4ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA
57ª LEGISLATURA
Em 28 de abril de 2026
(terça-feira)
Às 11 horas
42ª SESSÃO
(Sessão Especial)

Oradores
Horário

Texto com revisão

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A SRA. PRESIDENTE (Mara Gabrilli. Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PSD - SP. Fala da Presidência.) - Declaro aberta a sessão.

Sob a proteção de Deus, iniciamos nossos trabalhos.

A presente sessão especial foi convocada em atendimento ao Requerimento nº 936, de 2025, de autoria desta Presidência, do Senador que me acompanha, o Senador Astronauta Marcos Pontes, e de outros Senadores, aprovado pelo Plenário do Senado Federal.

A sessão é destinada a celebrar os 30 anos dos voluntários do Hospital Amaral Carvalho.

Eu quero convidar para compor a mesa desta sessão especial, primeiro, meu convidado de honra aqui e também proponente da sessão, o Senador Astronauta Marcos Pontes. (Palmas.)
Gostaria de chamar o Sr. Antonio Luis Cesarino de Moraes Navarro, que é Diretor Superintendente da Fundação Dr. Amaral Carvalho. (Palmas.)
Seja muito bem-vindo. (Pausa.)
Agora, eu quero chamar a Sra. Marilda Ribeiro Domingos, voluntária no Município de Jaú, no Estado de São Paulo. (Palmas.)
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Agora o Sr. Batista de Oliveira Junior, Conselheiro Fiscal. (Palmas.)
Eu quero chamar... Cadê ele? (Pausa.)
Quero chamar a Sra. Neyde Lopes Campiom, que também é voluntária agora no Município de Ourinhos, no Estado de São Paulo, há mais de 20 anos. Seja bem-vinda. (Palmas.)

Quero chamar também...

Esta Presidência informa que a presente sessão contará também com a participação da seguinte convidada, a Sra. Ivani Perrone Boscolo, que é minha suplente e Presidente do PSD Mulher de São Paulo. Muito obrigada, Ivani, pela sua presença. (Palmas.)
E, por último, eu quero cumprimentar toda a minha equipe, toda a equipe do Senado, todos que ajudaram a fazer esse evento e quero fazer um cumprimento especial ao Didi. Levante aí, Didi. (Palmas.)
O Didi está há 18 anos trabalhando conosco em São Paulo e agora ele se mudou para Brasília, está aqui. E hoje eu vim matar as saudades do Didi, que mudou nessa semana. E é com muita honra, Didi, que eu vejo você aqui no meio de todo mundo, acompanhando a nossa sessão, com tantos voluntários aqui. Obrigada, viu, Didi? Obrigada pelo seu trabalho. (Palmas.)

Convido a todos para, em posição de respeito, acompanharmos o Hino Nacional.

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(Procede-se à execução do Hino Nacional.)

A SRA. PRESIDENTE (Mara Gabrilli. Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PSD - SP. Para discursar - Presidente.) - Bom dia a todas e a todos, aos que estão aqui presentes nesta sessão tão especial de celebração, assim como a todos que nos assistem pela TV Senado. Obrigada a todas e a todos que compõem esta mesa.

Eu queria parabenizar o Diretor Superintendente do Hospital Amaral Carvalho, Antonio Luis Cesarino de Moraes Navarro, e, na sua pessoa, cumprimentar o Presidente Alcindo Storti. Cumprimento também o Dr. Batista de Oliveira Junior e, na sua pessoa, todos os profissionais que trabalham no hospital: médicos, enfermeiros, terapeutas, atendentes, ajudantes, faxineiros.

Quero parabenizar as grandes estrelas da nossa sessão: as queridas voluntárias Marilda Ribeiro Domingos e Neyde Lopes Campiom, aqui na mesa comigo, e todas essas pessoas tão lindas que estão abrilhantando o Plenário do Senado Federal hoje. Muito obrigada pela presença!

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É gente que doa sua energia, tempo, carinho, que se dedica a ajudar as outras pessoas. São vidas cuidando de vidas, como já enaltece o folheto que a gente recebeu nos contando um pouco da jornada das mais de 4,2 mil voluntárias e voluntários do Hospital Amaral Carvalho.

São mulheres e homens que oferecem acolhimento, apoios fundamentais e suporte emocional a crianças e pessoas de todas as idades que recebem o difícil diagnóstico de um câncer.

Ah, eu quero dizer que a gente tem a honra de receber o Deputado Paulo Teixeira. Que alegria!

Bom, e além de ser uma honra imensa, é uma alegria também a gente poder promover esta sessão especial para celebrar os 30 anos de dedicação dos voluntários do Hospital Amaral Carvalho.

Vamos aplaudir este Plenário, que está cheio hoje dessas voluntárias e voluntários que puderam vir participar desta sessão! (Palmas.)

Eu fico bem emocionada, como Parlamentar, por poder ter a oportunidade de contribuir com o trabalho tão relevante e humano que o Hospital Amaral Carvalho realiza e que traz tanto orgulho ao nosso Estado de São Paulo e à região de Jaú. Poder ajudar a ampliar os atendimentos do hospital, enviando recursos, tanto para custeio quanto para compra de novos equipamentos, dignifica nosso mandato. É a nossa forma de mostrar que a saúde é um direito de todos, não um privilégio de poucos.

