compromisso com o bom funcionamento da administração pública, com o zelo pelo patrimônio público e, acima de tudo, com o respeito às pessoas. Em nome da Diretoria-Geral do Senado Federal, manifesto meu mais profundo reconhecimento e agradecimento a todos os trabalhadores terceirizados que, com profissionalismo e dedicação, contribuem diariamente para que esta Casa cumpra a sua missão institucional de servir ao país. Trabalho no Senado há cerca de trinta anos, um pouco mais, os últimos dez dedicados a contratações, em especial às contratações dos contratos de terceirização de mão de obra. Tenho acompanhado, ao longo desses anos, a luta de todos os servidores e dos Senadores, a exemplo do Senador Izalci, que sempre têm reivindicado melhorias para as categorias, têm sido incansáveis, e, ao longo dos anos, a gente tem conseguido, eu diria, grandes avanços. |
| R | É um reconhecimento pelo trabalho de todos os servidores, como disse, sejam servidores efetivos, comissionados, terceirizados, e é esse grupo que forma a grande força de trabalho do Senado Federal. Como o Senador bem disse, é um grupo que, em conjunto, faz a Casa funcionar, permite que os Senadores atuem na atividade legislativa com todo o suporte necessário. Então, repito, é um reconhecimento mais do que justo, no tempo certo. E que bom que uma notícia boa veio, para igualar condições, mais uma condição voltada para os servidores do Senado que agora também é disponibilizada para os servidores terceirizados do Senado. Então, parabenizo a todos, agradeço a todos pelo trabalho que desenvolveram ao longo dos anos e deixo aqui, mais uma vez, o meu muito obrigado. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Concedo a palavra a Juliana Borges dos Santos, que é a nossa Diretora da Secretaria de Relações Públicas, representando aqui a Diretora da Secretaria de Comunicação Social, Luciana Rodrigues Pereira. A SRA. JULIANA BORGES DOS SANTOS (Para discursar.) - Boa tarde a todos. Sr. Senador Izalci, receba meus cumprimentos, e, em sua pessoa, cumprimento a todos os membros da mesa. Eu endosso tudo que meus colegas já falaram aqui sobre a importância de vocês. Queria dizer, Senador Izalci, que eu estava aqui esperando para a sessão começar e eu achei muito interessante, porque tinha alguns colaboradores atrás de mim tirando fotos e falando: "Olha como eu estou importante, eu estou aqui no Plenário. Olha, que legal!". E essa ocupação simbólica deste espaço de poder, que é o espaço onde as decisões mais importantes do país são tomadas, é uma justíssima homenagem a vocês. E eu vou focar aqui nos nossos terceirizados da comunicação social, porque são muito peculiares e têm muitas características, né? Então, de novo, estou aqui representando a Secretaria de Comunicação Social, e nós temos... Vou falar primeiro da RP, do nosso programa de visitação, que funciona de segunda a segunda, das 9h às 17h, e é conduzido por colaboradores terceirizados - tem aqui representando a Carla e a Alessandra, que eu estou vendo. Nós recebemos 12 mil pessoas por mês. A gente tem uma equipe de eventos que, em parceria com a SGM, organiza sessões solenes e especiais, como esta sessão - temos aqui a Priscilla, a Ramena, tem um monte de gente ali atrás também, para organizar essas sessões. Não sei se vocês já viram: de vez em quando, a gente tem projeções mapeadas no prédio do Congresso. São funcionários, são colaboradores terceirizados também que fazem essa arte linda. Há colaboradores terceirizados na intranet, para falar sobre as notícias da Casa para vocês. Para além das relações públicas, na Secretaria de Comunicação, os funcionários terceirizados atuam na transmissão da atividade legislativa, em áudio e vídeo, permitindo que cada sessão seja acompanhada em tempo real; na gestão das redes sociais, que aproximam o Senado da população; na produção e no apoio aos produtos jornalísticos, que informam com credibilidade; na fotografia - nosso colega Jefferson estava aqui agorinha -, na operação; na infraestrutura da rádio e da TV, assegurando que a comunicação chegue a todos os cantos do país; no suporte de tecnologia e da informação, que mantém sistemas e serviços funcionando e em tantas outras atividades da Secretaria de Comunicação. São muitas frentes de trabalho e resultados tão expressivos que só são possíveis graças ao empenho de vocês. Cada detalhe cuidado por esses profissionais reflete diretamente a imagem que o Senado transmite à sociedade. |
