Notas Taquigráficas
4ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA
57ª LEGISLATURA
Em 29 de maio de 2026
(sexta-feira)
Às 15 horas
68ª SESSÃO
(Sessão Especial)
| Horário | Texto com revisão |
|---|---|
| R | O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF. Fala da Presidência.) - Declaro aberta a sessão. Sob a proteção de Deus, iniciamos nossos trabalhos. A presente sessão especial foi convocada em atendimento ao Requerimento 154, de 2026, de autoria desta Presidência e de outros Senadores, aprovado pelo Plenário do Senado Federal. A sessão é destinada a celebrar o Dia Nacional do Líder Comunitário. Eu convido, para compor a mesa desta sessão especial, os seguintes convidados: nosso querido Deputado Distrital Rogério Morro da Cruz. (Palmas.) Convido também o Sr. Wellington Andrade, Presidente Nacional da Confederação Brasileira das Entidades e Lideranças Comunitárias (Cobrelic). (Palmas.) Convido também o Sr. Ilço Firmino Neto, Presidente da Associação Nacional de Líderes Comunitários, Presidente de Honra. (Palmas.) Convido também o Sr. Tito Santana, Presidente da Projetus. (Palmas.) Convido também o Sr. Antonio Benjamim de Morais, Presidente da Federação Brasiliense das Entidades e Lideranças Comunitárias. (Palmas.) A Presidência informa que a presente sessão contará também com a participação dos seguintes convidados: Sr. José Guedes, Professor; Sr. Antonio Carlos Rodrigues de Farias, Presidente da Federação Sul-mato-grossense das Entidades e Lideranças Comunitárias; Sr. Alexandre Bezerra Júnior, Presidente da Federação Goiana das Entidades e Lideranças Comunitárias; Sra. Jéssica Fernandes de Albuquerque Carvalho, membro da Comissão de Defesa dos Animais da OAB e fundadora do projeto social Recicla Pet; e Sra. Maria Laura Ribeiro, Fundadora e Presidente da Associação de Mulheres do Itapoã Parque e Região. Convido a todos para, em posição de respeito, acompanharmos o Hino Nacional. |
| R | (Procede-se à execução do Hino Nacional.) |
| R | O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF. Para discursar - Presidente.) - Quero cumprimentar aqui o nosso querido Deputado Distrital Rogério Morro da Cruz; o Sr. Presidente Nacional da Confederação Brasileira das Entidades e Lideranças Comunitárias, Wellington Andrade; o Sr. Presidente da Federação Brasiliense das Entidades e Lideranças Comunitárias, Antonio Benjamin de Morais; o Sr. Presidente da Associação Nacional de Líderes Comunitários do Brasil, Ilço Firmino Neto; o Sr. fundador da Projetus, Tito Santana. Quero cumprimentar cada um dos líderes comunitários aqui presentes, convidados, servidores. Há um tipo de liderança que raramente aparece nas manchetes - que não disputa palco, não busca holofote, não aguarda aplauso; uma liderança que acorda cedo, percorre ruas, bate de porta em porta, escuta problemas que ninguém mais escuta e só descansa quando a dor de um se transforma em responsabilidade de todos. Essa liderança tem nome, tem rosto, tem endereço: é o líder comunitário. Porque liderar uma comunidade exige uma combinação rara de virtudes: a paciência de quem ouve sem julgar, a coragem de quem cobra sem recuar e a sabedoria de quem entende que os recursos são poucos, mas as urgências são muitas. Não existe manual para isso, não existe salário proporcional ao esforço, não existe garantia de reconhecimento. Existe apenas uma decisão silenciosa e profundamente humana: a decisão de cuidar das pessoas do lugar onde esse vive. E isso, para esses homens e mulheres, é mais que o suficiente para agir. Ao longo da minha trajetória pública, sendo Deputado Distrital, Deputado Federal e agora Senador, eu tive o privilégio de conviver com centenas de líderes comunitários - pessoas simples, mas gigantes na missão que exercem. Cada um chegava trazendo uma demanda, mas nunca era uma demanda individual: era sempre a necessidade que a própria comunidade havia debatido e filtrado - priorizado o problema real daquela quadra, a urgência concreta daquela região. Com o tempo, eu aprendi algo importante: quando o líder comunitário fala, ele não fala sozinho. Ele carrega consigo a voz de muita gente, que normalmente não consegue chegar até o poder público. E isso tem um valor imenso para a democracia, porque existem regiões no Brasil - inclusive aqui no Distrito Federal - onde o líder comunitário não é apenas um representante informal. Muitas vezes, ele é a única ponte entre o cidadão e o Estado. É quem ajuda uma mãe a conseguir um atendimento médico para o seu filho, é quem organiza os moradores quando falta água, transporte, iluminação ou segurança. É quem acompanha obras, cobra promessas, reúne documentos, orienta famílias e organiza abaixo-assinados, mobiliza vizinhos. É quem transforma indignação em ação. No Distrito Federal, esse trabalho ganha uma dimensão ainda mais simbólica. Brasília nasceu planejada, mas cresceu rapidamente, e cresceu também com desigualdades entre o centro político do país e muitas regiões administrativas. Há distâncias que não se medem apenas em quilômetros - medem-se em acesso a direitos, oportunidades e dignidade. |
| R | Iniciativas como os prefeitos de quadra, que eu quero colocar em prática em todo o Distrito Federal, ajudam a diminuir essa distância entre os moradores e o poder público, levando mais segurança e também cuidados específicos que cada lugar precisa. É uma forma de criar lideranças locais em cada comunidade. Porque são justamente os líderes comunitários de todas as outras regiões administrativas que ajudam a diminuir essa distância entre o Estado e a população todos os dias. São eles que conhecem a realidade antes dos relatórios oficiais. São eles que sabem onde falta remédio, onde o ônibus não passa, onde a escola precisa de atenção, onde o asfalto ainda não chegou. Nenhuma pesquisa substitui a sensibilidade de quem vive o problema junto com a comunidade. Por isso, afirmo, sem exagero: os líderes comunitários são guardiões da cidadania concreta. Não daquela cidadania abstrata, bonita apenas nos discursos, mas da cidadania vivida no dia a dia. A cidadania que nasce quando alguém reúne moradores para lutar por melhorias; quando alguém dedica tempo da própria vida para defender direitos coletivos; quando alguém decide servir sem esperar recompensa. E talvez seja exatamente aí que esteja a grandeza dessa missão. Porque as grandes transformações de um país nem sempre começam nos gabinetes; muitas começam numa associação de moradores, numa reunião simples da quadra, numa conversa de calçada, num líder comunitário que decidiu não aceitar o abandono como destino inevitável. Esses homens e mulheres nos lembram de algo essencial: desenvolvimento não se mede apenas em grandes obras ou indicadores econômicos; desenvolvimento também é a capacidade de uma comunidade se organizar, reivindicar direitos e construir soluções. Em escala menor, talvez, mas com um enorme impacto humano. Vivemos tempos em que muitas pessoas perderam confiança na política, nas instituições e até na possibilidade de mudança. E é justamente nessas horas que o trabalho das lideranças comunitárias se torna ainda mais valioso, porque elas mantêm viva a ideia de participação, mantêm viva a ideia de solidariedade, mantêm viva a ideia de que ninguém melhora de vida sozinho. O líder comunitário é, muitas vezes, o primeiro a chegar quando o problema aparece, e o último a desistir quando a solução demora. Por isso, esta homenagem não é apenas simbólica. Ela é um reconhecimento público de que o Brasil precisa olhar com mais respeito para essas lideranças. O poder público precisa ouvir mais quem conhece a realidade de perto. Precisa caminhar ao lado das comunidades. Precisa compreender que nenhuma política pública será verdadeiramente eficiente se não dialogar com quem vive diariamente os problemas da população. A todos os líderes comunitários aqui do Distrito Federal e do Brasil, eu deixo aqui o meu respeito, a minha admiração e a minha gratidão. Vocês são o elo entre a esperança e a ação; entre a necessidade e a solução; entre o Estado e as pessoas, que, muitas vezes, o Estado ainda não aprendeu plenamente a alcançar. |