Mas, perto da imensidão de ações feitas por essa legião de voluntárias e voluntários, que correm atrás de medicamentos, alimentos, transporte, e sobretudo olham nos olhos daquele paciente, daquela família, com afeto, com presença, meu trabalho é apenas de uma formiguinha. Vocês nutrem outras pessoas de tantas maneiras e as fortalecem e têm a coragem necessária para trazer esperança, ajudar na luta contra o câncer e mudar histórias de vida! Isso é muito maravilhoso.

Os voluntários honram o legado construído há mais de um século pelo casal Domingos Pereira de Carvalho e Anna Marcelina de Carvalho na missão que persiste até hoje: acolher quem mais precisa, garantir saúde e bem-estar e ampliar o conhecimento na área da saúde.

A região de Jaú foi abençoada com esse trabalho, que se expandiu, e hoje o Hospital Amaral Carvalho é um dos maiores centros de saúde do Brasil, referência em oncologia e transplante de medula óssea.

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Dá muito orgulho, né, Senador? Eu costumo dizer que, quando a gente trabalha para melhorar a vida de alguém, é a nossa vida que melhora junto, é a humanidade que dá um salto de qualidade.

Eu trabalhei diversas ocasiões como voluntária e, quando eu fundei uma organização da sociedade civil, que hoje é o Instituto Mara Gabrilli, que já tem quase 30 anos, eu pude ser Presidente voluntária por oito anos, até entrar para a vida pública. E eu sempre aprendi que, mais do que doar, a gente aprende mesmo. É muito maior o aprendizado que a doação. Para mim, quem faz trabalho voluntário sempre cresce junto. E é um trabalho que precisa ser cada vez mais aplaudido e valorizado.

Vocês sabem que, sobre o trabalho voluntário, assim, a escola que acabou me levando a fazer trabalho voluntário. E eu fui conduzida a um trabalho voluntário que vocês nem imaginam. Eu fui cuidadora de uma moça tetraplégica, muito antes de eu quebrar o pescoço. Olha que valor que isso teve na minha vida, porque eu senti na pele o que as minhas cuidadoras sentem. E isso acabou sendo um presente divino, porque melhorou muito o meu conhecimento para poder lidar com a minha situação. Então eu sei o tamanho do valor disso e agradeço muito estar aqui hoje com esta oportunidade de poder olhar para todos e todas vocês.

Eu quero dar um viva para os voluntários do Hospital Amaral Carvalho. Muito obrigada pelo trabalho de vocês. (Manifestação de emoção.) (Palmas.)
Eu quero registrar a presença do Prefeito do Município de Itaju, no Estado de São Paulo, o Jerri Neiva; quero também falar da Sra. Vereadora do Município de Lucianópolis, no Estado de São Paulo, a Lidiane Salles; quero cumprimentar também a Vereadora do Município de Itararé, no Estado de São Paulo, a minha xará, a Mara Galvão Ribeiro (Palmas.); também quero saudar o Vereador do Município de São Pedro do Turvo, no Estado de São Paulo, Antonio Padilha Mineiro (Palmas.); saudar a Secretária de Saúde do Município de Itaju, no Estado de São Paulo, a Kelly Antunes (Palmas.); saudar também, representando aqui o Ministério da Saúde, a Coordenadora-Geral de Atenção Hospitalar do nosso Ministério da Saúde, Luisa Frazão - muito obrigada pela presença - (Palmas.); a Presidente da Organização Vozes dos Pacientes Raros, do Estado de São Paulo, a Sra. Ely Munhoz - muito obrigada - (Palmas.); e, representando a Academia Nacional de Medicina, membro titular, o Sr. Marcelo Morales - muito obrigada pela presença. (Palmas.)
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Agora eu quero conceder a palavra ao meu colega Senador Astronauta Marcos Pontes. (Palmas.)

O SR. ASTRONAUTA MARCOS PONTES (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - SP. Para discursar.) - Bom dia, bom dia a todos.

(Manifestação da plateia.)

O SR. ASTRONAUTA MARCOS PONTES (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - SP) - Gente, é um prazer enorme poder estar aqui hoje neste dia, num dia tão importante, uma comemoração tão importante, singela para a importância desse fato, mas é bom a gente lembrar esse fato também.

Quero começar cumprimentando a nossa Presidente, Mara Gabrilli. Parabéns pelo trabalho que faz nessas causas, que são extremamente importantes para cada uma das pessoas que participam e precisam! Então, parabéns e obrigado por marcar esta audiência - eu fiz questão de assinar junto.

Eu quero cumprimentar também o Sr. Diretor Superintendente da Fundação Amaral Carvalho, o Antonio Luis Cesarino - obrigado por ter vindo -; o Sr. Conselheiro do Conselho Fiscal do Hospital Amaral Carvalho, Batista de Oliveira Junior; a Sra. Marilda Ribeiro Domingos, voluntária do Hospital Amaral Carvalho; a Sra. Neyde Lopes Campiom, voluntária também do Hospital Amaral Carvalho.

Você consegue pegar meus óculos aí para mim? Porque sem óculos aqui está difícil de ler alguma coisa. Não tem jeito, a idade chega... Facilita a vida.

Gente, primeiro, ser voluntário. Ser voluntário é algo extremamente representativo, eu colocaria assim. Eu vou te explicar por quê. Não só para quem é o voluntário e participa, participa ali do dia a dia, mas para as pessoas que são atendidas e, de certa forma, para todo o complexo, inclusive a conexão para cima, que a gente sempre tem que lembrar.

