Discurso durante a 117ª Sessão Deliberativa Ordinária, no Senado Federal

Recebimento do Anuário 2003 da Câmara Brasil-Israel do Comércio e Indústria e do encarte especial "Israel, 4000 anos de História".

Autor
Romero Jucá (PMDB - Movimento Democrático Brasileiro/RR)
Nome completo: Romero Jucá Filho
Casa
Senado Federal
Tipo
Discurso
Resumo por assunto
COMERCIO EXTERIOR.:
  • Recebimento do Anuário 2003 da Câmara Brasil-Israel do Comércio e Indústria e do encarte especial "Israel, 4000 anos de História".
Publicação
Publicação no DSF de 11/09/2003 - Página 26729
Assunto
Outros > COMERCIO EXTERIOR.
Indexação
  • COMENTARIO, RECEBIMENTO, PUBLICAÇÃO, ENTIDADE, COMERCIO, INDUSTRIA, INTEGRAÇÃO, BRASIL, PAIS ESTRANGEIRO, ISRAEL, REGISTRO, HISTORIA, RELAÇÕES DIPLOMATICAS, AUMENTO, INTERCAMBIO.

O SR. ROMERO JUCÁ (PMDB - RR. Sem apanhamento taquigráfico.) - Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, em mais uma demonstração da fecunda e sempre atenciosa administração do Publicitário Mauro Salles, o seu atuante e admirado Presidente, recebemos da Câmara Brasil-Israel de Comércio e Indústria exemplares de seu “Anuário 2003” e do encarte especial “Israel, 4000 anos de História”, que nos merecem, nesta oportunidade, alguns breves comentários.

A Câmara Brasil-Israel está completando 44 anos de existência. No entanto, as relações entre os dois países remontam à histórica Assembléia da Organização das Nações Unidas (ONU), de novembro de 1947, na qual, sob a presidência do Chanceler brasileiro Oswaldo Aranha, foi aprovada a instituição do Estado de Israel, em 14 de maio de 1948.

Desde então, o jovem país conquistou a atenção do mundo, pela força do seu povo e tenacidade com a qual passou a desenvolver programas de educação, de tecnologia, de saúde e de valorização das artes e da cultura.

Seus visitantes impressionavam-se com o verdadeiro milagre da fertilização do deserto de Neguev e admiravam-se com a fidelidade da jovem Nação aos princípios do pluripartidarismo, que contribuíram para a construção do grande Estado.

Um desses admiradores, o ex-Ministro da Agricultura, Senador Apolônio Salles, em 1958 representou o Poder Executivo e o Congresso Nacional na inauguração do Bosque Juscelino Kubitschek.

Nesse mesmo local, o Governo israelense, ao ensejo das comemorações dos dez anos do Estado, plantou árvores com os nomes de estadistas de países democráticos, com o que assinalava a sua disposição de permanente amizade com as nações livres.

Por sinal, desde esse tempo observou-se grande semelhança do solo semi-árido israelense com o do agreste e do sertão pernambucano, que mais tarde determinaria a forte presença da tecnologia agrícola de Israel em todo o Nordeste, principalmente, e nas demais regiões brasileiras.

Daquele já longínquo 1958 a esta parte, registraram-se importantes avanços nos intercâmbios comerciais, industriais e do setor de serviços entre o Brasil e Israel. Também, nas relações de trocas de tecnologias e de compartilhamento de estudos, experiências e pesquisas nas áreas de educação, treinamento e pesquisa. E além dos benefícios nas áreas culturais, outro foi obtido na de turismo, contínuo e crescente nos dois sentidos.

A Diretoria e o Conselho da Câmara Brasil-Israel de Comércio e Indústria têm interesse na promoção de visitas, realização de seminários, cursos, exposições e palestras que favoreçam o conhecimento do que cada país tem de melhor para oferecer ao outro, das necessidades novas de mercados potenciais e da forma como os governos, por seus ministérios, embaixadas e consulados, podem integrar-se nessas atividades.

Entende o Presidente Mauro Salles, a respeito, que “a tarefa é grande e promissora”. Desde a constituição da Câmara Brasil-Israel de Comércio e Indústria, em 1959, ficou demonstrado que ela “é o resultado do esforço de muitos e nunca foi obra de uma só liderança”. Para Sua Senhoria, e para nós, “assim foi e assim vai continuar”.

A Câmara, com sede na cidade de São Paulo, conta com uma Diretoria Executiva integrada pelo mencionado Presidente Mauro Salles e pelos Vice-Presidentes Jayme Pasmanik, Marcos Arbaitman, Nelson Grunebaum e Roberto J. Goldberg. Como Secretário-Geral, Renato Ochman; como Secretário, Avi Dvir; como Tesoureiro-Geral, Abram Berland; e como Tsoureiro, Abramo Douek.

São Diretores: André Blumberg, André Cunha, Anselmo Lancman, Cássio Posvolski, Celso Hanne, David Sagie, Dora Silva Cunha Bueno, Enrico Misasi, Eran Marcus, Francisco Gotthilf, Geraldo L. Lowenberg, Gervásio Tanabe, Helio Bobrow, Jacobs Kogan, Jacques Storch, Jaime Sender, Jaime Spitzcovsky, Jorge Luiz dos Santos B., José Meiches, Júlio Serson, Leon Alexandr, Lionel Zaclis, Luiz David Gabor, Mário Arthur Adler, Maurice Costin, Mauro Grinberg, Miguel Colasuono, Patrícia Goldberg, Paulo Henrique Shoueri, Rahamim Davidov, Renato Ticoulat Filho, Ricardo Mães Bensadon e Wilson Nigri.

