Notas Taquigráficas
4ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA
57ª LEGISLATURA
Em 14 de setembro de 2026
(segunda-feira)
Às 10 horas
124ª SESSÃO
(Sessão Especial)
| Horário | Texto com revisão |
|---|---|
| R | O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF. Fala da Presidência.) - Declaro aberta a sessão. Sob a proteção de Deus, iniciamos nossos trabalhos. A presente sessão especial foi convocada em atendimento ao Requerimento 891, de 2025, de autoria desta Presidência e de outros Senadores, aprovado pelo Plenário do Senado Federal. A sessão é destinada a celebrar o Dia do Administrador. Eu convido, para compor a mesa desta sessão especial, o Sr. Hélio Queiroz da Silva, Presidente do Conselho Regional de Administração do Distrito Federal. (Palmas.) Convido também o Sr. Argeu Ramos da Silva, Vice-Presidente do Conselho Regional de Administração do Distrito Federal. (Palmas.) Convido também o Sr. Domingos Sávio Spezia, representante aqui do Conselho Federal de Administração. (Palmas.) |
| R | Convido também a Sra. Andréa Antinoro, Diretora de Relações Institucionais do Conselho de Administração do Distrito Federal. (Palmas.) Convido também o Sr. Ivan Osvaldo Calderón, Diretor de Administração de Finanças do Conselho Regional de Administração do Distrito Federal. (Palmas.) Convido também o Sr. Sebastião Vitalino da Silva, Diretor de Desenvolvimento Profissional do Conselho Regional de Administração do DF. (Palmas.) Convido a todos para, em posição de respeito, acompanharmos o Hino Nacional. (Procede-se à execução do Hino Nacional.) |
| R | O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF. Para discursar - Presidente.) - Quero cumprimentar aqui o Presidente do Conselho Regional de Administração do Distrito Federal, o meu amigo Hélio Queiroz da Silva; o Sr. Vice-Presidente do Conselho Regional de Administração aqui do Distrito Federal, Argeu Ramos da Silva; representando o Conselho Federal de Administração, o Conselheiro Federal do Conselho Regional do DF, Domingos Sávio Spezia; a Sra. Diretora de Relações Institucionais do Conselho Regional de Administração do DF, Andréa Antinoro; o Sr. Diretor de Administração e Finanças do Conselho Regional de Administração aqui do Distrito Federal, o Ivan Calderon, e o Diretor de Desenvolvimento Profissional do Conselho Regional de Administração, Sebastião Vitalino. Quero cumprimentar a todos os administradores, estudantes, professores, membros dos conselhos de cada estado, cumprimentar os convidados, os servidores. Ninguém aplaude o maestro no meio da música. Os olhos vão sempre para o violino, para o solo do trompete, para o coro que emociona. Mas, sem o maestro, tudo isso seria apenas ruído sem sentido. É assim que funciona o trabalho do administrador. Quando a engrenagem da economia funciona bem, o comércio abre, a empresa entrega, o cursinho do seu filho não cancela aula, tudo isso porque, em algum lugar, alguém está regendo esse funcionamento, e quase ninguém percebe. Hoje é o dia de olhar para este maestro. Há mais de seis décadas, em 9 de setembro de 1965, a Lei 4.769 deu nome a essa regência. Nasceu, oficialmente, a profissão de administrador no Brasil. De lá para cá, são seis décadas de partituras cada vez mais complexas, crises econômicas, revoluções tecnológicas, mudanças de gerações, e os administradores brasileiros seguiram regendo um compasso de cada vez. |
| R | Administrar é isto: ler a partitura antes de todo mundo, saber quando acelerar o ritmo e quando dar espaço ao silêncio; garantir que cada instrumento entre na hora certa. Não existe orquestra afinada sem alguém decidindo esse tempo. E não existe hospital, escola, empresa ou repartição pública funcionando bem sem esse mesmo tipo de regência, ainda que ninguém a veja no palco. E a partitura muda a cada geração. Hoje é a inteligência artificial, reescrevendo processos inteiros. É o mundo do trabalho comprimindo décadas de mudanças em poucos anos. É a exigência por resultados sustentáveis e por uma liderança mais ética. A geração de administradores de hoje decifra essa partitura nova em tempo real, para assim continuar entregando o concreto. Os conselhos regionais e o Conselho Federal de Administração são, há décadas, os responsáveis por afinar essa orquestra, valorizando a profissão, qualificando quem rege, dando voz a uma categoria que raramente pede o microfone. Em junho do ano passado, eu tive a honra de visitar a sede do CRA-DF aqui em Brasília e ouvir de perto os regentes desse Distrito Federal, os desafios de administrar recursos públicos e também privados numa capital que não para de crescer. Levo esse diálogo sempre comigo. Fica aqui o meu compromisso de seguir ao lado de quem rege este país nos bastidores - hoje no Senado e amanhã, se for a vontade das urnas, também na Câmara dos Deputados -: os administradores do Brasil. A plateia nem sempre aplaude, mas o Brasil inteiro ouve. E hoje é o nosso dia de aplaudir de volta. Muito obrigado a todos administradores e parabéns pelo Dia do Administrador. (Palmas.) Solicito à Secretaria-Geral da Mesa a exibição de um vídeo institucional. (Procede-se à exibição de vídeo.) (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Quero registrar a presença aqui da Sra. Conselheira do Conselho Federal de Administração do Estado de Pernambuco, Adriana Rodrigues da Silva. Registro também a presença dos alunos e do Coordenador Marco Aurélio, da Fundação Getulio Vargas; dos alunos e da Coordenadora Ana Cristina, da Universidade Católica de Brasília; dos alunos e das Professoras Núbia Porto e Marineide Souza, do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial. E, neste momento, eu concedo a palavra ao Sr. Ivan Calderón, Diretor de Administração e Finanças. (Palmas.) O SR. IVAN OSVALDO CALDERÓN ARRUETA RIBEIRO (Para discursar.) - Bom dia a todos. Exmo. Senador Izalci Lucas, quero cumprimentá-lo, e, em sua pessoa, cumprimentar todos os Parlamentares aqui presentes e agradecer por abrir este espaço neste momento tão importante para nós como administradores. Quero cumprimentar a mesa, na figura da Diretora Andréa Antinoro, e quero cumprimentar todas as mulheres presentes aqui na figura da nossa Conselheira Antonia Leite, que está presente aqui na primeira fila. |
| R | É um prazer e uma alegria para mim, não só como administrador, mas também como professor, falar neste dia tão importante, há 61 anos da regulamentação da nossa profissão aqui no Brasil - no entanto, uma das profissões mais antigas da humanidade. Todos vocês sabem, todos vocês estudaram que a nossa profissão, apesar de se tornar ciência há menos de dois séculos, existe como saber desde o início da humanidade. E assim nós viemos mudando, viemos nos adaptando, principalmente em tempos tecnológicos, de ciclos de inovação cada vez menores. Essa é a função do administrador, de se adaptar, de reconhecer, principalmente, a importância do seu papel. Já dizia Max Weber, nós somos uma sociedade de organizações e para as organizações. Se o administrador é o responsável pelo alcance dos objetivos organizacionais, seja de empresas, seja de instituições públicas, privadas, do terceiro setor ou até da sua própria casa, se a responsabilidade de alcançar os objetivos é do administrador, não vejo outra profissão, sem demérito nenhum das demais, que seja mais importante do que a nossa, porque tudo funciona com base nas organizações existentes. Então, vejam só quão grande importância nós temos; ao mesmo tempo, grandes