4ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA
57ª LEGISLATURA
Em 21 de agosto de 2026
(sexta-feira)
Às 9 horas
2ª SESSÃO
(Programa Jovem Senador e Jovem Senadora Brasileiros)

Oradores
Horário

Texto com revisão

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A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro. Fala da Presidência.) - Declaro aberta a sessão.

Sob a proteção de Deus, iniciamos nossos trabalhos.

A presente sessão deliberativa é destinada à apreciação dos Projetos de Lei do Senado Jovem nºs 1 a 3, de 2026.

Os cidadãos que quiserem colaborar com o debate dos Jovens Senadores podem enviar perguntas e comentários por meio do Portal e-Cidadania na internet, pelo endereço www.senado.leg.br/ecidadania, ou ligando para o número 0800 0612211.

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Para ampliar o debate também nas redes sociais, o Jovem Senador tem uma hashtag especial. Quem está nos vendo pode participar com posts escrevendo a hashtag #jovemsenador, tudo junto.

Declaro aberta a Ordem do Dia.

Início da Ordem do Dia

Projeto de Lei do Senado Jovem nº 1, de 2026, da Comissão Cecília Meireles, que institui a Política Nacional de Apoio e Acompanhamento ao Estudante Imigrante.

Parecer nº 1, de 2026, da Comissão Nísia Floresta, Relatora: Jovem Senadora Isabela Lúcio Santana, favorável ao projeto, com as Emendas nºs 1 a 4, que apresenta.

Concedo a palavra à Relatora, Jovem Senadora Isabela Lúcio Santana, para leitura do relatório.

A SRA. ISABELA LÚCIO SANTANA (Para proferir parecer.) - Parecer da Comissão Nísia Floresta sobre o Projeto de Lei do Senado Jovem nº 1, de 2026, da Comissão Cecília Meireles, que institui a Política Nacional de Apoio e Acompanhamento ao Estudante Imigrante.

Relatório.

Encontra-se em análise nesta Comissão o Projeto de Lei do Senado Jovem nº 1, de 2026, ementado em epígrafe, de autoria da Comissão Cecília Meireles.

O projeto é composto de sete artigos.

O primeiro artigo institui a Política Nacional de Apoio e Acolhimento ao Estudante Imigrante, destinada a auxiliar o estudante imigrante em situação de vulnerabilidade social.

O parágrafo único especifica como beneficiários da política os imigrantes em situação de vulnerabilidade social elegíveis para a educação básica.

O art. 2º da proposição dispõe sobre os princípios que orientarão a política, a saber: i) respeito à dignidade humana; ii) solidariedade entre povos e nações; iii) empatia à pessoa em situação de vulnerabilidade; iv) reconhecimento e expansão da cidadania; v) valorização da diversidade; vi) combate à xenofobia e todas as formas de discriminação; e vii) igualdade de oportunidades educacionais.

Em seu art. 3º, o projeto elenca as diretrizes, a saber: i) formação continuada dos professores em educação intercultural; ii) promoção de ações de acolhimento escolar; iii) adaptação de material prático e pedagógico; iv) adequação avaliativa; e v) apoio psicossocial.

Já o art. 4º da proposta trata dos objetivos da política: i) garantir melhores condições de aprendizagem para estudantes imigrantes; ii) reduzir as barreiras linguísticas e culturais; iii) promover o respeito às diferenças culturais; iv) promover ações de combate à xenofobia e qualquer forma de discriminação; v) estabelecer a convivência escolar; vi) incentivar a integração de estudantes imigrantes e de suas famílias à comunidade escolar; vii) capacitar o corpo docente e administrativo para trabalhar com diversidade cultural; e viii) promover equidade no processo educacional.

Como instrumentos da política, o art. 5º apresenta, de forma exemplificativa: i) programas de capacitação e formação continuada para o corpo docente e administrativo; ii) distribuição de material adaptado gratuitamente; iii) cursos de idiomas para o corpo docente, de acordo com as necessidades regionais; iv) protocolos de mediação comunitária e combate ativo a episódios de xenofobia e quaisquer tipos de discriminação no ambiente escolar; v) projetos de integração e interculturalidade que promovam a convivência entre estudantes brasileiros e imigrantes; vi) avaliações adaptadas às condições do imigrante, inclusive quanto ao idioma e diferenças culturais; vii) ensino direcionado à fluência da língua portuguesa conforme as necessidades pessoais dos estudantes; viii) atendimento especializado para estudantes imigrantes que apresentem dificuldades emocionais decorrentes do processo migratório; e ix) programas de acompanhamento do estudante imigrante durante o processo de adaptação.

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O art. 6º do projeto determina que os sistemas de ensino serão responsáveis pela garantia da aplicação do disposto na futura lei aos estudantes imigrantes em situação de vulnerabilidade social, observadas as respectivas disponibilidades orçamentárias e garantindo o apoio técnico da União.

Por fim, o art. 7º contém a cláusula de vigência estabelecendo que a futura lei entrará em vigor após decorridos 365 dias de sua publicação.

Na justificação, os autores argumentam sobre a relevância da medida diante das dificuldades enfrentadas por estudantes imigrantes, especialmente em razão de barreiras linguísticas, culturais e de adaptação no ambiente escolar, que podem comprometer sua integração e seu desenvolvimento educacional.

Observam que, mesmo com o crescimento do fluxo migratório no Brasil, com o aumento do número de crianças e adolescentes admitidos na educação básica, os sistemas educacionais brasileiros não estão preparados para acolher esse público. Assim, defendem a adoção de medidas e a criação de política pública para acolher os estudantes imigrantes e assegurar sua efetiva integração no ambiente escolar em condições de igualdade sem distinção de origem.

Observam, ainda, que a proposta busca fortalecer ações de acolhimento, acompanhamento e inclusão, garantindo igualdade de oportunidades, respeito à diversidade e efetivação do direito à educação.

Não foram apresentadas emendas à proposição.

II - Análise

Compete a esta Comissão analisar os projetos de lei que lhes são submetidos por designação da Presidência do Senado Jovem.

Constatamos que o projeto se mostra tecnicamente adequado, sem vícios aparentes de regimentalidade, juridicidade ou de constitucionalidade, razão pela qual passamos à análise do mérito da proposição, adiantando, desde já, que a matéria merece ser acolhida.

Com efeito, a criação da Política Nacional de Apoio e Acompanhamento do Estudante Imigrante é uma medida louvável que promove a inclusão dos estudantes imigrantes, combate discriminação e garante melhores condições de aprendizagem e integração no ambiente escolar.

O projeto reconhece as diversidades enfrentadas por estudantes imigrantes e, mediante isso, apresenta políticas que asseguram o acesso adequado à educação, concretizando, assim, um mandamento da Constituição Federal que, em seu art. 205, estabelece que a educação é direito de todos e dever do Estado e da família.

No mesmo sentido, o art. 206 da Constituição Federal estabelece a igualdade de condições para o acesso e a permanência escolar. Dessa forma, garantir que estudantes imigrantes tenham apoio para superar barreiras linguísticas e culturais contribui para a efetivação do direito à educação.

A proposição reveste-se de incontestável mérito humanitário, social e pedagógico, como bem demonstrado pela justificação apresentada por seus autores.

O fluxo imigratório de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social é uma realidade fática no sistema de ensino do nosso Brasil. Garantir que o direito à educação, cláusula pétrea de nossa Carta Magna, seja exercido com inclusão real por esses estudantes é um dever imperioso do Estado brasileiro.

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Contudo, compete a esta relatoria zelar não apenas pelas nobres intenções de nossos colegas legisladores, mas também pela estrita viabilidade constitucional, técnica e orçamentária das leis que emanam do nosso Congresso Nacional.

Assim, sugerimos algumas emendas para aprimorar o texto do projeto.

Em primeiro lugar, observamos que a política que se quer instituir se refere aos estudantes imigrantes. Sugerimos que a política também se refira aos estudantes refugiados. Ainda que o estudante refugiado também possa ser enquadrado na condição de imigrante, consideramos oportuno mencionar expressamente as particularidades da condição da pessoa em situação de refúgio, de modo a conceder maior visibilidade a esse grupo e à sua maior vulnerabilidade.

A segunda alteração que sugerimos se dá no art. 1º, com a explicitação de que a condição de vulnerabilidade social do estudante imigrante ou refugiado poderá ser atestada pela inscrição no Cadastro Único para programas sociais do Governo Federal, instituído pelo art. 6º-F da Lei nº 8.742, de 7 de dezembro de 1993, ou pela demonstração de que o estudante se encontra em situação de acolhida humanitária, prestada por organizações públicas ou privadas. Acreditamos que essa adaptação confere maior segurança à proposição.

Outro aspecto que merece ajuste diz respeito às exigências de atendimento especializado para estudantes imigrantes que apresentem dificuldades emocionais decorrentes do processo imigratório. O texto deve ser aprimorado para explicitar que esse atendimento será feito por meio de redes de saúde e de assistência social já existentes.

Por fim, acreditamos ser adequado mencionar expressamente que as responsabilidades da União em relação à política contemplarão especialmente a oferta de cursos de língua estrangeira para professores e a oferta de materiais didáticos e paradidáticos adaptados. Fazemos isso por meio de uma emenda no art. 6º do projeto.

Com tais modificações, acreditamos que o projeto será um importante acréscimo à proteção de estudantes imigrantes e refugiados. Mais do que garantir o acesso à educação, o projeto representa um compromisso com a dignidade, a igualdade e a inclusão. Investir na educação dos imigrantes é reconhecer que, independentemente de sua origem, todos devem ter a oportunidade de construir um futuro melhor e contribuir para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa.

III - Voto

Em face do exposto, o voto é pela aprovação do Projeto de Lei do Senado Jovem nº 1, de 2026, com as seguintes emendas:

Emenda nº 1 - C
Na ementa e nos dispositivos do Projeto de Lei do Senado Jovem nº 1, de 2026, onde se lê "imigrante", leia-se "imigrante e refugiado".
Emenda nº 2 - CI
Acrescente-se ao art. 1º do Projeto de Lei do Senado Jovem nº 1, de 2026, um §2º, transformando-se o parágrafo único em §1º.
§1º...................................................................................................
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§2º A condição de vulnerabilidade social poderá ser atestada pela inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, instituído pelo art. 6º-F da Lei nº 8.742, de 7 de dezembro de 1993, ou pela demonstração de que o estudante se encontra em situação de acolhida humanitária, prestada por organizações públicas e privadas.
Emenda nº 3 - CNF
Dê-se ao inciso VIII do art. 5º do Projeto de Lei do Senado Jovem nº 1, de 2026, a seguinte redação:
Art. 5º..............................................................................................................
.........................................................................................................................
VII - atendimento especializado para estudantes e imigrantes que apresentem dificuldades emocionais decorrentes do processo imigratório por meio das redes públicas de saúde e de assistência social já existentes.
Emenda nº 4 -
Acrescente-se ao art. 6º do Projeto de Lei do Senado Jovem nº 1, de 2026, o seguinte parágrafo único:
Parágrafo único. O apoio técnico da União será prestado especialmente em relação à oferta de recursos de línguas estrangeiras para professores e à oferta de materiais didáticos e paradidáticos adaptados.

Sala da Comissão, Jovem Senadora Tavine Pietra de Almeida Lara, Presidente; Jovem Senadora Isabela Lúcio Santana, Relatora; Jovem Senadora Ana Clara Macêdo Santos; Jovem Senador Calebe Fernandes Freire Varejão Gomes; Jovem Senadora Endy Wanne Vilhena da Silva; Jovem Senadora Kauane Maria Cabral da Silva; Jovem Senadora Livia Disperati Bravin; Jovem Senadora Maria Eduarda Santos de Arruda; Jovem Senadora Maria Isabela Barbosa Paiva.

A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - A Presidência informa que poderão ser oferecidas emendas até o encerramento da discussão.

Antes de iniciarmos a discussão, passo à leitura de algumas perguntas e comentários enviados por cidadãos por meio do Portal e-Cidadania.

Henrique, do Distrito Federal: "Como descobrir quais conhecimentos o aluno já tinha antes de chegar ao Brasil? Como acolher ele?".

Gonesa, da Bahia: "Na ausência de professor de matéria específica bilíngue, a política prevê designação de profissional de apoio para colaborar?".

Gabriel, do Mato Grosso do Sul: "Como garantir sua execução em redes com mais estudantes imigrantes e menos recursos, sem financiamento específico da União?".

Renata, do Distrito Federal: "Que canais seguros permitirão denunciar xenofobia sem medo de retaliação ou de consequências para a situação migratória da família?".

Há alguns comentários.

Renata, do Distrito Federal: "A proposta fortalece uma escola mais acolhedora ao combinar aprendizagem, apoio emocional, respeito à diversidade e combate à xenofobia".

Gentil, de São Paulo: "A política é a arte de governar e buscar o bem comum. Parabéns aos Jovens Senadores que experimentam os protocolos de expediente do Senado".

Passamos à discussão da matéria.

Cada Jovem Senador inscrito disporá de até cinco minutos para o uso da palavra.

Alguém gostaria de fazer o uso da palavra?

A SRA. RITA DE CÁSSIA MEDEIROS DA SILVA (Para discutir.) - Se a Presidente puder repetir a primeira pergunta para mim, para que eu possa fazer o uso da palavra, eu agradeço.

A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - Henrique, do Distrito Federal: "Como descobrir quais conhecimentos o aluno já tinha antes de chegar ao Brasil e como acolher ele?".

A SRA. RITA DE CÁSSIA MEDEIROS DA SILVA - Bom, Henrique, o aluno, logo quando fosse recepcionado, passaria por avaliações pedagógicas que não medissem, mas observassem de qual conhecimento prévio esse aluno já dispõe e, então, a partir desse momento, seriam feitas as adaptações necessárias para o seu ensino.

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A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - Eu passo a palavra para a Lívia Bravin.

A SRA. LÍVIA DISPERATI BRAVIN (Para discutir.) - Bom dia a todos.

Eu queria registrar meus parabéns aos colegas que elaboraram a Política Nacional de Apoio e Acolhimento ao Estudante Imigrante. Essa é uma matéria de extrema relevância, porque não se limita a garantir a vaga na escola, mas a trazer ferramentas para permanência e adaptação desses jovens.

A intenção do projeto é nobre e tenho certeza de que sua aprovação vai transformar a realidade de muitas famílias, fortalecendo a inclusão.

Parabéns.

Obrigada.

A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - Eu passo a palavra para a Tavine.

A SRA. TAVINE PIETRA DE ALMEIDA LARA (Para discutir.) - Eu gostaria de adicionar uma emenda como forma de homenagem a um dos Jovens Senadores presentes aqui.

Dê-se à Emenda do Projeto de Lei do Senado Jovem nº 1, de 2026, a seguinte redação:
"Institui a Política Nacional de Apoio e Acompanhamento ao Estudante Imigrante Lei Juan Guevara".

Justificação.

A presente emenda propõe a denominação da Política Nacional de Apoio e Acompanhamento ao Estudante Imigrante como Lei Juan Guevara, em homenagem ao jovem imigrante venezuelano cuja trajetória simboliza os valores que a política busca promover.

Ao vencer o concurso de redação do Programa Jovem Senador, Juan demonstrou que a educação, aliada ao acolhimento e à inclusão, é capaz de transformar vidas e superar barreiras sociais, culturais e linguísticas. A homenagem reconhece sua história de superação e reforça a importância de garantir oportunidades para que estudantes e migrantes possam desenvolver plenamente seu potencial e contribuir para a sociedade brasileira.

Sala das Sessões, Jovem Senadora Tavine Pietra de Almeida Lara.

Obrigada. (Palmas.)
A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - Mais alguém gostaria de discutir? (Pausa.)

Não havendo mais quem queira discutir, está encerrada a discussão.

Foi apresentada a Emenda nº 5, de Plenário.

Concedo a palavra à Jovem Senadora Isabela Lúcio Santana para proferir parecer sobre as emendas. (Pausa.)
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A SRA. ISABELA LÚCIO SANTANA (Para proferir parecer.) - Eu concordo com a emenda e acredito que ela deva, sim, ser aprovada. Acredito, também, ser uma homenagem muito justa para o estudante Juan.

É apenas isso. Eu acredito na emenda.

A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - O parecer é favorável à Emenda nº 5, de Plenário. (Pausa.)

Passamos à apreciação da matéria.

Em votação o projeto, em turno único, nos termos do parecer, que é favorável ao projeto, com as Emendas nºs 1 a 5.

Solicito à Secretaria-Geral da Mesa que abra o painel para o início da deliberação.

A votação está aberta.

(Procede-se à votação.)

A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - Encerrada a votação.

Determino à Secretaria-Geral da Mesa que mostre no painel o resultado.

(Procede-se à apuração.)

A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - Houve 26 votos SIM; nenhum NÃO.

Nenhuma abstenção.

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Aprovado o projeto, com as Emendas nº 1 a 5.

A matéria vai à Comissão Organizadora para redação final e, posteriormente, à Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa, nos termos do §6º do art. 18 da Resolução nº 42, de 2010, do Senado Federal, para constituir a sugestão legislativa que, se aprovada naquela Comissão, passará a tramitar como projeto de lei no Senado. (Palmas.)

Projeto de Lei do Senado Jovem nº 2, de 2026, da Comissão Nísia Floresta, que institui a Política Nacional de Desenvolvimento Escolar e Cidadania (Juventude Sem Barreiras), criando programas de incentivo a oportunidades educacionais, letramento digital e cidadania democrática.

Parecer nº 1, de 2026, da Comissão Sobral Pinto, Relatora: Jovem Senadora Lorena Valério Gomes, favorável ao projeto, com as Emendas nºs 1 a 4, que apresenta.

Concedo a palavra à Relatora Jovem Senadora Lorena Valério Gomes para leitura do relatório.

A SRA. LORENA VALÉRIO GOMES (Para proferir parecer.) - Parecer da Comissão Sobral Pinto, sobre o Projeto de Lei do Senado Jovem n° 2, de 2026, da Comissão Nísia Floresta, que institui a Política Nacional de Desenvolvimento Escolar e Cidadania (Juventude Sem Barreiras), criando programas de incentivo a oportunidades educacionais, letramento digital e cidadania democrática.

Relatório.

Vem ao exame desta Comissão o Projeto de Lei do Senado Jovem n° 2, de 2026, que institui a Política Nacional de Desenvolvimento Escolar e Cidadania (Juventude Sem Barreiras), com o objetivo de promover o desenvolvimento integral dos estudantes da educação básica pública, mediante programas de incentivo a oportunidades educacionais, letramento digital e cidadania democrática.

A proposição é composta por doze artigos.

O art. 1º institui a Política Nacional de Desenvolvimento Escolar e Cidadania ("Juventude Sem Barreiras") e estabelece como seu objetivo a promoção do desenvolvimento integral dos estudantes da educação básica pública.

O art. 2º estabelece as diretrizes da política, entre as quais se encontram a promoção do letramento digital; o estímulo à participação dos jovens nos processos democráticos; a facilitação do acesso ao exercício da cidadania; a ampliação de oportunidades educacionais e de trabalho, especialmente para estudantes em situação de vulnerabilidade; a redução da evasão e do abandono escolar; a integração pedagógica das tecnologias digitais, inclusive da inteligência artificial; e o acompanhamento de estudantes egressos de programas de assistência estudantil.

O art. 3º prevê cinco ações integrantes da política, que são desdobradas nos artigos seguintes.

O art. 4º dispõe sobre o Programa EducaTec, destinado ao desenvolvimento do pensamento crítico e de habilidades de resolução de problemas, com foco no letramento e na integração pedagógica das tecnologias digitais, inclusive da inteligência artificial, bem como na segurança dos estudantes no uso de dispositivos conectados e aplicações de internet.

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O art. 5º trata do Programa Título Jovem, voltado à promoção da participação dos jovens nos processos democráticos e à redução de barreiras para o ingresso na vida adulta, mediante alistamento eleitoral itinerante e inclusivo nas escolas públicas para jovens entre 16 e 18 anos.

O art. 6º institui o Portal Oportuniza Brasil, destinado a reunir informações sobre bolsas de estudo, estágios, vagas de trabalho, olimpíadas de conhecimento, concursos estudantis, intercâmbios, cursos gratuitos e outras oportunidades oferecidas pelo poder público, pelo setor privado e pelo terceiro setor.

O art. 7º estabelece os objetivos do Programa Potência Jovem, destinado a conectar, sobretudo, estudantes em situação de vulnerabilidade a oportunidades educacionais e de trabalho, e a ampliar seu acesso a experiências acadêmicas, científicas, esportivas e culturais.

O art. 8º dispõe sobre o Programa Pós-Pé-de-Meia, voltado à criação de mecanismos de apoio e acompanhamento de jovens egressos de programas de assistência estudantil, mediante iniciativas como cursos preparatórios, oportunidades de estágio e prioridade para ingresso em ações de aprendizagem profissional, e para eventual efetivação em vagas de trabalho.

O art. 9º estabelece que a política será implementada em regime de colaboração entre União, estados, Distrito Federal e municípios.

O art. 10 determina ao Poder Executivo a divulgação de relatórios anuais de implementação da política em portal público na internet.

O art. 11 prevê a regulamentação da política pelo Poder Executivo federal.

Por fim, o art. 12 traz a cláusula de vigência, com prazo de 180 dias para a entrada em vigor da lei.

Na justificação, os autores sustentam que obstáculos sociais, econômicos e familiares dificultam a conclusão dos estudos e a construção de trajetórias profissionais por parcela dos jovens brasileiros. A proposta é apresentada como instrumento para enfrentar essas dificuldades, estruturada em cinco pilares: educação digital, participação democrática, acesso a oportunidades, atenção aos jovens em situação de vulnerabilidade e transição para a educação profissional, o ensino superior e o mercado de trabalho.

Quanto à educação digital, a justificação defende maior aproveitamento pedagógico das tecnologias, sob orientação docente. Em relação à participação democrática, aponta a necessidade de maior integração entre educação para a cidadania e serviços da Justiça Eleitoral. No que se refere às oportunidades educacionais e profissionais, sustenta a conveniência de reunir em um único ambiente informações atualmente dispersas. Quanto aos estudantes em situação de vulnerabilidade, propõe a identificação precoce de dificuldades e a conexão desses jovens a oportunidades acadêmicas, científicas, esportivas e culturais. Finalmente, a justificação destaca a necessidade de apoio aos jovens na transição entre o ensino médio e a educação profissional ou superior e o mercado de trabalho, especialmente aos egressos de programas de assistência estudantil, com o propósito de estabelecer uma ponte entre a escola e as oportunidades existentes após a conclusão da educação básica.

É o relatório.

Análise.

Do ponto de vista da constitucionalidade formal, a proposição encontra fundamento, em especial, nos arts. 23, inciso V, e 24, incisos IX e XV, da Constituição Federal. O primeiro estabelece como competência comum da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios proporcionar os meios de acesso à educação, à ciência, à tecnologia, à pesquisa e à inovação.

O segundo atribui à União, aos estados e ao Distrito Federal competência concorrente para legislar sobre educação, cultura, ensino, desporto, ciência, tecnologia, pesquisa, desenvolvimento e inovação, bem como sobre proteção à infância e à juventude.

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No que concerne à juridicidade, a proposição apresenta os atributos gerais de inovação, generalidade e abstração próprios da norma jurídica, e utiliza instrumento legislativo adequado para instituir diretrizes de uma política pública nacional. Não se verifica, em seu objeto geral, incompatibilidade com o ordenamento jurídico vigente.

Quanto à técnica legislativa, a proposição apresenta estrutura lógica e adequada compreensão de seus objetivos, embora sejam recomendáveis alguns ajustes de redação, como a correção, no art. 12, da expressão "entrará vigor" para "entrará em vigor".

Quanto ao mérito, a proposição merece acolhimento.

O projeto enfrenta questão relevante para as políticas públicas de juventude: a existência de barreiras que, embora de naturezas diversas, podem produzir efeitos cumulativos sobre a trajetória do estudante. A dificuldade de acesso à informação sobre oportunidades, a necessidade de formação para o uso crítico das tecnologias, a participação cidadã e a transição entre a educação básica e as etapas posteriores da formação e da vida profissional são problemas distintos, mas relacionados.

Nesse sentido, um aspecto positivo da concepção do projeto é não restringir a política à permanência do estudante na escola. A proposta procura contemplar uma trajetória mais ampla, que se inicia durante a educação básica e alcança a transição para a educação profissional, o ensino superior e o mercado de trabalho.

A proposição, contudo, pode ser aperfeiçoada em alguns aspectos.

Em relação ao Programa de Educação Digital e Tecnologia, sugerimos incluir, entre os objetivos discriminados, a utilização consciente e crítica dos dispositivos conectados e aplicações de internet, considerando a importância da promoção do pensamento crítico nas ações de letramento digital para que o estudante esteja preparado para usar as ferramentas tecnológicas ao longo da vida profissional e acadêmica, com autonomia, responsabilidade e segurança. Suprimimos também o nome fantasia Programa EducaTec, por se tratar de nome já adotado por diversos programas estaduais e municipais, empresas e instituições de ensino.

