Pronunciamento de Magno Malta em 19/03/2025
Discurso durante a 10ª Sessão Deliberativa Ordinária, no Senado Federal
Críticas ao Governo Federal pela alegada crise econômica e a alta do custo de vida no Brasil, e ao STF por um suposto ativismo judicial, com destaque para o Ministro Cristiano Zanin, em razão de um possível conflito de interesse no caso envolvendo o ex-Presidente Jair Bolsonaro.
Anúncio de medidas judiciais contra ator da Rede Globo por supostamente adulterar o discurso e insinuar embriaguez de S. Exa. nas manifestações ocorridas no dia 16 de março de 2025.
- Autor
- Magno Malta (PL - Partido Liberal/ES)
- Nome completo: Magno Pereira Malta
- Casa
- Senado Federal
- Tipo
- Discurso
- Resumo por assunto
-
Atuação do Judiciário,
Economia e Desenvolvimento,
Governo Federal:
- Críticas ao Governo Federal pela alegada crise econômica e a alta do custo de vida no Brasil, e ao STF por um suposto ativismo judicial, com destaque para o Ministro Cristiano Zanin, em razão de um possível conflito de interesse no caso envolvendo o ex-Presidente Jair Bolsonaro.
-
Atuação do Senado Federal,
Direitos e Garantias:
- Anúncio de medidas judiciais contra ator da Rede Globo por supostamente adulterar o discurso e insinuar embriaguez de S. Exa. nas manifestações ocorridas no dia 16 de março de 2025.
- Publicação
- Publicação no DSF de 20/03/2025 - Página 75
- Assuntos
- Outros > Atuação do Estado > Atuação do Judiciário
- Economia e Desenvolvimento
- Outros > Atuação do Estado > Governo Federal
- Outros > Atuação do Estado > Atuação do Senado Federal
- Jurídico > Direitos e Garantias
- Indexação
-
- CRITICA, GOVERNO FEDERAL, CRISE, ECONOMIA, CUSTO DE VIDA, SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF), ATIVISMO JUDICIAL, MINISTRO, CRISTIANO ZANIN, POSSIBILIDADE, CONFLITO DE INTERESSES, EX-PRESIDENTE DA REPUBLICA, JAIR BOLSONARO.
- ANUNCIO, MEDIDA, JUSTIÇA, ATOR, REDE GLOBO, ALTERAÇÃO, DISCURSO, EMBRIAGUEZ, ORADOR, CALUNIA.
O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES. Para discursar.) – Sr. Presidente, Srs. Senadores, as pessoas que nos veem pela TV Senado e que nos assistem, nós estamos diante de um cenário triste, turbulento, em que a economia do Brasil, ladeira abaixo... E isso ocorre em todo lugar onde se tem um Governo totalitário.
O Presidente da República diz que quer saber quem é o pilantra que levantou o preço do ovo – quem é o pilantra –, que nem tem uma galinha que está reclamando pelo valor do ovo. Essas falas inconsequentes, improcedentes, de um Chefe de Estado, diante de um quadro sofrido, dantesco, em que as pessoas hoje estão se abstendo do café...
O preço nos supermercados, aquilo que alguém comprava, meses atrás, com R$200, hoje ele não consegue fazer com R$1 mil. Essas coisas que têm reflexo no cidadão, que vai às compras porque precisa levar alimento para casa, certamente atingem todos nós, e nós, que somos do Parlamento e da Casa Alta, precisamos denunciar.
Aqueles que me trouxeram aqui, me trouxeram aqui destemidamente, para que eu pudesse, em seu nome, viver num país onde 1kg de pé de frango era R$1,90 e hoje são R$12... Alguma coisa está errada. Não estamos vivendo no fantástico mundo de Bobby.
A violência que assola o país e ainda esse quadro dantesco em que a sociedade não se dividiu, porque a maioria absoluta verbaliza, Senador Eduardo... ela verbaliza, ela não se intimida, não se deixou intimidar. Agora falo de um outro momento, com essa ditadura imposta pelo Supremo Tribunal Federal, a que esta Casa não prestou atenção e ela vem crescente.
