Discurso durante a 156ª Sessão Deliberativa Extraordinária, no Senado Federal

Comentários acerca da atuação parlamentar de S. Exª no Senado Federal.

Autor
Pedro Chaves (PRB - REPUBLICANOS/MS)
Nome completo: Pedro Chaves dos Santos Filho
Casa
Senado Federal
Tipo
Discurso
Resumo por assunto
ATIVIDADE POLITICA:
  • Comentários acerca da atuação parlamentar de S. Exª no Senado Federal.
Aparteantes
Cristovam Buarque, Wellington Fagundes.
Publicação
Publicação no DSF de 14/12/2018 - Página 67
Assunto
Outros > ATIVIDADE POLITICA
Indexação
  • COMENTARIO, ATUAÇÃO PARLAMENTAR, ORADOR, PERIODO, EXERCICIO, MANDATO, SENADOR, ENFASE, DEFESA, ESTADO DO MATO GROSSO DO SUL (MS), EDUCAÇÃO, DEMOCRACIA, ECONOMIA, SEGURANÇA, FORÇAS ARMADAS, TRANSPORTE, CIDADANIA, INCLUSÃO SOCIAL, TECNOLOGIA, SAUDE.

    O SR. PEDRO CHAVES (Bloco Moderador/PRB - MS. Para discursar.) – Muito obrigado, Sr. Presidente.

    Carinho meu especial ao nosso Presidente Dário Berger, que vem sendo realmente um Senador de destaque nesta Casa, um exemplo de postura ética, moral, e a quem eu tenho o maior respeito e amizade. Estou muito feliz que ele vai continuar mais quatro anos colaborando com esta Casa. Ele certamente vai ser a diferença importante aqui, na Casa de Leis.

    Este pronunciamento é de despedida. Então, eu lamento, mas temos que fazê-lo, para a prestação de contas ao Senado Federal.

    Exmo. Sr. Presidente, eu ocupo esta tribuna do Senado Federal para proferir o meu discurso de despedida desta magnífica e centenária Casa de Leis. E aproveito o ensejo para saudar Senadores, Senadoras, telespectadores da TV Senado, ouvintes da Rádio Senado, profissionais das mídias, funcionários do Senado e amigos e amigas presentes a esta sessão. Em 17 de maio de 2016, tive a honra de tomar posse como Senador. Depois de trabalhar como professor por mais de 40 anos e de ter construído escolas e universidades em meu Estado, Mato Grosso do Sul, quis a providência divina que eu também integrasse o Congresso Nacional, para ajudar a melhorar as condições de vida do povo brasileiro.

    Eu me orgulho muito de fazer parte desta instituição e de ter sido muito bem recebido na Casa da Federação. Aqui encontrei homens e mulheres profundamente comprometidos com ideias republicanas, pessoas que pensam diariamente caminhos novos e seguros para o Brasil.

    Vejo, com muito carinho, os acalorados debates entre as diversas correntes políticas aqui representadas. São iniciativas ricas, apaixonadas, plurais e democráticas.

    Confesso que aprendi muito com a capacidade, inteligência e a coragem das nossas Senadoras. Meu coração vai sentir muitas saudades das Exmas. Sras. Lídice da Mata, Ana Amélia, Ângela Portela, Fátima Bezerra, Gleisi Hoffmann, Lúcia Vânia, Maria do Carmo, Marta Suplicy, Regina Sousa, Rose de Freitas e Simone Tebet. Levarei lembranças também do ex-Presidente Renan e do Presidente Eunício Oliveira, que, com sua autoridade, mesmo nos momentos mais tensos e difíceis, garantiu a necessária e justa liberdade das nossas posições. Parabéns ao Presidente Eunício e aos demais componentes da Mesa Diretora.

    Durante o meu mandato, fiz um esforço adicional para conhecer, o mais rápido possível, a rotina e a liturgia do Senado. Lia tudo sobre esta Casa de leis; sabia muito bem o tamanho da minha responsabilidade. Por isso, não tinha hora para trabalhar. Adotei uma rotina de atividades que ultrapassava 14 horas por dia. Participo, hoje, de 11 comissões temáticas, que tratam de assuntos complexo e relevantes da nossa Pátria.

