4ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA
57ª LEGISLATURA
Em 15 de abril de 2026
(quarta-feira)
Às 10 horas
36ª SESSÃO
(Sessão Especial)

Oradores
Horário

Texto com revisão

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O SR. PRESIDENTE (Wellington Fagundes. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - MT. Fala da Presidência.) - Sob a proteção de Deus, iniciamos nossos trabalhos.
A presente sessão especial foi convidada em atendimento ao Requerimento nº 54, de 2026, de autoria desta Presidência e de outros Senadores, aprovado pelo Plenário do Senado Federal.
A sessão será destinada a homenagear o Lions Club.
Convido, para compor a mesa desta sessão especial, os seguintes convidados: já aqui ao meu lado o Senador Izalci Lucas, Senador de Brasília, meu companheiro do Bloco Vanguarda, PL e Novo, de que eu tenho a honra de ser o Líder, e ele ali comigo sempre uma das pessoas mais competentes aqui do Congresso Nacional, portanto, uma referência para todos nós. Somos Parlamentares já há muito tempo aqui em Brasília... (Palmas.)
... e eu agradeço muito ao Senador Izalci.
Convido agora o Sr. Francisco Fabrício de Oliveira Neto, Presidente da Fundação de Lions Clubs International. (Palmas.)
Convido agora o Sr. Manoel Messias Mello, Diretor do Lions Club Internacional, no período de 2022 a 2024. (Palmas.)
Convido a Sra. Kátia Elena Semeghini Caputo, Presidente da Associação dos Familiares e Amigos dos Pais de Autistas de Bauru (Palmas.), cidade do nosso Senador Marcos Pontes, o nosso astronauta, único brasileiro, único homem da América do Sul a orbitar na Terra e nosso companheiro também do bloco, meu Vice-Líder do Bloco Vanguarda. E falo aqui, com muita honra, que também é um Senador muito referência para todos nós.
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Convido agora o Sr. Roberto Paulo do Vale Tiné, Presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Palmas.) e o Sr. Luiz Geraldo Matheus Figueira Passado, Diretor do Lions Clubs Internacional no período de 2016 a 2018. (Palmas.)
Eu quero registrar também aqui a presença conosco - e pedir para que se levante - do Dr. Ananias Martins de Souza Filho. Ele é natural da mesma cidade minha, Rondonópolis. (Palmas.) Ele foi Prefeito, Vereador por vários anos e é Presidente do nosso partido, o PL.
E eu quero cumprimentar também - pediria que levantasse - o meu cunhado Sérgio Del Cistia (Palmas.) que também foi uma das pessoas que mais se empenhou para que acontecesse aqui esta sessão solene. Já era para ter acontecido ano passado, mas, em função de todas as situações que vocês sabem, felizmente estamos realizando aqui hoje.
Senhoras e senhores, que dia especial e memorável!
É uma honra presidir esta sessão especial em homenagem aos 109 anos do Lions Clubs International e ao Dia do Leonismo Nacional, celebrado em 16 de abril.
Falar do Lions é falar de uma das maiores e mais respeitadas redes humanitárias do mundo. Uma instituição que nasceu em 1917, em Chicago, a partir da visão de Melvin Jones, que entendeu, já naquele tempo, que a verdadeira liderança é aquela que coloca sua capacidade, sua energia e sua vocação a serviço das pessoas. E é isso que faz o Lions tão grandioso.
Hoje, mais de um século depois, o Lions está presente em mais de 200 países, com mais de 1,3 milhão de associados, reunidos em aproximadamente 50 mil clubes por todo o mundo.
Mas o que faz o Lions ser verdadeiramente grandioso? Não são apenas os números; é o impacto, é o trabalho silencioso, é a presença constante ao lado de quem mais precisa. É a capacidade de transformar solidariedade em ação concreta.
O Lions é um movimento construído sobre valores muito claros: serviço ao próximo, respeito à diversidade, união de esforços, integridade e compromisso com a dignidade humana. Isso faz com que o Lions seja uma organização que acolhe, que inclui, que soma e que faz do bem uma missão permanente.
Ao longo de sua história, o Lions se consolidou como um grande parceiro da sociedade em áreas essenciais, como saúde, educação, assistência social e proteção ao meio ambiente, com uma atuação muito especial na saúde ocular.
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E aqui já deixo um pedido nesta linha ao Lions Clubs International. O Mato Grosso é o estado dos três biomas: temos o Pantanal, a maior área alagada do mundo; o Cerrado, no coração do Brasil, com essa capacidade de produzir alimentos, para ajudar com que a cesta básica brasileira seja mais farta, mais acessível e de qualidade, e ainda exportar para ajudar o Brasil, que tem uma balança comercial positiva. E agora nós aprovamos aqui o Estatuto do Pantanal. O Pantanal, portanto, agora tem lei. (Palmas.) E, dentro do Estatuto do Pantanal, nós criamos também o selo Pantanal Sustentável. E eu gostaria que o Lions assumisse essa causa, já que o Pantanal mato-grossense - quando eu falo mato-grossense é Mato Grosso e Mato Grosso do Sul - é um patrimônio brasileiro e um patrimônio da humanidade. Portanto, esse desafio é o Lions International. E quem conhece o Brasil real sabe muito bem disto: onde existe um clube do Lions, existe gente trabalhando, servindo e fazendo a diferença na vida de alguém.
No meu Estado do Mato Grosso, esse exemplo ganha uma expressão muito concreta. O Lions está presente em dezenas de municípios, com clubes organizados e atuantes, que desenvolvem um trabalho direto nas comunidades. E eu faço questão de destacar, de forma muito especial, o Instituto Lions da Visão, na nossa capital, Cuiabá. Uma iniciativa extraordinária, que reúne cerca de 60 clubes, presentes em mais de 50 municípios, formando uma verdadeira rede de solidariedade e cuidado em todo o nosso estado. Hoje, o instituto é uma referência em atendimento oftalmológico gratuito, realizando centenas de atendimentos e podendo chegar a mil cirurgias por mês pelo SUS.
E aqui nós temos uma ascensorista do Senado, que não encontrou condições de ser atendida aqui e foi para Cuiabá, onde ela conseguiu colocar uma prótese. Ela deve estar chegando aqui e hoje é uma pessoa que teve a vida transformada. Ela, que vivia triste, hoje é uma pessoa feliz, que todo dia atende a todos nós, a todas as pessoas que aqui chegam. E isso significa devolver, acima de tudo, a visão, a dignidade, mas significa também devolver a autonomia, esperança a milhares de pessoas, não só no Mato Grosso, mas também na Amazônia como um todo e no Brasil, como foi o exemplo que acabei de dizer. E mais do que isso, significa acolher quem vem do interior, garantir apoio, distribuir óculos, medicamentos e levar cuidado a quem mais precisa. Isso é o Lions na prática. Isso é o serviço transformando em resultado humano.
E, nesta solenidade, eu não poderia deixar de fazer uma referência muito especial a um dos maiores nomes do leonismo de Mato Grosso e do Brasil: o Sr. Whady Lacerda, que eu e o Senador Jayme já tivemos oportunidade de homenagear também esta semana aqui. (Palmas.)
Falar do Lions em nosso estado é necessariamente falar do legado de Whady Lacerda, do Dr. Whady Lacerda. Em Cuiabá, o Dr. Whady Lacerda foi fundador do Lions Clube Visão Solidária e um dos grandes protagonistas na consolidação do Instituto Lions da Visão. Sua trajetória se confunde com a própria história do Lions em Mato Grosso.
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Com mais de cinco décadas de dedicação ao serviço, exerceu funções de liderança no Brasil e também no mundo, inclusive como diretor internacional. Recebeu a mais alta honraria do Lions, como Embaixador da Boa Vontade.
Mas, acima de tudo, Whady Lacerda foi um construtor de causas. O seu legado não está apenas na memória; está presente em cada atendimento realizado, em cada cirurgia, em cada vida transformada. Sua partida, no início deste mês, nos entristece, mas sua obra permanece viva, especialmente em Mato Grosso.
E eu quero dizer aqui da minha felicidade de ter sido também homenageado nessa instituição, nesse hospital, onde uma ala leva o meu nome. Claro que procurei fazer a minha parte, colocando recursos em emendas no Orçamento para que a gente pudesse edificar essa obra tão importante. (Palmas.)
Senhoras e senhores, como Senador da República, tenho a convicção de que o exemplo do Lions reafirma uma verdade simples e profunda: o desenvolvimento de uma nação passa, necessariamente, pelo cuidado com as pessoas. Por isso, esta homenagem é justa, merecida e necessária. Ela reconhece uma instituição que, há mais de um século, faz do bem uma prática diária.
Registro aqui também o meu respeito e a minha admiração a todos os leões e leoas presentes aqui, no Brasil, e no mundo, homens e mulheres que dedicam suas vidas a servir.
Que estes 109 anos do Lions Clubs International continuem inspirando gerações e fortalecendo, cada vez mais, os laços de solidariedade em nossa sociedade, porque quem escolhe servir ao próximo não apenas ajuda pessoas; ajuda a construir uma sociedade melhor, muito melhor.
Por isso, eu deixo aqui os meus parabéns a todos os leões e leonas presentes aqui. E tenho certeza de que esta sessão será uma oportunidade para o Senado reconhecer o trabalho de todos vocês.
Eu faço aqui, em nome de toda a Mesa Diretora, do nosso Presidente Davi Alcolumbre... Claro, esta sessão foi aprovada pelo Plenário, mas a marcação da data é uma decisão do Presidente Davi. Por isso eu agradeço aqui, inclusive a todos os assessores que aqui estão, na pessoa do Seu Antônio aqui, esse cabelo branco, que é um dos homens mais humildes e educados que eu conheço. (Palmas.)
Eu quero aqui, então, passar a palavra agora ao nosso Senador Izalci, que pode usar a tribuna.
O SR. IZALCI LUCAS (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF. Para discursar.) - Quero aqui cumprimentar o nosso grande Líder, o Senador Wellington Fagundes, e, ao mesmo tempo, parabenizá-lo pela iniciativa desta importante sessão, desta justa homenagem.
Cumprimento aqui o Presidente da Fundação Internacional, Francisco Fabrício de Oliveira Neto; o Diretor do Lions Clubs International no período 2022-2024, Manoel Messias Mello. Cumprimento também o Sr. Diretor do Lions Internacional, no período de 2016 a 2018, Luiz Geraldo Matheus Figueira; o Presidente do Conselho Nacional de Direitos das Pessoas com Deficiência, Roberto Paulo do Vale Tiné; e também a Sra. Presidenta da Associação dos Familiares, Amigos e Pais de Autistas de Bauru, Kátia Elena Semeghini Caputo.
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Cumprimento aqui todos os convidados, os nossos leões, que trabalham e que vieram aqui, a esta sessão, cumprimentar aqui todos os servidores...
No dia da inauguração de Brasília, 21 de abril de 1960, nasceu o primeiro representante local do Lions Clube do Brasil, e o sócio fundador nº 1 foi o próprio Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira. Daquele dia em diante, o Lions e a capital se tornaram irmãos que passaram a crescer juntos.
Esses dados têm enorme força simbólica. Eles nos dizem que a relação entre Brasília e o Lions não é lateral, nem tardia, nem circunstancial; é de nascença. Ela remete ao momento em que o país decidiu interiorizar sua capital, abrir uma nova frente de desenvolvimento e afirmar, no coração do território nacional, o ideal de modernidade com sentido público.