Eu encontrei V. Exa. aqui, no meu segundo mandato, em 2010, quando V. Exa. chegou, vindo do Governo do Amazonas – eu tive meu primeiro mandato em 2002, em 2003. Encontrei V. Exa. e, se V. Exa. se recorda, desde 2005, com ativismo judicial... Não se encontra um discurso meu em que eu não tenha falado do crescente do ativismo judicial no Brasil. Hoje, não é mais esse crescente, é ditatorial, e hoje há um Supremo que formou maioria para que eles não se sintam impedidos quando o processo vier do escritório de um consanguíneo, ou de uma esposa, ou de um esposo.
O último que sabatinamos aqui, o Zanin... Tem até um processo do escritório dele, uma Aije, um processo dele, do escritório dele contra mim, e ele ainda fez rodeio, procurou a gente para eu recebê-lo no gabinete, para ele me convencer a votar nele, e procurou todo mundo, porque a moda é esta: você vai ao gabinete, convence o cara e o voto está pronto, ele não precisa ser sabatinado. Mas o Sr. Zanin foi sabatinado. Ele não está se sentindo impedido neste momento de participar do julgamento de Jair Bolsonaro, um julgamento de uma peça – eu já disse, nesta tribuna, que eu encontro do nada com coisa nenhuma – orientada, uma peça com a vênia do Sr. Gonet, que também foi sabatinado nesta Casa... Pelo menos para mim... Eu o recebi a pedido do Senador Marcos Rogério, que disse que era um mestre, que era um professor muito decente e que era o professor dele. Eu o recebi – aqui nesta Casa é mais fácil do que na Câmara, aqui a gente se dá muito bem com todo mundo – e vejo que o Senador Marcos Rogério pode estar sentindo a mesma decepção, porque a peça desse cidadão que orienta e faz a vênia da denúncia contra Jair Bolsonaro... Eu não posso falar que é de ficção, porque ele não se assemelha a Steven Spielberg, mas é um encontro do nada com coisa nenhuma, alguém que não honra o seu passado e o desfaz de uma maneira muito vil e perversa.
O Zanin, que não se julga impedido de participar do julgamento de Jair Bolsonaro... Ele não se julga impedido agora, enquanto Ministro, mas se julgava quando veio ser sabatinado.
Eu tenho três minutos e passo a palavra para o Ministro Zanin.
(Procede-se à reprodução de áudio.)
O SR. PRESIDENTE (Eduardo Braga. Bloco Parlamentar Democracia/MDB - AM) – Senador, por favor.
Há uma definição da Mesa Diretora de que nós não devemos usar o áudio de terceiros no microfone do Senado. Essa foi uma decisão adotada pelo Presidente Davi Alcolumbre. Eu peço vênia a V. Exa. V. Exa. sabe da minha relação de respeito e de amizade com V. Exa., mas eu estou aqui exercendo a Presidência por delegação do Presidente Davi Alcolumbre, e eu não vou descumprir uma orientação da Mesa Diretora do Senado.
O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – Abra o meu microfone.
O SR. PRESIDENTE (Eduardo Braga. Bloco Parlamentar Democracia/MDB - AM) – Peço a V. Exa. que possa concluir o seu pronunciamento.
O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – Aquilo que eu coloquei – eu tenho tempo... Eu estou colocando o que ele falou no microfone desta Casa. Eu não conheço essa determinação do Regimento Interno, com todo o respeito também que eu tenho a V. Exa.
Ele mentiu a esta Casa, dizendo que em todo julgamento nenhum julgador, nenhum juiz, nem mesmo advogado pode participar, se ele for parte da peça acusatória ou de defesa. Ele responde isso, responde isso para ser tão somente aprovado!
Eu não estou falando mentira, eu não estou inventando nada, eu estou passando a palavra. Ele agora não se sente impedido de fazer um julgamento de uma peça que não existe, de invenções e que tem trazido problemas absolutamente graves para o Brasil.