| R | Hoje, a gente quer não apenas agradecer, mas declarar publicamente: o trabalho de vocês é indispensável. Vocês são parte fundamental desta instituição e contribuem diretamente para que esta Casa cumpra a sua missão institucional. Em nome da Secretaria de Comunicação Social do Senado, eu deixo aqui o nosso profundo agradecimento a você, Ramena, a você, Priscilla, à Cleria, à Janaina, que estava lá embaixo, fazendo o receptivo; à Renata, à Thassia, à Jaciara, ao Hugo, que estavam organizando essa sessão; à Carla, à Alessandra. Nas pessoas deles, eu cumprimento a todos os terceirizados da Secom e do Senado. A cada um de vocês: saibam que o seu esforço e dedicação fazem a diferença. Vocês fazem do Senado uma instituição melhor e mais próxima do cidadão. Que vocês saibam que cada esforço, cada cuidado, cada tarefa realizada com dedicação faz diferença e faz do Senado uma instituição melhor. Obrigada. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Concedo a palavra agora ao Sr. Alessandro Morales Martins, que é o Diretor da Secretaria de Polícia (Spol). O SR. ALESSANDRO MORALES MARTIN (Para discursar.) - Boa tarde a todos, boa tarde a nossos colaboradores. Estou muito feliz em fazer parte desta mesa. Quero cumprimentar o Senador Izalci e agradecê-lo por esta maravilhosa iniciativa. Eu acho que, como o senhor disse, realmente foi a sessão solene mais importante do ano. Em sua pessoa, cumprimento os demais membros da mesa. Fiquei muito feliz quando o Senador, o Paulo, me convidou para fazer parte da mesa e desta solenidade, porque, realmente, todo mundo já enalteceu, mas se estamos aqui é porque vocês trabalharam, começando pela limpeza, pela iluminação, pelo som, pela preparação, a Ju lembrou bem. Eu vou puxar sardinha para os nossos colaboradores da Secretaria de Polícia. Hoje nós temos, Senador, três contratos vinculados à Secretaria de Polícia, que são de vigilante, temos 324 vigilantes; temos 36 recepcionistas e em torno de cem bombeiros civis. Então, é um trabalho bastante importante. Ficamos com a parte chata, a segurança, de barrar. Muitos senhores devem ter ficado bravos já alguma vez: passa, pi-pi-pi, volta, apita de novo, passa marmita, volta, mas é o nosso trabalho. Briga... É isso que dá a segurança de vocês estarem aqui, e fazemos isso com todo carinho e respeito. É o que eu sempre digo, Senador, para os nossos colaboradores: a gente tem diversas formas de dizer um "não", porque a gente aqui, no Senado, os vigilantes e os recepcionistas sofrem muito isso na pele. Às vezes, o Parlamentar quer trazer a maior quantidade de pessoas para dentro do Parlamento, para participar - porque aqui é a Casa do povo, onde as decisões acontecem; as pessoas querem vir -, só que, muitas vezes, o espaço não comporta. |
| R | Então, já tivemos situações ali - os nossos vigilantes sabem, as recepcionistas - em que tinha 500, mil pessoas na porta, querendo entrar, e na Comissão cabem 30, 20, e já falei muitas vezes para os nossos supervisores e para os nossos policiais como dizer um "não" para essas pessoas. Às vezes, a pessoa viajou 2 mil quilômetros, dois dias, de ônibus, para estar aqui, e ela fala: "Vou entrar. Eu vim pra entrar. Eu vim pra assistir". É nessas horas que eu falo para os nossos colaboradores, para as recepcionistas e para os vigilantes como dizer esse "não" de uma forma educada, explicando e dizendo o porquê, não simplesmente dizendo "não, você não vai entrar, porque não cabe", porque é essa que é a nossa função, tratar bem todas as pessoas. Assim como digo que eu exijo que eles tratem bem todas as pessoas, quando passam num raio-X, quando passam na