Notas Taquigráficas
4ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA
57ª LEGISLATURA
Em 4 de setembro de 2026
(sexta-feira)
Às 15 horas
122ª SESSÃO
(Sessão Especial)
| Horário | Texto com revisão |
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| R | O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF. Fala da Presidência.) - Declaro aberta a sessão. Sob a proteção de Deus, iniciamos nossos trabalhos. A presente sessão especial foi convocada em atendimento ao Requerimento nº 890, de 2025, de autoria desta Presidência e de outros Senadores, aprovado pelo Plenário do Senado Federal. A sessão é destinada a celebrar o Dia dos Corretores de Imóveis. Convido para compor a mesa desta sessão especial a Sra. Lucimar Alves Elias, Presidente da Federação Nacional dos Corretores de Imóveis. (Palmas.) Quero antes registrar também a presença na galeria dos alunos do ensino fundamental da Escola Classe 19 de Taguatinga. Sejam bem-vindas e bem-vindos. (Palmas.) Convido também para compor a mesa o Presidente da Associação dos Corretores de Imóveis do Distrito Federal, o Sr. Rodrigo Barreto. (Palmas.) Convido também o Sr. Geraldo Nascimento, Presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis de Brasília. (Palmas.) Convido também o Sr. Antonio Bispo Júnior, Vice-Presidente da Federação dos Corretores de Imóveis da Região Centro-Oeste. (Palmas.) Convido também o Sr. José Antonio Haag, Corretor de Imóveis. (Palmas.) (Pausa.) |
| R | Convido a todos para, em posição de respeito, acompanharmos o Hino Nacional. (Procede-se à execução do Hino Nacional.) |
| R | O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF. Para discursar - Presidente.) - Quero aqui cumprimentar a nossa Presidente da Federação Nacional dos Corretores de Imóveis, Lucimar Elias; o Presidente da Associação dos Corretores de Imóveis do DF, Rodrigo Barreto; o Presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis de Brasília, Geraldo Nascimento; o Sr. Vice-Presidente da Federação dos Corretores de Imóveis da Região Centro-Oeste, Antonio Bispo Júnior; e o nosso Sr. José Antonio Haag, Corretor de Imóveis. Quero cumprimentar cada um de vocês, corretores, convidados. A casa própria começa com um sonho; um sonho que às vezes é de um, de um casal, de uma família, de pessoas que não sonham sozinhas, porque tem sempre alguém junto trabalhando para tornar este sonho real. Antes de qualquer contrato, antes de qualquer assinatura, existe uma cena que se repete todos os dias em Brasília e no Entorno: uma família andando devagar por um apartamento vazio, imaginando onde vai caber o sofá, onde vai ficar o quarto das crianças. Este é o momento mais silencioso do mercado imobiliário. E, quase sempre, há alguém do lado, com as chaves na mão, ajudando essa família a enxergar uma casa onde antes só havia paredes nuas. Este alguém é o corretor de imóveis, e é para celebrar o seu ofício que esta sessão foi convocada. Como Professor e Contador, aprendi cedo que todo número, se a gente insistir em olhar de perto, revela uma história. Passei a vida lendo balanços, orçamentos, indicadores e o que descobri, já como Parlamentar, é que, por trás de cada financiamento habitacional aprovado, existe uma decisão que muda a vida de uma família inteira. O nosso Distrito Federal cresce em duas velocidades diferentes. Há o Plano Piloto, projetado, tombado, regulado, até o último metro quadrado; e há a Brasília que se constrói todos os dias, em Ceilândia, em Samambaia, em Taguatinga, no Sol Nascente, e que segue crescendo além das fronteiras do DF, no Entorno, em cidades como Valparaíso, Luziânia, Novo Gama, Águas Lindas. É gente que atravessa a fronteira administrativa todos os dias para trabalhar na capital e que sonha um dia assinar a escritura do primeiro imóvel. Nessa Brasília, dividida entre o rigor e a pressa, o corretor de imóveis cumpre uma função que vai muito além da intermediação: ele decifra a certidão que ninguém sabe ler; ele identifica a hipoteca escondida, a ação judicial que pode comprometer o negócio, o loteamento que ainda não tem escritura definitiva; e ele tem a coragem - que nem sempre é fácil - de dizer a uma família ansiosa que aquele não é o momento certo para comprar. Isso tem nome técnico: diligência. Mas eu prefiro chamar pelo nome comum: cuidado com dinheiro investido, porque um imóvel não se compra como quem compra qualquer outro bem. Ali entra a poupança de uma vida inteira, entra o Fundo de Garantia que levou décadas para se acumular, entra uma dívida que vai acompanhar aquela família pelos próximos 20 anos, 30 anos. |