desafios, por ser uma profissão muito ampla. Nós temos aqui presentes alunos dos cursos de Administração, imagino que tenhamos tecnólogos, temos os técnicos também do Senac, que também estão vinculados ao nosso conselho, mestres e doutores, que têm buscado, através da ciência da administração e da luta diuturna, valorizar a nossa profissão e torná-la uma profissão cada vez mais importante para a sociedade, com o seu devido reconhecimento. Senador Izalci, hoje nós somos 490 mil profissionais registrados em todos os conselhos do Brasil e mais de 2 milhões de alunos que estudam na área da administração e áreas correlatas. Então, nossa força é muito grande, mas os nossos desafios são maiores. Precisamos ocupar os lugares que, por direito e por dever, nos competem como administradores, seja nas casas governamentais, seja nas empresas, que muitas vezes não têm nem sequer um responsável técnico, e principalmente no âmbito privado e empresarial, porque o próprio Sebrae revela, a cada ano, que 60% das empresas morrem até os dois primeiros anos, e isso, obviamente, a gente sabe que é por falta da administração, por falta da gestão. Por isso, meu apelo aos novos administradores, aos futuros gestores desta nação, que saibam não só o seu valor, mas também ocupar o seu espaço devido na sociedade, seja na academia, seja no setor privado, ou como concursados no setor público. Nunca se esqueçam de defender quem você é. Outro dia, Presidente Hélio, apresentei o meu registro aqui, como vocês podem ver, meu lindo registro, para uma atendente no aeroporto. Ela falou assim: "Olha, que legal, eu nunca tinha visto alguém se apresentar como administrador". Eu falei: "Como assim? Nós somos 0,5 milhão de pessoas". E sabe o que era o mais curioso? Ela era administradora. Ela falou: "Eu também me formei em administração". Pois é, o pessoal do direito, da OAB, orgulhosamente, nos primeiros semestres do curso, já quer ser chamado de doutor, já se traja como doutor, e a nós, muitas vezes, nos falta a postura de uma pessoa, como eu disse, de um profissional tão importante na sociedade brasileira e mundial. Que vivam os administradores! Obrigado. (Palmas.) |
| R | O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Concedo a palavra ao Sr. Sebastião Vitalino da Silva, Diretor de Desenvolvimento Profissional. O SR. SEBASTIÃO VITALINO DA SILVA (Para discursar.) - Sr. Presidente, requerente desta sessão, Senador Izalci Lucas; Sr. Presidente do Conselho Regional de Administração, administrador Hélio Queiroz, na pessoa de quem eu cumprimento todos os profissionais de administração presentes nesta sessão solene, é com uma grande honra e profundo sentimento de responsabilidade que me dirijo a esta Casa, o Senado Federal, para prestar uma justa e merecida homenagem aos profissionais de administração, homens e mulheres que, todos os dias, ajudam a transformar planejamento em resultados, desafios em oportunidades e recursos em desenvolvimento para as organizações públicas e privadas. Homenagear o profissional de administração é reconhecer uma profissão que está presente em praticamente todos os setores da sociedade brasileira: está nas empresas, nos governos, nas organizações, nas instituições de ensino, no empreendedorismo e em tantos outros espaços onde administrar significa, sobretudo, tomar decisões diante de recursos limitados, necessidades crescentes e desafios cada vez mais complexos. Administração é uma ciência social aplicada e essa é uma definição que carrega uma verdade fundamental, pois administrar não é apenas lidar com processos, com números, tecnologias ou indicadores. Administrar é lidar, sobretudo, com pessoas que devem estar no centro das atenções. Por isso, quando pensamos no futuro da profissão, não podemos permitir que a tecnologia faça desaparecer aquilo que existe de mais humano na administração: a capacidade de compreender pessoas, formar equipes, construir confiança, mediar conflitos, desenvolver talentos, liderar mudanças e criar ambientes onde profissionais possam oferecer o melhor de si mesmo. Vivemos uma transformação sem precedentes em razão das mudanças tecnológicas e sociais. Nesse contexto, a velocidade das mudanças tecnológicas está modificando profissões, modelos de negócios, relações de trabalho e formas de produzir. A inteligência artificial já deixou de ser uma promessa distante para se tornar uma realidade que alcança empresas, governos e trabalhadores. Diante desse cenário, o profissional de administração não pode simplesmente esperar pelo futuro, precisa preparar-se para ele. O administrador do amanhã deverá ser um profissional permanentemente disposto a aprender, reaprender e - por que não? - desaprender. Precisará compreender dados, tecnologia, inteligência artificial, inovação, sustentabilidade e novas formas de organização do trabalho, mas deverá igualmente desenvolver competências que nenhuma máquina substitui com facilidade, ou seja, ter pensamento crítico, criatividade, ética, liderança, empatia, comunicação e capacidade de tomar decisões responsáveis. A grande questão não será apenas saber utilizar uma nova tecnologia, será saber para que utilizá-la, como utilizá-la e quais consequências de suas decisões produzirão sobre as pessoas e sobre a sociedade. |
| R | É nesse ponto que a gestão de pessoas assume importância ainda maior. Nenhuma organização será verdadeiramente eficiente se tratar seus trabalhadores apenas como recursos. Pessoas não são peças de uma engrenagem, são indivíduos com conhecimentos, expectativas, sentimentos, sonhos e capacidade de transformar a realidade. O avanço tecnológico deve servir para ampliar as possibilidades humanas e não para diminuir o valor do ser humano no mundo do trabalho. O administrador terá, portanto, uma responsabilidade que ultrapassa a busca por eficiência. Caberá a ele ajudar a construir organizações mais inteligentes, mas também mais humanas; mais produtivas, porém, também mais justas; mais tecnológicas, mas sem perder a dimensão ética e social. Precisamos preparar as novas gerações de profissionais para um mercado de trabalho que não oferece as mesmas certezas do passado. A formação acadêmica continuará sendo indispensável, mas não será suficiente. O profissional precisará cultivar uma cultura de educação permanente. A universidade, os conselhos profissionais, as empresas e as instituições públicas deverão caminhar juntos na construção de novas competências. Precisamos incentivar a inovação, o empreendedorismo, a pesquisa, a formação continuada e a aproximação cada vez maior entre o conhecimento produzido nas instituições de ensino e as necessidades concretas da sociedade. Também precisamos afirmar que o desenvolvimento econômico brasileiro depende, em grande medida, da qualidade da nossa capacidade de gestão. Um país pode ter recursos naturais, população, mercado consumidor e enorme potencial produtivo, mas sem planejamento, liderança, eficiência, responsabilidade e visão estratégica, esse potencial dificilmente se transforma em prosperidade. É por isso que o profissional de administração possui papel estratégico na construção do Brasil que queremos, ao contribuir diretamente para um Brasil produtivo, competitivo e inovador, um Brasil capaz de gerar oportunidades e empregos, um Brasil que saiba utilizar a tecnologia sem abandonar seus valores humanos. Senhoras e senhores, neste momento de homenagem, quero deixar uma mensagem, especialmente aos profissionais de administração: não tenham medo do futuro, preparem-se para ele. As transformações podem trazer incertezas, mas também abrem extraordinárias oportunidades. A inteligência artificial não deve ser vista apenas como ameaça; deve ser compreendida como uma ferramenta que exigirá profissionais mais qualificados, mais preparados e mais capazes de exercer aquilo que a tecnologia não consegue substituir, ou seja, ter discernimento, responsabilidade, liderança e humanidade. O futuro pertencerá àqueles que conseguirem combinar o conhecimento técnico com a inteligência humana. Que cada administrador brasileiro compreenda que a sua profissão não é apenas uma escolha pessoal, é também uma contribuição para o desenvolvimento do país. Que continuemos acreditando na educação, na ciência, na inovação, na ética e na capacidade do ser humano de superar desafios. E que tenhamos fé: fé na capacidade de trabalho do povo brasileiro; fé na juventude que está chegando ao mercado de trabalho; fé nos profissionais que todos os dias enfrentam dificuldades e continuam acreditando em dias melhores; e, sobretudo, fé em um Brasil que ainda possa transformar suas enormes potencialidades em desenvolvimento, prosperidade e justiça social. |
| R | Aos profissionais de administração nossa homenagem, nosso reconhecimento e nosso respeito. Que tenham coragem para enfrentar as mudanças; sabedoria para tomar decisões; sensibilidade para cuidar das pessoas; e visão para construir o futuro - porque administrar é muito mais do que organizar recursos: administrar é ajudar a construir caminhos, e o Brasil precisa, mais do que nunca, de profissionais preparados para construir esses caminhos. Muito obrigado. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Concedo a palavra à Sra. Andréa Antinoro, Diretora de Relações Institucionais. A SRA. ANDRÉA MARTINS DE OLIVEIRA REZENDE ANTINORO (Para discursar.) - Bom dia. Obrigada pelo cavalheirismo. Uma mulher bem tratada é sempre uma mulher feliz. Cumprimento a mesa na pessoa do Presidente requerente desta sessão, o Senador Izalci Lucas, que muito tem nos honrado na nossa profissão, nos acompanhado e nos prestigiado não só neste momento, mas em vários outros momentos. Muito obrigada. Cumprimento também o nosso Presidente Hélio Queiroz, que tem feito da nossa profissão uma profissão, além de muito importante, mais apaixonante. Eu agradeço por essa parceria e por essa gestão. Eu cumprimento a mesa na pessoa do nosso Vice-Presidente e, através dele, a nossa diretoria. Cumprimento também os administradores aqui presentes. Cumprimento as mulheres administradoras, com muita honra, porque somos 50% do sistema e sabemos o quanto isso é importante, o quanto isso é representativo hoje no nosso cenário do Brasil. |
| R | Cumprimento os servidores também que, aqui na Casa, representam a gestão pública - e sabemos o quanto isso também é importante para o cenário atual do nosso país. Estar hoje no Senado Federal para celebrar o Dia do Profissional de Administração é mais do que homenagear uma categoria, é reconhecer o papel da administração no nosso desenvolvimento. Há mais de seis décadas, nossa profissão foi regulamentada. De lá para cá, o mundo mudou, a tecnologia mudou, o trabalho mudou, e as organizações também mudaram. A administração também precisa continuar mudando. Administrar não é apenas organizar recursos, como muitos acreditam; administrar é transformar recursos em resultados, definir prioridades, cuidar de pessoas, transformar estratégias em execução e assumir as responsabilidades pelas decisões, quando muitos ainda não entenderam isso. Quando uma empresa cresce de forma sustentável, quando uma política pública chega ao cidadão, quando uma organização sugere ou supera uma crise e quando uma pequena empresa gera emprego e renda, ali existiram uma administração e um administrador. Por isso, um dos nossos maiores desafios, Presidente Hélio, é tornar visível o valor econômico e social da administração. Não basta defender espaço do profissional, precisamos demonstrar valor, o valor econômico dessa profissão. Boa gestão reduz desperdícios, aumenta a produtividade, fortalece empresas e melhora serviços públicos e gera desenvolvimento real. O Brasil precisa de tecnologia? Sim. De inteligência artificial? Sim, mas precisa, antes de tudo, de boa gestão, porque tecnologia sem estratégia é apenas uma ferramenta; dados sem capacidade de decisão são apenas dados; e recursos sem gestão continuam sendo apenas recursos desperdiçados. Também precisamos olhar com coragem para a formação profissional. E aqui nós temos os alunos, os professores; com muita honra recebemos todos vocês. O mercado mudou, as demandas mudaram. Devemos nos perguntar continuamente se aquilo que ensinamos, desenvolvemos e regulamentamos acompanha a necessidade real da sociedade. O Sistema CFA/CRAs tem uma responsabilidade importante nessa construção. Somos uma rede nacional, com conhecimento, capilaridade e profissionais em todo o país. Podemos transformar essa força em mais conhecimento, oportunidade, inovação e desenvolvimento, mas isso exige integração, cooperação, diálogo entre gerações, espaço para as mulheres, jovens, profissionais, empresários, professores, especialistas e gestores públicos. Uma profissão se fortalece quando reúne experiências diferentes em torno de um único propósito. E o nosso propósito, hoje e para a frente, precisa ser maior do que defender uma categoria; precisamos defender a boa administração como patrimônio da sociedade brasileira. |
| R | Que os próximos anos sejam de protagonismo para a administração: mais conectada com a sociedade, mais próxima do mercado, mais integrada nacionalmente, mais preparada para a tecnologia e mais consciente da sua responsabilidade. Nós administradores de empresas, instituições e recursos precisamos, no fundo, ajudar a administração a criar possibilidades reais para o futuro. E o Brasil precisa de bons profissionais para construir esse futuro. Meu muito obrigada. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Solicito à Secretaria-Geral da Mesa a exibição de mais um vídeo institucional. (Procede-se à exibição de vídeo.) (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Concedo a palavra ao Sr. Domingos Sávio Spezia, representando aqui o Conselho Federal de Administração. O SR. DOMINGOS SÁVIO SPEZIA (Para discursar.) - Que alegria! Que alegria estar aqui para comemorar mais um ano da administração! Devemos todos agradecer a Deus pela oportunidade, primeiro, de estarmos aqui e, segundo, por pertencermos a uma categoria tão importante para o nosso país. Eu gostaria de iniciar... Não vou fazer um discurso, até porque sobre administração tantos outros já falaram antes de mim - o Ivan, o Vitalino, a Andréa -, das funções operacionais, das funções do administrador, da importância da administração. Eu vou me ater mais a fazer uma saudação pelo nosso Dia do Administrador, dia 9 de setembro, agora, neste mês de comemorações. |