recepção, eu também exijo que eles sejam bem-tratados. Eles sabem. Já comprei algumas brigas. Como disse, a polícia fica, a segurança, com a parte de fiscalizar. Então, já tivemos algumas situações, alguns dissabores, mas eu sempre cobro retratação, a Diretora-Geral sempre nos apoia nesse sentido, e eu falo: "Todos temos que ser respeitados aqui dentro, principalmente nossos colaboradores, que são os que ficam na linha de frente". Temos também um trabalho muito importante dos bombeiros civis, nossos brigadistas - estamos aqui representados -, que também nos dão uma segurança. Eu já precisei ser atendido uma vez. Não sei se alguém aqui já precisou ser atendido, mas são eles que vão dar para vocês os primeiros socorros, a primeira atenção... Nós temos brigadista também na 309, Senador. Foi criado por mim. Uma demanda. E já tivemos bastantes acionamentos lá, e são muito importantes. Um brigadista pode salvar a nossa vida, a vida de qualquer um, num primeiro atendimento. E é isso, gente. Vou ser breve aqui. Eu queria simplesmente fazer um agradecimento muito especial a vocês, e contem conosco, contem com a Secretaria de Polícia, contem com os nossos colaboradores, recepcionistas, brigadistas... E também... Eu disse sobre os contratos vinculados à polícia, mas, dentro da Secretaria de Polícia, nós temos as pessoas que trabalham na limpeza, na copa, contínuo... Então, a essas pessoas eu agradeço muito, porque, sem vocês, não existiria o Senado. Obrigado. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Concedo a palavra agora ao Gleison Carneiro Gomes, Diretor da Secretaria de Tecnologia da Informação, do Prodasen. O SR. GLEISON CARNEIRO GOMES (Para discursar.) - Boa tarde, Sr. Presidente da sessão, Senador Izalci; boa tarde, colegas da mesa; e boa tarde, pessoal. Primeiramente, eu gostaria de agradecer a oportunidade e parabenizar o Senador Izalci Lucas pela iniciativa. Nada mais justo que a homenagem, que vocês merecem. Eu acho que, realmente, como eu costumo dizer, toda atividade é importante, e todo trabalho também é importante. Então, eu posso fazer uma analogia, aqui também, ao comparar com um motor de carro: se uma engrenagem não funcionar direito, começa a dar problema. Então, todas as atividades são importantes. Eu poderia citar todas as atividades aqui que vocês exercem, mas, com certeza, vou me esquecer de algumas, porque são tantas... Então, eu seria injusto. Eu acho que, no fim do dia, vocês pensam e lembram: "Olha, eu fiz diferença em determinada atividade. Eu, hoje, contribuí com aquilo; hoje, eu contribuí com isso". Então, isso é o importante. |
| R | O Prodasen, por exemplo, não consegue... ou rodaria capenga, se não fosse o trabalho de vocês. Como eu comentei, é uma engrenagem, então, toda atividade é importante. Estou batendo bastante nessa tecla porque eu acho que é esse recado que eu gostaria de deixar, sabe? Porque vocês fazem a diferença e ajudam o motor a rodar. Como um conjunto, mais do que uma relação comercial entre o Senado e as respectivas empresas, eu acho que é uma parceria, uma parceria em que vocês contribuem para o funcionamento da Casa, e, consequentemente, como foi dito algumas vezes aqui, para o Brasil. Então, eu gostaria de parabenizá-los e fazer coro com essa homenagem. Mais uma vez, obrigado pelo convite, Senador. É um momento muito importante e justo. Vocês fazem a diferença, e eu gostaria de agradecer, em nome do Prodasen, a todos vocês que trabalham não apenas no Prodasen e para o Prodasen, mas também para o Senado como um todo e, por consequência, para o Brasil. Eu gostaria de encerrar desejando um feliz Natal e feliz Ano-Novo para vocês e para suas famílias, e felicidades. Muito obrigado, pessoal. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Concedo a palavra ao Sr. Rafael André Vaz Chervenski, Diretor da Secretaria de Editoração e Publicações (Segraf). O SR. RAFAEL ANDRÉ VAZ CHERVENSKI (Para discursar.) - Exmo. Sr. Senador Izalci Lucas, requerente, Presidente desta sessão; estimado Sr. Diretor-Executivo de Governança Contratual e Licitatória, Wanderley Rabelo, estimados colega diretora, colegas diretores de Secretaria do Senado Federal e, muito especialmente, senhoras e senhores trabalhadores e trabalhadoras terceirizados do Senado Federal. Cumprimento inicialmente o Senador Izalci pela iniciativa da sessão especial porque ela é mais do que um rito institucional, é um gesto de justiça. Um reconhecimento público e necessário a pessoas que sustentam todos os dias o funcionamento real do Senado não como coadjuvantes, mas como parte essencial da engrenagem que permite a esta Casa cumprir a sua missão constitucional. Quando falamos no Senado, nós pensamos logo nas decisões, no Plenário abarrotado de disputa política, de discussões sobre controle e fiscalização do Estado, construção de consensos, defesa da democracia, mas nada disso se realiza no abstrato, nada disso se realiza por acaso. A democracia aqui precisa de chão, precisa de luz acesa, precisa de porta aberta, de um ambiente seguro, do espaço limpo e do fluxo de trabalho que não para. E é aí exatamente que entram vocês, terceirizadas e terceirizados, com profissionalismo, disciplina, responsabilidade e, muitas vezes, com uma dedicação silenciosa que nem sempre aparece nas fotos, mas aparece nos resultados. Eu devo começar destacando as equipes de apoio administrativo, editoração e produção gráfica que atuam na Segraf, áreas que eu tenho a honra de liderar e acompanhar de perto. Quem vive o cotidiano da produção editorial - e aqui eu vejo várias colegas da Segraf - sabe que existe uma distância enorme entre uma ideia e um livro pronto; entre um texto aprovado aqui no Plenário e a sua materialização como um livro que vai enviado pela Livraria do Senado; entre um projeto embrionário, uma ideia surgida em um gabinete Parlamentar e o material gráfico que é entregue nesses mesmos gabinetes com qualidade, clareza e credibilidade. Esse caminho é feito com revisão, diagramação, tratamento de imagens, preparação de arquivos, conferência técnica, impressão, acabamento, logística. É muita gente envolvida num processo para que nós façamos as nossas entregas. É feito de rotina intensa, de prazos apertados, na maioria das vezes, ajustes de última hora, de uma atenção milimétrica a detalhes que, quando dão certo, ninguém percebe, mas que, quando dão errado, ficam evidentes. |
| R | Por isso, hoje eu faço questão de dizer que a excelência do que entregamos como editora do Senado - em livros, publicações, materiais gráficos, apoio a eventos - tem a marca do trabalho terceirizado, tem a marca de quem segura a ponta quando a demanda aumenta, na hora em que o trabalho precisa sair, na hora em que a Segraf não pode falhar. Vocês ajudam a traduzir o trabalho legislativo deste Plenário e das Comissões em comunicação acessível, em registro histórico, em transparência e em serviço ao cidadão. E é injusto falar do funcionamento do Senado sem reconhecer outras frentes igualmente importantes e nas quais os terceirizados têm participação vital. Às equipes de limpeza, manutenção, conservação, eu deixo um agradecimento que precisa ser dito com todas as letras: vocês são guardiões e guardiãs do ambiente onde a democracia acontece. Um prédio público não é só concreto. Ele é gente circulando, é rotina, é saúde, é dignidade. A qualidade do espaço em que nós trabalhamos impacta a qualidade do nosso trabalho, e vocês garantem isso diariamente, muitas vezes antes de qualquer um de nós servidores efetivos ou Senadores chegarem à Casa. Às equipes de vigilância, brigadistas, portaria e controle de acesso, o nosso respeito. A segurança não é um serviço apenas prestado à Casa; é a confiança institucional, é a prevenção, a atenção permanente de vocês, a postura, o discernimento, a necessidade de decisão rápida, que muitas vezes é necessário ter. São vocês que asseguram, assim, que o Senado funcione com tranquilidade; protegem as pessoas, os patrimônios, as informações. São parte do que permite que o debate seja livre, que a instituição seja estável e que a democracia de fato aconteça. E, olhando