| R | Como contador, sei o peso que uma taxa mal explicada ou um índice de correção mal compreendido podem ter no orçamento de uma casa, e é o corretor quem traduz essa linguagem - a linguagem dos contratos, dos decretos, dos índices - para a linguagem de quem só quer garantir um teto para a família. Esse trabalho de tradução é, no fundo, um trabalho de justiça, porque equilibra uma negociação que, sem orientação, tende a pesar sempre para o lado de quem sabe mais. Faz quase 50 anos que o Brasil reconheceu a importância deste trabalho. Foi em 1978, quando a Lei nº 6.530 deu nova regulamentação à profissão de corretor de imóveis e organizou os conselhos responsáveis por fiscalizar essa atividade em todo o país. Cumprimento o Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci), e cumprimento, de forma especial, o Conselho Regional de Corretores de Imóveis da 8ª Região, o nosso Creci-DF, pelo trabalho permanente de formar, orientar e fiscalizar quem exerce essa profissão na capital do Brasil. A todos os corretores e corretoras de imóveis do Distrito Federal: vocês entram na vida das famílias num dos momentos mais decisivos que elas vão viver e saem dela deixando não apenas um contrato assinado, mas um endereço, uma história e a sensação de sonho realizado. Continuem fazendo esse trabalho com técnica e com ética e podem sempre contar comigo para que a valorização da categoria seja cada vez maior. Parabéns aos corretores de imóveis! (Palmas.) Solicito à Secretaria-Geral da Mesa a exibição de um vídeo institucional. |
| R | (Procede-se à exibição de vídeo institucional.) O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Neste momento, concedo a palavra à Sra. Lucimar Alves Elias, Presidente da Federação Nacional dos Corretores de Imóveis. A SRA. LUCIMAR ALVES ELIAS (Para discursar.) - Senhoras e senhores, Exmo. Sr. Senador Izalci Lucas, demais autoridades presentes, eu, aqui, neste momento, vou fazer uma homenagem especial a todos os corretores e corretoras, por este dia, nesta Casa. É com profunda emoção e, sobretudo, com muito orgulho, que ocupo esta tribuna do Senado Federal para representar uma categoria com a qual aprendi, ao longo de mais de 30 anos, a defender os nossos direitos e participar de um mercado tão pujante como o mercado de imóveis. Hoje, não estamos aqui apenas para celebrar uma profissão; estamos aqui para celebrar pessoas, pessoas que acordam todos os dias acreditando que podem transformar sonhos em realidade. O corretor de imóveis não entrega apenas uma chave; ele entrega segurança, orienta famílias, aproxima pessoas, ajuda alguém a encontrar o primeiro lar, a realizar um investimento, a construir um patrimônio e, muitas vezes, a começar uma nova história. Por isso, quando falamos do corretor de imóveis, estamos falando de um profissional que tem uma enorme responsabilidade social e econômica. |
| R | O mercado imobiliário movimenta empregos, investimentos, construção civil, créditos, serviços e renda e, no centro de muitas dessas relações, está o corretor de imóveis, mas há algo que precisamos dizer desta tribuna: o corretor de imóveis precisa ser valorizado, respeitado e protegido. Essa profissão não pode ser tratada como uma atividade qualquer; é uma profissão regulamentada, que exige conhecimento, qualificação, responsabilidade, ética e compromisso com a sociedade. É justamente por isso que a Fenaci continuará defendendo, com firmeza, as prerrogativas profissionais do corretor de imóveis e o reconhecimento da sua importância no Brasil. Senhoras e senhores, a história da nossa categoria é uma história de luta; desde a regulamentação, de 27 de agosto de 1962, até os dias atuais, os corretores avançam se qualificando, conquistando espaço. São mais de seis décadas construindo uma profissão cada vez mais preparada para desafios de um mercado que mudou profundamente: hoje, vivemos uma era de tecnologia, da inteligência artificial, da digitalização dos contratos, das novas formas de comercialização, de um consumidor cada vez mais informado. A confiança é aquilo que um bom corretor constrói todos os dias. Por isso, precisamos olhar para o futuro sem medo. Queremos tecnologia, inovação e modernização; mas queremos tudo isso com segurança jurídica, ética, qualificação profissional e respeito às prerrogativas daqueles que exercem legalmente uma profissão. A Fenaci tem uma missão muito clara: representar, defender e fortalecer os corretores de imóveis em suas entidades sindicais. E faço questão de dizer, nesta Casa, que a força da nossa profissão está também na nossa capacidade de união; nenhuma entidade é maior do que uma categoria que representa e nenhum projeto de futuro será possível se não formos capazes de caminhar juntos. É por isso que faço hoje um chamado aos sindicatos, às entidades representativas, às lideranças e a cada corretor e corretora: precisamos permanecer juntos, unidos para combater o exercício ilegal, unidos para buscar melhores condições de trabalho, unidos para construir políticas públicas que favoreçam o acesso à moradia, o fortalecimento do mercado imobiliário e unidos, sobretudo, para mostrar ao Brasil que o corretor de imóveis é um profissional essencial. Quero fazer aqui um agradecimento especial ao Senador Izalci Lucas, pela iniciativa desta sessão especial. Senador, esta homenagem não é apenas uma solenidade, ela representa reconhecimento; representa também o respeito para com a nossa categoria e representa uma oportunidade para que o Congresso Nacional conheça mais de perto os desafios e as necessidades da nossa categoria. |
