Discurso durante a 35ª Sessão Deliberativa Extraordinária, no Senado Federal

Reflexão sobre o futuro político de S. Exa. e sobre o exercício da atividade política no Brasil. Manifestação contrária ao Projeto de Lei Complementar no. 177/2023, aprovado pela Câmara dos Deputados, que amplia o número de Deputados Federais. Registro da participação de S. Exa. nas manifestações de 7 de maio em favor da anistia aos acusados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e inconformismo com a suposta recusa do Governo Lula em classificar as organizações criminosas PCC e Comando Vermelho como terroristas.

Autor
Cleitinho (REPUBLICANOS - REPUBLICANOS/MG)
Nome completo: Cleiton Gontijo de Azevedo
Casa
Senado Federal
Tipo
Discurso
Resumo por assunto
Atividade Política, Orçamento Público, Organização do Estado, Soberania, Defesa Nacional e Ordem Pública:
  • Reflexão sobre o futuro político de S. Exa. e sobre o exercício da atividade política no Brasil. Manifestação contrária ao Projeto de Lei Complementar no. 177/2023, aprovado pela Câmara dos Deputados, que amplia o número de Deputados Federais. Registro da participação de S. Exa. nas manifestações de 7 de maio em favor da anistia aos acusados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e inconformismo com a suposta recusa do Governo Lula em classificar as organizações criminosas PCC e Comando Vermelho como terroristas.
Aparteantes
Magno Malta.
Publicação
Publicação no DSF de 09/05/2025 - Página 20
Assuntos
Outros > Atividade Política
Orçamento Público
Organização do Estado
Soberania, Defesa Nacional e Ordem Pública
Indexação
  • CRITICA, RETIRADA, APOIO, PARTIDO POLITICO, PARTIDO DEMOCRATICO TRABALHISTA (PDT), GOVERNO FEDERAL, CONSEQUENCIA, DEMISSÃO, CARLOS LUPI, CARGO, MINISTRO DE ESTADO, MINISTERIO DA PREVIDENCIA SOCIAL (MPS).
  • CRITICA, PROJETO DE LEI DA CAMARA (PLC), AUMENTO, QUANTIDADE, DEPUTADO FEDERAL, CAMARA DOS DEPUTADOS, PROPORCIONALIDADE, POPULAÇÃO.
  • CRITICA, DECLARAÇÃO, LUIZ INACIO LULA DA SILVA, PRESIDENTE DA REPUBLICA, RECUSA, CLASSIFICAÇÃO, GRUPO, CRIMINOSO, CARACTERIZAÇÃO, ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA.

    O SR. CLEITINHO (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - MG. Para discursar.) – Sr. Presidente, bom dia a todos os Senadores e Senadoras, à população que acompanha a gente que está aqui presente ou que acompanha a gente pela TV Senado e aos servidores desta Casa.

    Sr. Presidente, eu vou falar aqui de uma forma bem sincera e bem transparente, é o que o meu coração está pedindo para falar há alguns dias, há alguns meses já.

    Tem muita gente, lá no Estado de Minas Gerais, até com pesquisas, me colocando como candidato a Governador, liderando pesquisas em Minas Gerais.

    Eu vou falar uma coisa aqui do fundo do coração para toda a população mineira e do Brasil: eu vou estudar bem isso neste ano, conversar bem, fechar a porta do meu quarto, orar muito, pedir a Deus, porque a minha pretensão mesmo, se continuar da forma que está a política, é não disputar eleição nunca mais na minha vida, é manter meu mandato aqui que eu tenho, que vai mais seis anos, parar de disputar eleição e seguir a minha vida, porque, a cada dia, eu vejo que isso aqui me desanima mais, isso aqui me deixa extremamente ansioso, porque eu não levo desaforo para casa, e o que a gente mais leva é desaforo para casa.

    Eu vejo algumas pessoas que não entendem nada de política ficarem criticando a gente: "Você só faz barulho, não resolve nada". Vem cá, frequenta isso aqui, Congresso Nacional. Eu tenho mais de 300 projetos aqui protocolados, e só projetos que beneficiam a população brasileira, tudo em favor do povo. Aí eu estou aqui me matando, me doendo, fazendo de tudo para tentar melhorar a vida das pessoas, meus projetos não são aprovados. Quando chega em Comissão, os caras têm coragem de pedir adiamento deles para 30 dias, 60 dias. Então, como é que faz? Aí eu vou pular para vir para Executivo, para Governador, onde eu vou ter que negociar? Meus valores não são negociáveis, meus amigos, e eu vou ter que negociar com gente que não está nem aí para o povo, gente que não está nem aí e só está preocupado em negociar para eles, para o bolso deles, porque eu vejo isso aqui, eu estou vendo isso aqui no Executivo, e olha que eu sou oposição.

