Discurso durante a 12ª Sessão Especial, no Senado Federal

Sessão Especial destinada a comemorar o Dia Internacional da Mulher e a homenagear as mulheres chefes de família, as mulheres negras, as mulheres vítimas de violência doméstica durante a pandemia e as mulheres que atuam diretamente no combate à pandemia do Covid-19.

Autor
Simone Tebet (MDB - Movimento Democrático Brasileiro/MS)
Nome completo: Simone Nassar Tebet
Casa
Senado Federal
Tipo
Discurso
Resumo por assunto
HOMENAGEM:
  • Sessão Especial destinada a comemorar o Dia Internacional da Mulher e a homenagear as mulheres chefes de família, as mulheres negras, as mulheres vítimas de violência doméstica durante a pandemia e as mulheres que atuam diretamente no combate à pandemia do Covid-19.
Publicação
Publicação no DSF de 09/03/2021 - Página 23
Assunto
Outros > HOMENAGEM
Indexação
  • SESSÃO ESPECIAL, DESTINAÇÃO, COMEMORAÇÃO, DIA INTERNACIONAL, MULHER, HOMENAGEM, CHEFE, FAMILIA, NEGRO, VITIMA, VIOLENCIA DOMESTICA, ATUAÇÃO, ATIVIDADE PROFISSIONAL, COMBATE, NOVO CORONAVIRUS (COVID-19), PANDEMIA.

    A SRA. SIMONE TEBET (Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/MDB - MS. Para discursar.) – Obrigada, Senadora Rose. Está linda hoje, como sempre, mas hoje mais ainda. Esse batom rosa em homenagem a todas nós, nós agradecemos, viu?

    Queria começar louvando a iniciativa de V. Exa., Senadora Rose, por essa homenagem. É uma homenagem acima de tudo às mulheres, mas principalmente às mulheres que foram impactadas e estão sendo impactadas por esta pandemia.

    Então, assim, não fosse esse momento tão sombrio – não é, Rose? –, nós estaríamos aqui distribuindo diplomas Bertha Lutz a homens e mulheres que fizeram e fazem pela nossa causa, mas infelizmente nós estamos ainda, é a continuidade do ano de 2020 em relação à pandemia. É um momento de profunda dor, de saudade e de perda.

    Então, neste momento, eu gostaria de falar das mulheres, mas também para os homens. Falar da alma feminina, que habita tanto as mulheres quanto os homens de bem hoje no Brasil. Nós estamos vendo uma verdadeira comoção nacional, um esforço concentrado de homens e mulheres de bem na luta para salvar vidas, seja daquele que faz a limpeza nas ruas, passando pelos homens e mulheres da segurança pública, dentro das escolas, nossas profissionais da educação tendo que se reinventar, reinventar o modo pedagógico de ensinar e, principalmente, é óbvio, a nossa homenagem especial aos nossos profissionais da saúde, enfermeiros, enfermeiras, auxiliares, médicos e tudo o mais.

    E eu faço essa homenagem aos profissionais da saúde em nome de uma mulher, uma auxiliar de enfermagem que é do interior de Mato Grosso do Sul, de Bataguassu, a Maria Lúcia da Silva, que, debaixo de chuva, com uma sacola em cima da cabeça para não perder a validade das vacinas, começou a percorrer os lares de pessoas acima de 80 anos.

    Isso aconteceu no Brasil inteiro, mas aqui eu faço, na pessoa da Maria Lúcia da Silva de Bataguassu, uma homenagem, um beijo no coração de cada profissional (Falha no áudio.) ..., mas especialmente para as mulheres, que são as primeiras a serem sacrificadas no mercado de trabalho. A minha homenagem às mulheres da educação, como disse, que tiveram que se reinventar, com alternativas pedagógicas.

    Mas aqui fica, na minha palavra final, a minha homenagem a uma pessoa que eu tive a oportunidade de conhecer, uma profissional da saúde, uma médica, que infelizmente nos deixou por sequelas do coronavírus, no dia 4 agora de março, a Dra. (Falha no áudio.)

    Cortou um pouquinho, mas eu gostaria de fazer a minha homenagem especial, Rose, ao terminar a minha fala, à Dra. Aby Jaine. Ela nos deixou, infelizmente, no dia 4 deste mês, fruto das sequelas do coronavírus. Jovem, médica, se formou na Universidade Federal do meu Estado. Ela, ao invés de ir para fora, resolveu ficar aqui. Fez pós-graduação, era professora, mestra, preceptora, neonatal, pediatra. Sobre suas mãos, muitos amanheceres da vida, muitas mulheres, muitos bebês nasceram. E, infelizmente, apesar de ter se doado tanto no meio dessa pandemia, ela foi vítima do coronavírus e faleceu.

    Então fica aqui a minha homenagem às mulheres, a todas elas, em nome da nossa médica Aby Jaine. E eu falo de todo o coração, porque ela teve a oportunidade de ajudar a curar a minha filha, que, muito tempo atrás, quando ainda criança, teve pneumonia. E eu vi a dedicação, o amor. Não era dever de ofício, era missão. Ela cuidava não só dos seus filhos, mas dos filhos de outras mães. Então, assim, é com muito lamento.

    Eu finalizo citando Manoel de Barros, o nosso eterno poeta, o poeta sul-mato-grossense mais conhecido nacionalmente, mas não é à toa. Ele tem, aqui entre aspas, uma única frase. Ela era uma "amanhedora da vida", porque pediatra, ela fazia o amanhecer da vida. Ela cuidava do amanhecer da vida de muitos filhos e filhas que nasceram por suas mãos.

    E agora, tão jovem, nos deixou. Fica aqui um legado de saudade, dedicação, de amor, de exemplo, de que, nos momentos difíceis, é importante unirmos forças.

    Vou deixar para falar da violência contra a mulher num outro momento – não é? Outras já falaram.

    Mas fica aqui novamente um beijo, Rose, no seu coração. Obrigada por nos permitir esta oportunidade de poder abraçar as mulheres e os homens de bem que estão fazendo muito por essa pandemia. Estamos unindo esforços rumo à vacinação em massa, para que nós possamos, em breve, voltar a nos abraçar, voltar a respirar aliviados e voltar a sorrir.

    Um grande abraço.


Este texto não substitui o publicado no DSF de 09/03/2021 - Página 23