Discurso durante a 216ª Sessão Deliberativa Ordinária, no Senado Federal

Balanço da atuação de S.Exa. nos últimos três anos como Senador pelo Estado de Mato Grosso, destacando os principais projetos de lei e emendas ao Orçamento da União apresentados por S.Exa.

Autor
Gilberto Goellner (DEM - Democratas/MT)
Nome completo: Gilberto Flávio Goellner
Casa
Senado Federal
Tipo
Discurso
Resumo por assunto
ATUAÇÃO PARLAMENTAR.:
  • Balanço da atuação de S.Exa. nos últimos três anos como Senador pelo Estado de Mato Grosso, destacando os principais projetos de lei e emendas ao Orçamento da União apresentados por S.Exa.
Aparteantes
Acir Gurgacz, Alfredo Cotait Neto, Cristovam Buarque.
Publicação
Publicação no DSF de 22/12/2010 - Página 60581
Assunto
Outros > ATUAÇÃO PARLAMENTAR.
Indexação
  • DESPEDIDA, MANDATO PARLAMENTAR, SUBSTITUIÇÃO, JONAS PINHEIRO, SENADOR, LUTA, BENEFICIO, ESTADO DE MATO GROSSO (MT), PRODUTOR RURAL, DESENVOLVIMENTO NACIONAL, MEIO AMBIENTE, INFRAESTRUTURA, DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL, DETALHAMENTO, PROJETO, AUTOR, RELATOR, EMENDA, RECURSOS ORÇAMENTARIOS.
  • AGRADECIMENTO, APOIO, ASSOCIAÇÕES, AGROPECUARIA, ESTADO DE MATO GROSSO (MT), ORGÃO PUBLICO, SENADOR, SERVIDOR.

                          SENADO FEDERAL SF -

            SECRETARIA-GERAL DA MESA

            SUBSECRETARIA DE TAQUIGRAFIA 


            O SR. GILBERTO GOELLNER (DEM - MT. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão do orador.) - Eu que agradeço. É um registro muito importante, Senador Azeredo. 

            Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, subo a esta tribuna hoje para me despedir. Eu não poderia deixar esta Casa, onde trabalhei intensamente nesse últimos três anos, sem pronunciar algumas palavras. Desde que assumi a grande responsabilidade de substituir o falecido Senador Jonas Pinheiro, em 2008, aqui iniciei uma inesquecível jornada.

            No Senado, pude lutar por projetos em prol do Estado do Mato Grosso, sem perder o olhar para o desenvolvimento de todo o Brasil. Trilhei uma luta vigorosa em favor do produtor agrícola brasileiro, batalhei pelo meio ambiente, pela melhoria da infraestrutura, pelo desenvolvimento sustentável do nosso País.

            Encerro esta Legislatura com a certeza de que me dediquei integralmente e procurei fazer o meu melhor. Em 38 meses de mandato, apresentei 19 projetos de lei e quase 200 Relatorias que traduziram minhas preocupações e a ânsia de honrar o compromisso com o desenvolvimento social, político e econômico.

            Entre os projetos mais importantes que criei, destaco os seguintes temas:

            - a Política Nacional de Bens e Serviços Ambientais e Ecossistêmicos, projeto este que é inédito e viabilizará a regulamentação do pagamento por serviços ambientais e incentivará o desenvolvimento sustentável, com base na evidenciação da qualidade das cadeias produtivas brasileiras - em todos os segmentos, o agrícola, o pecuário, o industrial, os serviços, enfim, todos os segmentos econômicos do País. É a inserção do Brasil no bilionário meio de negócios que são feitos hoje, no mundo todo, no meio ambiente;

            - o Estatuto dos Mutuários de Crédito Rural, que estabelece os direitos e as garantias dos mutuários de crédito. O objetivo desse projeto é garantir o crédito para o produtor, equilibrar a relação entre bancos e mutuários e preservar as garantias das instituições financeiras. Pelo projeto, os produtores rurais e suas cooperativas terão direito ao financiamento de crédito a taxas de juros controladas, compatíveis com a capacidade de pagamento. No mesmo sentido, em caso de renegociação de dívidas, a reclassificação desse produtor ou dessa cooperativa ocorrerá em escala de risco menor. O mutuário também terá direito a mudar o contrato de financiamento para outras agências bancárias ou instituições financeiras;

