4ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA
57ª LEGISLATURA
Em 7 de julho de 2026
(terça-feira)
Às 10 horas
97ª SESSÃO
(Sessão de Premiações e Condecorações)

Oradores
Horário

Texto com revisão

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O SR. PRESIDENTE (Eduardo Girão. Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE. Fala da Presidência.) - Paz e bem a todos. Declaro aberta a sessão.
Sob a proteção de Deus, iniciamos nossos trabalhos.
Esta sessão destina-se à entrega da Comenda de Incentivo à Caridade Chico Xavier, premiação instituída pela Resolução do Senado Federal nº 19, de 2020, e destinada a agraciar pessoas ou instituições que desenvolvam no Brasil ações e atividades relacionadas à caridade e à filantropia.
Esta Presidência informa que serão agraciadas com a segunda edição... Eu digo segunda porque nós tivemos, no ano passado, a primeira edição e eu faço questão aqui de relembrar quais foram os ganhadores votados pelos Líderes aqui do Senado, Senadores Líderes que escolheram. No ano passado foi Instituto do Carinho, do Distrito Federal; a Casa da Criança Dr. João Moura, da Paraíba; Mércia Maria Almeida de Carvalho, in memoriam, lá do Rio Grande do Norte; a Associação Lar Amigos de Jesus, lá do Ceará - veio aqui a Irmã Conceição, lá da nossa terra -; e o próprio Chico Xavier, in memoriam - veio aqui o representante da família, das obras sociais que receberam. Então a primeira edição sempre tem um número maior, que é aquela estreia.
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Hoje são três instituições que estão sendo agraciadas: a Casa de Vovó Dedé, lá do Ceará - daqui a pouco, a gente vai conhecer mais esse trabalho redentor que é feito com crianças e adolescentes, especialmente -; Obras Sociais do Centro Espírita O Consolador, do Distrito Federal; e Fraternidade Católica Toca de Assis, do Rio Grande do Norte. São instituições que têm trabalhos fabulosos. A Toca de Assis, por exemplo, está em todo o território nacional, também lá no Ceará existe; e o Centro Espírita O Consolador tem trabalho reconhecido aqui no Distrito Federal. E a gente sabe que muitas dessas obras ocorrem também em todo o Brasil. (Pausa.)
Foram nove indicações que nós tivemos para a Comenda de 2026. E a quantidade de votos para cada agraciado com a Comenda de Incentivo à Caridade Chico Xavier foi: Casa de Vovó Dedé, 8 votos; Fraternidade Católica Toca de Assis, 7 votos; Obras Sociais do Centro Espírita O Consolador, 7 votos. Tudo registrado em ata.
Eu convido, para compor a mesa desta sessão especialíssima, a Senadora Damares, sempre presente conosco. Muito obrigado, Senadora Damares, pela sua presença.
Daqui a pouco, a Senadora Zenaide Maia... Já fui avisado de que estará chegando ao Plenário... Já chegou ao Plenário a Senadora Zenaide Maia, que fez aqui um trabalho corpo a corpo pela Fraternidade Católica Toca de Assis, do Rio Grande do Norte, que vai receber o prêmio. Senadora Zenaide, pode vir para cá, Senadora, pode vir para a mesa. Agradeço demais.
Senadora Damares Alves, que fez também um trabalho, uma boca de urna com as Obras Sociais do Centro Espírita O Consolador, por favor. Muito obrigado pela sua presença. (Palmas.)
Vamos aqui agradecer a presença dessas duas Senadoras. Estou muito honrado em estar ao lado das duas. Obrigado, querida. Que honra! Sente-se aqui.
Eu quero registrar a presença do meu amigo e irmão Domingos Sávio, Deputado Federal. Quem sabe estará sentado aqui a partir do ano que vem, um homem de bem, um homem que tem uma história muito bonita e que vem nos prestigiar. Sabe por quê? Tem uma coincidência aí. Ele é da terra do Chico Xavier, da terra do Mineiro do Século, que é o Chico Xavier.
Sabia que eu estive lá semana passada; não lhe avisei, porque foi aquele bate e volta. Eu fui a Pedro Leopoldo; passei oito horas. Fui lá, cheguei a Confins, que fica pertinho - fica pertinho do aeroporto - de Pedro Leopoldo, a cidade. E eu fui visitar - é onde ele nasceu - o centro espírita que ele fundou, que, no ano que vem, faz cem anos, é o centenário, no ano que vem, da mediunidade do Chico Xavier, do trabalho que ele iniciou psicografando. Inclusive, se Deus permitir, eu estarei ano que vem num evento que vai ocorrer lá!
E eu vou falar uma coisa para você, Domingos Sávio, publicamente eu falei poucas vezes: eu tenho certeza, eu não sei se nós estaremos aqui ainda, mas aquela cidade, em que eu já estive várias vezes, em Pedro Leopoldo - tem lá o Açude do Capão, onde ele viu o Emmanuel, o mentor dele pela primeira vez; tem lá a Fazenda Modelo, onde ele psicografou Paulo e Estêvão, uma das principais obras dele... E a Célia Diniz sempre nos recebe, que é sobrinha do Chico, tem uma história muito próxima.
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Eu disse para ela já: "Ó, um dia, a cidade de Pedro Leopoldo...". Pedro Leopoldo era um engenheiro ferroviário fantástico, mas nunca teve raiz em Pedro Leopoldo; ele nem nasceu em Pedro Leopoldo, pois ele é sergipano, e nem morreu em Pedro Leopoldo; ele levou a estrada ferroviária ali para o norte de Minas, mas não tem muito elo com a cidade. Eu disse: "Ó, um dia... Eu sei que Chico fica meio tímido com essas coisas, mas um dia aquela cidade vai se chamar, pela vontade do povo, Chico Xavier". É uma ideia, é algo que... Já existe um turismo muito grande naquela região por causa do Chico, imaginem se tiver o nome da cidade como Chico Xavier. (Palmas.)
Vamos lá. Então, eu convido a todos para, em posição de respeito, acompanharmos o Hino Nacional, que será executado pelo Coral Elos de Luz, sob a regência dos Maestros Aroldo Oliveira e Evelise Camargo. Muito obrigado pela presença iluminada de vocês também.
(Procede-se à execução do Hino Nacional.)
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O SR. PRESIDENTE (Eduardo Girão. Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE. Para discursar - Presidente.) - Olha, eu estava ouvindo agora o Hino do Brasil, de forma brilhante entoado aqui pelo Coral Elos de Luz, aqui de Brasília, e estava lembrando, Senadora Damares, Senadora Zenaide, do jogo do Brasil - a última vez que eu ouvi o hino foi no jogo de domingo.
E o Chico Xavier tem uma passagem muito interessante, porque ele esteve muito doente um ano antes da Copa de 2002 - os médicos já tinham desenganado o Chico Xavier. Eu não sei se vocês se lembram - foi feita até uma matéria no Fantástico na época -, entraram umas luzes pela... Estava uma equipe filmando - está no YouTube isso -, fazendo uma matéria fora do hospital - eu não me lembro de qual hospital, se eu não me engano era um hospital de Uberaba - e entraram umas luzes, inexplicáveis, pela janela. A repórter não percebeu, na edição perceberam isso - depois teve várias pessoas aí tentando dizer o que era e tal. Misteriosamente, o Chico, que estava desenganado, ficou bom a partir daquelas luzes.
E aí depois perguntaram ao Chico: "Chico, o que foi que aconteceu naquela manhã?"; Ele disse: "Foi a mamãe [a mãe dele que já tinha...], mamãe veio" e tal. E ele ali se sentiu... teve uma energia extra e viveu um ano exatamente.
E a Copa do Mundo... Por que eu falo da Copa do Mundo - não sei se você sabe disso -? Porque o Chico Xavier é tão humilde, é tão fantástico para o Brasil e para o mundo que resolveu partir - e ele tinha dito isso lá atrás e ninguém tinha entendido - num dia em que o Brasil estivesse muito feliz, porque ele não queria que fosse motivo de comoção a partida dele, ele queria sair à francesa. E ele faleceu exatamente no dia 30 de junho de 2002, no momento em que a Seleção Brasileira estava ganhando o pentacampeonato - na hora ele estava falecendo. Então, o brasileiro estava comemorando nas ruas e aí vem aquela notícia. Passou ali de forma muito... como ele queria e exatamente como ele disse que iria acontecer. Olha que ser humano especial Chico Xavier, esse grande humanista, representa!
Então, o Senado Federal realiza hoje uma das mais significativas homenagens de seu calendário institucional: a entrega da Comenda de Incentivo à Caridade Chico Xavier. Esta distinção tem por finalidade reconhecer pessoas e instituições que se destacam na filantropia, na assistência social e na ajuda ao próximo. Seu propósito é dar visibilidade à cultura da paz e valorizar iniciativas em favor dos mais vulneráveis, alcançando principalmente lugares a que o poder público não consegue chegar.
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O Ato nº 2, de 2025, do Presidente do Senado Federal, Senador Davi Alcolumbre - a quem eu agradeço publicamente por ter abraçado esta causa, que pacifica, sim, e ajuda a trazer a cultura de paz para o Brasil -, instituiu o conselho responsável pela escolha dos homenageados com a comenda. Foi-me dada a honra de presidir esse colegiado, integrado por 12 Senadoras e Senadores. A comenda que vamos entregar hoje, em sua segunda edição, leva o nome Francisco Cândido Xavier, uma das personalidades mais admiradas da história brasileira.