| R | O Brasil que queremos construir, mais justo, mais humano e mais solidário já existe em miniatura em cada comunidade onde há alguém disposto a servir ao próximo sem exigir reconhecimento em troca. Que esse dia sirva não apenas para homenagear essas lideranças, mas também para renovar o nosso compromisso de ouvi-las, valorizá-las e também caminhar junto delas, porque onde existir um líder comunitário comprometido, existe também uma comunidade que se recusa a perder a esperança. Parabéns aos líderes comunitários! (Palmas.) Eu solicito aqui à Secretaria-Geral da Mesa a exibição de um vídeo institucional. (Procede-se à exibição de vídeo.) (Palmas.) Neste momento, eu convido o Sr. Deputado Distrital Rogério Morro da Cruz e dou a palavra a ele. O SR. ROGÉRIO MORRO DA CRUZ (Para discursar.) - Uma ótima tarde a todas, a todos. Para mim é um motivo de muita alegria estar aqui. Gratidão a Deus por essa oportunidade. Não poderia deixar aqui de parabenizar esse grande Líder político, o Presidente de uma Comissão tão importante neste momento aqui, nesse reconhecimento ao Dia do Líder Comunitário. Eu me tornei Presidente da Associação de Moradores do Morro da Cruz, de 2010 até 2016. Eu sei que é um trabalho árduo, então cumprimento a todos os líderes comunitários do Distrito Federal, do nosso país e também os líderes religiosos. Costumo dizer que a liderança faz um trabalho de suma importância; em se tratando do Distrito Federal, as lideranças realmente são a voz da comunidade. Então, parabenizo a cada um de vocês. |
| R | Hoje, estou Deputado Distrital, com muito orgulho. Tenho aprendido bastante, porque a gente ouve, está mais próximo da população. O líder comunitário é quem realmente cobra dos representantes, e eu tenho feito esse papel. E hoje, como Deputado Distrital, tenho vários projetos já aprovados na Câmara Legislativa, para as mulheres, para as pessoas que realmente precisam. Na questão da regularização fundiária, quero aqui destacar esse trabalho incansável, e um trabalho importante, de que eu participei aqui no Senado Federal, a convite do Senador Izalci. Várias vezes eu participei de um momento de suma importância, tão importante para todos nós. Não poderia, também, deixar de parabenizar o trabalho do Sr. Presidente Nacional da Confederação Brasileira das Entidades e Lideranças Comunitárias, Wellington Andrade; também o Sr. Antonio Benjamin, que tem, realmente, representado as pessoas que mais precisam; o Sr. Ilço Firmino, também um grande guerreiro que tem nos procurado, demandado, e estou muito feliz também; e o Sr. Tito Santana, fundador da Projetus - é isso? O SR. TITO PEREIRA SANTANA (Fora do microfone.) - "Projétus". O SR. ROGÉRIO MORRO DA CRUZ - Projetus. O SR. TITO PEREIRA SANTANA (Fora do microfone.) - É um bate-papo... O SR. ROGÉRIO MORRO DA CRUZ - É isso mesmo, um bate-papo que realmente tem andado por todo o Distrito Federal, já esteve em São Sebastião. Então, para finalizar minha parte aqui, Senador, quero agradecer pela oportunidade. Parabenizo todas as mulheres do Distrito Federal, todas as mulheres do nosso país, porque, realmente, vocês nos representam muito bem. E eu torço muito para que o nosso país possa melhorar, para que as lideranças possam cobrar dos seus representantes. O político é empregado da população e a liderança tem que cobrar, os moradores têm que continuar reivindicando os seus direitos. Então, parabéns a cada liderança. Que Deus possa abençoar o nosso Distrito Federal e o nosso país. Parabéns pelo Dia do Líder Comunitário! Que Deus os abençoe. Obrigado. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Obrigado, Rogério. Concedo a palavra, então, agora, ao Sr. Wellington Andrade, Presidente Nacional da Confederação Brasileira das Entidades e Lideranças Comunitárias. O SR. WELLINGTON ANDRADE (Para discursar.) - Uma boa tarde a todos vocês, lideranças comunitárias aqui do Distrito Federal e do entorno, e a uma liderança comunitária, um líder 60+, o nosso Presidente da nossa Federação das Associações de Mato Grosso do Sul. Na pessoa desse Presidente, desse 60+, eu cumprimento toda a mesa, o Senador Izalci. Agradeço, primeiramente, Senador, ao senhor, por todos esses anos em que o senhor tem se dedicado e tem feito a homenagem aqui no Senado, no Congresso Nacional. Eu começo a minha fala agradecendo a Deus primeiro, sobre todas as coisas, por permitir que este momento e outros momentos tenham acontecido. Senador, nós precisamos muito da ajuda do Parlamento, do Senado, dos Senadores, dos Deputados Federais, para que possamos realmente dar condição para que essas lideranças - não só as que estão aqui presentes, mas para todas as lideranças que estão nos assistindo em todo o Brasil... |
| R | Senador, nós precisamos muito da ajuda do Parlamento, do Senado, dos Senadores, dos Deputados Federais, para que possamos realmente dar condição para essas lideranças, não só as que estão aqui presentes, mas para todas as lideranças que estão nos assistindo em todo o Brasil. Quero começar a minha fala de cinco minutos aqui - mas está tudo certo, vamos lá! -, agradecendo aos nossos presidentes das federações de todo o Brasil - Rio de Janeiro... Peço desculpa por não poder nominar todos vocês. Eu gostaria muito. Vou nominar alguns aqui: de Alagoas, o Luiz Alfredo, que está à frente da Federação; do Rio de Janeiro, a Solange, que está à frente ali da Federação também. Quero mandar um abraço para as lideranças do Rio de Janeiro, o Caruso, uma pessoa aguerrida no trabalho ali com aquelas lideranças do Rio de Janeiro, o Faísca - antes de entrar na Cobrelic era Faísca e hoje ele pegou fogo! O cara está botando para quebrar lá no Rio de Janeiro, ajudando, realmente, desenvolvendo um trabalho. Então, vamos lá. Eu fiquei feliz demais, Tito, quando o Dr. Paulo me falou que você estaria - eu tomei até um susto -, três dias atrás... A gente tem acompanhado o Tito aí há mais de quatro anos no trabalho das comunidades, no Bate Papo com o 3º Setor. Inclusive, eu tenho duas camisas lá e, vira e mexe, estou lá com o Bate Papo 3º Setor, porque é disso que a liderança comunitária precisa, realmente, de qualificação. É preciso, Senador, que sejam desenvolvidas, realmente, políticas públicas. Nós estamos hoje trabalhando... Fizemos o primeiro curso de defensor popular junto com a Analc, junto com o Sr. Ilço também, a quem eu não posso deixar de agradecer e dizer que tudo começou ali, com o Sr. Ilço. Tudo começou ali na Analc, a minha história política começou dentro da Analc. E, fechando, já caminhando para finalizar, quero dizer, Senador, que nós já estamos caminhando em articulação com uma Frente Parlamentar em Defesa, Valorização e Desenvolvimento das Lideranças Comunitárias. Essa Frente Parlamentar, Senador, o senhor pode ter certeza de que, quando na Casa ela começar a funcionar, eu já vou estar aqui. Já tem alguns que poderão estar de volta, que já toparam, para a gente encarar essa frente parlamentar. Eu quero mostrar para todo o Brasil... Você, líder comunitário dos seus estados, das federações, fale com o seu Deputado Federal do seu estado, fale com o seu Senador e diga para ele que nós precisamos fortalecer as lideranças comunitárias. E como é que a gente consegue fortalecer as lideranças? É através de frentes parlamentares, de leis, criadas aqui dentro desta Casa. Inclusive, Senador, eu quero aproveitar o momento e agradecer a alguns Deputados parceiros e Senadores que estão com a gente dentro dessa jornada e dessa caminhada. No Mato Grosso do Sul, a gente tem o Senador Nelsinho Trad, que tem sido parceiro. Temos lá o Deputado Beto Pereira, também do Mato Grosso do Sul, que nos tem ajudado muito. Estou falando aqui os nomes para ficarem registrados, Senador. No Rio de Janeiro, nós temos lá a Deputada Laura Carneiro, que é uma Deputada atuante, realmente, dentro desse contexto. Bem, um minuto e 32. Vamos lá. O que acontece, Senador? Nós estamos abrindo o leque e apostando nas novas lideranças comunitárias na juventude. Nós temos aqui alguns representantes do Cobrelic Jovem, acreditando também no poder dos evangélicos. Nós temos aqui 50 milhões, uma estimativa, mais ou menos, de cristãos no Brasil, Senador. Esses evangélicos são lideranças comunitárias. |
