Discurso durante a 45ª Sessão Não Deliberativa, no Senado Federal

Registro da realização, no próximo mês de maio, do evento "Oscar da Mulher", na cidade de Ji-Paraná, em Rondônia. Retrospectiva dos 100 dias do novo governo do Estado de Rondônia.

Autor
Ivo Cassol (PP - Progressistas/RO)
Nome completo: Ivo Narciso Cassol
Casa
Senado Federal
Tipo
Discurso
Resumo por assunto
ESTADO DE RONDONIA (RO), GOVERNO ESTADUAL. HOMENAGEM.:
  • Registro da realização, no próximo mês de maio, do evento "Oscar da Mulher", na cidade de Ji-Paraná, em Rondônia. Retrospectiva dos 100 dias do novo governo do Estado de Rondônia.
Publicação
Publicação no DSF de 09/04/2011 - Página 10830
Assunto
Outros > ESTADO DE RONDONIA (RO), GOVERNO ESTADUAL. HOMENAGEM.
Indexação
  • REGISTRO, REALIZAÇÃO, CERIMONIA, HOMENAGEM, MULHER, LOCAL, MUNICIPIO, JI-PARANA (RO), ESTADO DE RONDONIA (RO).
  • CRITICA, GESTÃO, GOVERNO ESTADUAL, ESTADO DE RONDONIA (RO), DETALHAMENTO, PROBLEMA, SAUDE, INFRAESTRUTURA, TRANSPORTE.

                          SENADO FEDERAL SF -

            SECRETARIA-GERAL DA MESA

            SUBSECRETARIA DE TAQUIGRAFIA 


            O SR. IVO CASSOL (Bloco/PP - RO. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Srs. Senadores, Srªs Senadoras, cumprimento V. Exªs, a população do Brasil que nos assiste, o povo do meu Estado de Rondônia, que vem acompanhando, passo a passo, o trabalho deste filho da terra. É extraordinário o povo do meu Estado, essa população aguerrida e lutadora em todos os caminhos.

            Ao mesmo tempo, eu queria aqui dizer que, nesta semana, recebi em meu gabinete o Prefeito da cidade de São Miguel da Boa Vista, do Estado de Santa Catarina, onde vivi parte da minha infância, perto de Maravilha. Foi um prazer ter recebido aqui o Sr. Milton Luis Muller, Prefeito daquela cidade, acompanhado também da Vereadora e de demais lideranças.

            Mas, hoje especialmente, neste dia 8 de abril, eu queria fazer um chamamento especial às pessoas que estimulam a nossa sociedade, estimulam os nossos empresários, estimulam os nossos comerciantes, estimulam tanto a classe política, como também os profissionais liberais, falando de um amigo do povo de Rondônia, um colunista social, uma pessoa humilde, uma pessoa simples, mas que soube ganhar o carinho da minha família, da família do povo de Rondônia.

            No último sábado, na cidade de Vilhena, na cidade do nosso Prefeito José Rover, que é o portal da Amazônia, houve uma homenagem às pessoas que se destacaram em nosso Estado e no Estado de Mato Grosso. Sr. Presidente Pedro Taques, vários prefeitos e vice-prefeitos do Mato Grosso foram homenageados na cidade de Vilhena.

            Ao mesmo tempo, esse colunista social, o Tergon, que vem trabalhando há vinte anos junto à sociedade da região amazônica e do meu Estado, no próximo dia 28 de maio, mais uma vez, vai fazer, se não me engano, o vigésimo evento, o Oscar Mulher, na cidade de Ji-Paraná. Minha esposa, Ivone, como primeira-dama, quando eu era Governador, pelo seu trabalho social realizado por vários anos, como mãe, como parceira, como mulher, como companheira, está sendo homenageada novamente, junto com outras pessoas do Estado que se destacaram.

Lá estará, novamente, o ex-Prefeito de Rolim de Moura, por dois mandatos, ex-Governador do Estado de Rondônia, por dois mandatos, hoje ocupando esta tribuna, o Senador Ivo Cassol, mais uma vez sendo homenageado pelo trabalho que venho fazendo pelo nosso Estado.

            Parabéns a todas as pessoas que foram ou estão sendo homenageadas. Para as que não foram digo que continuem lutando e trabalhando e, com certeza, em breve também ocuparão esse espaço e serão reconhecidas por esse trabalho que vem acontecendo para o desenvolvimento do nosso Estado.