Em 1996, nesta mesma tribuna, o então Senador Valmir Campelo lembrou que, desde 1960, ainda em meio às dificuldades da cidade em construção, dezenas de leões, acampados em barracas improvisadas, lançaram as bases que permitiram a fundação do primeiro Lions de Brasília, o Brasília Centro.
Não se trata de uma imagem banal; trata-se de uma imagem fundadora. Enquanto Brasília ainda era canteiro, poeira, esperança, improviso, já havia aqui cidadãos dispostos a organizar o serviço comunitário.
Esse é, talvez, um dos traços mais belos do leonismo brasiliense. Ele não esperou a abundância para servir; ele começou a servir quando quase tudo ainda estava por fazer.
Havia afinidade de espírito entre a construção material da cidade e a construção moral do serviço voluntário. Havia, na capital, a mesma crença na iniciativa da modernização, na mobilização cívica, na capacidade de transformar o futuro pela ação humanitária.
Esse movimento traduziu com perfeição a missão do Lions Clube.
O próprio fundador, Melvin Jones, sintetizou esse ideal em uma frase que o tempo não envelheceu. Disse ele: "Você não vai muito longe se não começar a fazer alguma coisa por alguém".
Essa afirmação continua atual, porque traduz, em poucas, palavras a missão do Lions. Servir não é um gesto ocasional; servir é um compromisso permanente. Servir é transformar a solidariedade em presença, em cuidado, em resposta concreta às necessidades humanas.
A expansão da cidade fez-se acompanhar da disseminação de unidades do Lions Clubs. Em dezembro de 2025, aparecem, então, no Distrito Federal, 14 clubes ativos, distribuídos por diferentes regiões daqui, da capital, como Sobradinho, Brasília, Taguatinga, Gama, Taguatinga Independência, Brasília Buriti, Ceilândia, Brasília Metropolitano, Guará Governador Almir, Taguatinga Liberdade, Gama Sul-Oeste, Taguatinga Helen Keller, Brasília Sarah Kubitschek, Brasília Caub I Riacho Fundo II e Brasília JK.
Somados, esses clubes reúnem 255 associados no território do Distrito Federal.
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Não são apenas siglas ou cadastros administrativos; são grupos de presença comunitária espalhados por uma capital complexa, desigual e desafiadora, em que servir continua sendo um verbo ainda necessário.
A história de Brasília, porém, não é apenas a história que vemos na moldura monumental do Plano Piloto; a história real da capital inclui também a sua expansão urbana e suas regiões administrativas. São as inúmeras histórias de quem transita de uma cidade a outra, de sua integração cotidiana com municípios vizinhos de outros estados e de uma dinâmica metropolitana que ultrapassa as fronteiras político-administrativas do Distrito Federal.
É por isso que Brasília hoje não pode ser compreendida sem as suas cidades e a região do Entorno.
Essa leitura territorial importa muito para esta homenagem. Se o Lions Club nasceu com Brasília, ele também acompanhou o alargamento humano de Brasília. À medida que a cidade se descentralizou e novas centralidades urbanas foram se formando, o leonismo se difundiu por esse território vivo. Agora vemos sedes do Lions Club até em Unaí, Formosa, Valparaíso.
É nesse ponto que a homenagem ao Lions em Brasília ganha uma densidade especial.
O Lions ajudou a dar espírito comunitário a uma cidade planejada, ajudou a levar solidariedade organizada para as regiões administrativas e cidades vizinhas e ajudou, inclusive, a construir marcos importantes para a própria cultura cívica do movimento.
Por tudo isso, esta sessão especial não homenageia apenas uma organização que já merece reconhecimento por seus méritos. Esta sessão homenageia uma experiência de serviço que se confundiu, em muitos momentos, com a própria formação social de Brasília; homenageia pessoas que serviram quando a cidade ainda era promessa; homenageia dirigentes e associados que levaram o ideal leonístico para Taguatinga, Gama, Ceilândia, Guará, Sobradinho, Riacho Fundo II e tantas outras cidades; homenageia também aqueles que fizeram o movimento avançar para o Entorno, compreendendo, na prática, aquilo que a lei e a experiência urbana hoje confirmam: Brasília não se explica sozinha; Brasília se realiza em rede, com suas cidades e o seu Entorno.
E talvez seja exatamente esta a lição mais atual do Lions para a capital da República: em tempos de fragmentação, o Lions nos lembra que pertencimento é construção diária; em tempos de tanta distância entre as instituições e a vida concreta das pessoas, o Lions reafirma o valor da presença local; em tempos em que a vida metropolitana exige coordenação, cooperação e senso de comunidade, o leonismo mostra que servir continua sendo uma das formas mais altas da cidadania.
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Sr. Presidente, senhoras e senhores, ao homenagear o Lions Clube do Brasil, com um olhar atento para Brasília e para o Entorno da capital, esta Casa reconhece uma história de continuidade, de presença social e de fidelidade ao bem comum.
Que os dirigentes, os associados e associadas do Lions Clube do Brasil e, de modo muito especial, os clubes de Brasília e do Entorno recebam esta homenagem respeitosa desta Casa, o reconhecimento do Parlamento e o agradecimento sincero de todos os que sabem que nenhuma cidade se torna verdadeiramente grande sem solidariedade organizada.
Parabéns ao Lions Clube do Brasil. (Palmas.)
O SR. PRESIDENTE (Wellington Fagundes. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - MT) - Tudo pronto.
Agora, eu convido a todos para, em posição de respeito, acompanharmos o Hino Nacional.
(Procede-se à execução do Hino Nacional.)
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O SR. PRESIDENTE (Wellington Fagundes. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - MT) - Esta Presidência gostaria de convidar a Sra. Ana Maria Teófilo, Presidente do Conselho de Governadores - Distrito Múltiplo LB dos Estados de Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Oeste Paulista, Tocantins e do Triângulo Mineiro para que esteja aqui conosco. (Palmas.)
E a Presidência informa que a presente sessão contará também com a participação dos seguintes convidados: Sr. Roque Santana Souto Cardoso, Presidente do Conselho de Governadores - Distrito Múltiplo LA das Regiões Norte e Nordeste. (Palmas.) O Sr. Luiz Antônio Avelar, Presidente do Conselho de Governadores - Distrito Múltiplo LC dos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul. (Palmas.) E a Sra. Fátima Simionato dos Santos, Presidente do Conselho de Governadores - Distrito Múltiplo LD dos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. (Palmas.) Neste momento, concedo a palavra ao Sr. Francisco Fabrício de Oliveira Neto, Presidente da Fundação Internacional de Lions Clubs. (Pausa.)
O SR. FRANCISCO FABRÍCIO DE OLIVEIRA NETO (Para discursar.) - Meu cordial bom-dia a todos.
Uma saudação toda especial ao Sr. Presidente desta sessão, Senador Wellington Fagundes, e quero deixar registrado também a minha saudação ao Senador Izalci Lucas, que esteve aqui conosco, mas precisou sair para relatar um projeto.
Sras. e Srs. Senadores, ex-Diretores Internacionais, Manoel Messias Mello, Coordenador do Lions Advocacy Day, e Luiz Geraldo Matheus Figueira, que está conosco na mesa principal.
Eu também saúdo o Sr. Roberto Paulo Tiné, Presidente do Conade.
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Minha saudação à Dra. Kátia Elena Semeghini, Presidente da Afapab; bem como a minha saudação à companheira Leão Ana Teófilo, Presidente do Distrito Múltiplo LB, na pessoa de quem saudamos todos os Presidentes de conselho que nos acompanham.
Governadores de Distrito do Lions, estimadas companheiras e companheiros Leões, companheiros Leos, senhoras e senhores, começo, agradecendo a esta Casa pela honra de promover esta sessão especial em homenagem a Lions Clubes Internacional pelos 109 anos de existência. Aproveitamos o momento para apresentar um tema de grande importância: o autismo. Registro o agradecimento ao proponente desta sessão, Senador Wellington Fagundes, pela iniciativa, bem como aos seus pares que a subscreveram.
Caros Srs. Leões, Leos e convidados, antes de iniciar o meu pronunciamento, eu gostaria de deixar registrada a nossa solidariedade e agradecimento ao Senador pelas palavras que ele proferiu sobre o nosso saudoso ex-Diretor Internacional Whady Lacerda. Eu também quero deixar registrado que, no mesmo dia, coincidentemente, Sr. Senador Wellington Fagundes, nós perdemos um outro grande líder desta mesma área, que foi o ex-Diretor Internacional Zander Campos da Silva. Para nós, foi uma tristeza enorme e continua sendo; mas, claro, a todo o legado que eles deixaram, nós, Leões, estamos dando continuidade e vamos preservar as iniciativas, trabalho e toda a dedicação que eles empreenderam ao longo da vida em prol do leonismo, em prol do serviço voluntário. Fica registrada a nossa solidariedade aos familiares, aos companheiros Leões, aos amigos que os conheciam.
No início do século XIX, um bem-sucedido corretor de seguros, integrante do círculo de negócios de Chicago, idealizou uma forma distinta de prestar serviços à comunidade e partiu do seguinte princípio: você não pode ir muito longe se não fizer alguma coisa por seu semelhante, afirmou Melvin Jones, que, mais tarde, seria homenageado como fundador do Lions. Em seguida, Melvin Jones procurou diversos líderes do comércio, profissionais e associações de ajuda mútua com a intenção de criar uma organização nacional que ampliasse sua atuação e que, em vez de se dedicar apenas a fins sociais e comerciais, concentrasse esforços na melhoria das comunidades. Após o êxito da primeira reunião organizacional, realizada em 7 de junho de 1917, em Chicago, nos Estados Unidos, nasceu a associação Lions Clubs.
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Ainda naquele ano, de 8 a 10 de outubro, realizou-se a primeira convenção na cidade de Dallas, no Texas, Estados Unidos. E, em 1920, tornou-se internacional com a criação do primeiro Lions Club no Canadá.
Atualmente, essa associação, conhecida como Lions Clubs Internacional, da qual nos orgulhamos de fazer parte, está presente em mais de 200 países e regiões, com mais de 50 mil clubes afiliados e aproximadamente 1,4 milhão de associados servindo pessoas, configurando-se a maior organização mundial de clubes de serviço, impactando comunidades e transformando vidas.
Esse desempenho resulta do esforço dos nossos antecessores e dos leões atuais, que sempre se dedicaram ao crescimento contínuo de Lions Internacional, sobretudo para reunir mais voluntários capazes de atender às necessidades das pessoas que, dia a dia, passam por rápidas transformações no cenário global, inclusive em países desenvolvidos, razão pela qual a presença dos Leões nessas localidades é tão importante.
No Brasil, o Lions chegou em 1952. Especificamente em 16 de abril, foi fundado o Lions Clube do Rio de Janeiro. Em seguida, todos os estados passaram a contar com a representação leonística. E amanhã estaremos celebrando 74 anos. Atualmente, existem 1.426 clubes, somando 39 mil associados, distribuídos por mais de 1,2 mil municípios brasileiros.
Sras. e Srs. Senadores, caros companheiros Leões, Leos, convidados e telespectadores, a ação dos Leões é ampla e produz resultados positivos em todas as frentes de serviço.