    Você sabe o que acabou de acontecer? Eu quero novamente aqui valorizar, Presidente, os três Senadores do PDT – o Weverton, a Leila e a Ana Paula –, que falaram assim: "Não, eu vou continuar na base do Governo". É isso, porque, quando o Governo ganhou e foi lá negociar com o PDT... Porque o que me envergonha na política é isto: você se sentar com o Executivo, sentar com o Prefeito, ou sentar com o Governador, ou sentar com o próprio Lula... "Não, a gente precisa... Aqui você é base", "Mas, para ser base, eu tenho que ganhar isso". Quando é que tem negociação que é para o povo, para o povo ganhar? Quando é que tem? Conta para mim que horas que é?

    Não, aí eu tenho que ganhar o ministério, eu tenho que ganhar secretarias, eu tenho que ganhar cargo, os meus Senadores têm que ter tantas emendas, os meus Deputados Federais têm que ter tantas emendas; senão, eu não sou base.

    Aí o Ministro Lupi, que foi ministro e foi exonerado, pediu para sair, quem errou foi ele. Ele prevaricou. Quer dizer, o Governo fez certo; tinha que exonerá-lo mesmo, uai! Ele errou. Aí, como ele não está mais, a bancada lá do PDT, lá da Câmara, já falou que não é base mais. Como é que eu vou lidar com isto, sendo um Governador do meu estado: ter que negociar esse tipo de situação? Eu já falei que eu não faço negócio errado, coisa errada. Vai botar a faca no meu pescoço e falar assim: "Ó, se você quiser ter base aqui, na assembleia, você tem que me dar isso, me dar isso, me dar aquilo. Como é que se faz?

    Eu, sinceramente, estou pensando seriamente – vou conversar com Deus, conversar com a minha família e conversar comigo mesmo – se compensa continuar na vida pública, se compensa, no ano que vem, um cara que se doa igual eu me doo aqui...

    Eu não faço nada de errado – nada de errado. Quem está ganhando, se um dia eu virar Governador, não sou eu não. Quem está ganhando são os 853 municípios, porque eu não tenho coragem de fazer nada de errado. Eu não tenho coragem de negociar nada para mim, a não ser negociar para o povo.

    E aí, eu vejo uma situação dessa que eu vi: "ah, não é base mais não, porque, se tirou o Ministro do PDT, o PDT não tem ministério mais, então, não serve mais". E o povo? E os aposentados que foram roubados na cara dura? E o ministro, que simplesmente prevaricou? E ele foi homem, eu tenho que falar a verdade, porque a maioria dos políticos não são machos. Ele pegou e falou assim: "Não, eu sabia, eu não fiz nada". Pelo menos foi homem, porque se fosse outro, ia justificar o erro em cima de erro, ia mentir. Pelo menos foi homem.

    Mas agora não serve mais. Agora o PDT, lá na Câmara, gente, não é base mais. E uma coisa que eu quero ser aqui é justo. Nessa questão aqui do INSS, gente, eu não estou aqui apontando o dedo na cara do Lula para falar que o Lula já sabia, como o próprio Presidente Bolsonaro, ou a Dilma, ou Temer, não. A gente lida aqui...

    Isso aqui é uma prostituição mesmo, gente. Isso aqui é política. Parece que foi feito para não funcionar; a verdade é essa. O que tem de nego vagabundo que fica nos corredores do Congresso Nacional atrás de fazer coisa errada, atrás de se beneficiar, é o tempo inteiro. Isso aqui já vem... Isso aqui é (Trecho editado nos termos do art. 48, inciso XXXI, e art.19, inciso I, do Regimento Interno.) mesmo. A gente está num ninho de prostituição mesmo, de (Trecho editado nos termos do art. 48, inciso XXXI, e art.19, inciso I, do Regimento Interno.).

    Então, assim, na hora em que você entra num negócio desse, saiba que você está num ninho de coisa errada. Então, por isso que eu não vou aqui falar assim: o Lula sabia, porque como é que você fiscaliza a consciência de homens, de seres humanos? Você vai lá e coloca a pessoa com a maior boa-fé, indica-o para ser ministro, para ser secretário, está lá todo mundo trabalhando, mas é feito para não funcionar. Parece que todo mundo pensa: política é negócio para roubar, para desviar dinheiro e fazer rolo. Parece que fica só nisso, o tempo inteiro. Ninguém parece que senta e diz: "Vamos fazer para o povo. Vamos fazer para o povo".

