Discurso durante a 55ª Sessão Deliberativa Ordinária, no Senado Federal

Críticas às ações promovidas pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra. Manifestação de estranheza sobre a complacência das autoridades com o MST.

Autor
Marisa Serrano (PSDB - Partido da Social Democracia Brasileira/MS)
Nome completo: Marisa Joaquina Monteiro Serrano
Casa
Senado Federal
Tipo
Discurso
Resumo por assunto
MANIFESTAÇÃO COLETIVA. POLITICA FUNDIARIA.:
  • Críticas às ações promovidas pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra. Manifestação de estranheza sobre a complacência das autoridades com o MST.
Aparteantes
Gilberto Goellner, Valter Pereira.
Publicação
Publicação no DSF de 21/04/2010 - Página 15288
Assunto
Outros > MANIFESTAÇÃO COLETIVA. POLITICA FUNDIARIA.
Indexação
  • CRITICA, SEM-TERRA, INVASÃO, PROPRIEDADE RURAL, ESTADOS, AGENCIA, BANCO DO BRASIL, ESTADO DE SÃO PAULO (SP), SEDE, INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRARIA (INCRA), BRASILIA (DF), DISTRITO FEDERAL (DF), SUPERINTENDENCIA, ORGÃO PUBLICO, BLOQUEIO, TRANSITO, RODOVIA, ESTADO DO MATO GROSSO DO SUL (MS), DESRESPEITO, LEGISLAÇÃO, AUMENTO, CONFLITO, ZONA RURAL, CONFIRMAÇÃO, DADOS, CONFERENCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL (CNBB), AUSENCIA, PROVIDENCIA, GOVERNO FEDERAL, PREVENÇÃO, COMBATE, PROBLEMA.
  • COMENTARIO, PREJUIZO, ATIVIDADE AGROPECUARIA, RELEVANCIA, SETOR, ECONOMIA, BRASIL, RECONHECIMENTO, NECESSIDADE, DESENVOLVIMENTO, AGRICULTURA, PROPRIEDADE FAMILIAR, IMPLEMENTAÇÃO, REFORMA AGRARIA, CRITICA, MOVIMENTAÇÃO, SEM-TERRA, UTILIZAÇÃO, VIOLENCIA, TENTATIVA, ATENDIMENTO, REIVINDICAÇÃO, PROJETO, CONFEDERAÇÃO DA AGRICULTURA E PECUARIA DO BRASIL (CNA), CRIAÇÃO, PLANO NACIONAL, COMBATE, INVASÃO, TERRAS, PREVENÇÃO, PROBLEMA, APOIO, POLICIA FEDERAL, POLICIA RODOVIARIA FEDERAL, SEMELHANÇA, PLANO, ELIMINAÇÃO, TRAFICO, DROGA.
  • CRITICA, OMISSÃO, GOVERNO FEDERAL, IMPEDIMENTO, PUNIÇÃO, INVASÃO, SEM-TERRA.

                          SENADO FEDERAL SF -

            SECRETARIA-GERAL DA MESA

            SUBSECRETARIA DE TAQUIGRAFIA 


            O SR. MÃO SANTA (PSC - PI. Como Líder. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente Acir Gurgacz, brasileiros e brasileiras e Parlamentares aqui presentes, os que estão nos assistindo aqui e os que nos acompanham via sistema de comunicação do Senado; Paulo Duque, amanhã, o calendário nacional é muito rico. Primeiro Tiradentes, Joaquim José da Silva Xavier; segundo, Brasília; terceiro, Tancredo, que se imolou; e, no dia seguinte, comemoramos também o descobrimento do Brasil. São muitas datas. E de Juscelino Kubitschek - o Paulo Duque sabe quase tudo da história do Brasil, ou tudo, ou é o que sabe mais da história política - tenho aqui em mão um livro de grande valor, autografado: Meu caminho para Brasília - 1º Volume: A Experiência da Humildade”, de Juscelino Kubitschek.

            Já se vão alguns anos. Estudei a vida de Juscelino, Arthur Virgílio. Isso porque, médico que sou, estudamos Psicologia. E, na Psicologia, há uma ciência que se chama Neurolinguística. E a Neurolinguística diz que existe a modelagem. Se você quer ser um cantor, pegue de modelo o Roberto Carlos, que está de luto porque perdeu a Lady Laura; se você quer ser jogador, pegue um Pelé; se você quer ser padre, pegue um Helder Câmara. Isso se chama modelagem.