Erguemos e mantemos escolas, hospitais, creches e centros de apoio para crianças, jovens e idosos. Implementamos programas de enfrentamento às drogas, de preservação ambiental e apoiamos iniciativas voltadas aos jovens como os Clubes de Leo e de Castores, que colaboram com sua formação, com a prestação de serviços humanitários e com o desenvolvimento de competências de liderança.
Sr. Senador Wellington Fagundes, o senhor nos fez um desafio em função da lei de proteção ao Pantanal e pediu-nos para nos juntar a essa causa.
Eu quero invocar a Presidente do conselho, companheira Ana Teófilo, e todos os leões do Distrito Múltiplo LD para analisar essa proposta e tomar uma decisão positiva em apoio, porque o meio ambiente é uma das causas globais que os Leões apoiam.
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Nossos dados indicam que, em média, os clubes de Lions dedicam 720 horas anuais a serviços comunitários e, multiplicados por 50 mil clubes existentes, correspondem a um total de 36 milhões de horas, cifra notável, realizada por nossos companheiros Leões, resultando em mais de 400 milhões de pessoas atendidas todos os anos. (Palmas.)
Obrigado.
Além dessas ações, os Leões coordenam um dos maiores programas voltados ao combate da cegueira evitável e irreversível. Desde 1990, com a adoção do Programa SightFirst, que significa visão em primeiro lugar, evitou-se a perda severa de visão em 30 milhões de pessoas em 118 países. Foram realizadas 10 milhões de cirurgias de catarata, bem como 1.719 centros de oftalmologia e instituições de treinamento construídos, expandidos ou equipados, além de 2,66 milhões de profissionais de atendimento oftalmológico e agentes da saúde comunitária treinados.
Os Leões, em parceria com o Carter Center, com sede nos Estados Unidos e fundado pelo ex-Presidente americano e associado Leão Jimmy Carter, realizaram cerca de 148 milhões de tratamentos contra a oncocercose, que é a doença nos rios que provoca a cegueira. Inclusive, a nossa Região Amazônica foi beneficiada com esse tratamento.
Envolvemos 15 milhões de alunos e 550 mil professores em mais de cem países no programa de desenvolvimento juvenil Lions Quest, programa de habilidades para a vida. Mais de 475 mil atletas foram avaliados por meio do programa Abrindo os Olhos, de Lions Internacional, em parceria com as Olimpíadas Especiais, durante competições esportivas ao redor do mundo.
Cento e vinte milhões de dólares foram destinados nos últimos anos ao atendimento imediato e de longo prazo das comunidades afetadas por desastres naturais. Ou seja, diante de eventos de pequena ou grande escala, os Leões são os primeiros a chegar com assistência humanitária e recursos financeiros para apoiar as vítimas dos prejuízos causados pela natureza globalmente.
Tudo isso só foi alcançado graças ao comprometimento, à dedicação e ao trabalho dos Leões, bem como os aportes financeiros da Fundação de Lions Clubs Internacional (LCIF), da qual tenho orgulho de ser o Presidente mundial atualmente. Essa fundação, que é o braço caritativo de Lions Internacional, criada em 1968, já concedeu 24 mil subsídios, contribuindo decisivamente para que os Leões realizem projetos leonísticos em grandes catástrofes, destinados a aliviar a dor, o sofrimento e levar cura e esperança a pessoas que precisam de ajuda imediata, e esses 24 mil subsídios comprometeram mais de US$1,3 bilhão, que foram aportados pela Fundação de Lions Clubs International.
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A Fundação de Lions International, que é a fundação dos Leões para apoiar os projetos dos Leões, que administra com zelo e transparência os recursos provenientes majoritariamente de doações feitas pelos Leões, foi reconhecida em 2008 pelo conceituado jornal inglês Financial Times, em parceria com a Dalberg, consultoria internacional para o desenvolvimento, e o Pacto Global da ONU, entre dezenas de organizações mundiais, como a melhor organização não governamental do mundo, em função da execução de seus programas, da responsabilidade demonstrada, da comunicação interna e externa, da transparência, da capilaridade e da capacidade de adaptação das iniciativas das comunidades, além da compreensão dos objetivos de seus apoiadores. Por essa razão, os Leões são motivados a preservar e trabalhar incessantemente em favor daqueles que mais necessitam de apoio e cuidados.
A atuação dos Leões é extremamente dinâmica e orienta seus esforços conforme as demandas específicas de cada comunidade. Portanto, onde houver uma necessidade, haverá um Leão. Mas nossa entidade também tem atuado em outras frentes. Em 24 de outubro de 1945, em São Francisco, na Califórnia, Estados Unidos, Lions International figurou entre as organizações não governamentais que colaboraram na redação da Carta de criação das Nações Unidas e, desde 1947, presta consultoria ao Conselho Econômico e Social da ONU, com o propósito de fomentar a cooperação internacional para soluções de questões econômicas, sociais, culturais ou humanitárias de alcance global.
Como se nota, há mais de 80 anos o Lions mantém vínculo com a ONU e suas principais agências, entre as quais se destacam Unicef, Unesco, OMS, FAO, Acnur e Unep. Há 48 anos comemora-se o Dia do Lions junto às Nações Unidas, em uma sessão distinta, na sede da ONU em Nova York, contando com a presença do Presidente Internacional do Lions, do Secretário-Geral da ONU, dos embaixadores dos países-membros, bem como de Leões e convidados. Nesse evento, é divulgado por Lions International o nome do vencedor do Concurso de Cartaz sobre a Paz, o que reafirma o compromisso de ambas as organizações com a promoção da paz.
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Senhoras e senhores, orgulhamo-nos de integrar o Lions porque, desde cedo, foi instituído um código de ética para seus associados, cujo objetivo é esclarecer uma questão: mostrar que a amizade é um fim e não um meio, que nenhum associado deve aceitar coisa alguma que traga vantagem duvidosa. Sentimo-nos honrados por pertencer ao Lions em razão de seus propósitos claramente definidos. Também nos orgulha pertencer ao Lions porque, conforme afirmou o saudoso companheiro Leão Luiz Dutra Pisão, o leonismo é um movimento formado por homens e mulheres de elevada reputação, que, sem fins políticos ou religiosos, se propõem a promover princípios éticos, o bem-estar coletivo e o congraçamento universal.
Ser leão possibilita ainda incentivar a comunidade a se engajar na defesa da ética, da moralidade, da impessoalidade, da justiça e do cumprimento das leis no momento adequado.
Senhoras e senhores, esta sessão extraordinária reveste-se de significado singular, porque além da homenagem ao Lions Internacional, reunimo-nos para apresentar a V. Exas. a Lions Advocacy Day, Defesa de Causa dos Leões, e os parceiros que nos acompanham na luta em prol do autismo.
Ontem, realizamos um workshop aqui em Brasília com especialistas no tema vindos de diversas regiões do Brasil, ocasião em que pudemos aprender parte da realidade sobre o tratamento desse tema em nosso país.
Registrei alguns dados apresentados. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), há mais de uma década, estimava-se que uma em cada 100 crianças no mundo estava dentro do espectro autista. Contudo, levantamentos recentes apontam que essa prevalência aumentou, chegando a uma em cada 31 crianças - índice alarmante. No Brasil, estima-se que mais de 4 milhões de pessoas convivam com o transtorno do espectro autista, o TEA.
Por essas e tantas outras razões, estamos aqui para sensibilizar e solicitar a V. Exas., Senadoras e Senadores, mais atenção e apoio para a adoção de políticas públicas, alocação de recursos no orçamento da União destinados à causa do autismo, bem como a criação de leis específicas de proteção em favor de crianças, jovens, adultas e adultos, obviamente, notadamente para: diagnóstico precoce universal; inclusão escolar e social plena; rede de suporte ao longo da vida; inserção profissional com acompanhamento e garantia de permanência no emprego, assegurando inclusão produtiva sustentável; atenção estruturada aos cuidadores; combate ao capacitismo e estímulo à conscientização social; capacitação obrigatória do poder público e do sistema de justiça, proporcionando decisões técnicas e a efetivação de direitos; pesquisa científica nacional organizada, com investimento contínuo e geração de dados próprios; censo específico e consolidação de dados oficiais, possibilitando o planejamento eficaz de políticas públicas; apoio à criação de uma federação nacional unificada das entidades, fortalecendo a representatividade institucional.
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Sr. Presidente, esses são os principais pontos de preocupação e as reivindicações que submetemos formalmente e para os quais solicitamos apoio.
Assim, agradeço mais uma vez a oportunidade em nome dos Leões e Leos, bem como das entidades parceiras e signatárias desta carta-proposta.
Muito obrigado pela atenção de todos. (Palmas.)
O SR. PRESIDENTE (Wellington Fagundes. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - MT) - Agradeço muito ao nosso Francisco Fabrício de Oliveira Neto, Presidente da Fundação Internacional de Lions Clubes.
Aqui esclareço também que tive a oportunidade de colocar um recurso expressivo de R$6 milhões para a nossa capital Cuiabá, para fazer a Casa do Autista. E o Prefeito Abílio, com a sua esposa Samantha, tem isso como uma causa também da sua gestão.
O SR. FRANCISCO FABRÍCIO DE OLIVEIRA NETO - Muito obrigado, Senador.
Isso é louvável e nós o aplaudimos por essa sua iniciativa. (Palmas.)
Que seus pares e tantas outras autoridades do nosso país sigam o seu exemplo em apoio à causa do autismo!
Eu só gostaria de meio minuto apenas para dizer que eu vou entregar, em nome dos Leões do Brasil e do mundo, uma placa de agradecimento, em meu nome e no dos Leões, obviamente, por tudo que o senhor tem feito, em nome do Lions Internacional. Vou aí para a mesa fazer a entrega desta placa neste momento. (Palmas.)
(Procede-se à entrega de placa de homenagem ao Senador Wellington Fagundes.)
O SR. FRANCISCO FABRÍCIO DE OLIVEIRA NETO - Em agradecimento à sua iniciativa, às suas ações e ao apoio às causas que os Leões desenvolvem no país e, especialmente, no seu Estado do Mato Grosso, com prazer. (Palmas.)
O SR. PRESIDENTE (Wellington Fagundes. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - MT) - Muito obrigado. Thank you!
O SR. FRANCISCO FABRÍCIO DE OLIVEIRA NETO - E aqui, Sr. Presidente, também entregamos formalmente a nossa carta-proposta sobre as reivindicações que acabei de apresentar para que o senhor, junto com os pares, possa avaliar e ver a possibilidade de apoiar tudo o que relatamos.
O SR. PRESIDENTE (Wellington Fagundes. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - MT) - Muito obrigado. Muito obrigado. (Palmas.)
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Concedo a palavra ao nosso companheiro, amigo, Senador Jayme Campos e, logo em seguida, a Ananias Martins Moura.
O SR. JAYME CAMPOS (Bloco Parlamentar Democracia/UNIÃO - MT. Para discursar.) - Sr. Presidente, querido e estimado amigo e eminente Senador da República do querido Mato Grosso, Senador Wellington Fagundes, autor deste requerimento em que nós, com certeza, somos signatários, para homenagear os nossos ilustres membros Lions deste imenso Brasil...