Em relação ao Programa Nacional de Participação Democrático-Juvenil, inserimos a previsão do desenvolvimento de ações de conscientização política e alteramos a redação do dispositivo para prever que o alistamento eleitoral itinerante e inclusivo se dará através de ação de fomento, para evitar vício de constitucionalidade, considerando que o alistamento eleitoral compete ao Poder Judiciário.

Em relação ao Programa Nacional de Transição para a Educação Profissional Técnica, Superior e Mercado de Trabalho, sugerimos excluir as menções ao Programa Pé-de-Meia, por se tratar de apenas um dos programas de apoio oferecidos atualmente pelo Governo Federal, sujeito a alterações futuras. Por essa razão, sugerimos substituir o nome fantasia de Programa Pós Pé-de-Meia por Programa Futuro Jovem. Também alteramos a redação do caput para incluir as ações do programa em incisos, aperfeiçoando a técnica legislativa.

Ainda no mesmo artigo, sugerimos substituir a ação que previa a prioridade de contratação por ações de "apoio a inserção no mercado de trabalho", evitando a interferência indevida na esfera de atuação da iniciativa privada.

Voto.

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Em face do exposto, o voto é pela aprovação do Projeto de Lei do Senado Jovem nº 2, de 2026, com as seguintes emendas:

Emenda 1

Dê-se a seguinte redação aos incisos I e V do art. 3º do Projeto de Lei do Senado Jovem n° 2, de 2026:

"Art. 3º...................................................................

I - Programa de Educação Digital e Tecnologia;

V - Programa Nacional de Transição para a Educação Profissional Técnica, Superior e Mercado de Trabalho (Programa "Futuro Jovem").

Emenda 2

Dê-se a seguinte redação ao art. 4º do Projeto de Lei do Senado Jovem n° 2, de 2026:

"Art. 4º O Programa de Educação Digital e Tecnologia tem por objetivo desenvolver pensamento crítico e habilidades de resolução de problemas, com foco em letramento e integração pedagógica com as tecnologias digitais, inclusive Inteligência Artificial, promovendo a utilização consciente, crítica e segura dos dispositivos conectados e aplicações de Internet pelos estudantes."

Emenda 3

Dê-se a seguinte redação ao art. 5º do Projeto de Lei do Senado Jovem n° 2, de 2026:

"Art. 5º O Programa Nacional de Participação Democrático-Juvenil (Programa "Título Jovem") tem por objetivo promover a participação dos jovens nos processos democráticos e reduzir barreiras para o ingresso na vida adulta, por meio de ações de conscientização política e do fomento ao alistamento eleitoral itinerante e inclusivo nas escolas públicas para jovens entre 16 e 18 anos."

Emenda 4

Dê-se a seguinte redação ao art. 8º do Projeto de Lei do Senado Jovem n° 2, de 2024:

"Art. 8º O Programa Nacional de Transição para a Educação Profissional Técnica, Superior e Mercado de Trabalho (Programa Futuro Jovem) tem por objetivo criar mecanismos de apoio e acompanhamento a jovens egressos de Programas de Assistência Estudantil, por meio de ações como:

I - cursos preparatórios;

II - oportunidades de estágios;

III - prioridade para ingresso nas ações do Programa Jovem Aprendiz;

IV - apoio à inserção no mercado de trabalho; e

V- outras iniciativas relevantes definidas pelo gestor do Programa."

Sala da Comissão,

Jovem Senadora Ana Brícia Soares - MA; Jovem Senadora Estéfane Oliveira - TO; Jovem Senadora Giovana Gama - AM; Jovem Senadora Isadora Fagundes - PR; Jovem Senadora Lara Schuquel - RS; Jovem Senadora Larah Rios - BA; Jovem Senadora Lorena Valério - MS; Jovem Senadora Maria Laura Soares - RJ; e Jovem Senadora Marília Coelho - CE.

A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - A Presidência informa que poderão ser oferecidas emendas até o encerramento da discussão.

Antes de iniciarmos a discussão, passo à leitura de perguntas e comentários enviados por cidadãos, por meio do Portal e-Cidadania.

Perguntas.

Do Gustavo, do Ceará: "Como garantir que o uso da inteligência artificial nas escolas ajude no aprendizado e não substitua o esforço do aluno?"

Do Caio, do Mato Grosso: "Como garantir que crianças e adolescentes de áreas isoladas do país, sem internet e dados móveis, tenham acesso a esses programas?"

Da Renata, do Distrito Federal: "O alistamento eleitoral nas escolas respeitará a decisão individual do jovem e oferecerá informações plurais sobre cidadania?"

Do Gustavo, do Ceará: "Como garantir que as oportunidades divulgadas no portal sejam realmente confiáveis e acessíveis aos estudantes?"

Comentários.

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Raphael, de São Paulo, sobre o art. 6º: "O Estado deveria fomentar e integrar iniciativas privadas e do terceiro setor já existentes; as atuais funcionam muito bem."

Renata, do Distrito Federal: "A proposta valoriza o protagonismo juvenil ao conectar educação, tecnologia, cidadania e oportunidades concretas para a vida adulta.".

Passamos à discussão da matéria.

Cada Jovem Senador inscrito disporá de até cinco minutos para o uso da palavra. (Pausa.)

Passo a palavra para o Jovem Senador Calebe.

O SR. CALEBE FERNANDES FREIRE VAREJÃO GOMES (Para discutir.) - A Presidente poder repetir a pergunta feita pelo Distrito Federal sobre a eleição, sobre o título?

A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - "O alistamento eleitoral nas escolas respeitará a decisão individual do jovem e oferecerá informações plurais sobre a cidadania"?

O SR. CALEBE FERNANDES FREIRE VAREJÃO GOMES - Sim, nosso objetivo com esse projeto não é tornar o voto obrigatório, pois, na Constituição, o voto para pessoas de 16 até 18 anos é facultativo e seria anticonstitucional obrigar os alunos que teriam esse acesso a esse programa a regularizar o seu título de eleitor. E, sim, dentro desse projeto, nós temos o foco em conscientizar o jovem sobre a democracia, sobre a política e sobre como a participação deles é importante no nosso país. (Pausa.)

A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - Eu passo a palavra para a Maria Laura, do Rio de Janeiro.

A SRA. MARIA LAURA SOARES E SILVA (Para discutir.) - Presidente, você poderia repetir a primeira pergunta, por favor?

A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - "Como garantir que o uso da inteligência artificial nas escolas ajude no aprendizado e não substitua o esforço do aluno?"

A SRA. MARIA LAURA SOARES E SILVA - Primeiramente, gostaria de ressaltar que esse tema já foi um tema abordado diversas vezes aqui na semana do Programa Jovem Senador.

O que a gente discutiu ontem, inclusive, na audiência da Comissão de Educação e Cultura com o Senador Paulo Paim, foi exatamente isso. E digo novamente: as questões da inteligência artificial e dos avanços tecnológicos devem ser trabalhadas principalmente no ambiente educacional. A educação midiática é extremamente necessária, até porque, como foi dito ontem, nós não devemos regredir com nem repelir o uso da inteligência artificial e dos avanços tecnológicos, mas aprender a utilizá-los de forma consciente.

Por isso, acredito que esse programa integra exatamente isso: a importância da educação midiática e como isso é necessário nos ambientes escolares para, em vez de repelirmos e negarmos a importância dos avanços tecnológicos, aprendermos a utilizá-los de forma consciente e coerente. (Pausa.)

A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - Eu passo a palavra para a Maria Isabela.

A SRA. MARIA ISABELA BARBOSA PAIVA (Para discutir.) - Boa tarde a todos.

A Presidente poderia, por favor, repetir a última pergunta, sobre o portal?

A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - É Maria Isabela, correto?

A SRA. MARIA ISABELA BARBOSA PAIVA - Isso.

A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - Ah, sim.

"Como garantir que as oportunidades divulgadas no portal sejam realmente confiáveis e acessíveis aos estudantes"?

A SRA. MARIA ISABELA BARBOSA PAIVA - A nossa ideia é que sejam programas devidamente cadastrados e que eles tenham passado pelo cadastramento nos portais.

Nós temos a intenção de garantir o acesso à oportunidade; que esse acesso seja mais igualitário a todos e que a falta de acesso às informações sobre as oportunidades não defina e não e não tornem mais difícil a progressão dos estudantes brasileiros.

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A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - Eu passo a palavra para a Larah.

A SRA. LARAH RIOS GOMES (Para discutir.) - Eu quero parabenizar o grupo, a Comissão Sobral Pinto. Foi uma honra presidir essa Comissão.

Eu tenho enorme gratidão pelos meus colegas por trabalhar com vocês. É gratificante ver jovens que pensam na valorização de jovens que estão em situações de vulnerabilidade e também que pensam na educação midiática, porque nós somos jovens, nós estamos inseridos no meio das redes sociais. Então, além de nós, nós devemos pensar nisso, em como as escolas devem pensar e tratar a educação midiática. A minha amiga Maria Laura falou ontem muito bem: nós não devemos descartar o meio midiático e devemos ampliá-lo, porque ele não deve ser um inimigo, e, sim, um aliado.

Então, eu faço essa fala apenas para agradecer e parabenizar os meus colegas por essa ideia brilhante. Nós somos jovens democráticos, e é muito importante que a gente democratize os jovens da nossa geração. Que o primeiro voto não seja apenas um voto, e, sim, um voto com a intenção de mudar, com a mente de mudança e com o intuito de transformar o Brasil cada vez melhor.

Então, muito obrigada, e parabéns a todos! Vocês são brilhantes! (Palmas.)
A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - Mais alguém gostaria de adicionar um comentário? (Pausa.)

À Ana Clara, de Pernambuco, passo a palavra.

A SRA. ANA CLARA MACÊDO SANTOS (Para discutir.) - Bom, em uma das perguntas aí no e-Cidadania, que foi sobre como garantir o acesso à criança, eu falei o seguinte aqui: as crianças e os adolescentes têm o acesso aos programas, precisando entender também que a inclusão digital não pode depender da condição financeira da família. O acesso deve acontecer principalmente dentro das escolas públicas, com internets adequadas, equipamentos e profissionais capacitados.

Além disso, o programa deve priorizar estudantes e escolas em situações de vulnerabilidade. Então, focamos não somente no ensino médio, mas também no ensino fundamental, especialmente nas regiões rurais e localidades com menor conectividade. Dessa forma, não estaremos criando uma política apenas para quem já possui acesso à tecnologia, mas utilizando a educação digital justamente como instrumento da redução das desigualdades, incluindo para todos.

A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - Eu passo a palavra para a Maria Eduarda.

A SRA. MARIA EDUARDA SANTOS DE ARRUDA (Para discutir.) - Bom dia a todos.

Eu sou membro da Comissão Nísia Floresta e fomos nós que produzimos esse projeto de lei.

Eu só gostaria de fazer um comentário, a todos os Senadores presentes, de que a nossa Comissão está buscando ajudar os jovens e os estudantes que sofrem com as desigualdades sociais que se perpetuam dentro do nosso país. Nós queremos que o ensino seja democratizado a todos, nós queremos que o letramento digital seja uma realidade possível a todos, porque, hoje em dia, nós sabemos que existem milhares de jovens e estudantes que desistem de muitos sonhos porque não têm oportunidade para conseguir continuar com eles porque largam a escola porque precisam trabalhar, largam a escola por motivos externos.

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Então nós queremos que a educação continue fazendo parte da sociedade brasileira, porque nós, como Jovens Senadores representantes de cada estado, sabemos que a educação é capaz de mudar o mundo, é capaz de mudar uma sociedade inteira. Nós, da Comissão Nísia Floresta, queremos que a educação esteja presente na nossa sociedade e que seja uma arma capaz de mudar o nosso mundo. Esse é o objetivo do nosso projeto de lei, e eu espero muito pela aprovação de todos os presentes, porque a educação é a única coisa que é capaz de transformar uma sociedade inteira e nós, dentro do centro da democracia do nosso país, sabemos muito bem disso.

Muito obrigada. (Palmas.)

A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - Não havendo mais quem queira discutir, está encerrada a discussão.

Não foram apresentadas novas emendas durante a discussão.

Passamos à apreciação da matéria.

Em votação o projeto, em turno único, com as Emendas nº 1 a 4.

Solicito à Secretaria-Geral da Mesa que abra o painel para o início da deliberação.

A votação está aberta.

(Procede-se à votação.)

A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - Está encerrada a votação.

Determino à Secretaria-Geral da Mesa que mostre no painel o resultado.

(Procede-se à apuração.)

A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - Votaram SIM 26 Jovens Senadores; nenhum, NÃO.

Nenhuma abstenção.

Aprovado o projeto com as Emendas nº 1 a 4.

A matéria vai à Comissão Organizadora para redação final e, posteriormente, à Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa, nos termos do §6º do art. 18 da Resolução nº 42, de 2010, do Senado Federal, para constituir a sugestão legislativa, que, se aprovada pela Comissão, passará a tramitar como projeto de lei no Senado.

Projeto de Lei do Senado Jovem nº 3, 2026, da Comissão Sobral Pinto, que institui a Política Nacional de Prevenção à Violência contra Meninas e Mulheres e estabelece diretrizes para a atuação integrada do poder público na prevenção das diversas formas de violência contra meninas e mulheres.

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Parecer nº 1, de 2026, da Comissão Cecília Meireles, Relatora: Jovem Senadora Yasmin da Silva Freitas, favorável ao projeto, com a Emenda nº 1, que apresenta.

Concedo a palavra à Jovem Senadora Yasmin da Silva Freitas para a leitura do relatório.

A SRA. YASMIN DA SILVA FREITAS (Para proferir parecer.) - Parecer n° 3, de 2026, da Comissão Cecília Meireles, sobre o Projeto de Lei do Senado Jovem n° 3, de 2026, da Comissão Sobral Pinto, que institui a Política Nacional de Prevenção à Violência contra Meninas e Mulheres e estabelece diretrizes para a atuação integrada do poder público na prevenção das diversas formas de violência contra meninas e mulheres.

Relatório.

É submetido à apreciação desta Comissão o Projeto de Lei (PL) do Senado Jovem n° 3, de 2026, da Comissão Sobral Pinto, que institui a Política Nacional de Prevenção à Violência contra Meninas e Mulheres e estabelece diretrizes para a atuação integrada do poder público na prevenção das diversas formas de violência contra meninas e mulheres.

O projeto é constituído por 18 artigos, que abordam diversos eixos temáticos relacionados à prevenção da violência contra meninas e mulheres, dentre eles: educação, segurança pública, tecnologia e mídia.

Na área da educação, por exemplo, o projeto visa a implementar programas educativos destinados também a meninos e homens, voltados à prevenção de comportamentos violentos e demais ações de prevenção.

No eixo da segurança pública, a proposição estabelece identificar espaços públicos com maior incidência ou risco de violência contra meninas e mulheres, promover melhorias na iluminação e sinalização, bem como a utilização de tecnologias de videomonitoramento como ferramentas de prevenção à violência contra meninas e mulheres nos espaços públicos.

Após a análise desta Comissão, a matéria será apreciada pelo Plenário.

Análise.

Compete a esta Comissão analisar o presente projeto, desenvolvido pela Comissão Sobral Pinto, tanto em seus aspectos formais quanto materiais.

Quanto à constitucionalidade, o PL em análise está de acordo com os direitos fundamentais de proteção do direito à vida e à segurança contidos no art. 5º da Constituição Federal. A matéria é de competência legislativa da União, nos termos dos arts. 22 e 24 da Carta Magna. A proposição não trata de matéria com reserva de iniciativa. Também não há óbices relativos à juridicidade.

No que concerne à técnica legislativa, a matéria segue os ditames da Lei Complementar n° 95, de 26 de fevereiro de 1998.

Apesar dos avanços que ocorreram nas últimas décadas em nossa nação, o problema da violência contra meninas e mulheres ainda persiste. O projeto em exame busca oferecer um conjunto de medidas para mitigar essa problemática e avançar com o progresso do país.

No que diz respeito ao mérito, a proposição contribui para a identificação de padrões de violência. A medida mostra-se pertinente, uma vez que a análise sistemática de informações sobre violência permite ao poder público compreender as diferentes circunstâncias em que a violência ocorre, identificar situações de maior vulnerabilidade e direcionar de maneira mais eficiente as ações de prevenção.

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Ademais, a proposição é meritória por sua abordagem preventiva, nos âmbitos primário e secundário, protegendo as meninas da violência de gênero. Destaca-se a inclusão de ações educacionais e de transformação cultural voltadas à conscientização, inclusive de meninos e homens, para evitar comportamentos violentos.

Não obstante a relevante contribuição que a matéria representa para a legislação de prevenção à violência contra a mulher, entendemos que o projeto pode ser aprimorado com a abordagem da violência vicária, que é aquela praticada contra filhos, dependentes ou pessoas do convívio afetuoso da mulher, com o objetivo de gerar-lhe sofrimento psíquico severo ou destruição emocional. Nesse sentido, apresentamos emenda para abordar a questão da violência vicária.

Voto.

Em face do exposto, o voto é pela aprovação do Projeto de Lei do Senado Jovem nº 3, de 2026, com a seguinte emenda:

EMENDA Nº 1-CCM
Dê-se ao inciso I do art. 2º do Projeto de Lei do Senado Jovem nº 3, de 2026, a seguinte redação:
"Art. 2º ................................................................................
I - Violência contra meninas e mulheres: qualquer forma de violência baseada no gênero, incluindo física, sexual, psicológica, moral, patrimonial e vicária, tanto no âmbito público quanto no privado, abrangendo, entre outros, os ambientes digital, educacional, profissional, político e comunitário;"

Sala da Comissão.

Jovem Senador Gustavo Ferreira, Jovem Senadora Iolanda Ribeiro, Jovem Senador Juan Guevara, Jovem Senadora Maria Clara, Jovem Senadora Maria Grasielle, Jovem Senador Maycon Monteiro, Jovem Senadora Naiane Nascimento, Jovem Senadora Rita de Cássia e Jovem Senadora Yasmin Freitas.

A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - A Presidência informa que poderão ser oferecidas emendas até o encerramento da discussão.

Antes de iniciarmos a discussão, passo à leitura de perguntas e comentários enviados por cidadãos por meio do Portal e-Cidadania.

Ana, do Ceará: "Vivemos em uma sociedade com números alarmantes de mortes e violências contra as mulheres. As campanhas atuariam no setor privado? Como?".

Renata, do Distrito Federal: "Como articular a política com serviços já existentes sem criar novos caminhos de atendimento que confundam quem busca ajuda?".

Daguche, da Paraíba: "Como que tal política de prevenção poderá ser colocada em pauta em municípios com alto índice de pobreza, onde falta o básico?".

Gustavo, do Ceará: "Como a escola pode identificar sinais de violência sem expor ou constranger a menina?".

E alguns comentários.

Renata, do Distrito Federal: "Parabéns pela proposta de priorizar a prevenção, a autonomia e a integração entre políticas públicas para proteger meninas e mulheres".

Talita, de São Paulo: "Parabéns aos Jovens Senadores pela dedicação e qualidade dos projetos apresentados! Essa vivência fortalece a nossa democracia".

Passamos à discussão da matéria.

Cada Jovem Senador inscrito poderá usar até cinco minutos para o uso da palavra. (Pausa.)

Passo a palavra para Maria Isabela.

A SRA. MARIA ISABELA BARBOSA PAIVA (Para discutir.) - Gostaria, primeiramente, de parabenizar a Comissão responsável pelo lindo projeto e citar uma importante frase de Simone de Beauvoir: "Basta uma crise política, econômica ou religiosa para que os direitos das mulheres sejam questionados".

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É exatamente por isso que esse projeto de lei se faz necessário, para fortalecer a proteção e a prevenção contra a violência contra a mulher e para garantir que seus direitos não sejam relativizados diante das dificuldades e das mudanças da nossa sociedade atual, visando à prevenção.

Muito obrigada.

A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - Eu passo a palavra para a Jovem Senadora Maria Laura.

A SRA. MARIA LAURA SOARES E SILVA (Para discutir.) - Presidente, você poderia repetir, novamente, a primeira pergunta, por favor?

A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - Ana, do Ceará: "Vivemos em uma sociedade com números alarmantes de mortes e violências contra as mulheres. As campanhas atuariam no setor privado? Como?".

A SRA. MARIA LAURA SOARES E SILVA - Bom, nós deixamos isso bem específico no segundo artigo do nosso projeto, que diz que o projeto irá atuar tanto no âmbito público quanto no privado. Isso está bem claro no art. 2º, inciso I: "Violência contra meninas e mulheres: qualquer forma de violência baseada no gênero, incluindo física, sexual, psicológica, moral, patrimonial e [agora, com a emenda] vicária, tanto no âmbito público quanto no privado, abrangendo, entre outros, os ambientes digital, educacional, profissional, político e comunitário".

Nós deixamos bem específico que o projeto pode atuar tanto no ambiente público quanto no ambiente privado, e até mesmo no ambiente profissional.

A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - Eu passo a palavra para a Jovem Senadora Tavine.

A SRA. TAVINE PIETRA DE ALMEIDA LARA (Para discutir.) - Eu queria parabenizar a Comissão responsável por esse projeto, porque, em um país em que nós temos cerca de 1,5 mil casos de feminicídio ao ano e quase 4 milhões de casos de violência contra a mulher, dar atenção a isso é de extrema relevância.

Nós sabemos que a mulher cada vez mais cresce, mas também cada vez mais é minimizada por outras pessoas, por tipos de preconceito. Então, criar espaço para essas mulheres e também defendê-las é muito importante.

Obrigada.

A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - Eu passo a palavra para Maria Clara.

A SRA. MARIA CLARA DA SILVA OLIVEIRA (Para discutir.) - Bom dia, pessoal.

Eu queria parabenizar o projeto e eu queria registrar o meu total apoio ao parecer apresentado pela Relatora Senadora Yasmin Freitas.

Trata-se de uma proposição de extrema relevância e de alcance social para o nosso país. É fundamental destacar a sensibilidade do projeto ao focar em ações preventivas e educacionais integradas principalmente com o público masculino, além de propor medidas concretas de segurança, como a melhoria da iluminação, da sinalização e do videomonitoramento dos espaços públicos. Esse olhar abrangente e estruturado é um passo indispensável para garantir a proteção, a dignidade e a segurança das meninas e das mulheres em todo o Brasil.

Então, eu queria deixar aqui os meus parabéns à Comissão pelo trabalho lindo e também eu queria agradecer à Consultoria da Comissão Cecília Meireles por todo o apoio ao nosso projeto, que é sobre imigrantes no nosso país e educação.

Eu queria expressar os meus agradecimentos à consultoria: vocês foram fundamentais, e tudo o que eu aprendi eu vou levar para a minha escola, para a minha cidade e para todos os estudantes.

Muito obrigada. (Palmas.)
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A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - Eu passo a palavra para Lívia.

A SRA. LÍVIA DISPERATI BRAVIN (Para discutir.) - Primeiramente, eu queria parabenizar os colegas da Comissão pela iniciativa. A gente sabe o quanto esse tema é urgente. Trata-se de um projeto feito com muita sensibilidade, porque trabalha a prevenção desde a base, inclusive no combate à violência digital.

Eu queria parabenizar o grupo. O grupo está de parabéns pelo excelente trabalho.

Obrigada.

A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - Eu passo a palavra para Giovana Pantoja.

A SRA. GIOVANA PANTOJA GAMA (Para discutir.) - A Sra. Presidente poderia repetir as perguntas feitas pelo portal?

A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - Todas?

A SRA. GIOVANA PANTOJA GAMA - A terceira, se não me engano.

A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - "Como que tal política de prevenção poderá ser colocada em pauta em municípios com alto índice de pobreza, onde falta o básico?".

A SRA. GIOVANA PANTOJA GAMA - Perdão, a senhora poderia ler todas?

A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - Posso.

"Vivemos em uma sociedade com números alarmantes de mortes e violências contra as mulheres. As campanhas atuariam no setor privado? Como?".

"Como articular a política com serviços já existentes sem criar novos caminhos de atendimento que confundam quem busca ajuda?".

"Como a escola pode identificar sinais de violência sem expor ou constranger a menina?".

A SRA. GIOVANA PANTOJA GAMA - Muito obrigada.

Eu irei elaborar um pouco mais, respondendo à terceira pergunta.

Eu vou ler aqui o art. 7º, inciso VI, do Projeto de Lei nº 3. Respondendo à pergunta, o inciso VI: "capacitar profissionais da educação para identificar sinais de violência ou de risco e conhecer os procedimentos adequados de encaminhamento à rede de proteção, respeitadas as atribuições profissionais e a legislação aplicável".

A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - Eu passo a palavra para Endy, do Amapá.

A SRA. ENDY WANNE VILHENA DA SILVA (Para discutir.) - Eu gostaria de parabenizar esse projeto tão necessário, porque a violência contra as meninas e as mulheres é uma problemática que pode estar muito mais próxima de nós do que nós imaginamos, muitas das vezes dentro de nossas próprias comunidades e até dos nossos círculos de convivência.

Por isso, iniciativas como essas são fundamentais para prevenir, proteger e dar voz a quem precisa.

A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - Eu passo a palavra para Rita de Cássia.

A SRA. RITA DE CÁSSIA MEDEIROS DA SILVA (Para discutir.) - Eu pretendo responder à pergunta com relação à aplicação dessa política em cidades com alto índice de vulnerabilidade, onde, segundo a relatora da pergunta, pode faltar o básico.