            Eu, evidentemente como médico, como cirurgião, peguei o modelo Juscelino Kubitschek, que foi médico como eu, cirurgião como eu de Santa Casa; teve vida militar, que eu tive; foi prefeitinho, eu fui; foi governador do Estado; foi cassado aqui. Eu só ainda não fui Presidente; ele foi. Sorridente, e um dos pensamentos mais bonitos que eu achei da vida de Juscelino foi o que ele disse: “É melhor ser um otimista. O otimista pode errar, mas o pessimista já nasce errado e continua errado”.

            Paulo Duque, outro dia... E eu leio muito todas as obras de Juscelino, tenho lido e acompanhado. Eu o vi pessoalmente. Ô Arthur Virgílio, você viu Juscelino pessoalmente, Arthur Virgílio? Juscelino Kubitschek? Eu vi o seguinte, vou contar aqui. Justamente quando ele estava entregando o Governo, de 1955 para 1960, ele foi a Fortaleza e eu estudava, estava fazendo cursinho vestibular. E ele foi na Faculdade de Direito - atentai bem, Paulo Duque - e quiseram vaiar; começaram a vaiar o Juscelino, no fim do mandato. Aí ele, sorridente, olhou assim e disse: “Feliz do País em que se pode vaiar um Presidente da República”. Ô, estadista! Aí eu saí acompanhando-o pela Faculdade de Direito do Ceará - aquilo já, vamos dizer, era uma atração pela política e pela vida do homem.

            Aí, na Praça do Ferreira, quem conhece Fortaleza sabe, antigamente, essas praças tinham abrigos; hoje ela foi modernizada, mas essas praças antigas tinham abrigos, onde havia os bares, café e tudo. Então, Juscelino foi para a Assembleia, falou e foi tomar um cafezinho na Praça do Ferreira, no abrigo, no Bar do Pedrão, da torcida do Ceará. Arthur Virgílio, o momento mais interessante é o próximo, olhando Juscelino, no fim do Governo: satisfação do cumprimento da missão, Brasília construída, no apagar das luzes.

            Aqueles Deputados - a Assembleia era a antiga, a 100 metros da Praça do Ferreira -, todos do lado. Observei um caboclo querendo se aproximar, mas os Deputados todos de paletó. Ele queria, e eu também estava olhando o Juscelino, mas o caboclo cearense, nordestino, sertanejo não resistiu, Flexa Ribeiro. Olhou assim e fez a saudação. A saudação nossa, Flexa! Olhou assim, não podia se aproximar, estava cheio de Deputados no café do Pedrão do Ceará, da bananada: “Ô Presidente pai d’égua!”. Essa acho que foi a melhor saudação. Aquilo traduz o sentimento do bravo povo sertanejo. Esse é um termo usado. Não sei se no Pará se usa isso.

            O Sr. Flexa Ribeiro (PSDB - PA. Fora do microfone.) - Com certeza.

            O SR. MÃO SANTA (PSC - PI) - Rapaz, sei que eu estava lá.

            Mas esse é o Juscelino que nós conhecemos, e este é um dos livros dele depois que ele... Ele fez três livros para tentar a Academia Brasileira de Letras, e foi a única derrota que ele teve. Meu Caminho para Brasília, mas este aqui é todo anotado. Então, tem uma síntese aqui, porque Brasília é esta obra que nós vamos comemorar.

            Mas aqui está Meu Caminho para Brasília. Eu vou fazer uma síntese para o Brasil, para o jovem, para a mocidade. Aqui é lido como livro de Medicina. Já está sem capa, mas todo riscadinho, anotado. Ele era um estadista mesmo. Flexa Ribeiro, atentai bem, é uma síntese. Eu copiei os melhores trechos, um decálogo, uns dez pontos.

            Programa, metas, conceitos extraídos do livro - eu anotei.

            Um. Atentai bem, como nós estamos errados. Luiz Inácio não gosta de ler, porque dá uma canseira. Isso foi uma besteira que ele disse. Você aprende como José Serra, que disse que o pai carregou, a vida toda, caixa de verdura e fruta na cabeça e no ombro, para ele carregar caixa de livros na cabeça e no ombro, entrando, na sua cabeça, sabedoria, que vale mais do que ouro e prata.