O Hospital Amaral Carvalho, agora com 30 anos completados, faz um trabalho magnífico. Eu posso dizer isso, é da minha região, da região de Jaú ali - eu sou de Bauru, do lado -, e para mim é um orgulho muito grande poder ter essa instituição fazendo o trabalho que faz, no dia a dia, atendendo tanta gente. É por isso que eu faço questão de participar, faço questão de ajudar também em tudo que eu posso.

Eu vou contar um pouco de uma história pessoal, como a Mara também contou, para que vocês entendam como que eu vejo isso.

Meu filho, Fábio, hoje está com 40 anos, está bem, graças a Deus, mas ele teve linfoma quando tinha 14 anos. E para quem é pai ou mãe, a gente sabe exatamente como é quando você recebe um diagnóstico de linfoma, um tipo de câncer no sistema linfático. O mundo parece que não faz muito sentido naquela hora, parece que todo mundo se afasta de você; é impressionante, parece que você está sozinho. (Manifestação de emoção.) Você acorda de manhã... (Palmas.)

Obrigado. Desculpa.

Você acorda de manhã achando que é um sonho, que você sonhou aquilo lá, que estava errado.

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Mas aí você percebe que não: "É verdade, eu tenho que encarar essa situação. Não é fácil, mas eu tenho que encarar aquilo lá". E, em cada momento, em cada coisa que acontece, você precisa de alguém do seu lado. (Manifestação de emoção.) Às vezes é um parente próximo, às vezes é um amigo, e nessa hora a gente vê realmente quem são os seus amigos de verdade. Mas quando você está ali no dia a dia, o que é mais importante são aquelas pessoas que estão ao seu redor, e essas pessoas muitas vezes são voluntários.
Então, esse trabalho de vocês - eu falo trabalho, mas não é um trabalho - é uma dedicação que tem uma importância gigantesca, que sai do macro, do financeiro, do executivo que a gente trabalha o tempo todo, sai do lógico e entra no dia a dia, no emocional do dia a dia, entra naquilo que é mais importante. Às vezes é uma conversa, às vezes é só estar ali, e vocês sabem como é que é isso. Às vezes é uma oração, mas é importante essa presença. (Manifestação de emoção.)

Eu acho que disso que a gente está falando aqui é feito a coisa maior que existe no nosso planeta, na nossa sociedade. Você fala assim: "Poxa, você já foi ao espaço". Sim, eu já fui ao espaço, e, aliás, comemoramos agora 20 anos da missão espacial. E às vezes as pessoas perguntam: "O que marca mais? Quando você chega lá, o que você lembra mais?". A primeira coisa que você percebe é que você é muito pequenininho, que tudo isso que a gente vive aqui, com cargos, etc., isso aí não tem importância nenhuma. Cada ser humano, ao mesmo tempo, é muito pequenininho, mas ao mesmo tempo também é muito grande. De que forma? Com o que ele se dedica, com as coisas que ele faz ou ela faz; com a nossa ideia de ajudar as outras pessoas.

Então, quando a gente vê tantos conflitos acontecendo no planeta, eu digo para vocês que, olhando de fora, essa coisa não faz sentido nenhum. A gente só tem essa espaçonave Terra aqui, é só isso aqui que a gente tem. E a gente teria muito mais sucesso se a gente conseguisse viver em paz. Viver em paz exige uma coisa que é o que cada um de vocês carrega dentro de uma atividade como essa, que se chama amor. O amor consegue vencer guerras, a guerra não resiste ao amor. Obviamente o amor vence o ódio, o ódio não resiste ao amor. O amor vence o medo também, isso eu posso dizer, exatamente isso. Ele vence o medo, ele vence tudo aquilo que existe de errado por causa disso. E se me perguntam: "Você acredita em Deus?". É lógico que eu acredito em Deus, eu acredito, e muito, e eu acho que exatamente onde está essa essência é no amor, mas não só uma palavra vaga: é o amor que a gente carrega dentro do coração, em que, quando você vê uma pessoa, você não sente pena, você tem compaixão. Compaixão é você se colocar no lugar da outra pessoa e trabalhar para que aquela vida da outra pessoa seja melhor. É isso que a gente deveria fazer aqui todo dia neste Senado. Não funciona bem assim. Mas quem sabe o amor não consiga vencer aqui também, dentro da cabeça de cada um?

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Quando eu falo "amor", estou completamente desligado da política; estou falando de essência. Se cada um de nós se colocar no lugar da outra pessoa lá, você consegue vencer as dificuldades deste país, você consegue, realmente, tomar decisões que são sensatas, lógicas, mas não só lógicas; elas usam também a emoção, usam o coração.

Então, gente, hoje é um dia extremamente importante - dá para notar. Acho que ninguém deve ter visto eu subir aqui e ficar emocionado. Aliás, o pessoal até reclama e, muitas vezes, fala que eu não demonstro emoção.

É lógico que eu tenho emoção, mas é parte do treinamento que você faz para outras atividades, mas hoje eu fiz questão de falar, e falar de uma forma que ficasse bem claro que a emoção é importante, porque a emoção é que leva cada um de vocês a fazer esse trabalho maravilhoso, a emoção é que leva uma organização como o Amaral Carvalho a fazer 30 anos com tanto sucesso.