Políticas como essa possuem disponibilização de verba própria para a execução dessa política e, portanto, podem ser aplicadas mesmo em cidades com alto índice de vulnerabilidade social, onde, infelizmente, falta o básico, às vezes, para a vivência com dignidade.

Então, eu espero muito que esse projeto possa alcançar a todos, inclusive os mais vulneráveis, e deixo aqui os meus parabéns à Comissão que desenvolveu esse projeto, que foi analisado pela Comissão Cecília Meireles.

A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - Agora eu passo a palavra para Marília.

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A SRA. MARÍLIA DE CARVALHO COELHO (Para discutir.) - Presidente, você poderia ler a terceira pergunta de novo, por favor?

A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - "Como tal política de prevenção poderá ser colocada em pauta em municípios com alto índice de pobreza, onde falta o básico?". Seria essa a pergunta?

A SRA. MARÍLIA DE CARVALHO COELHO - Isso.

Quem foi que a fez? Foi a Ana, do Ceará?

A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - Daguche, da Paraíba.

A SRA. MARÍLIA DE CARVALHO COELHO - Então, Daguche, as limitações do orçamento público não podem ser um entrave ao combate à violência contra a mulher, né? Então, a preservação do direito da mulher, o não questionamento de alguns direitos que demoraram tanto tempo para serem conquistados, esse tipo de combate não pode ser limitado ao orçamento público.

E eu gostaria também de parabenizar todo mundo da Comissão Sobral Pinto por esse projeto incrível que visa a um grupo tão, muitas vezes, esquecido, ou seja, um grupo que é vulnerável, que, só pelo fato de nascer, já nasce numa certa vulnerabilidade, só por nascer mulher. Então, é um projeto muito lindo.

Eu fazia parte da Comissão Sobral Pinto, e eu e todas as minhas colegas pensamos muito em tudo que a gente ia colocar. Todas as ideias foram ouvidas nos eixos da educação, da segurança pública, de como prevenir a formação de grupos radicais, de grupos reacionários contra a mulher.

Eu fico muito feliz por estar aqui com todos os meus colegas Jovens Senadores.

Muito obrigada a todo mundo que fez parte de todos esses projetos.

A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - Passo a palavra para Lara Schuquel.

A SRA. LARA SCHUQUEL DAUINHEIMER (Para discutir.) - Queria cumprimentar a todos, primeiramente.

Eu gostaria de fazer uma pontuação na frase falada pela nossa colega, que falou que "basta um movimento social ou uma crise política para que os nossos direitos sejam questionados". E, infelizmente, não só apenas nesses momentos; em todos os momentos os direitos das mulheres são questionáveis.

Vivemos agora, infelizmente, um movimento social, no digital, dos movimentos de red pill, em que há, realmente, o questionamento dos nossos direitos, em que há, explicitamente, o discurso de ódio voltado para a mulher, e eles encontraram, no meio digital, um espaço amplo dessa disseminação. Nós buscamos, através de eixos de educação, de monitoramento e de preservação, também nesse meio digital, tentar mitigar esses entraves para os nossos direitos.

A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - Eu passo a palavra para a Ana Brícia.

A SRA. ANA BRÍCIA OLIVEIRA SOARES (Para discutir.) - Boa tarde a todos.

Queria dizer que eu fazia parte dessa Comissão e que a gente pensou em cada detalhe para botar nesse projeto de lei, para que não faltasse realmente nada, porque, hoje em dia, infelizmente, ainda presenciamos várias e várias formas de ataque às mulheres. Inclusive, foi comentado à Mesa que - eu não sei quem comentou ainda, não lembro -, hoje em dia, muito se fala sobre a mulher não poder votar, porque... Eu não sei por quê, mas é isso.

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Quero parabenizar a todas. Inclusive, somos uma Comissão formada só por mulheres - nossa Comissão é só por mulheres - e amamos que a Mesa também seja composta somente por mulheres. Estamos alcançando lugares significativos na sociedade.

Quero parabenizar a todas da minha Comissão por pensar nisso - da nossa Comissão -, por pensarmos nesse projeto de lei juntas. Foi uma experiência incrível.

Muito obrigada.

A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - Eu passo a palavra para Giovana Pantoja.

A SRA. GIOVANA PANTOJA GAMA (Para discutir.) - Eu só queria ressaltar também e pontuar o meu orgulho de ter feito parte, como a Ana Brícia disse, desta Comissão Sobral Pinto; de ter presidido, ao lado da Presidente Larah Rios, da Comissão, uma Comissão feita somente por mulheres, em que todas apresentaram diversos projetos de lei e nenhum deles foi descartado. Por isso, nós temos 18 artigos - eu acredito que nós temos o maior projeto de lei daqui.

Foi uma honra ter trabalhado ao lado de vocês, meninas tão esclarecidas - e inteligentes - sobre o assunto. Vocês estão de parabéns.

Muito obrigada.

A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - Eu passo a palavra para Yasmin.

A SRA. YASMIN DA SILVA FREITAS (Para discutir.) - Presidente, a senhora pode repetir a última pergunta?

A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - Gustavo, do Ceará: "Como a escola pode identificar sinais de violência sem expor ou constranger a menina?".

A SRA. YASMIN DA SILVA FREITAS - Bom, Gustavo, a escola pode identificar sinais de violência por meio de uma escuta qualificada, uma observação também cuidadosa e canais seguros de denúncia, sem expor a estudante, é claro.

É importante que os professores e os profissionais também sejam capacitados para perceber mudanças no comportamento da criança - ou da menina, ou da adolescente -, queda no rendimento, isolamento ou outros sinais de alerta, mas sem fazer quaisquer julgamentos ou questionamentos diante de outras pessoas.

Quando houver algum tipo de suspeita, a abordagem vai ser individual, acolhedora e também sigilosa, preservando a privacidade da menina - ou da adolescente -, encaminhando o caso aos profissionais e órgãos que sejam responsáveis por isso, conforme a situação. O objetivo é garantir a proteção e o apoio e não expor ou constranger a vítima.

Também gostaria de parabenizar toda a Comissão pelo excelente trabalho e pela qualidade da discussão. As contribuições, o respeito, o diálogo e o compromisso de cada integrante foram fundamentais para construir um debate tão importante e tão enriquecedor.

Parabéns a todos pelo empenho e pela dedicação.

A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - Eu passo a palavra para a Vice-Presidente da Mesa Diretora, Maria Grasielle, da Paraíba.

A SRA. MARIA GRASIELLE DE SOUZA FÉLIX (Para discutir.) - Primeiramente, bom dia.

Gostaria de parabenizar as nossas meninas, as nossas mulheres que participaram desta Comissão e criaram esta Comissão sobre as mulheres. Eu acredito que não teria condição de nós estarmos em maioria, com mais da metade dos Jovens Senadores sendo meninas, e nós não fazermos um projeto de lei que ajudasse as mulheres na nossa vida, no nosso dia a dia.

Eu gostaria apenas de enfatizar que este projeto de lei irá trabalhar todos os espaços, todos os eixos e âmbitos. Ele tem, na sua formação, artigos que trabalham a mulher em termos de educação, tecnologia e mídia e segurança pública. Então, em todos os eixos, ele estará prevenindo que nós possamos viver de forma segura, de forma que nós não tenhamos violência, assédios e demais coisas.

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Então, eu só queria deixar parabenizado, parabenizar as meninas, e dizer que eu quero, sim, que este projeto de lei vire uma lei mesmo, para que talvez, assim, nós possamos viver um pouco melhor, sem esse medo, a todo momento, de sofrer uma violência ou algum assédio ou abuso.

Muito obrigada. (Palmas.)

A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - Eu passo a palavra para a Maria Laura, do Rio de Janeiro.

A SRA. MARIA LAURA SOARES E SILVA (Para discutir.) - Bom, gostaria aqui de reforçar o que as minhas colegas já haviam falado anteriormente: que a Comissão Sobral Pinto, a Comissão de Direitos Humanos e Cidadania, é uma Comissão unicamente feminina, e eu tive o prazer de estar nessa Comissão.

Também quero reforçar que todas nós trabalhamos temas relacionados à segurança da mulher e à igualdade de gênero e, como a minha colega Giovana Pantoja havia citado, não descartamos nenhum projeto, porque acreditamos que todos eles eram extremamente relevantes e um complementava o outro. Também gostaria de agradecer a toda a consultoria, que deu todo o suporte necessário para que nós fizéssemos este projeto da forma mais detalhada e específica possível. De fato, foi um projeto grande, mas nós dividimos em eixos, porque acreditamos que a prevenção da violência contra a mulher deve ser atuada em diversos âmbitos - na educação, na segurança pública, no meio digital também -, e para mim foi uma honra estar nessa Comissão.

Tenho certeza de que, se este projeto for aprovado, ele terá um grande impacto na sociedade, porque é necessário agirmos, sim, no combate à violência contra a mulher, mas também é necessário prevenirmos isso. Então, eu tive um grande prestígio, uma grande honra de poder estar neste espaço, junto com grandes amigas minhas, e tenho o prazer de dizer que este projeto é um projeto extremamente especial.

A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - Eu passo a palavra para a Maria Eduarda.

A SRA. MARIA EDUARDA SANTOS DE ARRUDA (Para discutir.) - Bom dia novamente!

Eu gostaria muito de parabenizar o trabalho dessa Comissão, porque eu achei um trabalho muito lindo. Nós aqui, Jovens Senadoras, somos grande maioria, e acredito que isso seja um feito histórico, a Mesa composta por mulheres. Então, eu fico muito feliz que tenha um trabalho relacionado a nós, mulheres, porque a gente sabe que os índices de violência contra a gente são muito grandes, seja violência física, moral ou qualquer outro tipo de violência, e eu acredito que um trabalho em relação a isso é um grande passo dentro da nossa sociedade, porque há muito tempo a gente não tinha espaço de fala - e olha aonde a gente chegou hoje: a grande maioria de mulheres, a Mesa composta por mulheres.

Então, é muito lindo ver que nós, mulheres, estamos ganhando espaço dentro da sociedade, que a gente tem poder de fala, tem poder de voz. Eu acredito que é de suma importância que nós, mulheres, ocupemos espaço dentro da sociedade, que a gente fale e reconheça o nosso direito de que a gente pode, sim, falar, de que a gente pode discordar e de que a gente não deve se calar e se submeter a homens ou nenhuma outra coisa do tipo.

Eu acho de extrema importância a gente falar sobre isso e eu fico realmente muito feliz pelo trabalho da Comissão, porque é um feito histórico a gente estar conquistando tanto espaço quanto a gente está tendo hoje. Então, mulheres, ocupem espaços, debatam, falem, questionem e saibam que vocês são incríveis e que a gente faz parte desta sociedade.

Muito obrigada. (Palmas.)
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A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - Eu passo a palavra para Ana Clara, de Pernambuco.

A SRA. ANA CLARA MACÊDO SANTOS (Para discutir.) - Bom, eu gostaria de parabenizar os autores por esta proposta aqui apresentada, porque ela trata de uma questão extremamente necessária que é a urgência à prevenção da violência contra meninas e mulheres.

Considero especialmente importante a preocupação em atuar antes que a violência aconteça, fortalecendo a informação, a educação e as redes de proteção.

A escola também tem um papel fundamental nesse processo não apenas como espaço de aprendizagem, mas também como ambiente de acolhimento, onde meninas possam se sentir seguras para pedir ajuda.

É uma proposta que coloca a dignidade, a segurança e a proteção das mulheres no centro da política pública.

Por isso, considero esta proposta muito relevante e acredito que este projeto pode avançar na construção de uma sociedade mais consciente, segura e respeitosa.

Por fim, prevenir a violência é também considerar que nenhuma menina ou mulher deve ter sua dignidade, sua liberdade ou sua segurança violadas. (Palmas.)

A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - Passo a palavra para Estéfane.

A SRA. ESTÉFANE OLIVEIRA LOPES (Para discutir.) - Eu gostaria de parabenizar a Comissão Sobral Pinto por esta proposta e também pela parceria, porque eu participava e realmente foi uma parceria incrível em que a gente conseguiu reunir todos os projetos.

Eu fiquei realmente muito feliz e agradecida pelas meninas, pela parceria, pela assessoria.

Muito parabéns por esta iniciativa incrível que tivemos.

A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - Eu passo a palavra para Larah Rios, da Bahia.

A SRA. LARAH RIOS GOMES (Para discutir.) - Bom dia, mais uma vez.

Eu venho novamente agradecer e falar o quanto eu sou grata por trabalhar e ter trabalhado com meninas com ideias magníficas.

No nosso projeto, a gente juntou a ideia de cada uma, porque a gente via o quanto cada uma pensava de uma forma que era convergente. Todas pensavam no bem das mulheres, em como as mulheres merecem e devem ser protegidas e que elas não devem se esconder ou ter medo.

Também a gente falou muito sobre como as mulheres hoje em dia têm medo de ir, de vir por conta de lugares, de pessoas.

Então, eu fico muito grata de ver mulheres ao meu lado que trabalharam essa questão.

Eu quero parabenizar esta edição, a Mesa, mulheres lindas, brilhantes. É muito bom ver vocês representando a gente.

Também quero agradecer à consultoria, que nos ajudou, nos incentivou e mostrou que este projeto era lindo e possível. Agradeço. Também eles aguentaram muitas perguntas, muitos questionamentos. Vocês são muito importantes para nós!

Por fim, só parabenizo as minhas colegas, porque é uma iniciativa muito bonita.

E que meninas, mulheres, brasileiras ou não, tenham o direito de ir, de vir e de serem quem elas são.

Obrigada. (Palmas.)

A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - Não havendo mais quem queira discutir, está encerrada a discussão.

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Não foram apresentadas novas emendas durante a discussão.

O Maycon Monteiro quer falar? Passo-lhe a palavra.

O SR. MAYCON MONTEIRO DA SILVA (Pela ordem.) - Bom dia a todos.

Quero parabenizar todas as 23 mulheres presentes nesta edição do Jovem Senador.

Eu também quero ressaltar que este projeto da Comissão Sobral Pinto não tem apenas o caráter de punir os homens, os infratores dessas violências contra as mulheres, mas também tem, como principal meio, principal caminho, principal ideia, a prevenção dessas violências contra as mulheres, fora a total didática de ensinamento aos homens, tentando conscientizá-los de evitar todos esses casos, evitar essa porcentagem no nosso país. Então, eu acho muito importante isto: querer prevenir, não apenas punir.

Obrigado e parabéns a todas vocês! (Palmas.)

A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - Obrigada, Maycon.

Não foram apresentadas novas emendas durante a discussão.

Passamos à apreciação da matéria.

Em votação o projeto, em turno único, com a Emenda nº 1.

Solicito à Secretaria-Geral da Mesa que abra o painel para o início da deliberação.

A votação está aberta.

(Procede-se à votação.)

A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - Encerrada a votação.

Determino à Secretaria-Geral da Mesa que mostre no painel o resultado.

(Procede-se à apuração.)

A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - Votaram SIM 26 Jovens Senadores; nenhum NÃO.

Nenhuma abstenção.

Aprovado o projeto, com a Emenda nº 1.

A matéria vai à Comissão Organizadora para a redação final e, posteriormente, à Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa, nos termos do §6º do art. 18 da Resolução nº 42, de 2010, do Senado Federal, para constituir a sugestão legislativa que, se aprovada naquela Comissão, passará a tramitar como projeto de lei.

Está encerrada a Ordem do Dia.

Fim da Ordem do Dia. (Palmas.)

Neste momento, cada Jovem Senador e Senadora poderá fazer uso da palavra na tribuna do Plenário, por até três minutos, para a apresentação de suas considerações finais.

Solicito à Primeira-Secretária, a Jovem Senadora Lívia Disperati Bravin, que proceda à chamada dos demais Jovens por ordem alfabética dos estados.

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A SRA. LÍVIA DISPERATI BRAVIN - Pelo Estado do Acre, Yasmin da Silva Freitas.

A SRA. YASMIN DA SILVA FREITAS (Para discursar.) - Bom dia, Sras. e Srs. Senadores aqui presentes. Cumprimento a Mesa também.

Meu nome é Yasmin Freitas, tenho 18 anos e tenho a honra de ser uma Jovem Senadora do Estado do Acre.

Antes de tudo, quero agradecer primeiramente a Deus por ter me permitido viver uma experiência tão especial e por ter colocado pessoas tão importantes no meu caminho. Agradeço também à minha família, especialmente aos meus pais e em particular à minha mãe, que sempre me impulsionou, acreditou em mim e me ensinou a não ter medo de sonhar e buscar os meus objetivos.

Quero agradecer também às minhas Professoras Railene e Hellysa, do Colégio Militar Dom Pedro II, que tiveram um papel muito importante nessa trajetória, aos meus amigos e a todas as pessoas que, de alguma forma, me apoiaram, torceram por mim e fizeram parte desta conquista.

E, claro, deixo meu agradecimento ao Programa Jovem Senador, por proporcionar a todos nós jovens uma oportunidade que vai muito além de estar dentro do Senado Federal. Esta experiência foi ímpar. Tivemos a oportunidade de conhecer de perto o funcionamento dos três Poderes, mas principalmente de conhecer a democracia e a política de uma maneira muito mais concreta. Percebemos que a política não é algo distante da nossa realidade. Ela está presente na educação, na saúde e na segurança, nas oportunidades e em tantas outras áreas que fazem parte da vida de cada um.

Ao mesmo tempo, esta experiência também nos faz refletir sobre os desafios da nossa democracia. Eu acredito que o poder político precisa estar cada vez mais próximo da sociedade e mais aberto ao diálogo. Nós precisamos pensar da mesma forma, mas precisamos aprender a ouvir, respeitar opiniões diferentes e construir soluções em conjunto.

Essa reflexão esteve muito presente na minha redação, cujo tema foi "A Democracia nas Redes Sociais", e nela escrevi: "Se as redes sociais fossem um jardim, cada publicação seria uma semente lançada ao vento, capaz de florescer em consciência ou se perder na intolerância". Essa frase representa muito do que acredito sobre a nossa participação na sociedade. Cada palavra que dizemos, cada opinião que compartilhamos e cada atitude que tomamos pode gerar alguma coisa. Podemos plantar diálogo, consciência e respeito, mas também podemos alimentar a intolerância.

Inclusive, utilizei a reflexão de George Orwell para pensar sobre a liberdade de participação. As redes sociais ampliaram a possibilidade de expressão, mas também nos trouxeram o desafio de transformar essa liberdade em um debate verdadeiramente saudável e responsável. E acredito que esse desafio também exista na política. Precisamos de mais diálogo, mais participação e principalmente...

(Interrupção do som.)
A SRA. YASMIN DA SILVA FREITAS - ... mais espaço (Fora do microfone.) para que diferentes vozes sejam ouvidas.

E é justamente aí que nós jovens temos um papel fundamental. Nós não estamos aqui apenas para representar a nossa própria geração: precisamos também dar voz àqueles que não tiveram as mesmas oportunidades que nós tivemos; precisamos levar para os espaços de decisão as necessidades daqueles que muitas vezes não são ouvidos.

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Uma das coisas mais especiais desta experiência foi perceber que eu não estava vivendo isto aqui tudo sozinha. Tive o privilégio de conhecer jovens de diferentes lugares do Brasil, com histórias, sotaques, realidades e sonhos diferentes dos meus.

Os outros Jovens Senadores se tornaram uma das partes mais bonitas desta experiência. Em poucos dias, construímos memórias, aprendemos uns com os outros e criamos vínculos que, com certeza, vou levar para a minha vida. (Manifestação de emoção.)

Talvez esta seja uma das maiores riquezas do Jovem Senador: perceber que, apesar de nossas diferenças, temos algo em comum - o desejo de transformar, de participar e construir um futuro melhor.

Ser uma Jovem Senadora do Acre me mostrou que a nossa origem não limita o tamanho dos nossos sonhos. Pelo contrário, ela nos dá uma responsabilidade ainda maior de representar a nossa gente e mostrar que a juventude acriana também tem voz, ideias e capacidade para contribuir com o nosso país.

Eu saio desta experiência com muito mais conhecimento, mas também com uma responsabilidade maior. O programa Jovem Senador me ensinou que a democracia não é apenas votar. Democracia é participar, questionar, ouvir, respeitar e ter coragem para propor mudanças.

E, se na minha redação, eu disse que cada publicação nas redes sociais poderia ser uma semente, hoje eu vejo que essa experiência também foi uma semente plantada em mim. Uma semente de conhecimento, de esperança, de responsabilidade e, principalmente, de vontade de continuar participando e fazendo a minha voz ser ouvida - não apenas por mim, mas por todos aqueles que ainda precisam encontrar...

(Interrupção do som.) A SRA. YASMIN DA SILVA FREITAS - ... espaço para falar. (Fora do microfone.)

Por isso, termino agradecendo a Deus, à minha família, aos meus professores, aos meus amigos, aos meus colegas Jovens Senadores e a todos que acreditaram em mim. E agradeço especialmente ao programa Jovem Senador por ter me proporcionado uma experiência que eu jamais vou esquecer.

Volto para o Acre levando muito mais que lembranças. Levo conhecimento, amizades, aprendizados e a certeza de que vale a pena acreditar na força da voz, porque algumas experiências passam, outras permanecem, e esta, com certeza, eu vou levar para a minha vida inteira.

Muito obrigada. (Palmas.)

A SRA. LÍVIA DISPERATI BRAVIN - Pelo Estado de Alagoas, Maria Clara da Silva Oliveira.

A SRA. MARIA CLARA DA SILVA OLIVEIRA (Para discursar.) - Bom dia a todos.

Eu gostaria de começar cumprimentando a nossa Mesa Diretora, da qual eu tive a honra de participar, os meus colegas Jovens Senadores e Senadoras, professores orientadores e todos que estão nos acompanhando neste momento tão importante e tão especial.

Hoje eu me despeço deste Plenário, mas levo comigo uma semana que não cabe em palavras. Uma semana cheia de aprendizado, de momentos únicos e inesquecíveis.

Eu cheguei aqui com a curiosidade de quem queria entender como as leis e o futuro do nosso país são construídos, e saio levando comigo lições, amizades e com a certeza de que eu nunca vou esquecer tudo o que eu vivi ao longo desta semana.

Vivenciei dias intensos, de debates ricos, aprendizados práticos e trocas inesquecíveis que mudaram a minha forma de ver o mundo.

Eu levo também o orgulho imenso de ter representado a minha Escola Estadual Manoel André, com tanta dedicação, sabendo que essa conquista também pertence a cada professor e colega que torceu por mim. E, em especial, à minha Professora Orientadora, Edjane.

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Nada do que eu vivi aqui seria possível sem a minha base. Eu quero agradecer, do fundo do meu coração, à minha família: à minha mãe, Vanessia, à minha irmã, Amanda, e ao meu pai, Dinho. (Manifestação de emoção.) Obrigada pelo apoio incondicional, pelo carinho diário e por acreditarem nos meus sonhos quando eu mesma duvidava. Vocês são o meu porto seguro.
Em especial, eu queria dedicar este momento à memória da minha avó, Maria Vandilza, que nos deixou este ano. Eu sei que, de onde ela estiver, está sorrindo orgulhosa de me ver ocupando este espaço. A força, os ensinamentos e o amor dela foram o combustível que me trouxeram até aqui. Ela continua presente em cada passo meu. Inclusive, eu estou aqui com o colar em que estão ela e a minha mãe. A minha avó foi a minha força e a minha inspiração, pois sempre acreditou em mim e no meu potencial. Eu quero me lembrar dela para sempre. Queria dizer que eu nunca vou me esquecer dela e que a memória dela vai sempre estar viva no meu coração. (Manifestação de emoção.)

Volto para casa e para a minha escola transformada, com a responsabilidade de honrar cada aprendizado e de continuar sendo voz ativa na construção do país que queremos.

Muito obrigada a todos que tornaram essa vivência inesquecível, eu nunca vou esquecer nenhum de vocês. Vocês são muito incríveis! Obrigada por me proporcionarem esta semana, por fazerem esta semana ter sido incrível.

Agradeço do fundo do meu coração.

Muito obrigada. (Palmas.)

A SRA. LÍVIA DISPERATI BRAVIN - Pelo Estado do Amapá, Endy Wanne Vilhena da Silva.

A SRA. ENDY WANNE VILHENA DA SILVA (Para discursar.) - Bom dia a todos.

Queria começar cumprimentando a nossa Mesa Diretora, os professores e os meus companheiros Jovens Senadores e Jovens Senadoras.

Hoje é difícil falar em despedida porque parece que, junto com esta semana, estamos encerrando um pedaço de um sonho que levamos muito tempo para construir.

Eu venho do Amapá, venho de São Joaquim do Pacuí, uma comunidade que talvez seja pequena no mapa, mas que para mim tem um enorme significado. (Manifestação de emoção.)

Estar aqui, neste Plenário, me fez pensar em quantos jovens do meu Estado têm sonhos tão grandes quanto os meus, mas ainda não tiveram a oportunidade de serem ouvidos. Por isso, eu acredito que a juventude precisa conhecer mais a política. Não para simplesmente escolher um candidato, mas para entender que o poder existe em cada decisão tomada neste país. Uma lei pode mudar a realidade de uma família, uma política pública pode mudar o futuro de uma comunidade, e uma escolha pode abrir ou fechar oportunidades para milhares de jovens. Se as decisões podem mudar as nossas vidas, nós precisamos entender como elas são tomadas.