            Olhe Juscelino: explosão demográfica, paternidade responsável, proliferação de miséria. Essa na própria definição da vida do estadista José Serra. Não adianta mágoa, não. É sorte da gente ter um. Não se pode ter inveja porque o homem é preparado, não. Atentai bem: por que ele é o que é? O pai, pobre, trabalhador, todos os dias, de mercado, só teve um filho. Então, zelou, educou e tudo.

            Olhe o que Juscelino adverte - está no livro, é pensamento dele, não é meu, não: explosão demográfica; tem que se buscar a paternidade e a maternidade responsável, planejamento familiar ou, então, proliferação da miséria.

            O que se vê hoje é que tem gente parindo para ganhar quatro salários mínimos. Outro dia mataram uma; um cabra lá, acho que do Pará, porque a namorada estava grávida e abortou, ele deu nela porque queria ganhar os quatro salários mínimos que receberia depois que ela parisse.

            Olhem quem era Juscelino, olhem o que é um estadista!

            “Frentes de trabalho em todas as direções. Despertar as energias latentes no seio do povo em fontes vivas de riqueza”. É o trabalho, que ele propiciava. A primazia é do trabalho e do trabalhador, que vem antes. É ele que faz a riqueza.

            Atentai bem, Luiz Inácio! Ô Arthur Virgílio, vejam o que dizia Juscelino: “Nada mais terrível do que, além da velhice, a pobreza. Aposentadoria justa, Previdência”. Esse é o resumo. Essa é a diferença. Aposentadoria justa! Olha a humilhação que fazem com nossos velhinhos e aposentados. Ô Paulo Duque, “nada mais terrível do que, além da velhice, a pobreza. Aposentadoria justa’.

            “As portas dos poderosos raramente estão abertas aos necessitados”. Isso ele sentiu mesmo, Juscelino era pobre. Lá pelos seus 15 anos, ele quis ajudar a mãe, saiu na Diamantina dele, Zezinho, pedindo trabalho, trabalho, e ninguém facilitou. Aí ele teve que ir para um seminário. Entendeu como é? Olha o pensamento dele: “As portas dos poderosos raramente estão abertas aos necessitados”.

            “Para se fazer política, é indispensável tornar-se conhecido”. Ô Flexa, atentai bem, e olhe que ele ainda vai mais. Está vendo, Arthur? Isto você tem: “Há necessidade de charme para conquista do voto”. É ele que diz, o Juscelino.

            Agora, hoje eu vi o Heráclito denunciando o Governador do Piauí, aquela hecatombe que houve lá. Pior que do que terremoto, do que maremoto: é o Governo do PT. Que diga o Pará, ô Flexa Ribeiro: o Governo do PT não é pior que terremoto? No Piauí, o Heráclito dizia hoje: “200 obras inacabadas”. Olha o que Juscelino ensinava: “Tarefa iniciada devia ser tarefa concluída”, ensinamento da sua mãe. “Tarefa iniciada, tarefa concluída”.

            “Oratória, fonte de prestígio e fama”. Ele sabia falar, se expressar. “Deus dá ao humilde a honra da vitória”. O Lacordaire diz: “A humildade une os homens; o orgulho divide os homens”.

            E outra bonita, de Juscelino: “Deus me poupou do medo”.

            Mas o que eu queria dizer é isto: Brasília foi fundamental. A gente aprendeu em história. Quando nós estudávamos o mapa do Brasil, tinha um quadradinho. É porque - Paulo Duque, não se lembra? - aqui bem no meio vai ser construída... Eu passei a minha infância e a minha adolescência vendo o mapa do Brasil. E só quem teve coragem foi ele mesmo. José Bonifácio pensou e tal, muitos pensaram, mas foi Juscelino que teve essa coragem.

