Discurso durante a 165ª Sessão Deliberativa Ordinária, no Senado Federal

Congratulações à Embraer e ao Ministério da Defesa pelo desenvolvimento da aeronave KC-390.

Registro da participação de audiência com o Governador de Rondônia, Confúcio Moura, e com o Presidente da Embrapa, para tratar de investimentos no Estado.

Registro da participação de S. Exª no Seminário ”Infraestrutura e Desenvolvimento do Brasil – Perspectivas para a economia brasileira”, organizado pela Confederação Nacional da Indústria, e elogio ao pronunciamento de abertura do Presidente Michel Temer.

Anúncio da visita de S. Exª e da Deputada Marinha Raupp aos Ministros de Estado do Turismo, da Cultura e do Esporte, para tratar de investimentos no Estádio Aluízio Ferreira, em Porto Velho, e em outros estádios municipais de Rondônia.

Autor
Valdir Raupp (PMDB - Movimento Democrático Brasileiro/RO)
Nome completo: Valdir Raupp de Matos
Casa
Senado Federal
Tipo
Discurso
Resumo por assunto
DEFESA NACIONAL E FORÇAS ARMADAS:
  • Congratulações à Embraer e ao Ministério da Defesa pelo desenvolvimento da aeronave KC-390.
DESENVOLVIMENTO REGIONAL:
  • Registro da participação de audiência com o Governador de Rondônia, Confúcio Moura, e com o Presidente da Embrapa, para tratar de investimentos no Estado.
ECONOMIA:
  • Registro da participação de S. Exª no Seminário ”Infraestrutura e Desenvolvimento do Brasil – Perspectivas para a economia brasileira”, organizado pela Confederação Nacional da Indústria, e elogio ao pronunciamento de abertura do Presidente Michel Temer.
ATIVIDADE POLITICA:
  • Anúncio da visita de S. Exª e da Deputada Marinha Raupp aos Ministros de Estado do Turismo, da Cultura e do Esporte, para tratar de investimentos no Estádio Aluízio Ferreira, em Porto Velho, e em outros estádios municipais de Rondônia.
Aparteantes
Ana Amélia, José Maranhão, José Medeiros.
Publicação
Publicação no DSF de 09/11/2016 - Página 34
Assuntos
Outros > DEFESA NACIONAL E FORÇAS ARMADAS
Outros > DESENVOLVIMENTO REGIONAL
Outros > ECONOMIA
Outros > ATIVIDADE POLITICA
Indexação
  • ELOGIO, EMPRESA BRASILEIRA DE AERONAUTICA (EMBRAER), MINISTERIO DA DEFESA, CONSTRUÇÃO, AERONAVE, TECNOLOGIA, DESTINAÇÃO, AVIAÇÃO MILITAR, BUSCA E SALVAMENTO, COMBATE, INCENDIO, TRANSPORTE DE CARGA, FAVORECIMENTO, PAIS, LOCAL, EXTERIOR, COMENTARIO, HONRA, ORADOR, APLICAÇÃO, RECURSOS FINANCEIROS, ORÇAMENTO.
  • REGISTRO, REALIZAÇÃO, AUDIENCIA, PARTICIPAÇÃO, ORADOR, PRESIDENTE, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), GOVERNADOR, ESTADO DE RONDONIA (RO), OBJETIVO, DEBATE, ASSUNTO, APLICAÇÃO, RECURSOS FINANCEIROS, DESTINAÇÃO, DIRETORIA ESTADUAL, ORGÃO, DESENVOLVIMENTO, TECNOLOGIA, PESQUISA AGROPECUARIA.
  • REGISTRO, PARTICIPAÇÃO, SEMINARIO, ASSUNTO, INFRAESTRUTURA, DESENVOLVIMENTO, ECONOMIA, BRASIL, PRESENÇA, MICHEL TEMER, PRESIDENTE DA REPUBLICA, HENRIQUE MEIRELLES, MINISTRO DE ESTADO, MINISTERIO DA FAZENDA (MF), LOCAL, AUDITORIO, CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDUSTRIA (CNI), COMENTARIO, CONFIANÇA, RECUPERAÇÃO, ECONOMIA NACIONAL.
  • ANUNCIO, VISITA, MINISTRO DE ESTADO, TURISMO, CULTURA, ESPORTE, OBJETIVO, SOLICITAÇÃO, LIBERAÇÃO, RECURSOS FINANCEIROS, DESTINAÇÃO, OBRAS, ESTADIO, LOCAL, MUNICIPIOS, PORTO VELHO (RO), OURO PRETO DO OESTE (RO), GUAJARA-MIRIM (RO), NOVA MAMORE (RO), ESTADO DE RONDONIA (RO), ELOGIO, GESTÃO, GOVERNADOR, ENTE FEDERADO, DEFESA, INVESTIMENTO, GOVERNO FEDERAL, ORGANIZAÇÃO FUNDIARIA.