Chico Xavier foi um exemplo extraordinário de amor ao próximo, desprendimento e dedicação à caridade. Ele psicografou, em vida, cerca de 450 livros, foi responsável por uma das maiores obras espirituais e humanitárias do país e jamais buscou riqueza ou reconhecimento pessoal.
Eu tive a oportunidade de ir a Uberaba. Eu não conheci o Chico - não tive essa bênção -, mas eu fui a Uberaba. O quartinho em que ele vivia e faleceu nem banheiro tinha.
Ao contrário, Chico cedeu integralmente os direitos autorais de suas obras para instituições de caridade; também psicografou aproximadamente 10 mil cartas de consolo, de esperança para mães e pais que perderam seus filhos, seus entes queridos, sem nunca cobrar por esse trabalho. Ele ficava até 3h, 4h da manhã e, no outro dia, estava de pé cedinho e enxugava as lágrimas das mãezinhas e dos pais.
Sua vida simples e seu compromisso permanente com os mais necessitados fizeram dele um símbolo internacional de solidariedade. Seu legado ultrapassou fronteiras religiosas. Ele foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz em 1981 e em 1982, em candidaturas que tiveram, em seus pedidos, mais de 2 milhões de assinaturas. Em 2012, foi eleito o maior brasileiro de todos os tempos em concurso promovido pelo SBT e pela BBC. Mas talvez sua principal contribuição tenha sido demonstrar, por meio do exemplo, que a caridade é uma prática cotidiana capaz de transformar vidas e fortalecer a convivência humana.
O Brasil é um país vocacionado à filantropia. Temos, entre nós, cerca de 11 mil instituições filantrópicas, com Certificação de Entidade Beneficente de Assistência Social (Cebas), que atuam nas áreas de saúde, educação e assistência social.
Para homenagear essa prática e estimulá-la ainda mais, nesta edição da comenda, o conselho escolheu três instituições que a representam de maneira admirável, bem como os valores que a vida de Chico Xavier inspirou.
A primeira delas é a Casa de Vovó Dedé, de Fortaleza, fundada em 1993 por Regina e Mansueto Barbosa. Mansueto, que eu tive a oportunidade de conhecer em vida, grande homem de bem, foi Diretor da Globo do Ceará, fundador da TV Diário, e já partiu para o mundo espiritual.
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A D. Regina continua com o Wagner o seu trabalho lá da Casa de Vovó Dedé, que nós vamos conhecer mais aqui.
A Casa de Vovó Dedé fica lá na Barra do Ceará, uma região marcada por grandes desafios sociais em Fortaleza. A instituição desenvolve um amplo trabalho voltado à promoção do desenvolvimento humano, por meio da arte, da cultura, da educação e de ações socioassistenciais.
Ao longo de sua trajetória, consolidou-se como espaço de acolhimento, formação e geração de oportunidades para crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos em situação de vulnerabilidade. Seu trabalho demonstra que educação, cultura e solidariedade podem abrir caminhos de dignidade, pertencimento e autonomia.
A segunda homenageada é a fraternidade católica Toca de Assis, sediada na cidade de Natal.
Inspirada nos ensinamentos de São Francisco de Assis, a Toca de Assis destina-se à adoração do Santíssimo Sacramento e ao acolhimento de pessoas em situação de rua. Seu trabalho está presente em cinco estados brasileiros e também em Quito, lá no Equador.
Por meio da Pastoral do Povo da Rua, os chamados - abro aspas - "toqueiros" - fecho aspas - oferecem alimentação, higiene, cuidado e acolhimento aos pobres abandonados, levando dignidade àqueles que frequentemente se tornam invisíveis para a sociedade.
Existe a Toca de Assis também no Ceará. Eu conheço o trabalho seriíssimo da Toca de Assis.
A terceira instituição homenageada são as obras sociais do Centro Espírita O Consolador, do Distrito Federal.
Atuando na região administrativa do Sol Nascente, a instituição desenvolve projetos educacionais de assistência social e de apoio emocional para famílias e crianças em situação de vulnerabilidade.
Entre suas iniciativas destaca-se a Creche Escola Léon Denis, que oferece educação, acolhimento, apoio emocional e alimentação para crianças em situação de risco. Além disso, a instituição promove a distribuição de alimentos, roupas, material escolar e outros itens essenciais, bem como cursos e atividades voltadas ao fortalecimento das famílias atendidas.
Eu tenho o privilégio de conhecer as três instituições que hoje estão sendo agraciadas aqui.
Todo o trabalho dessas instituições é mantido graças principalmente às doações e ao esforço de voluntários. São pessoas comprometidas com a solidariedade e o serviço ao próximo.
Sras. Senadoras, Srs. Senadores, as instituições homenageadas possuem histórias, origens e inspirações distintas. Compartilham, entretanto, o mesmo compromisso de servir - servir sem esperar recompensa, servir com generosidade, servir reconhecendo a dignidade inerente a cada ser humano.
Ao homenagearmos essas entidades, homenageamos também milhares de voluntários brasileiros, que, silenciosamente, dedicam seu tempo e seus recursos para aliviar o sofrimento alheio.
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São pessoas que mantêm viva a chama da solidariedade e que ajudam a construir um país mais humano e mais fraterno, o nosso coração do mundo, a pátria do evangelho.
Que o exemplo de Chico Xavier e desses voluntários abnegados continue inspirando novas gerações.
Que o trabalho da Casa de Vovó Dedé, da fraternidade católica Toca de Assis e das Obras Sociais do Centro Espírita O Consolador seja cada vez mais fortalecido.
Hoje é o Senado da República, que tem mais de 200 anos, colocando a chancela. É uma data muito especial essa de hoje.
Que esta comenda, independentemente de estarmos aqui ou não, continue. Por exemplo, na próxima comenda, eu não estarei aqui. Espero que Damares e a nossa Senadora Zenaide estejam e que possam sequenciar esse trabalho, que vai por décadas, por séculos, aqui no Senado Federal, porque esse prêmio é instituído anualmente.
Então, que essa missão de estimular a prática da caridade, que o Senado faz hoje com essa comenda, de promover a cultura da paz e de valorizar aqueles que transformam a solidariedade em ação concreta se perpetue nesta Casa revisora da República.
Eu parabenizo as três instituições homenageadas. Recebam o reconhecimento do Senado Federal e a gratidão de todos aqueles que acreditam que a caridade continua sendo uma das mais poderosas forças de transformação da sociedade.
Bezerra de Menezes, muito conhecido de Chico Xavier - nós já fizemos homenagem ao Dr. Bezerra aqui também -, dizia que, fora da caridade, não há salvação.
Então, muito obrigado. Que Deus abençoe a todos vocês.
Representando o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania do Brasil, eu registro à presença do Sr. Coordenador-Geral de Promoção da Liberdade Religiosa, Luis Alberto Diaz.
Muito obrigado pela sua presença, Luis Alberto. (Palmas.)
E registro a presença do Sr. Segundo-Secretário da Embaixada da Etiópia, Desalegn Seyoum.
Muito obrigado pela sua presença também. (Palmas.)
Então, nós vamos aqui passar rapidamente um vídeo institucional, que eu solicito à Secretaria-Geral da Mesa, para que possamos assistir juntos.
(Procede-se à exibição de vídeo.) (Palmas.)
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O SR. PRESIDENTE (Eduardo Girão. Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE) - Muito bem, muito bem. Eu não sei se vocês perceberam uma coincidência - e não existe coincidência, para mim é "jesuscidência", "cristocidência" -, o fundo musical que estava tocando nesse vídeo do Chico Xavier era A Oração de São Francisco, que inspira a Toca de Assis. Então está tudo conectado.
E, por falar em música, é com grande satisfação que anuncio a apresentação do Coral Elos de Luz. Eu convido todos os presentes a apreciarem a música Homem de Fé, de Lucas e Luan.
(Procede-se à apresentação da música Homem de Fé.) (Palmas.)
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O SR. PRESIDENTE (Eduardo Girão. Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE) - Gente, o que é isso? Olha, vocês trazem muita luz aqui para o Senado Federal, não tenham dúvida. Como vocês colaboram aqui, não só com este evento, mas com a psicosfera desta Casa, onde se decide muita coisa importante para o Brasil!
Muito obrigado mesmo, mais uma vez, pela presença.
Eu sei que nós teremos outra música daqui a pouco. Aliás, eu pedi até para quebrar o protocolo. Se vocês tiverem - eu não sei - a Oração de São Francisco também aí...
(Intervenção fora do microfone.)
O SR. PRESIDENTE (Eduardo Girão. Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE) - Ah, tem? Ah, então vamos fechar com ela, vamos fechar com ela o evento.
Então, muito obrigado mesmo, tá?
Vocês fazem muitas apresentações ali também na Comunhão Espírita, né?
(Intervenção fora do microfone.)
O SR. PRESIDENTE (Eduardo Girão. Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE) - Na FEB, né?
(Intervenção fora do microfone.)
O SR. PRESIDENTE (Eduardo Girão. Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE) - Mas é mais ligado a algum centro específico?
