Notas Taquigráficas
4ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA
57ª LEGISLATURA
Em 6 de julho de 2026
(segunda-feira)
Às 10 horas
95ª SESSÃO
(Sessão Especial)
| Horário | Texto com revisão |
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| R | O SR. PRESIDENTE (Wellington Fagundes. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - MT. Fala da Presidência.) - Declaro aberta a sessão. Sob a proteção de Deus, iniciamos nossos trabalhos. A presente sessão especial foi convocada em atendimento ao Requerimento 447, de 2026, de autoria desta Presidência e de outros Senadores, aprovado pelo Plenário do Senado Federal. A sessão é destinada a celebrar os 60 anos da Rede Matogrossense de Comunicação, uma instituição que ajudou a contar a história de Mato Grosso, de Mato Grosso do Sul e da própria comunicação brasileira. Quero então cumprimentar, de forma muito especial, a D. Márcia Peluffo Zahran, filha do Sr. Ueze Zahran, e o Presidente do Grupo Zahran. E eu começo já a convidá-los para estar aqui à mesa: o Caio Turqueto, junto com a D. Márcia Zahran. (Palmas.) Família que sempre esteve unida vai permanecer unida aqui também, junto comigo. Eu quero convidar também o CEO da Copa Energia, Pedro João Zahran Turqueto. (Palmas.) O Diretor-Geral da Rede Matogrossense de Comunicação, Nicomedes Silva Filho. (Palmas.) Também o representante do Ministério das Comunicações, o Secretário de Radiodifusão, Wilson Wellisch. (Palmas.) |
| R | Convido e cumprimento ainda os Parlamentares que aqui estão: o Coronel Assis, o Senador de Goiás - acho que deve ter dado uma saidinha - Wilder Morais e todos que já estiverem chegando também e todos os profissionais da imprensa, os colaboradores da Rede Matogrossense, os diretores, todos os profissionais desta Casa e do meu gabinete também que tornaram esta sessão possível, e também a todos que acompanham pela TV Senado, Rádio Senado e todos os meios de comunicação desta Casa. Esta homenagem nasce no reconhecimento de que as instituições deixam de ser apenas empresas e passam a fazer parte da memória afetiva de um povo. A Rede Matogrossense de Comunicação é uma delas. Mais do que informar, a Rede Matogrossense aproximou pessoas, integrou regiões e ajudou a construir a identidade de um estado continental. Há 60 anos, o sonho de um homem visionário fez do então Estado de Mato Grosso um dos primeiros do país a conhecer a televisão. Ueze Elias Zahran, ao lado dos seus irmãos, fundou a Rede Matogrossense de Comunicação e iniciou uma história que mudaria para sempre a comunicação, o desenvolvimento e a integração de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul. Convido então agora todos para assistirem ao vídeo que conta o início dessa extraordinária trajetória. (Procede-se à exibição de vídeo.) (Palmas.) |
| R | O SR. PRESIDENTE (Wellington Fagundes. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - MT) - Convido a todos para assistirem, de pé, ao Hino Nacional. (Procede-se à execução do Hino Nacional.) |
| R | O SR. PRESIDENTE (Wellington Fagundes. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - MT) - Esta Presidência convida o Senador Nelsinho Trad que, virtualmente, fará o seu discurso. O SR. NELSINHO TRAD (Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PSD - MS. Para discursar. Por videoconferência.) - Bom dia, Presidente Wellington Fagundes, o senhor me ouve bem? (Pausa.) Bom dia, meu colega Senador Wilder Morais, que faz parte dessa seleta mesa. Na pessoa de ambos, gostaria de saudar todos os integrantes Parlamentares, Senadores e Senadoras, que nos acompanham nesta justa e merecida sessão solene de homenagem. |
| R | Em nome do Caio Turqueto e do Pedro Zahran Turqueto, quero saudar todos os integrantes da família que constitui a Rede Matogrossense de Comunicação. Hoje o Senado Federal presta uma justa e merecida homenagem à RMC (Rede Matogrossense de Comunicação), que inclui a nossa TV Morena aqui no Mato Grosso do Sul, assim como também inclui a TV Centro América lá do Mato Grosso, da capital Cuiabá. Há mais de seis décadas, a RMC (Rede Matogrossense de Comunicação) exerce um papel fundamental na vida de Mato Grosso do Sul, do Mato Grosso, de toda a Região Centro-Oeste e também do nosso país. Mais do que um conglomerado de comunicação, tornou-se parte da história da nossa gente. Por meio da TV Morena e demais veículos, acompanhou o crescimento das nossas cidades, registrou conquistas, contou histórias de superação e levou a informação de qualidade e credibilidade aos lares de milhões de brasileiros. Com certeza, faz parte da nossa história. Essa homenagem tem para mim um significado muito especial. O meu avô paterno, Assaf Trad, teve a honra de conviver com o saudoso Elias Zahran, patriarca da família, e com os seus filhos Eduardo, Ueze, Jorge, João e Jeannette. Elias Zahran, um homem visionário, compreendeu como poucos a forma de empreender e passar isso para os seus filhos, integrando pessoas, fortalecendo a cidadania e impulsionando o desenvolvimento regional. Essa família sempre funcionou - e nós estamos em época de competição de Copa do Mundo - igual àquelas competições das Olimpíadas, em que um que corre na frente do outro, ao passo que vence o seu período, já passa o bastão para quem o está esperando. E esse que recebe o bastão corre com a mesma eficiência para poder levar a credibilidade, a ética e a boa informação. O tempo passou, a tecnologia avançou e os meios de comunicação se reinventaram, mas a essência construída por Elias Zahran, por Eduardo Zahran, por Ueze Zahran, por Jorge Zahran, por João Zahran e pela Jeannette Zahran avançou e os meios de comunicação, junto com eles, permanecendo vivo até hoje o compromisso com a credibilidade, a responsabilidade e a proximidade com a comunidade. Quero aqui compartilhar um sentimento que me ocorreu agora, principalmente com o Senador Wilder Morais, que é lá do Estado de Goiás, sede do grupo Anhanguera. V. Exa. pode ter certeza de que vão receber pessoas sérias, comprometidas, éticas e corretas para poder tocar o Grupo Anhanguera no Estado de Goiás. |
