4ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA
57ª LEGISLATURA
Em 12 de junho de 2026
(sexta-feira)
Às 15 horas
79ª SESSÃO
(Sessão Especial)

Oradores
Horário

Texto com revisão

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O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF. Fala da Presidência.) - Declaro aberta a sessão.

Sob a proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos.

A presente sessão especial foi convocada em atendimento ao Requerimento nº 888, de 2025, de autoria desta Presidência e de outros Senadores, aprovado pelo Plenário do Senado Federal.

A sessão é destinada a celebrar o Dia do Quadrilheiro Junino.

Convido para compor a mesa desta sessão especial o Sr. Patrese Ricardo, representante do projeto Giro Cultural. (Palmas.)
Convido também para compor a mesa Robson Vilela, Presidente da Federação de Quadrilhas Juninas do Distrito Federal e Entorno. (Palmas.)
Convido também o Sr. Hamilton Tatu, representante da União Junina-DFE. (Palmas.)
Convido também o Sr. Tiago Viana, Vice-Presidente da Liga Independente de Quadrilhas Juninas do DF e Entorno. (Palmas.)

Convido a todos para, em posição de respeito, acompanharmos o Hino Nacional, que será interpretado pelo Trio Forró de Feira, sob a regência do maestro e sanfoneiro Fábio Viana, e pela cantora Beth Samper.

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(Procede-se à execução do Hino Nacional.) (Palmas.)

O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF. Para discursar - Presidente.) - Quero aqui cumprimentar o nosso Presidente da Federação de Quadrilhas Juninas do Distrito Federal e Entorno, Robson Vilela Eiras, o querido Fusca; o Presidente também da União Junina brasiliense, Hamilton Tatu; o Presidente do Projeto Giro Cultural, aqui do Distrito Federal, Patrese Ricardo da Silva Mendes; o Vice-Presidente da Liga Independente de Quadrilhas Juninas do DF e Entorno, Tiago Viana; e cumprimentar todos os nossos quadrilheiros juninos, servidores.

O marcador falou, a fila formou, o arraial começou. Tem comida típica, tem jogos, tem fogueira, mas é no passo e no compasso onde vive o espírito da festa junina. Basta ouvir o caminho da roça que o coração acelera. É no balancê que a perna não para. E no "anarriê" vemos uma das maiores expressões artísticas do Brasil.

Esta sessão solene é uma homenagem aos quadrilheiros juninos do Distrito Federal e de todo o Brasil, mas, acima de tudo, uma homenagem à nossa cultura, à nossa história, às nossas raízes.

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Quadrilheiros são famílias inteiras que organizam toda a sua rotina em torno de um projeto, são jovens que encontram na arte o seu lugar no mundo, são mestres que levam o nosso passado para as futuras gerações. Todos juntos recebendo de volta, após cada apresentação, a certeza de que valeu a pena todo o esforço.

É mais que uma dança, e muito mais que uma festa! As quadrilhas juninas são meses de ensaios para minutos de emoção: é suor, força e dedicação. É de domingo a domingo, noite após noite, repetindo, repetindo, repetindo passos até que cada movimento aconteça, parecendo que é por puro instinto. É neste momento, em que os passos se tornam espontâneos, fluidos, tão naturais quanto respirar, que quem assiste vê algo mágico, vê a beleza do nosso passado guardado e contado em trajes, cores e gestos. Cada traje conta uma história: o bordado feito à mão pela avó, que não pode mais estar aqui, mas está presente em cada ponto, em cada flor costurada com agulha e devoção; a bandeirinha que alguém pintou na madrugada para estar pronta a tempo; o chapéu de palha que passou por três gerações da mesma família e ainda vai passar por mais outras.

Cada passo carrega um significado: a marcação, o balancê, o grande passeio. Movimentos que vêm de longe, atravessam séculos, misturaram raízes indígenas, africanas e europeias e produziram algo que é puramente e inegavelmente brasileiro. Cada grito do marcador é uma convocação, um chamado para não esquecer, para não deixar morrer, para manter vivo o que nos faz ser quem somos hoje. E foi assim que algo que nasceu nos salões da Europa encontrou coração no povo brasileiro e se transformou numa das mais belas expressões da nossa cultura popular.

Aqui no Distrito Federal temos o privilégio de ter quadrilheiros que elevaram essa arte a um patamar de excelência, que nos enchem de orgulho. São mais de 70 grupos que se apresentam no DF, viajam o país, que representam nossa capital nas mais importantes competições nacionais, que trazem para Brasília troféus, reconhecimento e, acima de tudo, a prova de que a tradição e a contemporaneidade podem caminhar juntas, de mãos dadas, no mesmo compasso, sob o mesmo forró.

Apoiar iniciativas como o Giro Cultural e tradições juninas é fundamental para preservar este legado, porque sabemos que cultura não sobrevive sem política pública, tradição não se mantém viva sem investimento, a arte não floresce do abandono. Quando o poder público reconhece o valor dos quadrilheiros, não está fazendo um favor, está cumprindo uma obrigação com a memória do seu povo. O resultado deste investimento em cultura e no esforço dos quadrilheiros não aparece em relatórios, aparece quando a música começa.