            - outro projeto que eu julgo de grande interesse e grande repercussão no meio agrícola será a modernização e adequação da legislação trabalhista à realidade do campo. Sem retirar direito dos empregados, o projeto adequa as leis trabalhistas às intempéries e condições do meio rural, o que hoje não é previsto;

            - a recuperação judicial de frigoríficos e indústrias do agronegócio, com o objetivo de proteger os produtores rurais e pecuários. O projeto demanda que o devedor que estiver em recuperação judicial pague todos os créditos rurais e pecuários em no máximo um ano, da mesma forma como está homologado hoje para os créditos trabalhistas. O que houve foi uma cadeia enorme de frigoríficos, principalmente, que tiveram dificuldade e estão em recuperação judicial. São mais de 15 frigoríficos em todo o País, e deixaram os produtores, com todos os seus ativos, sem receber o pagamento. Então, esse projeto, vejo que é de suma importância e de urgência para o meio agrícola brasileiro;

            - a compensação de créditos na recuperação judicial, para permitir que a empresa com pedido de recuperação judicial utilize o crédito do Cofins e da contribuição de PIS/Pasep para compensar débitos relativos a tributos e contribuições administrados pela Receita Federal. Dessa forma, também teremos uma viabilização melhor dessa recuperação judicial;

            - a regulamentação do uso e a comercialização do óleo vegetal refinado como combustível. O projeto permitirá a comercialização e o uso do óleo vegetal como combustível para máquinas e equipamentos geradores de energia e no transporte rodoviário, ferroviário ou hidroviário de insumos e produtos agropecuários de todo o País;

            - o incentivo fiscal ao empregador industrial, serviços, do comércio, da agricultura que aplicar recursos na construção de moradias para seus empregados. Com isso, pessoas físicas e jurídicas tributadas com base no lucro real poderão deduzir, até 2% do Imposto de Renda devido, as doações destinadas à construção, reforma ou regularização das moradias de seus empregados. Só poderá receber a doação o empregado que estiver em situação jurídica regular perante a legislação trabalhista e previdenciária e tiver renda familiar conjunta de até cinco salários mínimos;

            - os incentivos fiscais e creditícios a pessoas físicas e jurídicas que promovam a recuperação e a reposição florestal. Isenta do Imposto sobre a Propriedade Rural (ITR) a área do imóvel rural equivalente a quatro vezes a área sobre processo de reposição florestal. É um incentivo à reposição florestal. Além disso, os juros dos financiamentos das propriedades que tiverem projetos de recomposição florestal terão desconto proporcional ao tamanho da área com projeto em relação a área total do imóvel;

            - a isenção de contribuições sociais à agroindústria decorrentes da exportação, desonerando um pouco o setor - setor esse que hoje paga ao redor de 34% de impostos. Assim, determina a não-incidência de contribuições sociais sobre as receitas da agroindústria decorrentes de exportação de produtos cuja comercialização ocorra a partir de 12 de dezembro de 2001;

            - também apresentei um projeto sobre o pagamento por serviços ambientais prestados especificamente por propriedades rurais. Em outras palavras, permite que os recursos vindos da compensação ambiental, da Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC) se destinem ao pagamento por serviços ambientais prestados por essas propriedades rurais;

            - outro projeto é a especificação do crime de esbulho possessório. São as invasões praticadas em área de reserva legal em todo o País. Esse projeto de lei especifica o crime de esbulho possessório praticado em área de reserva legal, unidade de conservação e área de preservação permanente. Assim, corrige o erro de não punir de modo mais grave quem invade áreas de preservação da natureza;

            - outro projeto: a classificação do espaço urbano e rural. O projeto cria um critério único nacional de definição do que é área urbana e rural. Hoje, o único normativo que define o que é cidade é o Decreto Lei nº 311 - pasmem -, de 1938,tempo de Getúlio Vargas! O IBGE adota a delimitação do perímetro urbano determinado pela legislação municipal. Ou seja, os Municípios que delimitam o seu perímetro, e o País convive com uma diversidade de critérios. O projeto que apresentei determina que a classificação de um Município em rural ou urbano será de acordo com os seguintes fatores: tamanho da população, densidade demográfica e a composição do produto interno bruto municipal;

            Outro projeto que vejo de muita importância é a isenção fiscal para recursos obtidos no exterior para financiamento da produção de mercadorias agropecuárias de exportação. O projeto reduz a zero a alíquota do Imposto de Renda na fonte sobre o pagamento de juros e comissões de créditos conseguidos no exterior para o financiamento da produção.