Esta semana me mostrou que a política não deve ser um lugar distante da juventude.

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Pelo contrário, ela precisa ter a nossa presença, a nossa consciência e a nossa voz.

Eu quero voltar para meu Estado levando esta mensagem. Quero que outros jovens da minha comunidade olhem para esta experiência e entendam que o lugar de onde viemos não limita o lugar aonde nós podemos chegar.

E, antes de terminar, preciso agradecer à minha família e à minha mãe, que estão me assistindo agora, que foram meu porto seguro e que acreditaram em mim antes mesmo de eu acreditar que conseguiria chegar tão longe.

Às minhas professoras Simone Brito e Silvia Magalhães, que me incentivaram, me ensinaram e me ajudaram a transformar palavras em coragem.

À minha gestora, por acreditar no meu potencial e permitir que eu representasse a minha escola e a minha comunidade.

Ao meu Amapá e à minha comunidade - Eu trouxe vocês comigo.

Cada palavra que eu falei aqui carregou um pouco da nossa história. Hoje eu deixo este Plenário, mas não deixo o que vivi aqui. Levo comigo a certeza de que uma voz pode começar pequena em uma escola de uma comunidade distante e, ainda assim, chegar ao coração da democracia brasileira.

Que a nossa geração nunca tenha medo de ocupar espaços, porque nós não somos apenas o futuro deste país, nós somos a voz do presente. E o futuro começa nas decisões que temos coragem de tomar hoje.

Muito obrigada. (Palmas.)

A SRA. LÍVIA DISPERATI BRAVIN - Pelo Estado do Amazonas, Giovana Pantoja Gama.

A SRA. GIOVANA PANTOJA GAMA (Para discursar.) - Jovens Senadoras e Jovens Senadores, professoras e professores, Parlamentares presentes nesta Casa, eu cumprimento a Mesa, em especial a Presidente Iolanda e o Senador Paulo Paim, que não está compondo a Mesa, idealizador do Projeto Jovem Senador, que proporcionou a uma garota de Parintins, filha de uma professora de língua portuguesa e poeta e filha de um filósofo, estar aqui presente hoje neste lugar.

Eu estou aqui como representante dos estudantes e da juventude do meu Amazonas, pátria das águas. O Amazonas reúne uma biodiversidade única, marcada pela Floresta Amazônica, pelos Rios Negro e Solimões, pela várzea e pelas fauna e flora extraordinárias. Nossa cultura também é plural, dos povos indígenas às tradições ribeirinhas, do boi-bumbá de Parintins à culinária e aos saberes amazônicos.

Somos um Estado diverso e essa diversidade também precisa ser considerada quando pensamos em políticas públicas, porque viver no Amazonas não significa viver uma única realidade. Por isso, eu peço a esta Casa que olhe para o Amazonas considerando a sua diversidade geográfica e social.

Quando eu falo das dificuldades enfrentadas pelos estudantes, falo principalmente do direito de permanecer na escola. A evasão escolar não pode ser vista apenas como decisão do estudante. Quando uma criança ou adolescente deixa a escola por falta de comida, transporte, professores, merenda ou proteção à sua integridade física e moral, precisamos reconhecer a responsabilidade do Estado. É preciso criar condições para que esse estudante permaneça.

Paulo Freire nos ensinou que a educação não transforma o mundo; a educação muda as pessoas e as pessoas transformam o mundo. E é justamente por acreditar nisso que eu defendo a educação como um direito humano e como um caminho para a cidadania.

Eu estou aqui como filha da educação pública e pretendo entrar na universidade pública.

Mas eu gostaria que os meus colegas, que os meus conterrâneos amazonenses também tivessem essas oportunidades.

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Eu não quero que o lugar onde uma pessoa nasceu determine até onde ela pode chegar. A Lei de Cotas é também uma forma de reconhecer que os estudantes brasileiros partem de realidades diferentes e precisam ter garantido o direito de acesso à universidade, porque falar de educação é falar também de igualdade, de oportunidades.

E, quando falamos das meninas e das mulheres do Amazonas, precisamos também falar da violência. O nosso estado enfrenta uma realidade grave de violência contra as mulheres e de feminicídio e, mais uma vez, precisamos olhar para essas situações considerando as características do nosso território. Não existe uma única realidade amazonense; existe um Amazonas diverso.

Hoje, Presidente, eu poderia dizer que estou me despedindo desta Casa, mas eu não quero dizer isso. Eu não me despeço do Senado e não me despeço dos meus trabalhos. Isso porque talvez eu volte; o destino é quem vai dizer. Mas eu tenho no meu coração, Presidente, uma certeza: a juventude vai transformar este Brasil. Eu acredito nos jovens, eu acredito nos estudantes e eu acredito na escola pública, que me trouxe até aqui.

E, se eu tiver a oportunidade, Rita de Cássia, de voltar para esta Casa, eu espero voltar sabendo que outras meninas amazonenses também chegaram, Endy, mas, se não for eu quem estiver aqui novamente, Iolanda, eu quero que eu não seja a última, eu quero ser a primeira, a primeira, Lorena, de muitas jovens do meu estado que poderão ocupar um espaço como esse, participar da vida pública e fazer ouvir a voz dos estudantes amazonenses; porque eu não quero que a minha presença aqui, Lívia, seja apenas uma história sobre uma menina de Parintins que chegou ao Senado; eu quero que ela seja também a possibilidade de que muitas outras meninas percebam que elas podem chegar. Eu espero que este país, Presidente, possa continuar acreditando nos seus jovens e garantindo a eles aquilo que é seu por direito: educação, dignidade e cidadania.

E aqui, senhoras e senhores, Jovens Senadoras e Jovens Senadores, eu gostaria de finalizar o meu discurso com o artigo final do poema Os Estatutos do Homem, do poeta e grande pensador amazonense Thiago de Mello.

Assim diz o artigo final:

Fica proibido o uso da palavra liberdade,
a qual será suprimida dos dicionários
e do pântano enganoso das bocas.
A partir deste instante
a liberdade será algo vivo e transparente
como um fogo ou um rio,
e a sua morada será sempre
o coração do homem.
Obrigada. (Palmas.)

A SRA. LÍVIA DISPERATI BRAVIN - Pelo Estado da Bahia, Larah Rios Gomes.

A SRA. LARAH RIOS GOMES (Para discursar.) - Bom dia a todos. Cumprimento, com muito respeito e carinho, a Mesa Diretora, as autoridades presentes, a equipe do Programa Jovem Senador, que faz esse sonho ser possível, os professores e, principalmente, todos os Jovens Senadores que agora fazem parte da minha história.

Confesso que é muito difícil estar aqui hoje. (Manifestação de emoção.)

Quando saí do meu estado pela primeira vez e vim a Brasília, trouxe comigo sonhos, expectativas e também alguns medos.

Eu não sabia exatamente o que encontraria aqui, quem conheceria ou quem eu seria quando chegasse o momento de voltar para casa, mas eu vim.

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A minha escritora favorita, Clarice Lispector, escreveu: ''Depois do medo, vem o mundo'', e hoje eu entendo essa frase de uma forma que talvez nunca mais esqueça. Depois do medo, veio Brasília, vieram os corredores do Senado, os debates, as conversas, os aprendizados, as risadas e, principalmente, vieram pessoas, pessoas que chegaram aqui carregando histórias completamente diferentes e que em poucos dias passaram a fazer parte da minha história. Aqui descobrimos que, apesar das nossas diferenças, existiam sonhos que nos aproximavam.

Aos amigos que fiz aqui, eu espero que vocês saibam que não foram apenas pessoas que passaram pela minha vida... (Manifestação de emoção.)
..., que passaram pela minha vida durante essa semana. (Manifestação de emoção.)
Vocês ficaram. Ficaram nas histórias que vou contar quando voltar para casa, ficaram nas fotografias, nas mensagens que ainda vamos trocar, nas lembranças que vão surgir quando ouvir Tempo Perdido, de Legião Urbana, e o solinho de Pink Floyd. (Manifestação de emoção.)

Nós viemos para Brasília representando os diferentes estados, mas vamos embora levando um pouco uns dos outros. Levo comigo um pedacinho de cada sotaque, de cada história que conheci, de cada cultura que descobri, porque, há alguns dias, o Brasil deixou de ser um mapa dividido por estados.

Também levo comigo uma nova compreensão sobre política. Estar aqui me fez perceber que política não é apenas o que acontece dentro do Congresso. Política é gente. É perceber que nós, jovens, não somos apenas o futuro; nós somos o presente, nós já temos voz.

Ter vindo para cá, representando a Bahia, foi uma honra que eu ainda estou aprendendo a dimensionar porque eu não trouxe apenas o nome do meu estado; trouxe comigo a força da minha terra, sua história, sua cultura, sua alegria e a voz de tantas pessoas que fazem parte de quem eu sou. (Manifestação de emoção.)

Representar a Bahia foi lembrar todos os dias de onde eu vim e de tudo aquilo que me trouxe até aqui, mas nenhuma caminhada é feita sozinha.

Por isso, levo minha família, meus amigos e todas as pessoas que acreditaram em mim. A Deus, minha gratidão por ter me dado fé, por ter me iluminado e guiado cada passo dado aqui, pois não cai uma folha de uma árvore se não for por permissão d'Ele. À minha mãe, meu porto seguro, obrigada por tanto amor, cuidado, carinho e por acreditar em mim, mesmo quando eu não acreditava. À minha professora, Adriana Brito, que me incentivou a tentar e entregar tudo a Deus. Obrigada por ter plantado uma semente que me trouxe até aqui.

Hoje não quero apenas me despedir, porque algumas experiências não terminam quando vamos embora. Afirmo, com convicção, que não vou voltar para casa sendo a mesma. E quando algum dia a saudade bater, eu vou olhar para tudo isso e lembrar que, por essa semana, nós conseguimos transformar um grupo de jovens de diferentes partes do Brasil em uma pequena família.

Eu cheguei aqui com medo do mundo que encontraria. Hoje vou embora com vontade de conhecer tudo o que ainda existe além dele, porque, depois do medo, veio o mundo; e agora que eu conheci a imensidão que existe do outro lado, eu nunca mais vou aceitar que o medo seja maior do que os meus sonhos.

Muito obrigada. (Palmas.)
A SRA. LÍVIA DISPERATI BRAVIN - Pelo Estado do Ceará, Marília de Carvalho Coelho. (Pausa.)
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A SRA. MARÍLIA DE CARVALHO COELHO (Para discursar.) - Sra. Presidente, senhoras, senhores, jovens Senadores e jovens Senadores, hoje, estar aqui neste Plenário tem um significado muito maior do que eu poderia imaginar quando escrevi aquela redação, lá em Sobral, no Ceará, que me trouxe até Brasília.

Há uma semana, nós chegamos aqui como os jovens de diferentes lugares do Brasil. Viemos de histórias diferentes, de realidades diferentes, de sotaques diferentes, mas chegamos aqui com algo em comum: a vontade de entender melhor o nosso país e descobrir o que significa de verdade fazer parte da vida política brasileira.

Durante essa semana, nós tivemos a oportunidade de viver Brasília de uma maneira que vai muito além de conhecer os seus pontos turísticos. Pela manhã, visitamos lugares que muitas vezes conhecemos apenas pelas fotografias e pela televisão. Estivemos no estádio Mané Garrincha e percebemos como o esporte também faz parte da identidade de um povo. Passamos pelo do Palácio Itamaraty e conhecemos um pouco mais da história e da diplomacia do nosso país.

Visitamos o Congresso Nacional e caminhamos por espaços onde decisões que afetam milhões de brasileiros são discutidas todos os dias. Mas talvez a maior experiência tenha acontecido durante as tardes, porque foi quando deixamos de ser apenas visitantes e passamos a ser participantes. Nós nos sentamos em comissões, debatemos, discordamos, ouvimos, reescrevemos e tentamos encontrar soluções.

Foi ali que eu entendi uma coisa que nenhum livro poderia ensinar da mesma forma. A política é feita de pessoas, pessoas que pensam diferente, pessoas que vêm de lugares diferentes e pessoas que carregam experiências diferentes, como todos nós. E, ainda assim, pessoas que precisam se sentar à mesma mesa e encontrar caminhos para construir algo em conjunto.

Durante essa semana, nós não aprendemos apenas a criar um projeto de lei. Aprendemos a dialogar, a defender que uma ideia não significa deixar de ouvir a ideia do outro. Aprendemos que discordar não precisa significar desrespeitar. E aprendemos que, quando o objetivo é maior do que cada um de nós, as diferenças podem deixar de ser obstáculos e se tornar justamente aquilo que torna uma construção mais completa.

Talvez essa seja uma das maiores lições que levaremos daqui, porque o Brasil é assim. O Brasil é feito de muitos brasis. É feito da Amazônia, do Cerrado, do litoral e do Sertão, das grandes capitais e das pequenas cidades, como a maioria de nós viemos. É feito de cada sotaque, de cada cultura, sonhos e diferentes dificuldades.

Durante essa semana, nós tivemos a oportunidade de colocar um pouco de cada um desses brasis dentro desta Casa. Por isso, quando eu olho para este Plenário hoje, eu não vejo apenas cadeiras, paredes e microfones. Eu vejo a responsabilidade que existe por trás de cada decisão tomada aqui. Vejo as pessoas que esperam que suas vozes sejam ouvidas. E vejo os jovens que, assim como nós, muitas vezes acreditam que a política está distante demais de suas vidas, como os jovens do Ceará, como os jovens que eu represento hoje, os jovens do meu estado.

Espero que a nossa experiência mostre justamente o contrário. A política não precisa ser um lugar distante de nós. A política também é nossa, dos jovens de cada um dos estados que vocês representam aqui. É o espaço onde podemos transformar indignação em proposta, o sonho em projeto, esperança e ação. Quando eu penso naquela redação, lá no Ceará, que escrevi para participar do Jovem Senador, percebo que ela não foi apenas uma porta de entrada para Brasília; ela foi o começo de uma experiência que mudou a maneira como eu enxergo o meu país.

Eu cheguei aqui na intenção de conhecer o Legislativo e saio daqui entendendo um pouco mais sobre cidadania. Eu cheguei querendo saber como funciona o Senado e saio daqui sabendo que a democracia só funciona quando as pessoas se dispõem a participar dela.

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E, acima de tudo, eu cheguei como estudante, e estou saindo daqui com uma responsabilidade: a responsabilidade de levar para casa, para o meu estado, tudo aquilo que aprendemos; de contar para outros jovens que ocupar espaços de decisão é possível; de mostrar que nossas ideias têm valor...

(Soa a campainha.)

A SRA. MARÍLIA DE CARVALHO COELHO - ... e de nunca esquecer que a democracia não é apenas votar de tempos em tempos. Democracia é participar, é ouvir, é questionar, é propor, é construir, como nós fizemos aqui durante esta semana.

Talvez amanhã alguns de nós voltemos para nossas cidades, para nossas escolas. Voltaremos para nossa rotina, mas eu tenho certeza de que nenhum de nós voltará exatamente igual, porque agora carregamos Brasília conosco, carregamos as experiências e tudo que construímos juntos: carregamos as amizades que construímos; carregamos os debates que tivemos e carregamos as histórias que ouvimos uns dos outros; carregamos a lembrança de ter sentado neste Plenário e, por alguns dias, vivido a experiência de participar da construção das leis do nosso país.

E eu espero que, quando daqui a muitos anos nos lembrarmos desta experiência, desta semana, não nos lembremos apenas dos lugares que visitamos. Que nos lembremos principalmente do que sentimos, da responsabilidade, da esperança e da certeza de que o futuro do Brasil não é uma coisa que simplesmente acontece. O futuro é construído e ele começa quando alguém acredita...

(Soa a campainha.)

A SRA. MARÍLIA DE CARVALHO COELHO - ... que sua voz pode fazer diferença.

Nós somos jovens, mas isso não significa que precisamos esperar para transformar o Brasil; como já citaram várias Jovens Senadoras e o nosso fundador, Paulo Paim: podemos começar agora.

Muito obrigada ao Jovem Senador por proporcionar essa experiência. Muito obrigada à minha professora, Sinara. Muito obrigada à minha mãe, que provavelmente está me assistindo agora; ao meu pai, que, idem, também provavelmente está me assistindo agora; à minha escola - sem o Professor Arruda, lá em Sobral, nada disso seria possível; é uma escola pequena, mas que para mim significa muito, é a escola em que eu construí uma boa parte das minhas relações, sou muito grata a eles, a toda a gestão -, a todos os jovens de Sobral e da Escola Professor Arruda. Eu estou aqui representando vocês, e este lugar também é de vocês.

Nós chegamos aqui representando os nossos estados, mas saímos daqui representando algo ainda maior: a esperança de uma juventude que quer participar...

(Soa a campainha.)

A SRA. MARÍLIA DE CARVALHO COELHO - ... que quer ser ouvida e que acredita que pode ajudar a construir um Brasil melhor. Que esta não seja apenas uma semana que passou, que seja o começo de uma vida inteira de participação.

Muito obrigada a todos. (Palmas.)

A SRA. LÍVIA DISPERATI BRAVIN - Pelo Distrito Federal, Calebe Fernandes Freire Varejão Gomes.

O SR. CALEBE FERNANDES FREIRE VAREJÃO GOMES (Para discursar.) - Bom dia a todos.

Antes de qualquer coisa, eu gostaria de agradecer a Deus por esta experiência. Gostaria também de expressar a minha mais profunda gratidão a todos os Senadores aqui presentes, agradeço a S. Exas. por nos receberem nesta Casa e nos permitirem viver tudo isso. Quero agradecer também a toda a equipe do Jovem Senador, que tornou esta experiência possível e, de maneira muito especial, à minha professora, Érica Correa, que acreditou em mim, que me incentivou e esteve comigo durante toda essa caminhada.

Sendo muito sincero, trabalhar com política não estava nos meus planos. Eu nunca imaginei que esse seria um caminho que eu gostaria de seguir. Entretanto, eu fiz uma promessa para mim mesmo: eu disse que iria me permitir ser conquistado pela política - e, bom, funcionou, porque eu me apaixonei.

E talvez uma das maiores surpresas desta semana tenha sido perceber que eu consigo olhar para o Senado Federal e sentir algo que eu jamais conseguia sentir e jamais imaginei sentir: aqui eu me sinto em casa; eu me sinto em paz aqui dentro.

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Isso mudou algo dentro de mim, porque eu cheguei aqui querendo conhecer a política e eu estou saindo daqui querendo fazer parte dela, mas essa transformação não aconteceu apenas por causa deste lugar: aconteceu também por causa das pessoas.

Conviver com os meus colegas foi uma das partes mais especiais dessa experiência. Chegamos aqui representando 27 lugares diferentes no Brasil e, em poucos dias, construímos amizades, compartilhamos histórias, rimos, aprendemos e crescemos juntos. Eu tenho certeza de que essas amizades vão continuar muito depois de deixarmos este Plenário, porque talvez uma das maiores coisas que eu tenha aprendido aqui seja justamente esta: antes de a política ser feita de ideias, ela é feita de pessoas.

Também tive a oportunidade de conhecer o trabalho dos nossos Senadores por uma perspectiva que eu nunca havia conhecido antes: pelos bastidores. E isso me fez compreender melhor a responsabilidade que existe por trás de uma cadeira, de uma votação e de cada decisão tomada nesta Casa. Quanto mais eu conheci, maiores ficaram o meu respeito, a minha honra e a minha admiração por aqueles que assumem essa responsabilidade.

Eu cheguei aqui com perguntas, muitas perguntas, mas também observei, ouvi e, principalmente, vivi. E por isso, se eu pudesse voltar alguns dias e conversar com o Calebe que ainda não sabia o que encontraria aqui, eu diria: "Não tente parecer o mais inteligente, pergunte, ouça, desfrute e viva a vida, que é o real" - porque foi isso que eu fiz. E a realidade me surpreendeu. Eu vim para descobrir se a política poderia conquistar um lugar na minha vida e, hoje, olhando para este Plenário, eu já não estou procurando uma resposta, eu a encontrei e eu quero ficar.

Muito obrigado. (Palmas.)

A SRA. LÍVIA DISPERATI BRAVIN - Pelo Estado do Espírito Santo, Lívia Disperati Bravin.

A SRA. LÍVIA DISPERATI BRAVIN (Para discursar.) - Bom dia a todos.

Quero cumprimentar a mesa, todos os colaboradores, nossos professores, colegas Jovens Senadores e todos que nos acompanham.

Hoje, o sentimento que define o meu coração é um só: gratidão. Vivenciar esta semana legislativa, caminhar pelos corredores do Senado Federal e sentir o peso e a responsabilidade da nossa democracia transformaram para sempre a minha forma de enxergar o Brasil.

Nenhum de nós chega a um momento como este sozinho. Por isso, a minha primeira palavra é de agradecimento a Deus por ter guiado cada passo meu até aqui, aos meus pais - minha mãe Zita e ao meu pai Eli - e à minha irmã Gabriele, meu porto seguro. Muito obrigado por sempre acreditarem nos meus sonhos, mesmo quando eles pareciam distantes demais.

Nada disso seria possível sem a educação. Quero deixar meu agradecimento profundo à minha Professora Karol por todo o apoio na escrita da redação e à minha Professora Reni, que sempre me incentivou, foi fundamental nessa jornada e a quem dedico este momento especial.

A minha gratidão se estende também a toda a equipe do Jovem Senador, que nos acolheu com tanto carinho e esteve ao nosso lado em todos os momentos dessa experiência inesquecível.

Ver o nosso trabalho ganhar um espaço de destaque neste lugar traz uma alegria imensa e a certeza de que cada esforço valeu a pena. Fazer parte de uma edição tão histórica, com uma presença feminina tão marcante, mostra a nossa força e a nossa representatividade. Ter a honra de representar o Espírito Santo neste cenário é motivo de orgulho sem tamanho.

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Aos meus colegas Jovens Senadores: que semana incrível nós vivemos! Visitamos lugares lindos da capital, nos divertimos com a riqueza de cada sotaque, rimos das gírias de cada canto do Brasil e nos conectamos de forma única. O trabalho nas Comissões foi marcante, onde nos dedicamos para criar nossos projetos de lei, debatemos e rimos entre um paralelismo e outro nas discussões.

Ao longo desses dias, aprendemos que legislar é escutar e construir pontes em um mundo onde a proposta da democracia se confunde cada vez mais com os ruídos das redes sociais. Compreendemos que o debate real exige responsabilidade, empatia e compromisso com a verdade. A tecnologia deve servir para aproximar o cidadão do poder, e não para afastar as pessoas do diálogo respeitoso.

Volto para o Espírito Santo, para a minha comunidade, em Todos os Santos, Guarapari, com a certeza de que a juventude não é apenas o futuro do Brasil, mas, sim, o presente. Saímos daqui transformados, com o compromisso renovado de defender a democracia e de transformar a realidade à nossa volta.

Muito obrigada a todos. (Palmas.)

A SRA. LÍVIA DISPERATI BRAVIN - Pelo Estado de Goiás, Maria Isabela Barbosa Paiva.

A SRA. MARIA ISABELA BARBOSA PAIVA (Para discursar.) - Bom dia a todos e todas.

Sra. Presidente, senhoras membras da Mesa, Senadoras, Senadores, professoras e professores, colegas Jovens Senadores e Senadoras, e todos que nos acompanham de casa, é uma honra imensa e uma gratidão estar aqui hoje, nesta tribuna, representando não apenas Goiás, mas uma juventude que tem muito a dizer e muito a contribuir com o nosso país.

Agradeço, de forma especial, primeiramente a Deus, que me deu essa oportunidade e me capacitou para tal.

Com alegria também cito minha família, nas pessoas dos meus pais, Leia e Josivan, que sempre me apoiaram em todos os meus projetos. (Manifestação de emoção.)

Agradeço à escola CEPI Meira Matos pela iniciativa, nas pessoas da minha querida tia Quézia, da Roberta, minha professora, e dos demais professores.

Inicio esta fala com um verso de Cazuza:

Ideologia
Eu quero uma para viver
Talvez essa frase diga muito sobre (Manifestação de emoção.) o que significa ser jovem, porque ser jovem é ter coragem para pensar, questionar, discordar, procurar respostas, construir opiniões e, principalmente, ter coragem e disposição para defendê-las.

Durante esta semana, percebemos na prática que política não é algo distante de nós: ela está na escola, na cidade onde vivemos, na oportunidade que temos ou deixamos de ter, naquilo que chega à nossa mesa, nas conversas que temos entre nós e, sobretudo, nas escolhas que fazemos enquanto cidadãos.

O Jovem Senador nos mostrou que uma ideia, quando é levada a sério, pode atravessar os muros de uma escola e chegar até a maior instituição legislativa do país. Por isso, precisamos cultivar o pensamento crítico, precisamos aprender a ouvir aquilo de que discordamos sem transformar divergência em inimizade, precisamos questionar aquilo que nos é apresentado como verdade absoluta, precisamos conhecer nossa história, compreender nossa sociedade e formar nossas próprias convicções, porque a cidadania é participar, ocupar espaços, compreender que a democracia também depende da nossa disposição de fazer parte dela.