| R | Então, eu estou falando sobre isso para que vocês entendam a questão da prerrogativa de uma liderança comunitária e, por fim, a questão da proteção animal, dos protetores de animais. Vocês são lideranças natas; vocês estão ali enfrentando problemas dentro das comunidades. Senador, eu quero, neste momento, convidar você - você, protetor de animal - a se tornar uma liderança comunitária, a usar também as prerrogativas de líder comunitário para que, juntos, nós possamos realmente ter uma voz, para a gente conseguir, juntos, buscar melhorias, o entendimento entre as pessoas e entre os animais. O senhor sabe que não tem sido brincadeira. Tem muitos protetores, Senador, doentes; o senhor visitou alguns lugares. Inclusive, a Jéssica está presente aqui - obrigado, Jéssica -, e a Jéssica vai falar aqui para vocês. Ela é Presidente da Comissão dos Direitos dos Animais da OAB do Gama, nossa parceira, Diretora da Cobrelic também lá no Gama, e nós precisamos, eu preciso que vocês entendam isso. E, Senador, eu quero lhe agradecer por o senhor nos ouvir, por senhor aceitar essas ideias, por senhor aceitar o que a gente está fazendo; a mesma coisa ao senhor, Deputado Rogério. Deputado, o senhor tem mostrado uma sensibilidade gigante para essas situações e para o que a gente está fazendo. E temos lá o nosso Presidente da Federação Brasiliense, o Samuca, que tem, realmente, abraçado a causa das lideranças, tudo o que a gente está fazendo para fazer acontecer. Então, precisamos de quê? União e força. Vamos buscar esses nichos - Cobrelic Mulher, Cobrelic Sustentabilidade... -, para a gente tentar, realmente, ajudar e fazer com que as coisas aconteçam. A Cobrelic está de braços abertos para receber todas essas pessoas, todos esses segmentos de que a gente falou. Hoje, falo como Presidente da confederação brasileira, como Presidente nacional. Durante o meu mandato de cinco anos, podem ter certeza de que eu vou trabalhar todos os dias, todos os minutos, para que nós consigamos, juntos, alcançar e tornar a liderança comunitária o maior movimento de lideranças das Américas. Eu não vou ser modesto e falar da América do Sul, não: é das Américas. Então, para que isso aconteça, o que nós precisamos fazer? Precisamos unir as nossas forças. Então, finalizo a minha fala, Tito, dizendo a você: irmão, nós estamos mais juntos e misturados do que você pensa, e vamos continuar os trabalhos. Parabéns a você, líder comunitário. Parabéns a todas as pessoas que dedicam o seu tempo para ajudar aquelas outras pessoas que não têm condições, que podem fazer alguma coisa, ajudar com uma alimentação. (Soa a campainha.) O SR. WELLINGTON ANDRADE - Então, gratidão. Uma boa tarde a todos vocês. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Concedo a palavra ao Sr. Antonio Benjamim de Morais, conhecido como Samuca, Presidente da Federação Brasiliense das Entidades e Lideranças Comunitárias. O SR. ANTONIO BENJAMIM DE MORAIS (Para discursar.) - Primeiramente, eu queria agradecer a Deus por oportunizar, a todos, que estamos aqui no Plenário do Senado Federal, este importante evento. |
| R | Obrigado, Senhor! Obrigado, Deus, por nos dar a saúde e a disposição para estar confraternizando aqui, cada um de nós. Inicialmente, eu gostaria de cumprimentar o Senador Izalci Lucas por ter promovido este importante evento em homenagem às lideranças comunitárias de Brasília e do Brasil. A Lei 11.287 criou e reconheceu a importância do líder comunitário no Brasil, ou seja, do terceiro setor, e isso é comemorado anualmente. Dizendo isso, quero cumprimentar também o Sr. Deputado Distrital Rogério Morro da Cruz, que veio do seio da comunidade, como liderança comunitária. Outras lideranças também já estiveram no Parlamento; outras se encontram ainda no Parlamento. Cumprimento o Presidente da Confederação Brasileira das Entidades e Lideranças Comunitárias do Brasil, Wellington Andrade, ao qual eu agradeço o convite para assumir a federação do Distrito Federal, ou seja, a Federação das Entidades Comunitárias de Brasília; o Sr. Presidente da Associação Nacional de Líderes Comunitários, por quem eu tenho grande consideração pelos relevantes serviços que ele prestou à frente da Analc (Associação Nacional de Líderes Comunitários do Brasil), um grande guerreiro que hoje está como Presidente de Honra da Analc; e também o senhor fundador da Projetus, Tito Santana. Senhores, eu gostaria de dizer que a confederação foi criada recentemente. Das federações filiadas, quero dizer que, na do Distrito Federal, nós já estamos em nove cidades, e o projeto é nós chegarmos a todas as cidades do Distrito Federal. Também já estamos em 22 estados da Federação do Brasil, com Presidentes estaduais, municipais e regionais. Quero dizer que a liderança comunitária é uma voz, uma palavra; é uma pessoa que encampa a voz da comunidade para levar as demandas ao setor público, ao poder público, para discutir junto às autoridades... (Soa a campainha.) O SR. ANTONIO BENJAMIM DE MORAIS - ... essas demandas e procurar resolver os problemas de sua comunidade. Esse é o trabalho da liderança comunitária, que relega o lazer da sua família para estar lutando diuturnamente pela melhoria da qualidade de vida da sua cidade e da sua comunidade. |
| R | Todos já falaram sobre a liderança comunitária; o nosso trabalho é justamente buscar desenvolver projetos junto à federação, à confederação, junto às associações, para engajar cada vez mais as lideranças comunitárias aqui do Distrito Federal. Oportunamente, nós sairemos a cada cidade, onde nós já temos um representante zonal, para discutir os projetos a serem desenvolvidos para as lideranças comunitárias e também para a comunidade local. Em breve faremos isso, não é, Presidente? E a outra coisa que eu queria falar aqui: nós somos um terceiro setor muito importante e, muitas vezes, nós que fazemos a diferença na base, nós que impactamos os resultados políticos e ajudamos a eleger muitos mandatos acreditando que eles vão voltar o seu trabalho para a comunidade, especificamente para o Distrito Federal. E muitas dessas vezes, esses mandatos não reconhecem o líder e não dão o valor que, de fato, a liderança tem, mas nós somos insistentes, nós vamos, discutimos, levamos e nós fazemos as coisas acontecerem em nossa cidade, no Distrito Federal e no Brasil. Eu aproveito aqui, tendo a honra de estar presente e olhando para o rosto de cada liderança aqui, Senador, para dizer que nós temos agora uma grande oportunidade em outubro de renovar esse quadro, e escolher realmente pessoas comprometidas com as comunidades, comprometidas com o Distrito Federal, comprometidas com o Brasil. Nós é que temos o poder, é o poder do voto e é isso que faz com que nós levemos as autoridades para esses Parlamentos, seja a Câmara Distrital, seja o Congresso Nacional. Então, aqui, eu hipoteco esse pedido a cada liderança: que olhem o currículo de cada candidato. Porque hoje, Senador, está muito fácil, você entra lá, dá um toque no Google e você já vê a vida pregressa do candidato que se apresenta para postular um assento no Parlamento. É nossa responsabilidade fazer essa escolha, esse levantamento do melhor para representar as nossas comunidades. E digo mais: hoje, o Brasil está onde se encontra porque muitas vezes o político vai lá e quer comprar o eleitor. Hoje, já tem a lei federal que proíbe o candidato de dar alguma coisa para os eleitores. Então, gente, é votar com consciência, é votar pensando na melhoria da sua comunidade, da sua cidade e do Distrito Federal, porque a grande casa é Brasília e a nossa pequena casa está nas cidades regionais do Distrito Federal. |