| R | Gostaria de iniciar cumprimentando o Sr. Presidente requerente, Senador Izalci Lucas, um incansável batalhador pelas causas da administração. Esta homenagem aqui no Senado só acontece graças à sua iniciativa. Muito obrigado, Senador Izalci. Mesmo o senhor não sendo, por formação, administrador, e sendo contador, se aliou à nossa causa. É um primo muito querido da nossa profissão. Queria também cumprimentar o nosso Presidente Hélio Queiroz, que imprimiu uma nova dinâmica no Conselho Regional de Administração, colhendo resultados palpáveis, visíveis e que estão disponíveis a todos aqueles que se interessam pelo bom andamento daquele que nos representa. Hélio, parabéns e muito obrigado por estar presidindo o Conselho Regional de Administração. Queria cumprimentar também o Argeu Ramos da Silva, nosso representante 60+, dos administradores 60+, categoria em que eu me incluo também - Vitalino certamente também. As grandes civilizações se baseiam nos conselhos, na sabedoria daqueles mais velhos. E, certamente, hoje tem um programa no Conselho Regional de Administração de valorização dos administradores 60+. Temos muito que contribuir ainda para todo o sistema. Queria também cumprimentar a Diretora de Relações Institucionais do Conselho Regional de Administração do DF, a Sra. Andréa Antinoro, na pessoa de quem cumprimento todas as mulheres, especialmente as mulheres administradoras. Mulheres administradoras que, cada vez mais, ocupam espaço na sociedade e particularmente ocupam mais espaços no sistema federal e regional de administração. Cumprimento também o Sr. Ivan Calderón, na pessoa de quem cumprimento todos os administradores aqui presentes e todas as administradoras de todo o nosso Brasil. Por fim, cumprimento o colega Sebastião Vitalino e, na sua pessoa, os professores e alunos, coordenadores, tecnólogos, tecnólogas aqui presentes. Senhores, é uma grande alegria, como disse no início, estar aqui na Casa do povo, no Congresso Nacional. É uma grande honra estar nesta sessão solene de homenagem aos profissionais de administração. Inicialmente, quero trazer a todos vocês um forte e fraterno abraço do Presidente do Conselho Federal de Administração, Leonardo Macedo, que por motivos de ordem superior não pôde comparecer a esta solenidade e me conferiu a honrosa missão de representá-lo. O mês de setembro tem um significado muito especial para todos nós. Celebramos, como já dissemos, 61 anos da promulgação da Lei 4.769, de 9 de setembro de 1965, marco histórico que regulamentou o exercício da profissão de administrador e estabeleceu as bases legais para a atuação profissional e para a fiscalização do exercício da administração no Brasil. |
| R | Ao longo dessas seis décadas, a nossa profissão cresceu, transformou-se e conquistou um espaço cada vez mais relevante na sociedade brasileira. Hoje, o bacharelado em Administração ocupa a segunda posição entre os cursos de graduação com o maior número de matrículas no Brasil, reunindo cerca de 700 mil estudantes - a primeira é Pedagogia, a segunda é Administração, a terceira é Direito -, mas, se achamos que 700 mil é um número alto, se somarmos os 700 mil aos tecnólogos da área de gestão e de negócios, chegamos a aproximadamente 2,4 milhões estudantes, o que representa cerca de 24% de todas as matrículas do ensino superior brasileiro. Praticamente um quarto dos alunos matriculados no ensino superior cursam cursos da área de administração. Isso por si só já revela a dimensão da responsabilidade na formação de profissionais que estarão à frente das organizações, das empresas, das instituições públicas e privadas e, sobretudo, das transformações que o Brasil precisa realizar, precisa e urge realizar! Essa presença expressiva no sistema educacional e no mercado de trabalho nos confere uma enorme importância, mas também nos impõe desafios. Embora o registro no Conselho Regional de Administração seja requisito para o exercício legal das atividades profissionais abrangidas pela regulamentação da administração, o Sistema CFA conta atualmente com um pouco menos de 500 mil profissionais registrados. Se são hoje 2,4 milhões estudantes e temos 500 mil registrados, isso já mostra que nós temos um caminho muito grande para trazer os egressos do ensino superior para os conselhos e fortalecer ainda mais a nossa profissão. Essa realidade nos mostra que precisamos avançar ainda mais na fiscalização, na valorização, no reconhecimento e na visibilidade de nossa profissão; precisamos mostrar à sociedade que administrar não é apenas ocupar um cargo ou exercer uma função: administrar é decidir, planejar, liderar, inovar, assumir responsabilidades e transformar recursos em resultados para a sociedade, como foi bem dito aqui pelos meus colegas. E, para avançarmos nessa missão, precisamos continuar contando com o apoio do Congresso Nacional, do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, onde temos tantos amigos e parceiros comprometidos com o fortalecimento da administração brasileira. Mais uma vez, rendo homenagem ao nosso Senador Izalci Lucas. Nesta oportunidade, registro que essa celebração de 61 anos da regulamentação da administração seja, portanto, não apenas uma homenagem ao passado, mas também um compromisso com o futuro, um futuro em que administradores e administradoras, tecnólogos e tecnólogas sejam cada vez mais reconhecidos pela sua competência, pela sua responsabilidade e pela contribuição decisiva que oferecem ao desenvolvimento do Brasil. Parabéns a todos os administradores e administradoras! Parabéns aos tecnólogos e tecnólogas! Parabéns a todos aqueles que fazem da administração uma profissão especial, essencial para o presente e para o futuro do nosso país! |
| R | Em nome do Conselho Federal de Administração, muito obrigado pela acolhida, pela homenagem e, sobretudo, pelo reconhecimento à nossa profissão. Que Deus nos abençoe. Muito obrigado. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Concedo a palavra ao Sr. Argeu Ramos da Silva, Vice-Presidente do Conselho Regional de Administração do Distrito Federal. (Pausa.) O SR. ARGEU RAMOS DA SILVA (Para discursar.) - Bom dia a todos. Sr. Presidente requerente desta sessão, Senador Izalci Lucas, ouso homenageá-lo, porque é um parceiro de longa data. Então, em nome de todos os administradores aqui presentes, agradecemos o fato de ter convocado esta sessão em homenagem ao Dia do Administrador. Administrador Presidente do Conselho Regional de Administração, colega Hélio Queiroz da Silva. Também temos aqui o nosso representante do Conselho Federal de Administração que representa o Distrito Federal, o administrador Domingos Sávio Spezia. Quero registrar, pessoal, a presença dos nossos Diretores do Conselho Regional de Administração do Distrito Federal, nominando a Diretora de Relações Institucionais do conselho, administradora Andréa Antinoro; o Diretor de Administração e Finanças, colega e administrador Ivan Calderon; e, por derradeiro, o Diretor de Desenvolvimento Profissional, Conselheiro e administrador Sebastião Vitalino. Prezados presentes, administradores, visitantes, familiares, é uma satisfação tê-los conosco neste dia memorável. É com o coração repleto de gratidão e uma enorme emoção que uso esta tribuna hoje. Receber a homenagem que estamos recebendo pelo Mês do Administrador - em essência, no dia 9, que é o dia símbolo da nossa profissão - é, sem dúvida nenhuma, um dos momentos mais marcantes da minha trajetória profissional. Quando olhamos para o passado, vemos que a nossa jornada na administração nunca foi feita sozinha. Ela é construída no dia a dia, lado a lado com equipes dedicadas, com mestres que nos inspiram, com parceiros de trabalho resilientes e, acima de tudo, com o apoio incondicional da nossa família. Por isso, divido cada pedaço deste reconhecimento do administrador com todos que caminharam e caminham comigo. |
