Fala da Presidência durante a 52ª Sessão Não Deliberativa, no Senado Federal

Informa que assumiu ontem, interinamente, a Presidência da República, quando participou da posse do Ministro Marco Aurélio na presidência do Tribunal Superior Eleitoral.

Autor
Renan Calheiros (PMDB - Movimento Democrático Brasileiro/AL)
Nome completo: José Renan Vasconcelos Calheiros
Casa
Senado Federal
Tipo
Fala da Presidência
Resumo por assunto
HOMENAGEM. ELEIÇÕES.:
  • Informa que assumiu ontem, interinamente, a Presidência da República, quando participou da posse do Ministro Marco Aurélio na presidência do Tribunal Superior Eleitoral.
Publicação
Publicação no DSF de 06/05/2006 - Página 15023
Assunto
Outros > HOMENAGEM. ELEIÇÕES.
Indexação
  • INFORMAÇÃO, ATUAÇÃO, ORADOR, PRESIDENTE DA REPUBLICA, INTERINIDADE, OPORTUNIDADE, POSSE, PRESIDENTE, TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL (TSE), ELOGIO, DISCURSO, DEFESA, ETICA, ELEIÇÕES.
  • ESCLARECIMENTOS, IMPRENSA, AUSENCIA, CONVITE, ORADOR, ACOMPANHAMENTO, VIAGEM, PRESIDENTE DA REPUBLICA, NEGAÇÃO, CANDIDATURA, VICE-PRESIDENTE DA REPUBLICA.

O SR. PRESIDENTE (Renan Calheiros. PMDB - AL) - Parabéns a V. Exª, Senador Heráclito Fortes.

Eu queria dizer que, ontem, como Presidente da República interino, numa interinidade que fiz questão de dizer que foi muito rápida, de horas, e que, portanto, deveria ser exercida com muita responsabilidade e com absoluta discrição, tive a honra e a satisfação de participar da posse do Ministro Marco Aurélio na presidência do Supremo Tribunal Federal. Quero parabenizá-lo por isso.

É a segunda vez que o Ministro Marco Aurélio preside o Tribunal Superior Eleitoral. O Ministro fez um discurso conseqüente, duro, é claro, mas um discurso necessário, absolutamente necessário.

Em todos os momentos - o Senado sabe e o Brasil também -, cobrei aqui alterações na legislação eleitoral, fiz várias reuniões no meu gabinete para que mudássemos a legislação. Até o Senado mudou a legislação, que não conseguiu caminhar suficientemente na Câmara dos Deputados, para evitar, nesta eleição, a repetição dos fatos danosos que aconteceram na última eleição. Acho que isso era o que de menor deveria ser feito da minha parte.

Fiz questão de dizer, de público, quando saí, numa conversa rapidíssima com a imprensa, porque a interinidade me recomendava discrição, que eu concordava com tudo, com absolutamente tudo que o Ministro havia dito. Isso porque tudo que ocorresse no rumo da transparência, da igualdade de oportunidades, da verdade eleitoral tinha o apoio deste Senado Federal. Já tínhamos demonstrado sobejamente isso ao longo das várias investigações que fizemos.

            Um outro equívoco que aproveito a oportunidade para desfazer é sobre o convite que eu teria recebido para viajar com o Presidente da República. Não é verdade, nunca houve o convite. O que houve foi uma espécie de impaciência da imprensa, que fica nos perguntando se vamos substituir o Presidente. Não somos nós que temos de responder isso. Quando o Presidente viaja, convoca-se o imediato na linha sucessória, mas só se sabe disso na decisão da convocação, antes não é recomendável falar.

            De modo que essa coisa do convite jamais aconteceu, e não teria sentido se tivesse ocorrido. É que muita gente escreveu durante muito tempo que eu gostaria de ser candidato a Vice-Presidente. Neguei em várias entrevistas, mas as pessoas não acreditavam, achavam que era uma manobra de ordem política natural. Ontem, viram uma demonstração sobejamente contrária.

            De modo que aproveito esta oportunidade também para desfazer este equívoco.


Este texto não substitui o publicado no DSF de 06/05/2006 - Página 15023