| R | Hoje, eu quero até aqui, Senador, quebrar um pouco o protocolo, mas nós também somos políticos, liderança discute toda hora com os Parlamentares, e nós, que somos representantes, que somos empresários... Cada um de nós faz política em cada ato que nós desenvolvemos no dia a dia. Mas eu quero chamar a atenção aqui do Distrito Federal e do Brasil, que logo mais aqui, dia 5 de outubro, faltam pouco mais de cento e quarenta e poucos dias para a gente dar uma resposta positiva para o Distrito Federal e para o Brasil. Quero dizer que hoje o PL tem uma oportunidade ímpar de lançar um candidato próprio ao Governo do Distrito Federal (Palmas.), e, lá dentro do PL, nós temos grandes quadros que conhecem Brasília de norte a sul, de leste a oeste, que conhecem as comunidades e podem desenvolver um bom trabalho. Os representantes que estão aí, que a gente acompanha, com todo o respeito, a gente tem acompanhado notícias negativas a cada dia que passa. Então, é isso, gente. Nós temos, como liderança, a oportunidade de multiplicar, junto aos nossos liderados, às nossas comunidades, a importância de a gente estar junto, irmanados dentro desta grande responsabilidade que é transformar o destino do Distrito Federal e do Brasil. E está logo aqui, dia 5 de outubro. No mais, muito obrigado. É um prazer estar aqui. Viu, Senador? Mais uma vez, eu quero agradecer a sua atenção com as lideranças comunitárias, um Parlamentar que sempre mostrou e deixou a porta do seu gabinete aberta. Quando liga, quando quer levar uma demanda, quando liga para o Senador, se ele estiver numa reunião e não pode atender, logo em seguida ele atende; e é assim que tem que fazer cada Parlamentar, porque o mandato não é dele, o mandato é nosso, é do povo (Palmas.), que o elegeu, para colocá-lo lá no Parlamento para nos representar. Assim também, Deputado Rogério, é cada Deputado. As portas dos gabinetes não têm que estar abertas, não, elas têm que estar escancaradas para receber a comunidade, para receber as lideranças, porque quem sabe o que se passa na cidade são as lideranças comunitárias, que moram nessas regiões administrativas. Então, é assim que tem que funcionar. A gente vai errando, procurando acertar, e eu tenho certeza de que, dia 5 de outubro, nós vamos apertar com a mão direita nos candidatos certos, que nós queremos para cuidar bem das políticas públicas que nós precisamos e que nós merecemos no Distrito Federal e no Brasil. Quero dar um abraço aqui no nosso Prof. Guedes, Presidente aqui da Regional do Lago Sul, que está sempre junto conosco. Muito obrigado, um abraço a todos. O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Só corrigindo, Samuca, a eleição é dia 4... O SR. ANTONIO BENJAMIM DE MORAIS - Dia 4! O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - ... dia 4 de outubro. Eu quero registrar aqui as seguintes presenças: - do Sr. Bispo Auxiliar de Brasília, Dom Denilson Geraldo; - da Sra. Presidente do Instituto Ápice Down, a Janaina Parente; - do Sr. Presidente da Associação Brasileira da Beleza, Jesiel de Lima Campos; |
| R | - do Presidente da Associação Cultural Esportiva e Recreativa Nipo-Brasileira aqui do Distrito Federal (Nikkey), Waldemar Umeda; - do Presidente do Instituto Evolare, Sebastião Felismino da Silva Neto; - do Presidente da Aliança Brasileira de Proteção Ancestral, Rodrigo Penedo; - da Presidente da Rede Internacional de Proteção à Vítima Laço Branco Brasil, Patrícia Zapponi; - do Presidente do Instituto Candango dos Motociclistas, Rodrigo Barreto; - do Presidente da Associação das Escolas Barreto de Jiu-Jitsu, Fabio Gabriel Freitas; - da Presidente da Associação dos Produtores Rurais Novo Quintas, Marcia Daniela Oliveira; - do Instituto Recanto do Sol, Samuel de Oliveira; - da Presidente do Instituto Mãos Dadas, Carmeliane Ribeiro de Araújo; - do Presidente do Instituto Caliandra, Adalberto Chaves Caboclo; - da Presidente do Conselho Regional de Cultura do Sudoeste, Octogonal, Setor de Indústrias e da Academia de Letras, Arte e Ciência do Sudoeste, Octogonal e SIG, Lucia Cruz; - da Presidente do Instituto Mães Atípicas do Paranoá e também do Itapoã, Nathalia Olivs; - do Presidente do Instituto Chamaleon, Andrey do Amaral dos Santos; - também da Presidente do Instituto Nacional de Empoderamento Social e Qualificação, Lucia Batista; - da Presidente do Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura do Plano Piloto, Aline Medeiros Castelo Branco; - da Presidente do Instituto Leão de Judá, do Novo Gama, Manuela Clementina; - do representante do Instituto Arvoredo, o Sr. Coordenador de Sustentabilidade Fábio Guilherme; - da Presidente do Instituto Recomeço, Maria Nazario; - do Presidente da Associação dos Assentados do Núcleo Rural Monjolo, Joaquim Vadeilton Campos; - da Presidente do Instituto Amigos da Isaura, Leila Carmita; - da Presidente da Associação Cia do Lacre, Chica Rosa; - da Presidente da Federação Habitacional do Sol Nascente, Edilamar de Souza Correia - Dila; - da Sra. fundadora da Associação das Mulheres de Sobradinho II, Geralda Florisbela. Quero também cumprimentar aqui as Prefeitas e os Prefeitos de quadra do Plano Piloto aqui presentes. Eu passo a palavra agora ao Presidente da Associação Nacional de Líderes Comunitários, Ilço Firmino Neto, que vai falar aqui da mesa. O SR. ILÇO FIRMINO NETO (Para discursar.) - Bom, gente, é um prazer muito grande a gente estar aqui na nossa Casa, revendo os amigos. O carinho que me deram na entrada aqui; muitas pessoas me abraçando e dizendo: "Que bom revê-lo!". Eu quero, em nome dessas pessoas, cumprimentar o pessoal aqui da mesa, o nosso Senador. Senador, é a quarta ou quinta vez que o senhor faz o Dia do Líder - realiza o Dia do Líder? Então, só falta uma coisinha, Senador, porque não sei ainda por que V. Exa. não reivindicou a nossa medalha pelo Senado. Nós temos a medalha que a Analc conseguiu, junto ao Governo de Brasília, para não dar mais diploma de papel para os líderes comunitários. |
| R | Esta é a Medalha Mérito Líder Comunitário dos líderes de Brasília, capital do Brasil. Esta é a medalha do Entorno, de Luziânia, também do líder comunitário do Estado do Goiás. Gostaríamos que, no ano que vem, tivéssemos a Medalha Mérito Líder Comunitário do Senado Federal aos líderes comunitários. (Palmas.) Por que não? Não faz o Dia do Líder, nos ajuda? É a quarta, quinta vez que o Senador realiza o Dia do Líder aqui nesta Casa. Estou muito emocionado. Estou com 76 anos, seis anos de Analc - desde 1º de abril de 2014 com a Analc -, e tem aí a associação também. Então chegamos aí, com essas duas lindas medalhas, e eu espero chegar até o Senado Federal. É igual eu disse, estou com 76 anos. A "bete" me pegou; já estou ruim da perna direita; as mãos, os dedos já obedecem pouco. Mas estou passando o cajado para o Nathan, uma pessoa criada dentro da minha casa, e fiquei como Presidente nacional da fundação da Associação Nacional dos Líderes Comunitários. Então eu continuo perturbando, cobrando dos três Poderes, cobrando dessas pessoas que têm por obrigação ajudar a comunidade - para isso eles ganham bem e ganham nossos votos de confiança. Então eu deixo um apelo aqui, Senador, para que trabalhe em prol da nossa medalha do Senado Federal, porque eu quero ver, no ano que vem, com a graça de Deus, com a minha missão, o meu mandato, que se encerrou dia 25 de abril, não conseguir colocar alguém da Presidência da República sentado numa mesa dessas aqui, comemorando o Dia do Líder. Ué, nós conseguimos colocar um Senador, por que não podemos colocar alguém do Planalto? Nós fazemos o Dia do Líder lá no Entorno. A Presidência já falou para a gente que esse trabalho junto ao Entorno é muito bom, está surtindo efeito. Lógico! Nós nunca abandonamos o Entorno, o Entorno nunca nos abandonou. Então precisamos de mais atenção da comunidade. Eu tenho o sonho de criar um líder comunitário em cada cidade do Brasil, para que ele possa ser o presidente local da Associação Nacional dos Líderes, para governar junto com os líderes locais. E a sala do líder: se nós chegarmos numa cidade e o Prefeito for contra, for de outro partido, tiver má vontade de nos receber, nós teremos a nossa sala montada, equipada, para receber os líderes e a comunidade. (Palmas.) E é uma lei que vai ser criada pela associação e pela lei federal, acompanhando o Dia do Líder Comunitário... (Soa a campainha.) O SR. ILÇO FIRMINO NETO - ... da Lei nº 11.287, de 27 de março de 2006. |