    O SR. VALDIR RAUPP (PMDB - RO. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Senador Magno Malta; Srªs e Srs. Senadores, Srªs e Srs. ouvintes da Rádio Senado, telespectadores da TV Senado, minhas senhoras e meus senhores.

    Tudo bem, Senador Magno, que eu já fui atleta, fui jogador de futebol, mas falar 45 minutos, prorrogáveis por mais 45, já é demais. Isso é bom no futebol.

    O SR. PRESIDENTE (Magno Malta. Bloco Moderador/PR - ES) – Mas o Senador Mão Santa iria agradecer.

    O SR. VALDIR RAUPP (PMDB - RO) – Eu já presidi sessões com Senador Mão Santa falando por mais de uma hora, por 60, 70 minutos. E S. Exª agora se elegeu prefeito de Parnaíba, onde ele adora o Delta do Parnaíba, do qual ele sempre falava aqui.

    O SR. PRESIDENTE (Magno Malta. Bloco Moderador/PR - ES) – Ele me telefonou. Fiquei muito feliz.

    O SR. VALDIR RAUPP (PMDB - RO) – Fiquei feliz com a vitória dele também.

    O SR. PRESIDENTE (Magno Malta. Bloco Moderador/PR - ES) – Digo isso porque o Mão Santa ou alguém tem que resgatar isso. A imprensa precisa resgatar, porque, no auge do Lula e do PT, Mão Santa, nesta tribuna, dizia quem eles eram. E ele virou pó politicamente no Piauí, porque fazia esse enfrentamento ao PT e, naquela ocasião, os pobres o abandonaram, passaram a odiar Mão Santa, que não ganhou mais nenhuma eleição.

    E agora até os pobres do Piauí – e eles cantavam uma marra, porque lá começou o Bolsa Família – descobriram quem eles são de fato e deram a eleição de Mão Santa para prefeito, como um troféu para aquele que se comportou como João Batista, a "voz do que clama no deserto".

    Naquela ocasião só ele falava, e até eu e V. Exª estávamos enganados com essa rapaziada que o povo brasileiro mandou pela porta dos fundos, no processo eleitoral agora.

    O SR. VALDIR RAUPP (PMDB - RO) – Quem não se lembra do Mão Santa falando "atentai-vos; atentai bem"?

    Sr. Presidente, eu vou aqui fazer uma breve apresentação de um projeto que eu visitei quando era Relator da área de Justiça e defesa, no ano passado, do Orçamento da União, Relator setorial.

    Eu fui visitar as estruturas da Embraer, em Gavião Peixoto, e lá vi um projeto maravilhoso sendo desenvolvido e que já está praticamente pronto. E ele está sendo cobiçado por muitos países do mundo.

    Aqui está. Eu vou fazer aqui uma apresentação da aeronave KC-390, de transporte militar de nova geração. Este avião, Senador José Medeiros, está sendo muito cobiçado, no bom sentido, por grandes nações, por outros países que querem adquirir essa aeronave do Brasil. Ela está sendo fabricada em uma das fabricas da Embraer, em parceria com o Ministério da Defesa, lá em Gavião Peixoto, no Estado de São Paulo.

    Além de atender ao transporte militar, ela atende também a busca e salvamento, combate...

    Esse negócio de combate a incêndio, que passou a ser uma das prioridades aqui, foi uma sugestão minha, no ano passado. Não havia ainda esse projeto, e o Presidente Schneider, da Embraer, me disse que iria estudar com carinho. E, para minha alegria, eu vi hoje aqui, neste prospecto, esse avião já sendo desenvolvido também para combate a incêndio, o que é muito importante para a Amazônia brasileira, para o Cerrado, para o Centro-Oeste, e – por que não dizer? – para todo o Brasil. E acredito que o mundo inteiro vai querer também comprar essas aeronaves, para combate a incêndio.