| R | A Fenaci está sempre aberta ao diálogo com esta Casa e ao poder público porque acreditamos que as grandes conquistas são construídas com diálogos, responsabilidade e união. Senhoras e senhores, ser Presidente da Federação é uma grande responsabilidade, mas, acima de tudo, é uma honra, porque, quando defendemos a Fenaci, estamos defendendo milhares de homens e mulheres que escolhem uma profissão digna todos os dias. (Manifestação de emoção.) Eu tenho orgulho de ser corretora. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Convido para fazer uso da palavra o nosso querido Senador Wellington Fagundes, que está de forma remota. O SR. WELLINGTON FAGUNDES (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - MT. Por videoconferência.) - Fala aí, Senador! O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Fala, meu Governador! O SR. WELLINGTON FAGUNDES (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - MT. Por videoconferência.) - O.k.? O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Tudo bem. O SR. WELLINGTON FAGUNDES (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - MT. Para discursar. Por videoconferência.) - Olha, que felicidade poder estar falando nesta sessão tão importante que V. Exa. promove, e eu falo porque eu sou corretor juramentado. Então, eu quero aqui fazer o meu pronunciamento, ser obediente ao tempo, porque estou também em campanha. Estou aqui, no interior, para mostrar, aqui, no coração do Brasil, que nós todos somos do Centro-Oeste, não é? Essa maravilha! Produzir alimentos para que a cesta básica seja cada dia mais produtiva, de qualidade, mais acessível para todos, e ainda exportar para gerar riqueza. Esse é o Centro-Oeste brasileiro, de que V. Exa. faz parte, e por isso o nosso entusiasmo de estarmos aqui, nesta campanha eleitoral, como candidato a Governador, pelo 22, com Flávio Bolsonaro. E V. Exa., Izalci, meu amigo do Bloco Vanguarda, é uma das referências, e hoje candidato a Deputado Federal. Por isso, nesta sessão especial em homenagem ao Dia Nacional do Corretor de Imóveis, eu quero aqui saudar a todos os Senadores, Senadoras, todos os brasileiros que estão nos assistindo neste momento. Olha, eu quero aqui dizer que o imóvel pode ser feito de tijolo, também de concreto, mas um lar é feito de sonhos; sonhos que a gente tem que sonhar sempre, e sonhos com segurança e confiança, e o corretor é o que ajuda a transformar esses sonhos em realidade. Por isso, eu quero cumprimentá-lo mais uma vez, Senador Izalci Lucas, por essa iniciativa desta sessão; as autoridades presentes; as lideranças do Sistema Cofeci-Creci; e também, de modo especial, cada corretora e cada corretor brasileiro, cada corretor que promove grandes negócios, pequenos, médios e grandes negócios, que promove o desenvolvimento do Brasil. No dia 27 de agosto, nós celebramos o Dia Nacional do Corretor de Imóveis. Neste ano, são 64 anos desde a primeira regulamentação da profissão, em 1962, uma conquista da união e da luta da categoria, porque ser corretor não é apenas fazer negócios; é mostrar, acima de tudo, que é muito importante para que o imóvel tenha a sua legalidade, ouvir as pessoas, entender o que elas precisam, conferir os documentos, explicar, acima de tudo, mostrar os contratos, identificar os riscos e dar segurança ao negócio. |
| R | Por isso, eu tenho certeza de que cada corretor brasileiro está promovendo o desenvolvimento, fazendo com que o Brasil seja este país de mais oportunidades. Eu quero dizer que, muitas vezes, o corretor cuida do dinheiro que a família juntou durante toda a vida. Por isso, conhecimento, ética, responsabilidade e confiança não são detalhes, são a base dessa profissão. E eu não falo dessa atividade de longe. Eu quero dizer que falo de perto, porque sou corretor juramentado e também sei carregar comigo essa credencial. Meu pai sempre me dizia: "Meu filho, se, quando você for (Falha no áudio.) ... para fazer um bom negócio, tem que ter um corretor documentado, juramentado."; e ele tinha razão, porque o bom corretor sempre tem razão quando ele é documentado. Em 2019, eu quero dizer que eu presidi, neste Senado, uma sessão especial em homenagem aos corretores e também assumi o compromisso de valorizar os profissionais, todos eles habilitados. Eu transformei esse compromisso em trabalho. Apresentei o Projeto de Lei nº 1.989, de 2025, que torna crime o exercício ilegal da profissão de corretor de imóveis, com pena de detenção e multa. Mas isso vale para todas as profissões. Nós