| R | Então, a gente quer é o apoio da comunidade. E já que falaram um pouco na política, também vou falar um tiquinho aqui, um pedaço, um tico. É o seguinte, quem é, é, quem não é, não é, não adianta a pessoa dizer: eu sou bacana, quem não é bacana. Se ele não é bacana, ele não é bacana; se ele é bom, ele é bom; se ele é respeitoso, ele é respeitoso. Então, olha bem quem está no comando deste Brasil! Olha bem quem está no comando da nossa capital do Brasil! Sempre vai ser aquilo que ele está mostrando nesse Governo dele, nesse mandato dele. Foi bom? Vai ser sempre bom. Foi ruim? Vai ser sempre ruim. Então não adianta agora vir com conversa - blá-blá-blá-blá -, porque se foi, foi, se não foi bom, não foi. Vamos olhar isso aí, gente, porque as nossas crianças precisam de escola, as nossas crianças precisam de estudo, precisam de bom transporte para ter condições de lutar, trabalhar, bons hospitais. Nós temos bons hospitais? Vou deixar para vocês responderem. E formar essas crianças que serão nossos administradores no dia de manhã, serão nosso Deputado, o nosso Presidente, o nosso Senador, os defensores dos líderes comunitários. Então, nós precisamos ver isso aí e saber escolher, em outubro, as pessoas que vão nos representar, porque vocês têm que ver, líder comunitário, como são tratados por eles. Às vezes vocês não sabem. E se vende, líder se vende, líder não sei o quê. Não têm o mínimo de dignidade com quem trabalha de graça para ajudar a governar e leva o nome dele, e votou para ele sentar lá na cadeira. Cuidado, gente! Vamos ver se a gente muda este Brasil, pelos nossos filhos. Não vão vender a felicidade dos nossos filhos! No dia de amanhã não ter um estudo, no dia de amanhã não ter um bom transporte, não ter uma formação, não ter um bom colégio. Precisamos mudar este Brasil, precisamos mudar essa política, precisamos pensar bem. Deixo um abraço no coração de qualquer um. Gente, muito obrigado, muito obrigado mesmo. Agora vem a Medalha Analc, mostrei para o Senador, é uma medalha que tem a foto do meu rosto, entendeu, esse homem bonito aqui, lutador. Então, vai agora a gente tentar - como é que fala - aprovar a medalha para sair para este Brasil afora. É a Medalha Mérito Líder Comunitário Analc do Brasil, a medalha com meu rosto. Então, um abraço no coração de qualquer um, de todo mundo. (Palmas.) Quem me ajudou nessa conquista, ajudou; quem não ajudou também merece estar aqui nessa medalha. O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Muito bem, Ilço. O SR. ILÇO FIRMINO NETO - E vamos conquistar, Senador. E vamos lutar. E conto contigo, Senador, para que o ano que vem a gente tenha aqui também a do Senado, e tenha alguém da Presidência para estar sentado no Dia do Líder, compondo a Mesa do Senado e da Câmara Federal. Atenção, Sr. Presidente da República, o senhor sancionou a Lei do Líder. Eu sou doido para falar isso para o senhor pessoalmente. Foi o senhor que sancionou a Lei do Líder Comunitário, Lei 11.287, de 27 de março de 2006. Por que não sentar na mesa conosco? Um abraço no coração de cada um. O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Obrigado. (Palmas.) |
| R | O SR. ILÇO FIRMINO NETO - Obrigado, Senador... O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Muito bem. Muito bem, Ilço! O SR. ILÇO FIRMINO NETO - ... pelos dias de vida que o senhor realizou nesta Casa. O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Obrigado. Convido agora, também para fazer uso da palavra, o fundador do Projetus, nosso querido Tito Santana. (Palmas.) O SR. TITO PEREIRA SANTANA (Para discursar.) - É aqui mesmo? (Pausa.) Boa tarde a todos e todas. É um prazer inenarrável estar aqui, Senador; muito grato. Conte comigo, em todos os momentos, para fazer do Dia do Líder Comunitário, na verdade, um feriado nacional, porque a gente precisa descansar um pouquinho, né? O líder comunitário não tem folga, é uma profissão meio complicada. Você não tem folga, você está todo dia trabalhando, lutando pela sua comunidade. Queria cumprimentar também o Wellington, meu amigo - estamos juntos; Rogério, um dos primeiros apoiadores do bate-papo, nós levamos para o Morro da Cruz - então, aos demais, eu estou aqui entusiasmado para trabalharmos juntos também; a Analc, porque a Analc... Eu não sei se você sabe, o Nathan participou do bate-papo, já. Então, do Bate Papo 3º Setor eu vou ter oportunidade de falar... Meu tempo é breve aqui, mas antes de iniciar de fato, queria agradecer-lhe, Senador, por tudo que tem feito, pelo convite que me fez; e eu espero honrá-lo com tudo que a gente tem construído juntos pelo terceiro setor, porque, antes de sermos líderes comunitários, nós somos terceiro setor. E, para iniciar, eu queria dizer o seguinte: existem dois grandes dias na vida de uma pessoa, de qualquer ser humano, o dia em que ela nasce e o dia em que ela descobre por que ela nasceu. E, quando eu descobri o motivo pelo qual eu nasci, nesse dia, eu não entendia que eu era líder comunitário, eu não entendia que eu era empreendedor social; mas hoje, eu tenho a certeza de que eu sou, e não só sou, como carrego uma multidão que não sabe disso. E a gente precisa educar esses jovens, porque eles também podem - e devem - se tornar líderes comunitários. Mas a minha missão, sobretudo, é simplificar o terceiro setor; é explicar para as pessoas aquilo tudo que é difícil demais de entender, às vezes até "burrocrático" que a gente chama. A maior virtude do líder comunitário - e a maioria das pessoas não sabe disso, até quem é líder comunitário - é a esperança. A gente trabalha sobre esperança, porque a gana que nós temos de vencer, mesmo diante de várias sucessivas derrotas, é extraordinária! Isso é uma essência humana que não é terceirizável; a gente tem uma gana de continuar batalhando. E eu coloquei até uma frase aqui, do Nelson Mandela, que diz o seguinte: "Se você falar com uma pessoa em uma linguagem que ela compreende, isso entra na cabeça dela. Se você falar com ela em sua própria linguagem, você atinge o coração". E é isso que o líder comunitário faz. É por isso que eu não consigo falar da comunidade de vocês, é por isso que nenhum de nós conseguimos falar pela comunidade de vocês. Só quem consegue fazer isso são vocês. E eu também sou líder comunitário, eu carrego uma liderança de uma comunidade que é a comunidade do terceiro setor. Hoje, nós temos alguns princípios, que são para democratizar o acesso a informações - e por isso existe o Bate Papo 3º Setor -, porque C.S. Lewis disse o seguinte: "A tarefa do educador moderno não é derrubar florestas, mas irrigar desertos". E a gente trabalha onde as pessoas não querem trabalhar. Quem quer trabalhar no terceiro setor? Quando você conhece, você se apaixona, você nasce no terceiro setor, você é fruto de projeto social. O projeto social nasce de uma dor da comunidade, e se não for o líder comunitário para dar voz, para dar imagem a isso, como a gente descobriria as dificuldades que o Brasil tem? Impossível a gente atingir o Brasil inteiro, com o território tão continental que nós temos. E é por isso que o líder comunitário é muito importante. Nós temos hoje, no Bate Papo 3º Setor, mais de 5,4 mil projetos sociais em 21 estados do Brasil. E hoje o que a gente faz, e estamos em circuito agora no Distrito Federal, então, convido todos... Não vou me alongar nesse ponto, mas convido todos a se inscreverem. Vocês líderes comunitários têm voz dentro do Bate Papo 3º Setor para falarem sobre o projeto de vocês, para serem reconhecidos pelo projeto de vocês de forma continuada. No Instagram, pelo @batepapo3setor, vocês podem acompanhar um pouco mais. |