Mas se me permite, Sr. Presidente, quero saudar também aqui o Sr. Presidente da Fundação de Lions Clubs Internacional, o Sr. Francisco Fabrício de Oliveira Neto; saudar, da mesma maneira, o ilustre Diretor do Lions Clubs Internacional, de 2022 a 2024, o Sr. Manoel Messias Mello; cumprimentar também o Diretor do Lions Clubs Internacional, no período de 2016 a 2018, Luiz Geraldo Matheus Figueira; o Sr. Presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Roberto Paulo do Vale Tiné; a Sra. Presidente do Conselho de Governadores do Distrito Múltiplo LB dos Estados de Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Oeste Paulista e Tocantins, a Sra. Ana Maria Oliveira Teófilo; a Sra. Presidente da Associação dos Familiares e Amigos dos Pais de Autistas de Bauru, a Sra. Kátia Caputo - eu imagino que seja parente da família Caputo, também aqui do Distrito Federal, que tem aqui uma família muito grande, por sinal de bons juristas, de Ministro do TSE e assim por diante. E bom dia a todos e a todas.
Serei rápido, Sr. Presidente, mas eu não poderia deixar, nesta oportunidade, de também estar presente aqui para cumprimentar todos os senhores e as senhoras que representam os Lions Clubs neste imenso Brasil.
Ocupo esta tribuna, nesta sessão especial, para prestar minha homenagem ao Lions Clubs, em reconhecimento da grandeza de sua missão humanitária e a dimensão do serviço que essa instituição presta ao Brasil e ao mundo.
A sessão foi convocada em razão de requerimento aprovado no Senado para celebração do Dia do Leonismo, que é um dia nacional. Falar do Lions é falar de solidariedade muito bem organizada; é falar de pessoas que compreenderam há muito tempo que servir ao próximo é uma das formas mais elevadas de dignificar a vida pública comunitária.
Eu tive a primazia de meu pai também ser do Lions Clube, um dos fundadores lá na minha querida Cuiabá, lá na década de 1950. Então também fui criado em uma família de pessoas que certamente também ajudaram muito a construir a grandeza do Mato Grosso, sobretudo a questão humanitária.
Ao longo de décadas, o movimento leonístico construiu uma trajetória admirável, marcada por ações concretas na área da saúde, da educação, da assistência social e da proteção aos mais vulneráveis. No Brasil, essa história ganhou raízes profundas desde a fundação do primeiro clube, no Rio de Janeiro, em 16 de abril de 1952, tornando-se exemplo de cidadania ativa e compromisso social.
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Mas, Sr. Presidente, nesta homenagem ao Lions Clube, permita-me fazer um registro muito especial. Faço referência à memória de um homem que, para Mato Grosso, para o leonismo e para todos que conviveram com ele, deixou um legado extraordinário, Whady Miziara Lacerda, falecido no último dia 2 de abril, aos seus 86 anos. (Palmas.)
Eu tive a primazia de ter uma convivência muito grande com ele e, na minha gestão como Governador do meu Estado de Mato Grosso, ele foi o Procurador-Geral do nosso estado. Um homem de uma retidão de caráter invejável, homem sério, exemplo de pai de família, de avô e, sobretudo, de servidor público, que ajudou muito o Mato Grosso a ser hoje o que ele é. (Palmas.)
Recentemente, eu tive a oportunidade de registrar meu pesar a sua partida. Volto a fazê-lo hoje, porque homens como Whady Lacerda não podem ser lembrados apenas pela dor da ausência, mas, sobretudo, pela força de exemplo que deixam. Foi um homem público respeitado, como bem disse, jurista de reconhecido valor, um ex-procurador do Estado de Mato Grosso, servidor exemplar, pai e avô admirável, alguém que soube unir competência profissional, sensibilidade humana e compromisso com as causas coletivas.
No Lions, Whady Lacerda foi mais do que participante, foi protagonista, ocupou funções de liderança, foi Diretor internacional da associação e presidiu o Instituto do Lions da Visão por muitos anos e era associado fundador e Presidente do Lions Clube Cuiabá Visão Solidária.
Sua trajetória foi tamanha que o Distrito LB-4 decretou luto oficial por três dias por sua morte. É talvez uma das marcas mais belas que tenha sido...
(Soa a campainha.)
O SR. JAYME CAMPOS (Bloco Parlamentar Democracia/UNIÃO - MT) - ... justamente essa ligação profunda com o Lions Visão. Whady compreendeu que o dever de preservar a visão de uma pessoa é mais do que um gesto médico ou assistencial, é devolver autonomia, dignidade e esperança ao futuro.
Sob essa inspiração, o Instituto Lions da Visão consolidou-se como referência no atendimento oftalmológico em Mato Grosso. A instituição alcançou estrutura de grande porte voltada a procedimentos oftalmológicos, atendimento à população, especialmente por meio do SUS.
Por isso, ao homenagearmos o Lions Clube nesta Casa, é justo dizer que a memória de Whady Lacerda se confunde com a sua própria história de leonismo mato-grossense. Em sua caminhada, o voluntariado não foi ornamento, foi missão; a solidariedade não foi discurso, foi prática; e o serviço ao próximo não foi ocasião, foi a vocação permanente.
Já concluindo, Sr. Presidente, quero, portanto, associar a esta homenagem institucional do Senado uma homenagem humana e fraterna. À família de Whady Lacerda reitero os meus sentimentos, minha solidariedade e meu respeito. Que Deus conforte os corações de todos os seus familiares e amigos e que permaneça viva a certeza de que ele deixou marcas indeléveis no serviço público, na advocacia e no Lions, e principalmente na vida de pessoas que alcançou com seu trabalho e com a sua generosidade.
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Ao Lions, minha deferência; aos seus membros, o meu reconhecimento; e à memória de Whady Lacerda, minha homenagem mais sincera e respeitosa.
Muito obrigado, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Wellington Fagundes. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - MT) - Agradeço muito ao Senador Jayme Campos, pelo reconhecimento, inclusive, que fizemos aqui esta semana à história de Whady Lacerda.
O Senador Jayme Campos foi Prefeito de Várzea Grande, foi Governador do estado e hoje aqui no Senado, onde procuramos trabalhar sempre juntos pela melhoria do Mato Grosso, e reconhecer o trabalho do Lions também é um reconhecimento ao desenvolvimento do Estado de Mato Grosso.
Quero aqui registrar também a presença conosco do Sr. Conselheiro da Embaixada da Guiné, Alpha Mohamed Bachir Barry; também representando o Presidente do Conselho Federal de Educação Física, o Sr. Conselheiro Federal Patrick Novaes Aguiar; também o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Vereadores de Iraceminha, no Estado de Santa Catarina, Vereador Valdecir Piton; e os Vereadores do Município de Ribeirão Cascalheira, do Estado de Mato Grosso: Alberto Bartolomeu de Araújo Sobrinho, Hector da Silva Freitas, Jeferson Costa Gomes e Vircilei Soares da Silva; ainda o Sr. Vereador do Município de Santa Cruz, do Estado do Rio Grande do Sul, Luis Carlos Fagundes Ruas, meu parente; e o Sr. Presidente da Fundação Banco de Olhos de Goiás, Paulo Renato Manso.
Concedo a palavra à Sra. Deputada Federal Daniela Reinehr, Deputada pelo Estado de Santa Catarina e também membro da Frente Parlamentar de Infraestrutura e Logística, que eu tenho também a honra de estar presidindo. Ela foi Vice-Governadora também de Santa Catarina.
A SRA. DANIELA REINEHR (Para discursar.) - Senhoras e senhores, muito bom dia a todos, amigos leões de todo o nosso país que nos orgulham com o seu trabalho, é uma alegria muito grande estar aqui com os senhores e com as senhoras esta manhã.
Quero cumprimentar o meu querido amigo Senador Wellington Fagundes, requerente desta sessão solene que nos preside lá na Frente Parlamentar de Logística e Infraestrutura, que, às vezes, parece distante, mas a gente conecta com absolutamente todos os temas do nosso Brasil, porque a acessibilidade, a boa logística, a boa infraestrutura fazem parte da vida de todos nós. Parabéns, Senador, pela iniciativa desta sessão solene.
Quero cumprimentar também o Sr. Presidente da fundação internacional do Lions Clubs, Francisco Fabrício de Oliveira Neto; o Sr. Diretor do Lions Clubs International no período de 2022 a 2024, o Sr. Manoel Messias Mello; o Sr. Presidente do Lions Clubs International, no período de 2016 a 2018, Luiz Geraldo Matheus Figueira; o Sr. Presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Roberto Paulo Vale Tiné - Vale Tiné, né? Eu acho que é Vale -; a Sra. Presidente do Conselho de Governadores do Distrito Múltiplo LB dos Estados de Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Oeste Paulista e Tocantins, Ana Maria Oliveira Teófilo; a Sra. Presidente da Associação dos Familiares, Amigos e Pais de Autistas de Bauru, Kátia Elena Semeghini Caputo.
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Quero cumprimentar também, de uma maneira muito especial, o meu Vereador Valdecir Piton, lá de Iraceminha, Presidente da Câmara Municipal de Vereadores do município, que é um leão também; e também a nossa querida amiga Fátima Santos, Presidente do Distrito Múltiplo Lions, que me convidaram para fazer parte desta sessão solene. Que bom tê-los aqui e poder testemunhar o trabalho maravilhoso que fazem junto ao Lions do Brasil.
Tem uma frase dos senhores de que eu gosto muito, de que nós gostamos muito, que é o lema "Nós servimos". E muitos de nós que aqui estamos, Deputados, Senadores, também estamos aqui para servir, servir a sociedade brasileira: o Senado representando os seus estados e nós Deputados representando o povo que nos trouxe até aqui. Isso é muito inspirador para todos nós, porque, na região de onde eu vim, em Santa Catarina, o oeste catarinense, o servir, o participar, o dar a sua contribuição para o desenvolvimento regional do estado e do país é muito vivo, é muito presente no dia a dia das nossas cidades.
E eu trago isso comigo. A minha região é uma região associativista, voluntária, cooperativista, e foi isso que desenvolveu a nossa região. Muitas vezes o estado não alcança tudo o que precisa ser feito, e é justamente onde a mão do estado fica curta, o cobertor fica curto, como às vezes a gente fala, porque são tantos atendimentos, são tantas coisas que se necessitam do estado e às vezes ele não dá conta de tudo, é justamente aí que o trabalho dos senhores e das senhoras entra com tanta eficiência, por ver na ponta as necessidades das pessoas e o que cada um de nós, enquanto ser humano, enquanto cidadãos, pode fazer pelo bem do lugar onde vivem.
Então eu quero parabenizá-los por mais de cem anos de história. No Brasil, foi a partir de 1955 que efetivamente...
(Intervenção fora do microfone.)
A SRA. DANIELA REINEHR - ... 1952, que efetivamente foi consolidado, mas é uma história muito bonita, e eu acredito que por todos os municípios que a gente passa a gente vê a marca do trabalho de vocês.
Então eu quero parabenizá-los por toda a história e pelo tema tão especial que abraçam este ano, com mais ênfase, que é a defesa global da causa autista.
Eu acho que todos sabem que eu sou mãe de um mocinho de 25 anos, o Gigio. Ele tem síndrome de Down e autismo. E essa também é uma das razões pelas quais eu faço parte aqui das Comissões, tanto da Comissão da Pessoa com Deficiência, mas também agora da Comissão Especial do Autismo. E, não somente como mãe, mas como Parlamentar também, todos os dias nós temos novos desafios, porque, quando a gente tem um filho típico, ele já não vem com manual, e já é bastante desafiador nós criarmos os nossos filhos como cidadãos, formá-los e garantir que eles sejam independentes, felizes e cidadãos do bem.