    Também são usadas para transporte de feridos, em missões e operações, operações táticas, reabastecimento aéreo, transporte de cargas. Então, esse avião é um projeto aderente ao planejamento, voando rápido e alto. São 91,3% do desenvolvimento já realizado. Já há aviões praticamente prontos para voar, já em teste, lá em Gavião Peixoto, que vai atender, como já disse, à Força Aérea e também vai ficar à venda para outros países.

    Vai haver uma projeção global, o Brasil vai se projetar, Senador João Alberto, globalmente com este avião fabricado pela Embraer, em parceria com o Ministério da Defesa. Como eu já mostrei aqui, trata-se de um avião de grande porte, que vai servir para inúmeras operações no Brasil e fora do Brasil.

    Então, eu parabenizo a Embraer e o Ministério da Defesa pelo desenvolvimento tanto desta aeronave, do KC-390, como de outras aeronaves também. A Embraer hoje é um orgulho para nós e já está voando em dezenas e dezenas de países por aí afora.

    Concedo, com muito prazer, um aparte ao nobre Senador José Medeiros.

    O Sr. José Medeiros (Bloco Parlamentar Democracia Progressista/PSD - MT) – Muito obrigado, Senador Valdir Raupp. Eu queria parabenizá-lo por trazer esse tema tão relevante e que às vezes passa despercebido. Às vezes nós vemos, na mídia nacional, tantos assuntos menores sendo comentados, e uma conquista dessa magnitude às vezes nós não comemoramos, não saboreamos a importância dela. Veja bem: nós temos, aqui no Brasil, a produção de uma aeronave que hoje é top na sua categoria – V. Exª mostrou aí muito bem –, com vários países do mundo inteiro querendo adquirir. Isso é muito importante, porque nos leva a outro ponto: nós estamos diante de uma crise muito grande, e isso demonstra que nós temos capacidade, sim, de sairmos dela. Aqui nós temos capacidade de produzir conhecimento, nós temos capacidade de sermos grandes; basta nós nos comportarmos de forma diferente. Agora nós estávamos num debate, ali na Comissão de Constituição e Justiça, e há hora em que eu penso que nós estamos nos comportando como caranguejo. Dizem que – eu não sei se é lenda, mas me contaram essa história e eu achei interessante –, se colocar o caranguejo dentro de um balde, não precisa tampar o balde, porque toda hora em que um vai tentando sair do balde, o outro puxa. E nós estamos agora vendo o Governo tentando uma saída, e você vê o tempo inteiro os outros puxando, para ver se ele não consegue. Então, V. Exª traz esse tema, e eu o considero da maior importância, primeiro porque mostra o quanto nossa Aeronáutica é competente; segundo, porque indica também que temos empresas de ponta e que nos dão orgulho. Ou seja, o velho sonho de Santos Dumont continua vivo aqui no nosso Brasil. Muito obrigado.

    O SR. VALDIR RAUPP (PMDB - RO) – Obrigado a V. Exª.

     Concedo um aparte à nobre Senadora Ana Amélia.

    A Srª Ana Amélia (Bloco Parlamentar Democracia Progressista/PP - RS) – Senador Valdir Raupp, eu tenho acompanhado aqui o seu trabalho e também o seu protagonismo na Comissão de Relações Exteriores, em relação a valorizar a área de defesa. E eu tive a honra de ter participado de uma missão oficial liderada pelo Ministro Raul Jungmann ao Líbano, onde, há cinco anos, o Brasil está comandando a Força-Tarefa Marítima, através da qual a Marinha, com a Fragata Liberal, está patrulhando as águas territoriais libanesas, convivendo com soldados e com marinheiros de outras fragatas de todo o mundo. Houve uma simulação de uma operação, de uma fragata da Indonésia. O Brasil está exportando para o Líbano. Já exportou blindados e também, agora, está exportando tucanos. Nós exportamos material de defesa, como os aviões, que são de excelente qualidade. A Embraer é fabricante dos tucanos e de todos os outros caças que agora está produzindo, os quais tivemos a oportunidade de visitar na sua fábrica, lá em São José dos Campos e também em Peixoto...