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E, talvez, este seja um dos maiores ensinamentos que levo daqui: o desejo de ser uma cidadã ativa na sociedade, até porque a política também pertence a nós.

O Jovem Senador me deu muito além de uma semana em Brasília: deu-me a oportunidade de perceber que nossas ideias têm espaço, permitiu-me conhecer pessoas incríveis, cheias de conhecimento e, além disso, despertou uma verdadeira coragem para enfrentar os desafios, a fim de defender o que é certo.

O futuro começa nas escolhas que fazemos hoje. Que nós voltemos aos nossos estados levando não apenas a lembrança de termos estado aqui, mas a responsabilidade de fazer com que outras pessoas também percebam que podem participar. Que nunca nos faltem pensamento crítico para questionar, coragem de nos posicionar e sensibilidade para compreender que, em uma democracia, ter voz também significa saber ouvir.

Nós não somos apenas o futuro desta nação, nós somos parte dela agora, somos o presente. Enquanto tivermos voz, que tenhamos também a coragem de usá-la.

Como escreveu Fernando Pessoa:

[...] Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Muito obrigada a todos. (Palmas.)

A SRA. LÍVIA DISPERATI BRAVIN - Pelo Estado do Maranhão, Ana Brícia Oliveira Soares.

A SRA. ANA BRÍCIA OLIVEIRA SOARES (Para discursar.) - Bom dia a todos e a todas. Exma. Jovem Senadora Presidenta Iolanda Paiva, saúdo a Mesa.

Senhoras e senhores, autoridades presentes, professores, professoras e convidados presentes, é com profunda emoção, gratidão e senso de responsabilidade que ocupo esta tribuna para representar o Estado do Maranhão como Jovem Senadora da República no Programa Jovem Senador 2026, que, neste ano, nos convida a refletir sobre um tema tão necessário à sociedade: "Democracia nas redes sociais - como construir um debate saudável".

Antes de tudo, agradeço a Deus pela vida, pelas oportunidades e por me permitir viver este momento tão significativo. Peço que me conceda sabedoria, humildade e discernimento para honrar essa responsabilidade.

À minha família, em especial ao meu pai, Breno, à minha mãe, Luciana, e à minha irmã, Iandra, sou extremamente grata. (Manifestação de emoção.) Obrigada por serem meu alicerce, por acreditarem nos meus sonhos e por caminharem comigo em cada conquista. Esta vitória também pertence a vocês.

Agradeço à minha comunidade escolar; à minha Professora orientadora, Ana Clarice, que me incentivou e, acima de tudo, me ensinou cada pequeno detalhe para que chegasse até aqui - sou muito grata por me conceder um pouquinho dos seus ensinamentos -; à gestão do Centro Educa Mais Antônio Reinaldo Porto (Cemarp); e à minha cidade de Passagem Franca, por acreditarem no protagonismo estudantil e me mostrarem diariamente que a escola é um espaço de conhecimento, cidadania e diálogo.

Minha gratidão também ao Governo Federal, ao Governo do Estado do Maranhão, por meio da Secretaria de Educação do Estado do Maranhão, pelo compromisso com a educação pública.

Agradeço, ainda, à Unidade Regional de Educação de São João dos Patos pelo apoio e por contribuir para que a voz da nossa região chegasse até esta Casa.

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Estar no Senado Federal representa muito mais do que ocupar uma cadeira simbólica; é ter a oportunidade de aprender, ouvir, dialogar e compreender que a democracia se fortalece quando diferentes vozes encontram espaço para se expressarem com respeito e responsabilidade.

E é justamente nesse sentido que o tema deste ano nos provoca, pois, em uma sociedade cada vez mais conectada, precisamos aprender a utilizar as redes sociais não como espaço de intolerância e desinformação, mas como instrumento de diálogo, participação cidadã e construção coletiva. Acredito que a educação possui um papel fundamental nessa missão. Hoje, não subo a esta tribuna sozinha. Subo levando comigo a minha família, meus professores, minha escola, minha comunidade, minha região e cada jovem maranhense que acredita que tem o poder de transformar a educação.

Ser Jovem Senadora é representar, mas também é servir, aprender e esperar que esta experiência possa despertar em outros jovens a coragem de participar, de se posicionar com respeito e de acreditar que suas vozes podem contribuir para transformar o Brasil. Essa experiência foi extremamente enriquecedora, proporcionando aprendizados que contribuíram de maneira significativa para o nosso desenvolvimento. Visitamos vários lugares e, inclusive, vale ressaltar que também vivenciamos a experiência do trabalho parlamentar. Percebemos que, para realizar um trabalho de qualidade, é fundamental contar com uma equipe unida, comprometida e disposta a trabalhar em conjunto. Afinal, para que haja verdadeiramente a democracia, é necessário haver respeito às opiniões distintas.

(Soa a campainha.)

A SRA. ANA BRÍCIA OLIVEIRA SOARES - Que Deus abençoe essa caminhada e nos conceda sabedoria para construir juntos uma democracia, uma sociedade cada vez mais participativa, respeitosa e fortalecida pela educação.

Aos meus colegas Jovens Senadores, eu adorei conhecer todos vocês. Amei escutar sotaques diferentes e a diversidade cultural. Sei que vou levar as memórias que construímos juntos comigo pelo resto da minha vida. (Manifestação de emoção.)

Finalizo esse discurso com uma frase de Nelson Mandela: "A educação é a arte mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo".

Muito obrigada. (Palmas.)

A SRA. LÍVIA DISPERATI BRAVIN - Pelo Estado do Mato Grosso, Maria Eduarda Santos de Arruda.

A SRA. MARIA EDUARDA SANTOS DE ARRUDA (Para discursar.) - Bom dia.

Eu gostaria de cumprimentar a todos presentes, especialmente a Mesa Diretora, e dizer que é uma honra estar aqui.

Hoje é o dia que marca o final da nossa semana aqui como Jovens Senadores, mas não precisa ser o fim daquilo que começamos. Durante esse período, vivemos coisas inimagináveis: rimos, conversamos, debatemos e, acima de tudo, nos tornamos amigos. Em tão pouco tempo, criamos laços que eu não imaginava serem possíveis. (Manifestação de emoção.) Com vocês, eu aprendi sobre diversidade, respeito e, acima de tudo, o que é a amizade. Aprendi que, apesar de virmos de lugares diferentes, termos histórias diferentes e carregarmos realidades distintas, há coisas que nos aproximam.
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E eu não poderia deixar de mencionar algumas pessoas que fizeram essa experiência ainda mais especial para mim: a minha colega de quarto, a Larah, da Bahia, que dividiu comigo risadas, piadas, músicas e momentos que eu vou levar para a minha vida inteira; também tem a desastrada da Isadora, do Paraná, que transforma qualquer situação em história para contar; e a minha quase inseparável Lorena, do Mato Grosso do Sul. (Manifestação de emoção.)

Mas não foram apenas elas, cada um de vocês deixou uma marca nessa experiência que fará parte das minhas lembranças. Com vocês eu aprendi a amar um pouquinho de cada estado, através de vocês, eu descobri cada cultura diferente, e com toda certeza eu vou ter que visitar todos vocês algum dia.

Nós chegamos aqui representando nossos estados, escolas e comunidades. Eu cheguei representando o Mato Grosso com muito orgulho, mas depois do que vivemos, sinto que representamos algo muito maior: nós representamos uma geração de jovens que quer ser ouvida e que acredita que pode participar da construção do futuro do nosso país. Aqui, ocupamos espaços que muitas vezes parecem distantes de nossa realidade; pudemos conhecer lugares lindos, histórias, apresentar ideias e, principalmente, estar no centro da democracia, aprendendo sobre respeito, diálogo e política. Por isso, eu espero que essa experiência não termine hoje, que a gente leve daqui não apenas fotos e lembranças, mas conhecimento para continuar participando, questionando, aprendendo e fazendo a diferença onde estivermos.

Eu quero agradecer a todos que tornaram esse programa possível, eu quero agradecer também, primeiramente, a Deus, a todos os professores, a equipe do programa, colegas da Escola 29, minha família e todos do Estado do Mato Grosso. Mas, em especial, eu quero agradecer à minha mãe e ao meu pai (Manifestação de emoção.), porque eles não me deixaram desistir de lutar em meio às adversidades, sempre foram meu porto seguro, estiveram presentes em todo momento, nunca me deixaram desistir e sempre acreditaram no meu potencial, mesmo quando eu não acreditei. E também um sincero obrigado ao meu Professor Ewerton, que me apoiou e me ajudou muito a chegar até aqui, eu espero que eu possa ter tornado essa experiência pelo menos um pouco memorável para ele.

Talvez hoje seja a nossa despedida como Jovens Senadores de 2026, mas eu espero muito que seja um "até logo". As semanas terminam, as experiências passam, mas algumas pessoas e histórias a gente leva para toda a vida. E com toda certeza cada um de vocês vai fazer parte disso. Vocês são muito importantes para mim. Muito obrigada por me proporcionarem tudo isso.

É isso, gente. Obrigada. (Palmas.)

A SRA. LÍVIA DISPERATI BRAVIN - Pelo Estado do Mato Grosso do Sul, Lorena Valério Gomes.

A SRA. LORENA VALÉRIO GOMES (Para discursar.) - Obrigada.

À equipe do Programa Jovem Senador, aos nossos queridos consultores, professores e especialmente à minha família, que provavelmente está me assistindo, aos meus amigos, incluindo os que estão aqui à minha frente, desejo um ótimo dia.

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Cora Coralina escreveu que o que importa na vida não é o ponto de partida, mas a caminhada. Caminhando e semeando sempre se terá o que colher. E, olhando para tudo o que vivemos nessa semana, acredito que poucas palavras poderiam traduzir tão bem essa experiência.

Quando chegamos a Brasília, cada um de nós trazia consigo uma história, uma realidade, uma escola, uma família e um estado para representar. Trazíamos também uma redação, um sonho e a responsabilidade de fazer com que a nossa voz fosse ouvida. Hoje, porém, estamos prestes a voltar para casa, levando muito mais do que aquilo que trouxemos, levamos conhecimento, experiência, novas expectativas e, principalmente, pessoas.

Ao longo dessa semana, tivemos a oportunidade de conhecer de perto o Senado Federal, compreender o funcionamento do Poder Legislativo e vivenciar a responsabilidade de ocupar este espaço tão importante para a democracia brasileira. Conhecemos também o Supremo Tribunal Federal e o Palácio do Itamaraty. Estivemos em lugares que, muitas vezes, conhecíamos apenas pelos livros, pelas fotografias ou pela televisão e que, agora, fazem parte das nossas próprias memórias. Mas acredito que a maior riqueza dessa experiência não está apenas nos lugares que conhecemos, está nas pessoas que encontramos, porque chegamos aqui como representantes de diferentes estados e, em poucos dias, nos tornamos amigos. Cada um de nós trouxe um pedaço do Brasil para Brasília, e, ao longo dessa semana, tivemos a oportunidade de conhecer um Brasil ainda maior: aquele que existe nas histórias, nos sotaques, nos costumes, nas diferenças e nas pessoas.

Eu sei que, quando voltar para Mato Grosso do Sul, não voltarei sozinha, vou levar comigo um pedacinho do Ceará, com a Marília; um pedacinho do Mato Grosso, com a Maria Eduarda; um pedacinho da Bahia, com a Larah, com o "h"; um pedacinho do Rio Grande do Sul, com a Lara, sem "h"; e tantos outros pedacinhos do Brasil que encontrei aqui. (Manifestação de emoção.) E talvez esta seja uma das coisas mais bonitas que essa experiência nos ensinou: nós sairemos de Brasília e voltaremos para lugares diferentes, mas uma parte de cada um de nós permanecerá na memória do outro.

É impossível falar sobre essa semana sem falar também da equipe do Programa Jovem Senador. A vocês eu quero fazer um agradecimento muito especial. Vocês foram muito mais do que uma equipe, que organizou nossas atividades, foram nosso apoio, nosso porto seguro e, de certa forma, nossa família em Brasília. Cuidaram de nós, nos acompanharam, tiveram paciência - Simonete teve bastante -, estiveram presentes nos momentos de ansiedade e fizeram com que, mesmo tão longe de casa, nos sentíssemos acolhidos. Eu espero que vocês saibam o quanto isso foi importante para nós porque algumas pessoas passam pela nossa vida durante poucos dias, mas conseguem deixar marcas que permanecem por muitos anos.

Eu acredito que esta seja também a essência do Jovem Senador: ele não é apenas uma oportunidade de conhecer o Senado Federal, é uma oportunidade de conhecer o nosso próprio país, de conhecer pessoas diferentes, de ouvir opiniões diferentes, de aprender a dialogar e, principalmente, de descobrir que a juventude tem lugar na democracia.

Durante muito tempo, talvez tenhamos aprendido a enxergar os jovens como o futuro, mas essa semana nos mostrou algo muito mais importante: nós não somos apenas o futuro da democracia, nós somos parte dela agora, temos voz agora, temos ideias agora e temos responsabilidades agora.

(Soa a campainha.)

A SRA. LORENA VALÉRIO GOMES - O Jovem Senador nos mostra isso na prática. Ele não apenas nos ensina sobre cidadania, ele nos permite vivenciá-la; não apenas fala sobre participação política, ele abre espaço para que jovens participem; e não apenas nos prepara para o futuro, ele nos mostra que podemos começar a construí-lo hoje.

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Por isso, espero que esta experiência não termine quando deixarmos Brasília. Que ela continue quando voltarmos para as nossas escolas, que continue nas conversas que teremos com nossos amigos, que continue quando incentivarmos outros jovens a participarem deste programa tão incrível, a questionarem, a se informarem e a acreditarem que suas opiniões também têm valor.

Porque uma democracia forte não é construída apenas dentro das instituições; ela também é construída nas escolas, nas comunidades, nas conversas e na participação de cada cidadão. E talvez seja esta a maior semente que o Jovem Senador planta em cada um de nós: a semente da participação, da responsabilidade e da esperança. Nós caminhamos com tudo isso até aqui.

(Soa a campainha.)

A SRA. LORENA VALÉRIO GOMES - Nós semeamos ideias, amizades e sonhos. Agora, cabe a nós levar essa semente de volta para nossos estados e fazer com que elas floresçam.

Quero agradecer a todos os professores que passaram por minha jornada, em especial à minha Profa. Edivânia, que está ali me gravando - a senhora foi essencial em todo este processo; sou muito grata por todo o apoio -, e a toda a equipe do Programa Jovem Senador, por ter cuidado de cada detalhe. (Manifestação de emoção.)

E aos meus amigos Jovens Senadores quero dizer que foi uma honra dividir esta semana com vocês. Talvez seja difícil aceitar que, depois de tantos dias juntos, cada um seguirá novamente para um canto do Brasil, mas eu gosto de pensar que não vamos realmente nos separar, porque vamos carregar uns aos outros conosco. Eu voltarei para o Mato Grosso do Sul levando novas histórias, novas amizades e uma parte de cada estado que conheci aqui. E, quando eu olhar para trás e me lembrar desta semana, talvez eu não me lembre de todos os detalhes...

(Soa a campainha.)

A SRA. LORENA VALÉRIO GOMES - ... mas vou me lembrar de nós todos aqui, de jovens que vieram de diferentes lugares, com diferentes histórias e diferentes sonhos, mas que por alguns dias caminharam juntos.

Talvez seja justamente esta a beleza da democracia: pessoas diferentes encontrarem um espaço em que suas vozes possam coexistir, dialogar e construir algo juntas.

Cora Coralina nos ensinou que é caminhando e semeando que temos o que colher. Nós caminhamos até aqui, semeamos e agora voltaremos para casa, para colher tudo aquilo que esta experiência plantou em nós.

Que a nossa caminhada continue, que a nossa voz continue, que a nossa esperança continue. E que nunca nos esqueçamos de que, por uma semana, tivemos a honra de representar nossos estados nesta Casa, mas que, acima de tudo, tivemos a oportunidade de descobrir que também podemos fazer parte da construção do Brasil que queremos.

Muito obrigada. (Palmas.)
A SRA. LÍVIA DISPERATI BRAVIN - Pelo Estado de Minas Gerais, Gustavo de Souza Ferreira. (Pausa.)

O SR. GUSTAVO DE SOUZA FERREIRA (Para discursar.) - Primeiramente, bom dia à Mesa Diretora, bom dia a todos os presentes e a todos que nos acompanham em suas casas.

Antes de tudo, eu gostaria de agradecer a Deus pela oportunidade de estar aqui, de pé, no Senado Federal, representando o meu estado, Minas Gerais.

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Gostaria também de agradecer aos meus amigos, que sempre me motivam a correr atrás dos meus sonhos; aos meus professores, em especial à minha Professora de Língua Portuguesa, Marinalva, que está aqui presente, que me apoiou e esteve ao meu lado no decorrer desta semana; ao meu Prof. Lucas, que me auxiliou na formulação da proposta de intervenção legislativa; ao meu pai, que trabalha todos os dias para a nossa subsistência e sempre me incentiva a continuar estudando; à minha mãe, com a qual eu posso contar em todos os momentos; e, principalmente, à minha irmã, Emily Gabriely, que, embora não esteja mais fisicamente perto de mim, pois seus sonhos e potencial excediam as barreiras impostas por nossa realidade, sempre me apoiou, me motivou, me aconselhou e se demonstrou disposta a me ajudar no que fosse necessário, o que me faz lembrar que vê-la realizar seus sonhos é um sonho meu.

Quando recebi a notícia de que representaria meu estado no Senado Federal, veio à minha mente questionamentos, tais como se eu o representaria bem; e hesitações, devido à escala da responsabilidade que eu assumiria. Contudo, também veio esperança: um garoto recém-chegado à escola, morador e estudante da zona rural e membro de uma família lavradora conseguira se destacar num programa tão concorrido e enriquecedor como o Jovem Senador, mesmo com todas as precariedades da escola na qual estudo e com todos os desafios enfrentados diariamente sendo aluno do campo. Nesse momento, percebi que a educação vai muito além de uma ferramenta teórica, cujo único objetivo é instruir superficialmente os indivíduos que dela fazem parte. Pelo contrário, é a forma mais eficaz de tornarmo-nos sujeitos sociais participativos e conscientes, e uma peça-chave para o crescimento não apenas acadêmico, mas também pessoal.

Participar desta semana imersiva de vivência legislativa me permitiu expandir minha perspectiva do conceito de democracia, refletir sobre a importância da participação de todos os cidadãos para o seu pleno exercício, e pensar em formas de como construir debates saudáveis no meio virtual, que foi o tema das nossas redações.

Eu, sinceramente, não tinha um conhecimento aprofundado ou talvez nenhum conhecimento do processo legislativo. Mas, assim como todos nós, por meio desse programa incrível, percebi que a política não é um instrumento de alienação da população ou uma ferramenta de imposição, mas um conceito do qual todos fazemos parte e no qual todos temos direito de voz.

Ver-nos todos somando forças em direção ao mesmo propósito e presenciar todas as trocas culturais que fizemos me levou a refletir sobre a diversidade do nosso país, sobre o poder e a participação da juventude na construção da democracia no Brasil e, sobretudo, sobre o compromisso que nós jovens temos com a nossa nação, compromisso o qual estamos dispostos a assumir.

O programa Jovem Senador me proporcionou conhecer, em primeira mão, o trabalho do Poder Legislativo, além de ter também me proporcionado experiências novas e enriquecedoras. Tenho a convicção de que, assim como ele me fez amadurecer e repensar o meu papel como cidadão, ele deve continuar a fazer essas transformações por vários e vários anos, mostrando às novas gerações o nosso papel no bom funcionamento da democracia no Brasil.

Agradeço ao Exmo. Senador Paulo Paim por ter nos acompanhado durante esse processo e por ter lutado ativamente pela educação em nosso país; a todos que compõem a Mesa Diretora do Senado Jovem, que, neste ano, foi composta exclusivamente por mulheres, pautando a importância do protagonismo feminino na política; a todos os alunos e docentes aqui presentes, que, quando unidos, fazem a diferença; ao Senado Federal, que promove essa excelente ação todos os anos.

E quero agradecer, de modo especial, a todos os Jovens Senadores e à equipe do Jovem Senador, que, em meio ao carisma inigualável do George, da Juliana e da Roberta; à motivação imprescindível da Tatiana; à competência incomparável da Rosemari e da Denise; e às broncas - construtivas, claro - da Simonete, permitiram-nos criar laços eternos e ter a melhor experiência de nossas vidas.

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Por fim, quero salientar que estou aqui representando todos os que vivem a realidade rural e principalmente os jovens que querem e precisam ser ouvidos e não veem o campo como um limite para seus sonhos, mas como seu berço, berço este que pode nos impor desafios, mas que também nos torna fortes e resilientes e nos mostra que nenhum desafio é grande demais para ser enfrentado e nenhum sonho...

(Soa a campainha.)

O SR. GUSTAVO DE SOUZA FERREIRA - ... é grande demais para ser alcançado.

Muito obrigado. (Palmas.)

A SRA. LÍVIA DISPERATI BRAVIN - Pelo Estado do Paraná, Isadora Fagundes dos Passos.

A SRA. ISADORA FAGUNDES DOS PASSOS (Para discursar.) - Bom dia a todos e a todas.

Falar sobre a experiência de participar do Jovem Senador 2026 não é fácil, porque foram muitos momentos, aprendizados e emoções difíceis de colocar em palavras.

Tudo começou com uma redação, um texto que escrevi sem imaginar que poderia me levar tão longe. Quando recebi a notícia de que havia sido escolhida para representar o Paraná, senti uma mistura de alegria, surpresa e, principalmente, responsabilidade. Eu estava prestes a viver algo que parecia muito distante da minha realidade: conhecer Brasília, o Senado Federal e participar, junto com os outros Jovens de todos os estados do Brasil, de uma experiência de cidadania e participação política.

E foi justamente isto que mais me marcou: perceber que, apesar de vivermos em lugares, histórias e realidades diferentes, todos temos algo em comum - somos jovens que querem ser ouvidos e também podem contribuir para construir o futuro do nosso país.

Durante esses dias, aprendi que a política não deve ser vista apenas como algo distante, feito por pessoas que ocupam cargos políticos. Ela está presente nas nossas escolhas, na nossa comunidade, na nossa escola e na forma como nos relacionamos com as outras pessoas. Estar no Senado também me fez perceber a importância da democracia, do diálogo e da capacidade de ouvir opiniões diferentes das nossas.

Conhecer outros Jovens Senadores foi uma das partes mais especiais dessa experiência. Cada um trouxe a história do seu estado, suas experiências e seus sonhos. Ao ouvir cada um deles, percebi como o Brasil é diverso, e, ao mesmo tempo, como temos tantos desejos em comum.

Representar o Paraná foi uma honra enorme. Eu não estava ali apenas como Isadora: carregava comigo o nome do meu estado, da minha cidade, da minha escola e de todas as pessoas que acreditaram em mim e fizeram parte desta caminhada.

Por isso, quero agradecer à minha família, que sempre me apoiou e acreditou nos meus sonhos; à minha mãe, Ariane, que esteve presente em todos os momentos, me incentivando e tornando possível que eu chegasse até aqui; à minha avó Carmelina, por todo o carinho, amor e torcida; e aos meus tios e tias, especialmente ao meu tio Alejandro, que sempre incentivou minhas leituras e meu amor pelos livros, contribuindo de forma muito especial para a minha formação. (Manifestação de emoção.)

Também quero agradecer ao Diretor José Aparecido Moreira e à minha Professora Marisa do Rocio Evangelista Simões, da Escola Maria Aparecida Chuery Salcedo, em Siqueira Campos, que acreditaram no meu potencial e me incentivaram a participar.

A presença e o incentivo de professores e de toda a equipe escolar podem fazer uma diferença enorme na vida de um aluno. Sou muito grata por tudo o que fizeram por mim.

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Muitas vezes, uma conquista começa quando alguém acredita em nós, antes de nós mesmos acreditarmos. Por isso, essa conquista não é somente minha: ela pertence também a cada pessoa que me apoiou, me ensinou, torceu por mim e caminhou comigo até aqui.

Subir a rampa do Congresso, entrar no Senado e participar das atividades do Jovem Senador foram momentos que eu vou guardar para sempre. Mas acredito que o maior legado dessa experiência não está apenas nas lembranças ou nas fotografias, mas naquilo que mudou dentro de mim. Volto para a casa com mais conhecimento e também com mais responsabilidade, com a certeza de que a juventude não precisa esperar o futuro para começar a participar: nós já fazemos parte no presente.

O Jovem Senador me mostrou que uma ideia pode começar em uma folha de papel e chegar muito mais longe do que imaginamos, e, talvez, essa seja a principal mensagem que eu gostaria de passar. Nunca devemos pensar que a nossa voz é pequena demais para fazer diferença. Às vezes, tudo começa com uma palavra, com uma redação, com uma pergunta, ou simplesmente com a coragem de expressar aquilo em que acreditamos. Sou muito grata por ter vivido essa experiência, por ter conhecido pessoas tão especiais e por ter tido a oportunidade de representar o meu Paraná.