            Sr. Presidente, também queria aproveitar esta oportunidade de hoje fazer uma retrospectiva: hoje, dia 8 de abril, temos 99 dias de um novo Governo no meu Estado. Amanhã serão cem dias.

            A população, o povo do meu Estado está se perguntando: “o que aconteceu nesses 99 dias - amanhã, dia 9 de abril, cem dias? Levaram o Jornal Nacional para o nosso Estado, colocaram-no na mídia nacional como se a saúde do nosso Estado fosse a mais precária do Brasil, jogaram contra o próprio patrimônio.

            Quando nós fizemos e concluímos o Hospital de Cacoal, com 160 leitos e mais 30 leitos de UTI, houve um acordo no Palácio do Planalto para liberaçõa de R$35 milhões do Governo Federal, Senador Mozarildo, Sr. Presidente Pedro Taques, Sr. Blairo Maggi e demais Senadores, para compra de equipamentos. Por questões políticas, não liberaram. Liberaram R$12,750 milhões, porque disseram que ia viabilizar o candidato à reeleição do futuro Senador Ivo Cassol e também o mandato que daria para o Senador Ivo Cassol. Portanto, prejudicaram a ida desses recursos para o Estado de Rondônia. E se passaram 99 dias do novo Governo, desta nova Rondônia, porque era propaganda: “Queremos uma nova Rondônia”.

            Mas nesses 99 dias, nos cem dias de amanhã, o que aconteceu de fato? Sem segurança. Ó, sem segurança! Eu fiz uma denúncia aqui ontem. Na cidade de Costa Marques, o Ministério Público, o promotor, juntamente com os policiais, teve que sair com o preso, acompanhando-o na rua, para poder fazer a ocorrência e prender ou transportar.

            Mas não é só isso. Várias cidades do Estado de Rondônia já ficaram por vários dias sem combustível. São cem dias. Então, vamos fazer o sem agora. Ficou sem combustível, mas já está também sem peça para as viaturas, Senador Mozarildo. Não tem peça. Também já está sem.

            Ó, voltou a viver o pesadelo do passado! No passado, antes de eu ser Governador, no Estado, quem comprava e consertava as viaturas era a sociedade, a comunidade, os comerciantes. O que eu recebi de ligação ontem e hoje de comerciante dizendo que já botou a mão no bolso pra comprar peça e consertar as viaturas não é fácil.

            Em algumas cidades, as viaturas são alugadas e o Estado paga o aluguel. Em algumas cidades é diferente. Mas, como são 52 Municípios, temos, no máximo, meia dúzia de cidades com esses carros contratados, para facilitar o conserto.

            Criamos secretarias regionais para consertar um carro da polícia, porque é lá na região que está o cidadão. Lá na região, antigamente, quando um carro estragava, um passava para o outro, que passava para o outro, e assim demorava de 60 a 90 dias pra se consertar uma viatura.

            Com a instalação das secretarias regionais, nós demos vida para aquelas regiões. Amanhã o Governo completará cem dias e a população está ficando sem carros, está ficando sem assistência.

            O que nós deixamos, nesse tempo todo, de estoque de pneus nos almoxarifados já foi consumido. Não se comprou mais nada. Além de não terem comprado, a própria Polícia, que esteve acompanhando essa nova Rondônia, hoje está sentindo na pele que todo esse trabalho que fazíamos não era para ser maior ou melhor do que ninguém, mas simplesmente para administrar com responsabilidade. E conseguimos, com sucesso. Contratamos novos policiais civis e militares e hoje fizemos a diferença.

            Mas quando falei “sem segurança”, recordei-me aqui do discurso do dia da posse do hoje Governador do Estado de Rondônia. E ele tem quatro grandes motivos para fazer uma grande gestão na saúde do nosso Estado.

            Primeiro motivo: foi Deputado Federal por três mandatos! Segundo motivo: foi Prefeito da cidade de Ariquemes por dois mandatos. Terceiro motivo: é médico, tem hospital. E o quarto motivo: é Governador do Estado de Rondônia. Então, pode e tem condições de fazer uma boa gestão na saúde.