(Intervenção fora do microfone.)
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O SR. PRESIDENTE (Eduardo Girão. Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE) - Ah, faz apresentações em outros estados.
(Intervenção fora do microfone.)
O SR. PRESIDENTE (Eduardo Girão. Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE) - Vai para Uberaba este ano?
(Intervenção fora do microfone.)
O SR. PRESIDENTE (Eduardo Girão. Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE) - No congresso espírita. Vai ser quando?
(Intervenção fora do microfone.)
O SR. PRESIDENTE (Eduardo Girão. Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE) - Em 28 de novembro vai ter o Congresso Espírita de Uberaba. Olha que bom, maravilha! A terra que o Chico... O Chico nasceu em Pedro Leopoldo, mas ele adotou Uberaba por boa parte da vida dele.
Então, vamos sequenciar aqui. Passaremos agora à entrega do diploma aos agraciados e aos representantes das instituições laureadas. Desta vez são três instituições, né? Porque a gente tem outras comendas aqui, como a Irmã Dulce, que são às vezes para personalidades, mas hoje é só instituição que vai receber.
Então, neste momento, eu concedo a palavra à Senadora Damares Alves, que vai usar a tribuna e vai proceder aqui à entrega especialíssima da primeira comenda que a gente vai ofertar aqui.
A SRA. DAMARES ALVES (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - DF. Para discursar.) - Bom dia, Presidente. Bom dia, Senadora Zenaide, minha amiga querida, todo o núcleo, essa Secretaria extraordinária. Bom dia a todos os convidados.
É um dia especial!
Bom dia ao nosso coral. Antes de você chegar, Girão, antes de a gente iniciar, eles já estavam cantando e enchendo este Plenário de luz, de música, de paz. E a gente precisa de muita paz e muita luz neste Plenário. É um lugar das grandes decisões, de muita briga, de muita confusão. Eu faço questão de lembrar: até morte já teve aqui dentro, um Senador já matou outro aqui dentro! Então, imaginem o que acontece neste espaço. E vocês, vindo aqui hoje, nos trazem muita esperança, muita alegria.
Nós estamos numa sessão de homenagem. Nós hoje estamos entregando a Comenda de Incentivo à Caridade Chico Xavier.
O Senado, quando criou essa comenda, quis realmente homenagear quem já faz a caridade, mas quis também incentivar que outras pessoas venham fazer caridade. O Brasil está precisando de mais caridade; o Brasil está precisando de mais amor. E, hoje, três instituições estão sendo agraciadas.
Mas me deixem explicar para vocês: eram várias indicadas. Eu gosto de explicar para os convidados que o processo não é tão simples como o Girão contou ali. Não, tem briga! A gente fica brigando pelos nossos indicados. Nós somos 81 Senadores, aí é montada uma equipe de oito, dez para escolher; mas os 81 Senadores podem indicar. Aí, quando está prontinha a lista de indicação, é lá atrás, numa salinha, lá atrás do Cafezinho, que tem a urna. Aí a gente faz boca de urna - que o tribunal eleitoral nunca nos pegue, né, Zenaide? -, a gente faz santinho! E a gente tem que contar para os colegas quem são vocês. Nós temos que convencer os colegas que vão votar a votar em vocês. E aí todo mundo lê a história, e tem a votação.
E é difícil chegar em três, não é, Girão?
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A gente fica brigando para que todos os indicados ganhem a comenda, mas é o Regimento Interno, são só três desta vez, mas todos os indicados - e eu quero cumprimentar todos os Senadores que indicaram - são instituições incríveis, obras incríveis, para receber esta comenda. Eu tive a honra de indicar a Obras Sociais do Centro Espírita O Consolador, aqui do meu Distrito Federal. E briguei por vocês, briguei!
Há 20 anos, a entidade desenvolve aqui no Distrito Federal atividades sociais inspiradas nos valores da fraternidade, da solidariedade e do serviço ao próximo. Chico Xavier sugere que a construção de uma sociedade mais justa e mais fraterna depende da capacidade das pessoas de se preocuparem umas com as outras. Sua trajetória conferiu à frase uma dimensão prática: a caridade não era apenas uma teoria, mas uma forma concreta de viver. Essa reflexão é especialmente pertinente quando observamos as instituições aqui agraciadas, instituições como a Obras Sociais do Centro Espírita O Consolador. Por meio de suas ações assistenciais, a entidade materializa o princípio ensinado por Chico Xavier: a caridade não é apenas um sentimento, mas uma ação efetiva em benefício do próximo. Vocês estão fazendo exatamente o que ele ensinou.
E eu vou dizer para vocês: que honra receber uma comenda com o nome dele! Nós entregamos muitas comendas aqui - a gente entregou, recentemente, a Comenda Irmã Dulce. Eu tive a honra de conhecer a Irmã Dulce, mas eu não tive a honra de conhecer Chico Xavier. Mas levar para casa essa comenda... Eu sei que vocês não fizeram nada esperando reconhecimento, esperando aplausos, eu sei como vocês trabalham, mas levar para casa essa comenda e mostrar para todos os colaboradores: "Olha, o Senado nos reconheceu e nos premiou com uma comenda com o nome Chico Xavier", eu acho que isso é de uma importância tão grande - tão grande!
A caridade reduz desigualdades, promove a inclusão, fortalece os laços comunitários e humaniza as relações. Ela conduz uma transformação silenciosa da sociedade, mais duradoura, porque transforma as pessoas e, quando pessoas se tornam mais solidárias, responsáveis e comprometidas com o bem comum, toda a sociedade se torna mais justa, fraterna e humana.
Esta, senhoras e senhores, é a dimensão do trabalho realizado pela Obras Sociais do Centro Espírita O Consolador: a entidade foi criada com a missão de promover a inclusão social e a melhoria da qualidade de vida de famílias residentes em uma das regiões mais carentes do Distrito Federal, que já foi considerada a maior favela do país, uma das maiores do mundo, que é o Sol Nascente. Desde sua fundação, a entidade tem concentrado esforços no atendimento de crianças, adolescentes, gestantes, idosos e famílias em situação de risco social, desenvolvendo programas permanentes de assistência e de formação humana.
E aí a gente pergunta: como é que eles dão conta? Os dirigentes estão aqui, e os dirigentes, gente, eles têm oito filhos, e parte dos filhos deles está aqui. Como é que eles conseguem dar conta de cuidar da família com oito filhos e ainda cuidar da obra social, que hoje atende mais de 1,5 mil pessoas?
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A entidade desempenha relevante papel, em parceria com muitos doadores, na formação cidadã de crianças e adolescentes, contribuindo para o desenvolvimento de valores éticos, da convivência comunitária e da responsabilidade social. Nesse sentido, eles têm uma escola, a Escola Léon Denis, que faz um trabalho incrível, e também desenvolvem outras ações.
A escola foi inspirada no pensamento do educador e filósofo espírita Léon Denis, para quem a escola não deve se limitar a promover apenas a escolarização formal; mais do que isso, ela deve estimular o desenvolvimento integral das crianças, contemplando valores éticos, convivência social, responsabilidade e solidariedade. Segundo a própria instituição, a iniciativa está fundamentada na ideia de que a transformação da sociedade passa pela formação de novas gerações.
A obra social do Centro Espírita O Consolador também se preocupa com os mais vividos. Por isso, promove o atendimento de idosos por meio de atividades recreativas, culturais e de integração social, fortalecendo o envelhecimento ativo e saudável. São várias ações. Eles também têm o curso Viver em Família, que é para fortalecer vínculos familiares e cuidar de famílias. E eu sou testemunha do que eles fizeram no período de pandemia. Não foi fácil, não foi fácil. Alguns, inclusive, colocaram suas vidas em risco para cuidar das pessoas da comunidade.
As ações das obras sociais do Centro Espírita O Consolador não se prendem ao mero assistencialismo. Também são realizadas oficinas de artesanato, de culinária, trabalhos manuais e atividade de terapia ocupacional. São oferecidas oportunidades para que as pessoas em situação de vulnerabilidade desenvolvam habilidades produtivas para a complementação de renda. Eles acreditam no empreendedorismo, desenvolvem isso e incentivam as famílias a irem para o empreendedorismo.
Quero destacar ainda que a entidade realiza importantes ações de proteção à maternidade, à infância, à juventude, cuida do bebê desde o primeiro momento no ventre materno, cursos de maternidade, paternidade, cuidado infantil, confecção e entrega de enxovais para bebês e atividades socioeducativas para crianças e adolescentes. Quantas mulheres pensando em abortar chegam lá, Girão, e eles cuidam dessa mulher, cuidam da barriga, cuidam do bebê, e essas mulheres depois acabam sendo voluntárias na instituição, cuidando de outras mulheres!
Por tudo isso é que eu tive a honra de indicá-los para receber essa comenda. E quero dizer a vocês que continuem. Foi fácil a trajetória? Talvez algumas pessoas estejam dizendo assim: "Eles devem ter muito dinheiro". Deixem-me mostrar a primeira foto. Eu queria mostrar para o Brasil como que eles começaram há 20 anos - pode mostrar as fotos para mim. Olha ali, gente. Olha a barraquinha. A próxima foto. Começaram ali, Girão, naquela casinha azul, há 20 anos, no Sol Nascente. Um grupo de pessoas disse: "Nós vamos chegar aqui e vamos tentar fazer a diferença". Há 20 anos! Tem muita gente que fala assim: "Eu não vou fazer obra social porque eu não tenho dinheiro". Eles não tinham. A Érica, inclusive, era solteira. De lá para cá, teve oito filhos. Olha só! Eles iam para lá cuidar de pessoas e Deus foi abençoando, Deus foi prosperando, os apoiadores foram chegando e a coragem deles foi assim contagiando muita gente.