Levo comigo não apenas o título de Jovem Senadora, mas uma nova visão sobre cidadania, democracia e sobre o papel que nós jovens podemos exercer na construção do Brasil. Quando eu olhar para trás e me lembrar de tudo isso, quero me lembrar não apenas de Brasília ou do Senado, mas de todas as pessoas que fizeram parte desse caminho.

Muito obrigada. (Palmas.)
A SRA. LÍVIA DISPERATI BRAVIN - Pelo Estado da Paraíba, Maria Grasielle de Souza Félix. (Pausa.)

A SRA. MARIA GRASIELLE DE SOUZA FÉLIX (Para discursar.) - Bom dia a todos. Bom dia, Jovens Senadoras, Jovens Senadores, Mesa Diretora, professores também e pessoal do Jovem Senador. Bom dia a todos. É um prazer estar aqui com vocês! Eu gostaria principalmente de cumprimentar a equipe do Jovem Senador, que a todo momento acompanha a gente.

Bem, antes de começar... (Manifestação de emoção.)

Eu quero lembrar uma frase que representa muito o que eu sinto ao olhar para tudo o que eu vivi aqui: "Até aqui nos ajudou o Senhor", Livro 1 de Samuel, 7, 12.

Bem, hoje, olhando para essa experiência, eu consigo sentir apenas gratidão. Gratidão a Deus, gratidão à minha família, à minha mãe, ao meu pai, aos meus irmãos, que a todo momento me apoiaram e me impulsionaram a estar aqui. (Manifestação de emoção.)

Gostaria também de agradecer à minha Professora Meirylane, do Sesquicentenário. Foi ela que me auxiliou a todo momento para estar aqui. Por alguns momentos ela não queria estar aqui, mas ela esteve aqui e acredito que foi por mim.

Bem, eu cheguei a Brasília pensando que representaria a Paraíba, apenas isso. Mas hoje eu volto para casa entendendo que representar é muito mais do que falar do nome de alguém ou em nome de alguém: é levar comigo aquilo que eu vi, aquilo que aprendi, aquilo que cada pessoa me ensinou.

Durante esses dias, eu conheci um pedaço de cada pessoa que aqui representa o seu estado, e tamanhas foram as lições e as memórias, que elas irão ficar para sempre comigo.

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Eu conheci diversos lugares aqui da capital - da capital, não, do Distrito Federal. A gente conheceu o STF, o Itamaraty, o Senado, que era o mais esperado; conhecemos o estádio e conhecemos diversos lugares que, para muitos de nós, nos pareciam distantes. Mas, para mim, talvez o maior aprendizado não tenha acontecido dentro de nenhum desses prédios: o maior aprendizado, para mim, aconteceu nas conversas, nas amizades, nos debates nas Comissões, nos conselhos dos nossos orientadores.

E, a partir do momento em que eu vi a Simonete... Todo discurso eu tenho que falar dela, mas ela está sendo como uma mãezinha para mim... (Manifestação de emoção.) Percebi que, por trás de cada Jovem Senador, existe uma família, uma escola, um professor e uma comunidade que acreditou naquela pessoa.

Isso nos faz perceber o tamanho da responsabilidade que nós temos quando estamos aqui. Representar não é simplesmente ocupar uma cadeira: é nós sabermos ouvir diferentes opiniões; é entender que podemos pensar diferente e, ainda assim, respeitar uns aos outros; é enxergar o Brasil através dos olhos de quem vive uma realidade diferente da nossa.

Eu trouxe aqui a Paraíba comigo. Trouxe a minha história, a minha cultura, os meus sonhos e tudo aquilo que me fez chegar até aqui, mas também eu vou embora levando um pouco de cada estado que conheci. Vou levar a frasqueira da Lorena (Risos.) e diversas outras coisas que eu aprendi com vocês. Eu vou levar conversas que não estavam em nenhum roteiro e os passeios que também não estavam no roteiro, mas nós conseguimos encaixar e conhecer um pouco mais de Brasília.

Essa experiência me ensinou que a juventude não é apenas o futuro. Nós também somos o presente, e transformar o Brasil começa quando decidimos participar, quando temos coragem de falar, mas também quando temos humildade para ouvir. Por isso, quando eu voltar para a Paraíba, eu não quero dizer que apenas eu estive em Brasília.

(Soa a campainha.)

A SRA. MARIA GRASIELLE DE SOUZA FÉLIX - Eu quero dizer que Brasília passou por mim e que essa experiência me transformou e ampliou a minha visão sobre o Brasil. E, se hoje eu posso olhar para trás e dizer que Brasília me transformou, também posso olhar para a frente e ter a certeza de que, assim como me trouxe até aqui, Deus continuará guiando os meus passos.

Eu cheguei aqui pensando que representaria apenas a Paraíba, mas hoje eu vou voltar com um pedacinho de cada um de vocês. (Manifestação de emoção.) Calma...
Bem, eu gostaria de agradecer por tudo. Eu não vou falar mais, porque eu vou chorar... (Risos.) Mas eu queria agradecer por essa oportunidade, por estar aqui, por ter conquistado isso. É uma grande vitória para mim. Gostaria de agradecer por tudo que vocês me proporcionaram - as memórias e tudo o que aconteceu. Eu gostaria também de agradecer ao Senador Paim, que a todo momento apoiou esse projeto... (Manifestação de emoção.) Se não fosse também por ele, eu também não estaria aqui.

Muito obrigada por tudo. Obrigada.

(Palmas.)

A SRA. LÍVIA DISPERATI BRAVIN - Pelo Estado de Pernambuco, Ana Clara Macêdo Santos.

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A SRA. ANA CLARA MACÊDO SANTOS (Para discursar.) - Bom dia a todos e a todas.

Cumprimento a Mesa Diretora, na pessoa do Senador Paulo Paim e da Jovem Senadora Iolanda, e saúdo todos os presentes, professores e aqueles que nos acompanham ao vivo.

Hoje, encerro esta experiência com o coração cheio de gratidão; gratidão a Deus, primeiramente, por me permitir viver uma oportunidade tão única e inesquecível; à minha mãe, Cristiana; aos meus irmãos, Ana Paloma, Janaína, Cosme; não poderia deixar de citar a minha avozinha, Socorro; e, principalmente, ao meu professor orientador Roberto Júnior, por acreditarem em mim e me apoiarem para que eu pudesse chegar até aqui - e acreditaram, até quando eu mesma duvidei, que eu poderia, sim, conquistar este espaço de fala.

Eu venho do Sertão de Pernambuco, de uma terra marcada pela força, pela resistência e pela capacidade de sonhar mesmo diante das dificuldades. Venho de uma realidade que me ensinou desde cedo que as oportunidades nem sempre chegam até nós com facilidade, mas que isso nunca deve nos impedir de buscá-las. Sou estudante, sou filha, sou nordestina e sou uma jovem que acredita na educação como um instrumento de transformação. Sou alguém que carrega sonhos, desafios e uma história que talvez nem sempre seja visível aos olhos de quem está de fora, mas que me ensinou a ser resistente, a acreditar em mim e a não desistir diante dos obstáculos.

E foi justamente esta experiência no Jovem Senador que me transformou. Eu cheguei aqui trazendo a Ana Clara que sonhava em ocupar este espaço; hoje, saio daqui sendo uma Ana Clara mais consciente da minha capacidade, mais preparada para dialogar, para ouvir e, principalmente, para compreender a minha voz para alcançar muito mais pessoas do que eu imaginava.

O filósofo Cícero dizia: "A gratidão não é apenas a maior das virtudes, mas a mãe de todas as outras"; e talvez nenhuma palavra represente melhor o que eu sinto neste momento. No início desta semana, chegamos aqui vindos de diferentes lugares, trazendo nossas histórias, nossos sotaques, nossas realidades e nossos sonhos. Agora, ao retornarmos para nossas casas e nossos estados, levaremos muito mais do que lembranças: estamos levando em nossa memória aprendizados, amizades, experiências e a certeza de que a nossa voz importa.

Digo isso porque esses últimos dias nos transformaram e nos mostraram que a juventude não deve ser apenas espectadora das mudanças, mas também protagonista na construção de um país melhor.

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Esta experiência nos ensinou sobre cidadania, responsabilidade, diálogo e, principalmente, sobre a força que existe quando diferentes histórias se encontram por um propósito maior.

Hoje nos despedimos deste espaço, mas não do que construímos aqui. Cada um seguirá seu caminho levando consigo um pouco desta experiência e das pessoas que fizeram parte dela. Por isso, desejo que possamos voltar para nossas comunidades com mais coragem e vigor para transformarmos o que aprendemos em ações que façam a diferença na vida daqueles que amamos.

Além disso, deixo o meu mais sincero agradecimento a todos que tornaram o Jovem Senador 2026 possível. Que Deus abençoe nossos caminhos, nossas famílias e tudo aquilo que ainda iremos construir pela frente.

Hoje voltaremos para casa, mas levaremos conosco esta linda história, que ficará para sempre em nossos corações. E foi justamente essa experiência do Jovem Senador...

(Soa a campainha.)

A SRA. ANA CLARA MACÊDO SANTOS - ... que transformou Ana Clara. Eu cheguei aqui trazendo o que sonhava em ocupar este espaço e hoje saio daqui transformada.

Muito obrigada. (Palmas.)

A SRA. LÍVIA DISPERATI BRAVIN - Pelo Estado do Piauí, Kauane Maria Cabral da Silva.

A SRA. KAUANE MARIA CABRAL DA SILVA (Para discursar.) - Bom dia, Exma. Presidenta, caros colegas Jovens Senadores, mentores, servidores do Senado Federal e todos os que nos acompanham por aqui.

Primeiramente, eu queria dizer que eu já me despedacei toda com todos os discursos de cada um de vocês. A escritora Clarice Lispector escreveu uma vez que "Depois do medo, vem o mundo" (Manifestação de emoção.), e, ao olhar para o início desta jornada e lembrar do primeiro dia em que pisamos em Brasília, eu vejo o quanto essa frase traduz a nossa vivência; o frio na barriga, a ansiedade e o receio diante do tamanho da responsabilidade deram lugar à descoberta de um mundo novo: o mundo da cidadania ativa, da política feita com propósito e da força da nossa juventude.

Desde o primeiro instante, o acolhimento que recebemos de toda a equipe do Jovem Senador, dos consultores e dos servidores desta Casa foi extraordinário. Sermos recebidos com tanto respeito e carinho fez com que a gente se sentisse verdadeiramente em casa.

Caminhar por estes corredores históricos e vivenciar a rotina parlamentar na prática mostrou que a democracia não é algo distante contado nos livros, mas um processo vivido, do qual nós fazemos parte.

Ao longo desta semana intensa, debruçamo-nos sobre matérias de extrema relevância, discutimos nossas próprias propostas e analisamos com rigor técnico e sensibilidade social os projetos de outras comissões, mas o maior tesouro desta semana vai além dos relatórios e das sessões: são as amizades, de cada realidade e cada região,

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Eu queria dizer, em especial à minha colega de quarto, Maria Laura, e descobri aqui irmãos de jornada e lideranças brilhantes, que me dão a absoluta certeza de que o futuro do nosso país está em excelentes mãos.

Eu não poderia encerrar esta fala sem expressar a minha mais profunda gratidão. Primeiramente agradeço a Deus por guiar os meus passos e me dar sabedoria para chegar até aqui; à minha querida família (Manifestação de emoção.), em especial aos meus pais e à minha avó, por todo o apoio e amor incondicional, que estão sempre me apoiando em conquistas como esta; (Manifestação de emoção.) à minha escola, CETI - Didácio Silva, e a todos os meus professores que acreditaram no meu potencial, em especial ao Josué, que esteve meu acompanhante durante esta semana, esta vivência; aos meus amigos e amigas, que torceram por mim a cada segundo e me deram força para estar aqui hoje; à equipe do Jovem Senador e aos consultores parlamentares, por nos guiarem com tanta dedicação, paciência e brilhantismo; e a cada um de vocês, meus colegas Jovens Senadores, pelo afeto, pela troca e por transformarem esta semana na experiência mais marcante da minha vida.

Atravessamos o medo e encontramos um mundo inteiro de possibilidades. Eu volto para o Piauí com a bagagem cheia, o coração transbordando de orgulho e a convicção renovada de que a escola pública é um celeiro de talentos.

Obrigada por mostrarem ao Brasil que a juventude não é apenas o amanhã; nós somos o presente.

Muito obrigada a todos. (Palmas.)

A SRA. LÍVIA DISPERATI BRAVIN - Pelo Estado do Rio de Janeiro, Maria Laura Soares e Silva.

A SRA. MARIA LAURA SOARES E SILVA (Para discursar.) - Bom, primeiramente bom dia a todos. Bom dia a todos os presentes, à Mesa Diretora, aos meus amigos Jovens Senadores, aos professores e todos que estão nos acompanhando.

Escrevi este texto diversas vezes. Não gosto de preparar discursos, mas este precisava de um enredo, pois tantas experiências incríveis e momentos especiais merecem ser citados. (Manifestação de emoção.)

Se uma palavra descrevesse o Jovem Senador, na minha opinião, seria a união. E se uma palavra pudesse descrever o sentimento que eu tive durante esta semana, com certeza seria gratidão.

Primeiramente quero agradecer a Deus, pois tenho fé de que tudo posso naquele que me fortalece. Estou aqui porque Deus me fortaleceu para vivenciar este momento. Acredito que nossas vidas são compostas por orações correspondidas. E só Deus sabe o quanto eu orei para estar aqui neste momento.

Também tenho que agradecer à minha família, que é a minha base. Educação, respeito e amor são valores que aprendi com aqueles que eu mais admiro.

Nesta edição, que contempla a força feminina, preciso citar as mulheres que me ensinaram o que é força.

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Dedico este momento à minha avó Laura, que, infelizmente, não está mais presente, mas que vive eternamente no meu coração. Ela foi e continua sendo minha força e inspiração para lutar e honrar todas aquelas que vieram antes de mim e foram símbolos de resistência e força.

Agradeço à minha mãe Roberta, que está me acompanhando. Ela é meu porto seguro, ela me apoia e está comigo quando tudo o que mais preciso é de um colo de mãe. Ela herdou essa força da minha avó Maria, que infelizmente também não está mais presente, mas sempre estará em nossos corações. Mãe, você é a minha força.

Dedico também às minhas tias e primas da minha família, que estiveram muito presentes na minha criação e fazem parte da minha trajetória, e, por fim, à minha irmã mais nova, que me impulsiona a ser um exemplo. Ela me ensina mais do que aprende comigo.

Agora, quero dedicar os meus agradecimentos ao meu estado, o Rio de Janeiro, e a todos aqueles que represento, em especial à minha cidade, Areal, e a todos os cidadãos arealenses, que depositaram suas esperanças e expectativas em mim. Nossa cidade pode ser pequena, mas nossas histórias e nossas forças são gigantes.

Agradeço ao meu colégio cívico-militar Cabo PM Elisângela Bessa Cordeiro, aos meus amigos e à minha diretora Carla. Também, a toda a equipe pedagógica, que contribuiu para a minha educação - e continua contribuindo -, em especial, à Profa. Andreia, que aceitou este desafio de vir para Brasília comigo. A educação é a maior ferramenta de transformação social existente. Profissionais de educação, vocês constroem o futuro do nosso país todos os dias.

E, por fim, agradeço também a todos os que estiveram comigo nesta semana como Senadora juvenil: a toda a equipe, que teve um enorme carinho conosco muito antes de chegarmos em Brasília; a toda a equipe do Senado; à TV Senado, à Rádio Senado, à mídia - que nos acompanharam em todos os momentos, registrando tantos momentos especiais -; às relações públicas do Senado, que prepararam tudo com muito carinho; à consultoria - vocês são extremamente inteligentes.

(Soa a campainha.)

A SRA. MARIA LAURA SOARES E SILVA - Obrigada por nos ajudarem a construir o nosso projeto.

E agradeço aos meus amigos Jovens Senadores, em especial à minha amiga Kauane. Vocês me ensinaram a ver como o nosso país é rico em cultura e diversidade. Cada um aqui carrega a responsabilidade de representar seus estados, municípios, escolas e famílias. O que aprendemos nesta semana é algo que estará presente na minha vida sempre: o poder da democracia e da juventude no nosso país.

Finalizo a minha fala agradecendo novamente e dizendo que a semente de amizade e união que plantamos nesta semana legislativa florescerá no meu coração e no de cada um aqui presente, pois o amor vence o ódio, o respeito vence a intolerância e a democracia constrói nossas histórias, o futuro e o presente do Brasil.

Muito obrigada. (Palmas.)

A SRA. LÍVIA DISPERATI BRAVIN - Pelo Estado do Rio Grande do Sul, Lara Schuquel Dauinheimer.

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A SRA. LARA SCHUQUEL DAUINHEIMER (Para discursar.) - Bom dia a todos.

Cumprimento especialmente a Mesa Diretora desta reunião e o Senador Paulo Paim, aqui presente.

Gostaria de começar este momento fazendo um agradecimento especial à minha família, principalmente à minha mãe e à minha irmã mais velha, que sempre acreditaram no meu potencial e me incentivaram a buscar conhecimento, mesmo quando talvez eu mesma não imaginasse até onde isso poderia me levar.

Agradeço aos meus professores, que foram fundamentais para que eu chegasse até aqui, em especial às Profas. Marilda e Valda, que sempre me incentivaram, e à minha Profa. Lúcia, que me auxiliou durante a construção da redação que me trouxe até Brasília.

Também quero fazer um agradecimento muito especial à minha Profa. Lizete, que estava presente no início da minha vida escolar. Foi quem me ensinou a ler e a escrever e, hoje, anos depois, está aqui, acompanhando comigo uma experiência tão importante.

Para mim, existe algo muito simbólico em perceber que aquela menina que um dia aprendeu a ler e escrever com ela, agora está aqui, usando justamente a escrita como caminho para chegar a um lugar como este.

E, claro, aos meus amigos mais próximos que estiveram comigo durante todo esse processo, apoiando-me, torcendo por mim e compartilhando cada etapa dessa caminhada.

Quando escrevi a redação que me trouxe até aqui, comecei uma reflexão sobre democracia, sobre diálogo e sobre a maneira como diferentes opiniões e realidades podem coexistir dentro da nossa sociedade, mas estar aqui durante esta semana fez com que tudo aquilo que estava no papel ganhasse uma dimensão completamente diferente, porque a democracia que discutimos em uma redação deixa de ser apenas um conceito quando encontramos pessoas que pensam diferente de nós, que vieram de lugares diferentes e que carregam experiências completamente diferentes.

Foi justamente isso que esta semana me proporcionou. Eu cheguei a Brasília conhecendo o Senado principalmente como aquele lugar que eu via pela televisão, mas tive a oportunidade de entrar nesses espaços, conhecer como eles funcionam e entender um pouco melhor tudo aquilo que existe por trás do trabalho que chega até nós. Conheci o Plenário, os espaços do Senado, os gabinetes e, principalmente, as pessoas que fazem tudo isso acontecer.

Percebi que, por trás de cada sessão, de cada projeto e de cada Senador, existe uma grande equipe trabalhando. Existem servidores, assessores e muitas outras pessoas que, muitas vezes, não aparecem diante das câmaras, mas que são fundamentais para que tudo isso aconteça.

Particularmente, uma das partes de que eu mais gostei durante essa experiência foi justamente poder conversar com essas pessoas. Cada conversa me trouxe uma perspectiva diferente e me fez perceber que o conhecimento também está nas experiências que as pessoas compartilham conosco. Para mim, essas conversas foram tão importantes quanto conhecer os espaços do Senado, porque me permitiram enxergar que o trabalho legislativo não acontece somente quando as câmaras estão ligadas; existe uma construção diária feita por muitas pessoas.

Como jovem gaúcha, poder conhecer de perto o trabalho de quem representa o meu estado foi uma experiência muito significativa também. Foi uma forma de enxergar mais de perto aquilo que, muitas vezes, acompanhamos apenas de longe.

Acredito que uma das maiores riquezas desta semana não esteve apenas nos lugares que nós conhecemos, esteve nas pessoas. E, talvez, uma das coisas mais bonitas que levo daqui comigo sejam as amizades que construí.

Nós chegamos como jovens de diferentes estados, cada um com sua história, com o seu jeito, o seu sotaque, a sua realidade, e, em poucos dias, conseguimos criar uma conexão muito especial.

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O que eu escrevi sobre democracia, sobre diálogo e sobre a maneira como convivemos enquanto sociedade eu tive a oportunidade de experimentar durante esta semana.

(Soa a campainha.)

A SRA. LARA SCHUQUEL DAUINHEIMER - Aqui eu escrevi as minhas ideias, mas não apenas isso. Eu conversei com pessoas diferentes, ouvi histórias diferentes, fiz perguntas, recebi conselhos, compartilhei experiências e aprendi que o diálogo acontece justamente quando existe disposição para ouvir.

Quero também fazer um agradecimento muito especial a toda a equipe do Jovem Senador. Durante esses dias, nós pudemos perceber que existe muito mais por trás dessas experiências do que aquilo que aparece na programação. Existe uma equipe inteira, trabalhando, acompanhando, organizando, cuidando e, muitas vezes, correndo junto com a gente. Cada um, à sua maneira, contribuiu para que esta semana acontecesse e que ela fosse muito mais do que uma programação de atividades.

Foram vocês que transformaram esses dias em uma experiência que vamos levar para a vida. E acho que é justamente por termos vivido tantos momentos juntos que, quando esta semana terminar, não vamos sentir falta apenas de Brasília ou do Senado. Vamos sentir falta das pessoas...

(Soa a campainha.)

A SRA. LARA SCHUQUEL DAUINHEIMER - ... das conversas, das brincadeiras, das nossas diferenças, das corridas para não perder a van, dos momentos de descontração e até daqueles pequenos puxões de orelha para que a gente cumprisse os horários. Eu, certamente, vou sentir saudades.

Eu cheguei aqui trazendo uma redação e vou embora levando conhecimento, experiência, novas amizades, histórias, conselhos e uma compreensão muito maior sobre o meu país e sobre as pessoas que fazem parte dele. Volto para o Rio Grande do Sul sabendo que esta semana termina, mas tudo aquilo que vivemos aqui não precisa terminar com ela.

Vou embora levando um pouco de cada estado comigo, de cada experiência que tive com vocês e espero que, de alguma forma, cada um de vocês também leve um pouquinho do Rio Grande do Sul.

Muito obrigada. (Palmas.)

A SRA. LÍVIA DISPERATI BRAVIN - Pelo Estado de Rondônia, Maycon Monteiro da Silva.

O SR. MAYCON MONTEIRO DA SILVA (Para discursar.) - Bom dia a todos.

Sras. e Srs. colegas Jovens Senadores, hoje encerro um dos capítulos mais marcantes da minha vida. Estar aqui ocupando esta tribuna e representando a juventude de Rondônia foi muito mais do que uma vivência acadêmica ou política: foi uma lição inesquecível de cidadania, de escuta, de diálogo e de responsabilidade.

Saí da minha terra levando na bagagem a força, a garra e a diversidade do povo rondoniense. Cheguei a Brasília com a missão de representar nossos sonhos, nossas demandas e o futuro que queremos construir para o nosso estado e para o Brasil, e hoje volto para casa levando algo ainda maior: aprendizados, amizades, experiências e a certeza de que o diálogo é uma das ferramentas mais poderosas que temos para transformar realidades.

Nestes dias, vivi o verdadeiro significado de fazer política com "p" maiúsculo. Conheci jovens de diferentes estados, com histórias, culturas e realidades completamente diferentes da minha.

Trocamos experiências, compartilhamos conhecimentos, debatemos, discordamos, convergimos e, acima de tudo, aprendemos a ouvir e respeitar uns aos outros. E foi justamente nesse encontro que percebi algo muito importante: apesar de virmos de lugares tão diferentes, temos algo em comum - temos sonhos, temos ideias e temos a mesma vontade de construir um país melhor.

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Esta semana também me mostrou que a cidadania não é apenas votar. Cidadania é participar, é ouvir, é questionar, é propor e é ter coragem para ocupar os espaços onde as decisões são tomadas. Por isso, iniciativas como o Jovem Senador são tão importantes. Elas mostram aos jovens que a política também é um espaço nosso, que a nossa voz importa e que podemos participar da construção do Brasil que queremos.

Amanhã, esta semana se encerra oficialmente, mas o nosso compromisso com a transformação apenas começa. Nós não somos apenas o futuro do Brasil; nós já somos o presente. Voltaremos para nossos estados com a responsabilidade de levar tudo o que aprendemos, de ocupar novos espaços e de inspirar outros jovens a acreditarem que também podem fazer a diferença.

Agradeço imensamente à minha família, principalmente aos meus avós, minha avó Laura e meu avô Cícero, que são os pilares principais da minha vida e de toda a minha carreira acadêmica; aos professores que acreditaram em mim; à organização do Jovem Senador, por proporcionar esta experiência; e, principalmente, a cada um de vocês, colegas, que tornaram esta semana tão especial.

Eu cheguei a Brasília representando Rondônia e, hoje, volto para casa de cabeça erguida, com o coração cheio de orgulho e com a certeza de que a voz de Rondônia ecoou forte.

