Discurso no Senado Federal

EVOLUÇÃO DO PIB CATARINENSE NESTES ULTIMOS 10 ANOS, RESSALTANDO O AUSPICIOSO INDICE DE 6,8% ALCANÇADO EM 1997.

Autor
Casildo Maldaner (PMDB - Movimento Democrático Brasileiro/SC)
Nome completo: Casildo João Maldaner
Casa
Senado Federal
Tipo
Discurso
Resumo por assunto
DESENVOLVIMENTO REGIONAL.:
  • EVOLUÇÃO DO PIB CATARINENSE NESTES ULTIMOS 10 ANOS, RESSALTANDO O AUSPICIOSO INDICE DE 6,8% ALCANÇADO EM 1997.
Publicação
Publicação no DSF de 19/05/1998 - Página 8632
Assunto
Outros > DESENVOLVIMENTO REGIONAL.
Indexação
  • COMEMORAÇÃO, SUPERIORIDADE, INDICE, CRESCIMENTO, PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB), ESTADO DE SANTA CATARINA (SC), COMPROVAÇÃO, EFICACIA, GOVERNO ESTADUAL, ESPECIFICAÇÃO, INCENTIVO, COMERCIO EXTERIOR, MERCADO COMUM DO SUL (MERCOSUL).
  • SOLICITAÇÃO, TRANSCRIÇÃO, ANAIS DO SENADO, EDITORIAL, JORNAL, A NOTICIA, DIARIO CATARINENSE, ESTADO DE SANTA CATARINA (SC), ASSUNTO, PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB).

O SR. CASILDO MALDANER (PMDB-SC. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente e nobres colegas, o Produto Interno Bruto - PIB do Brasil, em 1997, - que representa a soma de toda a riqueza do País - alcançou o índice de 3,03%. Enquanto isso, em Santa Catarina, no mesmo período, comemorávamos um crescimento de 6,8%. O PIB catarinense, movimentando um volume de R$33,9 bilhões, superou, em muito, a média nacional, o que, sem dúvida, é fruto de uma administração séria e competente.

Esses índices alavancaram os diversos setores produtivos, registrando os seguintes crescimentos: 6,95% na indústria, 12,05% na agropecuária e 4,46% no setor de serviços.

Números do IBGE demonstram que esse foi o melhor resultado obtido pelo Estado ao longo de uma década, conforme comprova o quadro de variação do PIB publicado nos principais jornais catarinenses do dia 15 de maio do corrente. Como se constata, Santa Catarina contraria, mais uma vez, as vozes do pessimismo. Esses números estatísticos fazem com que os Oposicionistas do Governo Estadual se curvem ante tão alvissareira notícia. Não se trata de desabafo, mas é que durante muito tempo a população brasileira foi bombardeada com notícias infundadas sobre o caos que se instalava no meu Estado. Primeiro foi a CPI dos Precatórios, em que o nosso pecado maior era não ter maioria na Assembléia Legislativa. Depois, foi o juízo final que chegava com o fenômeno El Niño.

Ainda há pouco, o eminente Senador Lúcio Alcântara analisava o fenômeno da seca, que é, na verdade, um grande problema. Enfrentamos, os Estados do Sul do Brasil, os efeitos do El Niño no segundo semestre do ano passado e início deste ano. Além desses problemas, além desses entraves, de questões atmosféricas, de questões climáticas emergenciais, sofremos outros bombardeios, como citei, em que arautos do catastrofismo pregavam que o Estado estava liquidado e que não tinha mais condições de sobrevivência. Portanto, quando o IBGE informa o resultado do PIB, do crescimento catarinense no exercício de 1997, dando os resultados - os melhores dos últimos 10 anos; e os jornais de lá noticiam isso - não há por que não trazê-los para os Anais desta Casa no dia de hoje.

Mais uma vez, o Estado resistiu e hoje colhe os frutos da competência.

           Sr. Presidente, Srªs. e Srs. Senadores, faço este registro porque sou um otimista convicto. Acredito na solução dos problemas. No meu Estado não faltou vontade política para que as soluções surgissem. Governo, Capital e Trabalho formam o grande tripé do desenvolvimento do Estado. Por isso, o Governo, o setor empresarial e as classes e entidades trabalhadoras estão de parabéns, pois esse é o reflexo de um trabalho harmônico entre os diversos segmentos produtivos do Estado.

           A competitividade dos Estados brasileiros sempre foi muito questionada. Com o advento do Mercosul, Santa Catarina demonstrou mais uma vez que está preparada. Estamos exportando muito mais do que importando.

           Vale lembrar que Santa Catarina é o único Estado da Federação que instituiu uma secretaria especial para o Mercosul e recentemente inaugurou o Espaço Mercosul, onde irão funcionar os escritórios comerciais dos países que integram o bloco, além de um escritório da Junta da Galícia. São iniciativas que demonstram o alto grau de comprometimento deste Governo com o desenvolvimento do Estado.

           Esses números nos remetem, obrigatoriamente, a uma análise da qualidade de vida do cidadão catarinense, reconhecidamente uma das melhores do País.

           O que trago a esta tribuna não são meramente números e frias estatísticas. São exemplos de uma gestão governamental cuja direção e rumo não se perderam em meio às avalanches de críticas e meias-verdades. Registro, neste momento, a volta do Estado de Santa Catarina às manchetes como um Estado de qualidade.

           Ao encerrar, Sr. Presidente, peço que faça constar dos Anais da Casa os editoriais publicados nos jornais A Notícia e Diário Catarinense. Peço autorização ao Sr. Presidente para inserir nos Anais desta Casa o editorial dos dois jornais de maior circulação no meu Estado - os dois jornais supracitados -, em que registram com destaque a evolução do PIB catarinense.

           Nos últimos 10 anos, o nosso crescimento foi idêntico. No ano passado, a média de crescimento nacional do PIB ficou em 3,03%. E a renda per capita de Santa Catarina passou de R$6,175 mil para R$6,844.

Portanto, não há como deixar de fazer este registro, Sr. Presidente e nobres colegas, pois há 10 anos, como disse antes, não se constatava tal evolução. O Governo, o setor produtivo e a classe trabalhadora integram-se harmonicamente, o que é de grande significado para o desenvolvimento de Santa Catarina, apesar de terem apregoado, principalmente no ano passado, que não havia governo, que era um desmando, que o Estado catarinense estava sumindo do mapa. Os que apregoavam esse evangelho, os “salvadores da pátria”, apresentavam-se como os “messias” que iriam reconduzir o Estado a uma condição de competição no País inteiro.

Agora, os números frios do IBGE, das autoridades competentes, demonstram a evolução da parceria, da competência e do Estado da qualidade que existem em Santa Catarina. Alguns apregoam algo diferente, algo que não coincide com os levantamentos estatísticos do IBGE, com os números claros que trazemos para o Senado, para o País. Não há como deixar transcorrer este momento sem solicitar que se insiram nos Anais desta Casa os editoriais dos principais jornais de Santa Catarina: o Diário Catarinense e A Notícia.

Para isso, peço a V. Ex.ª autorização.

Eram as considerações que eu gostaria de fazer, na tarde de hoje.

Muito obrigado.


Este texto não substitui o publicado no DSF de 19/05/1998 - Página 8632