    Eu escutei agora uns partidos, o PSDB, o Podemos, falando que vão fazer uma fusão, o próprio Republicanos com o MDB. Faço uma pergunta: o que o povo ganha com isso, fazer fusão? O que o povo vai ganhar com isso, gente? Nada. Quem ganha com isso? O que eles estão pensando de verdade mesmo? É ter mais Deputados, ter mais cadeira, para ter mais representatividade, para poder lá depois negociar, botar a faca no pescoço do Executivo, para poder ter mais Fundo Eleitoral. O povo mesmo não ganha nada com isso.

    E quantos políticos será que têm coragem de pegar e subir aqui e falar isso, como eu estou fazendo? Sabe por que eu faço isso? Porque eu não devo nada. Eu não esqueço o dia em que eu vim a ser candidato a Senador pelo meu estado e fui conversar com alguns partidos para poderem me dar a vaga. Teve um Presidente de um partido lá do meu estado que virou para mim e falou: "Cleitinho, o que você quer?". Eu falei assim: "Ô, eu quero a vaga". Ele arregalou os olhos, ficou uns 30 segundos olhando para mim e falou assim: "Pode pedir". Eu falei: "Não, eu quero a vaga". "Você não vai querer mais nada?". Eu disse: "Não, só quero a vaga". Foi só isso que eu queria, a vaga. Eu não vou negociar nada para mim, na minha vida política. Só vou negociar o que for para o povo. Então, será que compensa mesmo eu continuar nessa aqui, escutando desaforo de gente que não sabe o que é a minha vida, o que é que eu passei para chegar aonde eu cheguei aqui, para ficar escutando desaforo de gente que não sabe nada de política e que, se estivesse aqui, estaria se corrompendo ao sistema também? Falam: "Ah, só faz barulho, só faz isso, só faz aquilo".

    Eu estou aqui todos os dias, sempre votando os projetos todos aqui. Meus projetos estão aí para todo mundo ver. É só pesquisar. É só olhar. É só olhar. Todos a favor do povo. É tudo para reduzir o custo de vida da população, para poder melhorar a vida da população. E aí é de todos, tá? É de esquerda e de direita. Eu tento sempre ser justo aqui, fazer projeto que chegue a todos, a toda a população brasileira. Ah, não, e não é ideologia não, porque se está matando um país...

    Eu aprendi muito com Davi. Quer dizer, para você ter um país próspero, tem que estar unida a nação. Com uma nação dividida, meu irmão, nunca um país, o mundo, vai prosperar com a nação dividida como o nosso país está.

    Então, por mais que eu seja oposição do Lula – e serei até o fim do meu mandato aqui –, eu jamais vou querer o mal de um Presidente da República, porque é ele que está dirigindo o navio. Se der tudo errado aqui, vai todo mundo afundar, menos os políticos. É só vocês lembrarem a época da covid: mandou fechar tudo, todo mundo dentro de casa, muita gente sem dinheiro... E pergunte se algum dia – eu era Deputado Estadual – eu fiquei sem receber salário. Nunca! Então, quando o barco afunda, pior é só para o povo brasileiro; para a classe política nunca piora. Então, jamais vou querer o mal de um Presidente da República. Eu não sou aliado dele, mas sou aliado do povo. Eu já falei: o que for para a população brasileira aqui, tudo que for para o povo aqui eu vou ajudar.

    A gente tem uma proposta aí, agora, para o Governo, com respeito à isenção do Imposto de Renda. Em vez de colocar isso como emergência, como urgência, para aquele que ganha até 5 mil não pagar mais. A urgência lá na Câmara, esta semana, foi para aumentar o número de Deputados. Para aumentar o número de Deputados. Agora, isso foi o quê? Uma orientação do STF.

    Sr. Hugo Motta, com todo o respeito a V. Exa., saia à rua e peça a orientação de quem te colocou ali na cadeira. Apesar de que foram os Deputados, mas quem te colocou no mandato foi a população brasileira, foi o seu estado. Pergunte a eles se eles querem que aumente o número de Deputados. Pergunte.

    E a orientação poderia ser para diminuir, não para aumentar. Vocês fazem ainda pior: vocês pegam e colocam para aumentar ainda mais o número de Deputados.

    E eu espero, do fundo do coração, aqui, que os Senadores tenham a consciência de não fazer isso.

    Peçam orientação.

(Soa a campainha.)

    O SR. CLEITINHO (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - MG) – Vão às redes sociais de V. Exas., saiam às ruas e peçam orientação do povo. Perguntem se o povo quer que aumente o número de Deputados.

