Fala da Presidência durante a 166ª Sessão Deliberativa Ordinária, no Senado Federal

Homenagem aos 86 anos de fundação do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo.

Autor
Marta Suplicy (PT - Partido dos Trabalhadores/SP)
Nome completo: Marta Teresa Suplicy
Casa
Senado Federal
Tipo
Fala da Presidência
Resumo por assunto
HOMENAGEM.:
  • Homenagem aos 86 anos de fundação do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo.
Publicação
Publicação no DSF de 23/09/2011 - Página 38675
Assunto
Outros > HOMENAGEM.
Indexação
  • HOMENAGEM, ANIVERSARIO DE FUNDAÇÃO, INSTITUIÇÃO ARTISTICA, ENSINO SUPERIOR, MUNICIPIO, SÃO PAULO (SP), ESTADO DE SÃO PAULO (SP).

            A SRª PRESIDENTE (Marta Suplicy. Bloco/PT - SP) - Declaro aberta a sessão.

            Sob a proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos.

            O período do Expediente da presente sessão será destinado a comemorar os 86 anos de fundação do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, nos termos dos Requerimentos nºs 1.012 e 1.098, de 2011, da minha autoria, do Senador Cristovam Buarque e de outros Senadores.

            Convido para compor a Mesa desta sessão o Magnífico Reitor do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, Exmº Sr. Professor Paulo Gomes Cardim. (Palmas.)

            A Diretora Financeira do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, Srª Maria Lúcia Gomes Cardim. (Palmas.)

            A Diretora Administrativa do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, Srª Priscila Gomes Cardim Avena. (Palmas.)

            A Diretora de Planejamento do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, Srª Patrícia Gomes Cardim Anastasi. (Palmas.)

            Convido a todos para, de pé, cantarmos o Hino Nacional brasileiro.

(Procede-se à execução do Hino Nacional.)

 

            A SRª PRESIDENTE (Marta Suplicy. Bloco/PT - SP) - Muito bom dia a todos os presentes, às Srªs e aos Srs. Senadores que aqui se encontram, caros anunciados que estão aqui fazendo parte desta Mesa, quero falar da minha alegria de ter proposto essa sessão de homenagem porque temos o hábito de pensar no Brasil como um país no qual as instituições culturais nascem e morrem, consumidas, muitas vezes, por uma voracidade, um progresso selvagem, que eu acho que é próprio do desenvolvimento. São Paulo, especialmente, minha cidade, meu Estado, é uma cidade que costuma atropelar sem dó as marcas de seu passado, o que acho triste. A gente resiste bravamente, principalmente quando detém o poder na cidade, mas tem sido uma característica de muito menos ser preservado do que poderia ou deveria ter sido. Por isso, fico muito feliz de poder saudar um aniversário como este, de 86 anos do Centro Universitário Belas Artes.

            Fundado por Pedro Augusto Gomes Cardim, em 23 de setembro de 1925, então sob o nome de "Academia de Belas Artes de São Paulo", o Belas Artes já nasceu sob o signo da modernidade: estiveram presentes a sua fundação - e fiquei muito surpresa, achei muito bonito isso - Mário de Andrade e Menotti Del Picchia, líderes da Semana de Arte Moderna do Teatro Municipal, ocorrida apenas três anos antes, e que foi um marco da virada no pensamento cultural brasileiro - de uma postura eurocêntrica, que era o que vivíamos até então, para a valorização do folclore e principalmente das manifestações artísticas populares, até então muito desprezadas.

            Foi o Belas Artes que instituiu a primeira faculdade de Arquitetura da cidade.

            E, para evidenciar a qualidade do trabalho ali realizado, é suficiente dizer, por exemplo, que Benedito Calixto Neto, autor do projeto da Basílica Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida do Norte, se formou em Arquitetura na Escola de Belas Artes.

            Esse espírito de participação no debate das grandes questões nacionais, sobretudo nas Artes, mas também nas discussões sobre problemas sociais, continua a ser a marca do Belas Artes. Seguindo o disposto no inciso VII do art. 43 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação de 1996, o Belas Artes implementou seu programa de extensão universitária, um dos mais completos entre nossas instituições de ensino superior. Assim, a Universidade cria canais de integração, tanto das atividades de ensino quanto das de pesquisa, com as demandas da maioria da população.

            Podemos dizer, portanto, que a formação do profissional cidadão e a afirmação social da universidade como espaço por excelência de produção de conhecimento, capaz de promover a superação das desigualdades sociais existentes, constituem as bases do Programa de Extensão Universitária do Belas Artes.

            Os custos, naturalmente elevados, de um curso superior de qualidade são, em parte, cobertos por um grande número de convênios com associações profissionais da indústria da construção civil ou de materiais. Há convênios, por exemplo, com a Abal, que é a Associação Brasileira do Alumínio, com a Associação Brasileira de Construção Metálica, com a Associação Brasileira de Cimento Portland e com a Associação Brasileira de Distribuidores e Processadores de Vidros Planos (Abravidro) e esses convênios permitem a formação e a especialização dos estudantes nas técnicas que envolvem esses materiais.

            E o Belas Artes mantém ainda convênios com associações profissionais, como a Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo, a Associação de Pessoal da Caixa Econômica Federal e sindicatos como o dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeosp) e o dos Professores e Funcionários Municipais da Cidade de São Paulo (Aprofem), que garantem descontos nos cursos livres, de graduação e de pós-graduação para esses professores.

            É este o presente de um Centro Universitário que tem um passado solidamente estabelecido no panorama educacional da cidade, do Estado e do País, e que se projeta para o futuro: um futuro que passa pela redução das desigualdades sociais, pelo investimento na capacidade humana de investir e de solucionar os problemas do dia a dia tanto dos nossos centros urbanos quanto da zona rural.

            Eu saúdo, portanto, os 86 anos da fundação do Centro Universitário Belas Artes como um evento bastante relevante para a história da educação superior no nosso País, sobretudo pelo tipo de compromisso que tem com a sociedade e com o estudo e sem os preconceitos e vícios acadêmicos vigentes à época em que foi criado. Quer dizer, desde o momento de sua criação, deu um tom e um norte que foi o grande diferencial dessa instituição.

            Por isso, fico feliz de estar aqui hoje homenageando os 86 anos do Belas Artes.

            Parabéns!

            Agora, para prosseguir a nossa sessão, vou dar a palavra ao Senador Cristovam Buarque, que acabou de chegar e também é requerente desta sessão de homenagem, mas, antes, quero mencionar também a presença do Presidente da Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino, Sr. Roberto Dornas; do Presidente do Sindicato das Escolas Particulares do Estado do Maranhão, o Sr. Raimundo Soares Figueiredo; e dos membros do corpo docente e discente do Centro Universitário Belas Artes, que também vieram nos prestigiar e homenagear o Centro, aqui no Senado, no dia de hoje.


Este texto não substitui o publicado no DSF de 23/09/2011 - Página 38675