            É uma forma de trazer recursos financeiros mais baratos à disposição da produção brasileira e, com isso, tornar também a produção de alimentos mais vantajosa. Assim, corrige-se uma distorção entre os grandes e os pequenos e médios produtores, pois pequenos e médios hoje não têm acesso ao crédito externo sem ônus tributário no Imposto de Renda.

            E o último projeto que vejo de muita importância também e que nós gostaríamos de ver aprovado por esta Casa é o que trata da legislação sobre aposentadoria de garimpeiros. Visa a proteger o direito de aposentadoria dos garimpeiros, acrescentando, na contagem de tempo de contribuição, três meses a mais a cada ano de contribuição. É uma forma de compensar o trabalho exaustivo dessa categoria de trabalho.

            Assumi muitas relatorias em diversas comissões. Umas me foram designadas, outras eu mesmo procurei, porque vi a importância de dar agilidade a esses temas que estavam em todas as comissões nas quais atuei. Passo a comentar algumas delas.

            Os medicamentos genéricos de uso veterinário foi uma relatoria importante que já apresentei, que já teve andamento e está em fase final de apresentação.

            As práticas da rastreabilidade na pecuária, para que haja um real acompanhamento da cadeia produtiva das carnes de bovinos e de búfalos. Essa já foi transformada na Lei nº 12.097/2009, que vai dar uma viabilização muito grande aos mercados externos brasileiros e também uma melhor apresentação da carne no mercado doméstico.

            Outra política muito importante que procurei e relatei foi a política de integração lavoura/pecuária/floresta, incentivando essa produção integrada, dando mais sustentabilidade à produção de grãos e de pecuária juntamente com a floresta. O projeto cria uma política de integração entre essas atividades econômicas, possibilita a criação de sistemas ambientalmente corretos, com ampliação da produção de alimentos, ao mesmo tempo em que fortalece a preservação ambiental e estimula a geração de empregos. Essa política, se implantada no País, será inédita no mundo. Os outros países verão nisso um grande projeto de sustentabilidade ambiental.

            Outra relatoria importante, que beneficiou especificamente o Estado de Mato Grosso, foi a doação, por parte da União, das glebas Maiká, ao norte do Estado de Mato Grosso, colocando fim ao impasse que se arrastava há anos. Foi transformado já em lei, a Lei nº 12.310/2010.

            Fui também relator da Política Nacional de Segurança de Barragens, determinando parâmetros mínimos para implantação, manutenção e segurança de barragens. Até então, não existia no País nenhuma lei que cuidasse da segurança de barragens. Após a votação do projeto pelo Senado, temos a Lei nº 12.334/2010, que já foi promulgada pelo Presidente Lula.

            Relatei também o incentivo a fontes alternativas de energia elétrica, propondo a retirada dos impostos sobre a geração de energia elétrica de fonte eólica, solar e marítima, e a produção de veículos com motor elétrico, híbrido ou não.

            Outro projeto, que já está em diversas comissões, foi o da regulamentação da clonagem de espécies de animais domésticos. Ao relatar esse projeto, ampliei o seu alcance para que passasse a regulamentar não apenas clones, mas o material genético destinado à produção de animais domésticos de interesse zootécnico. Pelo projeto, os clones deverão ser controlados e identificados durante todo o seu ciclo de vida. O órgão competente do poder público federal terá um banco de dados de acesso público com informações genéticas para controlar e garantir a identidade e a propriedade do material genético animal e dos clones. Quem fizer um clone com material genético de origem duvidosa será corresponsável pelos prejuízos de falsificação, fraude e apropriação indevida. Eu, de propósito, deixei fora a clonagem de animais silvestres. Ficaram só os domésticos: bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos. Enfim, aqueles de interesse zootécnico.

            Relatei também a permissão para a emissão de títulos da dívida de agronegócios para as cooperativas de crédito, agrícolas e agroindustriais. Os recursos conseguidos com as emissões vão aumentar o financiamento de expansão da produção, melhorar suas condições e reduzir os custos financeiros das atividades.