            E dizia, naquele instante, meus amigos, minhas amigas do meu querido Estado, do nosso querido Estado de Rondônia, dizia, no dia da posse, que em 90 dias não haveria mais nenhum doente no chão. Dizia que em 90 dias não voltaria mais ninguém pra sua casa sem ser tratado. Hoje, são 99 dias. Amanhã serão cem dias. Mas hoje já está sem. É o contrário!

            No João Paulo II tem gente nos corredores. O Deputado Euclides Maciel esteve lá nos corredores e filmou. Teve que levar uma câmera escondida. O Wilson de Cerejeira, um comunicador de rádio, ficou mais de três dias no chão. Eu sei da superlotação, todo mundo sabe. Parte dela é causada pelas usinas, mas parte dela é causada pela incompetência de alguns prefeitos que só mandam para a capital.

            Ao mesmo tempo, falando em capital, é a única capital do Brasil cuja Prefeitura Municipal não tem hospital público para atender o povo. Mas nós deixamos um legado positivo. Pegamos desses mesmos que estão aí do passado com cinco leitos de UTI e entregamos com 127 leitos de UTI. Pegamos as compensações das usinas e está lá quase pronta a ampliação do hospital de base para mais de 80 leitos, tirando a lavanderia, tirando a área de refeitório, de trabalhos, para, naquele local, fazer mais enfermarias para mais 80 leitos. O Hospital Infantil Cosme e Damião está quase pronto para mais 70 leitos.

            Eu sei que é um trabalho difícil, mas, já que foi assumido o compromisso, é preciso cumpri-lo urgentemente. Tenho muitos amigos que voltaram de Porto Velho por não ter tratamento. Eu sei que há muitos servidores públicos da área da saúde que estão me assistindo. Esses dias faltou seringa no hospital, esses dias faltou muita coisa no hospital, e hoje está sem a expectativa que foi dada na área da saúde.

            Eu fiz questão de hoje, que está com 99 dias, de vir aqui fazer um retrato dos cem dias que vai fazer amanhã. Eu queria que o Jornal Nacional fosse visitar hoje a saúde do Estado de Porto Velho. E não adianta a equipe deste governo querer dizer que não pode fazer porque foram deixadas dívidas do governo passado, dívidas que eles próprios deixaram quando eram o Governo do Estado de Rondônia.

            Não pagaram as contas, disseram até que precatório era resto a pagar do nosso governo, meu e do Cahulla. Precatório é dívida feita há 10, 12, 20 anos, deles, que não pagaram e quiseram repassar para nós. Olha, mas ficaram R$17 milhões que nós parcelamos para a Assembléia. Parabéns ao Deputado Valter, com esse dinheiro vai pagar o Imposto de Renda dos Deputados estaduais lá de trás, quando denunciei a bandalheira que tinha naquela Casa. Mas a Assembleia economizou mais de R$100 milhões na mão do Presidente Neldir. Então, também não é resto a pagar. Mandaram-me um documento de R$169 milhões de restos a pagar, incluindo R$17 para a Assembleia, incluindo trinta e poucos milhões de reais em precatórios. Isso não é resto a pagar, Governador Confúcio. O senhor, infelizmente, está comendo pela mão de Secretários que não serviriam sequer para ser secretário do secretário. A minha equipe já está levantando todos os pontos. Mas vamos fazer aqui uma simplificação. Quero que vocês, que estão em casa, me acompanhem. No documento que mandaram para mim disseram que tínhamos deixado R$359 milhões em caixa. E que deixamos uma dívida de R$329 milhões. Então, R$359 menos R$329, sobrou dinheiro. Mas não vamos discutir isso não. Isso está no documento, Secretário da Fazenda, está no documento, Secretário da Casa Civil, está no documento, Governador Confúcio, que vocês mandaram para mim. Mas vamos fazer de conta que ficaram, na verdade, R$69 milhões.