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Quando chega um filho atípico, então, os desafios são gigantescos, porque o manual está mais distante ainda, né? A chance de nós acharmos padrões com crianças, jovens e adultos autistas é ainda mais complexa, porque cada um tem o seu jeito, cada um tem a sua atipicidade, e o nosso desafio - não só como Parlamentares, como pais, mas também como cidadãos - é construirmos pontes, criarmos pontes, sejam afetivas, sejam de tecnologias assistidas, sejam de meios para que eles possam se desenvolver da melhor forma possível. Eu sempre digo que o nosso desejo é que eles sejam independentes e felizes. Nem todos serão independentes, mas, com certeza, cada um deles poderá se desenvolver de alguma forma e ter mais qualidade de vida, ter uma vida mais feliz.
Então, eu quero convidá-los para que participem, para que frequentem também a nossa Comissão Especial que trata do autismo e nos ajudem a encontrar soluções, tragam as sugestões, exemplos também de sucesso, porque a gente passa quase que procurando cases de sucesso para a gente seguir. Realmente é talvez um dos temas mais desafiadores da atualidade. E o objetivo de todos nós converge: é realmente encontrarmos maneiras não só de políticas públicas, não só de meios para que eles possam crescer e se desenvolver da forma mais saudável possível, mas também para que eles se sintam bem na sociedade, para que eles possam conviver em sociedade da melhor forma possível, porque não é também transformar o mundo, apenas criar ambientes em que eles se sintam bem, é também trazê-los para o mundo para que eles possam se sentir bem junto com todos nós.
Isso realmente é uma causa desafiadora e que precisa de toda a sociedade brasileira, precisa deste Congresso Nacional, precisa do Parlamento, precisa do Executivo, precisa de todos os Poderes da República, mas precisa do gesto, do carinho e da empatia de todo cidadão brasileiro.
Então, quero agradecer mais uma vez a oportunidade de estar aqui, prestigiando o belíssimo trabalho das senhoras e dos senhores, nos colocar mais uma vez à disposição e dizer que o único caminho de que a gente tem certeza é que nós precisamos trabalhar juntos.
Um grande abraço. Muito obrigada, Senador Wellington. Contem conosco. Um abraço a todos. (Palmas.)
O SR. PRESIDENTE (Wellington Fagundes. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - MT) - Agradeço à Deputada Federal Daniela Reinehr e convido o Sr. Ananias Martins Filho, ex-Prefeito de Rondonópolis e também leonino.
De agora para a frente, todos com um tempo de cinco minutos.
O SR. ANANIAS MARTINS FILHO (Para discursar.) - Quero cumprimentar primeiramente o Senador Wellington Fagundes, que é o requerente e Presidente desta sessão; o Sr. Presidente da Fundação Internacional do Lions Clube, Francisco Fabrício de Oliveira Neto; o Sr. Diretor do Lions Clubs International, de 2022 a 2024, Manoel Messias Mello; o Sr. Diretor do Lions Clubs International no período de 2016 a 2018, Luiz Geraldo Matheus Figueira; o Presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Sr. Roberto Paulo do Vale; a Presidente do Conselho de Governadores do Distrito Múltiplo LB - Distrito Federal, Estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Tocantins e Oeste Paulista -, Maria Oliveira Teófilo; e a Presidente da Associação dos Familiares e Amigos dos Pais de Autistas de Bauru, Sra. Kátia Elena Caputo. O Sérgio Del Cistia eu vou cumprimentar também, que está presente aqui, grande leonino da cidade de Rondonópolis, minha cidade natal, e quero cumprimentar também o Luiz Carlos e a Elizabeth Martins, meu cunhado e minha irmã, que estão lá assistindo, leonistas também, muito atuantes no Estado de Mato Grosso, em Rondonópolis.
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Senhores e senhoras, quero falar que sou companheiro também, leão. Fui por um período, hoje estou um pouco afastado, mas não deixamos de sentir a força do leonismo.
É com grande honra que nós nos reunimos nesta sessão especial do Lions, um espaço onde celebramos não apenas os serviços, mas os compromissos genuínos com o bem comum.
Hoje rendemos uma justa homenagem a Whady Lacerda - não poderíamos deixar de fazê-lo -, cuja trajetória se confunde com a própria essência do leonismo: servir desinteressadamente. Sua obra no Mato Grosso e em todo o Brasil é exemplo vivo de dedicação, liderança, impacto social e transformador das causas sociais. Whady Lacerda não apenas participou de projetos; ele construiu pontes entre necessidades e soluções, entre dificuldades e esperanças. Seu trabalho marcou comunidades, fortaleceu ações sociais e inspirou gerações de voluntários a acreditar que pequenas atitudes, quando feitas com grandes propósitos, podem mudar realidades. No Mato Grosso, sua atuação deixou raízes profundas; no Brasil, sua visão ajudou a ampliar os horizontes, mostrando que o verdadeiro líder é aquele que serve, que escuta, que age, que transforma e que faz luz aos olhos do mundo.
Neste momento, também não poderia deixar de registrar um agradecimento especial ao Senador Wellington Fagundes, meu amigo, político, que tem uma grande sensibilidade. Essa sensibilidade e grandeza pública se expressam ao reconhecer, valorizar e prestigiar o trabalho do Lions. Sua presença e seu apoio reforçam algo especial e essencial: quando o poder público caminha ao lado de instituições comprometidas com o servir, toda a sociedade avança. Reconhecer o Lions é reconhecer milhares de mãos voluntárias que atuam silenciosamente em favor dos que precisam.
(Soa a campainha.)
O SR. ANANIAS MARTINS FILHO - É compreender que servir não é apenas um gesto; é uma missão contínua, é um destacar da sua importância. E o Sr. Senador Wellington Fagundes demonstra não apenas respeito institucional, mas também compromisso com a sociedade mais justa, humana e solidária.
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Tanto é, que o senhor faz por onde para que os seus recursos possam chegar lá no Lions e fazer a diferença, o que hoje o senhor também está fazendo lá na Prefeitura de Cuiabá, no Município de Cuiabá, quando empreende uma emenda significativa para a causa autista.
Que esse gesto inspire outros líderes, fortaleça as parcerias e amplie ainda mais o alcance das ações que transformam a vida. Que esta sessão especial não seja apenas um momento de lembrança, mas também de renovação dos nossos compromissos.
Que possamos seguir pessoas como Whady Lacerda, levando adiante um legado com coragem, ética e espírito solidário, porque ser Lions é isto: é transformar vida, é construir futuro, é servir com amor.
Muito obrigado a todos vocês. (Palmas.)
O SR. PRESIDENTE (Wellington Fagundes. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - MT) - Esta Presidência agradece ao ex-Prefeito de Rondonópolis, Ananias Martins Filho.
Agora, solicitamos à Secretaria-Geral da Mesa a exibição de um vídeo institucional.
(Procede-se à exibição de vídeo.) (Palmas.)
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O SR. PRESIDENTE (Wellington Fagundes. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - MT) - Concedo a palavra ao Sr. Manoel Messias Mello, Diretor do Lions Clubs Internacional, no período de 2022 a 2024.
O SR. MANOEL MESSIAS MELLO (Para discursar.) - Bom dia a todos.
Quero saudar inicialmente o nosso Senador Wellington Fagundes, que preside esta sessão, e quero, na pessoa dele, agradecer também a todos aqueles Senadores que secundaram o requerimento desta sessão especial em homenagem ao Lions Clube.
Quero saudar o nosso Presidente de nossa fundação, LCIF (Lions Club International Foundation), Francisco Fabrício de Oliveira Neto, nosso eterno Presidente internacional; saudar o nosso Diretor do Lions Clubs Internacional, 2016-2018, Luiz Geraldo Matheus Figueira, de meu colegiado; saudar o Sr. Presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, agora meu amigo, Roberto Paulo do Vale Tiné, lá de Pernambuco; quero saudar a Sra. Presidente do Conselho de Governadores do Distrito Múltiplo LB, dos Estados de Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Oeste Paulista e Tocantins, a companheira Ana Maria Oliveira Teófilo - e me permita estender os cumprimentos a todos os presidentes de conselhos do Brasil. Quero saudar a conterrânea de minha cidade, a Sra. Presidente da Associação dos Familiares e Amigos dos Pais de Autistas de Bauru, a Sra. Dra. Kátia Elena Semeghini Caputo, e quero saudar, de forma muito especial, todos os leões aqui presentes.
Senador Wellington Fagundes, provavelmente - provavelmente -, o senhor convocou esta reunião pelo carinho, amizade e dedicação que tem para com o Lions lá em nossa grande Cuiabá, no nosso grande Mato Grosso.
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Com certeza, o senhor convocou esta sessão pela sua sensibilidade de conhecer o trabalho do Lions. Eu tenho que dizer ao senhor do impacto que o senhor está causando com esta sessão e que o Senado Federal está causando com esta sessão.
Nós estamos aqui comemorando, sim, esses 109 anos de Lions Internacional, mas o Lions não para, o Lions atua a todo tempo, porque as necessidades são muitas. O Lions Internacional sempre visa a onde há um mundo em necessidade.
Nós estamos aqui em Brasília, além da sessão especial do Senado, em uma ação e em um trabalho importante, que nós denominamos Advocacy Day.
O Advocacy Day era realizado única e exclusivamente no Capitólio americano, há anos. Porém, graças ao nosso Presidente Fabrício Oliveira, que colocou isso em plenária do board, decidiu-se fazer no país do Presidente, onde ele quer que esteja. E Fabrício, com a sua sensibilidade, trouxe o Advocacy Day para o Brasil.
Fizemos, no ano passado, com um tema importante, mas eu quero focar no tema deste ano.
Este ano, nós estamos trabalhando um tema fundamental, que é o TEA, Transtorno do Espectro Autista, que muitos ouvem falar, mas que muitos não sabem o que significa. Então, esse Advocacy Day tem...
(Soa a campainha.)
O SR. MANOEL MESSIAS MELLO - ... um caráter muito especial e que o senhor, Senador, com esta sessão, e o Senado Federal, transmitindo esta sessão, estão levando isso para todo o Brasil e, quiçá, para parte do mundo.
Por meio de Fabrício Oliveira e nossa fundação, tudo o que nós estamos trabalhando aqui irá para o mundo. Então, nós teremos uma capilaridade, no Brasil, de quase 40 mil Leões e teremos uma capilaridade de 1,5 mil clubes tratando do tema. Temos uma capilaridade, no mundo, de 46 mil clubes e quase 1,4 milhão de leões tratando isso ao redor do mundo. Esse é o trabalho que nós estamos fazendo aqui no Advocacy Day.
Aprendemos com os especialistas e ficamos entristecidos, Senador, porque a questão do TEA está no universo...
(Soa a campainha.)
O SR. MANOEL MESSIAS MELLO - ... de um mundo que a gente pensa que é visível, mas é um mundo invisível. A parte visível do TEA, ao redor do mundo, está nas pessoas que mais podem, que têm posses e que podem dar um suporte e um tratamento adequado para as pessoas com esse distúrbio neurocomportamental, neuropsicológico, psiquiátrico também.
Mas por que falar do TEA? Nosso Presidente já deu a carta com todo o conteúdo, mas é importante dizer para todos por que o Lions está preocupado com o TEA.
Na verdade, Senador, nós temos provavelmente 2 milhões de brasileiros que estão dentro do espectro autista. Nós temos uma questão relevante para o TEA, o autismo, porque a taxa de suicídio dos autistas é de três a quatro vezes mais do que a de pessoas que não estão no espectro.