Imagine uma criança de seis, sete anos, assistindo pela primeira vez a uma quadrilha. Os olhos arregalados, a boca entreaberta, os pezinhos que começam a mexer sozinhos no ritmo da sanfona, sem que ninguém mande, sem que ninguém ensine, porque tem coisa que não precisa ser ensinada, basta ser mostrada; precisa apenas ser preservada, para que a próxima geração possa encontrá-la.

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Isso é o que os quadrilheiros fazem; isso é o que os mestres, os coreógrafos, os casais de noivos, os marcadores, os músicos, os costureiros, os figurinistas, os diretores artísticos fazem, cada um à sua maneira, todos pelo mesmo amor. Eles são guardiões, são faróis, são os responsáveis por garantir que nenhuma criança cresça num mundo em que a sanfona é silêncio e o arraial é só saudade.

Esta sessão solene é mais que um reconhecimento institucional do Congresso e também do Senado Federal, esta sessão é gratidão pessoal de quem acredita que um povo que dança junto, permanece unido; que uma nação que preserva suas raízes, tem chão firme para crescer; que uma cultura que se renova a cada junho, a cada forró, a cada passeio e a cada volta é uma cultura que não tem medo do futuro. Às quadrilhas juninas do Distrito Federal e do Brasil: que a sanfona nunca pare de tocar, que as bandeirinhas nunca parem de balançar e que o arraial nunca perca sua luz. E que esta nação nunca, jamais, se esqueça de dançar.

Parabéns aos quadrilheiros juninos. (Palmas.)

Eu solicito à Secretaria-Geral da Mesa a exibição de um vídeo institucional.

(Procede-se à exibição de vídeo.) (Palmas.)
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O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Neste momento, eu concedo a palavra ao Sr. Tiago Viana, que é o Vice-Presidente da Liga de Quadrilhas do Distrito Federal.

O SR. TIAGO VIANA LUNIERE DE AZEVEDO (Para discursar.) - Boa tarde.

(Manifestação da plateia.)

O SR. TIAGO VIANA LUNIERE DE AZEVEDO - Boa tarde, meus amigos quadrilheiros. É uma honra e um prazer estar aqui.

Muito obrigado, Senador Izalci.

Patrese, que executa o Giro Cultural, Tatu, Fusca e vocês, meus amigos. Hoje eu converso aqui com vocês, olhando para cada um e sabendo que é importante frisar que vocês estão aqui representando muitas pessoas, muitos amigos, muitos familiares, muitas pessoas que não podem estar aqui agora, porque estão trabalhando, estão estudando...

Então, saibam que é muito importante a presença de todos vocês aqui, porque a gente está no Senado, a gente está no Congresso, e essa homenagem é uma homenagem destinada ao Dia Nacional do Quadrilheiro. Vocês estão aqui representando não só as quadrilhas do Distrito Federal e do Entorno, mas representando as quadrilhas do Brasil inteiro, porque as dificuldades por que vocês passam vocês sabem que não são só de vocês.

Todos os quadrilheiros passam por essas dificuldades e dividem essas responsabilidades. E é muito importante a gente receber esse espaço aqui, Senador, para que a gente possa falar, para que a gente possa ser ouvido, para que a gente possa caminhar um pouco, olhando para a frente.

A quadrilha junina, como a palavra foi muito bem colocada, Senador, é muito mais do que dança, é muito mais do que música. A quadrilha junina não é só festa. A quadrilha junina é um sistema complexo, muito organizado, que envolve muitas pessoas - dançarinos, músicos, figurinistas, coreógrafos, motoristas, cozinheiros, torcida, família. E a fala hoje aqui é direcionada para essas pessoas, que construíram essa história, construíram esse legado.

Parabéns por esse espaço que hoje vocês ocupam aqui dentro! Vocês conquistaram isso. Vocês o construíram, vocês que estão aqui hoje, os que passaram antes e, com certeza, os que virão. A gente vê aqui alguns idosos, muitos jovens, algumas crianças e alguns bebês também. Esse é o futuro sendo construído.

Relativamente, eu estou há pouco tempo dentro do movimento junino. Neste ano, completo seis anos que estou no movimento junino e aprendi uma coisa com vocês, com todos vocês. Com o meu amigo Neném, com quem eu aprendo muito. Com o Fusca, com o Patrese, com o Tatu, porque todos vocês lutam para colocar esse movimento onde ele está.

Eu aprendi com vocês que a gente, eu digo a gente o movimento, a gente ousou construir o nosso futuro, porque, como bem dito, Senador, isso não está em relatório, não está em gabinete. Está dentro da comunidade. Está dentro da casa de cada um de vocês aqui.

Então, como a gente ousa construir o nosso futuro, a gente pede o apoio do Estado. A gente precisa, Senador, do Estado, a gente precisa de políticas públicas. Mas fica o recado aqui: onde o Estado não nos alcança, Senador, a gente faz, a gente realiza, porque a gente tem responsabilidade com cada um que está aqui.