            Mas o que são essas contas? É alimentação de preso, de doente, é energia, é água, é luz, é telefone, que são ações continuadas, que só podem ser pagas no mês subsequente. Aí falaram, Sr. Presidente, que não podem pagar esses fornecedores porque não tem dinheiro. Mas quero lembrar ao povo do meu Estado, nestes 99 dias, amanhã são 100, é tudo sem, tudo sem, que, nesse tempo, no mês de janeiro do ano passado, arrecadou R$265 milhões de impostos no Estado de Rondônia, no mês de janeiro. No mês de janeiro deste ano, arrecadou 386 milhões. Olha o que estou falando para vocês. No ano passado, em janeiro, arrecadou R$265 milhões. Este ano, em janeiro, arrecadou R$386 milhões, R$121 milhões a mais. No mês de fevereiro, arrecadou mais R$121 milhões, não, R$101, somados R$101 com R$121 milhões dão exatamente R$222 milhões. É fácil. É só pagar as contas. Pague os fornecedores, pague os prestadores de serviços. Não tenho paixão por nenhum fornecedor ou prestador de serviço, mas tenho paixão pelo meu Estado, deste eu não abro mão. Porque a partir do momento, vocês que estão me assistindo - Porto Velho, Ariquemes, Ji-Paraná, todos os Estado de Rondônia -, que se cria o aspecto negativo e esse dinheiro deixa de circular, deixa de gerar emprego e imposto e cria-se o pessimismo nos empreendedores.

            Presidente, todos os prestadores de serviços, todos os fornecedores do Estado são Governo. Se hoje estou no cargo, eles são Governo; se amanhã é você, Governador Confúcio, eles são você; se amanhã é o Vice, eles são o Vice; e se amanhã for o Pedro Taques, eles são Pedro Taques. Todos os prestadores de serviços, fornecedores, que vendem para o Governo, são Governo, por mais que tenham paixão política, mas são Governo, porque sobrevivem e trabalham, querem fazer e querem receber. Com o que eu não posso concordar é com a perspectiva que venderam para os nossos cidadãos rondonienses e não entregaram. E assim é na agricultura também. Estão tirando o estímulo dos nossos produtores. Tem muito produtor perdendo a safra de arroz, soja, por falta de estradas.

            E, por falar em estradas, vi, há poucos dias, a equipe do Governador inaugurando a segunda... inaugurando não, a Residência do Alvorada, Deputado Luizinho, você que trabalhou lá, e hoje é Deputado Estadual pelo segundo mandato, deu o exemplo de trabalho. Quando assumimos, não tinha nenhuma máquina. Tudo em cima do cepo, pegamos máquinas dos outros, arrumando emprestado. A Residência da Alvorada já está aberta há muito tempo. Eu nunca trabalhei defendendo maquinas na Residência.

            Eu vou pedir para o Sr. Presidente mais uns 10 minutos de acréscimo hoje, como compensação para os assuntos que tenho de colocar em pauta ainda.

            Mas, aqui, eu quero dar um exemplo. É exatamente do que o povo precisa. O povo precisa dos equipamentos, Senador Pedro Taques, Presidente, das máquinas nas estradas, recuperando-as e arrumando-as, não em residência desfilando. Mas essas máquinas que levaram para o Alvorada, Sr. Prefeito, o senhor que criticou, que falou mal do seu ex-companheiro aqui, essas máquinas fui eu quem comprei, porque o Estado não tinha nenhuma. Ao mesmo tempo, foi na Prefeitura de Alvorada que eu fiz parceria, para limpar, cascalhar a cidade, arrumar as linhas, fazendo convênio, aumentando o asfalto, recapeando o asfalto. Não posso concordar quando, em pleno mês de janeiro e fevereiro, diz o Diretor do DER, diz o Governo que economizou R$3 milhões com as máquinas paradas. Tinha de ter gastado R$6 milhões, mas as estradas de qualidade. Deixaram as máquinas paradas, máquinas existem; máquinas não haviam na época de vocês, não haviam equipamentos, vocês acabaram e vão acabar com essas também. E aí eu vejo, com tristeza, as nossas estradas se acabando; são várias estradas. Colocaram os bandos de puxa-sacos, os políticos aliados sem competência nenhuma, que muitas vezes não entendem o que é uma troca de óleo de um carro, para cuidar de residência, para cuidar das Secretarias Regionais. Nós dávamos manutenção nas viaturas da polícia, trocávamos uma fechadura, trocávamos uma caixa de água, trocávamos uma caixa de descarga, trocávamos vidro. Colocaram só pessoas... Eu acho que o Governador tinha de fazer o contrário, tinha que bater uma foto das pessoas e colocar num quadro na parede, que, talvez, a despesa fosse menor.

            Mas, tudo bem, é outra administração. Essa administração não me pertence. É como diz o ditado: “Isso não lhe pertence mais, Ivo Cassol”.