    O SR. VALDIR RAUPP (PMDB - RO) – Gavião Peixoto.

    A Srª Ana Amélia (Bloco Parlamentar Democracia Progressista/PP - RS) – ... essa cidade de São Paulo, e ficamos todos impressionados com o grau de transparência, de comprometimento da Embraer e com essa expertise que está havendo na área de defesa, para que o País entenda que investir em defesa é investir também no crescimento econômico e na economia, porque ali está a tecnologia. Toda a tecnologia que nós temos hoje, de computação, de tudo isso, veio do começo da Guerra, do uso na Guerra. Então, não queremos guerra não, nós somos pacíficos, mas é para ver que a defesa tem um papel estratégico na questão do desenvolvimento tecnológico, científico e tecnológico, e do que nós estamos ganhando com essa exportação de serviços e com a exportação de blindados, de tucanos e de caças, os quais poderemos brevemente estar produzindo também para vender. E eu acho que nós temos que respeitar a instituição, porque também, na avaliação da sociedade brasileira, as Forças Armadas têm um papel destacado de respeito e credibilidade.

    O SR. VALDIR RAUPP (PMDB - RO) – Obrigado, Senadora Ana Amélia. Da mesma forma do aparte do Senador José Medeiros, Senadora Ana Amélia, peço a incorporação do seu aparte ao nosso pronunciamento.

    Eu mostrava aqui, Senador José Maranhão...

    O Sr. José Maranhão (PMDB - PB) – A palavra, V. Exª.

    O SR. VALDIR RAUPP (PMDB - RO) – ... já um praticamente pronto. Não é só um, não; deve haver uns dois ou três lá, já praticamente prontos, do KC-390, que vão servir para combate, para abastecimento no ar, para transporte de tropas, para combate a incêndio, e eu tive a feliz ideia, iniciativa, de propor ao Presidente da Embraer que desenvolvesse também um modelo para o combate a incêndio. E está aqui agora, já nesse prospecto, uma apresentação dessa aeronave para combate a incêndio também, o que é muito importante para o Brasil. E aqui eu vejo a projeção dessa aeronave, a quantidade de países do mundo que já querem adquirir essa aeronave da Embraer, que é fruto de uma parceria do Ministério da Defesa e da Embraer.

    Então, sempre que eu tive a oportunidade de visitar... Já visitei São José dos Campos, já visitei Gavião Peixoto, onde estão sendo fabricadas essas aeronaves. E, quando eu tive a oportunidade também de ser Relator do Orçamento, ou Relator Setorial do Orçamento, ou mesmo nas Comissões, eu nunca hesitei em colocar investimento, recurso, para a Defesa, para o Ministério da Defesa, a fim de ajudar nesses projetos, porque são importantes para o Brasil, para a soberania nacional, para a proteção das nossas fronteiras, para a exportação. A Senadora Ana Amélia acabou de dizer que os nossos blindados, os nossos caças, os nossos tucanos e tantos outros equipamentos são fabricados no Brasil, pela indústria bélica da defesa, para outros países.

    Concedo um aparte ao nobre Senador José Maranhão.