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Esse é um problema sério, mas tem uma questão de direitos humanos que nós tanto falamos que é fundamental, porque o nível de vulnerabilidade de mulheres e adolescentes com TEA, a violência e a violência sexual são marcantes, contundentes. E nós não podemos deixar, como leões, que isso venha à margem do conhecimento da sociedade civil e dos nossos homens públicos.
É fundamental pensar, porque, hoje, 80% das pessoas com um nível de TEA ou de autismo não têm empregos, porque não estamos preparados para criar ambientes com suporte dentro das empresas.
Vejam que a defesa que hoje o Lions faz, dentro do seu conceito de um mundo em necessidade, é exatamente para chamar a atenção, para dar voz ao mundo que nós chamamos de invisível, e a invisibilidade do TEA ainda não é conhecida.
É impossível falar do autismo se nós não falarmos de uma necessidade urgente, premente, de termos um censo nacional estruturado. Nós não sabemos quantos somos, não sabemos a estratificação do que somos como autistas. Como editar políticas públicas se nós não sabemos ainda qual é o tamanho do problema?
Então, é necessário insistir num censo nacional estruturado, para que se volte sobre esses números estratificados, sobre quais seriam as melhores ações para isso.
Nós não temos pesquisa científica. Os investimentos em pesquisa científica ao redor da questão do TEA são quase inexistentes.
Como vamos saber se estamos fazendo os diagnósticos adequados, se estamos atuando nas possíveis causas? Um professor doutor ontem nos deu alguns caminhos sobre as causas do TEA.
Então, eu quero, nesta homenagem que se faz ao Lions, agradecer imensamente esta homenagem, porque são histórias, 100 anos de serviços prestados à comunidade, à sociedade, e sempre à sociedade que mais precisa, à sociedade, à comunidade que está no mundo invisível, porque é papel do Lions dar visibilidade àqueles que estão no mundo invisível; é papel do Lions chamar a sociedade para entender aqueles que estão na invisibilidade do mundo invisível, que é muito maior do que aquilo que enxergamos.
Então, eu gostaria de fazer um clamor dentro do Advocacy Day também para cuidar de quem cuida, porque as mães de adultos ficam à mercê do tempo e não conseguem, porque vão se cansar para cuidar dos seus filhos autistas, porque hoje nós não temos nenhuma ação que atenda ao adulto e ao idoso. E quem nasce com TEA vai morrer com TEA.
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O que nós podemos fazer, como disse a eminente Deputada aqui nesta tribuna? O que vamos fazer é dar o máximo, o máximo de autonomia ao TEA, o máximo de felicidade ao TEA. É isso que nós precisamos fazer e cuidar das pessoas que cuidam deles, para que elas possam ter alguns momentos de repouso, alguns momentos de descarregar todo o encargo de cuidar de uma pessoa com TEA. Então, dessa forma, fazemos esse clamor para unir forças no sentido de trazer uma política pública consistente, estruturada para as pessoas com espectro autista.
E por isso, Senador, eu agradeço imensamente a sua sensibilidade de homenagear o Lions Club, a sua sensibilidade de sempre estar conosco...
(Soa a campainha.)
O SR. MANOEL MESSIAS MELLO - ... mas, principalmente, agradeço a V. Exa. por possibilitar amplificar essa fala, amplificar esse pedido, amplificar esse clamor a favor da causa dos autistas.
Muito obrigado.
O SR. PRESIDENTE (Wellington Fagundes. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - MT) - Agradeço ao Sr. Manuel Messias Mello, Diretor do Lions Club Internacional, e concedo a palavra à senhora Eva Silva de Paiva, colaboradora terceirizada desta Casa, que dará seu depoimento sobre sua experiência como paciente beneficiada pelo Lions com o recebimento de uma prótese ocular em Cuiabá.
A SRA. EVA SILVA DE PAIVA (Para discursar.) - Olá, pessoal. Bom dia, tudo bem? Então, no ano da pandemia, teve uma sessão aqui em homenagem ao Lions, e eu sou ascensorista e estava no elevador. Então, eu me encontrei com o Sr. Whady, o antigo Presidente - já falecido, morreu no começo de abril, acabei de saber -, e ele me ofereceu a prótese. E, junto com ele, o Senador Wellington Fagundes me deu todo o suporte para ir a Cuiabá e fazer a prótese. Eu fui duas vezes e conheci, é um instituto acolhedor. Quando eu fui era oftalmológico, na época, né? Agora, pelo que a Adriana me falou, já está acolhendo outras causas.
E, assim, eu quero ressaltar como é importante a gente fazer as coisas em vida, né? Porque, olha o exemplo do senhor Whady, o legado dele, que fica aqui, né? Ele me ofereceu a prótese, ele me levou lá com os recursos do Sr. Senador Wellington Fagundes. Eu fui, e hoje, mesmo aqui ele não estando presente, a causa dele continua aqui, porque ele me acolheu. Então, mesmo ele não estando aqui, eu estou aqui para contar a história dele, entendeu? Então, assim, é de interesse falar da importância do instituto para transtorno autista, para transtorno de mama, para visão monocular, para causas deficientes, entendeu? E essa foi a minha experiência. (Palmas.)
Obrigada.
E eu quero agradecer ao acolhimento do Sr. Wellington Fagundes. Obrigada, viu Senador, pelo acolhimento. (Palmas.)
O SR. PRESIDENTE (Wellington Fagundes. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - MT) - Esse é um bom exemplo do trabalho promovido pelo Lions e da história do Sr. Whady Lacerda.
Quero registrar aqui a presença do Sr. Francisco Djalma de Oliveira, Presidente da Associação de Pais, Amigos e Pessoas com Deficiência de Funcionários do Banco do Brasil e da Comunidade.
Concedo agora a palavra ao Sr. Luiz Geraldo Matheus Figueira Passado, Diretor do Lions Club Internacional no período de 2016 a 2018, por cinco minutos. (Pausa.)
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Estão aqui pedindo para corrigir que esse "Passado" não existe - só existe presente e futuro. (Risos.)
Então, Sr. Luiz Geraldo Matheus Figueira.
O SR. LUIZ GERALDO MATHEUS FIGUEIRA (Para discursar.) - Senador Wellington Fagundes, que preside esta sessão solene, certamente o seu sucesso é o nosso sucesso, é o sucesso do Lions, que é maior do que qualquer um de nós.
Nosso Presidente Internacional, hoje Presidente da nossa fundação, Francisco Fabrício de Oliveira Neto, é um prazer muito grande poder nomeá-lo Presidente Internacional, brasileiro, da Paraíba, lá de cima. (Palmas.) Nossa satisfação em tê-lo aqui conosco.
Nosso Manoel Messias Mello, que é o coordenador desse Advocacy Day aqui em Brasília, tratando... E ele foi muito feliz quando tratou do autismo aqui, nesta tribuna.
Membros nominados da mesa, parceiros que trouxeram para nós presença e conhecimento, minha família leonística - família que Deus permitiu que eu escolhesse como minha, família que é como uma árvore, os galhos são diferentes, mas a raiz é uma só, Lions International -, eu me sinto muito bem aqui nesta tribuna. Nós fazemos exatamente o que aqueles que aqui trabalham fazem: nós trabalhamos pelo bem comum, nós trabalhamos para melhorar a qualidade de vida da comunidade onde nós atuamos, aproximando as soluções daqueles que têm maiores dificuldades em alcançá-las. Esse nosso serviço - nós servimos - é importantíssimo, mas eu vou, como aquele que se apresenta... Eu nem sabia que eu iria falar, mas eu fiquei prestando atenção aqui naquilo que foi dito.
Eu vou contar uma história, uma história que, vocês vão ver, é passada também... Tem muito a ver com esta Casa, porque se passa com político, mas se passa com o mundo, para vocês sentirem a força do servir. A gente às vezes pensa: "Estamos fazendo pouco". Mas, na segunda metade do século XIX, na Inglaterra, numa fazenda, um caseiro... O garoto estava na piscina, lá no lago, e o garoto estava desajeitado, e ele foi lá e o tirou, o garoto deu a mão, tirou o garoto. O pai, o dono, o proprietário da fazenda, soube da história e chamou o serviçal e disse a ele: "Olha, eu quero premiá-lo; muito obrigado, você tirou meu filho lá da piscina". Ele falou: "Não, mas não precisa nada disso, para quê? Não há necessidade". Mas ele disse: "Não, eu quero, eu quero prestigiá-lo, eu quero recompensá-lo".
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Aí esse senhor, esse serviçal disse para ele assim: "Então, por favor, eduque meu filho".
Olha, passaram-se 50 anos. Aquele menino que estava...
(Soa a campainha.)
O SR. LUIZ GERALDO MATHEUS FIGUEIRA - ... vamos dizer assim, que foi retirado foi simplesmente o Primeiro-Ministro inglês, o grande líder da resistência aliada na Segunda Guerra Mundial, Sir Winston Churchill. E quem foi o filho educado daquele serviçal? Nada menos que o inventor da penicilina, Sir Alexander Fleming. Vocês imaginam o que uma simples retirada de um menino da piscina representou para o mundo todo? Quantas vidas, quanta satisfação, quanta alegria? Isso daí é o Lions, nós o servimos.
E quero deixar uma mensagem. Eu vou deixar uma mensagem para o Lions de Martin Luther King, um ativista americano. O que é necessário fazer para que tenhamos sucesso no nosso serviço leonístico? Ele dizia o seguinte: "Se você não puder voar, corra. Se você não puder correr, ande. Se você não puder andar, rasteje", mas prossiga e faça aquilo que você tem que fazer.
Muito obrigado. (Palmas.)
O SR. PRESIDENTE (Wellington Fagundes. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - MT) - Agradeço, então, as palavras do Sr. Luiz Geraldo Matheus Figueira, Diretor do Lions Clube Internacional e a experiência que mostra aqui também nas suas palavras.
Eu quero registrar aqui a presença nosso Plenário do Deputado Rodrigo Lugli, mais conhecido como Deputado Rodrigo da Zaeli, que também é do meu estado, Mato Grosso, da minha cidade, Rondonópolis, e também Deputado do meu partido, o PL.
Eu quero agora conceder a palavra ao Sr. Roberto Paulo Vale Tiné, Presidente do Conselho Nacional de Direitos da Pessoa com Deficiência.
O SR. ROBERTO PAULO DO VALE TINÉ (Para discursar.) - Bom dia a todos.
Exmo. Senador Wellington Fagundes, meu cumprimento especial e extensivo a todos os membros dessa mesa, aos Senadores e Deputados presentes e às demais autoridades.
Meus senhores e minhas senhoras, primeiramente, eu vou falar um pouco fora do microfone para que as pessoas com deficiência visual identifiquem a minha posição neste Plenário. Eu estou aqui, ocupando a tribuna do lado direito da mesa. Eu sou um homem de 67 anos, de pele clara, tenho cabelos escuros, 1,75m, uso óculos de grau, tenho rosto redondo, estou usando um terno de cor chumbo com listras brancas, uma camisa branca com gravata verde escura com alguns detalhes em verde mais claro.
Eu quero, inicialmente, parabenizar o Senado Federal por fazer esta sessão especial em homenagem ao Lions. E quero agradecer ao Lions o convite feito ao Conad para participar do Advocacy Day. A importância desse evento do Advocacy Day para as pessoas com deficiência é muito grande.
