Discurso durante a 216ª Sessão Deliberativa Ordinária, no Senado Federal

Comentários ao relatório "2003/2005: a Caixa cresce e quem ganha é o Brasil".

Autor
Romero Jucá (PMDB - Movimento Democrático Brasileiro/RR)
Nome completo: Romero Jucá Filho
Casa
Senado Federal
Tipo
Discurso
Resumo por assunto
BANCOS.:
  • Comentários ao relatório "2003/2005: a Caixa cresce e quem ganha é o Brasil".
Publicação
Publicação no DSF de 07/12/2005 - Página 42996
Assunto
Outros > BANCOS.
Indexação
  • BALANÇO, ATUAÇÃO, CAIXA ECONOMICA FEDERAL (CEF), REGISTRO, IMPORTANCIA, DESENVOLVIMENTO ECONOMICO, BRASIL, AUXILIO, ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL, INVESTIMENTO, INFRAESTRUTURA, HABITAÇÃO, INCENTIVO, POLITICA SOCIAL, POLITICA CULTURAL, ESPORTE, APRESENTAÇÃO, DADOS.

O SR. ROMERO JUCÁ (PMDB - RR. Sem apanhamento taquigráfico.) - Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, com 144 anos de história, a Caixa Econômica Federal é uma daquelas instituições que têm a cara do Brasil. É impossível enumerar, em uma fala de poucos minutos, o extraordinário rol de realizações de uma entidade que tanto contribuiu para o desenvolvimento de nosso País no último século e meio.

Limitar-me-ei, portanto, aos últimos trinta meses, período que é o objeto do relatório “2003/2005: a Caixa cresce e quem ganha é o Brasil”, que me chegou recentemente às mãos.

Presente em todos os 5.561 municípios brasileiros, a Caixa vem provando, nos últimos 30 meses, que é perfeitamente possível combinar, em um banco 100% público, preocupação social com eficiência e competitividade.

A Caixa é o banco brasileiro mais acessível à população. No ano de 2004, a Caixa repassou à sociedade recursos equivalentes a 5% do PIB! É a instituição financeira mais próxima do cidadão brasileiro, independentemente de sua renda e de seu patrimônio.

Entre janeiro de 2003 e junho de 2005, a Caixa ampliou em 47% sua carteira de crédito, 9 pontos percentuais a mais que o restante do Sistema Financeiro Nacional, injetando mais de 90 bilhões de reais na economia brasileira. No que diz respeito à aplicação em políticas públicas, somente em 2004, foram 97 bilhões de reais transferidos para todos os cantos do território brasileiro, com previsão ainda maior, de 120 bilhões, neste ano de 2005.

A Caixa vive, atualmente, um de seus melhores momentos. Nos últimos 30 meses, o ativo bancário da Caixa aumentou 30%, o que a torna detentora do segundo maior ativo entre as instituições financeiras atuantes no País. Na primeira metade de 2005, o banco teve o maior lucro semestral de sua história, e vem se destacando como um administrador de fundos da maior confiança e competência, tendo sido premiado em quatro categorias pelo Guia Exame 2005.

No que diz respeito aos clientes, a palavra-chave na Caixa é “inclusão”. Sua base de clientes, que hoje totaliza 33,6 milhões de pessoas, foi expandida em 45% nos últimos 30 meses. Registrou-se, no período, uma elevação significativa no volume de depósitos, especialmente em poupança, categoria em que a Caixa responde por 31,7% do total de depósitos no País. É preciso frisar que o número espantoso de clientes da Caixa não compromete o excelente atendimento do banco: há quase dois anos a Caixa está ausente do ranking de reclamações do BC.

A Caixa conta também com programas voltados especialmente para o auxílio às administrações municipais, como o Programa de Arrendamento Residencial (PAR), o Programa de Subsídio à Habitação de Interesse Social (PSH) e o Programa Nacional de Apoio à Modernização Administrativa e Fiscal (PNAFM). Nos últimos 30 meses, tais programas foram responsáveis, entre outras coisas, pela construção de quase 160 mil casas e por 500 obras de abastecimento de água, esgotamento sanitário, asfaltamento e recuperação de vias urbanas.

A Caixa está profundamente engajada nos esforços pelo aumento da oferta de crédito à população. Entre dezembro de 2002 e junho de 2005, o saldo das operações de crédito comercial da Caixa teve uma expansão de 122%, contra 42% do restante do sistema financeiro nacional. Os planos são de fechar 2005 com um resultado de mais de 10 bilhões de reais só em financiamento habitacional, que tradicionalmente é um dos fortes da instituição.

A participação da Caixa vem crescendo não apenas no mercado doméstico, mas também no mercado internacional. O banco disponibilizou, recentemente, novas opções para os emigrantes enviarem remessas ao Brasil, bem como novas operações de câmbio, ampliando, dessa forma, sua atuação no comércio exterior. A Caixa tem, também, incrementado o intercâmbio com organismos multilaterais de fomento, como o BID, o BIRD e o PNUD.

Merece menção, por fim, a atuação da Caixa na área social e cultural. A Caixa é o principal agente financeiro de políticas públicas do Governo Federal, sendo responsável pelo repasse à população dos recursos provenientes dos programas sociais. Com seus 17 mil pontos de atendimento em todos os municípios brasileiros, a Caixa registrou, de janeiro a julho de 2005, um total de 3,1 bilhões de reais em recursos de programas sociais transferidos pelo Governo à parcela mais pobre da população.

Não é diferente nos esportes. Por meio de repasses das Loterias e de patrocínios, a Caixa tem ajudado os atletas brasileiros na busca de seus melhores resultados. Nos últimos 30 meses, foram 160 milhões de reais transferidos ao Comitê Olímpico Brasileiro e mais 30 milhões destinados ao Comitê Paraolímpico Brasileiro. Patrocínios diretos a paradesportistas e aos demais atletas já ultrapassaram os 10 milhões de reais em 2005.

Na área cultural, a Caixa investiu, desde 2003, mais de 45 milhões de reais em projetos culturais e pedagógicos em todas as regiões do País. Atualmente, a instituição trabalha, em parceria com o Ministério da Cultura, na restauração de quatro grandes museus brasileiros. A Caixa mantém, ainda, cinco espaços culturais bastante freqüentados em cinco capitais brasileiras, com planos de abrir três novas unidades em 2006.

Sr. Presidente, transmito à diretoria e a todo o corpo de funcionários da Caixa Econômica Federal meus efusivos parabéns pelos resultados que a instituição tem alcançado nos últimos anos. A Caixa merece a projeção e o prestígio que conquistou.

Era o que eu tinha a dizer. Muito obrigado pela atenção.

 


Este texto não substitui o publicado no DSF de 07/12/2005 - Página 42996