| R | Ao homenagear o grupo da Rede Matogrossense de Comunicação, iniciativa do Senador Wellington Fagundes, que esteve inclusive aqui na comemoração dos 60 anos da TV Morena, o Senado Federal reconhece não apenas uma empresa de comunicação, mas uma instituição que ajudou a escrever a história de Mato Grosso do Sul, de Mato Grosso e de todo o Centro-Oeste brasileiro. Esta sessão também é uma homenagem à nossa gente, às histórias que unem gerações e aos profissionais que, com dedicação e talento, transformam acontecimentos em memória coletiva. Minha gratidão e meu reconhecimento a todos aqueles que construíram e continuam construindo esse legado de excelência. Parabéns à Rede Matogrossense de Comunicação, que agora, com a licença tanto do Senador Wilder quanto do Senador Wellington Fagundes, parabéns à nossa querida TV Morena, à nossa TV lá de Ponta Porã, anteriormente chamada Sul América, hoje TV Morena Ponta Porã, também em Corumbá e em Dourados. Que essa trajetória continue inspirando gerações, fortalecendo a democracia e contribuindo para um Brasil cada vez mais bem informado. Vocês não apenas registram a história, vocês ajudam a construí-la, a preservá-la e, além disso tudo, a eternizá-la. Muito obrigado e, mais uma vez, parabéns pela iniciativa, Senador Wellington Fagundes. O SR. PRESIDENTE (Wellington Fagundes. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - MT) - Agradecemos, Senador Nelsinho Trad, uma grande liderança de Mato Grosso do Sul. A sua presença é muito forte aqui nesta Casa, a sua atuação legislativa. Eu quero agradecer e, agora, convidar o Presidente do Grupo Zahran, Caio Turqueto, para fazer uso da palavra. O SR. CAIO TURQUETO (Para discursar.) - Bom dia a todos. Eu queria agradecer ao Wellington Fagundes, grande amigo nosso, da família, que acompanha há décadas o nosso relacionamento. Queria agradecer também ao Senador Wilder Morais, que conheci e de quem tenho grandes referências também. Quero cumprimentar, representando o Ministério das Comunicações, o Sr. Wilson Welisch, enfim, todas as demais autoridades aqui presentes. Vendo o documentário, você conhece um pouco da história do grupo, um pouco da tenacidade da família, mas também, por trás disso tudo, tem uma grande luta, porque, lembrando que, em 1965, a comunicação no Brasil era restrita basicamente ao litoral. Você tinha grandes dificuldades de repetição de sinal, então, as televisões eram televisões regionais - estritamente regionais. |
| R | Nas décadas de 60 a 80, a Embratel instalou o chamado sistema de comunicação da Embratel por repetição de sinal. Então você tinha um intervalo muito pequeno - do qual se acabou aproveitando e criando a imagem do Jornal Nacional, que era o único jornal de televisão transmitido no Brasil inteiro, mas só tinha alguns pequenos momentos de transmissão global. Foi uma luta, um trabalho intenso o de poder começar a receber trânsitos. Como é que vinham as novelas antigamente? Você tinha uma sequência territorial: saía de São Paulo, parava em Goiânia, de Goiânia ia para Cuiabá, de Cuiabá ia para Campo Grande, sempre aquele circuito; elas levavam um dia de atraso, no mínimo. Quando chovia, em Goiânia ficava reprisando o mesmo capítulo; em Cuiabá, a mesma coisa; e assim por diante. Esse era o Brasil real que a gente enfrentou naquele momento. Criação de formação de mão de obra foi outra batalha intensa do grupo, usando dos serviços e préstimos das universidades, das escolas federais. Hoje, nós nos orgulhamos de termos formado uma equipe de competência, filhos da terra - o que faz parte um pouco do conceito que a gente sempre teve: você está incorporado na região onde você trabalha; você tem que oferecer oportunidades para aqueles que estão ali. E a aposta foi muito acima daquilo que nós tínhamos apostado de fato. Hoje você vê Mato Grosso e Mato Grosso do Sul como o celeiro do mundo: você vê uma economia pujante, você vê um povo, uma escola, um hospital, um serviço público, políticos com competência, fazendo gestão, quer seja no Senado Federal, quer seja nos estados, como governantes. Então, eu acho que o veículo nosso, como de comunicação, como rádio, como televisão, como sites de internet, busca, de uma certa forma, fomentar mais essa divulgação, fomentar mais o incentivo à educação, estar muito ligado à cultura regional. Nós tivemos grandes desafios culturais, porque, nesse período das décadas de 1970 e 1980, tivemos um processo migratório de Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina que veio construir essa parte do agro no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul - lembrando que, se tem uma coisa que gaúcho tem como conceito de raiz, é cultura! Eu tenho amigos que até hoje me cumprimentam: "Oi, tchê! Como vai?", mas isso era uma agressão à cultura local se você não tivesse a capacidade de defendê-la sem que contrastasse com os que estavam chegando. Nós tivemos uma batalha muito grande para começar a implementar... Hoje o Pescuma representa o nosso conceito de cultura que, junto com a Fundação Zahran, a gente tem tentado estimular, como a própria orquestra que vocês estão acompanhando aqui neste evento, que já fez uma turnê pela Europa neste ano que se findou aí. Eu acho que a gente tem que ter, além de comunicação, além de notícia, uma preservação de culturas, porque isso faz parte do nosso conceito básico de gestão. Negócio é negócio, cultura é cultura. Você pode dividir o estado, como foi dividido, mas você não divide a história. Os territórios cresceram de maneira muito forte, e eu acho que isso foi o que ajudou muito também que o nosso negócio crescesse. Eu fui para Cuiabá em 1977, porque o Brasil, na comunicação, como na parte de petróleo, em que a gente tem uma participação representativa... Você não tinha terminais de engarrafamento de gás no interior do Brasil; você só tinha no litoral, porque as refinarias ficavam no litoral. Vocês imaginem um botijão de gás que saía, transportado num caminhão, de São Paulo para Cuiabá: qual era o preço da logística? Era muito mais do que o do produto em si. |
