Discurso durante a 157ª Sessão Não Deliberativa, no Senado Federal

Registro das comemorações da Independência do Brasil, no dia 7 de setembro último; e outros assuntos.

Autor
Jorge Viana (PT - Partido dos Trabalhadores/AC)
Nome completo: Jorge Ney Viana Macedo Neves
Casa
Senado Federal
Tipo
Discurso
Resumo por assunto
HOMENAGEM.:
  • Registro das comemorações da Independência do Brasil, no dia 7 de setembro último; e outros assuntos.
Publicação
Publicação no DSF de 13/09/2011 - Página 37075
Assunto
Outros > HOMENAGEM.
Indexação
  • HOMENAGEM, DIA, INDEPENDENCIA, BRASIL, IMPORTANCIA, PROGRAMA DE GOVERNO, PROMOÇÃO, DESENVOLVIMENTO NACIONAL, MELHORIA, QUALIDADE DE VIDA, POPULAÇÃO.

            O SR. JORGE VIANA (Bloco/PT - AC. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão do orador) - Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, não posso iniciar um pronunciamento sem antes elogiar a atitude do Senador Rodrigo Rollemberg, do Distrito Federal, grande companheiro e colega aqui nesta Casa, pela iniciativa desta sessão que o Senado acaba de realizar em homenagem aos 109 anos de nascimento do nosso sempre presidente Juscelino Kubitschek.

            Tive o privilégio de cumprimentar a sua neta, seus amigos e colaboradores.

            De fato ele é fonte de inspiração até os dias de hoje. E certamente aqueles que se pegam à sua trajetória, aos seus exemplos, ao seu legado, têm, a partir desse comprometimento, uma demonstração de amor pelo Brasil.

            Vale a pena ressaltar, como fiz em outras ocasiões, que até mesmo num momento em que sofreu talvez a maior injustiça que um brasileiro da qualidade dele podia sofrer, quando foi acusado injustamente de desvio de conduta, acusado de ter sido complacente com a corrupção, foi uma injustiça de seus adversários, mas uma parcela importante da sociedade brasileira não acolheu, não aceitou, e, felizmente, prevaleceu na biografia de Juscelino Kubitschek a verdade, de ele ser um grande brasileiro, um homem honrado, um exemplo até os dias de hoje para todos nós, especialmente aqueles que assumem o papel e a responsabilidade de atuar na política. Refiro-me sempre à boa política.

            Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, o que me traz a esta tribuna, na tarde de hoje, é a minha intenção de registrar mais uma comemoração do 7 de setembro, a Independência do nosso País. Quero começar e registrar, com alegria, o pronunciamento feito pela Presidenta Dilma Rousseff, em cadeia de televisão, em celebração à data histórica de 07 de setembro.

            Falo isso, porque alguns colegas aqui no Senado já fizeram também, por entender que estamos diante de um momento histórico: pela primeira vez na história do Brasil uma mulher presidiu as comemorações de 07 de setembro, aqui em Brasília. Alegrou os corações de todos nós brasileiros ver a Presidente Dilma revistando a tropa, passando em carro aberto e presidindo em nome das mulheres e dos homens do Brasil as comemorações de uma data tão importante.

            Nunca essa data soou tão significativa quanto agora; nunca em nossa história, o povo brasileiro viveu essa experiência de verdadeira independência econômica e política da forma como vivemos agora.

            Nós, do Acre, sabemos bem o que é isso. V. Exª, que preside esta sessão, sabe que, há 13 anos, o Acre não comemorava o 07 de setembro. Uma data que, há décadas, fazia com que milhares de pessoas saíssem das florestas, de suas casas na floresta e viessem até Rio Branco, do interior do Estado, para celebrar o 07 de setembro. Por conta dos descaminhos que a administração pública no Acre pegou, por conta da ação equivocada e eu diria até irresponsável de alguns que levaram o Acre a uma situação de absoluta ilegalidade, afetando a autoestima do povo acreano, o 07 de setembro não era mais uma data marcante na vida do povo acreano. De 13 anos para cá, tive o privilégio de no Governo recolocar essa data com dois sentimentos. O de reunir o povo do Acre, celebrando com muita legitimidade, porque o Acre é parte do Brasil por opção. O Acre entrou numa guerra com a Bolívia, graças à força dos nordestinos e brasileiros que lideraram a revolução acreana. O Acre lutou para fazer parte do Brasil. Então, celebrar o 7 de Setembro no Acre, como fez agora o Governador Tião Viana, é, para nós, muito mais especial do que em outros Estados do Brasil. O outro motivo é também uma data da maior importância para o nosso País e, nesses últimos 13 anos, o Acre sempre reservou uma atenção especial e, o melhor, a população tem correspondido e, a cada ano, aumenta o numero de pessoas que participam do 7 de Setembro.

