Encaminhamento durante a 57ª Sessão Deliberativa Ordinária, no Senado Federal

Referente ao RQS n. 361/2013.

Autor
Eduardo Suplicy (PT - Partido dos Trabalhadores/SP)
Nome completo: Eduardo Matarazzo Suplicy
Casa
Senado Federal
Tipo
Encaminhamento
Resumo por assunto
Outros:
  • Referente ao RQS n. 361/2013.
Publicação
Publicação no DSF de 25/04/2013 - Página 21400

            O SR. EDUARDO SUPLICY (Bloco/PT - SP. Para encaminhar. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Senador Renan Calheiros, me encontro numa situação extremamente difícil.

            É fato, meu querido Líder, Wellington Dias, expressou na reunião de Bancada, ele transmitiu a opinião do Presidente Rui Falcão no sentido de que seria próprio que nós, no Senado, votássemos a favor dessa urgência depois do projeto.

            Não foi propriamente ali votado fechar ou não questão, conforme há pouco eu disse. De fato, ainda aqui o Deputado Domingos Dutra me informa que, na Câmara dos Deputados, essa votação, no âmbito na Bancada do PT, não foi assim de fechamento de questão e sem divergência, pois, para a urgência - aquilo que estamos votando agora -, três Deputados Federais do PT votaram “não”; houve uma abstenção; e 24 se ausentaram, porque não se sentiam bem em votar essa matéria. Ao projeto, propriamente, dois votaram “não”, e 21 se ausentaram, porque avaliaram que não seria próprio para nós, do Partido dos Trabalhadores, votarmos essa matéria.

            Eu quero aqui reiterar a minha posição a favor da fidelidade partidária. De maneira alguma, considero sair do Partido dos Trabalhadores, especialmente durante o período para o qual fui eleito pelo PT, porque o mandato pertence ao Partido dos Trabalhadores, bem como a mim, como Senador. E cumprirei a posição do meu Partido de permanecer no PT por mais que, volta e meia, representantes de outros partidos, às vezes, venham conversar comigo, dizendo que gostariam que eu me filiasse a seus partidos. Não! Eu prefiro assim e tenho a certeza de que o meu procedimento aqui tem sido sempre no sentido de apoiar os anseios, os objetivos maiores do Partido dos Trabalhadores que me fizeram, um dia, em 1979, 1980, ser convidado para ser fundador do PT, e até hoje aqui continuo.

            Também reitero a minha disposição de apoiar a candidatura da Presidenta Dilma Rousseff, porque acredito que ela tem realizado um excelente Governo e avalio que merece o apoio do povo brasileiro, que tem, de fato, manifestado, por todas as pesquisas de opinião, o seu apoio a ela.

            Então, acredito que será muito positiva a jornada em que, acredito, será eleita, e ela pode contar com toda a minha ajuda. Mas eu quero dizer, sinceramente, que não avalio como próprio que esta medida seja colocada, com todo o carinho e respeito que tenho pelas palavras que foram aqui proferidas pelos Senadores Humberto Costa e Wellington Dias ainda há pouco, pois eu tenho dúvidas semelhantes às que o Vice-Presidente Jorge Viana manifestou no seu pronunciamento de segunda-feira.

            E, ainda que possa o meu voto não favorável a este regime de urgência ter um custo muito alto para mim, eu quero dizer ao meu querido Presidente Rui Falcão que eu tenho a consciência e a convicção de que, ao votar “não” à aprovação desse requerimento, eu estou sendo mais coerente e consistente com os objetivos, com a construção da democracia que o Partido dos Trabalhadores, desde a sua fundação, colocou muito claramente.

            Então, eu quero aqui expressar este sentimento e esta decisão que, de forma alguma, é fácil para mim, como não foi para Deputados como Domingos Dutra, que aqui está ao meu lado. Muito obrigado.


Este texto não substitui o publicado no DSF de 25/04/2013 - Página 21400