E, para finalizar, como diz uma artista que admiro muito: “Keep believing in yourself [Continue acreditando em você]". Que nunca deixemos de acreditar na nossa voz, nos nossos sonhos e na nossa capacidade de transformar o lugar onde vivemos.

Muito obrigado. (Palmas.)

A SRA. LÍVIA DISPERATI BRAVIN - Pelo Estado do Rio Grande do Norte, Rita de Cássia Medeiros da Silva.

A SRA. RITA DE CÁSSIA MEDEIROS DA SILVA (Para discursar.) - Boa tarde a todos. Quero cumprimentar todos aqui presentes, Jovens Senadores, Parlamentares e a equipe do Jovem Senador.

Bom, vou começar pelos agradecimentos, porque, se eu me acabar de chorar depois, pelo menos eu falei o nome de alguém. (Risos.)

Então, em primeiro lugar, quero agradecer a Deus por permitir que eu chegasse até aqui, e aos santos, que são como faróis dentro de um mar escuro: eles nos mostram como agir e como seguir a vontade de Deus.

Quero agradecer à minha mãe e à minha irmã, que são o meu porto seguro e que acreditam em mim, mesmo quando eu quero desistir. Eu amo muito vocês. (Manifestação de emoção.)

Quero agradecer aos meus familiares, que fazem tumulto nos grupos da família com toda a vivência. Eu amo muito vocês também.

E, em memória do meu avô Damião Ambrósio de Lima (Manifestação de emoção.), que faleceu quando eu ainda era criança, mas que me amou de tal maneira que fez com que eu acreditasse que podia conquistar o mundo.
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Quero agradecer à minha Profa. Judileide, que desde o 9º ano me incentiva e que nunca me deixou não fazer a redação, por isso eu fiz três redações; à Escola Teônia Amaral, aqui presente nas pessoas do Diretor Júnior Galdino e do Coordenador Eufran; e a toda a equipe do Jovem Senador, às pessoas que estiveram próximas da gente, Rose, Simonete, George, Tadeu e todas as outras pessoas representadas por esses nomes.

Quero agradecer aos consultores que auxiliaram no nosso projeto, inclusive à minha xará, Rita. Quero agradecer aos motoristas, que aguentaram o nosso barulho, nossas viagens, corridas, e que nunca reclamaram, mesmo que a gente fizesse realmente muito barulho.

Desta experiência, não vou levar apenas fotos ou os presentes que recebi aqui. Vou levar um pouco da história de cada uma dessas pessoas, cada um desses estados, cada um desses representantes, e muitas, mas muitas memórias que me marcarão pela vida inteira.

Quando eu recebi a notícia do Jovem Senador, eu fiquei com medo de ser diferente demais para estar aqui. Só que, quando eu cheguei aqui, eu vi que são as diferenças que nos fazem uma única família. Então, eu me senti muito acolhida pela equipe, pelos Jovens Senadores, são todos maravilhosos, inclusive nossa querida Mesa, completamente feminina. Muito obrigada a cada um de vocês que me ouviram, que me acolheram e que foram extremamente carinhosos.

Peço a todos os Senadores existentes no Brasil que apoiem esse projeto, e a todos os Parlamentares e políticos que mantenham esse projeto vivo, que apoiem a equipe que tanto luta por ele, para que existam mais edições como esta por milênios, não só por anos.

Digo a todas as pessoas que vierem após mim: não desistam na primeira tentativa. Eu fiz várias tentativas antes de estar aqui e realmente não quero que essa experiência se restrinja à minha pessoa ou aos Jovens Senadores deste ano. Portanto, façam quantas tentativas forem necessárias. O Brasil, a política e essa vivência não pertencem somente aos jovens que já estão aqui, mas a todos aqueles que querem tentar e que devem tentar.

(Soa a campainha.)

A SRA. RITA DE CÁSSIA MEDEIROS DA SILVA - Esses são meus agradecimentos. Todos os locais por que viajamos aqui são maravilhosos, e realmente espero que várias outras pessoas possam viver essa experiência.

Muito obrigada. (Palmas.)

A SRA. LÍVIA DISPERATI BRAVIN - Pelo Estado de Roraima, Juan Jose Ramirez Guevara.

O SR. JUAN JOSE RAMIREZ GUEVARA (Para discursar.) - Primeiramente, bom dia a todos.

Quero cumprimentar a Mesa, quero cumprimentar o Senador Paulo Paim, todos os professores, os meus colegas Jovens Senadores e todos da equipe do Jovem Senador.

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Estar aqui hoje para mim é um motivo de muita alegria, gratidão e orgulho. Participar do Programa Jovem Senador é uma oportunidade que nunca tinha imaginado um dia, mas agora estou vivendo este momento e percebo o quanto ele é especial.

Primeiramente, quero agradecer a Deus por ter me permitido chegar até aqui. Quero agradecer à minha família, à minha Professora e orientadora, Profa. Tânia. Quero agradecer aos meus professores, à gestão da minha escola, aos meus colegas de aula e a todos que acreditaram em mim. Muitas vezes, uma conquista parece ser apenas nossa, mas, quando olhamos para trás, percebemos quantas pessoas caminharam conosco para que pudéssemos chegar até aqui.

Também não deixaria de deixar um grande agradecimento especial a toda a equipe do Programa Jovem Senador e ao Senado Federal. Obrigado por proporcionarem essa experiência e por acreditarem que nós jovens temos algo importante a dizer, a aprender e compartilhar.

E, de forma muito especial, quero agradecer aos meus colegas Jovens Senadores e Jovens Senadoras: cada um trouxe uma história, uma realidade, um sotaque e uma maneira diferente de enxergar o mundo. Poder compartilhar essa experiência com vocês é algo que certamente vou levar comigo para sempre.

Para mim, estar aqui também tem um significado muito especial, porque tenho a honra de representar e poder levar o nome do Estado de Roraima comigo. Sei que estou representando não apenas a mim, mas também minha escola, meus professores, meus colegas, minha família e tantos jovens que, assim como eu, possuem sonhos e desejam conquistar seu espaço.

Talvez, uma das maiores lições que essa experiência esteja me ensinando seja que devemos acreditar em nós e nas oportunidades que aparecem em nossas vidas. E deixo uma reflexão para todos: quantas oportunidades deixamos passar simplesmente porque tivemos medo de tentar? Nem sempre vamos ter certeza de que conseguiremos, nem sempre estaremos preparados, mas muitas vezes é dando o primeiro passo que descobrimos do que somos capazes.

Quero terminar com uma frase em espanhol, uma frase que, para mim, tem um significado ainda mais especial: "Los sueños no tienen fronteras; cuando creemos en ellos, podemos llegar mucho más lejos de lo que imaginamos". "Os sonhos não têm fronteiras; quando acreditamos neles, podemos chegar muito mais longe do que imaginamos."

Digo isso com ainda mais emoção, porque sou imigrante venezuelano. Um dia cheguei ao Brasil trazendo comigo uma história, sonhos e esperanças para construir um novo caminho. Hoje, eu tenho orgulho da minha origem e, acima de tudo, orgulho de representar Roraima. Não importa de onde você vem, o mais importante é nunca deixar de acreditar em onde você pode chegar.

Muito obrigado. (Palmas.)

A SRA. LÍVIA DISPERATI BRAVIN - Pelo Estado de Santa Catarina, Tavine Pietra de Almeida Lara.

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A SRA. TAVINE PIETRA DE ALMEIDA LARA (Para discursar.) - Sra. Presidente, Sras. e Srs. Senadores, colegas Jovens Senadores, quando chegamos até aqui, talvez cada um de nós soubesse que viveria uma experiência importante, mas acredito que nenhum de nós imaginava o quanto esses dias seriam capazes de nos transformar.

Eu vim de Seara, em Santa Catarina, trazendo comigo não apenas o meu estado, mas a minha escola, meus professores, minha família e todas as pessoas que acreditaram que a minha voz poderia chegar até aqui. E hoje, olhando para este Plenário, percebo que o maior presente que o Jovem Senador nos deu não foi a oportunidade de conhecer o Senado (Manifestação de emoção.), foi a oportunidade de perceber que a política também pode ser feita por jovens.

Nós chegamos aqui como estudantes. Durante esses dias, aprendemos a ouvir opiniões diferentes, a construir propostas, a defender ideias e, principalmente, a entender que representar alguém é uma responsabilidade muito maior do que simplesmente falar em seu nome. Talvez, quando voltarmos para nossas cidades, muita coisa pareça igual - as mesmas ruas, as mesmas escolas, as mesmas pessoas -, mas nós não seremos mais os mesmos. Voltaremos sabendo que não precisamos esperar crescer, ocupar um cargo ou receber um título para participar da construção do nosso país. Podemos começar agora.

E é justamente por isso que eu espero que esta experiência não termine quando sairmos deste Plenário. Que cada um de nós leve daqui a coragem para participar mais, para questionar, para propor e para acreditar que a nossa geração pode fazer diferente, porque falar sobre juventude é importante, mas ouvir a juventude é necessário e, principalmente, dar espaço para que ela participe das decisões que vão definir o seu próprio futuro.

Eu quero agradecer a todos que tornaram esta experiência possível: aos professores, às escolas, às famílias, aos responsáveis pelo programa e a todos que acreditaram em cada um de nós. E quero agradecer, especialmente, aos meus colegas Jovens Senadores. Nós viemos de lugares diferentes, com histórias diferentes e pensamentos diferentes, mas, por alguns dias, dividimos o mesmo espaço, os mesmos sonhos e a mesma responsabilidade. Talvez amanhã cada um siga um caminho, mas espero que, onde quer que estejamos, nunca nos esqueçamos do que sentimos aqui. Que a gente nunca deixe de acreditar que uma voz pode começar pequena em uma escola de uma cidade pequena e chegar muito longe.

Eu cheguei aqui representando Santa Catarina e volto para casa representando uma certeza: a juventude não é apenas o futuro da política, a juventude também é o presente.

Muito obrigada. (Palmas.)

A SRA. LÍVIA DISPERATI BRAVIN - Pelo Estado de São Paulo, Isabela Lúcio Santana.

A SRA. ISABELA LÚCIO SANTANA (Para discursar.) - Bom dia a todos os presentes.

Cumprimento os membros da Mesa Diretora, os Parlamentares da Casa e os meus colegas Jovens Senadores e Senadoras.

Hoje, é nosso último dia, e, como nos disseram que temos a liberdade de falar o que quisermos, decidi ser sincera sobre o que achei de tudo e das coisas de que gostei.

Quero começar agradecendo à minha família, que não está aqui, mas passou a semana inteira me mandando mensagens, perguntando como eu estava e me pedindo atualizações de tudo. Ao meu pai e à minha mãe, que disse estar chorando com o discurso de todos vocês.

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Agradecimentos também à minha escola e ao meu estado. É uma honra enorme carregar o nome deles e saber que estou representando a minha realidade aqui, no Plenário.

Antes de vir para Brasília, a minha maior expectativa era conhecer os Jovens Senadores dos outros estados. Eu queria muito ver a cultura e o sotaque de cada um. E, agora que o programa está acabando, posso dizer que foi incrível. Cada sotaque me apresentou uma realidade totalmente nova, e fico feliz pelos lugares que conheci e as coisas novas que aprendi aqui. Mas, acima de tudo, fico feliz por ter conhecido vocês. Vocês me ajudaram com os meus problemas, foram supersimpáticos e gentis. Perto de vocês, eu me senti bem.

Mas não foram só os alunos; os coordenadores são pessoas que eu talvez nunca esquecerei. Eles ouviram minhas limitações e estavam sempre me acolhendo, tentando me deixar o mais confortável possível. Acho que não teria lugar melhor para mostrar o quão bem recepcionada eu fui. A Roberta, que é uma mulher incrível, me apoiou muito, assim como a Natália, paralelismo, que também me ajudou sempre que precisei. Não posso não falar da Simonete, que me abraçava e estava sempre andando de mãos dadas comigo; da Marina, que não está aqui hoje, mas gostaria de lembrá-la; da Rose também, que foi superamorosa e meiga; do George e do Tadeu. Todos se tornaram importantes para mim.

Os professores dos outros estados também foram muito simpáticos, com um carinho especial pela Professora da Bahia, Adriana. E eu adorei os motoristas das vans, o Raile e o Igor, que me contou ser o primeiro Igor do Brasil. Eles foram superlegais com a gente e aturaram nossas músicas.

Aprendi muita coisa sobre o funcionamento do país por aqui, mas o principal foi a bagagem humana e ter conhecido pessoas que se tornaram importantes na minha vida. Com certeza, vou levar tudo o que vivi e aprendi comigo daqui para a frente.

Quero finalizar, agradecendo à minha Profa. orientadora Dani, que me trouxe até aqui, e citando Mario Quintana, que, uma vez, escreveu que a arte de viver é simplesmente a arte de conviver. E, nesta semana, convivendo com vocês, eu pude, finalmente, entender o que ele quis dizer.

Muito obrigada. (Palmas.)

A SRA. LÍVIA DISPERATI BRAVIN - Pelo Estado de Sergipe, Naiane Vitória Nascimento Hermenegildo.

A SRA. NAIANE VITÓRIA NASCIMENTO HERMENEGILDO (Para discursar.) - Bom dia a todos aqui presentes.

Cumprimento a Mesa Diretora, todos os professores orientadores, meus colegas Jovens Senadores e Jovens Senadoras.

Hoje, encerrar essa experiência é, ao mesmo tempo, uma alegria e uma sensação difícil de explicar. Eu cheguei aqui como uma estudante cheia de expectativas e volto para casa, levando muito mais do que eu imaginava: aprendizados, amizades, memórias e uma nova confiança na minha própria voz.

Quero agradecer a todos que fizeram o Jovem Senador acontecer por nos proporcionarem uma experiência que certamente levaremos para a vida. Agradeço ao meu Prof. orientador Nelson, que acreditou em mim e me incentivou a chegar até aqui. Também quero agradecer à minha Escola Ulysses Guimarães, que, neste momento, está me acompanhando - obrigada -, e, principalmente, à minha família, ao meu pai, à minha mãe, Daniela e Marcelo, que sempre estiveram ao meu lado e que são parte desta conquista.

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Eu sou muito feliz em ter vivido tudo isso e se existe algo que levo comigo é a certeza de que nós jovens temos muito a dizer e muito a contribuir.

Vou embora para o meu Sergipe com o coração cheio de gratidão e com a certeza de que essa experiência como Jovem Senadora não termina aqui; ela continua em tudo aquilo que eu aprendi e em tudo que ainda quero fazer.

Eu encerro com a certeza de que representar Sergipe foi uma honra, mas o maior presente desta semana foi tudo aquilo que aprendi.

Que possamos voltar para os nossos estados não apenas com lembranças, mas com a vontade de fazer a diferença.

Muito obrigada.

A SRA. LÍVIA DISPERATI BRAVIN - Pelo Estado do Tocantins, Estéfane Oliveira Lopes.

A SRA. ESTÉFANE OLIVEIRA LOPES (Para discursar.) - Bom dia a todos.

Quero começar cumprimentando a nossa bancada jovem, os Jovens Senadores, e os demais aqui presentes.

Antes de tudo, quero agradecer pela oportunidade de estar aqui. É uma honra imensa representar o Tocantins e viver uma experiência que, com certeza, ficará marcada na minha vida. Quero também agradecer a toda a equipe do Jovem Senador pelo acolhimento, pelo cuidado e por toda a dedicação durante esses dias. Cada detalhe, cada orientação e cada momento preparado para nós fizeram com que essa experiência fosse ainda mais especial.

Viver esta semana como Jovem Senadora foi uma experiência que ampliou profundamente a minha visão sobre o Brasil e sobre o papel que nós, jovens, podemos desempenhar na sociedade. Poder conhecer de perto o Poder Legislativo, compreender como as leis são elaboradas, debatidas, construídas e perceber toda a responsabilidade envolvida nesse processo fez com que eu passasse a enxergar a política de uma maneira ainda mais consciente.

Ao mesmo tempo, essa experiência foi muito além de conhecer o funcionamento do Senado; foi também uma oportunidade de conhecer pessoas de diferentes estados, ouvir histórias, compreender outras realidades e perceber a diversidade de perspectivas que existe no nosso país. Cada conversa e cada troca de experiência contribuíram para expandir o meu olhar e me fizeram compreender ainda mais as diferentes realidades do Brasil.

Com certeza, essa é uma das maiores transformações que essa experiência nos proporciona.

Chegamos aqui trazendo diferentes histórias e diferentes formas de enxergar o Brasil. E estamos saindo daqui com novos conhecimentos, novas perspectivas e uma consciência ainda maior da nossa responsabilidade na construção da sociedade em que queremos viver.

Por isso, quero agradecer novamente a todos que tornaram essa experiência possível e, especialmente, a cada pessoa que nos acolheu e acreditou na importância de nos proporcionar este momento.

Levo comigo tudo o que aprendi aqui, as histórias que ouvi e, principalmente, a certeza de que essa experiência continuará fazendo parte da minha trajetória.

Muito obrigada. (Palmas.)

A SRA. LÍVIA DISPERATI BRAVIN - Pelo Estado do Pará, a Presidente Iolanda Paiva Favacho Ribeiro.

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A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro. Para discursar - Presidente.) - Bom dia a todos os Jovens Senadores e Senadoras.

Eu cumprimento as autoridades que compõem essa Mesa e toda a equipe que tornou a realização do Jovem Senador possível. Eu agradeço a orientação da minha professora e o apoio da minha família, em especial à minha mãe, à minha avó e ao meu tio, que acreditaram no meu potencial antes mesmo de mim. (Manifestação de emoção.)

Eu sou Iolanda Paiva, sou representante do Estado do Pará e sou a Presidente da nossa querida Mesa Diretora.

Eu falei que eu não ia chorar, porque eu já me emocionei muito na segunda-feira, mas eu não estou conseguindo segurar a emoção.

Hoje nós estamos encerrando a semana de vivência legislativa do Programa Jovem Senador e Jovem Senadora de 2026. É difícil falar de despedida quando construímos tanto carinho pelos nossos colegas e pela equipe. Quando iniciamos a semana, eu disse que tornaríamos o Jovem Senador de 2026 memorável, e ele realmente foi e será lembrado.

Durante a nossa semana, vivemos uma rotina parlamentar no Congresso Nacional, participamos de Comissões, sentimos a responsabilidade de representar os nossos estados e compartilhamos um pouco das nossas culturas.

Nós conseguimos mostrar que a política pode ser um espaço de diálogo para melhorar a vida dos brasileiros. Foi uma experiência que nós vamos levar para sempre nos nossos corações e nas nossas mentes.

Este ano, o concurso recebeu cerca de 240 mil redações. Nós devemos pensar que não foram apenas textos comuns. Foram 240 mil jovens brasileiros que escreveram, refletiram e expressaram as suas ideias no papel. Entre esses 240 mil, apenas 27 foram escolhidos, e essas 27 redações precisavam ser as nossas.

Muitos de nós, incluindo eu, não imaginavam estar aqui hoje. Ver o Senado de perto parecia muito distante da realidade, mas, pela educação, nós conseguimos ter o privilégio de conhecer o Congresso Nacional. Ver que, apesar dos desafios de cada estado, nós conseguimos alcançar o primeiro lugar é o que torna o concurso ainda mais significativo. Eu gostaria que todos os jovens brasileiros tivessem a oportunidade de viver o que nós vivemos durante esta semana.

Na condição de Presidente da Mesa, eu quero agradecer aos organizadores dessa iniciativa incrível do Senado, que abriu suas portas para os Jovens e as Jovens Senadoras das escolas públicas de todo o Brasil. Eu quero agradecer às consultoras e aos consultores legislativos do Senado que nos assessoraram em todas as etapas durante a nossa semana de vivência legislativa. Além disso, quero cumprimentar todos os participantes e dizer que, para mim, foi uma honra trabalhar com todos vocês. Vocês são jovens incríveis e eu queria muito que a gente se encontrasse de novo.

Eu gostaria também de destacar a participação majoritariamente feminina nesta edição. Este ano foram selecionadas 23 meninas e tivemos o prazer de compor a primeira Mesa Diretora 100% feminina da história do Programa Jovem Senador. (Palmas.)

É importante nós olharmos também para o Congresso Nacional, onde as mulheres ocupam apenas 18% das cadeiras, mesmo sendo a maioria da população brasileira. Nós mostramos que as mulheres têm potencial, sim, para atuar na política brasileira. Eu gostaria que a representatividade feminina não ficasse restrita apenas ao Jovem Senador. Eu gostaria que as mulheres, que as meninas conseguissem ocupar mais cadeiras no Congresso Nacional, mais espaço de liderança e de decisão no nosso país.

É sobre isso que o Senado propõe uma reflexão para o ano que vem.

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Em 2027, o tema das redações será "O Brasil delas: como ampliar a participação das mulheres nos espaços de poder?". (Palmas.) As redações poderão abordar questões como a representação feminina na política, na administração pública, nas empresas, na ciência, na Justiça e em tantas outras áreas que as mulheres podem e devem ocupar. Também poderão discutir obstáculos ainda existentes, iniciativas que promovam a igualdade de oportunidades, além de propostas para incentivar o envolvimento das mulheres na construção das decisões que afetam todos os brasileiros. O regulamento e o material de inscrição vão estar disponíveis no início de 2027 no portal do programa Jovem Senador.

Eu aproveito a oportunidade para cumprimentar, em especial, o Chefe do programa Jovem Senador e Jovem Senadora George Cardim; a Juliana Borges, Diretora de Relações Públicas; a Diretora da Secretaria de Comunicação Social do Senado Glauciene Lara; o Tadeu Sposito, do Núcleo de Mídias Sociais; eu gostaria de agradecer à Rosemari Sales e à Simonete Queiroz; eu agradeço também à Marina Loures, que não pôde estar aqui presente hoje; e eu também cumprimento o Senador Paulo Paim.

A dedicação de vocês com o programa Jovem Senador, durante a condução das nossas atividades, foi realmente incrível e tornou cada momento ainda mais especial. Nós encerramos essa semana levando conosco a responsabilidade e o aprendizado de que a política pode ser um instrumento de transformação social, e a política pode fazer parte das nossas vidas, efetivamente.

Que essa experiência não acabe no dia de hoje! Espero que possamos levar esse aprendizado para os nossos estados, para compartilhar o que vivemos aqui com a nossa comunidade.

Parabéns a todos nós que conseguimos chegar até aqui!

Muito obrigada a todos. (Palmas.) (Pausa.)
Neste momento, eu solicito à Jovem Senadora Lara Schuquel Dauinheimer, representante do Estado do Rio Grande do Sul, que suba à tribuna para prestar homenagem ao Senador Paulo Paim, em nome de todos os Jovens Senadores. (Palmas.)

A SRA. LARA SCHUQUEL DAUINHEIMER (Para discursar.) - A todos os Jovens Senadores, aos professores e a todos os membros aqui presentes, quero desejar novamente uma boa tarde. É uma alegria e uma honra poder retornar a esta tribuna.

Sei que normalmente a gente fala de projetos quando ocupa a tribuna, mas agora vou pedir licença para falar de uma pessoa. É uma pessoa que tem como maior qualidade o cuidado: cuidado com os mais vulneráveis, cuidado com a democracia e cuidado com o futuro do país.

Estou falando do Senador Paulo Paim, que, há quase 40 anos, honra o Congresso Nacional, a população gaúcha e toda a sociedade brasileira.

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Ele chegou à Câmara dos Deputados em 1987, como Deputado Federal Constituinte, e lá ficou por quatro mandatos seguidos. Em 2002, foi eleito Senador e completa agora seu terceiro mandato nesta Casa. Terceiro e, infelizmente, o último: no ano passado, o Senador Paim anunciou sua saída da vida parlamentar.

Colegas Jovens Senadoras e Senadores, desde antes de pôr os pés no Congresso, Paulo Paim escolheu cuidar das pessoas. Foi líder estudantil e sindical, defendendo os alunos e a classe trabalhadora. Na Assembleia Constituinte, ainda como Deputado Federal, defendeu a inclusão das questões sociais no texto da atual Constituição. Se ela tem hoje o nome de "cidadã", é por causa de Parlamentares como Paulo Paim.

Sua atuação no Congresso sempre foi profundamente humanitária, propondo leis que melhoraram de verdade a vida de milhões de pessoas no Brasil. Vocês sabem quem propôs o Estatuto da Igualdade Racial? Paulo Paim. Sabem quem propôs o Estatuto do Idoso? Paulo Paim. E quem propôs a Lei Brasileira de Inclusão de Pessoas com Deficiência? Mais uma vez, Paulo Paim. A juventude também sempre esteve entre suas maiores prioridades, e este evento é a prova concreta disso: o programa Jovem Senador é resultado do empenho e do trabalho do Senador Paim. Ele é autor da Resolução nº 42, de 2010, que criou o programa, e, desde então, tem se dedicado ao sucesso dessa iniciativa.

Sucesso que se mostra em números: só neste ano, o programa mobilizou 5 mil escolas e 240 mil jovens, no maior concurso de redação escolar do Brasil. Uma competição que seleciona 27 estudantes dos estados, incluindo o Distrito Federal, para aprender na prática o que é o Poder Legislativo. O símbolo do programa é uma árvore formada por letras, uma árvore que representa o futuro construído pela palavra, pela fala e pelo diálogo. E quem semeou essa árvore foi Paulo Paim. Semeou e cuidou para que ela crescesse com a colaboração indispensável de muita gente boa do Senado, das secretarias de educação e das escolas de todo o país. Porque um grande sonho só vira realidade com a cooperação de todas e todos.