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Agora, vejam isso aqui, gente.
Pode mostrar.
Vou só mostrar mais duas fotos. Olha só, olha o tamanho disso, Girão. Isso aqui é uma das salas hoje, uma das salas do centro.
Pode passar.
Olha aqui, só mais uma foto. Isso aqui foi a última festinha que eles fizeram. Vocês precisam conhecer a sede, vocês precisam conhecer o que acontece ali dentro. Ali dentro se respira a vida, esperança, solidariedade, caridade.
A todos vocês que construíram, que não desistiram e que fizeram as Obras Sociais do Centro Espírita O Consolador... Inclusive tem obras ali, Girão, em que as doações chegaram anonimamente, eles nunca souberam quem enviou. Nunca, o doador nunca quis aparecer. Depositou, o dinheiro entrou certinho, notas fiscais, tudo lindo - lindo.
E eu quero cumprimentar a todos os doadores, mantenedores, voluntários, pessoas que trabalham lá, os idealizadores, os fundadores. Hoje o Senado Federal para tudo para dizer a vocês: muito obrigada por tudo que vocês estão fazendo pelas famílias do Distrito Federal e do Sol Nascente. Não desistam! Continuem! (Palmas.)
O SR. PRESIDENTE (Eduardo Girão. Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE) - Muito bem, muito bem, muito bem.
Com satisfação, eu convido o Sr. Marco Aurélio de Macedo, Diretor-Presidente das Obras Sociais do Centro Espírita O Consolador, do Distrito Federal, para receber a Comenda de Incentivo à Caridade Chico Xavier, que será entregue pela Senadora Damares Alves, mas eu e a Senadora Zenaide Maia vamos também para essa foto aí, porque isso é um momento histórico.
(Procede-se à entrega da Comenda de Incentivo à Caridade Chico Xavier ao Sr. Marco Aurélio de Macedo, representante do Centro Espírita O Consolador.) (Palmas.)
O SR. PRESIDENTE (Eduardo Girão. Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE) - Já passo imediatamente a palavra ao Sr. Marco Aurélio de Macedo, por cinco minutos, com a tolerância da Casa, sempre.
O SR. MARCO AURÉLIO DE MACEDO (Para discursar.) - Bom dia, bom dia. Vamos segurar a emoção, né?
Exmos. Senadores da República, autoridades presentes, representantes das instituições homenageadas, senhoras e senhores, receber nesta Casa Legislativa a Comenda de Incentivo à Caridade Chico Xavier representa uma honra que transcende o reconhecimento institucional. É o reconhecimento de um ideal, o ideal de que a verdadeira transformação da sociedade nasce na caridade vivida com amor, com responsabilidade e educação.
Gostaria de iniciar essas palavras recordando a vida daquele que dá nome à nossa escola espírita: Léon Denis.
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Nascido em 1º de janeiro de 1846, na pequena cidade de Foug, na região de Lorraine, na França, Léon Denis veio ao mundo em uma família extremamente humilde. As dificuldades econômicas impediram que prosseguisse seus estudos além do curso primário. Desde muito jovem, precisou trabalhar para o sustento da família. Mas havia nele algo que pobreza alguma podia limitar: uma sede insaciável de conhecimento.
Enquanto muitos jovens dedicavam seu tempo apenas aos divertimentos, Denis buscava livros. Tornou-se autodidata, formou-se praticamente sozinho, lia tudo que poderia encontrar, desenvolvendo uma inteligência admirável e uma profunda capacidade de reflexão.
Aos 18 anos, um acontecimento mudaria definitivamente sua vida. Passando diante de uma livraria, seus olhos repousaram sobre um livro de título curioso, O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec. Comprou-o. Naquela mesma noite, iniciou a leitura. Mais tarde, escreveria: "Nele encontrei solução clara, completa e lógica acerca do problema universal. Minha convicção tornou-se firme".
A partir daquele momento, toda sua existência passou a ser dedicada ao estudo, à educação e à divulgação da doutrina espírita. Percorreu cidades fazendo conferências, fundou bibliotecas populares, escreveu livros que atravessam gerações e enfrentou com coragem extraordinária o materialismo e o ceticismo predominante de sua época.
Mesmo quando a visão começou a desaparecer lentamente, jamais interrompeu sua missão. Praticamente cego, aprendeu o sistema braile para continuar escrevendo. Jamais reclamou das dificuldades. Jamais abandonou o trabalho. Sua própria vida tornou-se um testemunho de perseverança, disciplina e fé.
Entre as suas obras, eu quero destacar aqui a introdução do livro O Problema do Ser, do Destino e da Dor. Na introdução desse livro, escrito em 1908, Denis traz uma reflexão impressionante para a atualidade. Ele observa que a humanidade avançou extraordinariamente na ciência, nas artes, nas técnicas, mas permaneceu ignorando justamente aquilo que mais necessita: conhecer o próprio ser humano.
Segundo Denis, aprendemos muitas disciplinas, acumulamos informações, desenvolvemos tecnologias, mas raramente somos ensinados a responder às perguntas fundamentais da existência. Quem somos? De onde viemos? Por que sofremos? Qual o sentido da vida? E para onde caminhamos?
Ele afirma que as escolas, universidades e até muitas religiões falham justamente na missão mais importante: oferecer ao ser humano uma compreensão profunda de sua natureza espiritual e seu destino. Por isso escreve que a educação de seu tempo era capaz de desenvolver a inteligência, mas não conseguia fortalecer a consciência, inspirar o amor, formar o caráter, nem despertar as forças morais existentes em cada indivíduo. Que reflexão extraordinária!
Depois de mais de 100 anos, continuamos vivendo um tempo de enorme desenvolvimento tecnológico. Temos acesso instantâneo à informação. Conhecemos o universo exterior como nunca antes, mas ainda enfrentamos graves crises de violência, de intolerância, individualismo, ansiedade, depressão e perda do sentido da existência.
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Denis já advertia que nenhuma sociedade pode encontrar a paz quando seus indivíduos desconhecem a própria finalidade. Segundo ele, a verdadeira crise da humanidade não é econômica, não é política e não é tecnológica; é uma crise de educação moral, é uma crise de consciência. Ele afirma que nenhuma lei, por mais bem elaborada que seja, conseguirá transformar uma sociedade formada por pessoas dominadas pelo egoísmo, pela inveja, pela indiferença ou pela descrença. As instituições são importantes, as leis são necessárias, mas a verdadeira transformação acontece quando o coração humano se transforma.
E é por isso que Denis insiste numa ideia profundamente atual: antes de reconstruirmos a sociedade, precisamos reconstruir o homem. Ele afirma ainda que o progresso não pode ser medido apenas pelo crescimento econômico, pelas obras materiais ou pelos avanços científicos. O verdadeiro progresso consiste na evolução moral da humanidade, consiste em formar homens e mulheres mais conscientes de seus deveres, mais solidários, mais responsáveis, mais comprometidos com o bem comum. Sua conclusão é clara: somente uma educação que une a inteligência e a moralidade poderá preparar uma humanidade perfeitamente feliz.
É exatamente essa visão que inspira o nosso trabalho. Nossa história também nasceu de uma realidade que exigia esperança. Até o início da década de 1990, a região do Sol Nascente era uma área rural, pertencente aos setores P Norte e P Sul de Ceilândia, Distrito Federal. Com o crescimento populacional, milhares de famílias passaram a ocupar aquela região em busca do sonho de conseguir um lote, um terreno, sua casa própria. O crescimento ocorreu de forma acelerada, sem planejamento urbano, produzindo enormes desafios sociais. Durante muitos anos, o Sol Nascente conviveu com a carência de infraestrutura, dificuldade de acesso aos serviços públicos e inúmeras situações de vulnerabilidade.
Em 2008, iniciou-se o processo de regularização da região e, em 2019, o Sol Nascente conquistou sua autonomia como região administrativa do Distrito Federal. Mas antes mesmo dessa consolidação urbana, já existia ali uma necessidade urgente. Havia famílias precisando de alimento, havia crianças necessitando de proteção, havia pessoas necessitando de esperança.
Foi nesse contexto que, em setembro de 2005, nasceram as Obras Sociais O Consolador. Nossa missão sempre foi promover o desenvolvimento social da comunidade, por meio da solidariedade, da inclusão e valorização da dignidade humana. Ao longo desses anos, milhares de famílias passaram a ser atendidas por meio da distribuição do café da manhã, sopa, cestas básicas, hortifrutigranjeiros e diversas outras ações assistenciais.
Vou abrir um parêntese aqui que não está no texto. A Senadora falou sobre a pandemia. Em 2021, foram 2,4 mil cestas básicas entregues durante um ano na região do Sol Nascente. Faziam filas, Senador, e dava dó que, quando as cestas acabavam, a gente tinha que mandar as pessoas embora, porque não tinha para todos que estavam na fila esperando.