| R | Mas o que a gente descobriu no Bate Papo 3º Setor, democratizando, Senador, toda a informação, é que não adianta só educar, porque a conta não espera. Educar uma pessoa depois de muitos anos trabalhando na comunidade é um desafio enorme, porque a conta dela não espera, a fome não espera, o desemprego não espera, a saúde não espera. E por que um líder comunitário tem que passar anos estudando para aprender a fazer o que ele já faz de melhor e melhor que todo mundo? E é por isso... (Palmas.) É por isso que o Bate Papo 3º Setor tem essas premissas, porque é difícil para caramba você aceitar ser infeliz sem saber até quando. E é isso que o líder comunitário faz. E é por isso que ele deve ser homenageado todo dia e esse dia ser um feriado, porque, no final das contas, a gente vence isso tudo. E é batalha atrás de batalha, atrás de batalha e derrota, mas ainda assim a gente vence, porque vê o sorriso da nossa comunidade. É isso que é ser líder comunitário. E, quando o Senador me fez um convite - e eu sou muito grato, acima de tudo, a Deus, por termos nos encontrado, assim como todos os outros aqui, os que já nos conhecem e toda nossa comunidade -, ele disse: "Precisamos mudar o terceiro setor do Brasil, e isso começa dentro de casa, na comunidade, no DF e no Brasil, no Centro-Oeste e no Brasil". E quando a gente decidiu... Por que caminho a gente vai? O que falta para o terceiro setor? Já tem um dia do líder comunitário, vocês já têm algumas isenções fiscais, vocês têm algumas leis, ou outras, que contribuem de alguma forma, mas isso não ajudou muito. O que a gente precisa fazer? A gente precisa... E aí o que o mundo corporativo diz para a gente é de governança. Mas quem é que sabe o que é governança? É difícil demais governar. E você fazer isso sozinho? O líder comunitário com o seu projeto social é uma "euquipe", é ele por ele mesmo. É ele pela comunidade e ninguém vai ajudá-lo, de forma "burrocrática". Então, nós decidimos... E está em tramitação - convido todos vocês a conhecerem - o PL 427, de 2026, porque o futuro, Senador, pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos. E, imaginem vocês, sonhem... Para você ter um recurso fixo mensal para administrar a sua instituição, um recurso fixo mensal para contratar a pessoa de que você precisa para secretariar, para marketing, para administração, para o jurídico, para o contábil... Sonhem em ter uma receita sem precisar justificar aquilo que já é injustificável, porque você é líder comunitário e você representa uma comunidade inteira! Esse é o Fundo Nacional de Apoio ao Terceiro Setor, protocolado - está em tramitação - pelo Senador Izalci Lucas. E o Fundo Nacional do Terceiro Setor, o Funats, o PL 427, de 2026, de autoria desse Senador, traz o que o Walt Disney disse um dia: "Um dia [eu] aprendi que sonhos existem para tornarem-se realidade. E, desde [então], já não durmo para descansar. Simplesmente durmo para sonhar", porque esse sonho está no rumo de ser concretizado, Senador. Então, muito obrigado. Muito obrigado mesmo por acreditar nessa comunidade, porque vocês líderes comunitários... A gente olha a palavra liderança e tem uma baita responsabilidade, mas a gente não entende o conceito, porque é comunidade. E, para finalizar, queria dizer para vocês o que o Tim Maia disse uma vez e reforçou uma vez: As pessoas esquecem o que vocês dizem, elas esquecem o que você fala, mas elas jamais vão esquecer... Elas esquecem até o que você fez, mas elas jamais vão esquecer como vocês as fizeram se sentirem. Então, por favor, continuem com os seus projetos, continuem criando mais oportunidades. Continuem criando os projetos, voltem para a Ceilândia, voltem para o Recanto, voltem para Sobradinho, voltem para Planaltina, voltem para o Riacho, voltem para o Gama, voltem para Itapoã, para a Estrutural, para Santa Maria, voltem para o Paranoá, voltem para todas as regiões administrativas do DF. (Palmas.) |
| R | Convoquem os jovens para participar disso, para ajudar vocês. Voltem a qualquer uma dessas regiões e façam o melhor projeto social possível da vida de vocês. Continuem os seus projetos, continuem na sua missão e façam projetos de esporte, de cultura, de diversidade, de meio ambiente, de acessibilidade, de assistência social e de empreendedorismo para mulheres, para crianças e para idosos. Contem comigo; contem com este Senador nessa jornada, sem esquecer o quê? Que o diamante é apenas um carvão que persistiu? Eu sou o que sou pelo que nós somos. E agora, vocês, comunidade: quem nós somos? (Manifestação da plateia.) O SR. TITO PEREIRA SANTANA - Valeu! (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Eu concedo também a palavra, para uma breve comunicação, ao nosso querido José Guedes, que é Professor e, também, Líder Comunitário. O SR. JOSÉ GUEDES (Para discursar.) - Boa tarde a todos, em especial ao nosso Senador Izalci Lucas, que sempre nos atendeu com toda a atenção. Quero cumprimentar toda a mesa: o nosso Samuca, o nosso Presidente Wellington, o nosso Deputado Rogério e o Dr. Ilço, que sempre fez um trabalho de excelência à frente da Analc, como ele falou, desde 2014. Ele é um homem incansável, sempre ativo. Então, parabéns, Dr. Ilço, por esse trabalho prestado à comunidade, principalmente ali da região sul - Santa Maria e Gama. Quero parabenizar o nosso Senador Izalci Lucas. Em Santa Maria e no Gama, os hospitais estavam com os aparelhos e os equipamentos muito difíceis de se trabalhar. A gente, que é líder comunitário, está visitando os hospitais, os lugares, e, com a emenda que o Senador liberou, os equipamentos do Hospital de Santa Maria e o do Gama foram todos trocados por aparelhos novos. Então, parabéns, Senador, por esse trabalho de excelência prestado à comunidade da região sul ali, pois nós, que estamos lá na ponta, sabemos a dificuldade. Então, eu queria pedir aqui para os Parlamentares presentes aqui que, ao chegar um líder comunitário no seu lugar, abram as portas, abracem essa pessoa, porque ela está trazendo as demandas lá da ponta. Quero me apresentar para vocês aqui: eu represento o Centro Universitário Uninter. Em 2009, ouvi a comunidade, jovens que queriam ingressar em uma faculdade - muitos deles não tinham condições -, e eu fui atrás. Eu trouxe um polo do Centro Universitário Uninter para Brasília, abri aqui na 708 Norte e, hoje, nós estamos com polos em todas as cidades-satélites, com 12 mil alunos ativos, porque a educação faz a diferença. Assim como fez a diferença na minha vida, vai fazer a diferença na vida daquele jovem que, muitas vezes, não tem condições de pagar um curso. Então, venham para a Uninter, pois ela tem um preço muito acessível. Então, é isso, Senador. Muito obrigado ao senhor por sempre nos atender. Esta sessão está acontecendo aqui porque o senhor abriu as portas do seu gabinete para nos ouvir, para ouvir a comunidade, ouvir os líderes comunitários e ouvir o nosso Presidente Wellington. Muito obrigado a todos. |
| R | Quero, antes de concluir, deixar uma mensagem aqui. Em 5 de maio, celebramos quem faz a diferença todos os dias nos nossos bairros: você é a verdadeira ponte entre as necessidades da nossa gente e as transformações que tanto buscamos. Obrigado por lutar incansavelmente por mais dignidade e qualidade de vida para todos nós. Ser líder comunitário é ouvir, acolher e transformar necessidades em paz; é estar presente nas dificuldades, celebrar conquistas e nunca deixar a esperança de lado. Obrigado por dedicar sua voz e seu tempo ao bem-estar comum! Muito obrigado a todos. Muito obrigado, Senador. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Obrigado, José Guedes. Concedo também a palavra, para uma breve comunicação, ao Sr. Antonio Carlos Rodrigues de Freitas, que é o Presidente da Federação das Associações de Mato Grosso do Sul. O SR. ANTONIO CARLOS RODRIGUES DE FREITAS (Para discursar.) - Sempre que eu me dirijo aos momentos de confraternizações e, em especial, a este momento, em que nós estamos aqui desfrutando da sessão especial que trata com relevância o Dia do Líder Comunitário... Eu estava ali atentamente ouvindo todas as falas, e fiquei sensibilizado ao conhecer mais de perto o nosso Senador, que é o proponente desta tão importante sessão, que nos homenageia como verdadeiros líderes comunitários. Também quero parabenizar o nosso Presidente, Wellington Andrade. Na pessoa dele, eu gostaria também de me dirigir a todos os membros que fazem parte dessa honrosa mesa dedicada aos trabalhos alusivos ao Dia do Líder Comunitário. Eu quero falar um pouquinho da minha história. Eu estou nesta fase de ser líder comunitário cheio de cabelos brancos, porque eu quero, porque eu amo isto aqui e porque eu gosto de fazer isto aqui! Nós encontramos, através desse movimento comunitário, pessoas que estão imbuídas da dedicação de sempre estar comungando, em gênero, número e grau, essa tão honrosa causa. |