            Na Política de Garantia de Preços Mínimos, como relator, eu coloquei a inclusão da carne suína e ampliei o benefício para todo o setor produtivo, e não apenas, como está designado hoje, aos pequenos e médios produtores, como originalmente previsto.

            No projeto de isenção de IPI para máquinas agrícolas, o objetivo é isentar as máquinas, os equipamentos e os aparelhos destinados exclusivamente ao uso na agricultura, fabricados em países do Mercosul.

            Senador Mão Santa, está aí uma grande demanda que nós temos, a de fazer com que todos os equipamentos e máquinas comprados por produtores rurais e cooperativas rurais, na região do Mercosul, tenham isenção devida da parte de IPI.

            Quanto às emendas orçamentárias individuais, de bancada e de comissões, apresentei-as buscando incentivar o desenvolvimento social e econômico nacionais e apoiar a sustentação de preço e melhoria de renda do produtor rural.

            Somente para a sustentação da Garantia de Preços Mínimos, nesses três anos, aprovei mais de R$3 bilhões, possibilitando os leilões de Pepro e Pep, que tanto beneficiaram o setor agrícola!

            Em 2008, vi aprovada uma emenda à Lei Orçamentária Anual - LOA 2009 -, no valor de R$1.411.000.000,00 (um bilhão, quatrocentos e onze milhões de reais) para a garantia de preços mínimos de produtos agrícolas, e foi totalmente utilizado em todas as culturas brasileiras que são garantidas em programas de comercialização de preços mínimos.

            Já em 2009, aprovei a mesma emenda na LOA 2010, no valor de R$1.602.000.000,00 (um bilhão, seiscentos e dois milhões de reais).

            Agora em 2010, já consta no parecer da relatora, Senadora Serys, duas emendas de minha autoria. Uma para concessão de subvenção econômica ao prêmio de seguro rural, no valor de R$200.000.000,00 ( duzentos milhões de reais), uma rubrica aberta especialmente para que o Governo inicie o Programa de Seguro Rural no País. Outra para a garantia de sustentação de preços e comercialização de produtos agropecuários, no valor de R$300.000.000,00 (trezentos milhões de reais), já que este ano, o Governo disponibilizou recursos substanciais. Então, não houve necessidade de fazer uma emenda de maior valor.

            Como emenda da Comissão de Infraestrutura, aprovei R$237.000.000,00 (duzentos e trinta e sete milhões) para estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental para projetos de infraestrutura de transporte rodoviário e, principalmente, hidroviário nacional. Esse é o maior gargalo, Senadores. Se nós não tivermos esses estudos iniciais de viabilidade técnica, econômica e ambiental, de nada haverá prosperidade nesse segmento multimodal da infraestrutura, que inclui o hidroviário.

            Nós estamos hoje calcados em rodovias, as ferrovias são poucas, mas principalmente em hidrovias nas regiões centrais do País. Eu vejo que esses recursos vão ser importantes para que o Dnit inicie projetos importantes principalmente nos rios Teles Pires, Tapajós, Juruena e tantos outros.

            Também consegui, em articulação com o Deputado Luciano Castro, que a relatora do Orçamento, Senadora Serys e outros Parlamentares, a abertura de duas ações que antes não possuíam rubrica no Orçamento. A Senadora Serys foi sensível e acatou uma emenda no valor correspondente a R$500.000.000,00 (quinhentos milhões) para o Fundo de Catástrofe. Está havendo mudanças climáticas substanciais este ano, causados pelo fenômeno La Niña, que vão fazer com que alguns Estados venham a sofrer dificuldades por falta de chuva, ameaçando culturas. Por isso que nós vemos que esses fundos são muito importantes. E a outra, de R$100.000.000,00( cem milhões), também acatada pela Senadora, destinada ao Fundo Garantidor do Agronegócio, que nós aprovamos aqui no ano passado, tendo como relator o Senador Osmar Dias. Isso constituirá uma garantia ao produtor que tomar créditos de instituições financeiras, fazendo com que o Governo entre com uma parte, o tomador com outra e a instituição financeira com outra parte, fazendo com que, então, essa operação esteja garantida junto a instituição financeira no limite (isso foi muito interessante) de até R$10.000.000,00 (dez milhões) por empresa rural.

            Essas conquistas no Orçamento de 2011, quando só se falam em cortes e arrochos correspondem a um aumento de mais de R$1,1 bilhão para a agricultura e a infraestruturas nacionais.