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Então, a minha fala, para encerrar, é para parabenizar cada um de vocês, quadrilheiros, cada um de vocês, gestores de quadrilha, presidentes, diretores. É muito difícil o que vocês fazem.

A gente tem um amigo dentro do movimento junino, que é mais um que executa essa função fora da quadrilha, mas é quadrilheiro; eu estou falando do meu amigo Cláudio Bonifácio, que tem uma página de mídia junina chamada Ensaio Junino, e ele tem uma fala que eu quero deixar como ponto final aqui: "Renascemos a cada arraiá." E é isso que vocês fazem. Renasçam a cada arraiá, porque vocês salvam vidas.

Então, quadrilheiros do Distrito Federal, quadrilheiros do Entorno e quadrilheiros do Brasil, parabéns, este dia é de vocês. (Palmas.)

O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Concedo a palavra ao Sr. Robson Vilela, Presidente da Federação de Quadrilhas Juninas do Distrito Federal e Entorno, nosso querido Fusca.

O SR. ROBSON VILELA EIRAS (Para discursar.) - Boa tarde, gente, tudo bem?

(Manifestação da plateia.)

O SR. ROBSON VILELA EIRAS - Todo mundo bem, Izalci, Senador, e todos vocês presentes? Primeiramente, eu quero começar a minha fala dando parabéns a todos e dizendo o seguinte: na época do Governo Rodrigo Rollemberg, quando o senhor era Deputado Federal, o senhor teve a honra de destinar um recurso no valor, à época, de R$500 mil - não sei se o senhor vai se lembrar -, e nós, junto com o movimento junino, começamos a construir o que foi o recurso que chegou diretamente às quadrilhas juninas naquele momento.

As apresentações foram realizadas em espaços públicos já construídos, como a Casa do Cantador e outros, com menos estrutura e com mais recurso diretamente aos grupos. Não é tudo de que a gente precisa; o que a gente precisa é que, em outubro do ano, já de início, a gente consiga preparar os nossos espetáculos com recurso garantido para a execução direta disso. Mas já foi um grande avanço.

Com o senhor vindo ao Senado, o senhor deu continuidade ao trabalho, colocando recursos diretamente nesse projeto maravilhoso. E existem algumas coisas, Senador, que eu vou me obrigar a trazer aqui neste momento, até mesmo para poder deixar claro: o Deputado Wasny de Roure também, na época, criou uma lei, e essa lei foi criada e se tornou inconstitucional. Depois, o Governador Ibaneis pegou essa lei, a modificou, criando o decreto do Distrito Junino.

Só que esse decreto, Senador, é um decreto genérico, que não reconhece o quadrilheiro que começa, no mês de janeiro, a fazer quadrilha; ele reconhece apenas o evento, lá na frente. Então, as quadrilhas juninas, que são o grande pilar do movimento junino, começam a fazer quadrilha sem ter o alicerce. E esse alicerce é entregue, de uma forma pequena, pelo mandato do senhor, enquanto Senador, mas se perde no decorrer dos anos.

Então, enquanto Federação de Quadrilhas Juninas, o que a gente fez foi pegar e reler a lei. E pedimos à Câmara Legislativa, agora, uma alteração na lei, para que a lei possa, de fato, chegar antecipadamente, para a gente não ficar aqui correndo atrás de vender rifa, galinhada - que é o que a gente sempre faz.

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Então, Senador, eu estou vindo aqui, com o coração muito aberto, dizer que a gente está tentando, da melhor forma, enquanto federação, fazer com que esse movimento de fato dê continuidade, como ele fez no início, nos primórdios, como foi feito 40 anos, 42 anos atrás, mas saber que existe um legado para deixar.

Então, eu queria muito que o senhor também pudesse nos ajudar - tal e qual a Câmara Legislativa, também ao nível -, para poder fazer essa modificação dessa lei, para que futuramente a gente não continue com o pires na mão nesses processos. É esta a fala que eu trago em relação a isso.

Quero agradecer a todos tudo que está sendo feito aqui; quero convidar também a todos, e dizer que o movimento junino é feito de ferramentas de transformação. Nós somos transformados o tempo todo pelo movimento junino. Quando começamos em outubro a fazer, conhecemos várias pessoas diferentes, e as pessoas, através desse processo, acabam nos conhecendo; e também acabamos mudando, como vocês também são mudados.

Nós, enquanto federação, só fazemos eventos; nós, quadrilheiros, fazemos quadrilhas juninas. Então, eu queria muito, de coração aqui aberto, dizer a vocês: continuem fazendo as sementinas nas comunidades, como o meu amigo Tiago falou: sem perder a essência. A essência não é a dança, a essência está na ferramenta de transformação, nas comunidades, na forma de fazer, e assim vai continuar.

Obrigado, Izalci. Obrigado, movimento junino. Estamos juntos e "vambora"!

Valeu. (Palmas.)

O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Convido a todos para acompanharmos a canção Meu Cenário, de autoria de Petrúcio Antônio de Amorim.