Compõem o Conselho Deliberativo o Presidente Edmundo Safdié; os Vice-Presidentes Celso Lafer e Mário Amato; os Secretários Antônio Henrique Cunha Bueno e Jack Leon Terpins; os Presidentes Eméritos Laerte Setúbal, Mailson da Nóbrega, Mário Amato, Ronald J. Goldberg; os Conselheiros Abraham Kasinsky, Arnaldo Franken, Arthur Rotenberg, Beno Suchodolsky, Charles Rothschild, Cláudio Luis Lottenberg, David Feffer, Fanny Feffer, Isaías Feigenson, Jayme Bobrow, Jayme Brasil Garfinkel, José Ermírio de Moraes Neto, Maurício Novinsky, Michael Perlman, Oswaldo Muniz Oliva, Pedro Eberhardt, Priscila Golczewski, Ricardo Steinbruch, Roberto Faldini e Samuel Klein. Susanna Tallert exerce o cargo de Diretora-Adjunta, e Nissim Nigri, o de Diretor-Executivo.

Entre outros temas, a publicação discorre sobre o panorama econômico do Brasil e de Israel. No primeiro caso, comenta os prenúncios de um ano positivo, os rumos da economia no novo Governo, as fórmulas de atração de investimentos estrangeiros, o aumento das exportações como meta econômica, o aumento de investimentos para reverter o decréscimo do número de turistas.

Quanto a Israel, propõe “austeridade na economia em 2003” e a utilização de acordo para acabar com a bitributação. Revela que, “na América do Sul, o Brasil é o alvo número um” de cerca de cem exportadores e que as duas nações permanecem “buscando pontos em comum”.

“Brasil-Israel 2003” tece comentários, ainda, sobre questões relacionadas à Agricultura, à Tecnologia, à Educação, à Energia, às Incubadoras de Tecnologia, à Segurança, ao Software, às Telecomunicações, aos Transportes e às Câmaras empresariais.

Como outro exemplo da construtiva associação das duas nações, criaram-se incubadoras de empresas em nosso País, destinadas a contribuir para o desenvolvimento de novos empreendimentos e tornar disponível a total infra-estrutura demandada pelo aumento de projetos inovadores.

Essas instituições asseguram a prestação de serviços especializados, orientação, espaço físico e infra-estrutura de tecnologia e de métodos administrativos e operacionais demandados.

Numa economia globalizada, o mercado de incubadoras nacionais tem registrado o crescimento recorde de 30% ao ano. Aqui, foram 155, no ano passado, uma confirmação da eficiência da estrutura de incubação de empresas, segundo pesquisas do Instituto Euvaldo Lodi e do Ministério da Ciência e Tecnologia.

Isso confirma, igualmente, o acerto das parcerias que transformaram os êxitos da experiência de Israel também em benefício para o projeto brasileiro.

A edição histórica do Encarte Especial, que mereceu o patrocínio dos grupos Bradesco e Suzano, por sua vez, é documento de grande interesse para estabelecimentos de ensino, empresas, representações diplomáticas e lideranças nacionais de diferentes ramos de atividade.

Discorre sobre 4 mil anos de história de Israel, a difícil existência do povo judeu e a criação do moderno Estado, registrando os diversos aspectos do processo de consolidação do novo país na terra dos ancestrais de seus fundadores.

Hoje, praticando uma economia aberta e contando com uma indústria dinâmica, universidades e instituições acadêmicas de alto nível, que respondem pelos reconhecidos avanços nos campos científico e tecnológico, a contribuição de Israel para o progresso humano ultrapassou suas próprias fronteiras, vindo a merecer o reconhecimento da comunidade internacional de nações.

Por fim, devemos acrescer que o sempre festejado publicitário Mauro Salles foi eleito, por unanimidade, presidente da Câmara Brasil-Israel de Comércio e Indústria, para o período 2002/2004, sucedendo ao empresário Mário Amato, que ocupou o cargo durante 8 anos.

Na cerimônia de posse, em 24 de maio do ano passado, lembrou a antigüidade de seus vínculos com Israel, iniciado pelo relacionamento de seu pai, o Senador Apolônio Salles, com aquele País, desde 1959, conforme adiantamos.

O seu programa de trabalho compreende a ampliação das relações entre brasileiros e israelenses, inclusive no mundo dos negócios, porquanto, em quase meio século, ocorreram avanços significativos nas trocas do comércio, da industria e dos serviços.

Considera, também, a importância das relações no campo das tecnologias e no compartilhamento de estudos e experiências nas áreas de pesquisa e treinamento.

Para Mauro Salles, a sua tarefa “é grande e promissora”. A Câmara Brasil-Israel de Comércio e Indústria, que passou a presidir, desde a sua fundação “tem resultado do esforço de muitos e nunca foi obra de uma só liderança”.

Assim vai continuar, acreditamos, promovendo e preservando as relações de amizade e de intercâmbio, em todas as áreas do conhecimento, entre o nosso País e o ainda jovem Estado de Israel, se depender tão-somente das reconhecidas operosidade e competência de Mauro Salles.

Era o que tínhamos a dizer.


Este texto não substitui o publicado no DSF de 11/09/2003 - Página 26729