Eu tenho a honra e o prazer de ajudar com emendas também, mas isso é uma representação pequena dentro de tudo que vocês fazem, inclusive de levar uma unidade do Amaral Carvalho - lembrei agora - lá para Bauru, para a minha cidade. Então, a gente está construindo lá, pagando à prestação, porque não dá para ter o recurso todo de uma vez, mas para ter lá também, para espalhar a capacidade, a competência, a qualidade do trabalho do Amaral Carvalho também para as pessoas mais para o centro do estado e, de certa forma, espalhar o amor.

Parabéns para todos vocês! Parabéns pelo que vocês fazem!

E, como não dá para agradecer de uma forma direta a cada um ou material a cada um, a gente pede que Deus ajude a cada um de nós.

Obrigado. (Palmas.)
A SRA. PRESIDENTE (Mara Gabrilli. Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PSD - SP) - Bom, agora eu quero conceder a palavra ao meu amigo, Deputado Federal Paulo Teixeira, com muita honra. (Palmas.)

O SR. PAULO TEIXEIRA (Para discursar.) - Bom dia a todas, bom dia a todos.

Eu quero cumprimentar e parabenizar a Senadora Mara Gabrilli, que tomou a iniciativa desta sessão solene, juntamente com o Senador Astronauta Marcos Pontes, de homenagear, pelos 30 anos, os voluntários do Hospital Amaral Carvalho.

Quero cumprimentar também o Sr. Diretor Superintendente da Fundação Dr. Amaral Carvalho, o Sr. Antonio Luis Cesarino de Moraes Navarro; o Sr. Conselheiro do Conselho Fiscal do Hospital Amaral Carvalho, Batista de Oliveira Júnior; a Sra. Neyde Lopes Campiom, voluntária do Hospital Amaral Carvalho, da cidade de Ourinhos; a Sra. Marilda Ribeiro Domingos, voluntária do Hospital Amaral Carvalho, do Município de Jaú; o Sr. Prefeito do Município de Itaju, no Estado de São Paulo, Jerri Neiva; a Sra. Vereadora do Município de Lucianópolis, no Estado de São Paulo, Lidiane Salles; a Sra. Vereadora do Município de Itararé, no Estado de São Paulo, Mara Galvão Ribeiro; o Sr. Vereador do Município de São Pedro do Turvo, Antonio Padilha Mineiro; a Sra. Secretária de Saúde do Município de Itaju, Kelly Antunes; a representante do Ministério da Saúde, a Sra. Coordenadora-Geral de Atenção Hospitalar, Luisa Frazão; e a Sra. Presidente da Organização Vozes dos Pacientes Raros do Estado de São Paulo, Ely Munhoz.

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Eu quero aqui trazer um agradecimento às senhoras e aos senhores que são voluntários e voluntárias do Hospital Amaral Carvalho, que, durante 30 anos, trata os pacientes oncológicos do Estado de São Paulo e do Brasil, já que o Hospital Amaral Carvalho é uma referência para o país.

A voluntária e o voluntário são aqueles que cuidam dos pacientes. Eu lembro que, na minha infância - eu estou com 64 anos -, não se falava o nome da doença, tal era o tratamento que se dava aos pacientes oncológicos. Eu me lembro de que era proibido, dentro de casa não se falava o nome. E as pessoas tinham medo até de que aquele paciente pudesse ter uma doença que fosse uma doença contagiosa. Então, sobre os pacientes oncológicos havia um preconceito, e ninguém queria ficar perto deles. Mesmo na família, quando se falava deles, era uma fala silenciosa e um distanciamento dos pacientes oncológicos.

Mas as senhoras e os senhores não se distanciaram. As senhoras e os senhores atenderam, as senhoras e os senhores acolheram. E ser voluntário nessa hora é como se fosse, naquele momento de muitos, um confessionário, em que as pessoas ali, diante de uma pessoa, muitas vezes conhecida ou que ele foi conhecer naquele momento, ela confessa aspectos da sua vida, como se pudesse terminar ali a vida. Então é atendimento, acolhimento, atenção, e também poder guardar os segredos que aquelas pessoas, no final da sua vida, trouxeram.

Evidentemente que o paciente oncológico hoje já não é mais aquele paciente oncológico a que eu me referi há 30 anos, porque, cada dia mais, nós temos conseguido grande sucesso no tratamento, e muitos se curam e muitos continuam a vida.

Eu até tenho procurado estudar para saber das razões do câncer. Algumas delas são de hábitos alimentares, hábitos sociais. Nós poderíamos fazer um trabalho de educação na sociedade, para que nós pudéssemos evitar certos produtos, certos hábitos que vão levar a situações como essa. Nós precisamos ampliar.

Mas eu quero dizer que, quando o paciente oncológico não era tratado, não era cuidado, todos tinham medo, quem cuidava deles eram vocês. Então, a gratidão deste país ao trabalho de vocês.

A nossa gratidão, igualmente, ao Hospital Amaral Carvalho, que é um hospital que foi fundado pelo Sr. Domingos Pereira de Carvalho e pela D. Anna Marcelina de Carvalho e que virou uma referência nacional. Lá no interior de São Paulo, em Jaú, uma pérola, uma pepita de ouro que é uma referência para todo o Brasil no tratamento oncológico e que cada dia mais tem servido como referência.