(Procede-se à apresentação da música Meu Cenário.) (Palmas.)

O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Quero aqui registrar os grupos juninos representados aqui nesta sessão solene.

Nós temos aqui: Aconxego, Amor Junino, Aparecida, Arcanjos do Cerrado, Arraiá dos Matutos, Arrasta Pé, Arriba Saia, Arroxa o Nó, Bamboleia, Caipirada, Chamego Bom, Arraiá Chapéu de Palha, Chapéu de Palha do Gama, Chinelo de Couro, Coisas da Roça, Baixada Poeirão, Discípulos do Sertão, Eita Bagaceira, Elite do Cerrado, Espalha Brasa, Estrela de Fogo, Êta Lasquêra, Eta Peleja, Família Busca Pé (Palmas.), Farelo de Milho, Filhos do Sol (Palmas.), Filhos do Sertão, Formiga da Roça, Fuzuê (Palmas.), Gloriosos de São José, Mala Véia, Matingueiros do Sertão (Palmas.), Matulão, Melado Júnior, Neleh Caipira, Num Só Piscar, Os Caboclos do Sertão, Oxente Vixe, Pão com Ovo (Palmas.), Paixão Cangaço, Papa Chico, Pau Melado, Pinga em Mim (Palmas.), Pula Fogueira, Quebra-Quebra, Raiz de Mandacaru (Palmas.), Rasga o Fole, Ribuliço (Palmas.), Sabugo de Milho, Sanfona Lascada, Santo Afonso, Segue o Fogo, Semear, Si Bobiá a Gente Pimba, Sol de Maria, Sal do Cerrado (Palmas.), Tengo Lengo, Tchu Tcha Tchá, Tico-Tico no Fubá, Triscou Queimou, Vai Mas Não Vai (Palmas.), Vira e Mexe, Xamegar (Palmas.), Xem Nhem Nhem (Palmas.), Xique Xique, Xodó do Cerrado, Tradição, Quadrivila, Fornalha, Furacão, Trio Forró de Feira, Cabelo de Milho e Grupo Raízes.
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Registro também a presença aqui do Presidente da associação cultural Quadrilha Junina Elite do Cerrado, Alessandro Vieira de Souza.

Concedo a palavra agora ao Sr. Hamilton Tatu, representante da União Junina do DF.

O SR. HAMILTON TEIXEIRA DOS SANTOS (Para discursar.) - Boa tarde pessoal, boa tarde a todos.

Ainda bem que me serviram um chazinho ali, não foi, Patrese? Eu encostei ali e a mulher falou assim: "Você aceita um chá?". Eu falei: "Vixe, quem mais quer chá sou eu". Mas hoje vai ser tranquilo.

Eu queria primeiramente agradecer o grêmio recreativo, a quadrilha Formiga da Roça, do meu amigo Patrese. Eu me lembro que, quando eu estava numa crise, uns 25 anos atrás - está ali o Luciano, que marcava a quadrilha -, só para entrar, a Formiga da Roça estava numa crise, e eu falei: "Vamos para a Bahia, vamos para Riachão das Neves". Fomos lá, eu até então bicampeão, e, quando o prêmio aumentou, ele foi lá e ganhou de mim, lá em Riachão das Neves. Aí depois... Tu lembras, não é, Patrese?

Quero agradecer ao Izalci e dizer que hoje eu estou calmo, Izalci, hoje aqui eu estou calmo, hoje eu... ninguém mais... Ainda mais depois desse chá aqui. Quero dizer que você é o único Parlamentar do Distrito Federal - citaram um pouco aqui a questão do Wasny, que foi outro amigo e parceiro - cujo recurso, de fato, chega na ponta. O seu recurso não banca estrutura, o seu recurso não banca aquelas... Não, o seu recurso banca a quadrilha junina, independentemente de se ela é da competição, se ela é da paróquia ou se ela é da comunidade. O Patrese foi lá, atendeu todo mundo. Então, de fato, o seu recurso chega. O seu recurso não faz politicagem com o lado A, com o lado B e com o lado C. O seu recurso, de fato, chega na ponta, a quem merece receber.

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Estou hoje com a camisa aqui da Zé Testinha, né, para homenagear, que deve estar assistindo agora aí meu amigo Reginaldo, da quadrilha Zé Testinha. Há dez anos, eu cheguei com ele e falei assim: "Zé, eu vou me manter vivo, você vai se manter vivo, e nos 50 anos da quadrilha Zé Testinha, eu vou dançar aqui com a Pau Melado. Dito e feito. Dez anos depois - é meu amigo há quase 30 -, no último dia 30 agora, eu fui dançar lá na Zé Testinha, em Fortaleza, e no último agora, meu amigo Carlúcio, aqui em Goiânia. Dancei lá dia 6; e dias 19 e 20, vou estar na Bahia.

Então, agradeço ao Zé pelos seus 50 anos. Parabenizo meu amigo João, que eu vi na equipe aqui, lá da Paraíba, está na equipe sua, então, tem um cara forte, um cara bom.