| R | Eu fui para Cuiabá, num gesto de arrojo do Ueze Zahran, patrocinado pelo General Oziel Costa, cujo filho está aqui presente hoje. O General era Presidente do CNP (Conselho Nacional do Petróleo). Ele fez com que o Brasil tivesse essa capilaridade para poder fazer distribuição, e nós fomos lá tentar cobrir isso - e também mais um intento que foi lavrado e que mostra o pioneirismo do grupo. Eu queria agradecer a presença de todos vocês aqui, dos funcionários da Casa, com quem eu já convivo há muitos anos - vejo muitos deles aqui com o cabelo branco, tanto quanto o meu, e isso me enche de honra - e a todos os demais presentes: Nelson Trad, que está aqui, remotamente; Wellington Fagundes, a quem agradeço pelo reconhecimento, pela amizade que temos; Wilder - nos conhecemos agora e tenho certeza de que vamos construir história, tá bom? Goiás nos espera. Obrigado. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Wellington Fagundes. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - MT) - Agradeço muito a fala tão importante, histórica também, em que foi possível abranger um pouco mais do que é o Grupo Zahran. Então, Caio, fica aqui o nosso agradecimento. Quero dizer que Ueze Zahran sempre acreditou em investir na educação, que era sempre o futuro do país. Entre tantos projetos sociais idealizados por ele, existe um que simboliza esse legado de forma muito especial. Há 11 anos, por sua iniciativa, nasceu a Orquestra Indígena da Fundação Ueze Zahran, criada para ensinar música a crianças de comunidades indígenas lá da capital, Campo Grande. Hoje, o projeto atende oito comunidades, reúne 63 alunos e já conquistou reconhecimento internacional, mostrando que a música é uma poderosa ferramenta de inclusão, cidadania e valorização das culturas originárias. Em breve apresentação, a orquestra indígena apresenta elementos de ainapo, tema tradicional terena de agradecimento à colheita; de Kikiô, em língua tupi, da lenda dos irmãos tupi e guarani; e de Brasil em cenas, reunindo em uma única obra sínteses de diferentes expressões da diversidade cultural brasileira. É uma honra receber essa belíssima iniciativa nesta sessão especial. Com vocês, então, a Orquestra Indígena da Fundação Ueze Zahran, executando o canto ancestral Kikiô e Mercedita, uma das músicas preferidas de Ueze Zahran. (Procede-se à apresentação das músicas Kikiô e Mercedita.) |
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| R | O SR. PRESIDENTE (Wellington Fagundes. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - MT) - Queremos registrar a presença aqui conosco do Sr. Terceiro-Secretário da Embaixada da República Dominicana, Ariel Liranzo; também do representante do Presidente da Associação Nacional de Jornais, o Sr. Diretor de Relações Institucionais, Júlio César Vinha. Podem se levantar para que as pessoas possam vê-los. Ainda cumprimento, representando a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV, o Sr. Diretor de Assuntos Legais e Regulatórios, Rodolfo Salema. Quero registrar também, como um convite especial meu, o Dr. Denys Aragão Araújo, que é um médico especialista em joelho, que é da minha cidade natal, que nasceu num distrito da Galileia, de Rondonópolis, e hoje é uma pessoa de destaque na medicina nacional e mundial. Quero também cumprimentar mais uma vez e convidar o meu amigo, do meu partido - eu tenho a oportunidade de ser Líder do Bloco Vanguarda: PL, Novo e também Avante -, Senador Wilder, para que possa fazer uso da palavra. O SR. WILDER MORAIS (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - GO. Para discursar.) - Bom dia a todos. Primeiro, quero cumprimentar o nosso Presidente, o Senador Wellington Fagundes, pela oportunidade, pelo convite de estar hoje aqui, nesta manhã, nesta sessão especial em comemoração aos 60 anos da Rede Matogrossense de Comunicação. Cumprimento o Sr. Caio Turqueto, Presidente do Grupo Zahran, também o Sr. Nicomedes Filho, Diretor da RMC, o Sr. Pedro João, CEO da Copa Energia, o Secretário Wilson Wellisch e também, especialmente, a D. Márcia Zahran, também aqui presente. Cumprimento aqui também a nossa pré-candidata a Vice-Governadora, Ana Paula Rezende, que também nos honra com a presença aqui - com a filha dela, a Mariana -, que é filha do nosso saudoso Iris Rezende, um dos maiores políticos do nosso Estado de Goiás e um dos maiores políticos do Brasil. E nos honra muito aqui a sua presença, Ana. |
| R | Quero cumprimentar também o meu colega Nelsinho Trad, que também teve a oportunidade de usar a palavra, e dizer que é um grande amigo, um Senador muito talentoso e que tem o nosso respeito aqui no Congresso Nacional. Senhoras e senhores, hoje é um dia muito importante. Estamos aqui para homenagear seis décadas de atuação de uma empresa que ajudou a construir a história da comunicação do Centro-Oeste do Brasil. A RMC nasceu na década de 60, ainda quando Mato Grosso e Mato Grosso do Sul eram um único estado. Seu fundador, o empresário Ueze Zahran, foi um homem corajoso e visionário, numa época em que poucas pessoas tinham acesso à televisão, ele acreditou no potencial da região e trouxe a primeira emissora de TV para o seu estado. Desde então, a RMC nunca parou de crescer, e esse crescimento é o motivo da minha participação aqui hoje. Em maio deste ano, a RMC deu um passo histórico, comprando o controle do Grupo Jaime Câmara, ampliando sua atuação para o Tocantins e para o meu Estado de Goiás. Aqui, como representante do povo goiano, quero formalizar as boas-vindas ao Grupo Zahran em Goiás. Tenho certeza de que, pelo histórico do grupo e pelo legado do Dr. Ueze, o grupo traz na bagagem a responsabilidade de fazer um jornalismo sério, responsável e politicamente isento. Sr. Presidente, mais do que informar, a RMC ajudou a construir identidades. Suas equipes de reportagem deram voz às comunidades, valorizaram a cultura regional, divulgaram tradições, promoveram debates e fortaleceram o sentimento de pertencimento dos cidadãos de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Não tenho dúvida de que a RMC em Goiás irá valorizar o nosso empreendedor e trabalhador, valorizar o nosso agro e nossa indústria, valorizar nossa gastronomia, o nosso pequi, as nossas pamonhas, o nosso turismo, as nossas belezas naturais. Senhoras e senhores, a comunicação é a base da democracia. Um povo bem informado é um povo livre. Toda empresa que investe no jornalismo com responsabilidade merece o nosso respeito aqui desta Casa. Por isso, parabenizo o Sr. Presidente, o Senador Wellington Fagundes, por esta sessão solene. E faço votos de que a RMC se expanda em Goiás, que explore novas oportunidades e que tenha muito sucesso em nosso estado. Conhecendo aqui o legado do Dr. Ueze Zahran, tenho certeza de que trabalharão de forma ética, sempre comprometidos com o nosso povo. Bem-vindo a Goiás. Parabéns pelos 60 anos de história e que venha muito mais. Muito obrigado mais uma vez, meu Presidente, pela oportunidade de ser convidado para esta sessão. Eu agradeço e fica aqui o nosso reconhecimento. Parabéns pelos 60 anos e sejam bem-vindos ao nosso Estado de Goiás. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Wellington Fagundes. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - MT) - Agradeço muito ao meu amigo, companheiro de partido, coronel... coronel não, Senador Wilder Morais. Agora eu quero convidar o Coronel Assis, que também é do PL, Deputado da Câmara dos Deputados, e também nosso grande amigo e, com certeza, grande amigo do Grupo Zahran também. |
| R | O SR. JONILDO DE JOSÉ ASSIS (Para discursar.) - Sr. Presidente, é uma grande honra poder estar aqui hoje, realmente, comemorando aí 60 anos da Rede Matogrossense de Comunicação. Eu, como filho da Várzea Grande ali, nascido em Cuiabá, oficial da Polícia Militar do Estado do Mato Grosso, acompanhei de perto toda a evolução, desde criança, quando passavam os programas repetidos, e realmente hoje temos um grande orgulho de poder estar aqui, nesta sessão solene convocada por V. Exa. Quero cumprimentar também o Senador Wilder Morais e falar do privilégio de estar aqui com dois futuros Governadores de dois estados do nosso Centro-Oeste: V. Exa. e o Senador Wilder. Quero cumprimentar também aqui o representante das telecomunicações, Sr. Wilson, que está representando aqui o nosso ministério, e cumprimentar também toda a família Zahran aqui, na pessoa da D. Lucila e também dos filhos: Márcia, Ana Karla, Simone e Carlos Eduardo. Hoje nós fazemos aqui um registro em homenagem aos 60 anos da Rede Matogrossense de Comunicação, uma instituição que ajudou a contar, preservar e construir a história do meu estado, o Estado do Mato Grosso. Fundada a partir da visão empreendedora, visionária desse grande homem, ícone do empresariado no Centro-Oeste, Sr. Ueze Elias Zahran, a Rede Matogrossense de Comunicação nasceu com a convicção de que a informação transforma a realidade, e isso nós sabemos. Temos aqui a prova viva desse nosso grande projeto social aqui, capitaneado pelo grupo. Desde a primeira transmissão de TV, na TV Morena, em 1965, até os dias atuais, a emissora já acompanhou o crescimento do Mato Grosso, do Mato Grosso do Sul, depois, quando da divisão, registrando os principais acontecimentos políticos, econômicos, sociais, culturais que marcaram a história dos nossos dois estados. Ao longo dessas seis décadas, meus amigos, a rede não apenas levou informação de qualidade aos lares mato-grossenses e sul-mato-grossenses, mas também desempenhou importante papel social, promovendo ações de cidadania, saúde e inclusão, que beneficiaram centenas, milhares de pessoas no nosso querido Centro-Oeste brasileiro. Sua trajetória se confunde com a história e o desenvolvimento dos nossos estados. Fui testemunha da expansão do agronegócio, da modernização das nossas cidades e também da integração regional e da consolidação do nosso estado, o Estado do Mato Grosso, como uma das maiores forças econômicas do Brasil, e a Rede Matogrossense de Comunicação acompanhou isso de perto e contribuiu muito para isso. Hoje, com centenas de profissionais, emissoras de televisão e rádio, portais de notícia e uma presença cada vez mais ampla, a Rede Matogrossense de Comunicação continua cumprindo com sua missão de informar com responsabilidade, aproximar pessoas e fortalecer o instituto da democracia através da nossa liberdade de comunicação e expressão. Em nome do povo de Mato Grosso, Sr. Presidente, parabenizo todos os jornalistas, técnicos, radialistas, cinegrafistas, produtores, que, ao longo desses 60 anos, fizeram da comunicação um instrumento de desenvolvimento, cidadania e integração. |
| R | Que essa história de pioneirismo, capitaneada pelo Ueze Elias Zahran, possa com certeza inspirar novos Elias Zahran, para que nós possamos ter aí outros grupos como a Rede Matogrossense de Comunicação. Parabéns à rede pelos seus 60 anos! Quero aqui colocar também o nosso mandato à disposição de V. Exas. Sempre que estiverem aí e precisarem de alguma coisa, estamos prontos, em pé e à ordem. Fui Comandante-Geral da Polícia Militar do Mato Grosso, sei da importância de se realmente entregar notícia de qualidade, com credibilidade, e a Rede Matogrossense de Comunicação sempre o fez. Portanto, parabéns, e que venham aí os próximos 60 anos, novamente, em uma grande homenagem como esta, feita aqui na Casa Alta do Congresso Nacional, o Senado da República. Parabéns ao Presidente e ao Senado da República por esta belíssima homenagem! (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Wellington Fagundes. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - MT) - Muito obrigado, Deputado Coronel Assis. Que venham os 60 anos e que venhamos todos nós aqui para a próxima sessão! Quero agora convidar o representante do Ministério das Comunicações, o Secretário de Radiodifusão, Wilson Wellisch. O SR. WILSON DINIZ WELLISCH (Para discursar.) - Bom dia, bom dia a todos. Antes de mais nada, gostaria de saudar o Senador Wellington Fagundes, que está presidindo esta sessão solene - muito obrigado pelo convite -; o Senador Wilder Morais - muito obrigado -; o Senador Nelsinho Trad, que está remotamente com a gente também; o Deputado Coronel Assis. Gostaria de saudar o Caio Turqueto, que é o Presidente do Grupo Zahran; a Márcia Zahran também, que está aqui com a gente; o Pedro João Turqueto, CEO da Copa Energia; o Diretor-Geral da Rede Matogrossense de Comunicação, Nicomedes; o Rodolfo Souza Salema, Diretor de Assuntos Legais e Regulatórios da Abert - obrigado pela presença -; o Tunico, que é o Presidente da