Discurso durante a Sessão Deliberativa Ordinária, no Senado Federal

RESPOSTA AO SENADOR JADER BARBALHO SOBRE DENUNCIA DE DESVIO DE VERBA NO GOVERNO DO ESTADO.

Autor
Luiz Otavio (S/PARTIDO - Sem Partido/PA)
Nome completo: Luiz Otavio Oliveira Campos
Casa
Senado Federal
Tipo
Discurso
Resumo por assunto
EXPLICAÇÃO PESSOAL.:
  • RESPOSTA AO SENADOR JADER BARBALHO SOBRE DENUNCIA DE DESVIO DE VERBA NO GOVERNO DO ESTADO.
Publicação
Publicação no DSF de 23/02/2000 - Página 3326
Assunto
Outros > EXPLICAÇÃO PESSOAL.
Indexação
  • RESPOSTA, DISCURSO, JADER BARBALHO, SENADOR, REFERENCIA, AUSENCIA, ESCLARECIMENTOS, DENUNCIA, MINISTERIO PUBLICO, DESVIO, VERBA, BANCO DO BRASIL.
  • REITERAÇÃO, DENUNCIA, ENRIQUECIMENTO ILICITO, JADER BARBALHO, SENADOR, MANIPULAÇÃO, MINISTERIO PUBLICO, POLICIA MILITAR, EPOCA, EXERCICIO, GOVERNO ESTADUAL, ESTADO DO PARA (PA), PERSEGUIÇÃO, ORADOR.

O SR. LUIZ OTÁVIO (PPB - PA. Para uma explicação pessoal. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, tive, nesta tarde, a oportunidade de esclarecer todos os pontos da acusação, da qual sou vítima, feita pela revista IstoÉ, pela imprensa do meu Estado, diariamente - rádio, jornal e televisão de propriedade do Senador Jader Barbalho, o qual diz que sou vinculado ao Jornal O Liberal . 

Sou amigo da família Maiorana há muitos anos. Mas nunca tive a pretensão ou a condição de participar de sociedade nenhuma, muito menos de um grupo como a Organização Rômulo Maiorana, a maior organização da Amazônia.  

O Senador Jader Barbalho teve todo o tempo disponível para discorrer na sua oração, eu só disponho de cinco minutos, afirmo que ficou bem claro para o Brasil inteiro – em especial para o Pará – quem é, na verdade, o assaltante dos cofres públicos deste País e do meu Estado.  

O Senador Jader Barbalho quando iniciou sua vida pública era um homem pobre – como eu e hoje detém rádios, jornais, televisão, fazendas, avião, mansões em Brasília e em Fortaleza e propriedade no exterior. Quem comparar – faço novamente o desafio – o seu patrimônio com o meu verá que, depois de 10 anos de vida pública, moro na mesma casa e tenho um automóvel.  

Não adianta querer disfarçar. Não conseguirá intimidar-me nem impressionar ninguém, porque as evidências e os números são claros. Enquanto Governador do Estado, manipulava o Ministério Público, sua Polícia Militar, sua Secretaria de Segurança Pública e todos esses mentores. Nessa época, sofri pessoalmente perseguição e uma prisão ilegal ocorrida em minha casa no dia dos 15 anos do seu filho. Nessa época, a empresa do meu sogro – onde trabalhei por 5 anos como gerente – tinha mais de 30 anos, cerca de 600 veículos, 150 embarcações, filiais em todo o Brasil, faturava mais de R$5 milhões mensais, já havia feito inúmeros financiamentos e quitado todos, não devendo nada ao BNDES.  

Não sei por que o Senador Jader Barbalho nos persegue implacavelmente. Um Senador de outro Partido esteve no meu Estado e ficou impressionado com a perseguição que a minha família sofreu. A empresa do meu sogro, durante três anos e meio do governo dele, ficou paralisada e todas suas instalações ocupadas pela polícia militar. O Senador perdeu o mandado de segurança e o julgamento no Tribunal de Justiça do Estado e posteriormente no Superior Tribunal de Justiça. O Ministro Antônio de Pádua Ribeiro, hoje Presidente do Superior Tribunal de Justiça, é testemunha: deu ganho de causa para a empresa. Ainda assim, ele não abriu, e a empresa tornou-se inadimplente. Foi processada, executada por fornecedores, chantageada pela turma que ele conhece bem, órgãos e instituições que ele manipula há muitos anos. Ele sabe bem de quem eu falo!  

Não conseguiu me intimidar. Com toda a perseguição, com todo o sofrimento, a minha família continua unida; eu continuo com a mesma mulher; meu sogro continua meu amigo. Não adiantam acusações em revistas e jornais, televisão e rádio de propriedade dele! Isso tudo foi feito e, mesmo assim, fui Vereador em meu Estado, Presidente da Câmara Municipal, Deputado Estadual, Presidente da Assembléia Legislativa e tive a satisfação de honrar o meu Estado chegando ao Senado Federal.  

Isso tudo foi demonstrado em várias eleições, apesar dos outdoors, das acusações, em jornais, rádio e televisão, em matérias pagas sempre, sempre com o dinheiro público. Sempre!  

Nunca ele teve uma atividade. Eu o desafio a dizer se alguma vez teve sua carteira profissional assinada. Nunca! Tudo o que tem veio de onde? De onde apareceu? Que milagre é esse?  

Fico me questionando sobre as dezenas de processos que ele têm ao longo da sua vida pública - Governador do Estado duas vezes, Ministro duas vezes - e que não chegam a lugar nenhum. Nunca um chegou aqui!  

E comigo? Querem me tratar com igualdade. Não vão conseguir! Não vão conseguir porque Deus, acima de tudo, e o povo do Pará saberão na hora certa diferenciar quem é quem. Continuo a dizer: sou homem de poucas posses. Tenho as mesmas condições que tive quando ingressei na vida pública. E mais: meu sigilo bancário, telefônico e o fiscal estão abertos.  

Faço, novamente, um desafio ao Senador Jader Barbalho: faça a mesma coisa. Vamos comparar e verificar realmente quem é quem. Não chegue aqui a fazer proselitismo, a levantar as mesmas calúnias e os mesmos ataques porque não vão me intimidar.  

Agradeço a atenção do Sr. Presidente e dos Srs. Senadores pela oportunidade.  

 

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Este texto não substitui o publicado no DSF de 23/02/2000 - Página 3326