            Mas eu estou aqui no Senado, estou com o estilingue na mão, jogando pedrinha no telhado dos outros. É o que a Oposição fez comigo o tempo inteiro. Foram oito anos. Essas mesmas pessoas, Sr. Presidente, vieram aqui no Superior Tribunal de Justiça, anos atrás, pedir o meu afastamento e minha cassação. Não bastasse, eu sirvo de exemplo para o Brasil. Eu fui o único Governador autorizado por uma Casa Legislativa, pela Assembleia Legislativa, a ser processado. E processo foi feito para homem. E eu estou provando a minha inocência em várias instâncias e vou buscar como cidadão. Mas quero aqui fazer um agradecimento ao povo do Estado por sempre estar orando para que possamos, juntos, fazer uma Rondônia cada vez melhor.

            Mas não são só as estradas que estão sem. Olha que são 100 amanhã, gente, amanhã são 100 dias. Amanhã, dia 9 de abril, são 100 dias de governo. Bom, já está sem saúde, quer dizer, está com as dificuldades que estão aí, sem as promessas cumpridas, a segurança está sem. O povo já está me ligando, Governador. Secretário, o povo está ligando para cá! Não tem contato. Por que comigo dava certo? Porque os Secretários ligavam para mim e eu atendia imediatamente. O Secretário Regional ligava para mim. Eu despachava toda semana, não dava moleza. Mas hoje, na verdade, virou um cabide de emprego.

            Mas vamos agora falar um pouco da educação. Eu ouvi o Senador Cristovam Buarque, que foi Ministro da Educação, falar agora há pouco sobre as dificuldades do Estado. Quero aqui deixar o meu abraço a todos os professores, a todo o pessoal de apoio, da educação no Brasil e no Estado de Rondônia. Tive divergência, sim, mas não foi com o pessoal da educação. Tive divergência, sim, com o Sindicato, o Sintero, que, na verdade, em vez de defender os servidores públicos, defendia uma sigla partidária, e sempre foi assim. Essa foi a minha briga. Agora, quero aqui mexer com os brios dos professores. Na época, lá atrás, incorporei 33% de gratificação no salário deles, e o Sintero, a Presidente Claudir, mandou um documento dizendo que com 4% de aumento estaria satisfeito o setor de educação, além da incorporação dos 33%. Mas fiz o contrário, dei 4,5%, 0,5% a mais.

(Interrupção do som)

            O SR. IVO CASSOL (Bloco/PP - RO) - Uns dez minutos está bom, Sr. Presidente. O Aécio Neves, nosso colega, conseguiu cinco horas. Eu, com duas horas, dou-me por satisfeito. Mas quero dizer que, além dos 4,5% que dei a todos os servidores no ano passado, fiz algo diferente. Junto com a Secretária de Educação, a professora Marli, dei mais R$ 200,00 de gratificação para cada professor. Dei um aumento de 18,48% para todos os professores que estivessem na sala de aula e, mesmo assim, fui crucificado. Agora, deixo aqui para toda a área da educação do Estado de Rondônia: vimos, poucos dias atrás, darem um aumento de 28% para o secretariado; vimos, pouco tempo atrás, um aumento para o governador de não sei quantos por cento, e o Sindicato vai trocar em troca de uma portaria? Vai continuar em troca de um cargo? Vai continuar em troca do quê? E a promessa que fizeram para a Polícia Militar, para a Polícia Civil, para a educação? Cadê o aumento? Estão só aumentando os cargos, que já tinha demais. Eu já tinha criado o bastante. A exemplo de Brasília...

(Interrupção do som.)

            O SR. IVO CASSOL (Bloco/PP - RO) - A exemplo de Brasília, Sr. Presidente, na Secretaria de Representação de Brasília, tinha treze cargos, na época em que fui Governador. Eu só tinha sete pessoas nomeadas, seis cargos vazios, e no Estado de Rondônia não é diferente. Cargos, estão criando bastante. Quero aqui aproveitar porque queria que o Governador Confúcio estivesse me assistindo, a equipe dele, porque quero ajudar, Confúcio, quero fazer diferente do que vocês fizeram comigo. Sei que você autorizou a sua equipe a fazer uma reforma administrativa. Da maneira como está sendo conduzida, vai ser um desastre. O senhor está deixando para cada secretário fazer com sua pasta o que quer. E aí, quem vai pagar a conta são vocês, servidores, é o povo do Estado de Rondônia, porque quantas e quantas vezes vinha pedido de meus secretários colocando cargos em excesso, querendo colocar apadrinhado. E eu botava eles no toco. E a reforma administrativa, acompanhava passo a passo. Mandei, na época, mais de três mil pessoas embora no meu Estado, e boa parte das pessoas que mandei embora não trabalhava. Isso foi logo no começo, quando assumi, sem barulho, sem escândalo. Pessoas que viviam encostadas em político a, b ou c.