Mas logo compreendemos o que Léon Denis já ensinava: a caridade não pode limitar-se ao socorro imediato, ela precisa construir o futuro, e o futuro se constrói pela educação. Foi assim que nasceu a Escola Espírita Léon Denis. Escolhemos esse nome porque sua própria vida representa o poder transformador do conhecimento aliado aos valores espirituais.

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Nossa escola atende gratuitamente crianças a partir dos dois anos de idade, em período integral. Oferece material escolar, uniformes, cinco refeições diárias e, acima de tudo, um ambiente onde cada criança é acolhida, com espírito imortal em processo de crescimento. Nosso objetivo nunca foi apenas alfabetizar: queremos formar cidadãos; queremos desenvolver inteligência, mas também empatia; queremos ensinar matemática e linguagem, mas igualmente respeito, fraternidade, honestidade e responsabilidade, porque acreditamos, como Léon Denis, que toda educação verdadeiramente completa deve alcançar não apenas a mente, mas também o coração.
Receber a homenagem que leva no nome de Chico Xavier reforça ainda mais essa missão. Seguindo inspirado em Jesus Cristo, Chico Xavier nos ensinou que a caridade não consiste apenas em dar, consiste em servir, consiste em amar, consiste em educar, consiste em enxergar em cada ser humano um filho de Deus digno de oportunidade para crescer. Essa comenda pertence às nossas crianças, pertence às famílias que confiam no nosso trabalho, pertence aos voluntários, trabalhadores, educadores, colaboradores e benfeitores que há mais de 20 anos dedicam tempo, esforço e amor para transformar vidas.
Que possamos continuar honrando o legado de Chico Xavier, sob a égide de Jesus Cristo! Que possamos continuar oferecendo alimento ao corpo, luz à inteligência e esperança ao espírito, porque somente quando a educação caminhar de mão dadas com a caridade construiremos uma sociedade verdadeiramente justa, fraterna e humana!
Em nome das Obras Sociais do Centro Espírita O Consolador e da Escola Espírita Léon Denis, agradecemos profundamente ao Senado Federal por essa honrosa distinção.
Muito obrigado. (Palmas.)
O SR. PRESIDENTE (Eduardo Girão. Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE) - Muito obrigado, muito obrigado. Nós é que agradecemos, Marco Aurélio de Macedo. O trabalho do Centro Espírita O Consolador é inspirador, é consolador e nos traz muita esperança.
Eu vou, antes de chamar a nossa querida Zenaide para fazer o seu pronunciamento, ela que lutou, que apresentou a todos os Senadores o trabalho redentor da Toca de Assis, anunciar com grande satisfação a apresentação do Coral Elos de Luz. Eu convido a todos os presentes a apreciarem a música Quem Me Tocou?, de Afro Stefanini.
O SR. AROLDO OLIVEIRA (Para discursar.) - Senador, eu só queria dizer que essa música refere-se à passagem bíblica da mulher hemorrágica, que estava há 12 anos sangrando, já tinha gasto todos os seus recursos e nada a curava. E ela sai de casa com muita fé, vai entre a multidão, vence a multidão e, mesmo doente, com muito sangramento, toca as vestes de Jesus e, naquele momento, é curada. Então, é este momento bíblico que essa nossa música, que nós vamos cantar agora com o solo do George, vai retratar.
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(Procede-se à apresentação da música Quem me Tocou?, de Afro Stefanini.) (Palmas.)
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O SR. PRESIDENTE (Eduardo Girão. Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE) - Que maravilha, que maravilha! Muita gratidão por tudo.
Eu quero dizer, Senadora Zenaide, que vai assumir agora a tribuna ali para fazer o seu discurso, que tem uma coincidência de que a senhora não sabe - eu deixei para falar agora. O Chico Xavier tinha uma profunda admiração por Francisco de Assis. O Chico Xavier era espírita, mas ele admirava Nossa Senhora demais. E, quando eu tive a oportunidade, semana passada, de ir novamente à cidade dele, a Pedro Leopoldo... Um dia, eu quero levá-la lá - a senhora e a Senadora Damares. Lá fica vizinho ao Aeroporto de Confins. E tem a igreja matriz de Pedro Leopoldo, que fica na rua em que Chico Xavier viveu e em que ele fundou o centro espírita. E ele muitas vezes saía de lá e ia para a igreja. Ele dizia que a igreja é um lugar muito protegido pela espiritualidade, um lugar extremamente de paz. E eu fico muito feliz com a senhora ter indicado e ter lutado pela Fraternidade Católica Toca de Assis, porque, além de haver no Rio Grande do Norte, em Natal, o trabalho que a senhora conhece de perto, eu o conheço lá no Ceará também. Eles fazem um trabalho de resgate humanitário, nas ruas, de moradores de rua, dão higiene, acolhem mesmo; é um trabalho redentor. Então, com muita honra, chamo a senhora para fazer o seu pronunciamento e receber daqui a pouco a Comenda Chico Xavier em nome da Fraternidade Católica Toca de Assis.
A SRA. ZENAIDE MAIA (Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PSD - RN. Para discursar.) - Bom dia a todos e a todas aqui presentes.
Quero cumprimentar o Sr. Presidente da sessão, o Senador Eduardo Girão; minha colega Senadora Damares Alves; e todos os senhores e senhoras que estão aqui.
Sr. Presidente, Sras. e Srs. Senadores, agraciados, agraciadas, representantes das instituições homenageadas, senhoras e senhores presentes e todos que nos acompanham pelos canais de comunicação do Senado Federal, subo hoje aqui, com o maior orgulho, a esta tribuna para falar de algo que transcende a política, as ideologias e até mesmo as diferenças que muitas vezes nos separam. Venho falar da caridade, dessa força transformadora que nasce do amor ao próximo e que nos lembra diariamente da nossa humanidade comum.
Hoje o Senado Federal realiza mais uma entrega da Comenda de Incentivo à Caridade Chico Xavier, e eu não poderia deixar de registrar a importância desta homenagem, em tempos em que tantas vezes o individualismo parece falar mais alto, reconhecer pessoas e instituições que dedicam suas vidas ao cuidado com os outros é reafirmar valores que precisam continuar vivos em nossa sociedade.
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A caridade é um dos maiores atos de amor que existem, é a capacidade de enxergar a dor do outro e não permanecer indiferente, é compreender que ninguém vence sozinho e que uma sociedade verdadeiramente justa é aquela que cuida dos seus mais vulneráveis. Costumo dizer, gente, que um país não pode ser medido apenas pelo tamanho de sua economia ou pelas suas obras. Um país também se mede pela forma como trata quem mais precisa, pela forma como acolhe os que sofrem, os que passam fome, os que perderam a esperança e os que muitas vezes se tornaram invisíveis aos olhos da sociedade.
É por isto que homenagens como esta são tão importantes, Girão, Damares e todos que estão nos assistindo: pela forma como acolhe os que sofrem, os que passam fome, os que perderam a esperança e os que muitas vezes se tornaram, como eu falei aqui, invisíveis. E, nesta edição da Comenda de Incentivo à Caridade Chico Xavier, o nosso mandato teve a honra de indicar a Fraternidade Católica Toca de Assis, em Natal, RN. Trata-se de uma instituição que há 32 anos realiza um trabalho admirável junto à população em situação de rua. Um trabalho que leva cuidado, acolhimento e a oportunidade de recomeçar para pessoas que enfrentam algumas das situações mais difíceis da vida.
Fundada na espiritualidade franciscana da humildade, da simplicidade e do serviço, a Fraternidade Católica Toca de Assis desenvolve ações sociais e espirituais que transformam vidas. Entre elas estão a distribuição de alimentos, água e roupas, oferta de banho, higiene pessoal, corte de cabelo, atendimento médico, odontológico e psicológico, apoio jurídico e emissão de documentos, além do acolhimento e da escuta de pessoas em situação de rua. São gestos concretos que devolvem autoestima, esperança e a oportunidade de recomeçar a quem muitas vezes já não acredita mais em dias melhores.
A indicação é um reconhecimento a uma missão construída diariamente por missionários, voluntários e benfeitores que escolheram dedicar suas vidas ao serviço dos mais vulneráveis - um trabalho, gente, que materializa na prática o verdadeiro sentido da caridade.
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Como autora da indicação da fraternidade católica Toca de Assis para esta edição da Comenda de Incentivo à Caridade Chico Xavier , considero que esta Casa presta uma justa homenagem a uma instituição que faz da solidariedade, do acolhimento e do cuidado com o próximo a sua missão de vida.
A homenagem que hoje prestamos não pertence apenas à instituição, mas alcança cada missionário, cada voluntário, cada benfeitor e cada pessoa que dedica seu tempo a servir àqueles que mais precisam; alcança também os irmãos e as irmãs em situação de rua que, apesar de tantas dificuldades, ensinam-nos diariamente sobre o que é resistência, esperança, fé e capacidade de recomeçar.
Para a Toca de Assis, a caridade não é apenas um gesto de solidariedade, é uma expressão profunda de fé - e a gente sabe que quem tem fé, tem esperança -; é servir, reconhecendo a presença de Deus em cada irmão acolhido, especialmente nos mais vulneráveis; é viver diariamente o ensinamento de Cristo de que tudo aquilo que fazemos aos mais pequeninos, fazemos ao próprio Senhor.