            Mas, e por que eu estou aqui? O Piauí... Por que estou aqui? A homenagem do Piauí. Este Brasil, Paulo Duque, deve muito ao Piauí! Primeiro, ele é grandão e uno porque fomos nós que fizemos uma batalha sangrenta para expulsar os portugueses que queriam ficar com o norte. Dom João VI disse: “Filho, antes que algum aventureiro ponha a coroa, põe-na na cabeça”. O aventureiro era Simon Bolívar, que estava derrubando tudo que era rei aí e formando a democracia. E Dom João VI disse: “fica com o sul, e eu vou ficar com o norte”. O norte ficaria com Portugal, e o nome seria Maranhão. E nós expulsamos os portugueses, numa batalha sangrenta, em 13 de março de 1823, a Batalha do Jenipapo, na cidade de Campo Maior.

            Mas deve também aqui, Brasília; Teresina foi a primeira capital planejada deste País. Atentai bem, Paulo Duque! Nós fomos colônia de Pernambuco durante 200 anos e nos libertamos. Fomos colônia do Maranhão. Então, nós somos novos. Primeiro Oeiras, e planejamos Teresina. Um baiano, Saraiva, que foi Primeiro-Ministro, que venceu a Guerra do Paraguai, foi lá. Ele que construiu. Mesopotâmica, a primeira capital planejada deste País, entre dois rios, no meio, como o coração é no meio do corpo. As outras capitais do Norte e Nordeste são todas no litoral.

            Então, nós fomos a inspiração. No Piauí, a primeira capital planejada. Aí veio Goiânia; veio Belo Horizonte; veio Brasília; veio Palmas. Então, deve-se a Teresina.

            E aqui, hoje, a nossa capital, ó Flexa, tem trezentos mil piauienses, que aqui trabalham, aqui engrandecem e fizeram esta cidade. Então, é esta a homenagem dos piauienses. É a segunda colônia brasileira, só perdemos para os mineiros, de Juscelino, Israel Pinheiro, José Maria Alckmin - os primeiros líderes para cá os trouxeram. É a segunda colônia, com trezentos mil piauienses aqui fazendo a beleza.

            E eu queria, então, me associar a todos, a todos...

            O Sr. Flexa Ribeiro (PSDB - PA) - V. Exª me permite um aparte, nobre Senador Mão Santa?

            O SR. MÃO SANTA (PSC - PI) - Permito. Que prazer ouvir este homem que representa o desenvolvimento; foi presidente de federação das indústrias. Representa o trabalho e o Pará, do nosso Norte.

            O Sr. Flexa Ribeiro (PSDB - PA) - É só uma curiosidade que eu gostaria que V. Exª me esclarecesse. Esses trezentos mil piauienses que hoje moram em Brasília votam no Piauí?

            O SR. MÃO SANTA (PSC - PI) - Não. Estão residindo aqui.

            O Sr. Flexa Ribeiro (PSDB - PA) - Votarão em V. Exª.

            O SR. MÃO SANTA (PSC - PI) - Olha, no Piauí, nós somos 3,6 milhões. Três milhões estão como eu, felizes lá, e seiscentos mil estão Brasil afora, sendo a metade aqui. O Piauí é comprido. No sul, Corrente, a grande cidade, é mais perto de Brasília do que de Teresina. Daí, o fluxo.

            Então, quero render homenagem a todos. Ando aí na rua, e sentimos.

            No jornalismo, o maior jornalista é Carlos Castelo Branco. Atenção jornalistas que estão na bancada dos jornalistas, leiam os escritos de Carlos Castelo Branco, aprendam a ser jornalista. No período da ditadura, só ele tinha coragem... Não tinha essa tribuna fácil. A escrita... O Rio de Janeiro mantinha a coluna do Castelo, não é Paulo Duque? Carlos Castelo Branco, o Castelinho.

            João Emílio Falcão Costa, do Jornal do Brasil; Abdias Silva, jornalista, escritor e amigo de Getúlio Vargas, de Jango, de Erico Veríssimo; Paulo José Cunha, está aí ele, bem aí, é o melhor da TV Câmara e é do Piauí, é aquele que faz as reportagens, os debates; Cláudio Pacheco, jurista e escritor; Rafael da Fonseca Rocha, bancário e escritor; Paulo Castelo Branco, jornalista que escreve na revista Brasília, a última, a crônica; José Aranha, dirigiu a Rádio Nacional, a Hora do Brasil, e é lá da minha Parnaíba; e Meneses de Moraes.