queremos todos documentados. Não se trata de punir por punir, trata-se de valorizar quem estudou, quem se preparou, quem mantém o seu registro em dia e quem trabalha honestamente e, ao mesmo tempo, proteger as famílias contra fraudes, golpes e prejuízos. Por isso, Senador Izalci, eu peço o apoio dos meus colegas Senadores para aprovarmos essa proposta, valorizar, acima de tudo, esta profissão, que, como todas as outras, são fundamentais. Mudança pode ocorrer, mas nós queremos que todas as áreas sejam documentadas. Temos outros projetos. E aí, Sr. Presidente, hoje, então, temos plataformas digitais, assinaturas eletrônicas, inteligência artificial... A tecnologia sempre é bem-vinda, mas nenhum aplicativo substitui o olho no olho, a experiência e a confiança de um bom corretor. Eu quero aqui, então, renovar o meu compromisso de continuar trabalhando ao lado do Cofeci, dos Crecis e de cada profissional da categoria. A melhor homenagem é transformar reconhecimento em ação, compromisso em resultado. A cada corretora e a cada corretor do Brasil, especialmente aos profissionais do meu Mato Grosso, em nome do nosso Presidente, o Conttreira, eu deixo aqui o meu respeito, a minha gratidão e o meu abraço. Vocês não entregam apenas chaves - quero repetir -; vocês abrem portas para o futuro das famílias, dos empreendimentos e das nossas cidades. Parabéns por essa comemoração do Dia Nacional do Corretor de Imóveis! Continuem contando com o meu trabalho, com a minha voz e com o meu apoio, se Deus me abençoar e o povo de Mato Grosso me eleger no Estado do Mato Grosso, esse grandioso estado. Vocês, corretores do Brasil que não conhecem Mato Grosso, venham para o Mato Grosso, aqui é lugar de oportunidades. Que Deus abençoe a todos. (Palmas.) |
| R | O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Registramos aqui a presença, na galeria, dos alunos do Instituto PIBViver, de Brasília, aqui do Distrito Federal, que vieram a convite do gabinete parlamentar do Senador - e próximo Presidente da República - Flávio Bolsonaro. Sejam bem-vindos. (Palmas.) Concedo a palavra ao Sr. Geraldo Nascimento, Presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis de Brasília. (Pausa.) Vamos inverter. (Pausa.) Convido, então, para fazer uso da palavra, o Sr. Vice-Presidente da Federação dos Corretores de Imóveis da Região Centro-Oeste, Antonio Bispo Júnior. O SR. ANTONIO BISPO JÚNIOR (Para discursar.) - Boa tarde a todos. Eu quero, primeiramente, agradecer a Deus por estar no Plenário e no púlpito desta maravilhosa Casa, que é o Senado da nossa República. É com muito prazer e até emocionado, porque são poucos os brasileiros que conseguem uma homenagem tão bonita dessa que o Senador está proporcionando para cada corretor. Então, eu quero homenagear a Mesa, na pessoa do nosso Senador, e eu digo para o senhor: lá em casa, todos estão contigo! E lá deve ter uns 15, e vou correr atrás de mais! E também quero homenagear cada corretor que está aqui no Plenário, os corretores do Brasil todo e os 35 mil colegas de Brasília, de quem eu tenho muito orgulho, como o Senador do Mato Grosso falou, terra do meu querido tio maçom Vicente Vuolo, que era muito amigo do meu pai e que ia muito na minha casa. Então, eu quero deixar aqui uma breve palavra para cada um de vocês, porque eu sou filho de corretor de imóveis que veio no início de Brasília, em 1958, a pedido, convocação de Juscelino, do nosso Presidente JK, que tem uma brilhante frase: "O meu muito obrigado aos corretores de imóveis do Brasil pela venda dos lotes da nossa Brasília". Quer dizer, o próprio Presidente reconheceu a importância dos corretores de imóveis. Nós, hoje, somos quase 700 mil corretores no Brasil todo e, como o Senador falou, nós entregamos a segurança negocial, para que famílias comprem os imóveis com toda a documentação apta à escritura e registro. |
| R | Vocês, crianças, olhem com carinho para a nossa profissão, porque é profissão de futuro e de grandes ganhos, porque, hoje, advogados, engenheiros, arquitetos, médicos, economistas, contadores, todos estão chegando à nossa profissão. Hoje, nós devemos ter mais ou menos 65% dos corretores do Brasil com ensino superior, e eu tenho muito orgulho disso. Eu mesmo, além de corretor, sou advogado, tenho OAB, mas onde eu me apresento, eu tenho o maior orgulho de dizer: "eu sou corretor de imóveis", porque o pão lá em casa é com o trabalho de corretor de imóveis. Minha esposa está aqui hoje, sempre me acompanha, Sofia Xidis, a minha grega. Somos casados há 30 anos, e tenho o máximo prazer em sustentar a minha casa com a venda de imóveis. Eu também gostaria de deixar registrada a presença do Presidente do Secovi do Distrito Federal, Eduardo - a mãe e o pai dele também são pioneiros, eram amigos do meu pai -, e de saudá-lo, porque ele dirige uma entidade patronal. E eu sempre falo para todos: a Federação dos Corretores