    Isso aí, gente, pode abrir um precedente, para que não se aumente só o número de Deputados não. Pode aumentar o número de Deputados Estaduais, nas Assembleias, e para Vereadores.

    Eu queria mostrar para vocês aqui. Olhem como é que a política é boa. Só quero mostrar para vocês aqui para finalizar, viu Presidente? Cadê? Está aqui, ó, porque, se aumentar para Vereadores...

    Isto é um projeto lá no Rio de Janeiro: "Vereadores do Rio aprovam a criação inusitada do Dia da Cegonha Reborn". Olhem aqui com o que eles trabalham lá na Câmara de Vereadores. Imaginem você colocar mais parasita para o povo ter que pagar? Olhem o projeto que um cidadão desse teve coragem de colocar lá para votar. Você para uma Câmara Municipal um dia, você faz todo um trabalho – isso custa caro para a população brasileira – para um cara desse aqui fazer um projeto desse.

    Aí, o que é que a gente está aqui, agora, discutindo esta semana é aumentar o número de...

(Soa a campainha.)

    O SR. CLEITINHO (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - MG) – ... Deputados Federais. Imaginem, para vocês verem, ter que aumentar mais Deputados, mais Vereadores para uma porcaria de projeto desse aqui – para uma porcaria de projeto desse aqui. E o povo é que paga isso aqui.

    Vamos lá de novo?

    "Vereadores do Rio aprovam a criação inusitada do Dia da Cegonha Reborn".

    Ah, pelo amor de Deus, gente! Pelo amor de Deus!

    Então, espero aqui que os Senadores da República – a gente aqui é a Casa revisora –, que a gente possa até fazer diferente. Se a gente puder, com emendas, já que o STF mandou orientar a aumentar os Deputados, vamos fazer emendas aqui para poder diminuir. Eu acho que fica melhor. Eu acho que o povo vai ficar feliz demais da conta! A gente poderia diminuir Deputados Federais, Senadores, Vereadores, fazer realmente uma reforma política.

    Eu finalizo, Presidente, também, porque eu não poderia deixar de falar isto aqui, Magno Malta: ontem a gente esteve na manifestação da anistia, e isto aqui me chamou atenção. Deixem-me mostrar para vocês aqui: "Governo Lula rejeita classificar Comando Vermelho e PCC como organizações [criminosas] [...]". Eu vou repetir...

(Interrupção do som.)

    O SR. CLEITINHO (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - MG. Fora do microfone.) – ... para a população brasileira.

    Vou finalizar, Presidente.

(Soa a campainha.)

    O SR. CLEITINHO (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - MG) – "Governo Lula rejeita classificar Comando Vermelho e PCC como organizações terroristas." Se estivesse dando uma orientação para falar sobre o pessoal do dia 8, estaria colocando o Governo do Lula falando que esse pessoal era terrorista.

    Deixa-me mostrar para o Governo Lula, porque talvez eles não saibam. Olhem isto aqui, gente, que aconteceu lá no Rio de Janeiro: "Moradores de um condomínio em Madureira, no Rio de Janeiro, foram informados através de um edital sobre uma taxa de R$ 1.800 a ser paga para 'traficantes' a partir deste mês". Traficantes são ligados ao PCC e ao Comando Vermelho. E o Governo do Lula não quer rotular esses criminosos, bandidos, canalhas como terroristas, passando pano e ficando de joelho para PCC e Comando Vermelho. Essa... é que representa a população brasileira aqui. Essa afronta à população brasileira.

    Até quando o povo brasileiro vai aguentar isso? E aí quem que tem que ter a moral para poder falar: "Não, isso aqui é terrorista! Vamos mudar a lei, colocar essa turma toda na cadeia, no colo do diabo".

(Interrupção do som.)

(Soa a campainha.)

    O SR. CLEITINHO (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - MG) – PCC e Comando Vermelho não são terroristas.

    Então, fica aqui minha fala.

    Para eles, quem é terrorista é o pessoal do dia 8.

    Muito obrigado, Sr. Presidente.

    O Sr. Magno Malta (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES. Para apartear.) – Senhor Cleitinho, V. Exa. tem um segundo?

    Nós somos como peixe na piracema. É assim, eu acordo com a sensação do nada, sabe? E a minha sensação... A pior sensação de um homem é ele estar diante de um problema absolutamente grave e se sentir impotente para resolver – como os problemas que o Brasil tem, que V. Exa. colocou.