    O Sr. José Maranhão (PMDB - PB) – Eu gostaria de me juntar a V. Exª nesse discurso muito oportuno e justo que faz sobre os sucessos da Empresa Brasileira de Aeronáutica, a Embraer. A Embraer é o resultado de uma decisão que vem de muitos anos atrás, que o governo brasileiro tomou, ao resolver assumir o ensino científico e tecnológico voltado para a Aeronáutica, com o Instituto Tecnológico de Aeronáutica, um centro de formação de engenheiros especialmente voltados para a construção aeronáutica. Mas, por trás desse projeto, houve uma figura extraordinária, a figura do Coronel Engenheiro Ozires Silva, que foi o idealizador, que foi o vibrador, desde os primórdios da fundação da Embraer, hoje dirigida, hoje pertencente a um grupo privado que teve a sorte de encontrar e de adquirir, do governo brasileiro, uma indústria plenamente montada e exitosa, pela qualidade de seus produtos. O recente lançamento desse cargueiro, para fins militares e outras aplicações específicas, como a que se quer agora, de combate aos incêndios, é realmente uma prova da qualidade de seus produtos, porque rivaliza com os melhores modelos da indústria aeronáutica internacional, desde o Phenom 100 – que é a menor de todas as aeronaves fabricadas pela Embraer e que é chamado de Very Light –, um pequeno transporte para executivos, até o Phenom 300 e outros modelos que são amplamente vendidos – e eu diria que até disputados no mercado da indústria das empresas de transporte aéreo internacionais. A Embraer tem muito mais aeronaves comerciais vendidas fora do Brasil do que no Brasil propriamente dito, pela qualidade, concorrendo com as fábricas mais antigas, mais tradicionais, mais fortes, no mercado da indústria aeronáutica, de forma que V. Exª tem toda razão quando louva essa indústria que é um modelo para o Brasil, não somente pelo sucesso tecnológico, mas também pelo sucesso econômico. A Embraer está crescendo exponencialmente todos os anos e conquistando mais e mais territórios para a venda de seus produtos, de forma que eu quero me juntar a V. Exª nesse reconhecimento do Senado da República, mas ressaltando que o espírito dessa indústria aeronáutica está muito ligado à personalidade do Coronel Ozires Silva, engenheiro aeronáutico, que abraçou essa causa quando a Embraer era simplesmente uma pequena indústria, entregando-a à iniciativa privada, depois de anos e anos de sucesso, da maneira como ela é hoje. É importante também dizer que o Instituto Tecnológico de Aeronáutica é um modelo moderno de ensino científico e tecnológico, que é o modelo que o Brasil deveria seguir para outras e outras atividades, outros e outros setores. Lamentavelmente, o ensino brasileiro, como regra, não aderiu ainda ao ensino do momento e, por isso, nós temos uma dependência tecnológica tão grande, como esta que está aí. Por isso você vê, nas nossas cidades brasileiras, o modelo do ensino médio representando um grande fracasso, no meu entender. O jovem que, por exemplo, conclui o segundo grau e não consegue entrar na universidade – e para a universidade vão apenas 12% dos que saem do ensino médio – é um frustrado, porque ele não tem espaço no mercado de trabalho. Isso porque o Governo brasileiro, o modelo de ensino brasileiro não qualifica os jovens estudantes para o mercado de trabalho, para este mercado de trabalho moderno que faz países outrora símbolos de atraso, como os chamados Tigres Asiáticos ou como a China Continental mesmo, conseguirem se impor inclusive nos mercados dos países desenvolvidos do mundo. Há poucos meses, eu estive nos Estados Unidos visitando esse setor elétrico e eletrônico em uma das maiores redes de supermercado americano, e não se via outra coisa senão os produtos feitos pelos chamados Tigres Asiáticos e pela China Continental. Enquanto o Brasil não tiver a coragem de mudar esse modelo de ensino, que eu considero antiquado, nós não vamos ter outras empresas como a Embraer, outra indústria automobilística, por exemplo, que seja genuinamente brasileira, que não sejam apenas linhas de montagem que estão aí colocando motores e outros equipamentos nos carros que se fazem e que chegam aqui provenientes de outros países. O Brasil, enquanto tem o orçamento de exportação enriquecido pelo setor primário, sobretudo no campo da soja e de outras atividades agrícolas, em matéria de indústria, nós estamos ainda engatinhando e consumindo os nossos dólares sempre que importamos algum produto do exterior. Um exemplo disso – desculpe-me a extensão do aparte: o Brasil jacta-se de ter o maior número de telefones celulares. Eu não conheço um só aparelho de telefone celular que tenha o timbre "Made in Brazil" – "Feito no Brasil". Aqui eles são vendidos, mas aqui eles não são fabricados. E quanta mão de obra...

(Soa a campainha.)

    O Sr. José Maranhão (PMDB - PB) – ... nós deixamos de empregar por conta dessa nossa incapacidade de assumir os destinos econômicos e industriais do nosso País.

    O SR. VALDIR RAUPP (PMDB - RO) – Obrigado. A participação de V. Exª, com certeza, enriqueceu meu pronunciamento com seu conhecimento de causa.