Nesse contexto, permitam-me recordar uma grande referência da fé e da caridade do povo potiguar, o servo de Deus, Padre João Maria. Conhecido como o Anjo da Caridade de Natal, Padre João Maria dedicou sua vida aos pobres, aos enfermos e aos esquecidos. Seu legado permanece vivo na memória e no coração do povo do Rio Grande do Norte. Em uma época de tantas dificuldades, ele escolheu estar ao lado daqueles que mais necessitavam de cuidado, consolo e acolhimento. A sua causa de beatificação é motivo de esperança para a Igreja Católica. Desejamos que seu testemunho de santidade, humildade e amor aos necessitados seja, cada vez mais, conhecido de todo o Brasil, inspirando as novas gerações a compreenderem que a caridade não é apenas uma virtude cristã, mas uma poderosa expressão do amor de Deus e do compromisso com aqueles que mais precisam de cuidado e acolhimento.
Quando olhamos para exemplos como o de Padre João Maria, da fraternidade católica Toca de Assis e de tantas pessoas homenageadas por esta comenda ao longo dos anos, percebemos que a transformação social acontece todos os dias por meio de gestos concretos de amor ao próximo.
Eu acredito profundamente que a fé verdadeira se manifesta nas atitudes. Isso vale para qualquer crença. Fé que não se traduz em amor ao próximo corre o risco de ficar apenas em palavras. A caridade, ao contrário, transforma vidas, ajuda a reconstruir histórias e renova as esperanças.
Que esta comenda seja também um reconhecimento à cultura do encontro, do cuidado e da fraternidade; que ela nos lembre da importância de construir pontes em vez de muros, de cultivar a solidariedade em vez de a indiferença, e de enxergar no outro um irmão e uma irmã.
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Costumo dizer que fé, Damares e todos que estão nos assistindo, é insistir, persistir e nunca desistir, e continuar acreditando que podemos, sim, construir um país mais humano, mais justo e mais solidário.
Quem pratica a caridade faz exatamente isto, todos os dias: não espera um mundo melhor acontecer, ajuda a construí-lo. Ninguém faz nada sozinho. E quando a gente estenda a mão para quem mais precisa, toda a sociedade fica mais forte.
Que o exemplo de Chico Xavier, do servo de Deus Padre João Maria, da fraternidade católica Toca de Assis, e de tantas pessoas que dedicam a sua vida, como a Casa da Vovó Dedé e as Obras Sociais do Centro Espírita O Consolador aqui nos inspirem, inspirem esta Casa, inspirem os nossos gestores públicos e inspirem toda a sociedade brasileira, porque cuidar das pessoas nunca será um gesto pequeno, é uma das maiores demonstrações de humanidade e de amor ao próximo que podemos oferecer.
Muito obrigada.
O SR. PRESIDENTE (Eduardo Girão. Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE) - Muito bem!
Muito bem... (Palmas.)
...Senadora Zenaide Maia, lá do Rio Grande do Norte.
Eu informo que será realizada a entrega simbólica da Comenda de Incentivo Caridade Chico Xavier à Senadora Zenaide Maia, que a receberá na qualidade de uma embaixadora da fraternidade católica Toca de Assis, do Rio Grande do Norte, para posterior entrega da honraria à respectiva instituição agraciada em seu estado.
Detalhe: a Senadora Zenaide, que vai receber aqui das minhas mãos e das mãos da Senadora Damares, já emplacou na primeira edição desta Comenda Chico Xavier uma grande potiguar que é a Mércia Maria Almeida de Carvalho in memoriam.
Eu tive a bênção de conhecer a Mércia em um evento, lá no Rio Grande do Norte. Uma mulher de bem, uma grande humanista. Ela quem indicou e emplacou, e, dessa vez, ela o faz com a fraternidade católica Toca de Assis.
Então, vamos lá, Senadora Damares, vamos entregar.
Muito obrigado a todos. (Palmas.)
(Procede-se à entrega da Comenda de Incentivo à Caridade Chico Xavier à Senadora Zenaide Maia, representante da Fraternidade Católica Toca de Assis.) (Palmas.)
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O SR. PRESIDENTE (Eduardo Girão. Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE) - Eu tenho uma curiosidade também... Esses momentos são eternizados aqui no Senado Federal. Pessoas que têm uma sensibilidade mediúnica... E, falando de Chico Xavier, ele é o maior exemplo que nós tivemos na humanidade, até hoje, da capacidade de ser um intermediário entre esse plano e o próximo, o outro plano. É muito interessante dizer que essas músicas, essa energia de oração, esses pensamentos positivos transformam aqui o clima. Eles dão intuição melhor aos Senadores, para que façam o seu trabalho. Então, esse tipo de evento é um evento que colabora mesmo com o Brasil. Eu fico muito feliz em estar conduzindo mais um evento desse.
Outra coisa, a minha vida, Senadora Damares, foi transformada pelo Chico Xavier. Eu tive síndrome do pânico. Na época que eu tive, ninguém sabia o que era essa doença, ninguém tinha noção. Então, teve um dia que eu fui seis vezes no hospital achando que ia morrer. E foi muito difícil, abriu um buraco ali... Mas, como diz no evangelho, foi a partir da dor... porque a dor é uma bênção que Deus envia aos seus eleitos. E, a partir daquele momento difícil existencial meu, eu conheci a obra do Chico Xavier. Eu assisti e me emocionei muito - não tinha nenhum ator... - a uma peça de teatro, em São Paulo, sobre a vida do Chico Xavier. E aquilo ali me gerou um outro sentido na vida, um outro propósito; e me aproximou mais da fé, da minha família, dos meus amigos. Ali, através da obra do Chico Xavier, da vida dele, eu fui dando um sentido maior à minha existência aqui na Terra. Eu sou muito grato. A minha vida é "antes" e "depois" do contato com o Chico Xavier.
E o Mansueto Barbosa, da Casa de Vovó Dedé, que nós vamos daqui a pouco homenagear - ele e a D. Regina a fundaram -, abriu as portas para essa peça do Chico Xavier, lá atrás, que bateu o recorde do Theatro José de Alencar, que é um teatro centenário encravado no centro de Fortaleza. Então, essa peça nós levamos de São Paulo para Fortaleza, depois de eu a ter assistido. E o Mansueto Barbosa, que era o Diretor da Globo lá no Ceará, do Sistema Verdes Mares de comunicação, deu toda a publicidade, porque ele viu que era algo transformador, que ia ajudar os cearenses. E aí aquela peça transformou a vida de muita gente e iniciou ali a mostra brasileira Teatro Transcendental, que leva, todos os anos, peças do Brasil inteiro para Fortaleza, para o Ceará, para fazer, na capital e no interior, apresentações.
Então, você não sabia disto: a Casa de Vovó Dedé, antes da sua fundação - ou naquele momento da fundação - teve essa conexão forte com o Chico Xavier e comigo.
Então, agora, antes de a gente conceder a honraria à Casa de Vovó Dedé, nós vamos ouvir mais uma apresentação do Coral Elos de Luz, que interpretará a canção Escolha o Amor, de Sara Esméria.
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O SR. AROLDO OLIVEIRA - Sr. Senador, Sra. Senadora, gostaria de dizer que esta música, essa canção que vamos executar agora é o resumo de todo o cristianismo, porque ela diz que, entre o amor e a dor, escolha o amor. Então, ela resume toda a doutrina de Jesus.
(Procede-se à apresentação da música Escolha o Amor.) (Palmas.)
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O SR. PRESIDENTE (Eduardo Girão. Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE) - Que maravilha! Espetacular! Mas, olha, espera mais um pouquinho aí, Coral Elos de Luz, que vocês vão fechar a nossa sessão com a música de São Francisco de Assis, com a Oração de São Francisco.
Mas eu queria fazer um registro muito especial antes de eu passar a Presidência para a Senadora Damares Alves, para eu fazer o meu discurso e a gente encerrar a sessão com a Casa de Vovó Dedé recebendo a comenda.
Aqui neste Plenário, nós temos nada menos que a filha da Senadora Zenaide Maia, que está aqui conosco desde o começo, a Mada Cecília, e tem também duas netinhas: a Cecília Maria e a Valentina Mara. Sejam muito bem-vindas aqui. (Palmas.)
Você quer saber outra coincidência? Ah, eu gosto. Eu tenho uma filha chamada Cecília e tenho uma filha chamada Maria também. A Cecília nasceu, a Ana Cecília, minha filha, nasceu no dia em que Chico Xavier faleceu, desencarnou. No dia em que o Brasil estava sendo pentacampeão, no dia em que Chico Xavier estava partindo para o mundo espiritual, minha filha estava nascendo. Olha que coincidência incrível. E se chama Cecília. Eu tenho muito carinho por ela. Eu estou na política por causa dela, porque ela estava num atentado lá na escola em que estudava. Um cara entrou com arma de fogo, matou coleguinhas dela, com o professor em sala de aula. Ela, por um livramento, conseguiu ficar viva. Naquele dia eu disse: o primeiro convite que vier para a política eu vou aceitar, justamente por essa causa da vida, pelo controle desse negócio de arma de fogo, porque a gente tem que ter muita responsabilidade com relação a isso. Então, a Cecília me inspira, minha filha. Um beijo para ela. Ela fez 24 anos na semana passada e eu pude estar com ela, dando um abraço.