Midiacom, do Mato Grosso também - muito obrigado -; a minha chefe de gabinete, Márcia; e, na pessoa do Senador Wellington Fagundes, a todos os demais Parlamentares aqui presentes - muito obrigado. É uma grande satisfação participar desta sessão solene especial do Senado Federal para celebrar os 60 anos da Rede Matogrossense de Comunicação, uma das redes mais antigas do país e que se tornou referência da radiodifusão brasileira, ajudando a contar a história do desenvolvimento do Mato Grosso e do nosso país. Trago a saudação do Ministro de Estado das Comunicações e a honra de representar o Ministério das Comunicações nesta homenagem. Ao longo das seis décadas, a Rede Matogrossense de Comunicação construiu uma trajetória marcada pela credibilidade, pela inovação e, sobretudo, pelo compromisso com a sociedade. Em um período de profundas transformações tecnológicas, soube preservar os valores essenciais do bom jornalismo e da comunicação responsável e a valorização da produção regional. Esse legado evidencia a importância da radiodifusão como um serviço de interesse público, essencial para fortalecer a democracia, integrar um país de dimensões continentais e aproximar pessoas, comunidades e instituições. Se hoje somos unidos pela língua portuguesa, por exemplo, mesmo rodeados de países de língua espanhola, muito se deve à atuação de emissoras como a Rede Matogrossense de Comunicação. No Ministério das Comunicações, o esforço é para que o setor continue forte, moderno e preparado para os desafios do futuro. Buscamos simplificar processos, aperfeiçoar o ambiente regulatório, ampliar a segurança jurídica e incentivar a inovação. |
| R | Nesse sentido, eu queria parabenizar o Congresso Nacional pela promulgação da Lei 15.182, de 2025, que revisou a legislação de radiodifusão, retirando regras e desburocratizando esse setor, que hoje tem sofrido tanto - e cada vez mais - com a competição com as plataformas digitais. Destaco ainda a TV 3.0, que ampliará a qualidade de imagem e som e que, ao integrar radiodifusão e internet, sempre preservando o caráter gratuito e universal da TV, promoverá a interatividade e a personalização da experiência ao público, uma evolução tecnológica que irá fortalecer a indústria nacional, estimular a inovação, valorizar o conteúdo brasileiro e criar novas possibilidades de acesso da população à informação e serviços públicos digitais, aproximando o estado dos cidadãos e em todo o território nacional. Sabemos que as novas tecnologias transformam continuamente a forma como a informação é produzida e consumida, mas também sabemos que a credibilidade, a responsabilidade editorial e o compromisso com o interesse público permanecem como diferenciais indispensáveis para os veículos de comunicação que conquistam e mantêm a confiança da população brasileira. Por isso, celebrar 60 anos da Rede Matogrossense é também reafirmar a relevância e a resiliência da radiodifusão brasileira e reconhecer o trabalho de milhares de profissionais que diariamente levam informação de qualidade aos lares de milhões de brasileiros. Quero prestar uma homenagem especial aos fundadores, aos dirigentes, aos jornalistas, radialistas, técnicos, produtores e a todos aqueles que fizeram e fazem parte dessa história. O sucesso de uma empresa de comunicação é resultado do talento e da dedicação de pessoas que compreendem a importância do serviço que prestam à sociedade. Tenho a convicção de que os próximos anos trarão novas oportunidades e novos desafios, e estou certo de que a Rede Matogrossense continuará desempenhando um papel de destaque, contribuindo para o fortalecimento da radiodifusão, para a valorização da informação de qualidade e para o desenvolvimento do Mato Grosso e do Brasil. Em nome do Ministério das Comunicações e da Secretaria nacional de Radiodifusão, parabenizo a Rede Matogrossense de Comunicação pelos seus 60 anos de história, e que venham mais 60! Que essa trajetória continue inspirando inovação, responsabilidade e compromisso com a informação de qualidade, contribuindo para o fortalecimento da comunicação, da democracia e do desenvolvimento do nosso país. Muito obrigado. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Wellington Fagundes. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - MT) - Muito obrigado ao Wilson Wellisch. Quero aqui registrar também as presenças dos consultores voluntários da Frenlogi. A Frenlogi é a frente parlamentar de infraestrutura e logística, da qual eu tenho a honra também de ser o Presidente. Estão aqui conosco o Sr. Luiz Félix, também o Sr. Pérsio e ainda o Sr. Marcelo Bechara, que é Diretor de Relações Institucionais em Mídias e Regulação do Grupo Globo. Convido agora o CEO da Copa Energia, o jovem talentoso e competente - e protegido pelos pais que estão aqui, pelo Caio e pela Márcia -, (Risos.) com certeza, para fazer agora o uso da palavra e nos dar o brilhantismo do seu pronunciamento. O SR. PEDRO JOÃO ZAHRAN TURQUETO (Para discursar.) - Obrigado, Senador. Bom dia a todos e a todas que estão aqui presentes. Agradeço a proteção do meu pai e da minha mãe por poder estar neste púlpito aqui falando um pouco sobre a Rede Matogrossense de Comunicação. |
| R | Bom, eu gostaria de começar agradecendo a todas as autoridades aqui presentes, ao Senado Federal como um todo, ao Secretário Wilson, ao Senador Wilder, ao Senador Nelsinho Trad, ao Deputado Coronel Assis e, em especial, ao Senador Wellington Fagundes, pela homenagem feita à Rede Matogrossense de Comunicação. Senador Wilder, vai ter que passar por um rebranding, não vai dar para continuar chamando de Rede Matogrossense, porque a gente aprendeu a respeitar muito os sotaques de onde a gente trabalha. Meu pai falou que se mudou na década de 70 para Cuiabá, eu passei a minha infância lá em Cuiabá, e, ouvindo aqui o Deputado Coronel Assis com esse sotaque cuiabano me traz muito boas referências, e a gente quer preservar isso, a gente quer que as sociedades em que a gente trabalha continuem preservando os seus sotaques, continuem tendo respeito pela comunidade. Então, eu vou comer muito arroz de pequi, eu vou acampar no Rio Araguaia, vou passar minhas férias em Pirenópolis, vou