| R | Senador, nós precisamos de muito apoio; não é só de um apoio, é de muitos apoios. Preciso dizer para o senhor que nós somos o terceiro setor, e esse terceiro setor, Senador, é que traz tudo prontinho, bem arrumadinho, para que os Parlamentares possam ter a missão, lá na ponta, de ajudar os mais necessitados. E eu vejo que este é um momento de grande importância, de tê-lo aqui, como Senador da República, que está exatamente nos dando esse apoio. Quero também, em nome da minha Prefeita em Mato Grosso do Sul, a Prefeita Adriane, trazer aqui uma mensagem de agradecimento ao Darci Caldo, que é o nosso Secretário de Articulação do comunitário lá em Campo Grande: a Cobrelic criou uma causa muito importante, que é a causa animal, e lá em Campo Grande, Mato Grosso do Sul - onde eu já faço parte dos conselhos regionais há 32 anos -, nós já estamos nessa gestão da Prefeita com a causa animal, e nós honraremos esse tipo de situação, porque a gente vê que todas as causas são causas, e precisa de alguém, Senador, pegar a bandeira e sair com esse bastão, falando que realmente vai comandar isso ou aquilo. Não é só aquela historinha fiada, aquela conversinha que, no final, no frigir de tudo, não leva a nada, eu vejo que aqui tem homens e pessoas importantes que fazem as grandes decisões nacionais. Eu gostaria de oferecer os meus préstimos porque eu... (Soa a campainha.) O SR. ANTONIO CARLOS RODRIGUES DE FREITAS - ... uns quatro anos atrás, comecei a estudar o senhor, mas as informações ainda são poucas para mim. Gostaria que o senhor determinasse que sua honrosa equipe, quinzenalmente ou mensalmente, mandasse toda a estratégia que o senhor tem dos seus trabalhos, para que a gente pudesse engrandecer os líderes comunitários da nossa cidade e levar o nome do senhor cada vez mais como uma pessoa que está aqui lutando para poder nos dar esse conforto. Gostaria de dizer também, Senador, que apesar de a gente ser o terceiro setor, eu ainda vejo, ignorantemente - eu não sei até que ponto eu vejo com essa minha ignorância -, que a nossa lei do líder comunitário ainda é uma lei muito fraca, e eu faço um pedido, em nome de todos esses líderes que aqui estão, para que o senhor possa se comover, se debruçar mais em cima dessa lei, quem sabe até trazer algum aporte ou um outro tipo de situação para que as entidades, as associações de moradores possam ter os recursos necessários para caminhar, para andar, porque a sola do sapato, Senador, já não aguenta mais. |
| R | Então, a gente vê que o senhor tem uma seriedade, a gente observa tudo isso, e a psicologia ensina muito a gente a conviver com as pessoas, não precisa estar ali agarrado, dia a dia, não; a gente bate o olho... (Soa a campainha.) O SR. ANTONIO CARLOS RODRIGUES DE FREITAS - ... conversa com uma pessoa e a gente já tem ali a informação precisa de que aquela pessoa realmente está empenhada com tudo isso. Então, nesses meus sessenta e poucos anos de líder comunitário, eu quero desejar esse dia especial, nacional, a todos os líderes comunitários, e que nós possamos, com a nossa força, a cada dia que passa, ser mais honrados e a também possamos contribuir o máximo que a gente pode para as nossas vilas, para o nosso bairro. Aqui eu encontrei diversos amigos, como o Wilson Firmino e outros mais, então, nós somos pessoas que estamos empenhados nacionalmente e conhecidos por esse trabalho. No mais, muito obrigado a todos vocês. Não vou me estender porque tem outras pessoas ainda para falar. Muito obrigado a todos. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Quero registrar a presença aqui também do Lauro Lima de Queiroz, que é o Presidente do Sindicato dos Assistentes Sociais aqui do Distrito Federal; a Kelly Dantas, idealizadora da comunidade Tech Delas; e registrar também a presença do Fagner, que é diretor social; e do Alex André, Vice-Presidente da Analc. Eu vou pedir à Secretaria-Geral da Mesa para exibir mais um vídeo institucional. (Procede-se à exibição de vídeo.) (Palmas.) |
| R | O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Também para uma breve fala, eu quero passar a palavra ao Sr. Alexandre Bezerra Júnior, que é o Presidente da Federação Goiana das Entidades de líderes comunitários. Cadê ele? Não? Então, passo agora para a Jéssica Fernandes de Albuquerque Carvalho, membro da Comissão de Defesa dos Animais da OAB e fundadora do projeto Recicla Pet. Jéssica, tudo bem, Jéssica? (Palmas.) A SRA. JÉSSICA FERNANDES DE ALBUQUERQUE CARVALHO (Para discursar.) - Queria agradecer a oportunidade de estar aqui. Eu me sinto muito honrada por estar neste espaço, representando tantos protetores independentes - a gente representa os animais. Foi falado aqui sobre a causa animal e a importância, mas muita gente não faz ideia do que acontece em Brasília com os animais. São animais abandonados na rua que estão sentindo fome, frio; que estão com doenças e passando doença para os outros animais. Muitos morrem sem receber nenhum cuidado na rua, e isso também gera doenças. Animais morrendo na rua também geram doenças. Quem faz esse trabalho hoje no DF pelos animais - que faz castrações, que busca lá os animais, na rua mesmo, para fazer a castração; que cuida, na sua casa - é o protetor. Hoje os protetores de animais estão literalmente abandonados pelo poder público. Existe alguma coisinha ou outra? Existe. Existe castração? Existe. Mas não é suficiente, nem para os animais que estão na rua. Hoje, o animal que é castrado precisa ser levado por um tutor; é o tutor que cadastra, não é o poder público que vai ali no animal que está na rua e castra. Então, a gente precisa fazer um cadastro na internet - que, geralmente, dura cinco segundos e cai, e aí a população não consegue mais. Então, tem muita coisa também. O Hospital Veterinário Público de Brasília precisa de muita atenção: falta insumo, falta atendimento; as pessoas vão para a fila de madrugada. Eu já fui para o Hospital Veterinário Público várias vezes de madrugada - o quê, 3h da manhã? - para esperar ele abrir 8h, e a fila já estava enorme. Então, assim, gente, é uma realidade que muita gente não conhece e não imagina, mas que a gente, que é protetor, sofre muito. E muito protetor hoje vira acumulador, porque ele vê um animalzinho ali na rua e ele quer ajudar, e aí ele leva para casa. Ele vê outro morrendo e ele não tem o coração de deixar aquele bicho lá, de fechar o olho. |