Esta Casa se sente acuada, a maioria dos Senadores – alguns se sentem à vontade. E eu não sei como alguém pode bater palmas para alguém que estabelece um regime que por si só desrespeita a Constituição.
Um Ministro do Supremo diz que nós já vivemos num semipresidencialismo, outro diz que deixou de ser uma Corte constitucional, mas o Supremo Tribunal Federal... (Pausa.)
Posso ter a atenção de V. Exa.?
O SR. PRESIDENTE (Eduardo Braga. Bloco Parlamentar Democracia/MDB - AM) – Total atenção por minha parte, Senador Magno.
O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – Que o Supremo Tribunal Federal é um órgão técnico e eles podem falar até de infraestrutura e inauguração de obras.
Olha, em que país que nós estamos vivendo, para apontar quais crimes de Jair Bolsonaro?
Agora o TCU diz que a joia era dele, mas a narrativa, quem é que vai apagar? Para que Lula também fique com onze contêineres. Será que tem paridade nesse negócio? Ora, não tem!
Ora, veja, mais rápido do que imediatamente, um Supremo, que é moroso em tudo que é processo do cidadão brasileiro e tem sido rápido para condenar inocentes...
(Soa a campainha.)
O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – ... quando Eduardo Bolsonaro toma a decisão corajosa...
E eu diria, parafraseando o apóstolo Paulo, intérprete da mente de Cristo: "Eduardo Bolsonaro, não vos conformeis com esse mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento".
Foi o entendimento que fez com que ele tomasse a decisão.
E, mais, disse Paulo que, "para mim, não tenho por ganho a minha vida; para mim, viver é Cristo, morrer é lucro". Eu não tenho nenhuma dificuldade.
Quero aplaudir a atitude dele de falar dessa ditadura da toga que hoje impera neste país, num consórcio junto com o Governo. Nós já vivemos num regime ditatorial.
E eu precisava dizer isso aqui, Sr. Presidente, às pessoas do país, que eles estão acelerando porque eles querem Jair Bolsonaro.
A mãe de família não comove o coração de ninguém...
(Interrupção do som.)
(Soa a campainha.)
O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – ... 14 anos de prisão por ter escrito, eternizado a frase do Barroso: "Perdeu, mané".
Não, ele trata a todos nós brasileiros como manés – como manés –, como idiotas. Ele, que advogou para um terrorista.
Eu vou encerrar, Sr. Presidente, tão somente dizendo das minhas providências.
Eu já sofri dois ataques. V. Exa. me conhece de muito tempo e V. Exa. sabe que para a ciência eu sou um paralítico. Eu sou um homem lesionado de medula, a minha coluna é um enxerto de titânio. Por conta disso, eu fiquei paralítico, consegui ficar de pé e sublimei uma dor que eu tenho 24 horas por dia. Eu sublimei pelo privilégio de ficar de pé e tenho uma vida, apesar das dores, de atleta. Assim, para que eu tenha essa...
(Interrupção do som.)
(Soa a campainha.)
O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – ... e fiquei com um passivo do meu lado direito, como V. Exa. sabe. Por muito tempo, a minha mente se redefiniu e eu consigo andar com uma marcha diferente, jogando o meu quadril. Por conta disso, fiz no ano passado uma cirurgia, colocando uma prótese no joelho – e ainda não posso andar longas distâncias. Por conta dessa lesão de medula, eu fui operado, sedado. Imagine que para se colocar uma prótese, tem que serrar o osso, sedado. Tive que passar muito tempo na UTI. V. Exas. acompanharam no ano passado. Agora, eu chego do médico, porque fui fazer infiltração neste joelho aqui, do lado de cá, no joelho esquerdo, que tem aguentado todo esse baque.
E recebo, eu não vou falar o nome...
(Interrupção do som.)
(Soa a campainha.)
O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – ... sendo atacado por um ator da Rede Globo, que pegou o meu discurso em Copacabana, montou, com inteligência artificial, atrasando a minha fala e dizendo que eu estava bêbado.