Agradeço aqui o nosso grupo Pau Melado, que está ali, o Melado Júnior; parabenizo a Conaqj, porque dessa vez - meu amigo Ero está assistindo agora - o Campeonato Brasileiro vai ter 25 quadrilhas juninas, pela primeira vez 25 estados e contando com dois grupos do Sul, parece que é Santa Catarina mais o Paraná. Então, graças a Deus, está aí na correria. Então do dia 23 ao dia 26 de julho, campeonato brasileiro, e 17 e 18, o Gonzagão brasileiro em Alagoas e o Gonzagão nosso em Minas Gerais.

E aqui eu queria... Antes de ontem, a Malucos na Roça, lá no Acre... Porque eu falo aqui quanto à União Junina e falo como Vice-Presidente nacional do Movimento Junino. Antes de ontem - estão me assistindo também -, a quadrilha Malucos na Roça ganhou uma ação em que ela foi proibida de receber recurso público dentro do Acre, a única quadrilha junina que foi proibida de receber recurso público, porque dançou um ano antes, lá na Conaqj.

Assim como o seu recurso aqui, Izalci, chega à ponta, independentemente de onde o grupo seja, de entidade A, B ou C, de paróquia, ele chega para todo mundo. Lá eles vetaram. E aí o Ministério Público foi lá e falou: "Opa, o art. 5º da Constituição te dá o direito de ir e vir; se é recurso público, ele tem que chegar a todas as quadrilhas". Pois é, antes de ontem, baixou o decreto lá, e é obrigado a colocar a quadrilha para receber o dinheiro dela.

Tem como, rapidinho, a sanfona fazer só um toquinho para mim assim? Agora a zabumba, e o triângulo; aí eu entro assim, aí eu entro assim: "Ai que saudades que eu sinto, das noites de São João".

Meus amigos, essa briga toda que está no Brasil aí afora, que é uma questão de Flávio José, Santanna, Trio do Nordeste, Nordestinos do Forró, Forró da Feira, que está aqui, Fernandinho Mangabeira e Trio Triscou Queimou, Max e Tom e vários outros trios.

O que o movimento junino não está vendo hoje, é que o que está acontecendo com os trios de forró, com as bandas de fato que são de forró, vai acontecer com o movimento junino. As festas que existem no Brasil hoje, principalmente no Nordeste, estão beneficiando o Alok - que eu não tenho nada contra ele -, rap, funk, pagode, sertanejo, e o que é de fato o movimento, o que é de fato o São João está ficando para fora.

Aí o cara fala assim: "Ah, Tatu, mas se você faz uma festa no município e você coloca uma banda de forró, um Mastruz com Leite, um Calcinha Preta, um trio de forró não vai dar ninguém". Qual é o município que faz o São João que não vai dar ninguém? Não dá para aquele Prefeito que quer ganhar dinheiro, que quer fazer jogada pagando 1 milhão para uma banda grande. Mas se, de fato, ele for lá e ajudar, e ajustar, e colocar de fato quem tem que fazer...

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O São João é um mês: o mês de junho, no Nordeste, ficou para se dançar o São João, para se cantar o São João.

As quadrilhas juninas - anotei bem aqui - têm uma linha aqui: existem o concurso de quadrilha junina e o concurso de espetáculo junino. Infelizmente, Brasília está indo para a pior linha, que é a linha do espetáculo junino.

Eu tenho 34 anos no movimento junino, tenho um filho de 27 anos dentro dele, uma filha de 22 dentro dele e um neto de 7 dentro dele. Eu estou vendo esse movimento junino de Brasília, aqui, e eu não vou culpar os mais novos, não! Eu vou culpar o Josivaldo, que é meu amigo; eu vou culpar o Júnior; eu vou culpar o Aurélio; eu vou culpar o Luciano, que está aqui; eu vou culpar o Claudeci; eu vou culpar de fato, Patrese, quem são esses cabeças grandes! Eu não vou culpar a galera nova, não, porque a galera nova está seguindo o que esses grandes estão fazendo!

O que é que vocês estão fazendo com o movimento junino do Distrito Federal, cara? Isto aqui, olhem, é a resistência dele: é sanfona, zabumba e triângulo! Você precisa inovar, mas você não pode deixar sua tradição! A tradição sua que está aqui você não pode deixar; você pode fazer de várias maneiras esse movimento.

Hoje é comemorado aqui o Dia do Quadrilheiro. Enquanto, para a liga e para a federação, a comemoração está maravilhosa, para os grupos da União Junina que estão aqui dentro, não está, não!

Aí, eu lhes pergunto: o Fusca falou aqui do Decreto 42.315. O Governo, desde 2021, fez esse decreto, que eu vou rasgar aqui, Izalci. Fez-se o decreto; em 2021, não teve São João; em 2022 quase não teve; só que em 2023 já se começou a botar o decreto para funcionar, e a federação e a União foram beneficiadas. Em 2024, todo recurso nosso que tinha de emenda parlamentar da Fonte 100 era colocado nesse decreto, porque o Governo falou que ele agora ia pagar as estruturas, as etapas e o cachê artístico. Pagou, gastou R$6 milhões em 2024, cada grupo aqui recebeu seis - seis em R$6 milhões, 63 grupos.