Então, quero agradecer também aos seus fundadores, à sua família.

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Aqui neste Congresso tem um moço que anda de gabinete em gabinete, batendo à porta e olha bravo para a gente e pede dinheiro para o hospital. Quero também ressaltar o seu trabalho. Ele está aqui presente, que é o Carlos Guerra, que também tem feito um trabalho muito importante. (Palmas.)

Eu sei que muitos de vocês fazem porque têm um coração grande. E eu aqui procurei alguns trechos da Bíblia para dar o significado desse trabalho de vocês.

Em Gálatas 4.14, diz: "E aquilo que na minha carne era revoltante para vós, não o desprezastes nem o repelistes; antes me recebestes como a um anjo de Deus, mesmo como a Cristo Jesus". Então, vocês acolheram.

Se a gente acredita que a gente é o templo de Deus, vocês acolheram aquele paciente que é o templo de Deus e fizeram um trabalho importantíssimo.

Em Mateus 25.40, diz: "E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que, quando o fizestes a um destes meus irmãos, mesmo dos mais pequeninos, a mim o fizestes".

Então, eu quero agradecer e dizer que este país deve muito a vocês, deve o tempo.

O tempo é a coisa mais rara, mais cara que existe na vida da gente, e o tempo de vocês é dedicado aos pequeninos, aos doentes, àqueles que precisam de acolhimento, que sofrem, e vocês nunca levarem em consideração o preconceito, mas, sim, o ser humano que habita nesses pacientes.

Muito obrigado. (Palmas.)

A SRA. PRESIDENTE (Mara Gabrilli. Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PSD - SP) - Muito obrigada, Deputado.

Eu solicito à Secretaria-Geral da Mesa a exibição de um vídeo institucional.

(Procede-se à exibição de vídeo.) (Palmas.)
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A SRA. PRESIDENTE (Mara Gabrilli. Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PSD - SP) - Bom, neste momento, eu concedo a palavra ao Sr. Antonio Luis Cesarino de Moraes Navarro, Diretor-Superintendente da Fundação Dr. Amaral Carvalho, por cinco minutos.

O SR. ANTONIO LUIS CESARINO DE MORAES NAVARRO (Para discursar.) - Bom dia a todos.

Eu quero, nesta oportunidade, cumprimentar a Presidente desta sessão e requerente desta sessão, a Senadora Mara Gabrilli, como também o Senador Astronauta Marcos Pontes, que é de Bauru, uma cidade vizinha à nossa, muito próxima, e onde nós temos já uma unidade, mas vamos construir uma unidade muito maior, muito mais completa.

Quero agradecer ao Conselheiro Fiscal da Fundação Amaral Carvalho, Dr. Batista. O Dr. Batista é um dos pioneiros no interior da radioterapia.

Está há pouco tempo lá, né, Dr. Batista? Há uns 50 anos, mais ou menos. (Risos.)

Quero cumprimentar a voluntária do Hospital Amaral Carvalho de Jaú, a Sra. Marilda Ribeiro Domingos, aqui representando a Entidade Anna Marcelina de Carvalho.

Quero cumprimentar a Sra. Neyde Lopes Campion, que é voluntária também do Hospital Amaral Carvalho em Ourinhos; o Sr. Prefeito de Itaju, aqui presente, o nosso amigo, está sempre conosco em Jaú, reivindicando, inclusive - para o interesse da sua cidade, da sua população -, que a gente possa atender de uma forma cada vez mais adequada; a Sra. Vereadora do Município de Lucianópolis, Lidiane Sales; a Vereadora de Itararé, Mara Galvão Ribeiro; o Vereador de São Pedro do Turvo, Antonio Padilha, o Mineiro; a Sra. Secretária de Saúde do Município de Itaju, Kelly Antunes; e, também, a Coordenadora do Ministério da Saúde, aqui presente, que veio nos prestigiar, prestigiar a todos vocês com a sua presença.

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Como eu disse, é um prazer enorme a gente estar aqui. É extremamente importante esta homenagem.

O grupo voluntários do Amaral Carvalho começou, na verdade, há 115 anos... Há 115 não, em 1915. A primeira voluntária foi justamente a fundadora, Anna Marcelina de Carvalho, cujo nome hoje é o da Entidade Anna Marcelina de Carvalho, que é a entidade de Jaú, mas, há 30 anos, houve um movimento muito importante, porque o que nós começamos a perceber foi exatamente... E aí, nós já atendíamos inúmeros municípios, são centenas de municípios no estado. Nós notamos que havia um abandono do paciente, um abandono de tratamento do paciente.

E por que havia esse abandono do tratamento, que se chama abandono, que se chama fuga do tratamento? Nós fomos procurar a causa disso, e a causa disso era o quê? A falta de apoio social, esse era o grande problema, porque para as doenças crônicas, as doenças de longo prazo de tratamento, se não tiverem o apoio social adequado, faltam recursos para transporte, faltam recursos para alimentação, faltam recursos para hospedagem, enfim, falta uma série de condições para o sujeito se manter em tratamento.

Então, felizmente, nós tivemos essa preocupação no início, essa foi uma preocupação extremamente importante naquele momento. E o índice, hoje, de abandono de tratamento do Hospital Amaral Carvalho é de 0%. Não tem, praticamente, abandono de tratamento, com a instituição de casas de apoio, com os grupos voluntários que hoje estão presentes em 350 municípios do estado, mais ou menos; são cento e poucos, mais de uma centena de grupos voluntários e milhares de voluntários, cujo objetivo é justamente dar esse apoio ao paciente.