            Aqui estou para me referir ao fato histórico que, nesses anos de República, pela primeira vez, tivemos uma mulher com a história de vida tão singular como tem a Presidente Dilma, uma pessoa que enfrentou tantas dificuldades na vida para fazer a política num dos momentos mais difíceis quando só se fazia política se tivesse muita coragem e muito idealismo.

            Nesse período, fazer política era correr risco de morte, de ir para a cadeia, e a Presidente Dilma - que, alguns, às vezes, equivocadamente dizem que é uma pessoa que não tem afeição à política - iniciou sua jornada política nesse momento de dificuldade.

            Passados esses anos, depois de tanto tempo, a Presidente Dilma escreve uma nova história do Brasil, a partir desse último 07 de setembro. E ela fez muito bem em entrar em cadeia de rádio e televisão no 7 de setembro, fazendo uma fala também histórica para a Nação brasileira.

            Em seu pronunciamento, ela falou: “Os países ricos que se preparem para um longo período de estagnação e até de recessão”, mas ressalvou que “a crise não nos ameaça fortemente, porque o Brasil mudou para melhor”.

            De fato, é motivo de orgulho olhar o Brasil dos últimos anos e ver as transformações ocorridas, o quanto o País mudou para melhor. Sob qualquer ângulo, os números são animadores. A renda e o emprego cresceram a níveis históricos. O Brasil, hoje, é uma referência mundial de melhoria de renda e de geração de emprego, e é claramente visível, em todos os cantos do País, a melhora na qualidade de vida do nosso povo.

            A Presidente Dilma diz também, em seu pronunciamento, que “nossa situação é, de fato, privilegiada em relação a muitos países do mundo, mas ainda estamos aquém do que podemos, do que queremos e do que necessitamos”.

            É compreensível e admirável que nossa Presidente não se contente com as estatísticas positivas atuais e queira avançar ainda mais na oferta de oportunidades ao povo brasileiro.

            Aí está, como prova disso, o grande esforço do nosso Governo, dirigido pela Presidente Dilma Rousseff, de dar continuidade e fortalecer o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC 2), um dos maiores programas de infraestrutura do mundo.

            Vale aqui ressaltar que, esta semana também, quando comemoramos a Independência do Brasil, o Presidente Obama, visando frear o desemprego crescente nos Estados Unidos, ameaça de recessão e estagnação, lançou um programa de infraestrutura perto de US$500 milhões.

            Vale ressaltar que o PAC, lançado a partir de um planejamento, que começou no governo do Presidente Lula, gerenciado pela hoje Presidente Dilma, lançou um programa não em cima de uma crise, como solução para uma crise, mas um programa como parte do modelo de desenvolvimento que o governo do Presidente Lula e que o Governo da Presidente Dilma tentam e, com sucesso, conseguem implementar.

            Ressalto também que, tão importante quando o PAC, é o programa Brasil sem Miséria, lançado nesse primeiro semestre do Governo da Presidente Dilma, para tirar 16 milhões de brasileiros da linha de extrema pobreza.

            Não posso deixar de mencionar que, com o Brasil sem Miséria, pela primeira vez, se faz justiça a quem cuida das florestas no Brasil. Parte desse plano é voltado aos povos da floresta, como a instituição do Bolsa Verde, que pagará a cada trimestre, por meio de cartão, R$300,00 por família que preserve floresta nacional, reserva extrativista e que colabore com o desenvolvimento sustentável. Quem vive, quem conhece a realidade da Amazônia brasileira, das populações que moram nos lugares mais distantes na fronteira tão extensa do Brasil sabe a importância desse programa que vai mudar definitivamente a vida de milhões de brasileiros e brasileiras, que sempre foram os verdadeiros guardiões da integridade do território nacional.