e o Sindicato dos Corretores, nós não somos inimigos, nós andamos juntos, porque o corretor que começa a carreira e o corretor profissional liberal como eu, às vezes precisamos do apoio das imobiliárias, e elas também precisam do apoio dos corretores. Nós andamos juntos, porque... (Palmas.) Eu sempre prego união, não divergências, porque os corretores precisam da estrutura das imobiliárias, e os donos das imobiliárias, hoje, respeitam muito os corretores. Antigamente, o corretor... Há pouco tempo atrás, 15 anos atrás, somente em Brasília, os homens e mulheres davam plantão em tendas, e as mulheres não tinham lugar onde fazer as suas necessidades. E, através de um corretor de imóveis que nós chamamos de "valente brigão", o Geraldo, hoje as imobiliárias, as empresas, têm estandes maravilhosos, os corretores trabalham felizes com os seus computadores de última geração. Corretor, hoje, anda de Mercedes; corretor, hoje, anda com Apple de R$15, 20, 30 mil. Nossa profissão, além de ser próspera, é uma profissão que traz a prosperidade. Eu, quando sou chamado para entregar as carteiras para os novos corretores, sempre falo que o corretor do Minha Casa, Minha Vida até o corretor que vende casas e imóveis de 50, R$100 milhões, eles têm que tratar bem o cliente, como se aquela pessoa fosse o cara mais rico do mundo, porque aquele moço que um dia compra uma casa pelo Minha Casa, Minha Vida poderá, um dia, comprar um imóvel de 2, 3, R$4 milhões. |
| R | Eu mesmo tenho clientes que começaram com apartamento de um quarto e hoje moram no Lago. A gente fica feliz, porque dizem que a nossa profissão e outras serão extintas, mas, como o Senador falou e os outros já falaram, sempre haverá a necessidade do olho no olho, de o corretor mostrar a documentação, e o corretor preparado vai mostrar cada documento, para que a pessoa tenha a segurança da casa própria. Eu quero fazer uma pequena homenagem, antes de terminar, ao nosso Ministro - saudoso Ministro - Arnaldo Prieto, que também era corretor e que, como Ministro do Trabalho, assinou - ajudou a assinar - a Lei dos Corretores. E, como eu tenho um privilégio grande, com muita honra, de ter acompanhado a figura dos corretores de mãos calosas... Hoje vocês estão aqui, mas, no tempo dos corretores de mãos calosas, as portas eram fechadas na cara, sem dó. As pessoas passavam para trás do corretor, e ainda riam. Esses homens, como o Aref, que foi ex-Presidente do Cofeci; Gegê Leite, que é tão sortudo, que nasceu no dia 27 de agosto, o Dia do Corretor... São pessoas que já foram, que descansaram; João Balduíno, Pedro Correia, Diógenes, Zequinha, o nosso eterno Presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis, que ajudou muitas pessoas, muitos corretores em momento de dificuldade. E eu deixo registrado aqui que, quando meu pai morreu, com 50 anos, eu estava tão paralisado - eu tinha 20 anos de idade -; eu não tinha condições nenhuma de fazer nada. E Zequinha e alguns amigos meus do Ceub foram no meu escritório, e eu estava paralisado, ali no Venâncio 2000, pegaram... Meu pai tinha relação, Senador, grande; meu pai foi um grande corretor em Brasília. E eles pegaram, foram ao hospital, compraram o caixão, fizeram todo o cerimonial, passaram lá em casa, pegaram o terno preto da maçonaria do meu pai - ele foi sepultado com um avental que ele tinha e que eu falei: "Não me pertence" -, os filhos da viúva e todos os corretores. Então, João Balduíno... Eu lembro que eu ia ao escritório dele, e ele tinha uma gaveta cheia de dinheiro; ele tem a fama de ser o pai dos corretores. |
| R | Outros nomes: Neguinho; Olavo Davi; o saudoso Conde de Mexerica, que faleceu agora, há dois dias; Tião Valadares, Onísio Ludovico; o nosso eterno Presidente Attié, que foi Prefeito de Cristalina por duas vezes também, que comprou, juntamente com a sua diretoria, a sede do Creci-Distrito Federal. Então, eu quero deixar registrados estes nomes, porque os jovens não estariam aqui sem o trabalho dos mais antigos. O problema do Brasil é não saber a história de como começa. Nós precisamos sempre valorizar quem lutou por cada um de nós, para que este Brasil possa melhorar. Eu queria citar o meu amigo Edmício, lá de Sobradinho, que me carregou no colo, trabalhou com meu pai. Eu encerro aqui dizendo que eu tenho orgulho de ser corretor de imóveis e dizer: salve a profissão de corretor de imóveis no nosso Brasil! Uma salva de palmas para os corretores de imóveis do Brasil e de Brasília! (Palmas.) Obrigado. O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Concedo a palavra ao Sr. Rodrigo Barreto, Presidente da Associação dos Corretores de Imóveis do Distrito Federal. O SR. RODRIGO BARRETO (Para discursar.) - Exmo. Sr. Presidente, Senador Izalci Lucas, autoridades presentes, senhoras e senhores, muito boa tarde. Estar nesta tribuna do Senado Federal para celebrar o Dia do Corretor de Imóveis exige