para todas essas áreas, há um ponto em comum: a presença de terceirizados e terceirizadas é o que transforma missão em entrega. Missão sem execução é apenas discurso. E execução aqui tem nome; tem gente que chega no horário, cumpre o procedimento, resolve os problemas, coopera com as equipes internas, mantém os padrões de qualidade e garante a continuidade dos serviços. Por isso, esta homenagem, Senador Izalci, também é um chamado à consciência institucional. É reconhecer o valor do trabalho terceirizado, porque isso é reconhecer que o Senado é feito não apenas de estruturas formais, mas de uma comunidade. A Dra. Ilana sempre frisa esse ponto e nos coloca como diretriz que nós somos uma comunidade e precisamos agir assim: uma comunidade que precisa ser orientada por respeito, boa convivência, diálogo e condições adequadas para que cada pessoa exerça sua função com segurança e dignidade. E eu sei, e vocês sabem, que a terceirização muitas vezes vem acompanhada de uma invisibilidade. Hoje, nesta sessão, o Senado diz o contrário: vocês importam, vocês são vistos, e o Senado agradece a diferença que vocês fazem no dia a dia da Casa. Meus cumprimentos, Senador Izalci, na pessoa de quem cumprimento todo Senador e Senadora que reconhece a importância dos profissionais terceirizados para a construção dos trabalhos da Casa. Faço uma menção especial à Senadora Damares, uma grande parceira da Segraf e uma grande parceira dos colaboradores terceirizados da Casa. A cada profissional terceirizado que aqui atua, eu deixo a minha palavra final de compromisso e gratidão. Na Segraf, nós somos testemunhas de que o resultado do Senado é também o resultado do trabalho de vocês. Quando o Senado cumpre seus objetivos, quando entrega ao Brasil uma instituição funcionando, quando presta serviço de qualidade, tem ali, de forma direta, a contribuição de cada uma das colaboradoras e de cada um dos colaboradores terceirizados que constroem o cotidiano da Casa. |
| R | Meus parabéns pelo trabalho, pela responsabilidade com que cumprem suas tarefas e pela entrega que realizam! Recebam o reconhecimento da Secretaria de Editoração e Publicações e, sobretudo, nosso profundo respeito. Muito obrigado. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Bem, antes do encerramento da sessão especial, eu convido a todos para acompanharmos as canções Alegria de Natal, Noite Feliz e Feliz Natal, que serão interpretadas pelo Coral Encantos da Vida, sob a regência do Maestro Eldom Soares. O Coral Encantos da Vida é formado por colaboradores terceirizados do Senado Federal. |
| R | (Procede-se à apresentação das músicas Alegria de Natal, Noite Feliz e Feliz Natal.) (Palmas.) |
| R | O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Muito bem. Parabéns ao nosso coral! Bem, gente, pra mim foi um prazer muito grande presidir esta sessão solene. |
| R | A gente tem buscado a cada dia conquistar alguma coisa a mais, porque não é fácil. Quando Deputado, quando o Tribunal de Contas criou problema lá com a Câmara com relação aos terceirizados, nós conseguimos fazer uma resolução. O tribunal não queria aceitar que os terceirizados ganhassem acima da convenção, e a gente conseguiu fazer uma resolução. Chegando ao Senado, fiz a mesma resolução aqui para que vocês ainda possam ter uma remuneração melhor, mas a discrepância ainda é muito grande. Nós temos servidores aqui que ganham menos do que o auxílio-alimentação dos servidores. Então, a gente tem que buscar um equilíbrio nisso para diminuir essas desigualdades, que são muito gritantes no Brasil. Quero dizer à Marilene... Eu vi a Marilene da Cruz, no filme, falando que a filha dela a chama de Senadora. A gente é do tamanho do sonho da gente, é possível, basta querer e ter determinação que acaba conseguindo. Eu fiquei emocionado, porque minha mãe foi servente de limpeza lá no ginásio do Guará quando nós chegamos a Brasília, e meu pai foi encarregado da limpeza lá no Palácio do Buriti. Então, a gente conhece um pouco essa realidade de vocês e precisa realmente