(Soa a campainha.)

O SR. ANTONIO LUIS CESARINO DE MORAES NAVARRO - E aí há a importância de a gente realmente dar a eles, fazer a eles esta homenagem, que hoje trabalham não só reduzindo o abandono do tratamento, mas também reduzindo a incidência de cânceres mais graves, porque trabalham na prevenção, na prevenção primária, no diagnóstico mais rápido, no apoio ao tratamento cada vez mais rápido, quer dizer, você tem precocidade no tratamento, precocidade no diagnóstico, com apoio biopsicossocial, que dá melhores condições clínicas ao paciente.

Então, o índice de cura e sobrevida do paciente - e isso nós mostramos já em 2007, logo depois da criação dos grupos voluntários - melhorou substancialmente, foi um trabalho que nós fizemos com a Unesp Botucatu, melhorou em mais de 12,5%.

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Então, sem me alongar e sem estourar o tempo, o que é fundamental...

(Soa a campainha.)

O SR. ANTONIO LUIS CESARINO DE MORAES NAVARRO - ... o importante é que a gente dê realmente a vocês todos, que vocês todas e vocês todos que trabalham em prol desses pacientes, a nossa homenagem. Muito obrigado pelo trabalho que realizam. Nós temos certeza de que vocês salvaram vidas, e muitas vidas, nesse período todo.

Muito obrigado.

A SRA. PRESIDENTE (Mara Gabrilli. Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PSD - SP) - Muito obrigada, Sr. Antonio Luis.

Agora eu concedo a palavra ao Sr. Batista de Oliveira Junior, que é o Conselheiro Fiscal, por cinco minutos.

O SR. BATISTA DE OLIVEIRA JUNIOR (Para discursar.) - Bom dia a todos e todas. Queria dar aqui meu testemunho da minha vivência de 50 anos como Coordenador do Serviço de Radioterapia do Hospital Amaral Carvalho em Jaú.

Quando eu cheguei lá, em 1976, o serviço de radioterapia era um raio-X convencional e uma bomba de cobalto. Coisas que agora já ficam só na memória. E eu consegui acompanhar essa evolução dos pacientes desde aquela época até hoje, reforçando aquilo que o Antonio Luis acabou de dizer: o apoio de vocês todos, dos voluntários e das voluntárias, é fundamental no diagnóstico precoce, no encaminhamento desses pacientes para a instituição ou para os locais em que serão tratados e no seguimento, no acompanhamento desses pacientes, porque muitos deles vão permanecer em seguimento durante muitos anos, ou pelos protocolos ou por conta da doença, que vai perdurar durante muito tempo. Se aquele paciente foi curado, está ótimo, ele não precisa praticamente de mais ajuda ou muito pouca, ele vai ficar só fazendo exame de seguimento; mas aqueles que não são curáveis vão ter que fazer um acompanhamento muito mais de perto pela equipe médica e com vocês na retaguarda. O trabalho de vocês é superimportante. Eu sei disso porque eu vivo lá diariamente, convivo com todos esses pacientes que precisam do trabalho de vocês.

Quero acrescentar um detalhe importante desse tempo todo que eu estou lá. Eu nunca imaginei que eu chegaria a ver a evolução tecnológica em que nós chegamos. Em um passado recente, eu diria dez antos atrás, fazer radioterapia num câncer de próstata demorava 35 dias, de segunda a sexta, todos os dias - 35 dias. Hoje, com as técnicas de última geração, nós estamos conseguindo tratar esses pacientes em 5 dias, com muito menos efeito colateral - muito menos, difícil os pacientes terem efeitos colaterais durante o tratamento -, com muito mais precisão da dose no alvo que nós queremos tratar e com certeza, eu tenho certeza absoluta de que as curvas de sobrevida livre de doença e sobrevida global mudaram completamente. Muitos pacientes estarão curados hoje, um percentual muito maior do que quando nós tratávamos há 20, 30 anos, sem essas tecnologias.

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De qualquer forma, quero reforçar aqui a importância do trabalho voluntário. Esses pacientes não estão abandonados à própria sorte nas suas cidades, eles têm vocês como anjos da guarda. Parabéns a todas vocês!

Parabéns, Senador Marcos Pontes e Senadora Mara Gabrilli, pelo evento e pela ajuda que vocês têm dado ao Hospital Amaral Carvalho. É fundamental.

Para completar só essa última frase que eu disse: parabéns pela última verba que vocês conseguiram, porque a radioterapia ganhou um tomógrafo dedicado, de última geração. Está em fase de licitação agora.

Pessoal, muito obrigado. Bom dia para todos. (Palmas.)

A SRA. PRESIDENTE (Mara Gabrilli. Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PSD - SP) - Muito obrigada, Sr. Batista de Oliveira, obrigada mesmo.

E agora quero solicitar à Secretaria-Geral da Mesa a exibição de mais um vídeo institucional.

(Procede-se à exibição de vídeo.) (Palmas.)
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A SRA. PRESIDENTE (Mara Gabrilli. Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PSD - SP) - Que emoção!

Bom, agora eu concedo a palavra à Sra. Marilda Ribeiro Domingos, que é voluntária lá na cidade de Jaú.