            Srs. Senadores, esses valores possibilitam um grande avanço no desenvolvimento nacional. Infelizmente... Se nós tivéssemos hoje - é preciso lembrar o tamanho do País - dificuldade de logística... Se nós tivéssemos hoje a infraestrutura acompanhando o crescimento econômico que esse País vem alcançando, nós não precisaríamos ter essas políticas de garantia de preço mínimo porque nós teríamos uma forma de minimizar e de viabilizar uma produção com menor custo.

            Infelizmente hoje no caso de um produto igual ao milho, em alguns Estados, o valor do transporte supera o valor do produto por falta de uma logística eficiente por falta de hidrovias e ferrovias.

            Então, nós poderemos aí em dois, três anos, financiando uma infraestrutura melhor, investindo mais nessa infraestrutura deixando de lado a necessidade futura de garantir preços mínimos aos produtores.

            Enfim, não vou me alongar neste pronunciamento. Quero deixar apenas o meu agradecimento especial e sincero àqueles que me apoiaram, a todos aqueles que estiveram comigo na defesa de minhas convicções, na minha luta pelo reconhecimento e valorização do setor agrícola brasileiro.

            No meu mandato, recebi apoio e dedicação de todas as entidades do Estado de Mato Grosso, de representantes do setor agropecuário, de todas as entidades de classe do País. Eu gostaria de deixar registrados os meus agradecimentos a entidades como a Associação Brasileira do Algodão, Abag, ABCS - Suínos, Abiape, Abimaq, Abiec, Abef, Abiove, Abipecs, Abraf, Abrasem, Acrimat, Aenda, Agrobio, Andef, Andav, Anfavea, Ampa - MT, Aprosmat - MT, Aprosoja - MT, Imea - MT, Famato - MT, Fiemt - MT, Emater - MT, Ubrabio, Sindan, Sindag, Ibraf, Uba, Unica, CNA e as Federações de Agricultura Estaduais, CNI, OCB - cooperativas -, CBDB. São várias as assessorias que apoiaram a minha atuação parlamentar.

            Devo ressaltar as assessorias dos Ministérios, das agências reguladoras, dos institutos de pesquisa, das empresas do agronegócio, da Embrapa, do setor de insumos agrícolas, de bens e serviços, do setor elétrico e do setor de infraestrutura.

            O apoio institucional do Senado Federal foi de fundamental importância. Agradeço o excelente trabalho realizado pela Consultoria Legislativa e pelas Secretarias das Comissões Permanentes. Agradeço à Liderança do meu Partido, o Democratas, e à equipe do meu gabinete. Aos meus ilustres colegas Senadores que me deram a honra da convivência e do aprendizado diário minha gratidão. Enfim, agradeço aos que me apoiaram no esforço de fazer do meu Estado um lugar melhor para se viver.

            A todos o meu muito obrigado!

            Concedo a palavra ao Senador Acir Gurgacz, antes de concluir a minha apresentação.

            O Sr. Acir Gurgacz (PDT - RO) - Senador Gilberto Goellner, quero parabenizá-lo pela sua atuação. Ficou claro aqui, para todos nós e para o Brasil, toda a sua preocupação com o setor produtivo brasileiro, principalmente com o produtor rural, sobretudo o produtor rural do Mato Grosso, o produtor rural da região amazônica. Então, V. Exª trouxe temas importantes para essa questão, com projetos, por meio de emendas, por meio de pronunciamentos importantes que realmente enaltecem muito a nossa região amazônica. Quero cumprimentá-lo pelo seu brilhante trabalho nesta Casa e agradecer a oportunidade de estar junto de V. Exª, aprendendo com V. Exª nesses meses em que estivemos lado a lado aqui nesta Casa, levando sempre o desenvolvimento para a nossa região. E a sua atuação foi muito importante.

Tenho certeza de que ela marcará a história de Mato Grosso, a história da Amazônia, a história do Brasil. Meus cumprimentos. Tenho certeza de que vamos continuar o nosso trabalho. Mesmo V. Exª estando em Mato Grosso, estaremos sempre juntos. Quero que V. Exª se sinta à vontade aqui conosco. Naquilo que eu puder ser útil, para acompanhar os seus projetos, acompanhar essa sua vontade de ajudar o setor produtivo, deixo-o aqui bastante à vontade. Quero dar sequência aos seus trabalhos, que foram muitos e muito importantes para o nosso País. Meus cumprimentos, Senador Goellner.