Peço licença agora para me dirigir diretamente ao Senador.

Senador, o senhor se despede do Parlamento neste ano, mas deixa um enorme legado, não só pelas leis que conseguiu ver aprovadas, mas pelo exemplo de pessoa pública que é. O senhor mostrou que o Parlamento é o lugar de debate e não do desrespeito; que aqui existem adversários, não inimigos; e que a política deve ser com ética e não com trapaças. Acima de tudo, o senhor mostrou que cuidar das pessoas é o que faz a política valer a pena. Essa é a marca do seu trabalho, um trabalho que ajudou a reconstruir a democracia no Brasil, e isso não tem preço.

A gente, que participa do Jovem Senador, tem muita gratidão pelo senhor. Essa experiência nos fez cidadãs e cidadãos mais conscientes da importância e da necessidade do Poder Legislativo. Por isso, receba nosso agradecimento. Saiba que, para nós, o senhor sempre será o Jovem Senador mais experiente, será para nós uma referência por toda a vida, estejamos na política ou não. Somos frutos da árvore que o senhor plantou e esperamos semear o que aprendemos com seu exemplo.

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A gente lhe deseja vida longa, saúde e muita felicidade. O senhor merece.

Muito obrigada. (Palmas.) (Pausa.)

A SRA. LARA SCHUQUEL DAUINHEIMER - O senhor me dá a honra?

(Procede-se à entrega de medalha de homenagem ao Sr. Paulo Paim.)

O SR. PAULO PAIM (Bloco Parlamentar Pelo Brasil/PT - RS) - Pessoal, sou um Jovem Senador!

Obrigado. (Palmas.)
A SRA. PRESIDENTE (Iolanda Paiva Favacho Ribeiro) - Neste momento, eu devolvo a Presidência ao Senador Paulo Paim, para que possa fazer o encerramento do Programa Jovem Senador de 2026, bem como entrego em suas mãos os projetos aprovados pelos Jovens Senadores nas Comissões e na sessão deliberativa de hoje. (Pausa.)
(A Sra. Iolanda Paiva Favacho Ribeiro deixa a cadeira da Presidência, que é ocupada pelo Sr. Paulo Paim.)

O SR. PRESIDENTE (Paulo Paim. Bloco Parlamentar Pelo Brasil/PT - RS. Para discursar - Presidente.) - Minhas amigas, primeiramente eu quero cumprimentar a todos.

Alguém me disse um dia que a alma do negócio é o segredo, ter segredo; para se ter um bom negócio, segredo. Sabem por que eu digo isso? Porque eu estive com vocês todo o tempo, estive com a equipe do Senado todo o tempo, e ninguém me contou que ia acontecer isto: eu me tornei hoje um Jovem Senador, com 76 anos de idade! (Palmas.)

Isso é bom demais! Isso é bom demais!

Quando o segredo é para o bem, pessoal, faz o que aconteceu comigo. Vocês choraram, mas podem dizer também: "Eu vi o Senador chorar também".

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Muito, muito obrigado. A palavra-chave para mim é gratidão, gratidão, gratidão, gratidão, gratidão. Vida longa à juventude brasileira. (Palmas.)

Vida longa à juventude brasileira e que eles estejam de fato nos espaços de poder.

Bom, quero iniciar primeiro cumprimentando a Mesa: a Presidenta, a Jovem Senadora Iolanda Paiva Favacho Ribeiro; a Vice-Presidente, Jovem Senadora Maria Grasielle de Souza Félix; a Primeira-Secretária, Jovem Senadora Lívia Disperati Bravin; a Segunda-Secretária, Jovem Senadora Maria Clara da Silva Oliveira; e não tem como, Lara, eu não te citar.

Eu tenho tido sempre o cuidado, como estou sempre aqui com os Jovens Senadores, de que eu não fique falando só do Rio Grande do Sul. Eu tive o cuidado de ter um tratamento igual com todos, mas você fez a diferença. Você diz: "Não, tudo bem, você me tratou igual a todos", mas eu vou te tratar diferente. E por isso eles a escolheram para você fazer essa homenagem. Então, Lara, muito obrigado.

Gratidão ao Rio Grande do Sul e gratidão ao Brasil, porque, aqui, quando a gente faz uma leizinha, é uma lei para todos os brasileiros, não é para o estado. Então ficam aqui minhas palmas ao povo brasileiro, no qual está embutido o nosso querido Rio Grande. (Palmas.)

Olhem, eu vou ter que fazer isto aqui, quebrando o protocolo do meu discurso.

Eu vi que aquele jovem que está sentado lá de óculos - levanta, por favor - está em todas as sessões do Jovem Senador. Eu perguntei: "Que idade tu tens?". Ele disse: "Tenho 35 anos". Eu digo: "Ah, é um jovem", mas você está gostando do nosso programa aqui - nosso, do Brasil, né? Mas ele disse: "Senador, eu vim aqui para te entregar uma cartinha. Posso te entregar?". A cartinha dele é linda, é emocionante. Ele é escritor, viu? Conheci-o hoje aqui. Ele escreve sobre o Programa Jovem Senador e depois fala um pouco do Senador Paim.

Eu só vou dizer duas frases. Eu me comprometi com ele que eu vou botar nos Anais da Casa, o.k.? Só duas frases. "Há algo muito bonito no Programa Jovem Senador. Aqui o caminho se inverte. Vocês recebem a experiência antes da idade." Perceberam a profundidade? Vocês estão, aqui, no coração do Brasil, adquirindo experiência, e um dia chegarão lá. E uma segunda frase - esta é para o Jovem Senador - ele escreveu, que também me deixou, digamos, com a emoção à flor da pele, como a gente fala: "Senador Paim, depois de aproximadamente quatro décadas de Parlamento, quando V. Exa. deixar esta Casa, ficará uma cadeira vazia, mas não ficará um espaço vazio na história". Willian Schmidt, escritor. (Palmas.)

É dele o mérito, e não meu - Willian Schmidt, escritor.

Mas a cartinha ficará nos Anais da Casa.

Meus queridos amigos Jovens Senadores e Senadoras, quero também cumprimentar, representando toda a equipe - porque eu não vou citar todos; já citei em outras oportunidades -, o George Cardim.

E, quando eu falo o nome do George Cardim, que é um dos coordenadores deste trabalho, eu quero dar uma salva de palmas a toda a equipe que todos os anos se dedica a esse belíssimo trabalho. (Palmas.)
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Enfim, são muitas, muitas emoções. Que semana vivemos juntos! Podem crer que, para mim, esta tem uma diferença, porque, depois de 40 anos, eu estou dizendo adeus ao Congresso. Chegou a hora de eu voltar para casa.

Como vocês voltarão para casa, eu também voltarei para casa agora. Eu me sinto como alguém que foi chamado para o bom combate, o bom diálogo, forma como eu sempre procurei conversar com todos, e chega a hora que termina e tem que voltar.

Fizeram campanha, "fica, Paim", "fica, Paim", mas eu sabia que tinha que passar o bastão para a juventude. Esta é a esperança que eu tenho, de que, saindo, eu abro espaço para que venham mais jovens para cá.

Chegamos ao fim desses dias e posso afirmar: estou com o coração cheio de orgulho, ciente do dever cumprido, como vocês também estão; orgulho pelo que vi, pelo que ouvi, por tudo aquilo que eu aprendi com vocês, jovens, e pela grandeza que encontrei em cada um de vocês. Vi jovens preparados, sensíveis aos temas de todos os tempos e prontos para fazer a diferença por onde passarem.

Vocês são líderes! Olhem, eu não tive essa oportunidade de ser aquele que ganhou - quando era estudante, eu era bom de redação, viu? - o primeiro lugar do estado. Foram milhares concorrendo em cada estado - milhares, porque eu não vou dizer o tamanho de cada estado -, e vocês foram os números um. Vocês são os números um. Vocês são vencedores!

Por isso, palmas, palmas a cada um de vocês, Jovens Senadores, às professoras, aos professores, aos orientadores, aos pais, às mães, às avós e às bisavós, a família no seu todo. (Palmas.) Entre tantos estudantes e tantas histórias, foram vocês que conquistaram esse primeiro lugar. Voltem para casa dizendo: "Fomos vencedores e voltamos mais vencedores", por tudo que viveram, por tudo que construíram e por tudo que aprenderam nesse estágio - eu diria - aqui em Brasília.

Eu estava aqui com vocês, praticamente em todas as 14 edições do Jovem Senador. Testemunhei vocês fazendo política, a boa política, não a política do ódio, da ofensa, da agressão, de chamar de bandido e de ladrão uns aos outros. Eu não chamo, não cito. Se tiver um adversário meu nas disputas em que eu estive, eles todos dirão: "O Paim me tratou com elegância", mas eles também me trataram com elegância. Eu sou daquela política que eu vi vocês fazerem aqui, que nasce do diálogo, da escuta e do respeito aos próximos. Para fazer o bom debate, o bom combate e ser vencedor, você não precisa destruir o seu adversário.

Vocês construíram propostas que não terminam aqui; são sementes lançadas nesta Casa com a esperança de que cresçam, deem frutos e um dia transformarão a vida do povo brasileiro, porque serão leis, e isso demora.

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Desses quatro, cinco estatutos, como o Estatuto da Juventude, de que eu fui Relator... Um deles, só para citar, e esses que foram citados aqui, muitos deles, eu demorei 15 anos - 15 anos -, mas não desisti. Cada ano é um ano de batalha. Eu ia para o outro ano. Hoje, eles estão todos aprovados.

Enfim, muitas ideias nascidas neste programa já avançaram aqui no Senado para que se tornem leis. Se caminharem pela vida com a mesma persistência que eu vi aqui, a mesma firmeza, a mesma solidariedade, a mesma coragem, a mesma força de vontade que eu notei em cada um de vocês, vocês poderão chegar aonde quiserem. Poderão ser professores, médicos, advogados, artistas, servidores, dirigentes e - por que não dizer? - Senadores, Senadoras, Governadoras, Governadores, Deputados Federais e Estaduais...

E eu tenho a ousadia de dizer, quem sabe, um dia, quando eu estiver com mais cabelos brancos... Porque antes de vir aqui hoje eu cortei a barba e o cabelo, porque eu achava que era um dia nobre, era um dia diferente. Eu fui, antes de vir para cá, ao barbeiro. Quem sabe um dia eu vou olhar a lista, que eu vou guardar comigo, de todos os Jovens Senadores desses 14 anos de que eu participei... Porque no ano que vem eu não estarei mais aqui, este é o meu último ano como Presidente, estarei aqui como assistente, nas galerias, como está aquela turma da galeria.

Eu ouço silêncio absoluto, não por causa de mim, mas por causa de vocês. Quero dar uma salva de palmas às galerias pelo silêncio absoluto. (Palmas.)

Você não vê nenhum falando, é em respeito à nossa juventude.

Talvez... Talvez não, eu ouvi muito vocês falarem em sonhos. Vocês vão ver que muita coisa que está no meu pronunciamento - e eu o fiz ontem -, vocês falaram da tribuna, mas faço questão de repetir que essa juventude consegue dialogar com um Senador que está aqui aprendendo há 40 anos.

Então, eu repito: eu também já fui um jovem cheio de sonhos, um jovem que talvez não pudesse imaginar todos os lugares aonde a vida ainda me levaria, mas eu acreditava - acreditava sempre - no estudo, na seriedade, na honestidade e em querer ir em frente e vencer; acreditava no tempo da semeadura e no tempo da colheita, frase que eu ouvi aqui também hoje. Se aquele menino negro pudesse... (Manifestação de emoção.) (Palmas.)

... me ver aqui hoje, neste momento, se ele estivesse caminhando aqui, ele diria: "Valeu a pena, você não desistiu".

Seja aonde for que a vida levar vocês, nunca abandonem a boa prática, o respeito à solidariedade e fazer o bom combate: o bom combate com ética e respeito aos adversários, o bom combate pelo que é justo, pelo próximo, pela democracia, pela dignidade humana. Porque programas, ciclos e mandatos podem até se encerrar, como o meu está encerrando, mas as causas que escolhemos defender permanecem sempre, onde quer que estejamos.

Lembrem essa frase: defendam causas, nunca defendam coisas.

Atravessem o tempo, inspirem! Vocês vão se inspirando também em outras pessoas e aí vão alcançando gerações e gerações. Nunca se esqueçam dos mais idosos, dos nossos velhos que ficaram para trás, mas eles têm muito a nos ensinar.

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Muitas outras missões ainda serão confiadas a vocês. Haverá vitórias, haverá dias em que as coisas não serão como vocês imaginavam, mas faz parte. Vencer, empatar ou ganhar. Se for preciso - como eu vi aqui vocês, a ampla maioria que foi à tribuna -, chorem. É uma bobagem que eu aprendi, ao longo desses meus quase 80 anos, dizer que homem ou mulher não devem chorar, chorem. Toda vez que sentir vontade, chorem como eu chorei aqui já. (Manifestação de emoção.)

E não foi só hoje que as lágrimas correram nos meus olhos, como eu as vi nos olhos de vocês. Tenho orgulho das lágrimas, que são lágrimas verdadeiras, são lágrimas de amor, de sentimento e de verdade.

Permitam que esse velho Senador compartilhe uma lembrança que está na minha memória. Em 1987, tive a honra de ser Deputado Constituinte. Comecei uma das lutas mais bonitas da minha vida, que vocês me provocaram ontem - né, DF? -, na Comissão. Falo da redução da jornada sem redução do salário.

Naquele tempo lá na Constituinte, nós achávamos que já era a hora das 40 horas. Não passaram, mas passaram as 44 horas. As 48 horas começaram com Getúlio e, neste momento, viemos para as 44 horas.

Eu quero apenas dizer para vocês que eu prometi a mim mesmo que aquela caminhada não terminaria na Constituinte. Passaram 40 anos e hoje o Congresso... Eu quero elogiar as duas Casas. A Câmara aprova, está aqui, e estamos debatendo aqui as 40 horas semanais. Oxalá eu vá para casa no fim do ano - oxalá, eu vou torcer para isso! -, com o 40 horas embaixo do braço. Vejam como é o destino. Há 40 anos eu lutava pelas 40 horas. Quem sabe, 40 anos depois, eu vá para casa abraçar netos e bisnetos e dizer: "Olhem, a nossa juventude agora vai ter as 40 horas".

Eu digo isso tudo para dizer que o debate está no alto nível. Eu não estou aqui acusando ninguém, nem estou dizendo aqui de forma inadequada, mas vocês jovens vão ver esse debate terminar na frente sobre as 40 horas. Se vai ser votado agora ou não, o tempo dirá e vai apontar o caminho.

Só quero dizer que tanto o Presidente da Câmara como o do Senado já encaminharam - a Câmara já votou. Agora está em debate na CCJ e o Presidente da CCJ disse que vai logo vir para o Senado.

Cumprimento Otto Alencar, Presidente da CCJ; Davi Alcolumbre, Presidente do Senado; e o Presidente da Câmara - que me deu branco - Hugo Motta.

Quero então passar em frente.

Democracia é isto: é diálogo, é conversa, não é ofensa, é trabalhar para aprovar aquilo que tu achas que é o melhor para o povo brasileiro. Exige entendimento e negociação, é a boa política. O que não pode faltar é respeito à palavra dada: cumprir compromisso. É assim que se constrói a confiança entre as pessoas e entre as instituições. Talvez vocês, jovens, sejam a primeira geração de brasileiros a viver plenamente uma jornada menor: 40 horas semanais, sem redução salarial.

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Serão vocês, jovens, os maiores contemplados. Imaginem o que significa trabalhar menos, viver mais, aumentar a produtividade - como a história do mundo mostra - e gerar mais 4 milhões de empregos; ter mais tempo para estudar, para amar, para namorar, para cuidar da saúde, para brincar com os filhos e com os netos, para ler mais livros, tocar instrumentos, cuidar da cultura, contemplar o pôr do sol.

O mundo caminha nessa direção, e o Brasil também vai chegar lá. O debate está dado e está em um alto nível, inclusive dentro desta Casa. A redução dessa jornada não é apenas uma mudança de legislação, é uma escolha pela qualidade de vida, pela dignidade humana, pelo direito de sonhar.

E, ao olhar para cada um de vocês neste findar do nosso programa, no dia de hoje, eu vejo sonhos que ganham voz, vejo lágrimas que descobriram a magia que é o ato de fazer a boa política: a política feita com alma e com coração é um instrumento de justiça, de solidariedade, de transformação das vidas da nossa gente.

Vocês vão voltar para as suas escolas, para as suas famílias, levando a certeza de que é possível construir o que eu chamo sempre de um mundo melhor para todos - um mundo melhor para todos.

Quero dizer que vocês, Jovens Senadores - eu vi ontem lá - dizem não à guerra, querem a paz; querem as políticas humanitárias; querem o avanço da tecnologia, mas o avanço para todos. Que venha a IA, que venha todo tipo de sistema - automação, robótica, cibernética -, mas que venham para todos, e não só para alguns. E por isso nós estamos todos juntos.

Eu diria mais: levem essa experiência, contem que o Parlamento não é apenas um prédio de concreto - ele é, acima de tudo, a Casa do diálogo, da escuta, da democracia; é a Casa do povo. Tenham coragem, acreditem na vida, acreditem nas pessoas, acreditem que a ternura também é uma força política. E nunca se esqueçam daqueles que ajudaram vocês a chegar até aqui. Nunca se esqueçam de quem lhes deu a mão, quem apontou, quem disse para vocês que tinham que estudar, que tinham que ser honestos, que tinham que trabalhar, que tinham que respeitar os pais, as mães, enfim, todos que aqui eu já citei; avós e bisavós.

Termino dizendo, como já falei diversas vezes: ninguém solta a mão de ninguém quando o sonho é coletivo. Quando voltarem para casa, haverá muita gente esperando; gente com o peito cheio de orgulho da caminhada que vocês fizeram.

Tem um poeta espanhol - que não está aqui, mas eu gosto de citar - que diz: o caminho a gente só faz caminhando. Lembrem-se sempre disso: o caminho a gente só faz caminhando. A minha própria história foi assim, de líder estudantil, de líder sindical, de Deputado Constituinte; e fui Vice-Presidente desta Casa, depois de quatro mandatos como Deputado Federal e três aqui.

Gente como vocês pode olhar para a frente com o peito cheio de orgulho; gente que os aconselhou, ajudou, fez uma oração para vocês chegarem aqui, num momento difícil - e vocês venceram, vocês ouviram, e a fé venceu.

Alguém disse um dia - e, se eu não me engano, está até na Bíblia -: fiz um bom combate, guardei as armas e fiquei com a fé; a fé de que poderia chegar e vencer. E vocês venceram.

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Termino dizendo, lembrando o que o menino disse para mim: "Vai lá, eu acredito em você". Eu digo para vocês: vão lá, em frente, eu acredito em vocês. Nenhuma caminhada a gente faz sozinho. Por isso, neste momento, meu abraço também vai para aqueles que, de uma maneira ou de outra, ajudaram esses 27 Jovens Senadores e Senadoras a chegarem aqui.

Não levem daqui apenas o diploma e a medalha de Jovem Senador; saiam daqui com a missão de fortalecer a democracia, a soberania, a independência. Que a palavra "liberdade", que a palavra "amor" prevaleçam, e não a palavra "ódio". Falem, falem muito - falem, falem muito! Vocês vão ser convidados para fazer palestras, sim, mas o que vocês levarão daqui?

O mais bonito é o que eu vou falar agora: falem dos três projetos, falem sobre a prevenção da violência contra meninas e mulheres, falem contra o feminicídio em todos os ambientes. As mulheres só querem viver! Temos um país em que a maioria são mulheres e esta Mesa representa - inclusive, a Secretária é uma mulher - o Plenário. Entre os professores, a maioria são mulheres. Vocês são mulheres e estão aqui, dizendo que as mulheres querem seu espaço e a sua vez. As mulheres querem viver! Salva de palmas a todas as mulheres do Brasil e do mundo! (Palmas.)

Quero falar da grandeza do segundo ponto de vocês.

Companheiro - assim permita que eu diga - venezuelano, acompanhamos o que aconteceu recentemente, o terremoto na Venezuela.

No meu Rio Grande - eu quero dar esse depoimento, e não é para falar do Rio Grande -, eu tenho um escritório em Canoas e lá foi um ponto de referência; vinham mantimentos, roupas, jamantas e jamantas; o próprio Governador orientava e, de lá, iam para a Venezuela. E o Rio Grande fez, eu sei que outros estados também fizeram... Mas este gesto aqui é muito bonito, vocês decidiram que vai ter um projeto de lei e eu quero me comprometer aqui: eu vou trabalhar muito em cima desse projeto do feminicídio.

Nós vamos aprovar um que apresentamos; a Senadora Damares, que esteve aqui, é a Relatora. Vamos aprovar um na semana que vem e falarei que vocês pediram aqui que aprovem o projeto contra a violência contra as mulheres. Esse nós vamos aprovar no esforço concentrado, que é dos dias 31 a 4. Esse projeto de vocês - eu sou Vice-Presidente da Comissão de imigrantes e refugiados, já fui Presidente, tem uma Comissão aqui - levarei também para lá, com o compromisso de fazer de tudo para que ele seja aprovado aqui no Senado ainda este ano. (Palmas.) Ainda este ano! São mérito de vocês os dois projetos - os dois projetos.

E o terceiro: sim, falem sobre a política Juventude Sem Barreiras - que é o terceiro aqui -, com letramento digital, cidadania democrática e mais oportunidade de estudo e trabalho. Vocês têm razão.

Tem uma frase que não é minha, mas eu a repito aqui: só o que liberta, mesmo, é a educação. E nessa área também nós temos que aprofundar o nosso conhecimento.

Quero dizer mais - permitam-me que eu coloque aqui -, falem contra todo tipo de preconceito. Não aceitem que imigrantes e refugiados sejam discriminados. Eu faço a minha parte, mas vocês jovens serão mais ouvidos do que eu, podem ter certeza absoluta. Quando vocês voltarem para as suas cidades, para os seus estados, digam: "Não, preconceito não!".

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Permitam-me que eu diga: por que temos tantas leis contra o preconceito racial no Brasil? Inclusive o Estatuto de Igualdade Racial, que eu recebi das mãos da Winnie Mandela quando eu estive na África do Sul - já falei para vocês - exigindo a libertação de Nelson Mandela. Ela me deu a Carta da Liberdade.

Por isso é que eu quero pedir para vocês: combatam todo tipo de preconceito. Não permitam, como disse Nelson Mandela, que um menino negro ou negra seja discriminado. O que disse Nelson Mandela? Que ninguém nasce racista, é ensinado a ser racista.

Então, queria que vocês... Aí é um pedido meu, façam um pacto comigo: não permitam o bullying, não permitam nenhum tipo de preconceito, preconceito sexual, preconceito de gênero, preconceito de raça, se é indígena, se é negro, se é branco, se é imigrante... Eu queria que vocês dessem uma salva de palmas para todos aqueles que lutam pelos direitos humanos e combatem todo tipo de preconceito. (Palmas.) É para eles que eu deixo aqui a salva de palmas neste encerramento.

Sejam semeadores da solidariedade, da fraternidade e da esperança. Falem sobre esse tema sempre que puderem. Defendam a democracia. Defendam os direitos humanos e as políticas humanitárias.

Aqui, a última parte: a justiça social. Defendam-na com a mesma paixão com que eu vi vocês aqui defenderem teses - e com muita competência. Eu sei que assim vocês a defenderiam como defendem todas as pessoas que vocês amam.

O Brasil precisa de vocês! Falem mais de amor, expressem amor, abracem, beijem, sejam vocês próprios. Eu quero olhar nos olhos de cada um de vocês e dizer mais uma vez: continuem acreditando. Toda grande transformação da história da humanidade começou exatamente com os jovens, com os jovens que tiveram coragem - da palavra que eu mais ouvi de vocês aqui - de sonhar e adultos que não desistiram de lutar.

Juntos vamos à luta!

Fica aqui um beijo, mas um beijo muito forte e um abraço de quatro costados, como a gente fala. Um beijo no coração de cada um de vocês e um abraço de quatro costados.

Vida longa à juventude do Brasil e do mundo! (Palmas.)

Eles são o nosso futuro hoje e sempre!

Obrigado.

Cumprida a finalidade desta sessão deliberativa, a Presidência declara encerrada a sessão e a edição de 2026 do Programa Jovem Senador e Jovem Senadora.

As palavras aqui são "muito obrigado", mas eu digo: gratidão, gratidão, gratidão e gratidão. (Palmas.)
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Está encerrado.

Agora vamos ter uma salva de palmas, então, para todos vocês, da forma que eu vi - alguns tiveram a iniciativa. (Palmas.)

Este é um momento nobre. É nobre para o trabalho que vocês fizeram para chegar aqui e o resultado do trabalho da equipe e, naturalmente, deste Plenário.

(Levanta-se a sessão às 13 horas e 28 minutos.)