| R | Mas a gente tem dinheiro para custear tudo isso? Não tem, então a gente se endivida. A gente passa muito sofrimento psicológico também, por às vezes não conseguir ajudar certos casos. Eu estou muito agradecida de estar aqui para poder mostrar essa parte que a sociedade às vezes não enxerga. E eu queria dizer também que os protetores independentes fazem muito com muito pouco, gente. Eles precisam também, Senador, de uma atenção com relação à ajuda psicológica. Como eu estava falando, eles pegam um animal, pegam dois, quando veem já estão com dez em casa. E aí ele não está mais ligando para a higiene dele, porque já está tudo sujo ali. E isso vai configurando o quê? Maus-tratos aos animais, porque eles não têm mais cuidado; a própria pessoa não tem cuidado, o que dirá com os animais... Então gera maus-tratos, a pessoa é responsabilizada por esses maus-tratos. Mas onde que o Estado agiu na raiz do problema? Não agiu. Prender não resolve a raiz do problema. A gente precisa de ajuda psicológica, de recursos para fazer castrações, resgates, alimentar animais na rua. Então essa é uma parte que eu queria passar para vocês que não conhecem, para todos que estão aqui, e queria falar que os protetores não conseguem substituir o papel do poder público. A gente ajuda muito, mas a gente precisa de apoio, mais castrações, atendimento veterinário acessível e em cada cidade, não só lá no Hospital Veterinário de Taguatinga. Porque eu não sei se o senhor já foi lá, mas o acesso é difícil, eu não sei nem qual o ônibus que passa lá. Principalmente porque a gente precisa ir de madrugada, então a gente paga um Uber Pet, que é cento e poucos, só para a gente ir para o hospital, passar o dia lá. Lá não tem um restaurante perto, então a gente leva alguma coisa para comer, passa o dia com fome. Olha, a gente sofre coisa demais, que só quem é protetor sabe. A gente precisa dessas políticas públicas efetivas para a proteção animal, porque a gente faz um trabalho, gente, que, se não tivesse nosso trabalho na rua, vocês iriam ver aí a rua lotada de cachorro e gato, porque quem castra são os protetores. Muito obrigada pela minha oportunidade aqui. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Convido também para fazer uma fala a Sra. Maria Laura Ribeiro, fundadora e também Presidente da Associação de Mulheres do Itapoã Parque e Região. E registro, ao mesmo tempo, aqui a presença do Pablo Valente, ex-Administrador da Candangolândia e Presidente do Instituto Coração Valente. A SRA. MARIA LAURA RIBEIRO (Para discursar.) - Exmos. Senadores, autoridades presentes, senhoras e senhores, me chamo Maria Laura Ribeiro, sou amapaense, fundadora e Presidente da Associação de Mulheres do Itapoã Parque e Região, a primeira associação criada dentro do Itapoã Parque, no Distrito Federal. Ocupo esta tribuna com profunda emoção, porque, durante muitos anos, este lugar pareceu distante demais da minha realidade em que nasci e cresci. |
| R | Eu sou mais uma mulher brasileira que nasceu à beira do esgoto; mais uma menina periférica que aprendeu cedo sobre escassez, dificuldade e sobrevivência; mais uma mãe que deixou sua terra carregando sonhos, medo e a esperança de encontrar oportunidades de transformar a vida dos seus filhos. Eu faço questão de dizer, eu não sou uma exceção, eu não caminhei sozinha até aqui. A minha trajetória representa milhares de mulheres invisíveis que diariamente sustentam seus lares, enfrentam dores silenciosas e continuam, mesmo quando tudo parece impossível. Aprendi sobre força observando minha mãe Odete Lima, que nunca desistiu da vida. Foi através dela que compreendi que dignidade não depende do lugar onde nascemos, mas da coragem que temos para continuar, apesar das dificuldades. Mais tarde, foi através da deficiência visual da minha filha Ana Cora que eu enxerguei a dura realidade de ser o suporte, de lutar por acolhimento, acesso e dignidade para famílias que muitas vezes são esquecidas pelo sistema. Foi ali que a dor deixou de ser apenas dor e se transformou em propósito. E foi deste propósito que nasceu a nossa associação, uma associação criada para apoiar mulheres, incentivar o empreendedorismo feminino e acolher mães e famílias atípicas que precisam, acima de tudo, ser vistas, ouvidas e respeitadas. A periferia não precisa de pena, precisa de oportunidade. Quero registrar aqui meu profundo agradecimento ao Senado Federal, esta Casa do povo, pelo importante trabalho desenvolvido na aproximação entre o poder público e as mulheres líderes das comunidades. Quando a Casa abre espaço para as mulheres ocuparem lugares de fala, representatividade, ela fortalece a democracia, dá voz a histórias que durante muito tempo permanecem invisíveis. Também deixo, com muito respeito, um apelo para que o Congresso continue ampliando políticas públicas voltadas às famílias atípicas, às famílias neurodivergentes e às mulheres que sustentam seus lares em condições extremamente difíceis. Meu agradecimento ao Presidente desta Casa, ao Senador Izalci Lucas pelo apoio, escuta e pelo incentivo ao trabalho social desenvolvido dentro da minha comunidade. Dedico este reconhecimento ao meu esposo Luiz Eduardo, aos meus filhos Ana Cora e Bartolomeu, às minhas irmãs Priscila e Lila e aos meus sobrinhos Felipe, Luísa, Isabela e Antonella. E dedico especialmente a todas as mulheres da periferia brasileira que continuam resistindo, mesmo cansadas, mesmo dilaceradas, mesmo diante das maiores dificuldades. Que nenhuma mulher permita que sua origem determine o limite dos seus sonhos, porque uma oportunidade pode transformar uma vida inteira. E, quando uma mulher se levanta, ela nunca se levanta sozinha, ela leva outras consigo. Muito obrigada. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Quero registrar aqui a presença da Josi Faria, que é Presidente do Cima. Bem, gostaria de convidar a todos para acompanharmos aqui a execução do Hino do Líder Comunitário. (Procede-se à execução do Hino do Líder Comunitário.) (Palmas.) |
| R | O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF. Para discursar - Presidente.) - Quero registrar a presença e, ao mesmo tempo, parabenizar o nosso Tio Fernando, que é o compositor, autor desse hino dos líderes comunitários. (Palmas.) Tudo bem, Fernando? (Intervenção fora do microfone.) O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Bem, gente, eu quero agradecer a cada um de vocês. A última reunião, a última sessão solene que nós fizemos para os líderes comunitários foi no Congresso Nacional, na Câmara, foram quase mil pessoas - mais de mil pessoas. Não deu para chamar todo mundo, porque aqui o espaço é menor, mas, de qualquer forma, também tinha muitos telefones já desatualizados, mas a gente chegou a convidar muitos líderes, porque a gente tem que reconhecer, realmente, a importância de cada um de vocês. Eu tive o privilégio, nos anos 1998, 1999, de conhecer o nosso Governador Joaquim Roriz, porque ele prestigiava muito os líderes comunitários. Ele determinava que os administradores atendessem e resolvessem os problemas levados pelos líderes, e eu me lembro - eu morava, na época, no Guará - de que nós tínhamos, em cada quadra do Guará, um prefeito; até a junta dos prefeitos nós temos no Guará. Aqui no Plano Piloto sempre tiveram também as prefeituras, Asa Norte, Asa Sul, algumas cidades também; mas, infelizmente, os governantes não deram - não dão - a importância e o valor que tem um líder comunitário. Eu me lembro de que, lá no Guará mesmo, em 1997, 1998, as pessoas contribuíam com a prefeitura da quadra. Eu tive o privilégio de ser Diretor do SLU (Serviço de Limpeza Urbana), e a gente colocava dois garis em cada quadra para fazer limpeza, varrição, coleta. (Palmas.) |
| R | Então, essa integração da comunidade com o poder público é muito importante. A gente defende, e tenho cobrado isso, que a gente possa ter pelo menos um prefeito em cada quadra, porque é o prefeito que conhece, de fato, o que acontece ali naquela quadra. E ele faz também o chamamento da população da quadra para participar, para as pessoas terem, realmente, aquela noção de pertencimento. "Olha, essa praça é nossa, essa quadra é nossa. Nós temos que cuidar dela". Então, a gente tem que ter essa conscientização da importância do líder comunitário. E os administradores e o próprio Governo não têm que fazer o que eles acham. Eu aprendi também com o Roriz. O Roriz falava isto: "Governar é eleger prioridades depois de ouvir a comunidade". Quem sabe das necessidades da quadra, da cidade é o prefeito, é o líder comunitário. (Palmas.) Então, quero aqui, mais uma vez, dizer da minha alegria de estar presidindo esta sessão. Não é simplesmente uma sessão de homenagem, mas, realmente, é um reconhecimento que a gente tem que ter do trabalho que vocês fazem aqui no Distrito Federal e no Brasil. Eu agradeço, mais uma vez, a presença de cada um de vocês. Cumprida a finalidade desta sessão especial, a gente declara, então, encerrada esta sessão. Muito obrigado pela presença. (Palmas.) (Levanta-se a sessão às 16 horas e 53 minutos.) |


