Discurso no Senado Federal

ASSOCIANDO-SE AS HOMENAGENS PRESTADAS A MESA COM RELAÇÃO A INSTALAÇÃO DA RADIO SENADO. EXPRESSANDO SEU POSICIONAMENTO CONTRARIO AOS TAPUMES ERIGIDOS DIANTE DO CONGRESSO NACIONAL, TENDO EM VISTA A IMPORTANCIA DA PRESERVAÇÃO DA DIGNIDADE DA INSTITUIÇÃO.

Autor
Geraldo Melo (PSDB - Partido da Social Democracia Brasileira/RN)
Nome completo: Geraldo José da Câmara Ferreira de Melo
Casa
Senado Federal
Tipo
Discurso
Resumo por assunto
LEGISLATIVO.:
  • ASSOCIANDO-SE AS HOMENAGENS PRESTADAS A MESA COM RELAÇÃO A INSTALAÇÃO DA RADIO SENADO. EXPRESSANDO SEU POSICIONAMENTO CONTRARIO AOS TAPUMES ERIGIDOS DIANTE DO CONGRESSO NACIONAL, TENDO EM VISTA A IMPORTANCIA DA PRESERVAÇÃO DA DIGNIDADE DA INSTITUIÇÃO.
Publicação
Publicação no DSF de 08/08/1996 - Página 13636
Assunto
Outros > LEGISLATIVO.
Indexação
  • CONGRATULAÇÕES, MESA DIRETORA, INSTALAÇÃO, RADIO, SENADO, DECISÃO, OPOSIÇÃO, CONSTRUÇÃO, TAPUME, PROXIMIDADE, CONGRESSO NACIONAL, NECESSIDADE, PRESERVAÇÃO, PRESTIGIO, DIGNIDADE, LEGISLATIVO.

O SR. GERALDO MELO (PSDB-RN. Como Líder. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, perdi a oportunidade, ainda há pouco - aparentemente, não foi visto pela Mesa o meu pedido de palavra - de associar-me às homenagens que estavam sendo prestadas à Mesa com relação à instalação da Rádio Senado, mas não posso perder agora a oportunidade de congratular-me com V. Exª pela posição que acaba de anunciar.

Tenho dito em toda parte que a presença de V. Exª na Presidência do Senado é um momento alto desta Casa. Em cada um desses gestos, V. Exª confirma o sentimento que, como seu amigo, como alguém que teve a honra de governar um pedaço do Brasil quando V. Exª era o Presidente da República, sempre tive em relação à sua presença na Presidência do Senado.

Esta posição de V. Exª é em relação ao que parece ser um assunto menor: a simples colocação de um tapume em frente ao Congresso Nacional. Na realidade, V. Exª fez uma retificação apropriada, porque o meu protesto, feito aqui na semana passada, não tinha nada a ver com a paisagem; tinha a ver muito mais com a preservação da dignidade de uma Instituição sem a qual não existe democracia neste País. Se nós, que somos os membros do Parlamento, não nos preocuparmos em defender essa dignidade, quem irá fazê-lo? Como não há democracia sem Congresso, fiquei me questionando e pergunto desta tribuna: Será que, se houvesse Micarecandanga em Londres, alguém se atreveria a montar camarotes desse tipo em frente ao Parlamento? Alguém faria isso em frente ao Congresso dos Estados Unidos? Foi o sinal do desapreço, do desrespeito, da agressão ao Congresso Nacional que causou minha indignação.

Todavia, é a tranqüilidade de saber que enquanto V. Exª presidir o Congresso Nacional não aceitará esse tipo de comportamento que me fez pedir permissão para fazer a comunicação que agora faço com alegria, congratulando-me com V. Exª pela sua posição.


Este texto não substitui o publicado no DSF de 08/08/1996 - Página 13636