            E nesses dias, Sr. Presidente, assisti a uma matéria sobre o Senado, toda a mídia nacional mostrou, o Jornal Nacional, mostrando servidor que vinha aqui, batia o ponto e ia embora. Eu pedi para o Presidente Sarney: nomeie a mim e me dê um cargo aqui para acompanhar, para fazer esse trabalho junto a esta Casa, valorizar quem trabalha, quem continua, quem presta serviço. Mas temos que dar um basta de toda semana, todo mês, estarmos sendo chacota de apresentadores de televisão e de rádio.

            Fiz isso no Estado, como governador. “Ah, mas você vai criar...”, eu só quero criar confusão com preguiçoso, com vagabundo, com quem quer ganhar sem trabalhar. Com quem trabalha, pode ficar tranquilo. Esses não vão ter dor de cabeça. Esses podem ficar sossegados. Aqui se tem medo até de dar uma hora extra para os servidores que acompanham os Senadores até 10, 11 horas da noite. Mas por quê? Porque no passado pagavam pessoas que não trabalhavam. Até no carnaval, na Páscoa, o cara ganhava hora extra aqui! Isso é caso de polícia! Agora, trabalhou, tem que ganhar. Eu defendo assim, independente de cores partidárias. Não é que eu seja polêmico não, gente. Nada disso. É que o dinheiro é público e, por ser publico, nós temos que pegar em cima com mais garra do que se fosse o nosso. Nós temos que brigar por isso, para que possamos servir sempre de modelo, de exemplo nacional.

            Por isso, Sr. Presidente, falei de educação no meu Estado, da dificuldade que tem e do que precisa melhorar, e do que esta Casa precisa fazer para contribuir para que os nossos professores do Brasil inteiro possam ganhar melhor. Mas, infelizmente, amanhã se completam cem dias de governo e já estamos sem merenda nas escolas do meu Estado. Já estão fazendo bingo, estão fazendo vaquinha para poder comprar merenda.

             Governador Confúcio, tome providência urgente. Pegue a sua equipe e dê condições. Mas, para isso, o senhor precisa saber quanto o Estado arrecada, o senhor precisa acompanhar passo a passo para que o Estado possa continuar crescendo, progredindo, desenvolvendo, e que esses cem dias não fiquem sem esperança, para que esses cem dias não fiquem sem...

(Interrupção do som.)

            O SR. IVO CASSOL (Bloco/PP - RO) - É porque está-se colocando um minuto só. Se colocarem dez minutos, com certeza, Sr. Presidente, vai dar certo.

E eu sou modesto. O grande Governador Aécio Neves - o povo está me assistindo - um grande líder, ocupou esta tribuna e quebraram o Regimento, dando para ele cinco horas de tribuna. Eu não quero cinco horas não, gente, eu troco só por essa meia hora aqui, eu já me dou por satisfeito.

            Mas eu quero aqui só dizer que esses cem dias estão ficando sem esperança por parte da população de Rondônia, porque esses cem dias estão ficando sem perspectiva. Que a equipe que está no poder no meu Estado faça uma reflexão. Não venha aqui atender ao discurso do Senador Ivo Cassol. Nada disso. Eu venho aqui ...

(Interrupção do som.)

            O SR. IVO CASSOL (Bloco/PP - RO) - Agora melhorou, agora colocaram cinco minutos, agora funcionou direto.

            Mas eu venho aqui pedir para a equipe ...

            O SR. PRESIDENTE (Anibal Diniz. Bloco/PT - AC) - Mas a máquina calculadora aqui está contando todos os acréscimos.

            O SR. IVO CASSOL (Bloco/PP - RO) - Que beleza! Obrigado. Eu agradeço, Sr. Presidente, a sua compreensão;

            O SR. PRESIDENTE (Anibal Diniz. Bloco/PT - AC) - Já chegamos a trinta.

