Discurso durante a 159ª Sessão Deliberativa Extraordinária, no Senado Federal

Considerações sobre o histórico político de S. Exª.

Autor
Cássio Cunha Lima (PSDB - Partido da Social Democracia Brasileira/PB)
Nome completo: Cássio Rodrigues da Cunha Lima
Casa
Senado Federal
Tipo
Discurso
Resumo por assunto
ATIVIDADE POLITICA:
  • Considerações sobre o histórico político de S. Exª.
Publicação
Publicação no DSF de 20/12/2018 - Página 106
Assunto
Outros > ATIVIDADE POLITICA
Indexação
  • APRESENTAÇÃO, BALANÇO, ATUAÇÃO PARLAMENTAR, ORADOR, PERIODO, EXERCICIO, MANDATO, SENADOR.

    O SR. CÁSSIO CUNHA LIMA (Bloco Social Democrata/PSDB - PB. Sem apanhamento taquigráfico.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Senadores, estou concluindo agora 32 anos de vida pública. Fecho este ciclo da minha vida louvando a Deus e faço um agradecimento muito sincero ao povo da Paraíba, pelas oportunidades que me proporcionou de trabalhar em favor do estado.

    Pude contribuir para o bem-estar de muitas pessoas. Contribuí com o desenvolvimento da Paraíba, fiz uma gestão fiscal absolutamente responsável quando governador, além de muitas obras de cimento e cal. E tudo com dedicação, seriedade, ética e honestidade.

    Comecei cedo no movimento estudantil. Fui deputado federal constituinte. Duas vezes eleito para a Câmara Federal. Superintendente da Sudene. Três vezes prefeito de Campina Grande. Governador do estado da Paraíba por dois mandatos.

    Não trago nem levo magoas. Fiz sempre o meu melhor diante das circunstancias e dos desafios que se me afiguraram.

    Nesta Casa, apresentei projetos relevantes, que mudaram e podem mudar para melhor a vida das pessoas. Um deles, que estabelece cota para pessoas deficientes terem a acesso as universidades federais e aos institutos técnicos da educação, já virou lei, a de número 13.409, e faz justiça a l6gica das cotas e garante inclusão social.

    Foram várias conquistas obtidas. O que me dá a certeza de que, sem falsa modéstia, fiz um bom mandato. Honrei a Paraíba, projetei o nome do nosso Estado e a minha voz foi uma voz ouvida no Brasil.

    Aguarda sanção presidencial o projeto que estabelece um novo limite mínimo para aquisição de leite no âmbito do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o que beneficiara centenas de produtores, geração de empregos, suplementação alimentar.

    Aliás, no período em que eu fui governador, nos comprávamos e distribuíamos todos os dias 120 mil litros de leite, gerando emprego, ampliando oferta de renda e garantindo a suplementação alimentar.

    Aprovamos, também, a derrubada do veto para o aumento dos agentes comunitários de saúde em combate a endemias, que foi uma luta do meu mandato.

    Também conseguimos aprovar o decreto legislativo, de minha autoria, nas duas Casas, Senado e Câmara, que derruba a portaria que estava inviabilizando o pagamento do seguro-defeso, porque os pescadores também encontraram no meu mandato uma voz ativa, uma voz permanente, em defesa deles.

    Aprovamos aqui, e agora tramita na Câmara, a PEC que cria a polícia penitenciaria, especializada em escoltar e vigiar as cadeias em todo o Brasil.

    Também tivemos o projeto que vai garantir a portabilidade da conta de luz ao consumidor. É um projeto transformador, revolucionário, e deve aumentar a oferta e diminuir o custo da energia. Tem tudo para fazer, pela conta de luz, o que ocorreu com os telefones, com a liberdade de escolha advinda da quebra do monopólio.

    A qualidade de um mandato, obviamente, não se mede pela quantidade de proposituras apresentadas. Mas aos que gostam de números, informo que protocolei mais de 100 projetos de minha autoria, afora as matérias relatadas e as discuss6es nacionais debatidas e votadas neste Plenário.

    Aliás, fui líder do meu partido no Senado, eleito por aclamação, por dois anos consecutivos. E tenho a honra de concluir o meu mandato como vice-presidente desta Casa.

    Concluo o meu mandato convicto de que é preciso modernizar o Brasil. E preciso conter o tamanho do Estado brasileiro, o gigantismo paquidérmico que fomenta o desperdício e abre espaço para a corrupção.

    É preciso também aumentar a capacidade competitiva da nossa economia, travada, engessada, de modo que o ambiente de negócios no Brasil é muito ruim. Empreender no Brasil, gerar emprego, é um ato de coragem, é um ato de bravura, e não haverá justiça social sem crescimento, o que garante justiça social é o emprego e nós estamos há seis anos em recessão econômica.

    Faço votos de que o Brasil volte a crescer e a gerar emprego, porque Só isso trará paz e desenvolvimento social. E nada disso, com absoluta certeza, será obtido se não tivermos educação de qualidade.

    Se me pedissem o caminho para um Brasil melhor eu não hesitaria em apontar este tripé: um Estado menor e equilibrado, uma economia competitiva e investimentos sérios, profundos, de base, em educação.

    Por fim, nunca sabemos se este exato momento é de adeus ou de até logo. Dizem até que os deuses se divertem quando ouvem nossos planos.

    Mas encerro este ciclo agradecendo aos meus pares, pelos anos de convivência, de respeito, de fraternidade e de aprendizado, e saio com a cabeça erguida e com as mãos limpas, com a certeza de que dignifiquei este e todos os mandatos a mim conferidos pelo povo da minha terra.

    A todos, o meu mais escolhido obrigado!


Este texto não substitui o publicado no DSF de 20/12/2018 - Página 106