fazer caminhadas pela Chapada dos Veadeiros, vou me inserir nas sociedades goiana e tocantinense assim que tiver oportunidade. Mas essa homenagem, Senador Wellington, não é uma homenagem só à Rede Matogrossense de Comunicação; é uma homenagem também à minha família, que está aqui presente - o Dado, a Ana e o Guilherme, que são meus primos, representando os irmãos do meu avô Ueze Zahran -, e a todos os colaboradores da Rede Matogrossense de Comunicação, que, ao longo dos últimos 60 anos, nos ajudaram a construir o que é hoje um dos maiores grupos de mídia do país. Essa história foi uma história construída com muita resiliência, empreendedorismo e, acima de tudo, responsabilidade com a sociedade dos dois estados em que a gente atua. Há 60 anos, quando meu avô Ueze Zahran e seus irmãos decidiram iniciar essa jornada, o Estado de Mato Grosso - que era um Mato Grosso só, o Mato Grosso uno - pertencia ao Brasil profundo, distante das grandes capitais, com poucas opções de entretenimento e, sobretudo, carente de uma voz própria que conectasse sua gente ao mundo. A família enfrentou de frente os maiores barões de mídia para levar a televisão ao estado. Para quem não conhece a história, bateu de frente, na época, com Assis Chateaubriand e conseguiu ganhar a concessão para levar a TV para, então, Mato Grosso. Contra todas as probabilidades, a gente venceu essa disputa. Inicialmente com a TV Morena, em Campo Grande, depois com a TV Centro América, em Cuiabá, levamos o mundo até Mato Grosso e Mato Grosso para o mundo. Hoje eu tenho muito orgulho de ser membro da terceira geração da minha família e testemunhar que o espírito empreendedor que norteou os nossos antepassados continua vivo entre a gente. A Rede Matogrossense de Comunicação, assim como os dois estados em que atuamos, evoluiu, cresceu e se diversificou. Hoje operamos em rádios, portais de internet, mídia exterior, eventos, além da televisão. Os estados que um dia foram pequenos tornaram-se gigantes nacionais, admirados como exemplos a serem seguidos, com agronegócio, indústria e comércio pujantes. Essa transformação não foi apenas econômica. Foi também cultural, social e política. Eu tenho certeza de que a mídia regional teve um papel central nessa evolução. Nesse contexto, nos últimos meses, fechamos a aquisição do controle do braço de mídia do Grupo Jaime Câmara, expandindo nossa atuação para os Estados de Goiás e Tocantins. Formamos, assim, o maior grupo de mídia do Centro-Oeste do Brasil, uma posição de liderança que nos desafia a ampliar ainda mais nosso compromisso com o desenvolvimento regional e com a responsabilidade de informar, entreter e conectar milhões de brasileiros. Nada disso seria possível sem nossos colaboradores, sem nossos clientes e sem a confiança de nossa audiência, e a eles fica aqui o meu profundo agradecimento. |
| R | Que os próximos 60 anos sejam tão frutíferos quanto os que se passaram e que continuemos a honrar a coragem e a visão do meu avô e dos seus irmãos, levando o Brasil profundo para o mundo e o mundo para o Brasil profundo. Muito obrigado. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Wellington Fagundes. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - MT) - Mais uma vez, agradeço aqui o seu brilhante pronunciamento. Vamos agora assistir ao vídeo que retrata a importante contribuição da Rede Matogrossense de Comunicação para o jornalismo brasileiro. (Procede-se à exibição de vídeo.) (Palmas.) |
| R | O SR. PRESIDENTE (Wellington Fagundes. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - MT) - É isso mesmo. Ao longo de seis décadas, a Rede Matogrossense de Comunicação foi muito mais do que uma testemunha da história. Em cada grande acontecimento vivido por Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, estavam presentes as câmeras, o jornalista, o cinegrafista e os produtores e toda uma equipe extremamente competente e comprometida em levar a informação com responsabilidade, equilíbrio e, acima de tudo, credibilidade. O legado de Ueze Zahran permanece vivo e continua sendo honrado pela família Zahran e por todos aqueles que produzem essa organização e que conduzem também esse trabalho com muita responsabilidade, inovação e compromisso com a sociedade. Recentemente, a Rede Matogrossense deu mais um importante passo, ao anunciar a incorporação do Grupo Jaime Câmara no seu controle. |
| R | Com essa união, passa a formar a maior rede de afiliadas da Globo do Brasil, ampliando assim a sua presença em todo o Centro-Oeste e no Tocantins, com isso consolidando um dos maiores grupos de comunicação do país. É motivo de orgulho ver uma empresa nascida em Mato Grosso alcançar dimensão nacional, sem perder a sua essência de informar com responsabilidade e também servir as comunidades onde sempre atua. Agora, eu quero convidar o Diretor-Geral da Rede Matogrossense de Comunicação, Nicomedes Silva Filho, para fazer uso da palavra. O SR. NICOMEDES SILVA FILHO (Para discursar.) - Exmo. Sr. Senador Wellington Fagundes, proponente desta sessão, e a quem agradeço profundamente pela honra desta homenagem. Quero, na sua pessoa, cumprimentar todos os Senadores, em especial o Wilder, que está aqui presente conosco, o Senador Nelsinho, que também está presente remotamente. Eu quero cumprimentar o Wilson Wellisch, Secretário de Radiodifusão. Quero cumprimentar as demais autoridades presentes nesta Casa, Casa que é a legítima representante do povo brasileiro. Minha saudação muito especial à família Zahran, aqui representada pela Márcia, Ana Paula, Eduardo, Guilherme e Pedro. Vocês são muito mais do que herdeiros, vocês são guardiões de um legado que transformou o interior do Brasil. Quero cumprimentar o nosso Presidente Caio, que tem nos incentivado, Caio, nesses novos desafios; e quero cumprimentar também todos os demais convidados que aqui dividem este momento especial conosco. Peço também licença para saudar os verdadeiros protagonistas dessa jornada. São mais de 700 colaboradores que nos assistem agora pela TV Senado. Eu não ocupo aqui, Senador, sozinho esse púlpito. Eu trago comigo a honra de representar esse time que é cada vez mais dedicado à nossa organização. Senhoras, senhores, eu divido essa mensagem em dois momentos: um olhar para a memória de quem acompanha essa história há quase quatro décadas e um olhar para o futuro de quem vislumbra um horizonte com absoluta confiança. O primeiro momento é sobre a minha jornada de 38 anos enquanto colaborador desta organização. Entrei nessa empresa ainda menino, desenvolvi minha trajetória na área comercial, onde aprendi que comunicar é, antes de tudo, conectar pessoas e oportunidades. Presenciei a era do VHS, participei da virada da transmissão terrestre para o satélite, isso em 1997, e por fim vivi a transição para a TV digital em 2007. |