Veio 2025, e o pessoal falava assim: "Tatu, o movimento junino está com R$10 milhões" - R$10 milhões, não; R$12,25 milhões: o Governo gastou R$12,25 milhões, e os mesmos 63 grupos só receberam R$6 mil reais. Eu lhe pergunto: a outra metade foi para onde? Porque a gente já queria a metade dos R$6 milhões de 2024; em 2025 dobrou! Cadê o famoso prêmio junino nosso? Enganaram-nos em maio, junho, julho, agosto, setembro, outubro, novembro!

Os grupos da União Junina estão aí. Quem achar que a gente não vai fazer a etapa... A gente vai fazer, nem que eu tenha que ligar para o Izalci ou então para alguém e falar assim: "Onde é que tem uma paróquia aí? Porque a União Junina precisa colocar lá 24 quadrilhas juninas: quatro do festival e 20 da competição".

Às vezes eu fico um pouco triste, Izalci. Neste momento eu tenho que falar aqui, porque já, já eu tenho que sair para ali; a comemoração minha ficou aqui, mas já, já eu tenho que sair na Pau Melado, eu tenho dança da mirim e da adulto.

Deixem-me olhar bem para as caras de alguns aqui, principalmente para quem foi da União Junina. Vocês, que lutaram com a gente para caralho, brigaram com a gente para caramba: quantas vezes a gente já esteve aqui? E a mesma luta que eu tenho hoje aqui, porque era para o Danda estar aqui... Poxa, ninguém fala nada?

O movimento hoje, Izalci, está de um jeito que, se a entidade A tiver x, ele vai para lá; se a entidade B tiver x, ele vai para lá...

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Você já pensou, Izalci, se você falasse assim: "Grêmio Recreativo Formiga da Roça, pega esse recurso aí e só coloca na Liga de Quadrilhas Juninas". E aí nenhum Parlamentar da federação vai ganhar a eleição. Você vai ter 24 grupos da União Junina e mais 21 da federação sem dançar? O recurso, quando é público - o nome já diz -, tem que chegar a todas as quadrilhas juninas, em partes iguais, independentemente de estar na Série A, na Série B, onde estiver. Você vai ganhar um recurso a mais quando tem uma premiação, em que você vai se virar para ir bem, para você ficar entre as três, entre as cinco ou entre as dez.

Então, espero que Deus possa abençoar cada um, principalmente - principalmente - aqueles que desde 2015 fizeram parte da União Junina.

E volto a dizer: com a movimentação que está no país hoje, Brasil afora, com a questão do estilo de pé de serra e de fato com as bandas de forró resistentes do São João, essa conta vai chegar para o movimento junino. Eu vejo um monte de gente que fala assim: "Paraíba? Conheço lá o pessoal. O Maior São João do Mundo!". Era feito em junho. Eles botaram o Maior São João do Mundo para fazer agora quando? Dias 17 e 18 de julho. Estão fazendo o quê? Estão tirando lá da essência, que era o mês de junho, e colocando para o mês de julho. A hora em que se apertar a Paraíba e que aumentar o evento lá dentro, vão dizer: "Não, quadrilhas; vocês são maravilhosas, vocês são boas. Vamos para o final de julho ou vamos para o mês de agosto".

Então, está na hora de cada um aqui, quando voltar para casa, ter uma reflexão: hoje a entidade em que você está ainda tem um Parlamentar que está fazendo uma troca para bancar vocês. A eleição é daqui a três meses e meio. Pode ser que ele não vença a eleição. E se ele não vencer? Vai acabar com os grupos de vocês? O grupo, quanto mais faz um investimento alto - alto -, quanto mais gasta, quanto mais bota uma estrutura grande, não vai dar conta de voltar. Se ano que vem não tiver recurso em Brasília, ele não dá conta de voltar. Um exemplo está aqui: Luciano. O primeiro grupo que veio com esses negócios todos, com trio, com banda e tal, teve uma dificuldade, e agora é que está voltando - exemplo seguinte - ao normal. Isso demonstra o quê? Você gastar R$30mil, R$40 mil com queima de fogos - eu não tenho nada contra -, você gastar milhões e milhões com... Até tem evento hoje, tem grupo hoje de quadrilha junina Brasil afora que, se pudesse esconder a sanfona, a zabumba e o triângulo, escondia, porque ele não quer mais, ele está em outra linhagem.

Eu sou Hamilton Tatu, atual Vice-Presidente da Conaqj, Presidente e marcador da Quadrilha Junina Pau Melado. Lá, a gente não vive só quadrilha junina, não; lá tem projeto social. "Ah, eu estou sem casal." Está sem casal porque aquele dinheiro que você gasta com a sua megaestrutura, com a sua queima de fogos, se você estivesse colocando em uma quadrilha mirim ou em uma quadrilha infantil, você não ia reclamar que você não tem casal, mas, a partir do momento em que você pega o pouco que você ganha e começa a investir lá em cima, não vai dar certo.