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A capilaridade do Lions chega a rincões do país aonde o Estado não consegue chegar. As ações do Lions e o serviço que o Lions presta às comunidades vão ser muito eficientes e de muito valor para as pessoas com TEA.
O Conade pode ajudar muito o Lions nesse sentido por conta da sua especialidade com pessoas com deficiência. Nós temos cadeiras no Lions destinadas ao autismo - inclusive, duas pessoas estão aqui presentes representando a Fundação Palmares. E o Conade tem a expertise de saber e de discutir quais são as políticas públicas necessárias para as pessoas com deficiência, especialmente para as pessoas com autismo. Nesse sentido, o Conade se sente muito prestigiado por esse convite para estar participando deste evento promovido pelo Lions.
Senador, nós temos um pedido a fazer ao senhor, o mesmo pedido que eu fiz ao Deputado Rollemberg, Presidente da Comissão das Pessoas com Deficiência na Câmara. O pedido é para que considere o apoio do Conade na formulação das políticas públicas e que todo projeto de lei que passe aqui por esta Casa seja encaminhado ao Conade para que o Conade avalie, analise e dê o seu parecer técnico sobre aquele projeto. Esse acordo eu fechei com o Deputado Rollemberg, e a Comissão tem enviado sistematicamente todos os projetos de lei que chegam lá. O Conade pode se debruçar sobre esse projeto de lei porque o Conade tem a capacidade de opinar sobre o que é bom e o que não é bom para a pessoa com deficiência, especialmente para a pessoa com autismo. Então, se o Senado Federal também abraçar essa causa e enviar para o Conade todos os projetos de lei que chegam aqui, a Casa terá a certeza de que a posição política do Senado, ao aprovar um projeto...
(Soa a campainha.)
O SR. ROBERTO PAULO DO VALE TINÉ - ... vai estar de acordo com aquilo que pensa a sociedade e aquilo que pensa a pessoa com deficiência e com as suas necessidades.
Então, eu queria, para finalizar, agradecer mais uma vez ao Lions o convite feito ao Conade para participar deste evento e agradecer ao Senado Federal por ter permitido ao Lions trazer esta sessão especial para comemorar o aniversário da instituição.
Senador, o que o senhor está fazendo aqui é muito importante e o que o Lions está fazendo aqui é muito importante, porque representa fazer diferença na vida de pessoas com deficiência e de suas famílias no Brasil todo. A gente não sabe o quanto um gesto nosso representa na vida de uma pessoa com deficiência, na vida de uma mãe ou de um pai atípico, que muitas vezes deixa sua vida para trás para cuidar da vida de seu filho, que muitas vezes abandona os seus sonhos para fazer com que seu filho sonhe e fazer com que seu filho realize aquilo que ele deseja.
Então, parabéns por este dia, parabéns ao Lions e parabéns ao Congresso.
Muito obrigado. (Palmas.)
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O SR. PRESIDENTE (Wellington Fagundes. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - MT) - Agradecendo, então, ao Sr. Roberto Paulo do Vale Tiné, eu concedo a palavra agora ao Sr. Deputado Federal Rodrigo da Zaeli, Deputado pelo Estado do Mato Grosso.
O SR. RODRIGO DA ZAELI (Para discursar.) - Bom dia a todos.
Cumprimento o nosso Senador Wellington Fagundes por estar promovendo aqui esta audiência no Senado. Cumprimento o Presidente da LCIF brasileiro, Sr. Fabrício, e todos os presentes.
Wellington, amigos do Lions, é com muita satisfação que eu venho aqui hoje poder falar um pouco de Lions Clubs, porque Lions mudou a minha vida, não por ter sido atendido em alguma causa social a qual eu defendia, não por ter usado os titulares da visão em Cuiabá, mas por ter sido Leão.
Em 2002, eu fui convidado a participar do Lions Club de Rondonópolis, um grupo de pessoas que eu admirava muito, mas não os conhecia. Imaginava que seriam pessoas difíceis de alcançar, pessoas difíceis de conversar, que não poderíamos ter um relacionamento de amizade, porque eu admirava essas pessoas demais, pessoas importantes na sociedade, e fui convidado a participar do Lions Clubs. Quando chego lá, no primeiro ano, tive a satisfação... Estava ali o Sergio Del Cistia sendo empossado Governador do Distrito LB4. E fiquei 20 anos no Lions Clubs. E o Lions me fez chegar até aqui, como Deputado Federal. Certamente eu não teria chegado aqui se não fosse pelo Lions, mas não porque os companheiros do clube votaram na gente, não porque fizeram campanha, mas porque me ensinaram a ser a pessoa que eu sou hoje.
Quando a gente fala de Lions, a gente imagina o que o Lions pode fazer para a comunidade, para a sociedade, prestar serviços, como as bandeiras mundiais, que todos os anos acontecem, quando os presidentes mundiais colocam a sua vontade de realizar pelo mundo. Mas muito mais é o que o Lions faz para cada Leão todo dia, colocando no sentimento, na cabeça, aquela vontade de servir, de estar ali pelo próximo. Isso vai nos corrigindo, isso vai nos melhorando.
Então, se eu tenho alguma coisa a agradecer pelas inúmeras caravanas que nós fizemos, que levávamos pessoas de Rondonópolis para fazer as cirurgias em Cuiabá, no Instituto Lions da Visão, e inúmeras ações que nós fizemos em Rondonópolis para angariar fundos para diversas causas, mais do que isso era a amizade que eu construí com essas pessoas que eu admirava e o quanto essas pessoas me ensinaram a ser a pessoa que eu sou hoje.
Então, Senador, parabéns por essa iniciativa, porque mais do que serviços que o Lions produz, o Lions produz pessoas dispostas a servir. E eu sou exemplo de uma construção que o Lions fez. Então, parabéns. Não estou mais no Lions desde 2022. A pandemia acirrou a vida pública; mas eu tenho o maior carinho pelo Lions e toda vez que tem evento do Lions, eu participo lá como colaborador. Então, ficamos 20 anos no Lions Clubs e tenho certeza de que não quero deixar de ser Deputado não, mas quando tiver mais tempo, voltarei ao Lions para prestar mais serviços e retribuir para novas pessoas que entrarem, para novas pessoas que querem servir a comunidade, servir como exemplo e facilitador de toda a nossa sociedade brasileira.
Obrigado, Senador. Obrigado, Fabrício. Obrigado a todos da mesa. E uma boa sessão a todos nós. Obrigado. (Palmas.)
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O SR. PRESIDENTE (Wellington Fagundes. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - MT) - Agradeço ao Deputado Rodrigo da Zaeli, ele que é pré-candidato à reeleição como Deputado Federal. Desejo a V. Exa. uma excelente campanha. Pela sua competência, pela história de vida e de trabalho, com certeza, merece estar aqui para os próximos quatro anos. Felicidades!
Quero conceder a palavra à Sra. Ana Maria Teófilo, Presidente do Conselho de Governadores - Distrito Múltiplo LB dos Estados de Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Oeste Paulista, Tocantins e também do Triângulo Mineiro - uai. (Risos.)
A SRA. ANA MARIA TEÓFILO (Para discursar.) - Olá! Boa tarde - já - a todos presentes. Senador Wellington, agradecendo a você, quero estender a nossa gratidão a todos os demais Parlamentares que assinaram com você essa propositura; quero agradecer aos Deputados que estão presentes e aos que já passaram aqui nesta plenária.
Dizer algo depois da história leonística que foi apresentada; dizer algo depois de tantos depoimentos maravilhosos e depois daquela aula impecável que tivemos ontem, de como conhecer um pouco mais do universo do autismo - eu que já também estive aqui o ano passado no Advocacy Day, quando trouxemos o tema de bem-estar e saúde mental -; entender um pouco mais do universo que convive com as pessoas portadoras do TEA, de um universo que não se restringe apenas a 2 milhões de pessoas, mas, como disse nosso líder ontem, há mais de 7 milhões de pessoas diretamente envolvidas, e conhecer uma realidade que por mais que a gente tenha noção, a gente não sabe o que vive uma família, por mais que acompanhemos isso.
Então, ao nosso Presidente da Fundação Internacional de Lions, Fabrício de Oliveira - como disse, PID Figueira, nosso eterno Presidente internacional -, parabéns por sua sensibilidade, enquanto Presidente - e aí estendo também ao nosso PID Messias -, de trazer o Advocacy Day, de trazer essa fala aqui, numa tribuna com um alcance muito maior do que teríamos somente em nossa rotina, em nossos clubes. Nossa gratidão. A sensibilidade talvez seja um dos maiores sentimentos que um líder pode ter, porque ele consegue extrair da base as necessidades que nós temos para trazer para o nosso dia a dia.
Senador, eu faço questão de trazer para você o nosso reconhecimento, e ao nosso companheiro Sérgio, tem pessoas do Brasil todo aqui, diante da importância desse tema. Mas você me confidenciou que você ainda não é companheiro Leão. Presidente, vou deixar o convite para você, que, com certeza, será irrecusável, e ao nosso Deputado, que também já foi companheiro: retornem. A parceria com todos os coordenadores da área do autismo, que trabalham com suas comunidades, é o caminho para toda a nossa vida. O cooperativismo, estender as mãos, seguirmos juntos, é toda a possibilidade que nós temos de ter sucesso juntos. Jamais conseguiremos sucesso cada um caminhando de um lado, e essa foi a minha fala ontem.
Mas, como mãe, como companheira Leão, como parceira de vida de muitas mães que trabalham com a comunidade de autistas, tem uma história, PID Figueira, que sempre para mim é um exemplo, o exemplo de como nós podemos construir um legado aqui, por mais que sejamos cidadãos comuns, vamos dizer assim.
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Em 1857 - eu acredito -, uma senhora chamada Nancy Edison recebeu a carta da escola que o filho dela estudava dizendo que ele era uma criança confusa, com deficiência mental e que era incapaz de aprender.
(Soa a campainha.)
A SRA. ANA MARIA TEÓFILO - E, quando essa mãe recebeu essa carta - e eu sempre vou me emocionar -, o filho dela, então Thomas Edison, perguntou: "Mãe, o que está escrito nessa carta?" - então, nós percebemos que estamos diante de um caso típico atual -, e a mãe lhe respondeu: "Meu filho, a sua escola escreveu para nós que você é tão inteligente, a sua capacidade de aprendizado é tão além do que a escola pode lhe ensinar, que a escola não é capaz de ensinar a você, e, a partir de hoje, eu, como professora, passarei a cuidar da sua formação". E ela lhe ensinou ciência, ela lhe ensinou compreensão das línguas e muitos outros aprendizados. Mas o que ela mais ensinou a um dos maiores inventores existentes até hoje, com mais de mil patentes registradas, que é o conhecido Thomas Edison, é que o amor, a confiança e a fé são a base de toda transformação. (Palmas.)
A SRA. ANA MARIA TEÓFILO - E é este o exemplo que nós, companheiros e companheiras Leão, companheiros Leo, temos que deixar para cada um que está aqui: a nossa gratidão, o nosso desejo, a nossa confiança de que, por mais que sejamos cidadãos comuns e por mais que a vida, por mais que ser mãe não venha com um manual explicativo, eu, cidadã Ana e meu companheiro Luiz Teófilo, encontramos nos propósitos de Lions, no Código de Ética de Lions, um manual de como criar melhor nossos filhos, como criar cidadãos melhores para poderem servir ao próximo e também como sermos nós cidadãos de bem, tentando ser melhores a cada dia e tentando construir o nosso legado com a escola que o Lions Clubs e a convivência de ser Leão pode trazer para nós.