    Vou dizer uma coisa para V. Exa. sobre o Lupi. O Lupi não é um neném. Ele está nos governos, no mesmo ministério – no mesmo ministério –, desde o Governo Lula; desde o Governo Lula! E uma dessas organizações que mais levou dinheiro – mais de R$100 milhões – e que está dentro dessa leva do assalto aos aposentados é do irmão do Lula.

(Soa a campainha.)

    O Sr. Magno Malta (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – Claro que ele sabia. Claro que todos sabem.

    V. Exa. falou, é um consórcio. Se um partido se junta e vai para a base do Governo, o Governo tem que entregar alguma coisa. É troca. "Nós votamos com vocês..." Tem uns que perdem o nome, autodesmoralizam-se, não podem nem andar na rua, mas ele quer saber que manda no INSS lá do estado dele. Ele é o dono do Detran. Ele que é o dono disso. É uma tara de poder para satisfazer a si mesmo, sem qualquer tipo de responsabilidade ou sensibilidade com o povo.

    Quando nego abandona o barco... Aqui tem um caso nítido. V. Exa. não estava aqui. No impeachment da Dilma, lá no Nordeste – vou citar o estado, para não ficar... porque V. Exa. é da Paraíba, para não ficar: "Que estado foi? Que estado foi?". Do Recife. Tinha um Ministro da Dilma, Ministro da Integração Social... Imagine V. Exa. quanto dinheiro tem nesse Ministério da Integração Social.

(Interrupção do som.)

    O Sr. Magno Malta (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES. Fora do microfone.) – O cara foi Ministro da Dilma por seis anos.

(Soa a campainha.)

    O Sr. Magno Malta (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – Foi Ministro por seis anos da Dilma. Quando Dilma foi para ser impitimada, ele saiu do ministério, voltou para o Senado, e sabe o que ele fez mais? Ele ainda pediu para entrar na Comissão do Impeachment e votou para impitimar a Dilma.

    Na vida, ou você tem lealdade ou você não tem. Pelo menos essa gente do crime tem código, eles respeitam o código no crime, eles têm tribunal do crime, e aqui não. Aqui você tem um Ministro da Justiça que diz que tem que humanizar os pequenos crimes, e até vagabundo que está em cadeia de segurança máxima, presídio, foge, foge, e isso não é nada. Um avião da FAB foi buscar uma condenada com o dinheiro do povo, com ordem de quem? Por que buscar essa condenada que pegou 15 anos na Lava Jato?

    O SR. PRESIDENTE (Veneziano Vital do Rêgo. Bloco Parlamentar Democracia/MDB - PB) – Senador Magno, Senador Magno, só para que nós organizemos aqui o procedimento, V. Exa. está inscrito, e nós estamos com a conclusão da fala do Senador, querido companheiro Senador Cleitinho, que utilizou dez minutos com mais três de anuência, com muito gosto, para ouvi-lo. V. Exa. poderia subir à tribuna, usar o seu, porque senão V. Exa. vai estar aparteando, ou o senhor se dará por satisfeito ao falar daí, pelo tempo que teria regimentalmente?

    O Sr. Magno Malta (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – Não.

    O SR. PRESIDENTE (Veneziano Vital do Rêgo. Bloco Parlamentar Democracia/MDB - PB) – Então, venha à tribuna, Senador, porque...

    O Sr. Magno Malta (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – Eu não sabia que eu seria o próximo, achei que era o Senador Girão.

    O SR. PRESIDENTE (Veneziano Vital do Rêgo. Bloco Parlamentar Democracia/MDB - PB) – Não, o Senador Girão falou antecedentemente.

    Eu convidaria V. Exa. a subir à tribuna, porque são três minutos de aparte com os dez minutos, porque, como V. Exa. sabe muito mais do que eu próprio, o aparte está dentro do pronunciamento de dez minutos. Eu queria convidar V. Exa. para dar continuidade à sua linha de raciocínio, mas na condição de orador inscrito, por gentileza.

    O Sr. Magno Malta (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – O meu aparte é igual ao do Suplicy, toma o discurso do cara todo.

    O SR. PRESIDENTE (Veneziano Vital do Rêgo. Bloco Parlamentar Democracia/MDB - PB) – Eu queria muito que pudéssemos ter o Regimento que previsse essa condição, querido, mas a gente não pode desconhecer, porque já foram três minutos de aparte. Aí, como é sempre muito salutar ouvi-lo, gostaria que V. Exa. viesse à tribuna e a ocupasse na condição de orador.

    O SR. CLEITINHO (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - MG) – Obrigado, Presidente.


Este texto não substitui o publicado no DSF de 09/05/2025 - Página 20