| R | Hoje, estamos vivendo no limiar da TV 3.0, citada aqui pelo Secretário Wilson. Assistimos à fusão definitiva entre o broadcast e o broadband. A televisão e a internet deixam de ser concorrentes para se tornarem aliadas, levando uma experiência imersiva e personalizada ao brasileiro. Em quase quatro décadas, aprendi que, embora a tecnologia se transforme, os valores da organização permanecem sólidos. Tive o privilégio de conviver com o Sr. Ueze, o Sr. João, o Sr. Jorge, e com eles aprendi que o maior patrimônio de uma empresa de comunicação não são suas antenas, não são seus prédios, mas é, sim, o respeito pelo ser humano. O tratamento digno que eles dedicavam a cada colaborador é um alicerce que nos sustenta ainda hoje. O espírito empreendedor deles nos ensinou a não temer o novo, mas a abraçá-lo com coragem. O segundo momento é sobre o compromisso e a responsabilidade de liderar esse time, e são dois os motivos que me entusiasmam diariamente. O primeiro: eu acredito profundamente na região em que nós atuamos. A Região Centro-Oeste não é apenas o celeiro de alimento para o mundo: somos o motor econômico da nação. Estamos evoluindo de exportadores de commodities para um polo de produtos manufaturados e alta tecnologia agropecuária. E o segundo motivo, não menos importante: eu acredito que a comunicação profissional é o setor que transforma a vida do cidadão. Em tempos de desinformação, o jornalismo ético é o único antídoto. Por trás de cada notícia que produzimos, há um CNPJ, há um CPF, há um rosto, um nome e uma conduta que podem ser identificados. Nós temos um compromisso com a verdade e com as consequências daquilo que publicamos. Por fim, a nossa missão, ao completar 60 anos, continua sendo a mesma: ajudar o povo brasileiro a refletir. Queremos que cada cidadão, ao desligar a sua TV, ao fechar o seu portal, ao desligar a sua rádio, sinta-se mais consciente do seu papel na construção de um país mais justo. Muito obrigado ao Senado Federal por este reconhecimento. Vida longa à nossa rede de comunicação e ao compromisso inabalável com a informação de qualidade! Muito obrigado. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Wellington Fagundes. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - MT) - Também quero fazer aqui um testemunho, dizendo que a história da Rede Matogrossense começou com a coragem de um homem que acreditou na comunicação. Sessenta anos depois, aquela mesma coragem continua guiando uma empresa que não parou no tempo e continua inovando, investindo e melhorando para o futuro. Agora, vamos assistir a mais um vídeo... Já está lá. Vamos a mais um. Próximo vídeo. |
| R | (Procede-se à exibição de vídeo.) (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Wellington Fagundes. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - MT) - Como vimos no vídeo, a história da Rede Matogrossense também é marcada por iniciativas que vão muito além do jornalismo. E cito aqui projetos como a Corrida de Reis, a Multiação, a TVCA nos bairros e, ainda, inúmeras campanhas educativas que demonstram que a comunicação sempre significa cidadania, solidariedade e também transformação social. Na programação regional, produções como o É Bem Mato Grosso, sempre à frente o meu amigo - amicíssimo, inclusive, eu diria - de longa data, o artista Pescuma, que está aqui e, daqui a pouco, também vai fazer a sua apresentação, e outros programas que valorizam ainda a nossa cultura, a nossa gastronomia, os nossos artistas e também as nossas riquezas naturais, fortalecendo assim a identidade do povo mato-grossense. |
| R | Ao homenagearmos esses 60 anos, prestamos reconhecimento aos empresários, dirigentes, jornalistas, radialistas, cinegrafistas, produtores, apresentadores, técnicos e ainda colaboradores, que, muitas vezes, longe das câmaras, fazem diariamente a comunicação acontecer. A democracia se fortalece quando existe uma imprensa livre, profissional, responsável e comprometida com os fatos e com o interesse público. Esta sessão especial é, portanto, uma homenagem não apenas a uma empresa, mas ao papel da comunicação na construção da cidadania e do desenvolvimento regional. Eu quero aqui falar do papel desta empresa, porque, principalmente na nossa região, onde eu nasci, em Rondonópolis, com a chegada da TV Centro América, a gente percebeu o envolvimento, parece que a cidade começou a ser projetada além do Mato Grosso, no Brasil inteiro, e hoje, em Mato Grosso, é uma cidade recordista no PIB mato-grossense. Antes de encerrarmos esta sessão especial, recebemos aqui, com muito orgulho, um dos maiores representantes da música regional, que é Pescuma Morais. O SR. PESCUMA MORAIS (Para exposição de convidado.) - Bom dia a todos. Eu vou cantar um ritmo que representa a dança popular de Mato Grosso. A primeira é um pot-pourri de rasqueado, recolhido do folclore cuiabano, e a segunda é É Bem Mato Grosso, que é uma parceria minha com o meu grande irmão Ulisses Serotini. (Procede-se à apresentação musical.) |
| R | O SR. PESCUMA MORAIS - A segunda é Bem Mato Grosso. (Procede-se à apresentação da música É bem Mato Grosso.) (Palmas.) O SR. PESCUMA MORAIS - Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Wellington Fagundes. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - MT) - Neste momento, eu convido o Presidente do Grupo Zahran, Caio Turqueto, representando toda família Zahran e os colaboradores da Rede Matogrossense de Comunicação, e a D. Márcia Zahran, para receberem os meus cumprimentos fraternos e de gratidão. Convido o Caio Turqueto e a Sra. Márcia para estarem aqui à frente, para que possam receber a homenagem, em nome da minha esposa, Mariene de Abreu Fagundes, e também das minhas netinhas; são seis netos, mais as netinhas de um ano e seis meses, que são gêmeas univitelinas, um presente de Deus. É muito família. (Procede-se à entrega de homenagem ao Sr. Caio Turqueto e à Sra. Márcia Zahran.) (Palmas.) |