    Em poucos meses de mandato, graças ao apoio do Bloco Moderador do Senado da República, formado pelos Exmos. Senadores Armando Monteiro, Cidinho Santos, Eduardo Lopes, Fernando Collor, Magno Malta, Telmário Mota, Vicentinho Alves e Wellington Fagundes, pude participar de projetos importantes para o Mato Grosso do Sul e para o Brasil. A todos sou muito grato pela confiança depositada.

    Abri diálogos com todas as esferas do Estado brasileiro. Diariamente, recebo as honrosas visitas de Vereadores e Prefeitos, empresários, sindicalistas, líderes comunitários e autoridades do Brasil e de diversos países que procuram nosso apoio para suas demandas. Essa troca de informações e energia é algo fantástico e que contribui muito para as nossas tomadas de decisões.

    Gosto de dizer que os gabinetes em Campo Grande e em Brasília se transformaram em escritórios avançados de prefeitos e vereadores. O Brasil real está no Município. As coisas acontecem, de fato, onde as pessoas residem. Daí meu profundo orgulho de possuir contatos relevantes com os verdadeiros representantes do povo. Vou sentir muita saudade desses diálogos francos, diretos e esclarecedores.

    Sr. Presidente, Sras. Senadoras, Srs. Senadores, quando aqui cheguei, o Brasil vivia uma época muito agitada da vida nacional. As ruas e o Congresso Nacional estavam pegando fogo. Havia, e continua havendo, uma polarização política intensa. O País continua dividido, infelizmente. Isso me preocupa muito. As grandes Nações trabalham com o conceito de unidade, mesmo que na diversidade. Essa divisão, infelizmente, nos impede de atingirmos o enorme potencial que tem este País.

    No ofício de Senador da República, reforcei a minha crença de que a democracia e a Constituição são valores inalienáveis. Nada é maior e mais importante do que a nossa Carta Magna. Ela é o mais poderoso instrumento democrático que Ulysses Guimarães e milhões de brasileiros nos deixaram como legado, para a defesa da população e das instituições.

    Sr. Presidente, participo da política nacional desde a primeira metade da década de 60, inicialmente como líder estudantil da PUC de Campinas, São Paulo. Aprendi que o homem público tem que ter lado, em qualquer situação. Assim, aqui no Senado, não me omiti em nenhum momento. Votei com minha consciência em todas as vezes em que fui demandado. Acredito que minha coerência e liberdade me credenciaram a relatar projetos de lei importantes, que estão impactando positivamente a população nacional.

    Quero manifestar a grande satisfação que tive de relatar a reforma no ensino médio, que modernizou as matrizes educacionais para os jovens do nosso Brasil. A reforma conferiu protagonismo aos alunos brasileiros, que, a partir do Novo Ensino Médio, poderão escolher seu itinerário formativo já no início desse ensino, aprofundando os conhecimentos compatíveis com a sua esfera de interesse pessoal.

    Sabemos que as Nações que se tornaram ricas e desenvolvidas investiram fortemente em educação de qualidade e, principalmente, na pesquisa aplicada. Prepararam suas forças de trabalho para atuar no mundo globalizado, cuja força motriz é o conhecimento sistematizado. O Senador Cristovam Buarque, amigo das lides educativas, nos alerta todo dia sobre a necessidade de criarmos uma escola na fronteira do conhecimento.

    Congratulo o Presidente Michel Temer pela feliz iniciativa na edição da medida provisória de suma importância para o País, bem como saúdo o Deputado Izalci Lucas, hoje Senador, Presidente da Comissão da Reforma do Ensino Médio, pelos intensos esforços empreendidos para o aprimoramento e a aprovação da referida reforma.

    Para o fim de assegurar uma transição efetiva ao Novo Ensino Médio, na condição de Relator, consegui a aprovação, no Senado, de uma operação de crédito externo da União para o MEC, no valor de US$250 milhões, com o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento, que garantirá a permanência de 500 mil alunos em tempo integral nas escolas públicas.

    Durante minha vida, com muito trabalho, pude agregar êxito e experiências no ramo empresarial. Dessa forma, ter o privilégio de poder relatar a reforma do Código Comercial – PLS 487, de 2013 –, apresentada pelo nobre Senador Renan Calheiros, teve um significado muito especial. O Código Comercial vigente é extremamente importante.

