Discurso durante a 18ª Sessão Especial, no Senado Federal

Homenagem ao eminente brasileiro Senador Jonas Pinheiro, que exerceu importantes cargos, dedicando sua vida pública a serviço do País e em defesa da agricultura brasileira.

Autor
Jayme Campos (DEM - Democratas/MT)
Nome completo: Jayme Veríssimo de Campos
Casa
Senado Federal
Tipo
Discurso
Resumo por assunto
HOMENAGEM.:
  • Homenagem ao eminente brasileiro Senador Jonas Pinheiro, que exerceu importantes cargos, dedicando sua vida pública a serviço do País e em defesa da agricultura brasileira.
Publicação
Publicação no DSF de 29/02/2008 - Página 3979
Assunto
Outros > HOMENAGEM.
Indexação
  • HOMENAGEM POSTUMA, JONAS PINHEIRO, SENADOR, EX-DEPUTADO, ESTADO DE MATO GROSSO (MT), ELOGIO, CONDUTA, VIDA PUBLICA, CONTRIBUIÇÃO, AGRICULTURA, BRASIL, DEFESA, PRODUTOR, TRABALHADOR RURAL.

O SR. JAYME CAMPOS (DEM - MT. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão do orador.) - Ilustre Senador, companheiro, amigo, Gilberto, que preside esta sessão de homenagem ao Senador Jonas Pinheiro; familiares do querido Senador, que cumprimento na pessoa de sua esposa, Deputada Celcita Pinheiro, de seu filho amigo Giorgio, de sua filha Giani; cumprimento o nosso querido amigo Presidente da CNA, Fábio Meirelles, e, em seu nome, saúdo e cumprimento os demais produtores do Brasil aqui presentes; prezado amigo e companheiro Maguito Vilela, ex-Governador, Senador e atualmente Vice-Presidente do Banco do Brasil, que, neste ato, representa aquela instituição, na pessoa do Lima Neto; demais companheiras e companheiros Senadores; convidados, amigos presentes, serei rápido, até porque os oradores que me antecederam praticamente falaram tudo sobre a pessoa desse valoroso companheiro e irmão Jonas Pinheiro.

Parece fácil falar de um homem com as virtudes, a integridade e a envergadura moral do Senador Jonas Pinheiro. Mas não o é. Para se falar dele, antes é preciso compreender a tenacidade dos pescadores de Santo Antônio do Leverger, a coragem cívica dos agricultores mato-grossenses e o valor mítico do povo brasileiro.

Jonas foi uma dessas pessoas encantadas pela vida. Simples, era, contudo, um homem de idéias elaboradas e inteligência incomum; conciliador, mas, ao mesmo tempo, um político de convicções firmes e duradouras; generoso, mas também uma rocha inabalável na defesa de seus princípios éticos. Enfim, com seu modo natural de enxergar as coisas, ele era uma figura complexa e admirável.

Para se conhecer o temperamento deste grande mato-grossense seria necessário mergulhar em seu mundo interior, em sua infância, e contemplar a imensidão das tardes do Pantanal, e, assim, entenderíamos a profundidade de seus pensamentos. Seria preciso olhar os cerrados com seus olhos para se vislumbrar a clareza de seu caráter. E, ainda, seria importante lavrar sua alma para se colher a energia de seu espírito desbravador. 

Jonas Pinheiro foi um semeador de esperança. Um agricultor de sonhos. Em sua trajetória de 25 anos pelo Congresso Nacional, ele fertilizou o sistema agrário brasileiro com debates produtivos, projetos salvadores e propostas milagrosas para o setor.

Não por acaso foi agraciado pelos próprios produtores rurais com o informal mas honroso título de “patrono da Agricultura” do País.

Mais do que o defensor do agronegócio, Jonas foi o Senador do homem do campo, porque soube como poucos interpretar os sentimentos da gente interiorana, porque sentia, ao tocar com sinceridade e respeito aquelas mãos calejadas pelo trabalho na roça, a verdadeira vitalidade da economia brasileira. Para ele, a combinação do suor dos lavradores com a fertilidade de nossas terras, sempre foi a química perfeita para empurrar o País ao seu destino de prosperidade.

Como disse há poucos dias aqui mesmo nesta tribuna, a Nação perde um grande brasileiro, mas, em compensação, a história recebe mais um vulto para emoldurar sua galeria dos heróis da Pátria.

Sim, para nós mato-grossenses, assim como para todos os brasileiros, Jonas foi um herói moderno. Um homem que fez de seu próprio corpo, de sua própria saúde, uma fortaleza para defender o setor produtivo nacional e para manter seus compromissos éticos. Lutou até o último momento por suas convicções, como cabe aos heróis.

Sr. Presidente Senador Gilberto, Srªs e Srs. Senadores, caro companheiro César Borges, para alguns homens, a humildade se confunde com fraqueza ou até mesmo covardia; mas, para o Senador Jonas Pinheiro, a humildade era a fonte mais cristalina de sua força interior, de sua imorredoura esperança e de sua coragem indestrutível.

Peço agora que seus exemplos não se apaguem com o passar dos dias, que principalmente o povo mato-grossense aprenda a reverenciar sua memória, apropriando-se de suas qualidade para lutar por uma sociedade mais justa e igualitária. Não me refiro somente aos monumentos ou logradouros, que ele tanto merece, mas sim à obra viva de Jonas, que foi a dignidade na vida pública e a firmeza na lida política. Peço que seu legado seja transferido às gerações futuras como mandamento de honradez do cidadão.

Neste momento, associo-me à família de Jonas Pinheiro, à sua amada esposa Celcita, aos seus queridos filhos Giorgio e Giani, aos seus netos, rogando ao Todo Poderoso que receba o nosso eterno Jonas em sua luz, magnitude e bondade.

Sei que Jonas fará falta a esta Casa, como fará falta ao nosso Partido, ao Mato Grosso e ao Brasil, mas que os exemplos de generosidade, valor e obstinação fecundem em nossos corações por muitos e muitos anos.

Espero, como todos os colegas neste plenário, que o Senador Gilberto Goellner trilhe os caminhos que fizeram de Jonas um Parlamentar lúcido e operoso. Sei que é difícil substituir Jonas, mas nosso caro Gilberto saberá honrar a sua cadeira.

São essas, Sr. Presidente, as minhas palavras. Certamente esta sessão solene é mais do que justa, até porque muitos falam que Jonas só representou ou só defendeu o agronegócio. Não. Jonas Pinheiro também defendeu os pequenos, os assentados, prova inequívoca é que há pouco tempo eu participava, na cidade de Sorriso, da inauguração de uma linha de energia elétrica que Jonas Pinheiro, com a sua emenda que é um direito constitucional, levou também para os assentados.

Faço justiça porque entendo que Jonas não só foi homem do campo, mas também foi homem da cidade, defendendo aqueles que militam e moram nos perímetros urbanos das cidades mato-grossenses.

Muito obrigado, Sr. Presidente.


Este texto não substitui o publicado no DSF de 29/02/2008 - Página 3979