de nós mais do que a repetição das palavras afáveis, abraços, tapinha nas costas e fotos para as redes sociais. Celebramos hoje uma profissão que ergue alicerces na vida das famílias brasileiras, mas fazê-lo a partir deste Parlamento nos obriga a olhar de frente para a nossa realidade com dignidade e franqueza. Nós conhecemos de perto a rotina implacável de quem acorda cedo, enfrenta o mercado volátil, lida com a incerteza diária e ainda assim convertemos cada obstáculo em sustento para as nossas casas e satisfação para os nossos clientes. No entanto, a grandeza da nossa base produtiva contrasta dolorosamente com o aniquilamento institucional promovido por membros, infelizmente, do nosso sistema Cofeci e Creci. Não podemos mais nos calar diante da perpetuação no poder dos presidentes dos CRECIs de todo o Brasil. Senador Izalci Lucas, meu amigo, até quando iremos permitir presidentes e diretores que estão no Cofeci e Creci por mais de 20, 30 anos no poder? Isso é inadmissível! Não podemos vir aqui a esta tribuna, nesta Casa de Leis, na capital do nosso país, e fingir que nada está acontecendo. Temos que celebrar, sim, e muito, o nosso Dia dos Corretores de Imóveis, com muita honra e alegria. Eu tenho amor pela minha profissão e nós temos que manter esse mesmo coração pulsante para realizar as mudanças que tanto desejamos. A insatisfação dos corretores de imóveis é geral em todo o Brasil. Veja as reclamações dos colegas nas redes sociais. O Cofeci insiste em impugnar todas as verdadeiras chapas de renovação, por todo o Brasil, e realiza eleições com chapa única em todos os CRECIs. E aqui em Brasília não foi diferente. Chegaram a falsificar documentos públicos. Chegaram a falsificar assinatura em documento público para alegar uma possível impugnação da nossa chapa e fizeram a eleição com chapa única, desrespeitando ordem judicial que nos dava o pleno direito a concorrer às eleições. |
| R | Infelizmente, o nosso Judiciário é rápido quando quer, mas, para tantas outras coisas, é extremamente lento. Nós provamos a nossa legitimidade no Judiciário até o STF, por unanimidade, todos os desembargadores e ministros. Nós derrubamos a eleição de chapa única aqui no Distrito Federal, fizemos novas eleições com as duas chapas e nós também ganhamos no voto. Ganhamos a eleição e o Cofeci insiste em promover recursos protelatórios, com litigância de má-fé, para impedir a nossa posse. Hoje, o Creci-DF está sob intervenção, mas realizaram, recentemente, Presidente, concurso público para a contratação de novos servidores e estão promovendo demissão sumária de funcionários que têm mais de 20 anos de casa, sem qualquer justificativa legal. Será que esse pessoal não sabe o que é uma intervenção? Uma gestão sob intervenção tem prerrogativa legal de ser estritamente temporária e voltada apenas à manutenção dos serviços essenciais. "Rodrigo, mas o que tudo isso tem a ver com o nosso momento de celebração do nosso Dia do Corretor de Imóveis?". Tudo, meus amigos, porque o que está sendo feito através do nosso conselho de classe está sendo pago com o nosso dinheiro, com a nossa anuidade. Não podemos aceitar as manobras jurídicas sucessivas cujo único objetivo é impedir a renovação e silenciar a voz soberana das urnas e dos corretores de imóveis. Isso é um atentado à democracia. A alternância de poder não é uma concessão, é um direito intransigível da nossa classe. Senhoras e senhores, hoje estou aqui como Presidente da ACI (Associação dos Corretores de Imóveis), mas eu fui eleito Presidente do Creci do Distrito Federal, e o Cofeci insiste em não nos dar posse. Isso beira à loucura institucional. Por fim, em plena era da tecnologia - não poderia me afastar disso - e também da inteligência artificial, a nossa fiscalização continua estacionada no século passado. Precisamos de uma fiscalização moderna, capaz de antecipar os golpes imobiliários que aplacam diariamente a poupança das famílias, que juntam o seu dinheiro com muito sacrifício. Precisamos usar a tecnologia para nos antecipar e varrer do mercado os falsos profissionais e os estelionatários antes mesmo que o prejuízo atinja o cidadão e o corretor ético. Fiscalização inteligente, senhoras e senhores, é antecipação. Essa é a melhor forma de proteger a sociedade e valorizar os verdadeiros profissionais. Ao nosso Senador Izalci e também aos demais Parlamentares: nós precisamos renovar, urgentemente, a nossa Lei 6.530. E aqui, Senador, eu deixo cinco sugestões. A primeira delas é que os presidentes do Cofeci e dos CRECIs, bem como a sua diretoria, possam apenas exercer dois mandatos consecutivos. Em segundo lugar: que, nas eleições do Cofeci, tenhamos pelo menos dois nomes indicados à presidência e que os corretores tenham direito a votar e a escolher quem irá nos representar, tanto nos CRECIs quanto no Cofeci - isso é um direito daquele que paga por toda essa conta com