Vou agora passar a Presidência. Neste momento, passo a Presidência desta sessão para a Senadora Damares Alves, para que eu possa proceder à outorga da Comenda de Incentivo à Caridade Chico Xavier à instituição agraciada indicada por esta Presidência.
(O Sr. Eduardo Girão deixa a cadeira da Presidência, que é ocupada pela Sra. Damares Alves.)
A SRA. PRESIDENTE (Damares Alves. Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - DF) - Antes de conceder a palavra ao Senador Eduardo Girão, eu quero cumprimentar a filha e as netas da Senadora Zenaide. Eu acho que vocês sabem o quanto a Senadora Zenaide é amada nesta Casa, respeitada pelos colegas, respeitada pelo Brasil. Às vezes, na correria do dia a dia, vocês não acompanham o que a mãe e avó faz aqui, mas ela é minha professora aqui. Quando eu cheguei, a Senadora Zenaide, num ato de respeito e maturidade política - nós somos de posição diferente em alguns momentos na política -, pegou a minha mão e me ensinou, cuidou de mim. E ela cuida de todos nós aqui.

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Então eu precisava deixar registrado isto de quanto nós amamos a Senadora Zenaide. Ela é muito além de uma Senadora: ela é amiga, ela é irmã, ela é a conselheira. E tenho muito orgulho dessa Senadora. O Rio Grande do Norte tem que ter muito orgulho da minha Senadora Zenaide.
Zenaide, Deus te abençoe! Deus abençoe vocês!
Neste momento, eu concedo a palavra ao Senador Eduardo Girão.
O SR. EDUARDO GIRÃO (Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE. Para discursar.) - Minha Presidente, eu também quero fazer essas homenagens à Senadora Zenaide, porque ela é de um estado vizinho ao Ceará, o Rio Grande do Norte, e ela - viu, Mada, Cecília e Valentina? - é uma referência para a gente em causas que nós abraçamos juntos, eu, a Senadora Damares e ela, embora a gente tenha uma visão ideológica um pouco diferente em alguns pontos. Mas, na questão do cigarro eletrônico, a Senadora Zenaide é referência aqui. Na questão contra os jogos de azar, a jogatina que está destruindo - e todo mundo agora está vendo - as famílias, os empregos, os casamentos, com pessoas atentando contra a própria vida, porque o endividamento está em massa no Brasil, a Zenaide é referência. A Senadora Zenaide é referência nossa aqui. Então, nós estamos em muitas causas pela vida aqui. Eu tenho muita honra de caminhar ao seu lado, viu, Senadora Zenaide?
Olha, eu queria cumprimentar todos os presentes aqui nesta sessão histórica que o Senado faz; cumprimentar as brasileiras, os brasileiros que estão nos ouvindo, nos assistindo, pelo trabalho sempre muito competente da equipe da TV Senado, Rádio Senado, Agência Senado.
Sobre esse PRS, o projeto de resolução do Senado que instituiu a comenda Chico Xavier, eu tive, junto com o Francisco Maiorana, que é o nosso chefe de gabinete, nós tivemos essa iniciativa em 2020. É o PRS 44, de 2020, de nossa autoria, que foi aprovado por unanimidade.
Eu quero contar para vocês um bastidor. Embora o projeto seja de 2020, ele só foi instituído no ano passado. Eu estava numa reunião com o Presidente do Senado e com vários outros Líderes. O momento estava muito difícil, naquela situação, um conflito interno - é normal isso na política. Mas ali eu sugeri, lá na Presidência do Senado, na Península dos Ministros, eu pedi a palavra e sugeri ao Presidente Davi Alcolumbre: "Presidente, vamos dar passos em pacificação da nossa nação". Coisas simples que o Senado pode fazer, por exemplo, uma Comenda da Santa Dulce dos Pobres, da Irmã Dulce, e a Comenda do Chico Xavier, que eram projetos que a gente tinha aqui na Casa e não estavam tramitando ainda. E aí o Presidente Davi Alcolumbre, junto com o Danilo, que é o nosso Secretário-Geral da Mesa - vai meu abraço ao Danilo Aguiar também -, imediatamente autorizou: "Vamos fazer!".
A partir dali, essa secretaria especial aqui que cuida do prêmio, dessas comendas todas, já se mobilizou.
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Este livrinho aqui, que vocês estão recebendo, quem está aqui no Plenário - e quem está em casa e quiser receber, se puder vir aqui ao Senado, quem mora aqui em Brasília ou em Goiânia, em Goiás -, pegue aqui, que nós temos outros exemplares para presentear. E quem está de casa, está nos assistindo, porventura nos ouvindo, se quiser receber, mande um e-mail aqui para o Senado, que a equipe da Secretaria-Geral da Mesa vai providenciar. Lindo esse livro! É um livro que tem a história de cada uma dessas instituições.
Mas eu não vou mais me alongar, já falei demais. Eu queria apenas dizer que existem iniciativas que nascem pequenas - nós vimos o exemplo aqui do Centro Espírita O Consolador, da fraternidade católica Toca de Assis -, que nasceram pequenininhas, quase silenciosas, mas carregam uma força tão grande que acabam atravessando gerações e transformando a realidade de milhares de pessoas e, com o tempo, milhões de pessoas.
A Casa de Vovó Dedé é uma dessas histórias também, que merecem ser conhecidas, valorizadas e celebradas, uma instituição cearense que demonstra todos os dias que, quando a solidariedade encontra a ação - e a caridade é o amor em ação -, vidas são verdadeiramente transformadas. O que começou como um sonho movido pela generosidade, especialmente da D. Regina e do Sr. Mansueto Barbosa, tornou-se uma rede de oportunidades, um espaço onde crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos encontram caminhos para desenvolver seus talentos e construir novas perspectivas.
Senadora Damares, Senadora Zenaide, quando vocês forem ao Ceará, eu faço questão de levá-las lá. É um trabalho assim, tão lindo! Quando você vai pelas salas da Casa de Vovó Dedé, parecem pequenininhos a entrada e tudo, mas quando você vai não tem fim: as crianças fazendo balé, ali da região, das regiões mais pobres de Fortaleza; as crianças tocando violino, piano; um trabalho ali também de autossustentabilidade, com a panificação; um trabalho de encher a alma e o coração, por meio da educação, da cultura, da música, da formação profissional.
Eu vou já, já, chamar um vídeo aqui para vocês entenderem a qualidade com que eles capacitam os profissionais de áudio e vídeo. Eles fazem festivais lá no Estado do Ceará que enchem os teatros, os centros de convenções, a partir dessas crianças, desses jovens que eles formam. O cuidado humano: a Casa de Vovó Dedé realiza uma... Ela tem uma premissa que vai muito além da assistência: ela desperta potencialidades. Tem criança ou adolescente hoje que está no exterior, nas filarmônicas do mundo inteiro - depois nós vamos ter a oportunidade de conhecer um pouco.
Cada criança que aprende um instrumento musical, cada jovem que descobre uma profissão, cada família acolhida representa uma semente de esperança sendo plantada. Eu quero aqui reconhecer mais uma vez o legado dos idealizadores dessa obra, que foi fundada quando? Qual é a data em que começou a Casa de Vovó Dedé?
(Intervenção fora do microfone.)
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O SR. EDUARDO GIRÃO (Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE) - Em 1993. Uma obra que teve como fundadores Mansueto e Regina Barbosa, que compreenderam algo essencial: grandes transformações começam quando alguém decide olhar para a dor do outro e agir. E essa é uma mensagem profundamente conectada ao exemplo deixado, ao legado de Chico Xavier. Chico nos ensinou que ninguém precisa esperar grandes circunstâncias para fazer o bem. Pequenos gestos, quando realizados com amor e constância, têm o poder de iluminar muitos caminhos. A Casa de Vovó Dedé confirma isso diariamente. São milhares de histórias impactadas, de vidas impactadas. Histórias de superação, aprendizado, recomeços e sonhos que voltaram a existir porque alguém acreditou.
Nesta Comenda de Incentivo à Caridade Chico Xavier, o Senado Federal do Brasil reconhece não apenas números ou projetos, mas principalmente pessoas, aqueles que dedicam seu tempo, seu conhecimento e seu coração para servir.
Senadora Damares, uma das obrigações que nós temos enquanto Parlamentares, já que existem as emendas parlamentares, é incentivar projetos como esse, aonde o Governo não consegue chegar, o Governo não tem pernas para chegar. E a gente está vendo essas obras sociais de perto.
Eu tive a bênção de, durante este mandato, colaborar algumas vezes com a Casa de Vovó Dedé, inclusive, fazendo a sua primeira incursão pelo interior do Ceará, para Itapajé, porque a Casa de Vovó Dedé está se instalando a partir do incentivo do Senado, do incentivo do Governo brasileiro, porque a gente apenas indica, o dinheiro é de quem paga imposto. E como a gente vê florescer o trabalho, o talento ser multiplicado, é nosso dever fazer isso. Inclusive, um filme será produzido pela Casa de Vovó Dedé; nós teremos lá, muito em breve, essa possibilidade de desenvolvê-lo.