            O SR. GILBERTO GOELLNER (DEM - MT) - Senador Acir, assim como V. Exª, eu também fui suplente, instado a ocupar a vaga do saudoso Senador Jonas Pinheiro, que se dedicou integralmente à agricultura e ao produtor brasileiro. Era esse o nosso ideal. Foi assim que fizemos o nosso trabalho e nos elegemos à época, em 2003.

            E Rondônia tem hoje, na sua pessoa, um extraordinário representante. Fico grato por saber que Rondônia apresentou um nome à altura de Acir Gurgacz, que aqui, no Senado, está marcando época, sempre presente, defendendo o seu Estado e toda a nossa região amazônica.

            Meu muito obrigado pelo seu trabalho, pela sua dedicação. Vejo que podemos continuar juntos. Espero que, como seu trabalho aqui, esteja previsto também dar continuidade àquilo que iniciamos anteriormente.

            Concedo a palavra também ao Senador Cristovam Buarque.

            O Sr. Cristovam Buarque (PDT - DF) - Senador Goellner, creio que eu poderia dizer que assino embaixo do que disse o Senador Acir. Ele falou perfeitamente o que eu gostaria de dizer. Acrescento apenas que é bom ver um Senador que chega aqui e se afirma como o senhor, pela maneira simpática, discreta até, como trata seus colegas, como se afirma na tribuna, como se apresenta nas comissões, como acompanhei nesses anos em que o senhor está aqui. Por isso, posso dar-lhe os parabéns. Parabéns pelo seu trabalho! Já disse a outros que aqui se costuma dar parabéns quando a pessoa toma posse. Não dou parabéns quando se toma posse; dou parabéns quando se termina o trabalho. O senhor merece hoje os nossos parabéns. Muito obrigado por ter estado aqui conosco, compartindo o trabalho que fazemos no Senado, lutando cada um por seu Estado e, juntos, pelo Brasil inteiro. Parabéns! Muito obrigado por ter estado conosco. Vamos estar juntos nessa caminhada por um Brasil melhor, por um Mato Grosso melhor, por um Distrito Federal melhor.

            O SR. GILBERTO GOELLNER (DEM - MT) - Agradeço, Senador. O senhor é uma referência, Senador Cristovam. A educação brasileira está muito bem representada aqui. Devo parabenizá-lo pela sua continuidade. O seu trabalho é fundamental para o Distrito Federal e para o Brasil.

            Concedo também a palavra ao Senador Alfredo Cotait, recentemente empossado aqui devido à morte do grande Senador Tuma, que foi uma referência neste Senado.

            O Sr. Alferdo Cotait (DEM - SP) - Senador Gilberto, eu só queria compartilhar da opinião dos nossos colegas, do Senador Cristovam Buarque, do Senador Acir, parabenizá-lo pelo seu trabalho nesses dois anos e reforçar que eu compartilho da sua impressão quanto à necessidade de investimentos em infraestrutura. Isto é fundamental para o País, para o desenvolvimento, independentemente de ser para o agronegócio ou para a produção em geral. Nós necessitamos de um grande esforço para mudar a cara do Brasil quanto ao assunto transportes, logística e infraestrutura. Parabenizo-o pelo seu trabalho e também faço votos de que o senhor continue nessa linha defendendo sempre não apenas o seu Estado, mas o Brasil, pois sempre que possível temos que trabalhar para melhorar a infraestrutura do País. Parabéns!

            O SR. GILBERTO GOELLNER (DEM - MT) - Muito obrigado, Senador Alfredo Cotait. O senhor também é do nosso Partido e terá apenas mais um mês. Estamos terminando a legislatura e, infelizmente, o senhor não teve muito tempo. Da mesma forma que eu assumi o mandato, o senhor também vem cumprindo aqui uma destinação pública, pelo que eu lhe agradeço. Muito obrigado.

            Senador Mão Santa, eu o parabenizo, como o homem mais presente da Casa, eu o parabenizo por tudo. Vejo que o Parlasul o espera. Desejo-lhe boa sorte se assim V. Exª for convidado. O Mercosul precisa se desenvolver e o Parlasul é um legislativo para tal. Meus parabéns pelo seu interesse em continuar trabalhando pelo Brasil.