as nossas altas anuidades. Em terceiro, que chapas impugnadas possam ter prazo para se regularizar, afastar membros que tenham alguma pendência, apresentar novos nomes e poder concorrer às eleições - isso é democracia. Em quarto lugar: que o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) possa realizar e/ou auditar as eleições do nosso conselho de classe. Senador Izalci, imagina o Presidente da República realizando e auditando as eleições presidenciais do Brasil, em que ele também irá concorrer - é justamente isso o que ocorre no Sistema Cofeci-Creci, meus amigos; qual lisura, transparência nós temos diante dessa realidade? Nenhuma. E, por último, em quinto lugar: diante de diversos indícios de crime que estão sendo investigados dentro do Sistema Cofeci-Creci - eu vou citar apenas um aqui, da transferência multimilionária de mais de R$20 milhões do Cofeci para uma empresa privada da diretoria do Cofeci, em que membros diretores também fazem parte dessa mesma empresa privada... Esse dinheiro, de R$20 milhões, é a nossa anuidade! A gente não pode ficar inerte, calado e achar que estamos num paisagismo lindo para a nossa vida. Em nome de todos os corretores, Senador... |
| R | (Soa a campainha.) O SR. RODRIGO BARRETO - ... publicamente peço que V. Exa. instaure uma CPI sobre o Sistema Cofeci-Creci. Caríssimos colegas, eu poderia aqui falar muito mais sobre as mudanças que tanto desejamos. Poderíamos estar tratando de assuntos muito mais edificantes, elevados e avançados, mas parece que estamos tratando de temas da década de 80 - infelizmente, estamos. O mundo mudou, a nossa profissão evoluiu, mas o Sistema Cofeci-Creci ficou no passado. Precisamos brigar, sim! "Ah, Rodrigo é polêmico". Sou! Quem não briga se conforma; e quem se conforma também é responsável por permitir as coisas como estão. Que esta solenidade de hoje, senhoras e senhores, não seja apenas um marco festivo, mas o grito de uma categoria que, com suor honesto, produz e sustenta suas famílias, mas também sustenta todo esse sistema. Não permitamos que nossa voz seja amordaçada. Queridos colegas corretores de imóveis, parabéns a todos nós, de todo o Brasil. E que Deus nos abençoe na nossa luta diária! Muito obrigado. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Concedo a palavra ao Sr. Geraldo Nascimento, Presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis de Brasília. O SR. GERALDO FRANCISCO DO NASCIMENTO (Para discursar.) - Eu vou pedir licença e desculpa à mesa, para não me estender muito. Na pessoa do Senador, cumprimento todos os componentes da mesa e agradeço ao Senador Izalci. Senador, eu sou de uma cidadezinha - não vou contar a minha história e não vim aqui para contar história... (Soa a campainha.) O SR. GERALDO FRANCISCO DO NASCIMENTO - ... eu vim aqui para a nossa homenagem; alô, Pocrane, minha cidadezinha de Pocrane, perto de Caratinga -, cheguei aqui aos 15 anos de idade, em 1970 e, graças ao Senador, hoje estou aqui, na mesa da mais alta Casa da nossa legislatura. Muito obrigado, Senador. Me sinto muito orgulhoso e emocionado por isso. |
| R | Eu vou registrar a presença, mais uma vez, do nosso colega Presidente do Secovi Eduardo Pereira. Muito obrigado pela presença. Obrigado a todos pela presença. Aqui estão os formadores de opinião, viu, Senador? Foi de última hora que eu fiz esse convite, vocês viram. Por questões técnicas, não foi possível fazer com antecedência. Muito obrigado por vocês estarem aqui, e é o que precisamos. Eu sei de pessoas como o Senador, que nos apoia, que nos presta essa homenagem, e nós somos gratos por isso. Senhoras e senhores, colegas corretoras e corretores de imóveis, boa tarde. Celebrar o Dia do Corretor de Imóveis é celebrar muito mais do que uma profissão. Eu vou na minha colinha aqui para não tomar muito tempo, eu faço sempre uma colinha antes, senão a gente fica... Falar do corretor de imóveis, muitas vezes a gente repete, como os outros colegas, e aceita pleonasmos, porque nós merecemos todos os elogios. Nós fazemos parte de uma das profissões mais dignas deste país. Nos confiam o seu dinheiro para irmos realizar o sonho de cada um, que é o seu lar doce lar. Dia 27 de agosto de 1962, com a histórica Lei 4.116 e, posteriormente, com a Lei 6.530, em 1978, nossa categoria conquistou a regulamentação, a organização institucional e o reconhecimento. Mas hoje não celebramos apenas uma legislação; celebramos uma missão: orientar, proteger, proporcionar segurança aos negócios imobiliários, aproximar pessoas e oportunidades e, sobretudo, transformar sonhos em realidade. Antes de tudo, agradeço a Deus, fonte de nossa força, sabedoria e perseverança, por nos permitir viver este momento de reconhecimento à nossa profissão. Registro minha sincera gratidão ao meu amigo, Senador Izalci Lucas, por mais uma vez proporcionar esta homenagem aos corretores de imóveis no Senado