    Vejam os Senadores: o anterior é de 1850, quando se falava até em barco a vela. Inacreditável! Isso não tinha o menor cabimento. Urgia, então, a necessidade de um Código Comercial atual, moderno e condizente com as novas práticas comerciais. Nosso empresariado merece um código que simplifique e desburocratize sua atividade. Afinal, estamos tratando da força motriz da economia.

    Quero destacar aqui a eficiência e a presteza da comissão temporária para reforma desse referido código, na ilustre pessoa do Senador Fernando Bezerra, o qual já considero um verdadeiro amigo. É com muita satisfação que anuncio o avanço que obtivemos ontem, na aprovação final do código, com a chancela da Comissão Especial.

    Sr. Presidente, quero destacar também o movimento político que ocorreu no Congresso Nacional e na sociedade, que clama pelo fim do foro privilegiado para autoridades que cometem crimes comuns, ao que me associei. Não podemos aceitar que criminosos se escondam por trás da imunidade parlamentar. A Justiça deve ser servida ao povo em sua totalidade, em todas as instâncias públicas, sem distinção de qualquer natureza.

    Caríssimos e eminentes Senadoras e Senadores, meu mandato teve como foco a segurança e o desenvolvimento das fronteiras de Mato Grosso do Sul com as Repúblicas do Paraguai e da Bolívia. A Senadora Simone Tebet e o Senador Waldemir Moka, meus queridos conterrâneos, conhecem muito bem os problemas dessa região. As nossas fronteiras estão praticamente abandonadas. O crime organizado criou um estado administrado por eles dentro do território brasileiro. Trata-se de extrema preocupação. Os índices de violência são altíssimos!

    Busquei algumas medidas econômicas e de segurança pública para debelar o crime nessas regiões. Com esse intuito, estive com o Ministro da Segurança Raul Jungmann e o Comandante do Exército, General Eduardo Villas Bôas. A ambos solicitei ações e parcerias para combatermos o crime organizado, desenvolver a paz e o progresso, ao longo das nossas fronteiras.

    Também sou autor do Projeto de Lei nº 434, de 2017, que prevê a implantação das áreas de livre comércio dos Municípios localizados nessa região de fronteira, porque pude constatar que a abertura de áreas de livre comércio em regiões fronteiriças traz consigo contribuições significativas de natureza econômica, por meio de fomento da atividade empresarial, bem como à segurança pública, com o estímulo de políticas públicas a favor de um policiamento reforçado nessa região de fronteira.

    Dessa forma, como Senador municipalista, considero fundamental a aprovação desse projeto para o desenvolvimento estrutural dos nossos Municípios sul-mato-grossenses, combinando repressão ao crime organizado e incentivo à geração de emprego, renda e cidadania.

    Ainda no campo da segurança pública, ajudei a viabilizar recursos para instituições militares de Mato Grosso do Sul, como a Polícia Rodoviária Federal, o Corpo de Bombeiros, o Distrito Naval de Corumbá, o Comando Militar do Oeste e a Ala 5, antiga Base Aérea de Campo Grande.

    Como capitão da reserva das Forças Armadas, sempre me preocupei com a situação dos militares do nosso País. Para esse fim, eu tive a feliz oportunidade. Para esse fim, eu tive a feliz oportunidade de relatar o PLC 44/2016, que modificou o texto do Código Penal Militar. Agora, todos os crimes dolosos cometidos contra civis por militares, em missões de garantia da lei e da ordem, passarão a ser julgados pela Justiça Militar, que é muito mais célere e muito mais justa. Como resultado, obtivemos uma situação jurídica de maior segurança para atuação de nossos defensores em operações de grande complexidade, como as que acontecem hoje, principalmente nos morros do Rio de Janeiro.

    Na condição de Parlamentar, também defendi a aprovação do PLC 28, que propôs a regulamentação do transporte individual de passageiros, por meio de aplicativos tais como o Uber, o 99Pop e o Cabify.

    Esses serviços de transporte por aplicativo conquistaram milhares de usuários e, por outro lado, passaram a permitir um ganho aos motoristas, muitas vezes o único, para o seu sustento e de sua família. Hoje temos mais de 17 milhões de usuários do Uber no País.