            E médicos? Guerra de Macedo foi presidente da Organização Mundial de Saúde. Viu aqui? Foi presidente da OMS, a Organização Mundial de Saúde. Jofran Frejat foi Secretário de Saúde, líder e diretor de hospital, Deputado Federal, candidato a Vice-Governador na chapa do Roriz, é do Piauí, de Floriano. Luiz Roberto Magalhães, Dr. Luiz Roberto aqui, o melhor cardiologista do Senado. Luiz Vieira de Carvalho; Paulo Afonso Kalume, ex-Secretário de Saúde; Evandro Reis.

            Quem não tem saudades de Flávio Marcílio, professor de Direito Internacional, três vezes Presidente da Câmara Federal? Três vezes!

            João Paulo dos Reis Velloso, maior Ministro do Planejamento de toda a história deste País. Menino, filho de carteiro com costureira, com dez anos abria a fábrica dos meus avós. Aí saiu: Harvard, mania de primeiro lugar. João Paulo dos Reis Velloso. O irmão dele mais novo, Raul Velloso, é hoje esse economista que ensina o equilíbrio das finanças públicas. Antonio Augusto Velloso e Francisco Velloso - esse morreu num acidente. Todos trabalharam na fábrica do meu avô.

            João Paulo dos Reis Velloso fez o primeiro PND, o segundo PND, o primeiro Plano Nacional do Desenvolvimento e o segundo. É exemplo muito atual para os aloprados que hoje tomam conta deste País.

            Flexa Ribeiro, foram vinte anos sendo a luz, o farol do governo militar. Foram vinte anos! Paulo Duque, nenhuma indignidade, nenhuma imoralidade, nenhuma corrupção. Caráter de gente do Piauí!

            Petrônio Portella: Senador, Ministro, não foi Presidente porque Deus o chamou. Flexa Ribeiro, quis Deus que eu estivesse ao lado dele quando os militares fecharam este Congresso porque ele fez votar uma reforma do Judiciário. Eu estava do lado dele! E foram informar que o prédio estava cercado de canhões e que o Congresso estava fechado. Sabe o que ele disse? “Este é o dia mais triste da minha vida!” Marconi Perillo, eu aprendi que autoridade é moral. Essa frase chegou até os líderes militares, e mandaram reabrir o Congresso.

            Atentai bem: Joaquim Lustosa Sobrinho, deputado e jurista; José Cândido Ferraz, deputado e senador; Osandir Teixeira, economista da Sudeco; Renato Viana, funcionário do Senado.

            Evandro Lins e Silva: o maior jurista, único que pode ser comparado a Rui Barbosa. Presidente da Corte Suprema, do Supremo Tribunal Federal, no regime militar, foi ele que deu, Flexa Ribeiro, com a coragem de homem do Piauí, os habeas corpus. Paulo Duque, eu ouvi o Miguel Arraes me contando. Estavam lá, na ilha de Fernando de Noronha, Flexa Ribeiro, os presos políticos. Ele disse: “Mão Santa, eu já estava certo de que ia ser comido por um jacaré, nunca ia sair, quando chega um habeas corpus dado por Evandro Lins e Silva”. Feliz a Justiça do Brasil, que não precisa buscar exemplo em outros países! Na história, o exemplo está no piauiense Evandro Lins e Silva.

            Helvídio Nunes.

            E aí? Vocês olham aí e não tem um outdoor? Cinquenta anos? Antônio Araújo, funcionário do Senado. Não tem, Brasília? Ele era o assessor principal de Petrônio Portella. Marco Maciel, sabido - Petrônio foi para o céu -, pegou, é o assessor... Aquele que está aí nos outdoors “Brasília, 50 anos”. É do Piauí, de Floriano.

            E eu assisto a Raimundo Moura.

            Enfim, amanhã comemoramos cinquenta anos de Brasília, e o povo do Piauí veio aqui, acreditou no chamado de Juscelino Kubitschek e naquilo que Winston Churchill disse diante da Guerra Mundial: “Eu vos ofereço trabalho, sangue, suor e lágrimas”. O povo do meu Piauí, com trabalho, sangue, suor, lágrimas e amor, amor, amor que constrói para a eternidade, o que o Piauí tem para dar, construímos Brasília, a nossa Capital.


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Este texto não substitui o publicado no DSF de 21/04/2010 - Página 15288