Interpelação a convidado durante a 24ª Sessão de Debates Temáticos, no Senado Federal

Sessão de Debates Temáticos destinada a discutir as causas, a situação e os efeitos da Guerra entre Rússia e Ucrânia e suas consequências para a economia.

Autor
Esperidião Amin (PP - Progressistas/SC)
Nome completo: Esperidião Amin Helou Filho
Casa
Senado Federal
Tipo
Interpelação a convidado
Resumo por assunto
Assuntos Internacionais, Conflito Bélico, Economia e Desenvolvimento:
  • Sessão de Debates Temáticos destinada a discutir as causas, a situação e os efeitos da Guerra entre Rússia e Ucrânia e suas consequências para a economia.
Publicação
Publicação no DSF de 25/03/2022 - Página 27
Assuntos
Outros > Assuntos Internacionais
Outros > Conflito Bélico
Economia e Desenvolvimento
Matérias referenciadas
Indexação
  • SESSÃO DE DEBATES TEMATICOS, DESTINAÇÃO, DISCUSSÃO, MOTIVO, RESULTADO, GUERRA, RUSSIA, UCRANIA, EFEITO, SITUAÇÃO, ECONOMIA, QUESTIONAMENTO, MINISTRO DE ESTADO, CHANCELER, ITAMARATI (MRE), CARLOS FRANÇA, DESONERAÇÃO TRIBUTARIA, IMPOSTOS, QUEIJO, CRIAÇÃO, PLANO NACIONAL, FERTILIZANTE.

    O SR. ESPERIDIÃO AMIN (Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - SC. Para interpelar convidado.) – Sra. Presidente, eu gostaria de justificar a minha chegada com atraso. Eu estava presidindo a Comissão de Relações Exteriores a pedido da Senadora Kátia Abreu. Lá deliberamos, inclusive, sobre a conveniência de receber, na Comissão de Relações Exteriores, e por isso eu antecipo, o Ministro França.

    Quero me dirigir a S. Exa. para dizer o seguinte: na linguagem popular, a gente diz "segue o líder". Eu digo, com muito orgulho, que, em matéria de relações exteriores, eu sigo o Itamaraty. E acho que o Brasil pode se orgulhar da história e da evolução que eu próprio testemunhei. Fui membro da Comissão de Relações Exteriores do Senado na década de 90, quando a Senadora Rose de Freitas ainda tinha uma militância diversa, naquela época, e percebo o extraordinário aperfeiçoamento de algo que já era bom na década de 90, especialmente no aspecto de consideração do verdadeiro interesse nacional. Acho que, nesse caso, a política brasileira está seguindo os ditames do Itamaraty, e é por isso que o Brasil está sendo aplaudido, inclusive o Presidente da República, na sua viagem à Rússia, que teve o aval de todos os ministros de relações exteriores relevantes, por isso vou deixar para a Comissão de Relações Exteriores prosseguir com esse debate.

    Segundo, quero fazer uma indagação pequenininha: eu quero saber o que justifica liberar o imposto do queijo. Isso significa para os produtores, sejam de Minas, sejam de Santa Catarina... Lembram aquela exposição que a Kátia fez aqui do queijo brasileiro? Uma intimidação! É um produto que já era tradicional em Minas e que hoje faz parte de todos os estados do Brasil.

    Então, não vou questionar toda a tabela que foi anunciada no domingo e publicada na terça-feira, mas eu acho que não há uma explicação para essa isenção.

    Finalmente, quero me dirigir à nossa Ministra, para aplaudir, quase ao fim da sua gestão, seus esforços, e dizer o seguinte: o Plano Nacional de Fertilizantes é um legado importante, muito modesto. Eu escutei o Dr. Roberto falar em redução para 60%. Pelo que eu sei, o plano visa reduzir para 45% a nossa dependência. É o plano de fertilizantes que foi divulgado pelo Governo brasileiro. Acho que é isso, senão me retifiquem. O que não pode é haver dúvida.

(Intervenção fora do microfone.)

    O SR. ESPERIDIÃO AMIN (Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - SC) – São 40%? Cinquenta! Então ficou no meio do caminho.

    Eu só queria lhe dizer o seguinte: é inconcebível que um país que tem a fortaleza do agronegócio tenha esse Hércules com pés de barro. Em alguns itens, como NPK e outros fertilizantes, nós chegamos a 95% de dependência, não por falta de matéria-prima, mas por falta de providências e de previdência.

    Então, eu espero que essa grave advertência que pesa sobre as nossas cabeças resulte em agilização em todos os aspectos deste bem lançado Plano Nacional de Fertilizantes.

    Muito obrigado.


Este texto não substitui o publicado no DSF de 25/03/2022 - Página 27