Você tem a palavra por cinco minutos, Marilda.

A SRA. MARILDA RIBEIRO DOMINGOS (Para discursar.) - Bom dia a todos e todas, bom dia.

Eu quero agradecer à Presidente da Mesa, Sra. Mara Gabrilli, Senadora, ao Sr. Marcos Pontes, Senador também, muito obrigada por este evento. Queria agradecer também às pessoas convidadas que estão aqui, os voluntários, os Prefeitos que vieram de fora, agradeço em nome do Hospital Amaral Carvalho. Muito obrigada.

Eu queria falar um pouquinho, gente, da história do Amaral Carvalho. Foi falado muito já, mas sempre tem alguma coisa ainda que pode ser falada. O Hospital Amaral Carvalho é uma instituição filantrópica que existe há mais de cem anos, no Estado de São Paulo, que promove bem-estar para muitos brasileiros, para muita gente; muitas pessoas passam pelo Amaral Carvalho. Começou como uma maternidade e hoje é uma referência nacional no combate ao câncer. Eu conheço muitas pessoas que vêm de muitos estados; como voluntária, trabalho também numa casa de apoio e converso com pessoas de vários estados. É muito emocionante, muito gratificante a gente fazer esse serviço.

As pessoas são atendidas pelo Sistema Único de Saúde, então elas não têm gastos quando vêm fazer o tratamento. Eu converso com as pessoas, que falam: "Graças a Deus existe o Sistema Único de Saúde, porque ele me ajuda muito". As pessoas normalmente são pessoas simples, pobres, precisam fazer os tratamentos também e são atendidos assim. É muito maravilhoso saber que a gente tem o Sistema Único e que a gente pode usufruir dele.

O Amaral Carvalho, para quem ainda não tem muita noção, tem quase 2 mil funcionários, é muita gente que se dedica a esse trabalho de cuidar de pessoas. Existe uma coisa que é legal também no Amaral que é o acolhimento, o acolhimento que as pessoas, os funcionários, a gente tem com o próprio ser humano, porque o trabalho é árduo, o trabalho é difícil - foi falado também aqui da dificuldade das pessoas que têm câncer, como elas se comportavam no passado, e hoje as coisas melhoraram bastante para elas -, então, cuidar, para a gente, é muito emocionante, porque a gente vê coisas que a gente não imagina, muito difíceis, mas a gente passa, a gente dá um sorriso, a gente conversa, a gente passa para a pessoa um pouco de humanidade, um pouco de amor. Isso que é importante.

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Eu queria falar também sobre os gestores das equipes de trabalho no Amaral Carvalho, que são pessoas extremamente dedicadas e que se preocupam bastante com o trabalho.

No Amaral Carvalho, gente, tem cadastradas por volta de 4 mil pessoas que ajudam dentro do hospital, por meio da Febec, e as ligas de combate ao câncer também, que auxiliam nos medicamentos, exames, doações e campanhas em diferentes cidades. Em Jaú, por exemplo, tem 180 voluntários atuando em 16 grupos ligados à Entidade Anna Marcelina de Carvalho. Temos quem corta cabelo, temos pessoas que fazem cabelo, barba, unha para quem precisa, tem pessoas que servem o chá, servem as bolachas, tem pessoas que vão aos quartos fazer o acolhimento, conversar com pessoas que estão lá mais que dez, quinze dias.

(Soa a campainha.)

A SRA. MARILDA RIBEIRO DOMINGOS - As pessoas vão, levam uma palavra de apoio, uma palavra de humanidade, uma palavra de espiritualidade. É muito bom também porque, escutando coisa boa, a gente sempre vai poder passar coisas boas para as pessoas também. E tem o pessoal que são os voluntários do Posso Ajudar, que é o meu caso, eu posso ajudar.

Eu me sinto muito feliz, muito lisonjeada por estar fazendo esse trabalho, porque o Posso Ajudar pode parecer uma coisa muito simples, mas a gente fica na porta de entrada do Amaral, na porta de entrada do hospital, a gente recebe as pessoas e a gente vê muitas pessoas que chegam perdidas, não sabem para onde vão, não sabem onde é o banheiro, não sabem, não sabem... Aí a gente pergunta assim: "Precisa de ajuda? Posso ajudar?". É uma coisa maravilhosa perguntar para a pessoa se eu posso ajudá-la. Eu nunca me senti tão feliz antes de fazer isso, porque eu acho que é uma realização. É uma coisa boa de se ver você poder perguntar para a pessoa...

(Soa a campainha.)

A SRA. MARILDA RIBEIRO DOMINGOS - ... "Eu posso te ajudar? Você quer a minha ajuda? Você precisa da minha ajuda?". Então, isso é muito bom, gente.

Eu acho que o trabalho voluntário só engrandece - só engrandece. A gente trabalha com amor, com fé e com esperança de que o futuro possa melhorar para aquela pessoa e para a gente também, porque a gente não está isento, como todo mundo, e a gente precisa cada vez mais fazer o bem. É o bem que importa. Na minha opinião não tem coisa melhor. Fazer o bem não importa a quem, não importa nada. É a gente trabalhar para fazer as coisas renderem e saírem bem. Certo?