    Sr. Presidente, recordo com muita alegria a aprovação do PLS 174, de minha relatoria, o qual foi o responsável por proibir as operadoras de internet de impor limite na oferta de seus serviços eletrônicos. Ressalto a autoria do Senador Ricardo Ferraço, bem como do Senador Eunício Oliveira e do Senador Humberto Costa, que, no mesmo sentido de outras iniciativas, pontuaram soluções efetivas para esse problema nacional.

    Estou convicto de que a internet tem papel essencial na inclusão social e no exercício da cidadania como indutora da inovação e do avanço tecnológico. É inadmissível conceber que haja esse tipo de limitação da internet fixa, o que poderia prejudicar muito os consumidores, as empresas, as ações governamentais e, principalmente, a educação a distância.

    Sras. e Srs. Senadores, a defesa do meio ambiente sempre me interessou, tanto na minha condição de Senador da República quanto na de cidadão. Dessa forma, tive a honra de relatar o PLS 750, que cria regras de gestão para o Pantanal, objetivando promover o desenvolvimento sustentável da região, e que me proporcionou uma intensa motivação, no sentido de equilibrar as demandas de nossos ambientalistas e dos nossos queridos produtores rurais.

    Dentre as principais contribuições que dei ao projeto, já com o relatório aprovado no âmbito da Comissão de Assuntos Econômicos, nós conseguimos a criação do Fundo do Pantanal, com o objetivo de apoiar a gestão de áreas protegidas, ações de monitoramento, fiscalização e pesquisa científica, bem como a iniciativa de restauração de áreas degradadas na região.

    Estendo os meus agradecimentos ao Senador Blairo Maggi, pela diligência na autoria do projeto. Sua sapiência foi fundamental na condução dos procedimentos legislativos. Da mesma forma, saúdo o Senador Cidinho Santos, pelo avanço que proporcionou ao texto, quando de sua relatoria na Comissão de Constituição e Justiça.

    Ademais, fiquei muito feliz por ter tido a possibilidade de relatar o projeto da construção da ponte que interliga Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, com Carmelo Peralta, no Paraguai, ligando a chamada Rota Bioceânica, caminho que vai colocar, com mais facilidade e menor custo, nossas mercadorias no mundo asiático, encurtando em 7 mil quilômetros a distância até a Ásia, ligando, na verdade, o Brasil ao Oceano Pacífico. Isso vai ser fundamental para a exportação, com queda dos custos.

    A defesa da saúde pública de qualidade foi outra frente em que atuei. Consegui viabilizar, junto à bancada do meu Estado, R$15 milhões para a FioCruz, Santa Casa de Campo Grande, Hospital do Câncer de Barretos e o Hospital Alfredo Abraão.

    No caso da Santa Casa, fizemos um esforço suplementar e conseguimos com que a instituição renegociasse uma situação vantajosa: uma dívida de R$100 milhões para a Caixa Econômica Federal.

    Também destinei para os Municípios ambulâncias e gabinetes odontológicos, o que me orgulha muito ser Senador municipalista. É nossa obrigação.

    Ademais, quase todos os Municípios de Mato Grosso do Sul se beneficiaram com recursos do nosso mandato. Ao todo, destinei, nesse curto espaço de tempo, mais de R$110 milhões, que estão sendo investidos em saúde básica, compra de equipamentos para a agricultura familiar, pavimentação asfáltica e drenagem, reforma de ginásios de esporte, construção de praças, compra de caminhões coletores e apoio ao ensino fundamental.

    No caso de Campo Grande, tivemos um êxito adicional de conseguirmos para a Prefeitura Municipal um empréstimo, junto ao BID, de US$56 milhões, para ser utilizado na revitalização do centro da cidade. O trabalho já começou e está em pleno funcionamento.

    A relatoria do PLN 1/2018, a mim delegada, ratifica meu compromisso com os Municípios brasileiros, em especial os sul-mato-grossenses. A matéria trata da liberação de crédito especial no valor de R$2 bilhões, por meio do Fundo de Participação dos Municípios, com atendimento às áreas de educação, saúde e desenvolvimento social.

    Encerrando, Sr. Presidente, quero enfatizar que apresentei o PLS 154...

(Soa a campainha.)