Então, que Deus possa abençoar todos nós! Aqui ninguém é inimigo de ninguém. Todo mundo dança a mesma quadrilha junina. Temos as mesmas pernas e gritamos o mesmo grito. Então, que Deus possa abençoar a Liga de Quadrilhas Juninas, a federação, a união e o movimento junino. E a vocês, guerreiros, digo que, enquanto eu estiver vivo, eu vou fazer a defesa do estilo de pé de serra, eu vou fazer a defesa da cultura popular através, de fato, de quem tem que estar.

E ai, ai, ai!

(Manifestação da plateia.)

O SR. HAMILTON TEIXEIRA DOS SANTOS - E ui, ui, ui!

(Manifestação da plateia.)

O SR. HAMILTON TEIXEIRA DOS SANTOS - Acredite, minha gente, é coisa de se espantar. O estilo de pé de serra, quando chega, faz o povo se animar. Porque sai das covas do defunto. Os peixes eu já vi sair do mar. Os anjos descem do céu só para ver sanfona, zabumba e triângulo dançar.

Valeu! (Palmas.)
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O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Convido a todos para acompanharmos as canções Numa sala de reboco, composição de Luiz Gonzaga e José Marcolino; e Só o mie, de Antônio Cavalcante Lopes e José Maria Felix de Lima.

(Procede-se à apresentação da música Numa Sala de Reboco.) (Palmas.)
(Procede-se à apresentação da música Só o Mie.) (Palmas.)
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O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Concedo a palavra agora ao Sr. Patrese Ricardo, representante aqui do Projeto Giro Cultural. (Palmas.)

O SR. PATRESE RICARDO DA SILVA MENDES (Para discursar.) - Obrigado.

Pessoal, boa tarde. Boa tarde à mesa, boa tarde a todos os quadrilheiros, à banda Forró de Feira.

Hoje eu venho falar aqui em nome do Grêmio Recreativo Arraiá Formiga da Roça, em especial do Projeto Giro Cultural, projeto esse que tem fomentado a grande maioria dos grupos de Brasília. Nós ainda não conseguimos fomentar todos, mas digamos que 90% dos grupos hoje participam desse projeto, que é um projeto magnífico.

É um projeto em que a gente, hoje, tem dados de que já foram realizadas mais de 250 apresentações dentro dessas quatro edições, contemplando mais de 80 grupos juninos aqui do DF e do Entorno, visitando mais de 200 escolas públicas do DF e do Entorno e, pelo menos, 50 festas nas paróquias, nas igrejas, nas comunidades. E a estimativa é de que alcançamos um público superior a 40 mil alunos dentro da rede pública e mais de 150 mil pessoas em festas das comunidades, das paróquias.

São números elevados e, ao longo do tempo, a gente verifica que estamos conseguindo alcançar o nosso objetivo, que é levar cultura popular às comunidades que, por muitas vezes, têm essa carência, têm essa dificuldade de ter acesso à cultura, de ter acesso ao esporte, de ter acesso ao lazer. E os grupos de quadrilha junina, os grupos parafolclóricos, têm esse papel fundamental dentro da sociedade, dentro da comunidade, de levar cultura.

E sempre, por onde eu passo, Senador, eu falo que um povo sem cultura é um povo sem identidade. E é essa identidade que o Giro Cultural vem trazendo, vem mostrando e vem deixando mapeada na mente dos alunos, na mente dos professores, nos lugares onde os grupos se apresentam, cada um com a sua essência, com a sua dança, deixando sempre ali marcado algo memorável na mente desses alunos e na mente de todo mundo que prestigia a cultura junina.

Nós estamos na quarta edição desse projeto, estamos indo agora para a quinta edição, e quero também já anunciar aqui, de antemão, em primeira mão: estamos indo agora para a quinta edição e nós vamos realizar a quinta edição ainda este ano, dentro do período junino. (Palmas.) Como diz o meu amigo, poeta, Francisco de Assis, o meu grande mestre, o meu chefe, por quem eu tenho muito respeito e admiração, que está aqui no Plenário - um cara totalmente responsável e comprometido com o projeto: "Patrese, esse projeto não pode parar, ele tem que ter continuidade".

Nós estamos chegando agora ao fim de um mandato, nós estamos chegando próximo às eleições e nós não sabemos como é que vai... Nós não temos, não sabemos como vão ser os próximos anos, se nós vamos conseguir continuar realizando um projeto nessa magnitude. Esse projeto não é de esferas federativas, é um projeto voltado para as quadrilhas juninas, independentemente, como o Tatu falou, do grupo, independentemente de ser de paróquia, de ser da comunidade, de ser federado ou não, mas é o maior projeto que recebe aqui todos os grupos juninos, projeto esse que, por muitas vezes, nós não tivemos a condição de continuar dentro da própria esfera pública, do próprio Governo.