É este, Senador, o convite que eu deixo para você, este é o convite para todos que estão nos assistindo através da TV Senado: conheça como a sua vida pode ser transformada através de servir dentro de um Lions Clubs.
Muito obrigada.
O SR. PRESIDENTE (Wellington Fagundes. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - MT) - Agradeço à Sra. Ana Maria Teófilo.
E concedo a palavra à Sra. Kátia Elena Semeghini Caputo, Presidente da Associação dos Familiares, Amigos e Pais de Autistas de Bauru.
Com isso encerraremos, então, a nossa sessão.
A SRA. KÁTIA ELENA SEMEGHINI CAPUTO (Para discursar.) - Boa tarde a todos.
Inicialmente eu quero agradecer esta Casa e todos que estão na mesa por nos ouvirem.
Eu vou falar aqui hoje, em nome de muitas mães, histórias. Eu vou contar um pouco da minha associação, mas inicialmente eu queria agradecer a vocês, Leões, - porque eu sei que muitos de vocês não vão ter alguém com dificuldade visual em casa, alguém com TEA em casa -, quero agradecer a vocês que se propõem a fazer o bem ao próximo.
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Toda vez que alguém pergunta "O que vocês precisam aí na Afapab, Kátia?", eu falo: eu preciso de pessoas, porque as minhas mães, 80% delas, não conseguem me ajudar nos eventos, porque elas têm um filho especial em casa, e ninguém fica com eles. Então, sempre que me perguntam, eu falo: eu preciso de pessoas. E, lá em Bauru, eu tenho vocês, os Leões, que já nos ajudam.
Parabéns por esta sessão especial, parabéns por vocês, parabéns por esse propósito. E muito obrigada a todos vocês. Aplausos a vocês, Leões. (Palmas.)
Eu sou Kátia, sou uma médica pediatra, de 38 anos de formação, especialista em autismo, e a minha principal formação é ser mãe da Laura, uma menina TEA nível de suporte 3, o chamado autismo severo.
Hoje já foi citado aqui nessa mesa por muitos quantos somos, e somos muito mais do que se fala, muito mais de 2 milhões, porque o Brasil não tem um censo. No mundo, se fala que há, para cada 31 indivíduos, um TEA. A nossa última estatística é de 2013: 365 para 1. Então nós somos muitos.
E, hoje, para se montar uma associação, seja para ajudar mães, para ajudar autistas, não é fácil. Eu queria que os senhores soubessem que essa caminhada, Senador, é muito longa. Essa caminhada, mesa, Senadores e Deputados que nos ouvem, é muito longa, porque hoje, quando você vai montar uma associação, você tem que virar entidade pública, depois você tem que virar entidade estadual, e para isso lá se vão oito a dez anos de trabalho para conseguir alguma coisa do Estado ou do Governo. São muitos eventos, muito sacrifício, muitas horas de trabalho, além de você ser mãe e ter o seu trabalho. Então, não é fácil hoje, aqui no nosso país, formar uma associação como nós formamos hoje, em que nós prestamos atendimento a mais de 300 crianças.
E é o que eu estava falando na reunião com o Lions. Quando eu montei a associação do autismo, junto com mais cinco mães, nós montamos porque nós não tínhamos onde colocar os nossos filhos, que usavam fralda, que não comiam sozinhos, em uma escola regular. Aí nós montamos a Afapab.
Hoje a minha filha vai fazer 23 anos e, daqui a três anos, ela não vai poder mais ficar na associação que eu montei, porque ela é adolescente, ela é adulta.
E hoje eu estou trazendo aqui um projeto do Centro-Dia, para poder acolher essas famílias, para cuidar de quem cuida e, principalmente, para ajudar esses adolescentes e adultos também. Nós estamos anos-luz - anos...
(Soa a campainha.)
A SRA. KÁTIA ELENA SEMEGHINI CAPUTO - ... de falar que as medidas públicas hoje são para os pequenos, para o diagnóstico precoce, está dentro do esperado - anos-luz.
Hoje muitas crianças chegam para mim com 5, 6 anos - e elas perderam o tempo ótimo delas no desenvolvimento - para começar a terapia. E nós estamos anos-luz. Muitas medidas estão sendo feitas para os pequenos, mas ainda longe de seu ideal. Mas nós não temos nada para os adolescentes e adultos.
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E agora estou em uma luta, junto com a minha associação, para montar um Centro-Dia. Mas espere aí. Para ter um Centro-Dia, preciso ter tipificação social. Para ter uma tipificação social, hoje, preciso montar um serviço. Para montar um serviço, preciso montar por meios próprios, como a colega aqui que montou o centro de mães - meios próprios -, para depois você pleitear, ter alguma acessibilidade, algum fundo do Governo.
(Soa a campainha.)
A SRA. KÁTIA ELENA SEMEGHINI CAPUTO - Então, essa é a luta que nós levamos.
Hoje, nós não temos como - nós, a Fapab - arcar com mais de R$40 mil, R$50 mil por mês para montar um serviço social, para montar o Centro-Dia. Então, assim, gente, é uma luta solitária.
Os autistas graves ainda existem. Hoje, na nossa escola, nós temos 62 vagas preenchidas e não conseguimos mais colocar crianças na escola especial, porque na nossa escola não ficam mais que quatro ou cinco crianças por sala, e nós não temos mais vagas. Então, assim, todas as frentes do TEA precisam de ajuda - todas as frentes: a frente da criança, a frente do adolescente, a frente do adulto e a frente do apoio às mães.
Eu venho pedir a esta Casa que olhe para nós, que crie medidas públicas...
(Soa a campainha.)
A SRA. KÁTIA ELENA SEMEGHINI CAPUTO - ... que crie censo e que crie meios para nós podermos ajudar e sermos ajudados.
Eu quero deixar, por último, novamente, o meu agradecimento aqui, a esta mesa, e a vocês, leoninos. Agradeço imensamente por essa oportunidade, por estarem falando de nós. O caminho é muito longo, mas, com pessoas, nós podemos chegar lá.
Muito obrigada. (Palmas.)
O SR. PRESIDENTE (Wellington Fagundes. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - MT) - Encerrando esta sessão especial em homenagem ao Lions Clubs International, eu quero ir além dessa justa referência a esta grande instituição. Eu quero aqui apresentar, de forma respeitosa e solene, uma proposição que nasce do coração de Mato Grosso e que se volta a uma causa de interesse mundial.
Proponho, então, aqui que o Lions Clubs International possa acolher o Pantanal mato-grossense como uma causa internacional permanente de conscientização, mobilização e defesa. O Pantanal não é apenas um bioma brasileiro; o Pantanal é um patrimônio natural da humanidade, é um dos maiores símbolos de biodiversidade, de riqueza hídrica, também de equilíbrio ecológico e de beleza natural do nosso planeta. E tudo aquilo que pertence à humanidade precisa também de solidariedade, da atenção e do compromisso da humanidade.
O Lions Clubs, por sua história, por sua presença global e por sua vocação humanitária, tem a autoridade moral e a capacidade de mobilização para abraçar essa causa. Por isso, neste ato, formalizo aqui a sugestão de que o Lions Clubs International reconheça o Pantanal mato-grossense como uma causa simbólica e permanente de interesse internacional, estimulando, assim, ações de conscientização, engajamento social, valorização ambiental e defesa desse patrimônio natural da humanidade. Faço esta proposição com respeito, com esperança e com a convicção de que servir à vida é também proteger a criação, e cuidar do Pantanal é cuidar do futuro.
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Por isso, quero aqui entregar nesta sessão essa manifestação formal como um gesto de reconhecimento ao Lions e também como um chamado nobre para que esta causa possa ganhar dimensão global.
Digo também - já disse aqui ao Francisco Fabrício de Oliveira Neto, Presidente da Fundação Internacional Lions Clube - que também já criamos e implantamos, já nomeado também, o Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal, que é uma construção - e a gente já vem nessa luta há muito tempo - de 5 mil metros quadrados, um edifício fantástico lá na Universidade Federal de Mato Grosso. E, com recursos que coloquei também, já compramos todo o equipamento, veículos, laboratórios. Portanto, há um concurso já feito, com vários pesquisadores de nível nacional que estão lá já prestando um serviço a esse instituto que pertence ao Ministério da Ciência e Tecnologia.
Como eu disse aqui, antes, já criamos, então, o Selo Pantanal Sustentável.
Portanto, essa proposição que eu faço aqui, agora, também será um trabalho conjunto com o Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal.
Fica aqui, então, ao Francisco Fabrício de Oliveira Neto essa missão de fazer com que o nosso patrimônio, que é reconhecido pela Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade, possa, com ações efetivas em conjunto com o Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal, a Lions Clubs International... Também, claro, como Senador da República, vamos trabalhar aqui, para que ações de reconhecimento tanto por parte do Congresso Nacional - isso aqui eu entregarei também ao Presidente Davi - como do Ministério da Ciência e Tecnologia... Quando eu digo Ministério da Ciência e Tecnologia, é a união do nosso Congresso Nacional com o Poder Executivo e com todos os outros Poderes do nosso país, para que a gente possa, como disse aqui a nossa oradora Kátia, não ficar só na fala, mas em ações concretas. E o nosso Pantanal precisa muito de ações concretas. O Pantanal é hoje uma das áreas mais desvalorizadas do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, exatamente porque não tinha lei, estava entregue à própria sorte. Então, o Pantanal exige ciência, exige tecnologia, porque ele tem uma função extremamente grande, além da sua biodiversidade, da fauna e da flora, do equilíbrio e principalmente de reserva de água doce, que é um dos problemas hoje do mundo a ser enfrentado.
Então, fica aqui entregue oficialmente ao Francisco, em nome da Fundação Lions International, esse documento, registrando como um ato oficial desta sessão solene.
Muito obrigado. (Palmas.)
O SR. FRANCISCO FABRÍCIO DE OLIVEIRA NETO (Para discursar.) - Obrigado.
Fique certo, Senador, de que eu vou fazer o meu melhor para dar andamento e ter esse reconhecimento por parte da Lions International.
O SR. PRESIDENTE (Wellington Fagundes. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - MT) - Cumprida, então, a finalidade desta sessão especial do Senado Federal, eu quero agradecer aqui às personalidades que nos honraram com a sua participação, mais uma vez citando aqui o Sérgio Del Cistia, que foi uma pessoa sempre presente, cobrando para que a gente conseguisse então realizar esta sessão, que eu julgo ser uma das sessões mais importantes que aqui realizamos.
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Eu agradeço aqui mais uma vez a toda a Mesa Diretora, na pessoa do Presidente Davi Alcolumbre, a todos os assessores aqui, porque ninguém faz nada sozinho. Se esta sessão teve sucesso, é exatamente porque tivemos aqui pessoas competentíssimas trabalhando.
E eu quero dizer que aqui no Senado nós temos, com certeza, um dos melhores quadros desta nação: pessoas concursadas; tem também os terceirizados, o que é importante... Essa moça que aqui falou é uma terceirizada, e olha só: a simplicidade, mas a objetividade da fala dela.
Então encerro esta sessão agradecendo a Deus.
Está encerrada a sessão. (Palmas.)
(Levanta-se a sessão às 12 horas e 33 minutos.)