| R | Administrar, prezados presentes, e, em essência, o administrador estudante, porque a ele caberá o sucesso e o futuro da nossa profissão... Administrar é, antes de tudo, acreditar no potencial das pessoas e na força da organização para transformar realidades. Estar aqui, recebendo este gesto nobre do nosso conselho, renova a minha energia e a minha responsabilidade de continuar servindo à nossa profissão com ética, transparência e paixão pelo que faço. Para nós, administradores, que fomos formados através da visão humanística e global... Estamos habilitados a compreender o meio social, político, econômico e cultural onde estamos inseridos e, aí sim, tomarmos decisões em um mundo diversificado e independente. Entendo, Sr. Presidente do nosso conselho, brilhante administrador Hélio, que o administrador é o agente em vários processos pelos quais as organizações passam. Ele é o agente educador, enquanto modifica os comportamentos das pessoas, e é um agente cultural, quando o seu estilo modifica a cultura de uma organização. Dessa forma, o maior desafio do administrador contemporâneo é ser um eterno aprendiz e levar seu aprendizado para o ambiente de suas organizações. Além disso, o aprendizado pode se tornar um instrumento capaz de guiar todas as suas ações, tornando-se uma verdadeira filosofia de vida. Muito obrigado aos meus companheiros administradores presentes, e que cada um de vocês, presentes nesta sessão especial, possa continuar construindo uma gestão cada vez mais forte e inspiradora. Exaltando por final: viva os administradores de Brasília! Viva os administradores do Brasil! Muito obrigado. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Concedo a palavra ao Sr. Hélio Queiroz da Silva, Presidente do Conselho Regional de Administração do Distrito Federal. O SR. HÉLIO QUEIROZ DA SILVA (Para discursar.) - Bom dia a todos os amigos administradores, futuros administradores, pessoas que têm respeito pela nossa categoria aqui presentes. Cumprimento todos da mesa, na pessoa do Senador Izalci Lucas, cumprimento os demais da mesa, e, nas pessoas da Dra. Nena Queiroz, aqui presente, Dra. administradora Monalisa Fogaça, que está aqui, conosco, administradora Sarah, administradora Antonia Leite, nossa conselheira federal, nossa administradora também Adriana, administradora federal, e o administrador Filipe, cumprimento todos aqui presentes. |
| R | A palavra já diz, Senador, que solenidade precisa ter um momento solene, em que as pessoas vestem a sua melhor roupa, geralmente vêm preparadas para entrar na Casa do povo, no templo, que é o Senado, o templo onde uma grande parte dos Senadores representa o povo e uma outra parte representa a sua vaidade - mas isso faz parte da vida humana. E, dos que representam o povo, há pessoas como o Senador Izalci Lucas, que tem todos os anos nos homenageado, trazido administrador para o Senado Federal, para este local tão solene, para que a nossa profissão possa ser reconhecida. Este ano, Andréa, foi um ano muito especial, em que nós realizamos eventos muito importantes aqui no Distrito Federal. Nós realizamos o Fórum Internacional de Administração, que teve vários participantes de outros países. Todos os representantes dos demais estados, onde ficam os conselhos regionais e estaduais, estiveram aqui em Brasília, com a participação de mais de 2 mil pessoas. Tivemos, nesse momento, a oportunidade de mostrar a beleza da nossa cidade e do nosso povo. E, tão importante, realizamos também essa semana o Enla, o Encontro Latino-Americano de Administração, um encontro do qual participaram 12 países-irmãos, os países andinos, próximos à gente, com um único objetivo: discutirmos a nossa profissão. Mas não uma discussão vazia; uma discussão em que pudéssemos ter um legado e discutir um futuro. E, nesse encontro, Senador Izalci, no qual o senhor nos deu a honra de estar presente e no qual reunimos também uma quantidade tão grande como no FIA, discutimos o intercâmbio da nossa profissão, para que nós possamos levar brasileiros para trabalharem em quaisquer um desses países e, através dos conselhos, seus diplomas serem reconhecidos tanto para os estágios profissionais como para os estágios estudantis; e também pudemos discutir protocolos, principalmente de matérias comuns, Prof. Ivan, para que a gente possa, em um futuro que espero ser bem próximo, ter o nosso diploma validado - claro, através do MEC - com mais facilidade, através desses países-irmãos. Mas, antes eu falava da solenidade, que é um local solene, e eu quero voltar um pouquinho a isso. Existe um espaço chamado "caixa de ressonância". Ele não é uma caixa propriamente dita, mas é um local onde as pessoas falam, ou melhor, um som é vibrado, e esse som se expande, expande de tal forma, que ele é ouvido, e o bom exemplo é o violão: você toca nas cordas, aquela caixa de ressonância faz com que aquele toque nas cordas, o som, realmente seja expandido. E aqui, esta Casa, não é diferente disso. Como eu disse, existe uma solenidade, tem que ter formalidade, mas as formalidades são importantes quando as pessoas são ouvidas. Aqui, nós falamos. As pessoas nos ouviram, Prof. Ivan e Spezia. |
| R | Eu acho que agora, Ivan, eu queria - Senador Izalci, com a sua permissão - ouvir as pessoas que estão aqui, ouvir a caixa de ressonância, porque nós falamos coisas boas que fizemos para nossa profissão, falamos como gostaríamos que ela fosse, mas nós não fizemos o óbvio: não ouvimos as pessoas que estão aqui, que são as pessoas que nos representam. É através delas que o Conselho existe e é através dessas pessoas que o nosso Conselho tem força. E, o Senador me permitindo, eu queria que fosse aberto o microfone e eu queria ouvir vocês. Mas ouvir de uma forma simples, não é um discurso, porque outras pessoas falarão. Fala para a gente o seu nome e o que você quer para a nossa profissão. O que foi feito, as coisas boas, os elogios, eu acho que não são necessários, porque o dever meu, como Presidente, e desses diretores que aqui estão, é fazer a melhor entrega, porque nós fomos colocados lá para isso; é a nossa obrigação. E a obrigação tem que ser feita. Então, eu quero ouvir de vocês o que falta para ser feito. Vocês estão na Casa do Povo e que a voz de vocês seja a ressonância. Podem abrir os microfones, eu quero ouvir a primeira pessoa. Quem quer já primeiro falar, por favor? Filipe, você? Está com você. Em poucas palavras. O SR. FILIPE COSTA PAZ - Em poucas palavras, a administração, eu, como gestor público, vejo que é fundamental para o futuro do país ser bem desenvolvido e equilibrado. O SR. HÉLIO QUEIROZ DA SILVA - O que o Senado pode fazer por nós? O SR. FILIPE COSTA PAZ - O Senado Federal pode atuar em conjunto com os administradores para ter uma visão de Estado, de política de Estado, para poder fazer um futuro brilhante, porque eu acho que a gente tem muito potencial a ser explorado. O SR. HÉLIO QUEIROZ DA SILVA - Obrigado. Lá no final, alguém quer falar? Por favor, levanta a sua mão e fala o seu nome. A SRA. ELISA FIGUEIREDO - Aqui. O SR. HÉLIO QUEIROZ DA SILVA - Aqui, por favor. Em seguida, eu passo para você. O nome da senhora? A SRA. ELISA FIGUEIREDO - Bom dia. Eu sou Elisa Figueiredo e, dentre outras profissões, eu sou administradora há mais de quatro décadas, remida lá pelo Rio de Janeiro, e eu venho aqui fazer um apelo, já que os nobres amigos, colegas ali falaram tão bem sobre a nossa profissão. Nós temos aqui em Brasília quase 2 mil condomínios somente no Plano Piloto, e nós temos essas microcidades sendo administradas por não administradores. Fica aqui meu