            O SR. PRESIDENTE (Mão Santa. PSC - PI) - Senador Gilberto Goellner, quis Deus que eu estivesse aqui na Presidência quando o senhor anunciou que ia fazer o último pronunciamento.

            Quero dizer que tenho um encanto todo especial, porque aqui deixou, entre os que partiram, muita saudade o nosso Senador Jonas Pinheiro.

            Eu me sentava atrás dele, para ele ser a luz e Deus guiá-lo.

            Aquela figura, veterinário, médico, símbolo da humildade que une os homens, como disse Lacordaire. E V. Exª o substitui pela segunda vez. Eu me lembro da primeira, quando ele se virou e disse: “Mão Santa, eu vou me operar de próstata e eu quero que você dê atenção ao meu suplente, que é gente boa, bacana.” E realmente ele o descreveu bem. Eu quero externar essa confiança, dizer que ele se preocupou com V. Exª, que teve um curto período aqui e já encantou todo o Senado.

            Depois, pelos desígnios de Deus, V. Exª veio substituir o Jonas, aquela pessoa dedicada ao campo, dedicada à profissão.

            Alfredo Cotait, ele era tão bom, tão bom... Fala-se aí de político, de senador, mas eu saio daqui com uma impressão totalmente diferente, porque... Não quero que ocorra mais isso, mas, quando eu passei aqui, eu vi, nós vimos partir alguns Senadores. Interessante que eu vi o povo chorar.

            Quando se fala em política, diz-se que senador só presta quando morre. Acompanhei um deles, Jonas Pinheiro, em uma caravana em que fomos. Todo o povo de Mato Grosso chorava, da sua cidade natal, até os céus, pois choveu lá e o povo chorava.

            Então, isso eu vi com o Jonas Pinheiro, com Antonio Carlos Magalhães, com Jefferson Peres, com Ramez Tebet, com Alberto Silva e com Gilberto Mestrinho. Então, quer dizer que somos bons. Isso eu procuro entender.

            Quero dizer o seguinte: essa figura que já conhecíamos... V. Exª havia conquistado porque houve uma avant-première de apresentação, mas quero dizer que V. Exª, que veio do Rio Grande do Sul, agrônomo, empresário, chegou em Mato Grosso em 80 e desenvolveu a produção, a soja, V. Exª se entregou ao País. Esta aqui é uma Casa assim.

            Lembro-me de que quando vinha, no começo, Acir Gurgacz, o Tasso Jereissati, muito meu amigo, eu do Piauí e ele cearense, ali naquele túnel Petrônio Portella, nos primeiros dias, vínhamos da Comissão de Assuntos Econômicos e ele me disse: “Mão Santa, o que é que tu está achando?” Nós tínhamos sido muito Executivo: ele, três vezes Governador do Ceará; eu, Prefeito de Parnaíba e duas vezes do Piauí, Secretário de Saúde. Eu disse: “Rapaz, eu estou achando que isso aqui parece que estamos fazendo pós-graduação, um mestrado sobre os problemas do País”. Ele disse: “Rapaz, sabe que é mesmo! Nós estudamos os problemas do País”.

            Acabamos uma aula na CAE, e agora está buzinando um diretor, que é o Sarney. Parece que estamos fazendo uma pós-graduação dos problemas. Ele riu e disse: “Sabe que é, Mão Santa!”. Era o Sarney o Presidente nos primeiros dois anos.

            Mas eu quero dizer o seguinte: que V. Exª, nessa minha interpretação, deixou, a meu ver, para o País o melhor trabalho sobre a riqueza de energia do Brasil. Vi o livro, comprei e li. Objetivo, interessante, bem feito. Bastaria isso para justificar a sua passagem e a contribuição, o despertar daquilo que é mais importante, uma análise completa sobre as riquezas energéticas do País em todos os aspectos. Bastaria isso, e V. Exª já teria dado uma grande contribuição para o desenvolvimento do nosso País.

            Agradeço a Deus o privilégio de ter convivido com V. Exª e com a família de V. Exª. E que chegue aos céus e a Deus, assim como uma prece, que V. Exª seja abençoado e que continue sendo iluminado para servir ao Rio Grande do Sul, onde estão suas raízes, ao Mato Grosso e ao Brasil.

            O SR. GILBERTO GOELLNER (DEM - MT) - Obrigado.


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