| R | O SR. PRESIDENTE (Wellington Fagundes. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - MT) - Então, nós todos aqui à mesa, o Senador Wilder, a Mesa Diretora, a que eu quero agradecer na pessoa do nosso Presidente Davi Alcolumbre, que permitiu que a gente tivesse esta sessão solene tão importante, parabenizamos toda a família Zahran, na pessoa da D. Márcia Peluffo Zahran, que é a filha do fundador, que eu conheci muito quando eu ainda estudava em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Lá eu estudei no segundo grau, que agora é o ensino médio, e também na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. E eu fui morar exatamente próximo de onde a TV Morena se instalou. Hoje é o bairro TV Morena. Olha a importância que foi a chegada da TV! E eu morava numa pequena casa, numa república ali próximo, e às vezes eu ia fazer visita lá na TV por curiosidade, como jovem, e o Sr. Elias Zahran sempre fazia questão de ter tempo para conversar com as pessoas simples, um jovem. E ele ia lá conversar, explicar e às vezes até orientar, para que a gente pudesse aprender a ser empresário. Ele sempre falava isto: "Estude bastante para você ser também um empresário no futuro". Então, por isso eu guardo muito boas memórias. Também quando foi inaugurar, na minha cidade, a TV Centro América, lá estava ele com toda a capacidade, a ternura e a paciência - como era paciente! Quando a gente vê uma pessoa multimilionária, com muitos negócios, normalmente tem pressa, não tem tempo para conversar com, às vezes, uma pessoa simples, com um jovem. E ele não. Ele era diferente: fazia questão de arrumar tempo para conversar com as pessoas. Por isso, parabenizo a D. Márcia, o seu filho João, o Caio e a todos. E eu quero parabenizar também a direção da Rede Mato Grossense de Comunicação e todos os seus colaboradores por essa extraordinária trajetória de seis décadas. Sessenta anos passam depressa, principalmente para quem constrói legado. E o maior patrimônio da Rede Mato Grossense não são apenas as suas emissoras; são as pessoas que ela ajudou a informar, a aproximar e a integrar ao longo dessas seis décadas. Que os próximos anos sejam marcados por ainda mais inovação, crescimento, compromisso com a verdade, com a sociedade brasileira e com a comunicação regional de qualidade! Por isso eu deixo aqui o meu muito obrigado a todos. E eu quero aqui, antes de encerrar esta sessão, também fazer um registro aqui de uma pessoa muito importante lá do meu estado e que também a TV sempre divulgou, porque ele era um sindicalista, Presidente de um sindicato - estão lá já as imagens. Eu quero aqui registrar essa lenda, que tanto fez pelo sindicalismo lá no estado de Mato Grosso. A história de vida centenária do Sr. Val é algo raro e inspirador também. Comunicativo e curioso, de espírito alegre e acolhedor, ele é uma demonstração da capacidade humana de seguir em frente, apesar das limitações e das provações que temos que superar ao longo das nossas vidas. |
| R | O Sr. Valfredo José Gonçalves nasceu no dia 10 de dezembro de 1925, lá na Paraíba, em Uiraúna, antiga Belém do Rio do Peixe, região semiárida, por onde passou o bando de Lampião, na década de 1920, distante cerca de 476 quilômetros da capital, João Pessoa. Era filho dos lavradores norte-rio-grandenses: José Raimundo da Cunha e Maria Plautides de Jesus, que tiveram outros 11 filhos (8 homens e 4 mulheres): Ana, Raimundo, José, Pedro, Francisco, João, Selvina, Antônia, Alcides, Maria e Manoel. Hoje, da família numerosa de antigamente, além de Valfredo, somente a irmã Maria - mais conhecida como Titia - e Manoel, que moram em São José do Povo, estão vivos. Ela conta com 98 anos, e o irmão Manoel tem 97 anos. Ou seja, parece que a longevidade é algo presente no DNA da família. Ontem, eu ouvia alguém comentando: "Pena que ele não vai ter mais tempo para viver esse mundo tão moderno, né?" E eu disse a ele: "Olha, fique tranquilo, porque eu fui à China há poucos dias e lá, com as pesquisas - visitei um hospital 100% robótico e de inteligência artificial, assim como também uma indústria, do mesmo grupo -, eles dizem que o homem de 800 anos já está aí desenvolvido. De repente, nós vamos pegar algumas células-tronco ou outro tipo, para a gente viver realmente mais 60 anos juntos aqui, em uma nova comemoração. Eu quero registrar - inclusive, está aqui o jornal A Tribuna, faço questão de mostrar - que, também com muito orgulho, a minha cidade natal, Rondonópolis, agora, neste semestre, atingiu US$1,5 bilhão e está no topo das exportações de Mato Grosso. Por isso, Caio, você pode ter certeza de que o Grupo Zahran teve também muito disso. Rondonópolis é uma cidade-polo, a terceira cidade em população de Mato Grosso, mas a segunda cidade em arrecadação. Então, é uma cidade-polo da Região Sudeste e que hoje experimenta um desenvolvimento continuado. Eu, que sou filho de Rondonópolis, falo com orgulho, porque também aqui, através de um projeto de lei de minha autoria, edificamos e criamos a segunda Universidade Federal de Mato Grosso, que está lá funcionando a pleno vapor e fica, inclusive, perto da sede da TV Centro América lá de Rondonópolis. Então, ao encerrar, eu quero aqui, mais uma vez, agradecer a todos, agradecer a Deus pela oportunidade de estar aqui. Cumprida, então, a finalidade desta sessão especial do Senado Federal, eu quero aqui agradecer às personalidades que nos honraram com sua participação. Gostaríamos de que todos falassem mas como não temos tempo também, fica aqui o nosso agradecimento. Declaro, então, encerrada esta sessão de homenagem aos 60 anos desse grupo tão importante para o Brasil e, em especial, para o nosso Estado de Mato Grosso e para a minha querida Rondonópolis. (Palmas.) (Levanta-se a sessão às 12 horas e 04 minutos.) |


