Discurso durante a 166ª Sessão Especial, no Senado Federal

Sessão Especial destinada a comemorar o aniversário de Juscelino Kubitschek e aniversário do Memorial JK.

Autor
Izalci Lucas (PSDB - Partido da Social Democracia Brasileira/DF)
Nome completo: Izalci Lucas Ferreira
Casa
Senado Federal
Tipo
Discurso
Resumo por assunto
HOMENAGEM:
  • Sessão Especial destinada a comemorar o aniversário de Juscelino Kubitschek e aniversário do Memorial JK.
Publicação
Publicação no DSF de 13/09/2019 - Página 38
Assunto
Outros > HOMENAGEM
Indexação
  • SESSÃO ESPECIAL, COMEMORAÇÃO, ANIVERSARIO, EX PRESIDENTE DA REPUBLICA, JUSCELINO KUBITSCHEK, MEMORIAL.

    O SR. IZALCI LUCAS (Bloco Parlamentar PSDB/PSL/PSDB - DF. Para discursar.) – Eu tenho esse privilégio.

    Quero aqui cumprimentar o meu querido líder nesta Casa, uma referência para nós e requerente desta sessão solene, nosso Senador Randolfe Rodrigues. Quero cumprimentar aqui também o nosso grande representante da bancada de Minas Gerais, Deputado Federal Lafayette de Andrada; a nossa querida neta de Juscelino Kubitschek e também Presidente do Memorial JK, a nossa amiga Anna Christina Kubitschek Barbará Alves Pereira; o nosso querido Senador e também Vice-Presidente do Memorial JK, Paulo Octávio Alves Pereira; o nosso querido pioneiro da construção de Brasília e também Deputado Federal, o Sr. Carlos Murilo Felício dos Santos, nosso querido amigo. Quero cumprimentar aqui a minha colega Paula Belmonte, todos os Parlamentares, Senadores e cumprimentar aqui os nossos pioneiros, os nossos amigos e os nossos alunos.

    Senhoras e senhores, começo o meu pronunciamento, Presidente, com uma frase do nosso homenageado, que valeu e continua valendo tanto no Brasil de hoje. Ele dizia: "O otimista pode errar, mas o pessimista já começa errando".

    Nesta sessão especial em que celebramos os 117 anos do maior Presidente que este País já teve, Juscelino Kubitschek de Oliveira, eu quero aqui reafirmar e demonstrar a minha gratidão por tudo que fez pelo Brasil e, sobretudo, pelo exemplo que deixou à minha geração, exemplo de coragem, otimismo, competência e amor ao nosso País.

    Minhas senhoras e meus senhores, há um tempo de chegar, outro de aprender, mas há, sobretudo, um tempo de reconhecer quem de fato fez pelo nosso País, aquele que teve a visão e a coragem de integrar o nosso Brasil.

    JK estabeleceu um Plano de Metas com 31 objetivos, dos quais eram prioritários: energia, transporte, alimentação, indústria de base e educação. Construiu duas usinas hidrelétricas, Três Marias e Furnas. Abriu grandes rodovias, pavimentou as já existentes, como a ligação entre o Rio de Janeiro e Belo Horizonte, e construiu as estradas Belo Horizonte-Brasília, Belém-Brasília e Brasília-Acre.

    Mas a construção de Brasília era o objetivo central do Plano de Metas de seu Governo. Foram mil dias de obras e, no dia 21 de abril de 1960, a nova Capital do Brasil foi inaugurada. Mil dias. A Capital da poesia, da arquitetura, dos jardins e da beleza. A Capital da esperança! Era assim que JK imaginava e era assim que gostaria de vê-la sempre.

    Foi por isso que a construiu, foi por isso que a imaginou símbolo de nosso País, que tem as mais belas paisagens do mundo. Construiu-a para integrar o Brasil de norte a sul e de leste a oeste, no centro deste nosso grande país, para que todos os brasileiros pudessem conhecer o Brasil por inteiro.

    A beleza de Brasília está em cada canto de nossa Capital, em cada coração daqueles que vieram para cá construir, se encantar e ficar.

    Senhoras e senhores, sou filho de um mineiro que acreditou nesse sonho e, contra tudo e contra todos, resolveu que o seu lugar era aqui no Cerrado, no barro vermelho da Capital em construção. Meu saudoso pai, Sr. Antônio Ferreira Neto, foi convidado para ajudar na realização deste sonho. (Palmas.)

    E certamente lutou, com todas as forças, para convencer a família da nossa cidade de Araújos, interior mineiro, de que valia a pena fazer parte da história de Brasília.

    Como o Sr. Antônio, brasileiros de todos os cantos também vieram em busca desse sonho. No início da Capital, tínhamos os cariocas ainda inconformados com a mudança da capital; os mineiros, que acreditaram no chamado de seu conterrâneo mais ilustre; e os nordestinos, com a força e a disposição para transformar Brasília na abertura para todos os caminhos do interior do País. Com Brasília, as estradas viriam, o desenvolvimento chegaria e o escondido e rico interior apareceria.

    Hoje, aqui no Senado Federal, onde ele também deixou a sua marca, fazemos esta homenagem mais que merecida àquele que prometeu e fez 50 anos em cinco, que nos deu o maior presente, que foi trazer a Capital do Brasil para o centro e ainda desenvolver o nosso País. O Brasil, que era somente da praia, depois de JK, passou a ser de todo o País.

    Senhoras e senhores, Brasília é o canto que meu pai escolheu para viver e criar a sua família. O canto da gente a gente escolhe. Eu poderia escolher outro, meus irmãos também, meus filhos também, porém nós escolhemos viver em Brasília e não abrimos mão dessa beleza e dessa qualidade de vida por nada neste mundo.

    Brasília é exemplo e, sobretudo, referência de como se vive em comunidade. Em Brasília, o carro para para as pessoas passarem. Em Brasília, não buzinamos e prezamos a tranquilidade. Em Brasília, nada nos impede de ver o céu e a terra. O horizonte de quem mora em Brasília é amplo e acolhedor. Foi esta Capital, a Capital da esperança, que JK sonhou e por ela lutou até o fim. Foi por um Brasil integrado e moderno que JK sonhou e lutou até o fim.

    Cabe a nós, brasileiros, resgatarmos o otimismo, a coragem e o amor que ele nos deixou, para fazer jus ao Brasil pelo qual ele tanto lutou.

    Quero aqui também falar do Memorial JK, que completa 38 anos, essa joia de monumento que tanto nos orgulha e que tem Anna Christina Kubitschek, neta de nosso fundador, como sua gestora. Herdou do avô a garra, a ousadia, o otimismo, a coragem e o amor por Brasília.

    Parabéns, Anna! E viva o nosso maior Presidente, o estadista Juscelino Kubitschek de Oliveira!

    Muito obrigado. (Palmas.)


Este texto não substitui o publicado no DSF de 13/09/2019 - Página 38