apelo: vamos regulamentar a profissão de administrador de condomínios. O Código Civil fala em síndico, mas vamos falar de administrador de condomínios, porque, como foi falado aqui, a gente é responsável pela cultura, pelos recursos e pela transformação social que queremos. (Palmas.) O SR. HÉLIO QUEIROZ DA SILVA - Está aí, Senador Izalci. Isso é uma pauta para o senhor, Senador. Hoje nós invertemos, Senador. Hoje nós estamos pedindo para o senhor, e aqui uma administradora, que é a ressonância desta Casa, está solicitando que esta Casa nos ajude a regulamentar a profissão de administrador de condomínios. Muito obrigado. O próximo que quer falar? Eu ouvi. Aqui? Não, mas alguém lá no final tinha levantado a mão. Por favor. Qual o seu nome? Fica em pé para que nós possamos vê-la. Por favor, pode falar. A SRA. NÚBIA PORTO - Bom dia a todos. Eu sou Profa. Núbia, do Senac, e eu queria, primeiro, agradecer ao convite por estarmos aqui hoje. Estamos com vários alunos aqui distribuídos aqui no nosso Plenário, e é uma honra. Isso é muito importante para a valorização da nossa profissão. É neste momento que esses alunos estão aqui que eles enxergam uma profissão como sendo uma profissão de valor. Assim como foi falado no Plenário, outras profissões se orgulham, tiram foto, mostram que se formaram, que entraram numa universidade pública, e isso falta um pouco na administração, falta um pouco desse orgulho do administrador. Eu acho que eventos como este aqui fazem com que cada um que estiver presente aqui hoje leve para si o quão valorosa é a nossa profissão. |
| R | Então, o meu apelo é: valorizar mais, que a gente tenha mais espaços, que a gente tenha mais espaços, como este, de fala, que os alunos possam ter abertura nos conselhos, como a gente tem tido agora. A gente tem tido muita abertura no nosso conselho. Os alunos participam de eventos, então isso faz com que eles sintam orgulho, faz com que os alunos sejam profissionais que possam valorizar, porque a nossa profissão é realmente muito importante. O SR. HÉLIO QUEIROZ DA SILVA - Muito obrigado, Professora. Uma salva de palmas. (Palmas.) Eu queria que os alunos se manifestassem. Cadê os alunos? Fiquem em pé. Por favor, cadê os alunos? (Pausa.) E para vocês, que são o futuro da nossa administração e estão bem próximos de assumir os nossos locais, o meu respeito e uma salva de palmas para todos vocês. (Palmas.) O próximo que manifestou... Acho que é o senhor; em seguida, o senhor. (Pausa.) O SR. FRANCISCO GOMES NUNES - Não está ligado, né? O SR. HÉLIO QUEIROZ DA SILVA - Está, está ligado. O SR. FRANCISCO GOMES NUNES - Está ligado. Bom, vou ser bem sucinto, conforme é o planejamento. Eu sou o Francisco Gomes, administrador, com muito orgulho. É a primeira vez que eu entro na Casa do Povo. Estou muito animado e me sentindo valorizado; acredito que vocês também. A gente tem pouco acesso porque, na verdade, a gente não é tão convidado mesmo para sessões solenes tão especiais como esta. Em relação a ser administrador, eu acho que, hoje, uma das maiores dificuldades que existe é lidar com o momento, o momento por que o mundo vem passando em relação a lidar com as pessoas dentro da empresa. Eu faço gestão de pessoas há mais de 20 anos e eu devo dizer a vocês que, a cada dia que passa, o desafio é maior, porque as pessoas, de modo geral, estão perdendo um pouco a empatia do que é ser humano, e nós, como gestores, temos que nos adaptar. Em que sentido? Uma das coisas mais importantes para atuar hoje, para quem lida com equipes, é se especializar em uma forma de você melhorar em compreender o seu colaborador. E aí você tem aquele abismo. Não é um discurso, mas é bem rápido. O empregador quer que o nosso colaborador trabalhe cada vez mais, e o nosso trabalhador, historicamente, precisa trabalhar um pouco menos. Então, para nós, administradores, é um desafio. Como lidar com isso? Precisaríamos ter, de certa forma, uma ajuda da Casa do Povo e dos criadores de legislações para que facilitassem cursos que nos especializassem mais - por exemplo, uma especialização em inteligência emocional; criar formas de comunicações - tantas que já existem, mas a gente acaba não seguindo muitas - porque, quando a gente trabalha com pessoas, a gente, de imediato, percebe o quanto nós somos carentes ainda em capacitação em inteligência emocional. Então, se tem uma abertura para pedir alguma coisa, entre tantas outras coisas que vocês têm em mente, eu pediria isto, que houvesse cursos gratuitos, não só para o administrador, mas para o colaborador também, porque as pessoas têm que ter a capacidade de compreender o seu superior dentro das empresas. |
| R | É isso. Agradeço demais a participação. Estou muito feliz. O Senador Izalci, que não é amigo meu direto, mas é amigo de muitas pessoas em comum, como o Ciro, Rogerio Artiaga, pessoa com quem a gente se encontra nas faculdades, está sempre nas faculdades procurando compreender, procurando passar o seu conhecimento, o seu apoio. De imediato, eu já acompanho o Senador há muito tempo, nesse sentido, como eleitor, como cidadão... O SR. HÉLIO QUEIROZ DA SILVA - Muito obrigado. O SR. FRANCISCO GOMES NUNES - Continuarei acompanhando. Muito obrigado - viu, gente? - pela participação. O SR. HÉLIO QUEIROZ DA SILVA - Obrigado. Senador, mais um pedido. Você viu que o senhor disse: "Olha, o Presidente está me colocando numa situação difícil". E veio para a solenidade. É importante, Senador, o papel do senhor é muito importante aqui na Casa, e nós termos essa proximidade com o senhor é muito importante. Se um administrador pedir uma coisa, eu acho que o Senado consegue nos ajudar. Eu acho que o Senado consegue, através de um pedido do senhor, criar, porque o senhor vem da educação, não é? Lembro-me de que, quando o senhor era Deputado, era Izalci do lápis, não era? Então, o que ele está pedindo é mais especialização. Depois, para o senhor analisar com carinho se cabe um pedido para o Senado: abrir um curso, pelo menos, de um dia, dois dias, para que a gente possa discutir a inteligência artificial, discutir as profissões. É o pedido da administração. Se o senhor puder fazer, ficaremos muito felizes. Eu vou abrir para mais duas pessoas, três pessoas... Me permita, então, para uma, duas, três, quatro, cinco. Pronto, com cinco nós encerramos - está bom, Senador? -, para a gente ouvir o povo. Quem vai falar é o senhor, mas vamos tentar falar em um minuto, no máximo, por causa do horário da solenidade. O SR. MARCELO FIUZA LIMA - Bom dia a todos e a todas. Quero agradecer a... O SR. HÉLIO QUEIROZ DA SILVA - Qual o seu nome? O SR. MARCELO FIUZA LIMA - Eu me chamo Marcelo, sou administrador da Secretaria de Saúde. Eu gostaria de agradecer esta oportunidade desta solenidade ao Senador, ao Presidente. E eu gostaria de aqui, primeiro, parabenizar pela conquista que teve o CFA de tornar administradores carreira típica de Estado. Eu acho que isto seria interessante - eu não sei como é que funcionam os trâmites -: ver se isso consegue chegar até os estados, para que o Distrito Federal e outros estados também possam seguir esta mesma metodologia, esta mesma conduta de fazer com que o administrador possa ser reconhecido, que, por sua importância, sua relevância, possa fazer parte da carreira típica de Estado, como uma forma de valorizar a profissão e uma forma de proteger esses profissionais. Eu gostaria, mais uma vez, de agradecer a todos e dizer quão importante foi também a atuação do CRA em relação