Discurso durante a 111ª Sessão Especial, no Senado Federal

Sessão Especial destinada a comemorar o Dia Internacional do Empresário Júnior.

Autor
Esperidião Amin (PP - Progressistas/SC)
Nome completo: Esperidião Amin Helou Filho
Casa
Senado Federal
Tipo
Discurso
Resumo por assunto
Data Comemorativa:
  • Sessão Especial destinada a comemorar o Dia Internacional do Empresário Júnior.
Publicação
Publicação no DSF de 23/11/2022 - Página 14
Assunto
Honorífico > Data Comemorativa
Matérias referenciadas
Indexação
  • SESSÃO ESPECIAL, COMEMORAÇÃO, DIA INTERNACIONAL, EMPRESA, EMPRESARIO, AMBITO, UNIVERSIDADE, CURSO DE FORMAÇÃO.

    O SR. ESPERIDIÃO AMIN (Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/PP - SC. Para discursar.) – Agradeço.

    Cumprimento todos, especialmente a Senadora Soraya, que chegou há pouco e que engrandece esta sessão. Quero cumprimenta a Ana Beatriz, a todos os seus colegas, saudar os demais integrantes da Mesa e começar dizendo ao Senador Jayme Campos que eu fiz questão de estar aqui – temos sessão da Comissão de Justiça, daqui a pouco, às 10h, temos a sessão da CRE, que vai começar a apreciar acordos e sabatinas –, em primeiro lugar, para homenagear o meu querido amigo Jayme Campos. Quero dizer a ele que nós catarinenses aplaudimos, mas ficamos com um pouco de ciúme do Mato Grosso, nesta semana, porque, na divulgação do IBGE, o Mato Grosso passou a ocupar a terceira posição em renda per capita dos estados brasileiros.

    Vocês acham que foi o Governo que fez isso? Foram os empreendedores. Está aqui, ao meu lado, um dos exemplos desse espírito empreendedor que fez com que o seu estado alçasse essa posição, que não deve merecer inveja, que deve merecer estímulo, porque é a tal da emulação que faz a gente andar na vida.

     Então, quero pedir uma salva de palmas a todos empreendedores, na pessoa do Senador Jayme Campos (Palmas.) ....com esse fato concreto. É um fato.

    Quero dizer a vocês, muito rapidamente, o seguinte: eu sou da primeira turma de Administração de Santa Catarina, da Escola Superior de Administração e Gerência. Foi lá que eu comecei a lecionar Administração, Introdução à Ciência da Administração. E terminei, na Universidade Federal de Santa Catarina, sendo professor de empreendimentos e modelos de negociação, lidando com empresas juniores, ou júnior, como você chamarem, procurando estimular o jovem a ser patrão de si mesmo e a ser patrão junto com os seus companheiros de trabalho. Por isso, fiz questão também de estar aqui. São – desculpem-me falar isso, esse palavrão –, no dia 25 agora vou comemorar 53 anos de formado em Administração com os meus colegas remanescentes, mas todos eles entusiasmados com o que nós podemos fazer. E eu não vou repetir os projetos que o Senador Jayme Campos mencionou, desde a homenagem ao dia, à atuação do empreendedor, até projetos para financiamento, para crédito, para dinamizar as startups, que no meu estado também são um exemplo, especialmente na área de tecnologia da informação e comunicação.

    Então, como eu disse, serei muito breve, mas quero homenagear todos vocês com uma palavra de estímulo: quem gera riqueza é o empreendedor, não é o governo. O governo, às vezes, atrapalha. E eu vou oferecer para a Ana Beatriz um livro que é uma seleção de trabalhos sobre negociação de empreendimentos. Tem até negociação sobre Itaipu aqui, sobre a fusão da Sadia com a Perdigão, feitos todos os trabalhos por grupos de alunos interdisciplinares. Pena que o livro já está meio velho, é de 2013 e conta a história de 2011 para trás, mas o curioso é que o título do livro é Empreendedorismo: Inovação e Sustentabilidade Ambiental. Isso é muito atual.

    Então, eu quero deixar para você essa pequena recordação, agradecer, mais uma vez – eu vou permanecer aqui enquanto puder – ao meu amigo Jayme Campos e dizer para vocês que, assim como o Brasil se mobiliza para complementar recursos para o Bolsa Família, ou Auxílio Brasil, uma das ideias que eu tenho é de que esses recursos possam ser usados tanto para complementar a renda daqueles que mais precisam quanto, à medida em que menos precisarem, para subsidiar juros e estimular o crédito para pequenas e microempresas, empreendedores individuais, porque isso não é dinheiro gasto, nem um nem outro. A diferença para esta alternativa, suponhamos, vamos ter R$150 bilhões, pode ser aplicada em auxílio emergencial. Na medida em que o auxílio emergencial, ou o Bolsa Família reduzir, esse mesmo valor pode incrementar o crédito e o estímulo ao empreendedorismo, com a diferença de que, quando a gente estimula o empreendedor, a gente faz muito mais em matéria de cidadania do que apenas tratar com humanidade o ser humano.

    Parabéns a todos vocês!

    Muito sucesso, muita força, muita determinação.

    Parabéns, acima de tudo, pelo exemplo!

    Muito obrigado. (Palmas.)


Este texto não substitui o publicado no DSF de 23/11/2022 - Página 14