Federal. Estendo meus agradecimentos ao Presidente desta Casa, o Senador Davi Alcolumbre; e cumprimento, de maneira muito especial, o chefe de gabinete do Senador Izalci, meu amigo Paulo Socha, cuja dedicação foi fundamental para a realização desta sessão. Muito obrigado, Paulo. O corretor de imóveis é muito mais do que um intermediador de negócio; é um agente de desenvolvimento econômico e social, é o profissional que orienta famílias, viabiliza investimentos, aproxima pessoas, gera oportunidade e contribui diretamente para o crescimento de nossa cidade e de nosso país. Onde nasce um bairro, surge um empreendimento, uma empresa decide investir ou a família encontra seu lar. Ali está a presença de um corretor ou de uma corretora de imóveis. O corretor não comercializa apenas imóveis, ele ajuda a transformar sonhos em patrimônio, segurança e qualidade de vida. |
| R | E Brasília é um dos maiores exemplos da importância histórica da nossa profissão. Lúcio Costa desenhou a cidade, Oscar Niemeyer deu forma aos seus monumentos e os candangos, com trabalho, coragem e esperança, ergueram a nova capital. Mas era preciso também fazer Brasília viver, atrair famílias, empresários e investidores, e pioneiros da categoria imobiliária tiveram participação decisiva nessa história. Apresentaram Brasília ao Brasil, comercializaram terrenos - isso os corretores de imóveis que aqui chegaram no início, Senador, que saíram por Brasília, pelo Brasil e pelo mundo vendendo Brasília, vendendo os terrenos -, aproximaram investidores e ajudaram milhares de pessoas a acreditar em uma cidade que ainda estava sendo construída. Não vendiam apenas lotes, vendiam confiança no futuro de Brasília. Por isso, é atribuída ao Presidente Juscelino Kubitschek uma manifestação de gratidão que atravessa gerações - abro aspas -: "Aos corretores de imóveis, esta nobre profissão, que me ajudaram a vender os lotes e a construir essa cidade, minha eterna gratidão". (Palmas.) Que reconhecimento maior poderíamos receber? Em nome do Sindimoveis e de toda a sua diretoria, parabenizo cada corretor e cada corretora de imóveis do Distrito Federal e do Brasil. Somos uma categoria essencial ao desenvolvimento econômico e social, à segurança do negócio imobiliário e à realização dos sonhos de famílias, de milhares de famílias. Que Deus continue abençoando nossa profissão e nos conceda saúde, paz, união, sabedoria e força para seguirmos trabalhando com democracia, ética, responsabilidade e dignidade. Viva o corretor de imóveis! Viva Brasília! Muito obrigado. Geraldo Nascimento, Presidente do Sindimoveis-DF. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF. Para discursar - Presidente.) - Quero aqui registrar a presença do Sr. Conselheiro Regional do Conselho de Engenharia e Agronomia aqui do Distrito Federal Luiz Correia e também do Presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis do Distrito Federal, Eduardo Pereira. Quero cumprimentar cada um dos corretores aqui presentes, dizer da minha alegria de, mais uma vez, presidir esta sessão solene. Eu, que fui o primeiro Presidente da Frente Parlamentar do Corretor de Imóveis, tenho muito prazer aqui em acompanhar os projetos e valorizar, cada vez mais, o corretor, que tem realmente um papel fundamental, porque lida com o sonho das pessoas. Então, parabéns aos corretores! A próxima sessão solene provavelmente será no Congresso Nacional, porque eu estou saindo do Senado e indo para Federal. Então, a gente vai fazer agora uma mista, mas lá na Câmara dos Deputados, que é maior, né? Então, eu quero aproveitar essa oportunidade também para, como nós estamos em véspera de eleição, dizer para as pessoas que quem não gosta de política vai ser governado por quem gosta. Muita gente não quer participar, mas alguém vai decidir por você, não é? E depois não adianta reclamar, que é o que está acontecendo. Estamos escolhendo muito mal os nossos representantes. |
| R | Aqui no Senado mesmo: o Senado está omisso em relação às interferências do Supremo Tribunal Federal. Todos têm acompanhado o que o Ministro Alexandre de Moraes tem feito, e não acontece nada aqui nesta Casa. E a única instituição que teria condição de fazer alguma coisa, de impitimar o Ministro, seria o Senado Federal. Por isso, na próxima eleição, a gente precisa escolher candidatos que sejam independentes, que não tenham rabo preso, que não tenham processo na Justiça, para não ficarem com medo de votar aquilo que tem que ser votado. E é o que vem acontecendo aqui. (Palmas.) Se estivesse na pauta o impeachment hoje, nós teríamos no máximo 30 votos. Então, daí a importância realmente de escolher bem os seus candidatos. Mas quero, mais uma vez, agradecer a presença de cada um de vocês. Cumprida essa finalidade da sessão especial, eu declaro encerrada a sessão. Muito obrigado pela presença. (Palmas.) (Levanta-se a sessão às 16 horas e 25 minutos.) |