    Como aviador, como piloto, o Senador José Maranhão conhece profundamente essas questões aeronáuticas, e o ITA realmente é um instituto extraordinário, assim como a Embrapa.

    Sr. Presidente, eu, o Governador Confúcio Moura, o Vice-Governador, o Secretário de Desenvolvimento, Dr. Basile, e outros estivemos hoje, às 14 horas e 30 minutos, com o Presidente da Embrapa pedindo auxílio à Embrapa para nos ajudar lá em Rondônia, um Estado grande produtor de pescados, onde a aquicultura e a pesca são muito fortes. Estivemos lá pedindo auxílio à nossa querida Embrapa, uma empresa que é orgulho do nosso País, assim como a Embraer, o ITA... E agora foi criada também a Embrapii, para a indústria, e é disto que nós precisamos, de novas tecnologias e de desenvolvimento para a nossa indústria.

    Por falar nisto, Sr. Presidente, eu queria falar que participei hoje, pela manhã, com o Presidente da República, Michel Temer, da abertura do Seminário "Infraestrutura e Desenvolvimento do Brasil. Perspectivas para a economia brasileira", desenvolvido pela CNI, Confederação Nacional da Indústria, onde ele fez um extraordinário pronunciamento num auditório repleto de empresários empreendedores. Estavam lá o Ministro da Economia, Henrique Meirelles, o Ministro Moreira Franco, o Presidente do jornal Valor Econômico e outras autoridades, que participaram desse seminário. O Presidente da República proferiu seu pronunciamento dizendo da felicidade que ele está tendo por, em poucos meses, ter conseguido o retorno da confiança, da credibilidade da indústria brasileira, dos empresários brasileiros e – por que não dizer – também do exterior.

    O Brasil já está a caminho de recuperar, Senador Waldemir Moka, o grau de investimento. Já caímos de quinhentos e tantos pontos negativos para 318 e temos a perspectiva de, no ano que vem, quando chegarmos a duzentos e poucos, voltarmos novamente ao grau de investimento. Então, o Brasil está retomando a sua confiança, a credibilidade, a pacificação, o apoio do Congresso Nacional, da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, o entendimento político. É isto que o Presidente Temer quer: pacificar a Nação, pacificar o País, pacificar a área política, melhorar a área econômica, para que o Brasil possa voltar a gerar empregos e renda para a nossa população.

    Eu queria encerrar esta minha fala, Sr. Presidente, dizendo que eu e a Deputada Marinha Raupp estaremos logo mais no Ministério do Turismo, que amanhã, possivelmente, estaremos no Ministério da Cultura e que estivemos hoje no Ministério do Esporte, com o Ministro Leonardo Picciani, para tratar de investimento no nosso Estádio Aluízio Ferreira, em Porto Velho, com pista de atletismo, com mais lances de arquibancadas, cadeiras, cobertura, e também tratamos de pequenos estádios nas cidades de Ouro Preto do Oeste, em Guajará-Mirim, em Nova Mamoré e em outras cidades do nosso Estado.

    O Governador Confúcio Moura, que está sendo um excelente governador no segundo mandato, como foi no primeiro, é um governador voltado para o desenvolvimento do Estado de Rondônia, para a melhoria na saúde, na educação, na infraestrutura, na segurança pública. Enfim, ele está sendo um excelente governador.

    E nós da Bancada Federal, creio que não só eu, mas também a Deputada Maria Raupp, estamos aqui para dar apoio ao nosso Governador, porque, apoiando o Governador Confúcio Moura, estaremos apoiando, estaremos desenvolvendo o nosso Estado de Rondônia.

    Havia a expectativa de uma agenda com o Presidente da República ainda esta semana, mas não foi possível devido à sua agenda extensa, mas já está marcada para o dia 22 próximo uma audiência com o Presidente da República, em que vamos defender investimentos, recursos e apoio para a regularização fundiária, tanto a regularização fundiária rural como a regularização fundiária urbana.

(Soa a campainha.)

    O SR. VALDIR RAUPP (PMDB - RO) – Já avançamos bastante, mas precisamos ainda do apoio dos organismos federais para continuar o nosso programa, o nosso projeto de regularização fundiária.

    Era o que tinha a dizer, Sr. Presidente. Muito obrigado.


Este texto não substitui o publicado no DSF de 09/11/2016 - Página 34