Que esta... Eu quero, antes de encerrar, pedir um vídeo, pedir que possam passar um vídeo para vocês terem ideia da dimensão do trabalho que é feito a partir dessa instituição lá em Fortaleza, na Barra do Ceará. Por favor, Secretaria.
(Procede-se à exibição de vídeo.) (Palmas.)
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O SR. EDUARDO GIRÃO (Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE) - Muito bem. Essa é um pouco da qualidade da produção do trabalho dos próprios alunos, que fizeram essa edição aí. E é um celeiro, Senadora Damares, Senadora Zenaide Maia. Os profissionais que são lá treinados, capacitados... Ele é um celeiro para as outras emissoras de televisão do Ceará. É impressionante.
Eu quero mandar um abraço para o Wagner Barbosa, que é o filho da D. Regina e do Mansueto Barbosa, que me avisou, Christine, que você estaria aqui recebendo. Ele não pôde vir, mas mandou uma mensagem que eu vou tomar liberdade de ler: "Meu caríssimo amigo, passando para parabenizar pela linda iniciativa da criação da Comenda Chico Xavier e agradecer pela honrosa homenagem à nossa Casinha de Vovó Dedé. Um reconhecimento como esse só aumenta a nossa responsabilidade em continuar trabalhando por nossos irmãos que mais precisam."
Então, muito obrigado.
Que Deus o abençoe também, Wagner Barbosa.
O Senado... Eu falei do filme que eles vão fazer. Vai ser um filme de Vianna de Carvalho, um grande espírita também, um grande homem de bem, de luz. A Casa de Vovó Dedé, com a emenda parlamentar, vai desenvolver um filme que todo o Brasil vai conhecer.
Então, eu só tenho que parabenizar e dizer, Sra. Presidente, que todos que fazem parte da Casa de Vovó Dedé estão assistindo lá. Dirigentes, colaboradores, professores, voluntários e famílias recebam a nossa profunda gratidão e o respeito pelo que vocês fazem.
Que esta homenagem fortaleça ainda mais esta missão e inspire outras iniciativas pelo Brasil. Essa inspiração a gente está vendo aqui no Centro Espírito O Consolador, na fraternidade católica Toca de Assis - porque uma sociedade mais justa e fraterna começa exatamente assim: quando transformamos compaixão em atitude e amor ao próximo em compromisso diário.
Parabéns à Casa de Vovó Dedé! Que Deus continue abençoando essa linda caminhada!
Muito obrigado a todos. (Palmas.)
A SRA. PRESIDENTE (Damares Alves. Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - DF) - Parabéns, Senador Girão. Com satisfação, convido a Sra. Christine Barbosa Betty, Cofundadora e Diretora de Desenvolvimento Humano e Assistência Social da Casa de Vovó Dedé, no Ceará, instituição a ser laureada com a Comenda de Incentivo à Caridade Chico Xavier, que será entregue pelo Senador Eduardo Girão. Mas eu e a Senadora Zenaide também vamos fazer parte deste momento.
(Procede-se à entrega da Comenda de Incentivo à Caridade Chico Xavier à Sra. Christine Barbosa Betty, representante da Casa de Vovó Dedé.) (Palmas.)
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A SRA. PRESIDENTE (Damares Alves. Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - DF) - Concedo a palavra à Sra. Christine Barbosa Betty, por cinco minutos.
A SRA. CHRISTINE BARBOSA BETTY (Para discursar.) - Muito obrigada.
Boa tarde! Já é boa tarde, não é isso?
Bom, receber a Comenda de Incentivo à Caridade Chico Xavier é uma honra que emociona profundamente toda a família da Casa de Vovó Dedé.
Antes de tudo, quero agradecer a Deus, ao nosso Mestre Jesus, à espiritualidade maior que inspira esta caminhada e, de maneira muito especial, aos nossos fundadores, meus pais Mansueto e Regina Barbosa, que nos ensinaram, por meio do exemplo, que o verdadeiro sentido da vida está em servir ao próximo.
Quero ainda registrar nosso agradecimento especial ao Senador Eduardo Girão por este momento, e também a sensibilidade e a amorosidade com que estamos sendo recebidos por todos vocês nesta Casa.
Receber uma homenagem que leva o nome de Chico Xavier possui um significado muito especial. Chico nunca buscou reconhecimento. Sua maior obra foi o amor transformado em ação, o acolhimento transformado em esperança e a caridade vivida diariamente, de forma silenciosa, humilde e permanente.
É justamente esse ideal que, há 32 anos, procuramos cultivar na Casa de Vovó Dedé.
Nossa instituição nasceu de um gesto simples de solidariedade. Começou com uma pequena escola comunitária - que eu tive a oportunidade de ser a primeira pedagoga com o desafio de dirigir esta escola, em que recebemos crianças de toda a comunidade, muitas delas com 10, 12 anos de idade sem nunca ter pisado no chão de uma escola - e, ao longo do tempo, transformou-se em um grande centro de desenvolvimento humano, onde a música, a arte, a cultura, a educação, a assistência social, a capacitação profissional e o fortalecimento dos vínculos familiares caminham juntos para transformar vidas.
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Hoje, a Casa de Vovó Dedé atende diariamente cerca de 4 mil crianças, adolescentes e jovens, oferecendo mais de 30 cursos nas áreas de música, dança, teatro, audiovisual, tecnologia e formação profissional. Cada ano, mais de mil mulheres são capacitadas em gastronomia, costura, artesanato e outras atividades de inclusão produtiva e geração de renda. Diariamente, mais de 500 refeições são servidas gratuitamente às pessoas em situação de vulnerabilidade. Além disso, centenas de idosos, mães, avós, responsáveis e familiares encontram na casa muito mais do que cursos ou serviços; encontram acolhimento, escuta, respeito e esperança; encontram oportunidades para reconstruir suas vidas e pessoas que acreditam em seu potencial, caminhando ao seu lado na construção de um futuro mais digno e cheio de possibilidades.
Aprendemos, ao longo dessa trajetória, que a verdadeira caridade não consiste apenas em atender uma necessidade imediata. A verdadeira caridade é oferecer dignidade, é desenvolver esperança, é criar oportunidades para que cada pessoa possa construir seu próprio futuro com autonomia e cidadania. É por isso que utilizamos a arte como instrumento de transformação social, porque acreditamos que um violino pode afastar uma criança da violência; que uma oficina de gastronomia pode devolver a autoestima a uma mãe de família; que um curso de audiovisual pode abrir portas para um jovem sonhar com uma profissão; que um grupo de convivência pode combater a solidão de uma pessoa idosa; e que um simples gesto de acolhimento pode mudar completamente a história de alguém.
Esta homenagem não pertence a uma única pessoa; ela pertence aos nossos colaboradores, educadores, assistentes sociais, psicólogos, voluntários, parceiros, doadores e apoiadores; pertence às famílias que acreditam em nosso trabalho; e, principalmente, aos milhares de assistidos que diariamente nos ensinam o verdadeiro significado da superação, da esperança e da fé. Receber esta comenda também representa uma grande responsabilidade, é um incentivo para continuarmos trabalhando com ainda mais dedicação, fortalecendo nossa missão de construir uma sociedade mais justa, mais fraterna, mais humana, na qual ninguém seja invisível e cada pessoa possa desenvolver plenamente seus talentos.
Gostaria de encerrar lembrando uma frase do nosso fundador, Mansueto Barbosa, que resume toda a filosofia da Casa de Vovó Dedé. Abro aspas: "A palavra é simples, pequenina, formada por quatro letras, amor", fecho aspas. Se tudo o que fizermos for realizado com amor, estaremos ainda que modestamente seguindo os ensinamentos de Chico Xavier e contribuindo para a construção de um mundo melhor.
Recebemos esta homenagem com humildade, com profunda gratidão e com o compromisso renovado de continuar fazendo da solidariedade um instrumento permanente de transformação social.
Muito obrigada. E que Deus abençoe todas as pessoas da humanidade. (Palmas.)
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A SRA. PRESIDENTE (Damares Alves. Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - DF) - Obrigada, D. Christine, que despertou em todos nós a vontade de conhecer a Casa de Vovó Dedé. Que Deus abençoe todos vocês!
Antes de encerrarmos, anuncio que o Coral Elos de Luz fará uma apresentação final, enquanto convido os agraciados para uma foto conjunta aqui em frente à mesa - solicito que os agraciados voltem. O coral interpretará a Oração de São Francisco, enquanto tiramos as fotos e nos despedimos dos agraciados.
Nós o cumprimentamos, Girão, pela criação dessa comenda tão incrível. Você não estará aqui, o ano que vem, como Senador, mas estará como nosso convidado nesta mesa para participar da próxima sessão no ano que vem.
Senadora Zenaide, obrigada pela participação; deixou esta sessão mais bonita.
Toda a Secretaria, todos os convidados que estão aqui, quem está nos assistindo, esse coral incrível, obrigada.
E, assim, cumprida a finalidade desta sessão de entrega da Comenda de Incentivo à Caridade Chico Xavier 2026, agradeço às personalidades que nos honraram com sua participação.
Que os agraciados voltem!
E, ouvindo o coral, eu declaro encerrada a sessão.
(Procede-se à apresentação da música Oração de São Francisco.)
(Levanta-se a sessão às 12 horas e 41 minutos.)