    O SR. PEDRO CHAVES (Bloco Moderador/PRB - MS) – ... que dispõe sobre incentivos fiscais para contratação de empregados com idade igual ou superior a 60 anos.

    Eu gostaria de prestar meus agradecimentos ao Senador Otto Alencar, no âmbito da Comissão de Assuntos Sociais, por relatar favoravelmente esse projeto de relevância singular para os cidadãos da terceira idade.

    Por todo trabalho que apresentei como Parlamentar, em 2017 fui apontado pelo site Ranking dos Políticos como o quinto melhor Senador mais atuante do País e o primeiro de Mato Grosso do Sul, com apenas 20 meses de Senado.

    Antes de encerrar, quero desejar sucesso ao novo Presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, e ao Governador do meu querido Estado de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja. Desejo todo o sucesso do mundo. Que consigam transformar em realizações os sonhos acalentados de brasileiros que foram às ruas pedir mais empregos, renda e, principalmente, justiça social.

    Volto para o meu Estado de Mato Grosso do Sul. Volto para continuar a luta que iniciei, ainda jovem, em defesa de uma educação emancipadora, moderna, eficiente, que prepare o aluno para a vida concreta e para a atividade profissional.

    Volto com a sensação do dever cumprido. Fiz tudo aquilo que foi possível e adianto que vou continuar trabalhando no campo social e político. Aprendi a lutar na planície e no planalto.

    Por fim, Sr. Presidente, quero aqui pedir licença aos Exmos. Senadores para agradecer, em primeiro lugar, a Deus, assim como o apoio constante da minha família, e para dizer que, em todos esses momentos, contei sempre com a compreensão integral de meus filhos, Evelise e Paulo, e de minha dedicada esposa, Reni Domingos dos Santos, a quem rendo minhas homenagens, assim como, de maneira especial, aos meus pais, Pedro e Joana, pela coragem, pelo arrojo, pelo entusiasmo e pela capacidade de transmitir aos filhos o amor aos estudos, ao trabalho, com determinação inquebrantável de jamais esmorecer.

    Da mesma forma, estendo os meus agradecimentos aos meus assessores de Brasília e de Mato Grosso do Sul, aos amigos e amigas Senadores e Senadoras, funcionários do Senado, profissionais da mídia, bem como ao povo de Mato Grosso do Sul, que tem confiado no meu trabalho.

    Que venham novos desafios!

    Muito obrigado, Sr. Presidente.

    Um abraço.

    O SR. PRESIDENTE (Dário Berger. Bloco Maioria/MDB - SC) – Senador Pedro Chaves...

    O Sr. Cristovam Buarque (Bloco Parlamentar Democracia e Cidadania/PPS - DF) – Presidente...

    O SR. PRESIDENTE (Dário Berger. Bloco Maioria/MDB - SC) – O Senador Cristovam havia pedido um aparte a V. Exa.

    O SR. PEDRO CHAVES (Bloco Moderador/PRB - MS) – Pois não.

    O SR. PRESIDENTE (Dário Berger. Bloco Maioria/MDB - SC) – Depois, eu também, em um minuto, quero fazer uma pequena homenagem a V. Exa.

    Senador Cristovam.

    O Sr. Cristovam Buarque (Bloco Parlamentar Democracia e Cidadania/PPS - DF) – Senador Pedro, é apenas para dizer que nós estivemos aqui juntos fazendo parte de uma mesma bancada, que seria a bancada da educação, claro que, com discordâncias. O senhor mesmo já manifestou, mais de uma vez, comigo que não consegue aceitar a ideia de que o caminho para a excelência educacional de base e para a igualdade é a federalização – eu respeito perfeitamente – e que também não aceita a ideia de, antes da federalização, o Governo Federal ser obrigado a adotar a educação nas cidades mais pobres, mas nós somos da mesma bancada.

    Pena, Senador, que essa bancada da educação nunca se formalizou.

    O SR. PEDRO CHAVES (Bloco Moderador/PRB - MS) – É verdade.

    O Sr. Cristovam Buarque (Bloco Parlamentar Democracia e Cidadania/PPS - DF) – Eu ponho aqui a minha responsabilidade nisso.