            A lista de planos, de alcance social e econômico, do Governo é extensa. Vale lembrar a Minha Casa, Minha Vida, por exemplo, em que já estamos trabalhando, por meio do Ministério das Cidades, da Caixa Econômica, de prefeituras e governos de Estados, na implantação de mais de dois milhões de moradias; programa esse, também, lançado nos primeiros seis meses do Governo da Presidente Dilma.

            Mesmo assim, vale citar ainda mais iniciativas como o reforço do ProUni. No Dia da Independência, tivemos a manifestação corajosa e importante de milhares de pessoas, alertando sobre os desvios de conduta, cobrando posturas mais rígidas, especialmente dos políticos, no combate à corrupção.

            É importante valorizar o papel da juventude nessas mudanças que o Brasil alcança e nas que o Brasil precisa alcançar. Daí, associo-me a todos os que registraram e viram na ação, em vários Estados brasileiros, de jovens e movimentos sociais um posicionamento firme, associando-se ao Governo da Presidente Dilma e, ao mesmo tempo, cobrando uma postura mais firme de todos nós, políticos, no combate à corrupção. Vejo nisso um amadurecimento da sociedade brasileira. É a voz das ruas nos alertando sobre o caminho que devemos seguir e o caminho que devemos evitar.

            Vale, então, citar iniciativas do reforço do ProUni, que já superou a marca de 900 mil estudantes beneficiados e vai preparar 75 mil estudantes no exterior. É um exemplo de políticas que o Brasil implementa; tem origem no governo do Presidente Lula e segue avançando no Governo da Presidente Dilma, e que são referências no mundo.

            O Brasil não disputa com o Brasil do passado as melhorias do nosso povo; o Brasil disputa a busca de melhores dias para o nosso povo, a partir de um olhar para o resto do mundo. O que o Brasil disputa, hoje, são indicadores sociais, econômicos e também ambientais com os países desenvolvidos. Serão 75 mil estudantes preparados no exterior, com bolsas pagas pelo Governo Federal.

            Merece menção também a decisão da Presidente Dilma em criar quatro novas universidades, acreditando e apostando não no futuro do Brasil, mas no presente, que é a nossa juventude. Mais de 47 extensões universitárias e mais 208 novas escolas de educação profissional e tecnológicas.

            Por uma questão de justiça, eu queria concluir lembrando, não podendo omitir ou esquecer, a participação do Presidente Lula na construção deste novo Brasil. Nos oito anos do Governo do nosso sempre Presidente, foram assentadas as bases para que a população mais pobre começasse a migrar para o patamar de classe média baixa e, em seguida, de classe média, dando impulso à grande parte do crescimento econômico que hoje vivemos.

            A transformação é extraordinária. Nós tínhamos perto de 40 milhões dos quase 200 milhões de brasileiros como classe média; e hoje são mais de 100 milhões de brasileiros e brasileiras como classe média. Estamos, de fato, virando um país de classe média - essa é uma grande conquista -, com consumidores, com melhoria de indicadores sociais e também com melhoria na qualidade de vida de milhões de famílias de brasileiros.

            O sonho do Presidente Lula, da Presidente Dilma e de nós, brasileiros, torna-se mais real a cada dia. Estamos nos fortalecendo, como disse há pouco, como um país de classe média, com poder de compra e acesso aos bens de que necessita, como a educação, o saneamento e melhores serviços de saúde e segurança. Somos um povo que quer avançar sempre e que tem orgulho da independência conquistada.

            Portanto, ao registrar aqui a celebração que os brasileiros puderam compartilhar, ouvindo o discurso da Presidente Dilma, quero dar o testemunho do meu apreço e agradecimento - sei que falo também em nome da grande maioria dos brasileiros - ao que ela e o Presidente Lula fizeram e têm feito pelo nosso Brasil.

            Quero, desta tribuna, dizer à Presidente Dilma: conte comigo, conte com os brasileiros que torcem pelo sucesso do seu Governo e pela melhoria do nosso País. O que for necessário vamos fazer para dar continuidade a essa agenda de governo positiva e produtiva, para melhorar a vida dos brasileiros e fortalecer ainda mais o nosso Brasil.

            Muito obrigado, Sr. Presidente.


Este texto não substitui o publicado no DSF de 13/09/2011 - Página 37075