aos administradores hoje na Secretaria de Saúde, que está fazendo grande diferença, fazendo trabalho de gestão onde o administrador deve estar. Muito obrigado a todos. (Palmas.) O SR. HÉLIO QUEIROZ DA SILVA - Muito obrigado. Nós temos hoje um projeto parado, Senador Izalci, na Câmara Federal, que anda a passos de tartaruga. Esperamos, e vamos torcer, que o senhor possa estar lá e possa encabeçar esse projeto nosso, ou entrar com um novo, ou fazer com que esse projeto ande para que a carreira de administrador seja realmente uma carreira típica de Estado, reconhecida em todo o país. Carreira típica de Estado é, em um resumo bem simples: se tudo deu errado no Estado, vocês são os últimos a fechar a porta. Então, o que isso quer dizer? Independentemente do governo que estiver, vocês serão servidores de Estado, vocês não vão ter que ficar sujeitos à mudança de governo. Essas pessoas são muito importantes para que o serviço público continue funcionando. O próximo que se manifestou, por favor. Qual o nome da senhora? (Pausa.) Está sem áudio. A SRA. MARIA GABRIELA CAVALLARI RAUZER ARAÚJO - Bom dia a todos. Eu me chamo Gabriela Rauzer. Eu sou aluna de Administração da Fundação Getulio Vargas e vim reforçar uma pauta que já trouxeram sobre valorização do papel do administrador, principalmente diante das novas gerações. Eu acredito que muitos da nossa geração desvalorizam esse papel. Então, que nós que estamos nessa graduação consigamos olhar com mais orgulho para o papel do administrador para formar novos líderes e bons profissionais. |
| R | Obrigada. (Palmas.) O SR. HÉLIO QUEIROZ DA SILVA - Gabriela, muito obrigado. Eu quero te dar um presente. Venha aqui na frente, rapidinho. Um segundinho só, que, daqui a pouco, o Senador vai me tirar daqui. Venha aqui, eu quero te dar um presente. Eu achei fantástico você, como aluna... Eu queria passar para você o meu broche. Venha cá. Fique aqui ao lado. Por favor, fique aqui. Só puxe a sua blusa um pouquinho para mim, só o cantinho dela. Obrigado. Com licença. A SRA. MARIA GABRIELA CAVALLARI RAUZER ARAÚJO (Fora do microfone.) - Muito obrigada. O SR. HÉLIO QUEIROZ DA SILVA - É uma honra tê-los aqui conosco. (Pausa.) A SRA. MARIA GABRIELA CAVALLARI RAUZER ARAÚJO (Fora do microfone.) - Obrigada pela oportunidade de fala, viu? (Palmas.) O SR. HÉLIO QUEIROZ DA SILVA - Uma salva de palmas para a nossa futura administradora. Mais alguém que pediu a palavra? O SR. GEORGE ANDRADE - Bom dia. Eu sou George Andrade, sou empresário da cidade. No Enla nós vimos alguns números. É importante que metade dos 20 milhões, 10 milhões das empresas no Brasil são micro. E tem todos os desafios que são passados em relação à política, aos atributos. Eu gostaria que o CRA tivesse uma atuação muito forte em fortalecer os microempresários no Brasil. Porque, se a economia vai bem, a gente cresce, a gente tem mais microempresários que vão se tornar o quê? Pequenas empresas, depois médias empresas, grandes empresas. E que a gente não fique apenas no cenário de corporativismo público e, sim, na economia real, onde realmente está o crescimento e a possibilidade de algum dia o Brasil ser realmente, não o país do futuro, o país do futuro real, do primeiro mundo. Obrigado. (Palmas.) O SR. HÉLIO QUEIROZ DA SILVA - Muito obrigado. E parece que foi a última pessoa que se manifestou. Foi isso? Aqui, teve a última e aí nós encerramos. Por favor, o nome. (Pausa.) Está sem áudio? Tem que apertar o botãozinho embaixo. O SR. MARCELO FIUZA LIMA - Presidente Hélio, bom dia. Obrigado pela oportunidade. Meu nome é Marcelo Fiuza. Hoje, o candidato a uma vaga no serviço público e o futuro servidor não ocupam cargo que tenha como requisito a formação em administração, ao contrário de todas as demais profissões, que são exclusivas... Ao contrário dos demais cargos, que têm a exclusividade do requisito de formação para que sejam ocupados, o administrador, hoje, é carente dessa oportunidade. Então, o meu apelo é neste sentido: que o Senado, na pessoa do Senador Izalci, e todas as autoridades possam debater essa questão, no sentido de dar a oportunidade para o administrador ocupar o cargo que seja exclusivo para a nossa profissão. Obrigado. (Palmas.) O SR. HÉLIO QUEIROZ DA SILVA - Muito obrigado, Marcelo. Marcelo, é muito importante o que você falou. Aqui acaba sendo, Senador, um lugar para prestar contas também. Neste ano, nós apresentamos, através da Diretora-Geral do Supremo, Dra. Desdêmona, apresentamos para ela - assinado por todos os presidentes de conselhos do Brasil, inclusive pelo Presidente do Conselho Federal -, que os cargos típicos, os cargos de gestão para o administrador, dentro dos tribunais, fossem realmente exercidos por administradores. Nós fomos muito bem recebidos, e esse projeto já andou para o Conselho Nacional de Justiça, que é quem está encabeçando isso. Caso venhamos a conseguir, isso acaba tendo um efeito cascata, todos os tribunais do país acabarão seguindo a ideia de que todos os cargos de gestão sejam ocupados por administradores. Isso vai gerar uma quantidade muito grande de oportunidade para o nosso setor e vai ser um passo gigante para a nossa valorização. |
| R | Muito obrigado a todos. Obrigado pela ressonância do que vocês falaram. Permite um último aluno, que levantou a mão, falar, Senador? - para que todos tenham oportunidade. (Pausa.) Por favor. O SR. JOÃO PEDRO PINHEIRO OLIVEIRA - Olá. Bom dia a todos. Eu sou o João Pedro Oliveira. Sou aluno também da Fundação Getulio Vargas, de Administração. Gostaria de fazer um apelo aqui. As eleições estão chegando, e acho que o Brasil precisa de um choque de administração. Eu acho que é preciso que todos nós nos movamos em conjunto, pensando no futuro do país. Eu peço, principalmente aos mais jovens, que selecionem o seu voto com cuidado, que não torçam para o político, e sim estudem e cobrem dele o que ele deve fazer. É isso. Obrigado. (Palmas.) O SR. HÉLIO QUEIROZ DA SILVA - Gente, é isso, viu? É isso. Nós precisamos escutar as pessoas, precisamos escutar o administrador, precisamos escutar o aluno, porque de vocês é que as coisas acontecem. E a esta Casa fica aqui, talvez, o meu protesto: esta Casa precisa escutar mais as pessoas. Esta Casa precisa deixar um pouco a solenidade. Ela precisa ser uma caixa de ressonância. O Parlamentar precisa aqui dar a palavra para o povo e dizer o que o povo quer ouvir; não pode ter medo de reclamações. Se alguém reclama é porque algo precisa ser feito. Então, aqui vocês foram um grande exemplo de ressonância. Espero que esse exemplo dado a vocês possa ser feito para outros, e para outros, e para outros, porque as pessoas... principalmente o político não precisa só ouvir, precisa escutar. E, para escutar, alguém tem que falar. Muito obrigado. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) - Bem, primeiro, quero parabenizar a iniciativa do Presidente Hélio de ouvir as pessoas. Eu aprendi aqui no Congresso: "Nada de nós sem nós". É inadmissível você fazer uma lei, um projeto, uma política para o povo sem ouvir realmente as partes que serão afetadas. Aqui nós temos, no Congresso, tanto na Câmara quanto no Senado, as Comissões. Nas Comissões é que as coisas acontecem, o debate. Nós temos muitas audiências públicas. E essas audiências são públicas: todos podem interagir, podem participar, podem realmente perguntar, podem colocar, no site do Senado, no da Câmara, a opinião sobre todos os projetos, sugestões. Tudo isso já acontece tanto na Câmara quanto no Senado. Agora, com relação à administração - e eu tenho aqui o privilégio de mais uma vez presidir esta sessão -, nós temos as prerrogativas do administrador. Está na lei, está no decreto. Então, a gestão é do administrador. Quando eu tenho uma... Quando eu estou doente, eu procuro quem? Um médico, não é isso? Se eu vou construir minha casa, eu procuro um engenheiro. Se eu quero fazer um projeto, eu procuro um arquiteto. Se eu quero ver a situação da minha empresa, o balanço, eu procuro um contador. E aí, o administrador fica onde nessa história? E vou dizer para vocês as consequências disso. A falta de administrador, a falta de gestor, principalmente na área pública, gera o caos. Nós estamos hoje devendo... O Brasil deve hoje R$10 trilhões. Nós vamos pagar de juros... Pagar não; vamos incorporar à dívida, porque não tem dinheiro para pagar. Nós vamos incorporar à dívida R$1,2 trilhão de juros, que é o dobro do que se investe em educação, saúde e segurança. Então, tudo aquilo que a gente aplica em educação, saúde e segurança é a metade dos juros da nossa dívida. E o que é isso? Falta de gestão. |
| R | Se você pegar como exemplo hoje os Correios: no segundo semestre, foram quase R$9 bilhões de prejuízos; já no primeiro semestre agora deste ano, o prejuízo é de R$5,5 bilhões. Se você pegar a Emgepron, R$2,8 bilhões de prejuízos; a Emgea, R$791 milhões; a Infraero, R$775 milhões de prejuízos. O que é isso? Falta de gestão. E o pior: nós aprovamos uma lei - eu ainda era Deputado, quando nós aprovamos uma lei - proibindo colocar nas estatais políticos nos cargos políticos. Neste Governo, colocaram vários, foram para o Supremo, o Supremo autorizou, aliás o Supremo disse: "Não, não pode, mas quem já está fica". E aí vêm as consequências. Eu participo de toda fiscalização aqui. Participei da CPI da Petrobras, da Lei Rouanet, do Carf, da JBS, do Petrolão, do INSS, da Covid, porque é obrigação do Parlamentar fiscalizar. O papel do Senador, do Deputado, é fiscalizar, no caso federal, do Governo Federal, legislar e buscar recurso, levar recurso do orçamento para os municípios, para os estados. Esse é o nosso papel. Agora, quem executa as políticas públicas, quem faz as coisas é o Executivo - que é o Prefeito, é o Governador, é o Presidente da República. Eu tenho visto muitas pessoas nesta campanha agora dizendo: "Não quero saber de política, não gosto de política, não quero me envolver na política". E eu quero dizer para vocês que quem não gosta de política vai ser governado por quem gosta. Se você não participa, alguém vai decidir por você. Então, você tem que pesquisar para não acontecer o que tem acontecido: as pessoas no lugar errado. O Supremo Tribunal Federal é uma vergonha nacional. E eu espero que amanhã, se o Fachin não resolver essa questão, que esta Casa tome vergonha e afaste esses Ministros corruptos, que estão lá no Supremo Tribunal Federal. (Palmas.) Agora, precisamos colocar aqui na Casa, tanto no Congresso quanto nas câmaras, políticos que não tenham rabo preso, que não tenham processo, que não sejam condenados, para evitar que os ministros liguem aqui, ameaçando os Senadores e Deputados sobre a votação de qualquer matéria. Então, na hora de votar, tem que identificar a pessoa, conhecer a pessoa, saber qual é o motivo que ela está entrando na política, o que ela já fez na vida, se ela não está para defender os seus interesses pessoais. Tudo isso é importante. Vocês que são formadores de opinião precisam realmente conversar com as pessoas menos cultas, pessoas que não têm... Eu falo muito: voto não tem preço, voto tem consequência. Votou errado? São quatro anos de sofrimento. Então, pesquisem. Dia 4 de outubro é a eleição. Ninguém aguenta mais este país do jeito que está: mal-governado, com muita corrupção. E quem pode mudar isso? Nós, cada um de nós. Um voto - um voto - pode eleger um Presidente da República ou não; pode eleger um Governador ou não. Um voto, o seu voto. Então, é muito importante que todos participem disso. É evidente que, quando eu estive no Executivo, eu fui Secretário, por duas vezes, de Ciência e Tecnologia. Brasília não tinha instituto federal. Eu trouxe institutos federais, através do Ministério da Educação, e arrumei o terreno na Terracap. Brasília tem 11 institutos federais e construiu mais 9 escolas técnicas. |
| R | Eu fui o Presidente da Comissão que aprovou o novo ensino médio, para que os jovens possam ter educação profissional no ensino médio, como era na minha época. Todos nós saíamos do ensino médio com uma profissão. Acabaram com isso. Nós criamos... Aqui em Brasília eu criei um projeto chamado Cheque Educação, ocupando as vagas ociosas das escolas, que hoje virou o Prouni. O Prouni é o Cheque Educação que nós lançamos aqui em 1998, e tem milhões de alunos estudando hoje na faculdade que não tinham condições de fazer. Mas, mesmo tendo o Prouni, só 22% dos jovens entram na faculdade, 78% dos jovens não entram na faculdade - e ficam na geração nem-nem, que não estudam e nem trabalham. A minha avó dizia: "Cabeça vazia, oficina do diabo". Não tem o que fazer, vai fazer o que não presta. Então cabe a nós realmente criar curso de capacitação para os jovens e para os adultos também. Mas isso é um papel do Executivo. Por isso, o papel das universidades... Hoje está uma esculhambação geral. É inadmissível o que está acontecendo nas universidades hoje: depredação completa, um desinteresse completo... E quem paga essa conta somos nós. Daí a importância de cada um de vocês se envolver agora no dia 4 de outubro. Hoje eu sou Senador. Sou candidato agora a Deputado Federal. Já fui, inclusive, Distrital e Federal. Queria muito ter ido para o Governo - infelizmente não consegui a legenda -, porque me preparei para isso. Mas vamos para a Câmara Federal e vamos continuar fazendo o que a gente faz. Então eu quero aqui, mais uma vez, dizer da minha alegria de poder presidir esta sessão. Os administradores têm um papel fundamental na sociedade. Se o Brasil está desse jeito, é por falta de administração. Então nós precisamos do Conselho Federal e dos conselhos regionais, para que atuem na fiscalização, vão aos órgãos públicos e notifiquem, multem as pessoas que estão exercendo o papel sem nenhum conhecimento. Hoje quem governa este país são os cargos comissionados, politiqueiros, cabos eleitorais. Nós temos que acabar com isso. Seria interessante que o próprio conselho começasse a fiscalizar e autuar todos aqueles que estão fazendo gestão hoje e que não têm competência e não têm prerrogativa para isso, como acontece com os nossos contadores. No serviço público ainda tem muita gente exercendo papel de contabilidade sem formação, e os conselhos precisam atuar muito em cima disso aí. Os advogados fazem isso muito bem. Você não faz nada neste país hoje sem ter a assinatura do advogado. Por quê? Porque eles são organizados, eles começaram a se organizar muito tempo. Infelizmente, a OAB, inclusive, está deixando muito a desejar com relação ao Supremo. É lamentável o que vem acontecendo no Brasil sem apoio da OAB, que deveria se manifestar sobre esse escândalo que está acontecendo no Supremo Tribunal Federal. Mas, gente, cumprida então a finalidade desta sessão especial, eu quero agradecer a presença de todos aqui, em especial os alunos, os professores, os administradores que aqui vieram, e declaro encerrada esta sessão solene. Muito obrigado. (Palmas.) (Levanta-se a sessão às 11 horas e 31 minutos.) |