    Eu vi que o Ministro da Educação do novo Governo foi indicado pela bancada evangélica, não pela bancada educacionista. A Ministra da Agricultura foi indicada pela bancada ruralista, e a gente vai vendo que as bancadas foram indicando. Eu acho até correto do ponto de vista do Presidente Bolsonaro escolher e ouvir as bancadas e não os partidos, sinceramente, porque, do jeito que estão os partidos aí, tem muito mais identidade uma bancada setorial do que uma sigla partidária. Quando você põe a bancada, você vê que há uma identidade; quando você põe um partido, não quer dizer nada. O jogo de troca-troca fica muito mais forte quando se baseia na sigla do que na bancada. Agora, não ouviu uma bancada educacional, porque não há, não fizemos a bancada da educação. Eu não digo dos educadores, porque isso é uma questão técnica; eu falo dos educacionistas. Eu não falo de uma bancada dos que dizem como deve ser a sala de aula, porque, para mim, isso deve ser livre, mas, sim, daqueles que dizem como deve ser o sistema educacional, os quase 6 mil sisteminhas municipais que nós temos ou um grande sistema nacional. Essas discussões são dos educacionistas.

    Eu me sinto parte da sua bancada...

(Soa a campainha.)

    O Sr. Cristovam Buarque (Bloco Parlamentar Democracia e Cidadania/PPS - DF) – ... que é a bancada dos que estão aqui ligados à educação.

    O SR. PEDRO CHAVES (Bloco Moderador/PRB - MS) – Isso.

    O Sr. Cristovam Buarque (Bloco Parlamentar Democracia e Cidadania/PPS - DF) – E tenho certeza de que seria muito bom que o senhor continuasse aqui para continuar defendendo suas posições relacionadas à educação.

    O SR. PEDRO CHAVES (Bloco Moderador/PRB - MS) – Obrigado. Muito obrigado mesmo.

    Eu queria agregar exatamente parte da sua fala no meu pronunciamento. Sempre que o Prof. Cristovam Buarque fala, eu respeito mais até como professor que como Senador, mas, na verdade, se misturam as duas figuras. A contribuição dele é muito grande. É lamentável que ele não continue conosco.

    Obrigado.

    O SR. PRESIDENTE (Dário Berger. Bloco Maioria/MDB - SC) – Senador Pedro Chaves, o meu registro é de solidariedade a V. Exa. e de reconhecimento a estes 20 meses aproximadamente em que V. Exa. exerceu aqui o honroso cargo de Senador da República. V. Exa. dignificou esta Casa e dignificou também o povo do Mato Grosso do Sul. Portanto, V. Exa. termina o seu mandato de cabeça erguida, com os pés no chão, consciente da responsabilidade que aqui exerceu e de que, em determinados momentos, a sua atuação foi preponderante para o encaminhamento de matérias extremamente importantes para o futuro do Brasil. V. Exa. relatou aqui muitas matérias e defendeu muitas causas, que dignificaram, como eu já falei, esta Casa e que elevaram Mato Grosso do Sul na sua representatividade. Portanto, eu desejo ao senhor muita paz de espirito na certeza de que sai daqui com o dever cumprido.

    Parabéns a V. Exa. Foi um honra ter convivido com o senhor em várias Comissões, em vários momentos, em muitos encontros, em muitas vitórias também.

    Fica aqui este reconhecimento deste amigo seu aqui do Senado Federal.

    O SR. PEDRO CHAVES (Bloco Moderador/PRB - MS) – Sr. Presidente, meu querido amigo Dário Berger, um Senador, como falei, ético, de postura ilibada, um exemplo para todos nós, que, felizmente, vai continuar aqui no Senado para orientar realmente os novos que estão chegando, eu quero agradecer muito as suas palavras extremamente generosas e dizer que fico muito feliz.

    Na verdade, eu quero me colocar inteiramente à disposição da Casa, do Senado, e dizer que trabalhei com muita alegria, porque tive parceiros como você, como Cristovam Buarque, como Wellington, como Regina, pessoas muito especiais, às quais quero agradecer muito. Então, contem sempre comigo.

    Muito obrigado.

    O Sr. Wellington Fagundes (Bloco Moderador/PR - MT) – Senador Pedro, eu gostaria também, antes que V. Exa. encerre o seu pronunciamento, de fazer um aparte.