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E o senhor, Izalci, está conseguindo conduzir isso com bastante maestria, sempre dando continuidade a esse projeto. O senhor acompanha o movimento há mais de 15 anos, sabe das nossas dificuldades e sabe também das nossas vontades de querer fazer um movimento maior aqui em Brasília.

Então, diante disso, eu quero, mais uma vez, pedir o seu apoio para que possamos dar continuidade a esse projeto para o próximo ano, porque, para esse próximo Giro, graças a Deus, nós já estamos com o recurso em conta e já vamos começá-lo agora, a partir de julho, mas agora, cada vez mais, vem aumentando o número de quadrilhas juninas em Brasília, e nós não queremos deixar nenhum grupo de fora.

Nós queremos continuar, queremos ir para a sexta edição - estamos indo agora para a quinta edição -, e queremos que esse projeto possa ser concretizado. E que seja certo que o grupo vai receber esse recurso, porque o recurso aqui chega à ponta, chega à base, chega a quem realmente faz quadrilha.

Enquanto a gente ficar esperando por políticas públicas... Nós já estamos dentro desse movimento há mais de 30 anos aqui em Brasília e nunca teve, de fato, uma real política pública para o movimento junino. Graças ao senhor, a gente vem ajudando os grupos aos poucos. É um valor que ainda não ajuda nem 10% - todo mundo sabe aqui das dificuldades e dos valores das despesas que nós temos -, mas é um valor que cada grupo já espera, a cada ano, cair na sua conta para poder pagar o transporte, pagar os trajes e pagar as demais despesas.

Então, aproveitando a oportunidade, quero desejar boa sorte, boa temporada a todos os grupos juninos, a todos os dançarinos. Sem os dançarinos, esse movimento não existiria. E que possamos fazer um São João 2026 com muito amor, com muita união.

Se o movimento junino de Brasília caminhar com união, eu tenho certeza de que nós vamos ser o maior movimento junino do Brasil. Independentemente de nós termos três federações, nós temos muitas lideranças boas, pessoas capacitadas e pessoas que amam isso aqui. Nós só precisamos caminhar juntos, de mãos dadas e, se depender de mim, esse é o meu intuito para que isso possa acontecer.

Então, muito obrigado.

Obrigado também aqui à Banda Forró de Feira. (Palmas.)

O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Antes do encerramento desta sessão especial, eu convido todos para acompanharmos as canções Feira Dançante, composição de Alberto River e Bete Nascimento, Lindo Lago do Amor, de Ronaldo Adriano, e Fogo sem Fuzil, de Luiz Gonzaga e José Marcolino.

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(Procede-se à apresentação das músicas Feira Dançante, Lindo Lago do Amor e Fogo sem Fuzil.)
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(Manifestação da plateia.)

O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Eu vou pedir para vocês continuarem sentados aqui, porque nós vamos tirar uma foto. É importante vocês... Logo depois de encerrar, a gente vai tirar uma foto aqui. Queria que vocês ficassem para a gente descer e fazer uma foto lá embaixo.

Gente, primeiro quero dizer da minha alegria de, mais uma vez, patrocinar aqui, presidir esta sessão solene. A gente precisa valorizar realmente a cultura no Brasil, e não se faz cultura sem recurso. Isso já deveria estar na política pública há muito tempo, isso tem que estar no orçamento do Governo - Governos Federal, municipal e estadual - para que não tenha descontinuidade e que a gente possa realmente preservar essa cultura maravilhosa das quadrilhas juninas.

Eu não vou fazer 15 anos, Patrese. Já tem...

(Intervenção fora do microfone.)

O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Foi lá no...

(Intervenção fora do microfone.)

O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Arimatéia, né? Na QNF, 1997, então já tem aí 27 anos só - 27 anos.

Portanto, quero dizer da minha alegria, mais uma vez, de recebê-los aqui... torcer e trabalhar muito para a união dos quadrilheiros juninos, para que possamos estar juntos, porque juntos nós somos mais fortes, e unidos muito mais.

Quero parabenizar a cada um de vocês. Eu sei que ainda tem muita coisa para fazer, porque, de fato, os governantes ainda não despertaram para a importância da cultura, e desde o início a gente acompanha vocês ensaiando no meio da rua, sem banheiro, sem iluminação. Depois, conseguimos entrar em algumas escolas, mas também com dificuldade de usar banheiro. O Governo com muito ônibus, e não disponibiliza os ônibus para vocês, coisa simples, que não representa nada para o Governo, e a gente vê as dificuldades de criar e manter o movimento junino.

Como disse aqui o Patrese, a gente coloca o recurso; não é o suficiente, é muito pouco ainda, mas é o que a gente pode fazer. Então temos que cobrar, realmente, desses próximos governantes, que coloquem realmente a política pública definitiva, com orçamento, com previsão orçamentária e com recurso disponível na época certa. Não adianta também o recurso sair um dia antes do movimento.

Portanto, agradeço a presença de cada um de vocês.

Cumprida a finalidade desta sessão, eu a declaro encerrada.

Obrigado.

(Levanta-se a sessão às 16 horas e 27 minutos.)