Discurso durante a 30ª Sessão Deliberativa Ordinária, no Senado Federal

Regozijo com a indicação do Governador Geraldo Alckmin para concorrer como candidato do PSDB à Presidência da República.

Autor
João Batista Motta (PSDB - Partido da Social Democracia Brasileira/ES)
Nome completo: João Baptista da Motta
Casa
Senado Federal
Tipo
Discurso
Resumo por assunto
ELEIÇÕES.:
  • Regozijo com a indicação do Governador Geraldo Alckmin para concorrer como candidato do PSDB à Presidência da República.
Aparteantes
Paulo Octávio.
Publicação
Publicação no DSF de 30/03/2006 - Página 10049
Assunto
Outros > ELEIÇÕES.
Indexação
  • CONGRATULAÇÕES, PARTIDO POLITICO, PARTIDO DA SOCIAL DEMOCRACIA BRASILEIRA (PSDB), ESCOLHA, GOVERNADOR, ESTADO DE SÃO PAULO (SP), CANDIDATO, ELEIÇÕES, PRESIDENCIA DA REPUBLICA, REGISTRO, CANDIDATURA, JOSE AGRIPINO, VICE PRESIDENCIA, ELOGIO, VIDA PUBLICA.

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O SR. JOÃO BATISTA MOTTA (PSDB - ES. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, espero que eu possa concluir dentro de sete minutos, mas, se ultrapassá-los, eu queria que V. Exª tivesse um pouquinho de contemplação.

Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, eu queria, hoje, fazer um relato que é do conhecimento de todos, principalmente daqueles que têm uma idade mais avançada.

No século passado, vivemos apenas turbulências: ditadura Vargas, deposições de Presidentes, Governos ruins, suicídio de Vargas, Governos militares e, finalmente, retorno à democracia. Então, houve mais turbulências: morte de Tancredo, deposição de Collor. E o Brasil sempre esteve patinando.

Em 1970, o Brasil exportou US$25 bilhões, e a China, outros US$25 bilhões; empataram. Em 2005, as exportações brasileiras chegam à casa dos US$100 bilhões, e as da China, à do US$1 trilhão. Mas, para a nossa felicidade, não perdemos o século todo. O período de 1955 a 1960, quando Juscelino Kubitschek de Oliveira governou este País, valeu por 50 anos, salvou o século. Foi quando racionalizamos o País com a construção de Brasília. E, partindo de Brasília, a construção de todas as estradas existentes hoje nos levou à interiorização. Ao longo de cada estrada aberta por Juscelino, nasceu um celeiro neste País.

Estamos começando um novo século, e JK já se foi. Perdemos o grande gerente, mas, por causa dele, temos hoje energia, aço, vidro, tratores, caminhões, ônibus e automóveis, sem falar que, antes de JK, o MST não teria nem foices nem martelos nacionais para destruir propriedades pelo Brasil afora.

Sr. Presidente, JK governou o Brasil exatamente no meio do século passado: de 1955 a 1960. Por isso, hoje, aqui estou cheio de alegria e de muitas esperanças. Tenho alegria, porque, logo no começo do novo século, o PSDB tirou dos seus quadros um gerente como JK para ser sufragado pelo povo brasileiro como nosso Presidente.

O Presidente Tasso Jereissati, com firmeza e determinação, auxiliado pelo Governador Aécio Neves e por outros nomes, pôde contar com a compreensão e com o desprendimento do Prefeito José Serra e premiar o povo brasileiro com um candidato digno, simples, operoso, companheiro de Covas e, sobretudo, o melhor gerente do País, como tem provado como Governador de São Paulo.

Veja, Sr. Presidente, as semelhanças existentes entre Juscelino e Geraldo Alckmin. Ambos foram médicos. Ambos foram prefeitos: JK, de Belo Horizonte; e Alckmin, de Pindamonhangaba. Os dois foram Deputados Federais; em seguida, ambos foram Governadores de seus respectivos Estados. JK foi Presidente ontem, e Alckmin será Presidente amanhã. E o que mais importa é que Alckmin, como JK, é determinado, corajoso, democrata, humilde, ético, humano e desenvolvimentista.

O Sr. Paulo Octávio (PFL - DF) - Senador João Batista Motta, V. Exª me permite um aparte?

O SR. JOÃO BATISTA MOTTA (PSDB - ES) - Perfeitamente, Senador Paulo Octávio.

O Sr. Paulo Octávio (PFL - DF) - Cumprimento V. Exª pelo feliz pronunciamento que faz em boa hora, no momento em que o PSDB lança seu candidato a Presidente da República. Essas coincidências da vida são bem lembradas. Há uma ou duas semanas, no encontro que promovemos para comemorar os 50 anos da posse de JK, tive a oportunidade de ligar para o candidato à Presidência da República Geraldo Alckmin, que me disse ter sido JK seu inspirador a candidatar-se Vereador em 1976. Justamente no ano em que JK faleceu, vítima de acidente na Via Dutra, Geraldo Alckmin lançou-se candidato, inspirado na história de JK. Até lhe pedi que, como Governador do Estado, construísse um monumento na Via Dutra, no local do acidente, o qual seria bem visto por esta Casa. O Governador prometeu-nos a obra, e a estamos aguardando. Seria uma bela homenagem que São Paulo faria ao nosso inesquecível Presidente JK. Meus cumprimentos a V. Exª pelo excelente pronunciamento que faz!

O SR. JOÃO BATISTA MOTTA (PSDB - ES) - Muito obrigado, Senador Paulo Octávio.

Também fui inspirado por JK a candidatar-me Prefeito do meu Município, Serra, no Estado do Espírito Santo, época em que pude expressar a mesma vontade de trabalhar que tinha o ex-Presidente.

Sr. Presidente, para completar a alegria que demonstro desta tribuna, hoje, o PFL, parceiro do PSDB, está-nos dando, como companheiro de chapa do Sr. Geraldo Alckmin, o Senador José Agripino, outro gerente de primeira grandeza: nordestino, responsável, ao lado do Senador Garibaldi Alves Filho, pelo grande surto de desenvolvimento do Rio Grande do Norte. Com os dois, o povo brasileiro sabe que venceremos as desigualdades regionais e, se Deus quiser, as desigualdades sociais. E, se nossos problemas são por falta de gerenciamento, desta vez dois extraordinários gerentes estarão na mesma chapa a serviço do povo brasileiro.

Muito obrigado, Sr. Presidente.


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Este texto não substitui o publicado no DSF de 30/03/2006 - Página 10049