    Primeiro, é para falar da minha origem, da minha juventude, em Campo Grande, onde eu pude fazer o segundo grau e estudar exatamente no colégio de propriedade do nosso companheiro Pedro, com a sua esposa Dona Reni. Trata-se da Moderna Associação Campo-grandense de Ensino (Mace).

    O SR. PEDRO CHAVES (Bloco Moderador/PRB - MS) – Isso mesmo!

    O Sr. Wellington Fagundes (Bloco Moderador/PR - MT) – E lá já conheci um excelente profissional, dedicado, organizado, uma empresa que se transformou numa das maiores empresas do Brasil na área de educação. A Mace criou depois a Uniderp, que é das maiores faculdades e universidades do Brasil. Por isso, eu gostaria de parabenizá-lo.

    O SR. PEDRO CHAVES (Bloco Moderador/PRB - MS) – Muito obrigado, Senador.

    O Sr. Wellington Fagundes (Bloco Moderador/PR - MT) – Essa experiência como educador V. Exa. também trouxe com brilhantismo para o Senado da República.

    E, como Líder do Bloco Moderador, eu quero aqui também transmitir a minha satisfação e a felicidade de termos podido conviver nesses 20 meses, em que, praticamente todas as terças-feiras, estávamos juntos...

    O SR. PEDRO CHAVES (Bloco Moderador/PRB - MS) – Sim.

    O Sr. Wellington Fagundes (Bloco Moderador/PR - MT) – ... na hora do almoço, discutindo novos projetos, e a minha felicidade de poder também indicá-lo para muitas e muitas relatorias.

    O SR. PEDRO CHAVES (Bloco Moderador/PRB - MS) – Foi mesmo.

    O Sr. Wellington Fagundes (Bloco Moderador/PR - MT) – E aí é importante dizer que talvez V. Exa. tenha sido um dos Senadores que, em pouco tempo, teve mais oportunidades de relatar, pela sua dedicação, sempre indo lá buscar as matérias e dizendo: "Olha, há essa matéria e eu gostaria de relatá-la, tem aquela outra". E também sempre presente, cumprindo seu papel como Relator.

    E, finalizando agora, na penúltima sessão, foi também aprovada aqui pelo Congresso a sua última relatoria que foi a do Código Comercial. Então, isso foi fruto de muito estudo. E há outros tantos que a gente poderia aqui dizer, inclusive a questão do serviço de táxi...

    O SR. PEDRO CHAVES (Bloco Moderador/PRB - MS) – Uber.

    O Sr. Wellington Fagundes (Bloco Moderador/PR - MT) – Aquilo foi uma discussão muito grande sobre o Uber. V. Exa. com muita competência soube também ser aquilo que mais talvez seja da sua origem: um bom comerciante. Um bom comerciante sabe dialogar, sabe conversar. Quando um bom comerciante age, é como meu pai dizia sempre: "Meu filho, use um corretor, porque o corretor aproxima as partes". E o Senador Pedro Chaves cumpriu o papel de ser o grande corretor do Congresso Nacional junto à sociedade e aos interesses empresariais. Esse foi um bom exemplo.

    Por isso, eu quero aqui parabenizá-lo. Espero que V. Exa. Esteja aqui sempre conosco nos orientando, vindo aqui sempre. Até pela sua atividade educacional e empresarial, eu...

(Soa a campainha.)

    O Sr. Wellington Fagundes (Bloco Moderador/PR - MT) – ... tenho certeza de que o senhor tem muito a nos oferecer aqui, até pela longevidade que Deus já definiu na sua vida.

    O SR. PEDRO CHAVES (Bloco Moderador/PRB - MS) – Muito obrigado ao Senador Wellington.

    Eu também gostaria de dizer que Wellington também é uma pessoa muito especial, é o Líder da nossa bancada – do Bloco Moderador. Ele não tem poupado esforços para unir o grupo e foi um dos responsáveis por me entregar projetos importantes para que eu fizesse a relatoria, confiando neste Senador.

    Mais uma vez, o nosso muito obrigado. Eu quero dizer que eu contei e conto sempre com grandes amigos aqui. Obrigado.

    Um abraço.


Este texto não substitui o publicado no DSF de 14/12/2018 - Página 67