O papel é só incentivar outras pessoas a fazerem o mesmo trabalho que a gente faz. Eu sempre faço isso. Depois que eu comecei, já levei duas pessoas e pretendo levar mais, porque eu acho que faz parte, a pessoa cresce e ajuda quem precisa realmente. Certo, gente?

Muito obrigada, tá? Muito obrigada por tudo.

É isso. (Palmas.)

A SRA. PRESIDENTE (Mara Gabrilli. Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PSD - SP) - Muito obrigada, Sra. Marilda Ribeiro, um exemplo.

Eu concedo a palavra agora a Sra. Neyde Lopes Campiom, que é voluntária na cidade de Ourinhos, São Paulo, há mais de vinte anos, por cinco minutos.

A SRA. NEYDE LOPES CAMPIOM (Para discursar.) - Bom dia a todos.

Meu nome é Neyde Lopes Campiom, sou voluntária da Rede de Combate ao Câncer de Ourinhos.

Quero agradecer a oportunidade de estar aqui nesta solenidade comemorando 30 anos do Hospital Amaral Carvalho. Agradeço a todos e, em especial, à Senadora Mara Gabrilli, ao Senador Marcos Pontes, ao Dr. Antonio Navarro e ao Dr. Batista, ambos do Hospital Amaral Carvalho.

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Sou voluntária e Diretora Social da Rede de Combate ao Câncer de Ourinhos há 26 anos. Atendemos, em média, 300 pacientes por mês. Somos 80 voluntárias que se dedicam com muito carinho ao próximo e temos como Presidente o Sr. Edvan Gonzaga de Melo.

Ser voluntário é ser uma pessoa nobre, corajosa, que acredita na força transformadora do amor. O voluntário é um visionário, é a mais profunda realização humana que brota da alegria de servir. Quando ajudamos o nosso próximo, somos abençoados por Deus. Quem enxuga as lágrimas alheias não tem tempo para chorar.

Agradeço por esta oportunidade e que Deus abençoe a todos. Muito obrigada. Gratidão. (Palmas.)

A SRA. PRESIDENTE (Mara Gabrilli. Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PSD - SP) - Muito obrigada, Sra. Neyde Lopes. Obrigada mesmo, de coração.

Eu quero também cumprimentar o Eduardo Nadalet, que é... (Palmas.)

É um sucesso hoje, meu Deus!

É o fundador da Febec (Federação Brasileira de Entidades de Combate ao Câncer).

E viva o Eduardo Nadalet! (Palmas.)

Obrigada pela presença.

Neste momento, eu farei entrega de uma placa comemorativa em agradecimento à generosidade, à dedicação e ao trabalho voluntário realizado no Hospital Amaral Carvalho. E, para representar todos os voluntários da instituição, eu quero convidar as Sras. Marilda Ribeiro Domingos e Neyde Lopes Campiom para receberem a homenagem. É uma placa e flores. Cada uma vai receber uma parte da homenagem. (Palmas.)

E agora, eu quero convidar o Senador Marcos Pontes, aqui na Presidência, para fazer a entrega da homenagem.

(Procede-se à entrega de placa comemorativa às Sras. Marilda Ribeiro Domingos e Neyde Lopes Campiom.) (Palmas.)
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A SRA. PRESIDENTE (Mara Gabrilli. Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PSD - SP) - Agora, antes do encerramento desta sessão, eu quero conceder novamente a palavra ao Sr. Antonio Luis Cesarino de Moraes Navarro.

O SR. ANTONIO LUIS CESARINO DE MORAES NAVARRO (Para discursar.) - Nesta oportunidade, eu acredito que a única coisa que a gente possa fazer é agradecer a todos, tanto ao Senador como à Senadora, que tiveram a gentileza de fazer esta homenagem aos voluntários; sem dúvida nenhuma, as grandes estrelas disso tudo são vocês, os voluntários. Conforme eu disse e repito: sem vocês, eu tenho certeza de que muita gente hoje que está entre nós, que está conosco, com saúde, talvez não estivesse. Então, vocês são muito importantes nesse processo de apoio aos pacientes. O apoio biopsicossocial aos pacientes em tratamento de câncer ou de outras doenças que exijam um volume grande de tratamento não só dá apoio moral, apoio espiritual; ele dá, sem dúvida nenhuma, também a cura.

Muito obrigado a vocês todos. (Palmas.)

A SRA. PRESIDENTE (Mara Gabrilli. Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PSD - SP) - Antes de encerrar esta sessão, eu quero agradecer a todos, agradecer a presença de todos, agradecer a emoção - viu, Senador? - também que nos fez sentir, agradecer a você, Rafael, pela oportunidade de me ajudar aqui a presidir a sessão.

E eu quero também fazer um agradecimento especial ao meu assessor José Wilson, que é a comunicação direta com o Hospital Amaral Carvalho e que, aliás, muito antes de eu ser Senadora, já fazia esse trabalho com o hospital - já fez muito trabalho com a Senadora Marta Suplicy lá no hospital. Então, eu queria deixar registrado aqui que esse amor que sai do gabinete e vai para o hospital e que vem do hospital para a gente vem através de José Wilson. Para a gente, é maravilhoso.

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Cumprida a finalidade desta sessão especial do Senado Federal, agradeço às personalidades que nos honraram - vocês todos - com a participação.

Muito obrigada. (Palmas.)

Está encerrada a sessão.

(Levanta-se a sessão às 12 horas e 16 minutos.)