buscar cada dia mais essa conquista. Eu disse, aqui no Plenário, outro dia, que a gente resolve os problemas de todo mundo lá fora, com muita lei, muita coisa, mas precisamos cuidar um pouco mais aqui de dentro, dedicar um pouco mais às pessoas que mais precisam até, não é? Fico feliz, quero desejar a cada um de vocês um feliz Natal! Que, em 2026, a gente possa ter novas conquistas! E 2026 é um ano importante para nós. Eu digo sempre, aqui nas sessões solenes... Nas últimas, eu disse: "Olhe, quem não gosta de política vai ser governado por quem gosta". Muita gente diz "ah, não quero saber de política", mas alguém vai decidir por você. Então, é importante participar, conhecer os candidatos para não só votar, mas depois acompanhar o trabalho de todos eles. Eu digo também que voto não tem preço - voto não tem preço -, tem consequência. Votou errado, quatro anos de sofrimento depois. Então, é muito importante a vocês que são líderes... Eu tenho certeza de que, na cidade de cada um de vocês, vocês têm a liderança também, mas é importante ressaltar isto: a gente precisa mudar este país, recuperar a educação que nós perdemos. Eu estudei em escola pública e, na minha época, quando eu estudei o ginásio no Guará, só entrava na universidade quem estudava em escola pública. Hoje, infelizmente, não é mais assim. E isso é fruto das escolhas. Se a gente não escolher pessoas que priorizem realmente a saúde, a educação, a segurança, a mobilidade urbana... Quantas horas vocês ficam dentro de um ônibus para vir e para ir embora? Se tivessem realmente um transporte coletivo de qualidade, evidentemente vocês teriam muito mais tempo para poder se dedicar à família de vocês, do que ficar dentro de um ônibus para baixo e para cima. Então, gente... (Pausa.) O Morales quer... O SR. ALESSANDRO MORALES MARTIN (Para discursar.) - Desculpe-me por quebrar o protocolo, mas, já que o senhor tocou no assunto, eu queria fazer um pedido para o senhor, porque chega a demanda para mim. Eu não conheço a realidade dos demais colaboradores e terceirizados, mas eu conheço a realidade dos vigilantes e dos nossos bombeiros civis, que sempre, há muito tempo, pedem uma equiparação do que ganha um bombeiro civil na Câmara com o que ganha um vigilante no Senado. Hoje há uma discrepância, e esses colaboradores da Câmara ganham mais do que os colaboradores do Senado. Então, eu deixo aqui para o senhor essa reivindicação. |
| R | Eu tento levar porque eu sou gestor e não depende apenas de mim essa decisão. Se fosse assim, eu já teria feito, mas, neste dia tão especial e importante para todos vocês, eu queria, pelo menos, deixar esse pedido para o senhor, que o senhor também ajude, como disse, não sei as demais categorias, mas pelo menos os que trabalham vinculados à polícia e têm essa discrepância salarial. Obrigado. O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Muito bom. Vamos ter uma pauta imensa lá para eles... (Palmas.) Há uma pauta imensa lá para resolver isso. Eu até pedi agora - e a Ilana disse que parece que foi autorizada - a revisão de um edital que iria sair. Voltou para fazer umas correções para a gente poder melhorar um pouquinho mais e parece que vai ser feito um novo edital antes, porque depois que publica o edital e contrata as empresas é mais difícil de mexer, mas está anotado aqui, vamos cobrar isso também da Mesa Diretora. Eu queria pedir ao pessoal para ficar aqui para a gente depois tirar uma foto. Nós vamos convidar o pessoal da mesa para tirar uma foto aqui, mas, depois, na sequência, a gente desce e tira uma foto com todo mundo, para ficar registrado este momento. (Pausa.) Ótimo. Então, cumprida a finalidade desta sessão especial, eu agradeço a cada um de vocês pela presença, porque nos honraram aqui com a participação de vocês, e declaro encerrada a sessão, mas convido vocês a ficarem para a gente bater uma foto. Vamos tirar aqui na frente com a mesa e depois a gente desce e tira com vocês, está bom? Obrigado pela presença, gente. (Palmas.) (Levanta-se a sessão às 16 horas e 21 minutos.) |