            O SR. IVO CASSOL (Bloco/PP - RO) - Trinta? Que maravilha! Eu fico feliz, então vou já para o encerramento.

            Quero aqui pedir para a equipe do Governo que não perca os recursos que nós conseguimos com tanta dificuldade. Estive esta semana com o Senador Raupp, porque estamos fazendo um trabalho integrado aqui nesta Casa, e pedi para ele que interviesse junto ao Governo do Estado, Sr. Presidente, que não perdesse os R$650 milhões que conseguimos num acordo das usinas com, na época, a ex-Ministra da Casa Civil, a mãe do PAC, Dilma, hoje a nossa Presidente Dilma Rousseff. Não percam esse dinheiro!

            Nós precisamos que seja nomeado urgentemente alguém do governo do Estado, que se sente à mesa e tenha conhecimento de todo o procedimento que tem que ser feito; precisamos urgentemente que tirem as pendências existentes. Dizem: “Ah, mas está faltando parte do projeto”. A parte da Região Norte está pronta, mas precisamos de alguém que conheça para vir aqui e tirar as pendências que existem tanto no Tribunal de Contas como no Ministério da Cidades. O Ministério das Cidades que é do nosso Partido, eu fiz parte da indicação do Ministro Mário Negromonte e de toda a equipe.

            Como cidadão rondoniense, não queremos perder nenhum recurso!

            Da mesma maneira, estaremos, no próximo dia 16, na cidade de Vilhena, com o Prefeito José Rover, às cinco horas da tarde, dando a ordem de serviço, numa emenda dos Deputados e Senadores, comandado pelo Deputado Natan e pelo Senador Valdir Raupp, que está empenhada e documentada, e hoje tem a ajuda deste Senador, para que seja liberado esse recurso e para que a Avenida Tancredo Neves como as demais avenidas sejam pavimentadas e feito o saneamento, para dar condições de vida melhor para o povo de Vilhena.

            Mas, ao mesmo tempo, quero aqui pedir à população de Jaru,... Quando era governador, colocamos uma equipe para fazer projetos tanto para Ariquemes, R$19 milhões, para Jaru, R$44 milhões para saneamento básico e mais R$$11 milhões para água tratada, como para a cidade de Rolim de Moura, R$36 milhões. Por interesses escusos de alguns, infelizmente estão perdendo esse dinheiro. Ji-Paraná, senão me engano, mais trinta e poucos milhões de reais. Rolim de Moura está privatizando o saneamento, vai perder R$$36 milhões a custo zero, de graça. Não é a fundo perdido, porque fundo perdido é quando se perde e não se acha mais. É a fundo achado. Há dificuldade para achar no Ministério, e, quando se acha, os políticos da região não querem. Foi o trabalho que fiz como Governador à época. Está perdendo R$36 milhões. Ariquemes está perdendo R$19.

            Eu queria pedir ao Prefeito Jean, de Jaru, aos Vereadores, ao Vice-Prefeito Flávio, à sociedade de Jaru, à Associação Comercial, à Associação dos Produtores Rurais, ao Lions, ao Rotary, à Maçonaria: são R$55 milhões a fundo “achado”. É só aprovar na Câmara Municipal, repassar a exploração para a Caerd, empresa estadual que nós tentamos resgatar, e dar condições para que não se perca esse dinheiro e tenha uma vida digna esse povo. Portanto, com a participação da sociedade!

            Não percam esse dinheiro, gente! É tão difícil conseguir! Já está no PAC 2. Está tudo pronto. É só autorizar. É só aprovar. Dizem: “Mas e se eles não aplicarem, se o Governo do Estado não aplicar?” Volta a concessão para o Município, e está tudo bem.

            Façam uma emenda, Vereadores, mas não percam esse dinheiro. Não o façam por mim, mas por vocês. Quem é candidato ano que vem? Não serei eu. São vocês, na cidade de vocês.

            Por isso vim à tribuna nesta sexta-feira agradecer o carinho especial do povo do meu Estado e pedir à população que continue orando, continue rezando, pedindo sempre a Deus que me ilumine, que me proteja e que me guie nas minhas caminhadas, porque aqui estarei defendendo o interesse do povo brasileiro, o interesse do povo do meu Estado.

            Um abraço.

            Obrigado.


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