Senador Eduardo Braga, eu tenho uma história, eu tenho uma história. Tem 42 anos que tiro drogados de drogas lícitas e ilícitas, a minha história é recuperando bêbados. Eu nunca coloquei uma gota de álcool na minha boca, nem de vinho, eu só bebo água, e esse indivíduo solta um vídeo, montado por ele... A inteligência da Polícia do Senado foi a primeira a fazer a perícia técnica da montagem, que já foi detectada...
(Interrupção do som.)
(Soa a campainha.)
O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – .... pela própria polícia.
Eu tomei as providências judiciais contra esse cidadão. Imagine alguém ir para a rede social zombar da deficiência física de alguém. Imagine se é um de nós, se sou eu... Eu jamais faria uma canalhice como essa, mas o Brasil me conhece e conhece a minha história, recuperando pessoas, recuperando vidas; conhece a minha luta.
Eu tenho essa entidade, Senador, que tem 40 anos de vida – 42 de vida para 43, e 40 como instituição. Lutei aqui para que as entidades de recuperação de drogados... A Senad pudesse ocorrer. Existem n casas de recuperação, V. Exa. sabe, como Governador e como Senador, lá no Amazonas, que eu conheço. Eu estou há mais de 40 anos...
(Interrupção do som.)
(Soa a campainha.)
O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – Eu estou há mais de 40 anos nessa luta, devolvendo esposos às suas famílias, devolvendo pais aos seus filhos, enxugando lágrimas de família que chora por gente bêbada, drogada. Eu não tenho uma outra história na minha vida. Aí me vejo atacado por um esquerdista doente – doente – e que vem, faz um ataque vil, dizendo que eu estava bêbado – e essa é a segunda vez que um esquerdista faz isso.
Eu tomei minhas providências. O Brasil me conhece. Eu não tenho... na verdade, não teria nem necessidade, pelo conhecimento que as pessoas têm da minha luta, de estar aqui neste microfone, mas é preciso verbalizar e tomar providências. É possível que ele seja até inocentado, pelo fato de ser de esquerda e achar que eu mereço ser chacota e ser chamado de bêbado nas redes sociais.
(Interrupção do som.)
(Soa a campainha.)
O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – O que é verdade...
O SR. PRESIDENTE (Eduardo Braga. Bloco Parlamentar Democracia/MDB - AM) – Senador, para concluir.
O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – ... o que é verdade é que as redes sociais existem, mas não para que você faça ataque à honra das pessoas e minta sobre elas. Hoje, a inteligência artificial é um bem, mas também é um mal. Hoje é comigo, amanhã pode ser com o senhor, depois pode ser com outra pessoa e outra pessoa. Eu não estou aqui me vitimizando pela minha situação física. Até agradeço a Deus, que me colocou de pé, pela força que Ele tem me dado para conviver com dores até aqui e cumprir com dignidade o meu papel e sem medo, de forma destemida. Mas só quero dar conhecimento de que eu tomei todas as providências e que as pessoas que viram isso, essa sandice, na internet, saibam quem é o cínico, quem é o criminoso que cometeu este tipo de ato.
E aí eu encerro...
(Interrupção do som.)
(Soa a campainha.)
O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – ... da Casa não colocar áudio aqui, mas esse vídeo está nas redes sociais, nunca mais vai sair de lá, como os de todos os outros, do Ministro Alexandre de Moraes, do Ministro Barroso, de todos eles que vieram aqui e mentiram da mesma forma. Hoje eles são paladinos da justiça, paladinos da honradez, eles não têm passado, eles são absolutamente limpos, nunca cometeram uma infração e podem chamar alguém, vilipendiar alguém com 14, 15, 17 anos de cadeia, porque eles, supostamente, acham que eles cometeram o crime.
O SR. PRESIDENTE (Eduardo Braga. Bloco Parlamentar Democracia/MDB - AM) – Senador, para concluir.
O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – Agradeço a V. Exa., mas eu precisava responder com relação à questão do áudio do Presidente da Casa.